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Teoria dos Códigos dos Grupais – Podcast #38

Teoria dos Códigos Grupais – Podcast #38

Nesse episódio apresento uma antiga teoria sobre como os grupos se comportam e como aprender mais sobre eles.

 

 

Links

 

 

Trilha Sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo

 

 

Transcrição

 

 

Teoria Dos Códigos Grupais – Podcast #38

 

Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando um 38º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal onde falamos sobre assuntos do yoga, conceitos das filosofias indianas e, também, sobre assuntos cotidianos.

Falando sobre yoga, na semana que vem vai acontecer o Yoga Lifestyle BR, que está sendo coordenado pela Mayara, tem um envolvimento de todos os professores do YogIN App e outros professores de fora, vai ser um grande evento, estou preparando a minha aula que será no sábado, às 16h, uma aula que vai abordar o yoga da antiguidade a modernidade.  Será bem interessante, acredito que todos irão gostar, nunca abordei antes. Espero que quem tiver em São Paulo possa ir, mesmo que seja para ir em um dia. Vou deixar o link na inscrição, quem quiser fazer a inscrição, pode utilizar o cupom com o meu nome, Daniel, é só acessar o link e inserir o meu nome no ato da inscrição que você terá 20% de desconto. Vale a pena usar o cupom para que se tenha o desconto e possa participar desse evento que será marcante para a história do yoga no Brasil.

Já que a gente está falando em uma reunião, num grupo de muitos yôgins que estarão juntos na semana que vem, eu trouxe um vídeo antigo que eu tinha, que será passado como áudio para os ouvintes do podcast, quem assina o YogIN App e assiste as aulas no aplicativo poderá assistir o vídeo. Este vídeo eu gravei há um tempo sobre uma teoria que eu tinha em relação ao códigos grupais, que os grupos tem determinados códigos e a percepção desses códigos nos ajudam no aprendizado do meio que o grupo está trabalhando, que o grupo tem como atividade comum.

Vou deixar o vídeo para vocês e desenvolver mais essa ideia, mas é o que eu vou deixar como essa aula, como o podcast de hoje. Ao final, vamos ouvir um outro alemão chamado Brahms.

Brahms nasceu um pouco depois da morte de Beethoven, que nasceu em 1770 e morre em 1827, Brahms nasce em 1833, seis anos após a morte de Beethoven, e morre em 1897. Ao longo da sua vida ele desenvolveu e apurou ainda mais o estilo romântico fundado por Beethoven. Brahms é da mesma linha que Beethoven em termos de qualidade de música, inclusive, a sua primeira sinfonia é considerada a 10ª Sinfonia. Beethoven escreveu nove sinfonias, a nona é a mais conhecida, mostramos aqui em algum episódio que não me lembro qual.

O interessante da história de Brahms é que ele viveu em 1870, nesta época a força estava sendo transferida para os consumidores, a força e o poder econômico não era só dos reis. Quem viu o filme Amadeus, viu a situação em que Mozart se coloca, de ter de agradar o rei, o duque ou o seu patrocinador. E começam a fazer lobby em cima de sua música, falando mal dele por inveja o que faz com que ele perca o seu posto (de agradar a nobreza do Austro-húngaro, na época).

Brahms, já é de uma época em que os músicos fazem sucesso por uma aceitação do público, então ele começa a fazer sucesso por uma aceitação do público, então, ele passa a ter que agradar ao público, ao gosto faz pessoas que o ouviam, não apenas de uma pessoa. Brahms escreve algumas sintonias e concertos que o tronam famoso, e ele vive uma vida financeira muito tranquila, diferente dos seus antecessores que tinham de agradar a nobreza ou o clero ou viviam na miséria. A burguesia crescer, tem poder de escolha e isso é muito interessante porque a música voltada para o indivíduo, não para agradar apenas uma pessoa de qualquer forma.

Em 1870, Brahms recebe um convite da Universidade de Breslau, ele responde com uma carta, algo que o reitor não gosta, pois acreditava que a ocasião merecesse uma comemoração maior. Brahms escreve, então, uma música que é a abertura para uma festa acadêmica, para ser usada para a formatura de uma turma. Se fosse hoje, seria como se Bono Vox compusesse uma música para a sua turma de faculdade. Ele era muito conhecido na época, então gerou-se um burburinho ao redor.

Vou deixar o vídeo/áudio desta minha teoria que desenvolvi há um tempo atrás e em seguida vai entrar a música “Abertura de uma Festa Acadêmica” de Brahms.

Até o próximo episódio, espero vê-los no sábado e no domingo no Yoga Lifestyle BR, evento que vamos organizar aqui em São Paulo na semana que vem.

Uma boa semana e até a próxima.

Hari Om!

“Olá,

Então, hoje uma amiga minha falou pra mim ‘Daniel, agora quem você aprendeu a fazer vídeos você não vai mais escrever’. Isso em parte é verdade, tenho escrito com uma certa constância, mas os vídeos facilitam muito, tanto a minha parte para desenvolver um assunto que demoraria algumas horas para escrever quanto da parte daquele que está ouvindo ou que está lendo que muitas vezes não gostaria de perder tanto tempo para se dedicar a este assunto.

Fico feliz, vou continuar fazendo os dois trabalhos. Hoje eu vou falar sobre a Teoria dos Códigos Grupais, foi uma teoria que eu criei, quem sabe esta teoria já existe, em alguma área da psicologia que estuda grupos ou comportamento de manadas, mas o fato é que eu dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada neste sentido do que eu vou dizer agora.

O objetivo não é ser uma teoria científica, com um embasamento teórico, mas algo empírico que foi observado e que de fato funciona quando a gente coloca em prática. A teoria fala sobre os comportamentos dos grupos e os códigos que os grupos possuem. Todo grupo possui determinados códigos, alguns que são explicitamente falados, outros não. E são esses códigos mais sutis que são essenciais para aquele que quer se desenvolver em determinada área. Digamos que você deseja se desenvolver na área do esporte, da corrida, e aí você começa a correr com determinado grupo, e um dia você faz um comentário como ‘Eu treino sempre em jejum’. Aquele grupo talvez quisesse chamá-lo para integrar a equipe em uma corrida, este comentário que vai contra o que todo o corredor com o mínimo de conhecimento sabe (que correr em jejum não faz bem) vai fazer com que o grupo te deixe de fora da equipe que seria montada.

Então, o desenvolvimento das áreas, dos grupos depende desses conhecimento sutis, de a gente observar como se comportam as pessoas que fazem parte desse grupo, como se comportam os líderes daquele grupo e, também, quais são as palavras, os jargões utilizados por eles. Os jargões são essenciais dentro do desenvolvimento dos grupos, digamos que você comece a trabalhar no mercado financeiro, por exemplo, ou que você comece a operar da sua casa no mercado financeiro. Se não conhecer termos da área (como, por exemplo, o termo “venda a descoberto”), vai limitar a sua gama de operação dentro desta área, limitando também o seu desenvolvimento dentro desta área.

É essencial que a gente conheça os termos e os códigos sutis, os códigos comportamentais não explícitos. Vamos na área de literatura, que a gente filmou no vídeo passado. Se você quer falar sobre literatura ou escrever, é preciso conhecer os comportamentos dos escritores e precisa saber quais são os livros essenciais que eles leram. Todo o escritor leu, por exemplo, Madame Bovary (do Flaubert), leu Dostoievski, leu Marcel Proust. Pode ser que você não goste destes livros, mas se você quiser se desenvolver nesta área é preciso ter o mínimo de conhecimento deles.

Então, fica aqui uma dica para a gente ter mais atenção para esses códigos sutis nas áreas que a gente quer desenvolver, é essencial que você observe o tipo de comportamento e as linguagens pra progredir e não limitar o seu desenvolvimento nessas áreas. A partir do momento em que a gente começa a conhecer esses códigos, é como se todo o conhecimento do grupo ‘escorresse’ até você, o grupo começa a fluir conhecimento, a te ensinar mais e aí você começa a aprender mais nesta área porque é como se você tivesse uma ligação com o inconsciente coletivo daquele grupo e para acessá-lo é necessário conhecer determinados códigos e esses códigos são grupais e sutis que a teoria se propõe a explicar um pouco mais.

Obrigado e até o próximo vídeo!”

 

 

 

Daniel De Nardi

Head de conteúdo do YogIN App. Autor de 6 livros sobre Yoga. Pesquisador da História do Pensamento Indiano.