wild wild country

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 5 – Massa de Manobra – Episódio – 3 – podcast #67

HOME > BLOG > Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 5 – Massa de Manobra – Episódio – 3 – podcast #67

Podcast de Yoga | 19 fev 2021 | Daniel De Nardi


Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 5 – Massa de Manobra – Episódio – 3 – podcast #67

Neste podcast vou analisar o 3º episódio da série produzida pela Netflix, Wild Wild Country que conta a vida do líder espiritual Rajnessh ou Osho.

LINKS

 


Compartilhar: Compartilhar no http://WhatsAppCompartilhar no http://FacebookCompartilhar no http://Twitter

Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Daniel é Professor de Yoga há mais de 20 anos. Pesquisador do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. É autor de diversos livros: "Aprenda a Meditar com o Yoga", "As Origens da Meditação e do Yoga", "Asana - Posturas do Yoga", "Como a Meditação funciona?", "O Yoga do Autoconhecimento", "Pra que Meditar?", dentre outros. Também é responsável por produzir a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

YogIN App
Qualidade de Vida | 8 mar 2021 | Daniel De Nardi
A transformação pela comunicação

A transformação pela comunicação - Escrevi aqui no blog, um outro artigo sobre comunicação chamado Para onde nos levam as palavras, o título é ruim, mas a ideia central é boa e por isso vou aprofundá-la um pouco mais no texto de hoje usando como pano de fundo um outro filme. Se você ainda não leu  Para onde nos levam as palavras, vale a pena. O texto também se baseia num filme, My Fair Lady,  para explicar sobre a importância da comunicação e o poder que ela tem de transformação. A comunicação é uma ferramenta muito importante para o autoconhecimento. Conseguir exprimir em palavras aquilo que se sente ou que se pensa é essencial para a auto compreensão. O ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa em seu artigo Em Defesa do Romance fala exatamente disso (a citação longa, foi inevitável)   Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela. Nenhuma outra disciplina, nenhum outro ramo das artes, pode substituir a literatura na formação da linguagem com que as pessoas se comunicam. Os conhecimentos que nos transmitem os manuais científicos e os tratados técnicos são fundamentais; mas eles não nos ensinam a dominar as palavras nem a exprimi-las com propriedade: pelo contrário, amiúde são mal escritos e revelam certa confusão linguística porque os autores, às vezes eminências indiscutíveis em sua profissão, são literariamente incultos e não sabem se servir da linguagem para comunicar os tesouros conceituais de que são detentores. Falar bem, dispor de uma linguagem rica e variada, encontrar a expressão adequada para cada ideia ou emoção que se queira comunicar, significa estar mais preparado para pensar, ensinar, aprender, dialogar e, também, para fantasiar, sonhar, sentir e emocionar-se. De uma maneira sub-reptícia, as palavras reverberam em todas as ações da vida, até mesmo nas que parecem muito distantes da linguagem. Isso, na medida em que, graças à literatura, evoluiu até níveis elevados de refinamento e de sutileza nas nuances, elevou as possibilidades da fruição humana, e, com relação ao amor, sublimou os desejos e alçou à categoria de criação artística o ato sexual. Sem a literatura não existiria o erotismo. O amor e o prazer seriam mais pobres, privados de delicadeza e de distinção, da intensidade a que chegam todos aqueles que se educaram e estimularam com a sensibilidade e as fantasias literárias. Não é exagero afirmar que um casal que haja lido Garcilaso, Petrarca, Góngora e Baudelaire ama e usufrui mais do que outro, de analfabetos semi-idiotizados pelas séries de televisão.   Se você pensar numa divisão de mundo entre tangível (material) e intangível (ideias), a comunicação é a ponte entre esses dois universos. Sem um arsenal de palavras e construções verbais que consigam dar significado aos acontecimentos ou ideias, os dois mundo parecerão linhas paralelas que andam juntas, mas nunca se encontrarão. Sem conhecer esses códigos (palavras) a pessoa terá muita dificuldade para entender o que se passa com suas sensações e também de compreender fenômenos externos que também afetam sua vida. Estudos da psicologia consideram que a formação do EU só começa a acontecer depois que o bebe pronuncia suas primeiras palavras. Antes disso, ele não consegue vivenciar sua individualidade. Sem as palavras ainda se sente totalmente parte da mãe.   A palavra, determina. A comunicação é a ferramenta que faz ideias abstratas se tornarem realizações concretas. A palavra, seja ela pensada, escrita ou pronunciada que permite que os acontecimentos sejam compreendidos. A busca da auto compreensão passará necessariamente pelo desenvolvimento da linguagem. Dialogar com o corpo e compreender mais a fundo as sensações é algo que a prática do Yoga faz em todos os tipos de exercícios. O que é um asana se não uma forma de aprendizado do diálogo corporal. No Hinduísmo há uma crença de que para que algo exista, precisa ter nome e forma. Isso inclui também conceitos abstratos que também precisam ser nomeados e representados como símbolos visuais. O que é a sabedoria para os hindus? Saraswati. A representação envolve a imagem numa ambientação de música, arte, iluminação e poder. A linguagem visual constrói o conceito de forma mais clara, deixando pistas de como se chegar à sabedoria. O processo é o mesmo com as palavras, elas criam conceitos na nossa cabeça que aproximam nosso imaginário daquilo que estamos percebendo. Quando você sente um medo e consegue externa-lo com palavras estará mais próximo de vencê-lo, se esse for seu objetivo. O filme A Chegada, do diretor Denis Villenueve (que já produziu obras-primas como Incêndios e irá dirigir a nova versão de Blade Runner em 2017) quebra todos os paradigmas da forma como nos comunicamos e como isso interfere na forma de vermos o mundo. O tema de A Chegada passa pela comunicação entre Nações e como o comportamento influencia a forma como cada indivíduo expressa o que sente. Não vou dar spoilers neste texto, mas recomendo de verdade. Assista e tire suas próprias conclusões. Separei um podcast sobre o filme que traz reflexões interessantes. Eu, preferi ouvir após ver o filme, mas se você não se importa com spoilers aperte o botão.   Depois deixe seu comentário sobre o filme, agradeço desde já a participação. Podcast com esse texto narrado https://soundcloud.com/yogin-cast/sabias-palavras-podcast-94    

YogIN App
Dicas de Yoga | 7 mar 2021 | Daniel De Nardi
Fernanda Lima praticando Yoga na Índia

Fernanda Lima praticando Yoga na Índia - Reportagem do Esporte Espetacular da Rede Globo na qual aparece Fernanda Lima praticando Yoga na Índia. Ela foi fazer Yoga em um importante retiro de Yoga no sul desse país. Pode-se taxar a reportagem dizendo, o que não é mentira, que não existe no Yoga você querer fazer a série ou qualquer exercício para o seu professor ver ou para qualquer outra pessoa. A busca no Yoga é totalmente pessoal e se você deseja buscar algum objetivo é porque ele está alinhado com sua verdadeira natureza e não pra impressionar alguém. Por outro lado, é uma reportagem de TV. É preciso ter alguma trama, e acabaram criando essa. Foi bacana depois ver Fernanda Lima mostrando que no fundo aquilo era uma busca totalmente pessoal.  No fundo buscava conquistar a série por um objetivo próprio e não como a reportagem queria deixar entender. Achei bacana a declaração dela falando de um momento em que ela tinha tudo o que \"todo mundo\"deseja, mas ela se perguntou o que realmente era importante pra si mesma. Achei essa a parte mais verdadeira da reportagem. Em geral a edição está linda e mostra a índia com todas as suas cores, sua mística e seu respeito à sabedoria dos povos antigos. Para ver a reportagem completa, clique no botão abaixo  

Filosofia do Yoga | 6 mar 2021 | Daniel De Nardi
O tapas de Shackleton

O tapas de Shackleton O conceito de tapas (auto-superação) acompanha o Yoga desde de seu surgimento. A auto-superação pode ter infinitas variáveis, mas um único princípio - tirar-nos do conforto, gerar incômodo para que alguma mudança aconteça. Sem incômodo não há mudança. Espera-se pelo dia que bastará tomar um único remédio e poderá comer tudo o que der vontade, sem fazer nenhum esforço físico para manter-se em forma. Ou pelo dia que que tomaremos uma pílula antes de dormir e acordaremos com dezenas de assuntos assimilados e prontos para serem colocarmos em prática. YogIN App - Studio de Yoga OnLine · A Autossuperação (tapas) de Shackleton - Podcast #95   Não duvido que a ciência possa gerar esse tipo de remédio em alguns anos, mas até agora a verdade é clara - se quiser mudar, terá que estressar as áreas importantes. Stress aqui no seu conceito de esticar, ampliar, gerar desconforto para modificações. Se quer emagrecer, ainda terá que ser como sempre foi (ou faça muito exercício ou coma pouco ou os dois juntos) mas você precisa gerar um incômodo, seja por parte da fome ou do desconforto nas pernas. Se quer aprender algo novo, saiba que a primeira reação da sua mente será convencê-lo que não vale a pena, que você está bem e não precisa perder tempo com isso que não vai te levar a nada. Se mesmo assim sua mente não convencê-lo, vai tentar levar sua atenção para coisas mais simples de resolver, como zerar suas notificações na rede social. Ela vai te incomodar. Estudos do cérebro da Universidade de Ohio mostraram que novos aprendizados começam a ser identificados pelo seu cérebro pelas mesmas áreas da dor física. Para o cérebro: mudança = dor Mundo horrível esse da mudança. Mas saber que o processo terá desconforto pode ajudá-lo quando pensar em desistir. Vamos lá! Tem a parte boa também. O desconforto, tanto para aprendizado intelectual quanto para mudanças físicas vai diminuindo com o tempo até se tornar prazer. Quem nunca correu, não consegue imaginar que alguém possa sentir prazer correndo os últimos 2km de uma maratona. Mas garanto que isso é possível, apesar das primeiras experiências da corrida serem torturantes. A minha estréia na corrida, não faz muito tempo, foi em 2005. Eu não era um sedentário, praticava Yoga regularmente e depois de 2o minutos tive que parar de tanto sentir aquela dor que dá do lado da barriga. Pensei \"tudo bem fazer isso pra perder peso, mas acordar pra correr por prazer, impossível.\" Não é apenas com a corrida que isso acontece. Todo novo aprendizado, seja ele físico ou mental, passa por desconforto. Você não lembra da sua primeira experiência com os asanas ou com a meditação. As mudanças começam a se sedimentar quando nesse momento do desconforto, que todas as variáveis apontam para o bom senso da desistência, você diz - não vou tentar mais um pouco. [caption id=\"attachment_16482\" align=\"alignright\" width=\"378\"] Essa é uma das primeiras fotos do meu Instagram. Me emocionei quando vi as fotos originais de Shackleton[/caption] Isso é tapas! Tapas é quando, mesmo consciente do desconforto, você persiste por saber que o que você realmente quer está na frente do desconforto. Tapas pode ser confundido com auto mutilação. Na Índia, há sadhus fazendo as coisas mais esdrúxulas em nome de tapas, como enrolar o pênis numa cabo de ferro para demonstrar o domínio da mente sobre o corpo. Faquirismo não é sinal de uma vida bem vivida. Está muito mais pra exibicionismo que o verdadeiro significado de mudança através da auto-superação. A História, está cheia de exemplos de pessoas que venceram situações tidas como incontornáveis auto-superando-se. Um desses exemplos para mim sempre foi o aventureiro irlandês Ernest Shackleton que teve sua vida descrita em muitos livros. Conheci a vida de Shackleton pelo Amyr Klink. Amy não é apenas o maior aventureiro brasileiro, mas um estudioso e sábio. Ontem, tive a sorte de ouvir esse podcast que conta a história da expedição de Shackleton. A certeza que tudo de ruim é capaz de passar até que se chegue onde se quer é o maior ensinamento da vida de Shackleton. Podemos tudo, só depende de quanto suportamos esse querer. De brinde, abaixo do podcast, Amyr Klink completando tudo o que eu quis dizer até aqui, sem dificuldade, não há mudança. Boas viagens!   https://open.spotify.com/episode/7Hw6D20nXCEytlPEivXDTi https://youtu.be/wFfeolX-Rrg  

Postura de Lótus
Meditação | 5 mar 2021 | Daniel De Nardi
A experiência prática da meditação

A experiência prática da Meditação Esse ano, faz 20 anos que comecei a meditar. Foi em 96 que comecei a me aventurar na experiência de aquietar a mente. Antes mesmo de começar o Yoga, já lia e fazia alguns exercícios de meditação. Foi um treinamento que valeu a pena. Me trouxe muita coisa bacana pra minha vida. Dentre elas, reduzir minha dispersão quando preciso fazer alguma tarefa que exige atenção máxima, como escrever, ler ou ver algum filme. Sinto que essa capacidade de abstração dos sentidos, como o sábio Patañjáli, pai do Yoga dizia, me ajuda a explorar melhor tudo me interessa. Uma das coisas que esse tempo de prática me ensinou, é que nosso cérebro tem um princípio de conservação de energia. Esse instinto de sobrevivência dificulta muito qualquer tipo de mudança, mesmo começar um exercício que faz bem para nós como a meditação. O cérebro não quer fazer coisas diferentes, vai resistir até onde conseguir e criará desculpas para que você não mude seus hábitos. Ele não quer gastar energia, logo prefere que você continue lendo os mesmos tipos de livros, assistindo filmes com temas parecidos e também mantendo os exercícios físicos que você está acostumado a fazer. Nem isso o seu cérebro quer que você mude. Ele sempre trabalha pra fazer as coisas com o mínimo gasto de energia, logo mudar é forçar o cérebro a sair da sua zona de conforto e isso faz bem para sua capacidade de adaptação. Se você já teve alguma experiência com Meditação, provavelmente achou desconfortável e se nunca teve, pode esperar por uma experiência árdua. No começo é difícil mesmo. Você luta contra instintos de preservação da sua vida (pode acontecer até mesmo de você abrir os olhos no meio do exercício com medo que algo aconteça enquanto você está de olhos fechados). A proposta da meditação é algo que desafia o cérebro a mudar. Ficar atento a uma só imagem, força seu cérebro a não dispersar a atenção, algo que ele está acostumado e adora fazer. Por isso, ele não vai facilitar a vida e tentará buscar sensações e memórias que façam você parar com o exercício, abrir os olhos e voltar a olhar para as atualizções do seu celular. Persista. Não embarque nessa necessidade de dispersão, pois ela não é tão necessária assim, espcialmente enquanto você estiver meditando. Se deseja vencer, pelo menos alguma parte, dos seus turbilhões mentais, persista. Da mesma forma que cérebro rejeita a mudança, a medida que ele vai aprendendo a permanecer mais tempo focado no mesmo pensamento, a experiência da meditação trasforma-se completamente. Se você já praticou corrida sabe do que estou falando, no início parece insuportável, com o tempo pode até viciar. Meditar é conseguir dar mais atenção a você mesmo. Pense se você ficasse olhando para uma flor durante 5 minutos, sem pensar em mais nada, quantas informações você teria sobre ela que você nem sabia? Agora pensa fazer 5 ou 10, ou 15 ou 20 minutos deste mesmo exercício com você mesmo. Quanto você também não sabe sobre você?