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Uma possível explicação para o 6º sentido feminino

Antes de você começar a ler esse texto vou adiantar algumas informações importantes:

  1. Não sou historiador, arqueólogo ou cientista – Talvez eu tenha a curiosidade deles mas não.
  2. Não sou bom entendedor das mulheres – A brincadeira óbvia seria “existe?” mas não farei essa colocação.

A teoria não passa de um agrupamento do que já li, vi e ouvi de múltiplas fontes. A explicação não pretende esclarecer o comportamento plenamente difuso do specimen de gênero feminino. Mas acho que vale a pena refletir sobre os pontos.

Vamos aos pontos

Conforme expliquei nesse artigo, a ciência tem conquistado muitos avanços em pesquisas que explicam o que de fato é esse 6º. O termo ïntuição” não é mais tratado como algo alternativo pelos acadêmicos. Este feeling, que está além do raciocínio lógico, possui muitas facetas e uma delas é a capacidade de antever como as pessoas agirão, algumas vezes contrariando as previsões matemáticas.

Não li nenhuma pesquisa explicando por que a mulher teria essa ferramenta mais bem desenvolvida que o homem apesar disso ser visto o tempo todo no nosso dia a dia.


Como as mulheres desenvolveram essa habilidade melhor que os homens?

Quando tratamos de comportamentos instintivos, reproduzidos de maneira quase automática, estamos falando com áreas muito profundas do cérebro. Áreas habitadas pelo sistema nervoso autônomo e pelas memórias atávicas, as mais antigas. Isso significa que essa diferença de atitude da mulher para o homem foi sendo construída durante milhares de anos, passando e se aprimorando a cada geração feminina.

Para entender como as mulheres precisaram desenvolver esse tipo de intuição temos que recuar na História algo como 100.000 anos. O tempo em que nossa proteção eram as cavernas. Havia muita escassez ali o que deixava os sentidos alertas e as emoções sempre a flor da pele. Era certamente um ambiente perigoso, especialmente para as mulheres. O homem é fisicamente mais forte e naquele período, onde não existiam regras claras eles deveriam abusar muito das mulheres. Quando o homem tinha desejos ele fazia o necessário para realizá-los, mesmo que isso gerasse desconforto para as mulheres.

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Mulheres passaram milhares de anos sofrendo agressões dos homens.

Para proteger-se das agressões, as mulheres aprenderam a ler muito bem os sinais dos corpos. Intenções refletem-se nos nossos músculos e até no nosso cheiro. Todos podem captar isso, mas as mulher como forma de proteção captam mais. Não precisamos olhar durante muito tempo para uma pessoa para saber sobre ela, talvez nem precisemos ver o seu rosto.

Um estudo da Psychological Science em 2013 provou que olhando somente as mãos de um jogador de pôquer, você é capaz de descobrir se ele vai ou não ganhar o jogo. O pesquisador Michael Slepian, da Universidade Stanford, mostrou clipes de um torneio oficial para 78 universitários. Em um vídeo de 1,6 segundos, jogadores eram mostrados do dorso para cima: troncos, braços e rostos. Outros mostravam apenas a cara deles. E um terceiro, apenas mãos e braços. Cada voluntário assistia um dos vídeos e respondia se achava que o jogador tinha boas cartas ou não. Os estudantes que viram os vídeos dos rostos ou dorso para cima se saíram mal. Quando só viu mãos e braços acertou mais.

A pesquisa falhou em não dividir o grupo entre homens e mulheres, se tivesse feito o resultado teria sido ainda mais surpreendente.

As mulheres aprenderam a ler melhor esses sinais pois, do entendimento deles, dependia sua vida. Sem poder lutar fisicamente, a mulher começou a prever muito bem o comportamento dos outros. Conforme os sinais corporais, ela já sabia que poderia sofrer uma agressão, então planejava antecipadamente alguma fuga.

Esse poder de decodificar o que o outro está sentindo mais rapidamente que um piscar de olhos é uma incrível ferramenta que as mulheres tem nas mãos e que se souberem trabalhá-la será cada vez mais um grande diferencial.

A nós homens, resta-nos meditar mais, para ficarmos mais atentos aos nuances que para vocês são tão óbvios.

Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.

  • adriborges

    adriborges - 28 Maio 2017

    nossa, você chegou lá na idade das cavernas, que interessante . vou compartilhar lá no grupo.obrigada

    • Daniel De Nardi

      Daniel De Nardi - 19 jun 2017

      Obrigado Adri!