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Podcast de Yoga | 2 fev 2021 | Daniel De Nardi

A dor do Aprendizado – Podcast #33

A dor do Aprendizado - Podcast #33 O processo de aprendizado exige mudanças e isso implica incômodo. Neste podcast trato sobre como o aprendizado acontece dentro do cérebro. https://soundcloud.com/yogin-cast/a-dor-do-aprendizado-podcast-33     Links   Curso sobre Aprendizado   https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/   Curso de Especialização para Professores de Yoga  https://yoginapp.com/curso/especializacao-em-yoga-curso-para-professores-de-yoga/   Podcast com a outra música de Rachmaninov  https://yoginapp.com/o-cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa         Transcrição do Podcast   A Dor do Aprendizado – Podcast #33 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, este é o 33º episódio de Reflexões e um YogIN Contemporâneo. Quem estiver assistindo esta aula pelo aplicativo do YogIN App está vendo agora a cenas de um filme chamado Shine – Brilhante, muita gente já deve conhecer este filme, Geoffrey Rush, o ator do filme, ganhou o Oscar em 1996 pelo papel, o de melhor ator. Shine conta a história de um pianista prodígio australiano chamado David Helfgott que, quando mais novo, tocava piano muito bem e recebeu uma bolsa para tocar na academia nacional de Londres. Em um concurso em Londres ele escolher uma música extremamente difícil de ser tocada, o Concerto para piano de Rachmaninoff – falamos um pouco sobre este compositor no episódio 3 no qual eu trouxe o concerto nº2 que é uma das obras mais bonitas da música clássica pra mim, mas o concerto nº3 também é belíssimo – ele se apresenta perfeitamente, mas no final ele tem algum problema, aparentemente um AVC, e acaba sofrendo porque passa a não ter uma vida normal, depois ele vai se readaptando e novamente encontra a música. É um filme muito bonito, vale a pena assistir, não tem na NETFLIX, procurei e não encontrei, inclusive tenho o DVD dele, mas você encontra...não sei como encontrar, tem no YouTube, mas a resolução é ruim. Quem quiser ver, vai atrás porque o filme é muito bonito. Trouxe essa música hoje porque acredito que dentro do yoga cada um tem um papel, alguma coisa mais importante para desenvolver, levar para outras pessoas e eu tenho visto que o que eu quero fazer é a ajudar as pessoas a aprender um pouco mais, não apenas sobre yoga, mas aprender como um exercício mental e de liberdade porque boa parte das nossas limitações estão condicionadas a coisas que a gente não sabe, e você aprender novas coisas é uma forma efetivamente de liberdade. Só que o processo de aprendizado é doloroso, já falei aqui muitas vezes, por conta desta minha vontade de estimular o aprendizado em diferentes áreas e agente aprender e estudar mais só que o que no interessa, já gravei uns três ou quatro podcasts e estão aumentando ainda mais um curso que eu tenho no YogIN App sobre aprendizado, então cada podcast que eu gravo, acabo incluindo como aula extra, mas que está ouvindo o podcast semanalmente acaba ouvindo como mais um episódio. Então, como eu estava falando, o aprendizado é um processo doloroso, inclusive a gente está definindo aqui o aprendizado como uma questão intelectual, mas o físico também é doloroso, se você quiser fazer mudanças no seu corpo, terá de passar por processos de estresse corporal, de incomodo corporal para que você tenha uma mudança, então para mudar a musculatura, os neurônios ouas suas ligações neurais, é preciso passar por uma certa dificuldade, é necessário sair de da zona de conforto, estressar aquela área para que algo aconteça. Isso acontece muito no processo de aprendizado, quando a gente se depara com algo novo, a mente cria um milhão de justificativas para que a gente não de continuidade, ela sempre mostra que o que está sendo feito não vale a pena, não é importante. Mas se existe uma verdade no aprendizado é aquela que diz “Tudo que é difícil hoje, pode ser fácil amanhã”. Então efetivamente quando você está lidando com aquilo é muito complexo porque  o início é sempre difícil, o aprendizado exige uma modificação na sua estrutura cerebral, efetivamente no físico do cérebro, não é só ligações elétricas, mas efetivamente os neurônios tem que criar outros caminhos para que você desenvolva a área que você não sabia, o neurônio não pode seguir a mesma linha de estímulos que seguia, tem que criar um novo caminho e modificar dói, incomoda, tanto o músculo quanto o cérebro, então por isso o aprendizado dá esta incomodada, mas as coisas que a gente aprende com vontade, quer realmente aprender e passa por um desgaste são aquelas que ficam mais conosco, aquelas que a gente constrói efetivamente como um como um conhecimento pessoal, próprio que a gente adquire. Isso você pode ver uma similaridade muito grande, com relação a música, porque quando a gente vai ouvindo uma música mais complexa, tenho trazido na playlist do podcast músicas que não são fáceis de serem apreciadas, são músicas mais complexas, a música clássica tem uma construção muito mais complexa do que a popular, não tiro o mérito da música popular, mas o que você pode observar que a música que assimilamos mais facilmente é uma música que se perde ou que nos enjoa, e a música que exige um certo esforço para se gostar é a que acaba ficando, então observo, quando escuto música s clássicas novas que é realmente um pouco mais difícil, é muito mais fácil ligar o som num samba/pagode e gostar, do que uma música mais elaborada que exige um tempo, mas esta música ficará por muito mais tempo, assim como o aprendizado, quando ele tem que passar pelas modificações, constrói efetivamente novos caminhos e nova forma de a gente ver a situação ou ver o que está sendo aprendido de uma nova forma e isso faz com que o aprendizado  se torne seu para sempre. Mas primeiro é necessário ter resiliência, vencer o processo do incomodo, terá de dar mais motivos para que a sua mente continue do que os que a estimular a desistir. No fim, a satisfação de você desenvolver algo mais complexo é muito mais perene, dura muito mais e vai, provavelmente, dependendo de como for o seu gosto, ser levada para o resto da vida, mas saiba que terá de passar por um certo desconforto. Hoje eu fico por aqui, lembrando que 22 de setembro começa o nosso curso de especialização, esta semana eu soltei um podcast falando sobre o curso, mas ele está com algumas aulas abertas, publicamos todas as aulas, elas vão ficar fechadas até o dia 22, mas quem quiser já pode fazer inscrição, começa a participar do grupo do Facebook. É um curso voltado para professores, que já fez formação e quer um incremento em relação as especificidades de cada aula e aluno, como por exemplo se o aluno tive muitas dores nas costas e o profissional não souber lidar, esse é um assunto para a Bianca Vitta, tem uma aula aberta, gratuita  para você ver. Só que ela dá catorze aulas no curso, então, obviamente você tem aquela para definir a qualidade, já vai aprender muita coisa, tem a aula da Sá Souza muito esclarecedora sobre a ética do comportamento do professor, a Renata Mozzini também tem uma aula de como montar o seu estilo de aula. Tudo lá, vou deixa o link aqui para quem tiver interesse. E quem tiver dando aula, aprenderá muita coisa no curso, para fidelizar os alunos, dar aulas melhores e para ter sucesso na profissão como um ensinante no yoga. Uma boa semana a todos, vou deixar aqui essa música que o David Hapfors teve o seu problema, porque ela realmente é muito difícil, mas muito belíssima. Este é o 3º concerto para piano de Rachmaninoff. Quem quiser conhecer Haikmainoff, vale bastante a pena, ele é um russo, considerado o último romântico, ultimo compositor do gênero a compor uma música mais romântica no século XX e chegou a morar na Califórnia, assim como muitos artistas que acabaram migrando para lá. A minha sugestão para quem quiser conhece-lo é começar pelos concertos 2 e 3 para piano, e depois escutar os quatro concertos para piano, os quatro são belíssimos, mas o 2 e o 3 são realmente apaixonantes. Agora com vocês, Rachmaninoff, uma boa semana e até o próximo podcast. Ohm Namah Shivaya!

Podcast de Yoga | 1 fev 2021 | Daniel De Nardi

Porque não morarei numa comunidade – Podcast #107

Porque não morarei numa comunidade. Este episódio tratará da ordem espontânea,um fenômeno que permite que a ordem se estabeleça no caos.  LINKS Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA  Curso online para Formação de Professores de Yoga  Playlist da série - Perfil do Instagram da série  Podcast sobre a evoluçao das moedas  Depoimentos de quem viveu em Kibbutz    Transcrição POR QUE NÃO VOU MORAR NUMA COMUNIDADE Diferenciar morar em um lugar tranquilo de morar numa comunidade que possui suas próprias regras e até seu próprio dinheiro. Falando em morar tranquilo, a música de hoje é de Sibelius, o gênio da Finlândia, tocando uma música que leva o nome do seu país, onde vivia isolado da sociedade, mas sob as regras que sempre protegeu. Com vocês, Finlandia, obra de Sibelius. A ideia desse podcast é fruto de uma conversa com uma amiga minha que estava indo passar um tempo numa comunidade onde as pessoas trabalhavam para estar no local e não havia dinheiro circulando, cada um trabalha no que sente que tem mais vocação e todos dividem o que foi produzido. Ideias que surgem como alternativa da organização natural que foi desenvolvida ao longo da História e que deram origem às cidades e interações comerciais tais como temos hoje já foram tentadas em outras épocas e falaremos mais pra frente dos famosos Kibbutz que foram sistema de igualdade entre os moradores que havia em Jerusalém desde a década de 50 em Jerusalém. Uma coisa que não é levada em conta é que esses sistemas não foram pensados por ninguém, eles surgiram como algo espontâneo, tal como as línguas. As línguas não foram planejadas por ninguém, elas surgiram da interação de bilhões de pessoas que interagindo fazem a língua se desenvolver. Alguns intelectuais já tentaram criar línguas modernas como o Esperanto, o destino é o mesmo dessas comunidades que tentam refazer sistemas e tentar criar algo melhor que milhões de pessoas vem tentando a milhares de anos, o destino é o fracasso. Pois ninguém é capaz de aprender uma quantidade infinita de conhecimento, cada pessoa possui um Criticar qualquer sistema e imaginar que construir outro para colocar no lugar, é uma arrogância, que não leva em conta que todo os sistemas que foram construídos voluntariamente pelas pessoas possui uma inteligência, que é impossível de ser analisada por uma mente, por mais brilhante que seja. William Burke, era um político do partido mais socialista na Inglaterra. Ele esteve na França, durante o período da Revolução, 1889 e retornou à Inglaterra revendo sua posição política, pois pode prever quais seriam os próximos passos da Revolução. Burke captou o que foi chamado pelo economista da escola Austríaca Friedrich Heyek de Ordem Espontânea, decisões, costumes, crenças, não são fruto de um grupo superpoderoso que determina o que a população vai pensar. A Ordem espontânea é o resultado de cada decisão humana que traz junto decisões passadas que nos fizeram chegar até aqui. Quanto mais livres os indivíduos puderem tomar suas decisões, sem imposição de punições ou violência, mais próxima da vontade individual estará o rumo da história. A constituição da família, não se deu por coação, mas por cada decisão que as pessoas foram tomando ao longo do tempo e vendo mais vantagem em organizar sua vida em torno de um grupo familiar do que os outros sistemas que surgiram e que foram descartados. Isso não significa que nenhuma norma da sociedade possa ser mudada, a história está aí para mostrar que os costumes mudam. O perigo que existe é alguns considerados ou auto nomeados mais sábios, apontam falhas nas normas da sociedade e sugerem mudanças. Quando essas mudanças são produzidas pelos argumentos, sem imposição de qualquer tipo de punição, o próprio sistema de uso do mais conveniente irá manter a ideia ou descartá-la com o tempo. O perigo está quando uma “nova forma de viver” é proposta. Essas propostas não conseguem conceber todas as variáveis que fizeram as pessoas agirem daquela forma. Imagine que uma das propostas da comunidade seja que uma criança não é propriedade da mãe, nem do pai, mas daquele grupo que compartilha os mesmos ideais. Será que o sábio que propôs isso, concebe conceber todas as variáveis que fizeram o homem ao longo dos seus 70 mil anos chegar a conclusão que criar uma criança com duas pessoas responsáveis é melhor para a criança e para a comunidade? A comunidade considera o dinheiro o mal do mundo, pois vê todos os horrores que o Homem cometeu ao longo da História na busca desse vil metal. Então ela decide criar sua própria moeda que circula dentro da comunidade. Será que os sábios que criaram as regras da comunidade conseguiram conceber toda a Evolução da Moeda que discorremos no Podcast #97 desde que as pessoas usavam grão para favorecer as trocas?Para uma comunidade existir, por mais que na teoria, tudo seja pelo bem comum, no fundo, tem alguém tendo mais vantagens que os outros. A natureza não consegue igualar sistemas complexos como as interações humanas, pois somos frutos de variáveis incomensuráveis. Em Planejamento Central Ludwig Von Mises dá um exemplo de como essa tentativa de igualar as interações humanas é impossível. Ele explica isso, dizendo que a igualdade só existe na cabeça de quem pensa nesse tipo de sistema, pois quando essas ideias tem que ser implementadas na prática elas falham, pois a natureza é imperfeita. Misses fala do exemplo de uma comunidade em que todas as casas são iguais, mas um morador começa a reclamar, pois ele quer pegar o sol pela manhã, como resolver isso, sem criar regras que vão piorar ainda mais a situação. Como dividir igualmente frutas, se cada uma é diferente da outra? Esses problemas, não são pensados por quem vê que há falhas no sistema atual e simplesmente propõe uma solução, sem levar em conta tudo o que já foi tentado. O caso dos Kibutz de Israel mostra bem os problemas que este tipo de experiência produz, a ideia é que o Kibbutz seria uma comunidade auto suficiente que produziria seus próprios bens e eles seriam igualmente repartidos na comunidade. Busque Kibbutz no Youtube e você verá o depoimento de pessoas que falam como era ruim morar por lá, Havia muitos conflitos, pois se alguém queria descansar em determinado momento isso poderia prejudicar o outro  que queria trabalhar e isso fazia com que o clima da comunidade fosse péssimo. No final, mesmo no Kibbutz alguém acabaria tendo mais benefícios que os outros. Assim como George Orwell mostrou em A Revolução dos Bichos, na qual os porcos tomam o poder dos fazendeiros e inicialmente propõe que todos os bichos receberiam as mesmas coisas,mas com o tempo os porcos acabam controlando tudo e tendo muito mais vantagens que os outros.   Na prática, um grupo melhor organizado, acaba tendo de uma forma ou de outra, mais benefícios que os demais. Numa sociedade, pelo menos o que precisa ser feito para se obter mais benefícios é uma coisa clara, fruto da Ordem Espontânea, em que a partir de trocas voluntárias, quem gerar mais valor nessas trocas, fica como prêmio com mais valor financeiro. O excedente poderá ser usado por ele livremente. Como será a escolha do melhor quarto numa comunidade onde todos têm as mesmas propriedade, obrigações e direitos. Como a comunidade resolverá o dia em que um membro revogar uma casa que pega mais sol que a dele?Como igualar o esforço e o quanto cada um poderá usufruir dos recursos da comunidade? E se um dia, um membro achar que seu prato tem menos comida que o do outro?Será que isso foi pensado?Ou simplesmente percebeu-se a crueldade das diferenças de vida entre as pessoas e se propôs uma ideia nova que nunca foi pensada antes,pois as forças que controlam o mundo não permitem que as mudanças aconteçam e que os menos favorecidos tenham vez?Voltando ao Burke,o que ele previu, foi que os intelectuais franceses como Rousseau, Victor Hugo e outros, não estavam conseguindo prever é que se retirassem, as crenças que a sociedade tinha em Deus, algo intangível que todos respeitavam e temiam, mas que não é humano, o que substituiria isso no imaginário? A prática, é que no lugar, colocou-se outro ditador, mas agora com ainda mais poderes, nem mesmo o intangível estava acima de Napoleão e ele sendo humano e com poder ilimitado, foi responsável por atrocidade e milhões de mortos. A Revolução Francesa é ensinada nos colégios brasileiros, como um grande marco do poder do povo. Na prática o que aconteceu, foram intelectuais, criando uma ideia de hegemonia de pensamento da sociedade e colocando-se como a vontade do povo, conduziram um ditador com poderes ilimitados. Promoveram a morte em praça pública de milhares de pessoas que não concordavam em abandonar suas crenças e por isso, em pró da racionalidade enciclopedistas, essas pessoas mereciam morrer. Em Homo Deus, há um trecho que Harari, fala que quando um governo cai, nunca uma massa desorganizada é capaz de ocupar esse espaço, mesmo que na prática, um grupo pode-se dizer a vontade do povo,é sempre o grupo mais organizado e que no final,irá trabalhar por benefícios individuais.  

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 29 jan 2021 | Daniel De Nardi

Qual o papel de um Guru no Yoga? – Dr. Duprat entrevista Daniel De Nardi

Qual o papel de um Guru no Yoga? Dr. Duprat entrevista Daniel De Nardi Entrevista realizada em maio de 2018 pelo canal de podcast do Dr. Duprat, o Duprat Cast. Se você ainda não ouviu, aproveite essa entrevista que tenta entender melhor o papel de um guru ou um orientador para quem está seguindo o caminho do Yoga. Links Série Wild Wild Country sobre a vida de Osho - comentada - https://yoginapp.com/wild-wild-wild-country-serie-comentada-completo   https://yoginapp.com/wild-wild-wild-country-serie-comentada-completo   Documentário sobre NIssargadatta Maharaj - https://youtu.be/U3l8hcJVx0M   https://youtu.be/U3l8hcJVx0M   Podcast sobre Problemas Reais X Problemas Ilusórios - https://yoginapp.com/problemas-reais-podcast-36   https://yoginapp.com/problemas-reais-podcast-36   https://yoginapp.com/planos/

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

Podcast de Yoga | 27 jan 2021 | Daniel De Nardi

Suspeitando do EU alheio – Podcast #17

Reflexões de um YogIN Contemporâneo! O novo projeto de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia chama-se WikiTribune, uma Wikipedia de notícias que determinará a verdade dos fatos. Será? Saiba mais no 17° episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo, um programa semanal de assuntos cotidianos relacionados ao Yoga.   https://soundcloud.com/yogin-cast/suspeitando-eu-eu-alheio-podcast-17     Links Liberdade Disruptiva, o Podcast mencionado no #17 https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-desruptiva-podcast-16/s-mNIbQ   Independência do Judiciário  O Sistema Judicial Hindu por P. B. Mukharji, juiz na Corte Suprema de Calcutta, Referência bibliográfica: THE RAMAKRISHNA MISSION INSTITUTE OF CULTURE. The Cultural Heritage of India. Calcutta, 1970. 5 v. (Inglês) (Vol 2, cap. 26, pág 434 a 439) \"A independência do judiciário era uma das características mais destacadas do sistema judicial hindu. Mesmo nos dias da monarquia hindu, a administração de justiça sempre se manteve separada do Executivo. Era uma regra independente tanto na forma quanto no espírito. O sistema judicial hindu foi o primeiro a perceber e reconhecer a importância da separação do judiciário do executivo, e deu a esse princípio fundamental uma definição e formulação prática. O caso de “Anathapindika contra Jeta”, relatado no Vinaya-Pitaka, é uma brilhante ilustração deste princípio. Nesse processo, um príncipe e um cidadão comum submetem seu caso à corte de justiça, e a corte decidiu contra o príncipe. O príncipe aceitou tal decisão como uma questão de competência à qual ele estava sujeito. A evolução do princípio de separação do judiciário em relação ao executivo foi em grande medida resultado da concepção hindu de que a lei se aplica também ao soberano. A lei, na jurisprudência hindu estava acima do soberano. Ela era o dharma.\"   Artigo da Harvard Business Review sobre Blockchains A verdade sobre os Block Chains - Harvard Business Review - Abril de 2017. https://t.co/BwuAT9Ywie — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017 A proposta de Jimmy Wales, fundador da Wikipedia The news is broken and we can fix it #WikiTribune Support us at https://t.co/izeIUC1nf5 pic.twitter.com/psxx25pGkU — WikiTribune (@WikiTribune) April 26, 2017 Podcast Sobre os 3 EUs da Mandukhya Upanishad https://soundcloud.com/yogin-cast/cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03-reflexoes-de-um-yogin-contemporeneo?in=yogin-cast/sets/podcast-reflexo-es-de-um-yogin   Evolução da Qualidade de Vida no Mundo nos últimos 200 anos https://youtu.be/Qe9Lw_nlFQU   Perguntas sobre Wikitribune   Session on @Quora with @jimmy_wales https://t.co/yk8fiAPdPs — Daniel De Nardi (@danieldenardi) May 8, 2017   Read Jimmy Wales\' answer to Why has Jimmy Wales picked only left-leaning figures to head his WikiTribune crowdsourced project? Why are there no Conservative advisors? on Quora Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/cursos-de-yoga/   Trilha Sonora da série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo Perfil de Guy Kawasaki, mencionado na resposta Tweets by GuyKawasaki   Transcrição do Podcast   Suspeitando do EU Alheio #17 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 17º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo” No episódio anterior, que a gente falou sobre o Blockchain, a gente falou de um redução de concentração de poder em diferentes exemplos, eu dei o exemplo de que antes a concentração do que passaria ase propriedade privada dependeria dos brâmanes isso com a civilidade e a construção de regras e fizeram uma divisão clara entre o legislativo, o judiciário e o executivo, então havia aquelas regras de forma muito clara e nem mesmos os reis e os príncipes(...) é citado o caso de um príncipe que perdeu para um cidadão comum, justamente nessa época, muito antes de Roma falar esses conceitos do executivo ser separado do judiciário, na Índia esse movimento já existia, então o movimento que dava autonomia para o indivíduo dando mais liberdade, mais poder para o indivíduo e não concentrava esse poder na mão dos brâmanes que eram os sacerdotes da época que vinham ganhando muito poder ao determinar as terras e propriedades, então começou a se criar regras na sociedade que diminuíram a concentração do poder. Depois eu dei um outro exemplo que é o Tripitaka, que é o primeiro texto escrito a partir das ideias de Buda, então após a morte de Buda, para não ter uma concentração de poder nas mãos de um único monge, eles criaram um conselho, um colegiado, um grupo de monges e decidiram de tudo o que era mais importante dentro dos ensinamentos de Buda, eles criaram hinos e cânticos a partir desses ensinamentos, que começaram a ser repetidos por todos aqueles monges e por todos os seguidores dos monges. Então não havia a concentração de poder da palavra de Buda nas mãos de apenas um, essa pluralidade que fazia com que o poder fosse validado porque era várias pessoas falando a mesma coisa, se um mudasse o que era dito seria visto como alguém que estivesse deturpando, então é justamente a distribuição de poder que a mensagem conseguiu ir pra frente sem deturpação até se escrever o livro, que é o primeiro que contem a palavra de Buda. Então a gente vê mais um exemplo de não concentração de poder para que o resultado seja mais efetivo. E, por fim, citei o caso dos Blockchain que eu acredito que seja mais para dez, vinte anos aí pra frente uma alternativa para menos concentração na mão do Estado. Ao invés de a gente ter de relatar tudo ao Estado, como a venda de uma casa, vamos poder estabelecer uma relação direta com o comprador e, após o contrato firmado, qualquer pessoa terá acesso ao contrato e a negociação que estará em um drive virtual, o arquivo não poderá ou não ser editado de acordo com a autorização de ambas as partes, as regras não serão estabelecidas pelo governo, mas pelas pessoas que estiverem negociando diretamente e isso é maravilhoso no sentido da autonomia no sentido de você mais uma vez diminuir os custos, a legislação e ajustar mais perfeitamente porque é você negociando diretamente com a pessoa. A tendência dessa dissolução de poder é interessante de diversas formas, mas pode haver situação em que isso não estará tão nítido quanto esses exemplos que a gente viu agora. Um outro exemplo dessa dissolução do poder é a Wikipédia, que cria conteúdo a partir de muitas contribuições, mas há vários “xerifes” dos textos que verificam a veracidade e relevância do texto, qualquer um poderá ser este xerife. A Wikipédia cria um sistema inteligente de as pessoas criarem e verificarem o conteúdo para evitar propagandas e coisas do tipo, ela tem um sistema muito eficaz na distribuição porque não há uma concentração, não há uma pessoa ou um grupo dizendo o que é correto, na verdade há esse grupo, mas qualquer um pode fazer parte, é aberto, então elimina a possibilidade de ficar nas mãos de uma pessoa. Quem criou a Wikipédia foi Jimmy Wales, o novo projeto dele é o Wikivideo (vou deixar o link), ele demonstra que a mídia após a invenção da internet ficou tão focada em click que perdeu o foco na credibilidade, que era o principal papel da mídia antes da internet. Você pagava um jornal porque acreditava que ele estava filtrando as melhores informações e te entregava um conteúdo mais próximo da verdade. O que aconteceu é que, segundo ele e eu concordo com ele, a internet é diferente do sistema anterior, jornal tevê, porque na internet a informação não fica registrada como no papel, não é um documento, então o que acontece muitas vezes é que você clica em uma matéria é direcionado para outra, aquilo dá o dinheiro que o site queria, as vezes nem era o que você estava buscando, muitas vezes é só uma notícia sem relevância, as vezes o site cria notícias e de desaparece logo em seguida. Há sites que são criados só para gerar uma notícia, para dar um buzz e fazer dinheiro em cima de clicks porque isso gera dinheiro, por exemplo, se você inscreve o seu blog dentro do Google, de Adsense, você ganha um valor por cada click. Então perde-se o compromisso com a verdade, a partir do momento em que se paga pelo clique ele passa a ser mais importante e como é tudo muito variado(..)por exemplo, você tem alguns jornais na banca de jornal, se caso um estiver falando muitas besteiras, no dia seguinte você compra outro. A variedade dos cliques é muito grande, então são tantas opções que acaba ficando difícil não clicar, diferente do caso do jornal. O Jimmy Wales começou a condenar isso dizendo que havia uma distorção muito grande e propôs uma ideia chamada Wikitribune, que receberá doações de crowdfunding e vai contratar jornalistas para fazer um sistema parecido com o da Wikipédia, mas diferente desta, eles terão jornalistas profissionais trabalhando para validar as verdades das notícias. Então haverá a contribuição dos usuários, mas os jornalistas serão contratados para verificar a veracidade. A ideia, aparentemente é muito boa, profissionais e a comunidade conseguirão validar informações da mídia e poderão dar uma resposta mais próximas da verdade. Inclusive os especialista poderão colocar toda a fonte e as maneiras com as quais conseguiram chegar a elas. Como eu falei a ideia é muito boa, o ponto é como ela vai ser implantada, porque aqui a gente tem que fazer um divisão que é entender o funcionamento do osso cérebro trabalhando pelo menos 90.000 em função da escassez e justamente por isso as notícias chamam muito a atenção, notícias violentas, alarmantes. Vou deixar um vídeo mostrando o quanto o homem vem melhorando, é bem interessante este estudo que vai mostrando a evolução de acordo com a expectativa de vida e qualidade de vida. Você vê que a humanidade como um todo está melhorando, mas as notícias ruins sempre vem porque a gente é atraído pelo medo, a notícia ruim chama mais atenção porque ela acende regiões do nosso cérebro responsáveis pelo medo, então a gente fica mais atento por uma preservação própria. Por outro lado, o ser humano tem a tendência a sempre agira baseado na escassez e no individualismo puro, então você não acredita em atitudes desapegadas, feitas simplesmente por um bem maior, é interessante olhar o podcast 3 que fala dos três Eu’s (eu do corpo, da mente e do coração) e a medida que o corpo, especialmente a mente, trabalha com a escassez a voz interna, do eu, irá trabalhar para os valores mais universais, espirituais e pode a ver uma atitude mais altruísta. Só que o ponto é quando envolvemos a política, é complicado acreditar que as pessoas estarão agindo desta forma, porque a conexão é muito pessoal e não é possível de ser mensurada, você pode aparentemente fingir que está fazendo o bem, mas aquilo está sendo feito para cumprir uma vontade pessoal. Não vejo tanto problema quando é algo privado, porque neste caso, não há obrigatoriamente uma imposição. Por exemplo, o responsável pelo Mcdonald’s fez algo para o bem porque ele queria que as pessoas comessem melhor ou mais barato, ou fez porque queria ganhar mais dinheiro e ficar famoso. Independentemente de qual seja a intenção dele, no final quem decide é você, por mais que houve uma intenção, não final a decisão é sua. Quando a gente vai para o plano público, o raciocínio é outro porque a decisão de um político interfere diretamente na vida de outras pessoas que não escolheram por aquilo, se você vai ao Mcdonald’s e acha que está caro, você pode ir embora, é uma decisão sua, é privado. E pode de fato observar as pessoas e acreditar que elas estão agindo de maneira altruísta, mas quando entra na esfera pública fica mais complicado. Quando a gente trata de questões políticas, eu prefiro sempre pensar que vai haver um interesse egoísta na decisão de determinada pessoa. Essa ideia aparentemente boa de resolver as mentiras da mídia com um sistema que seria um validador da verdade, ideia está boa e abnegada porque o próprio Jimmy Wales não recebe salário da Wikipédia, ele faz um trabalho voluntário, se ganhasse a esfera pública acaba tendo consequência não tão boas. Se eu acredito na intenção do Jimmy Wales? Posso até acreditar que ele esteja querendo fazer o bem, mas existem brechas que se ele não estiver(...)não tem como a gente saber, não tem como você chegar nele e saber se ele está fazendo de forma pura, uma intenção que vem do coração ou por egoísmo de ganhar mais poder. Imagine o quanto de poder existe quando se pode validar todas as notícias do mundo atribuindo veracidade a elas, se toda a notícia que todas as mídias sociais derem, as pessoas irem no seu site verificar se é verdade ou não. Qual o poder de influência no mundo quando se tem isso. Entendido que pode haver uma abnegação na atitude, isso pode existir, mas quando envolve as esferas púbicas e políticas, como no caso, temos que tomar algumas precauções e não aceitar acreditam que todos estão fazendo por bem. Por exemplo, terá os jornalistas e os contribuintes, estes jornalistas serão pagos através dos fundos de doação, porém quem irá entregar o contracheque será o próprio Jimmy Wales, ele que vai pagar os profissionais para pesquisar, eles terão autonomia, porém não há uma autonomia total quando esta se vincula a um pagamento. Haverá um grupo de jornalistas e muitas pessoas verificando, qual será o peso do algoritmo? Na Wikitribune não ficará claro o quanto de peso terá o jornalista e quanto terá a sociedade que estará contribuindo com o algoritmo. A partir do momento em que se coloca um peso no algoritmo e se contrata jornalistas, pode-se dizer e determinar o que é verdade ou não a partir de decisões pessoais. Um outro ponto é que os profissionais remunerados terão um tempo maior para se dedicar ao trabalho, diferente do colaborador que não estará sendo remunerado. Digamos que um jornalista e um colaborador tenham visões contrárias, o jornalista terá muito mais recursos para investigar e criar o conteúdo, enquanto o colaborador, por mais certo que possa estar, não terá tempo e ferramentas para criar um conteúdo contundente e poderá se desmotivar e desistir. Além do algoritmo, quem é remunerado tem uma outra vantagem de atuar com mais tempo e poder de persuasão que um colaborador, aqui já começa a ter outra distorção nas notícias. O Jimmy Wales fez uma sessão de perguntas e respostas no site Cora e perguntaram pra ele qual era a motivação dele para o Wikitribune, ele responde que na posse do presidente Donald Trump houve muito embate de quantas pessoas haviam no dia e que o Wikitribune ajudaria de alguma forma. Isso já não me agrada, independente do lado que ele defenda, você ter como motivação a política e se colocar como validador das notícias do mundo, começa parecer um pouco estranho, começa a parecer um pouco (...) pode não ser, como eu falei, se eu tivesse que acreditar eu gostaria de acreditar q eu o projeto é isento, mas ele tem muitas brechas para ser um projeto de poder totalitário. Se isso passa a se tornar uma convenção, se a verdade é apenas o que o Wikitribune valida, ele começa a ter o poder da verdade nas mãos e para distorcer é muito simples, hoje em dia você tem uma quantidade tamanha de informação para qualquer área, numa mesma situação você consegue provar coisas opostas. Existe uma escola de economia chamada de Escola de Virginia ou Public Choice que tem uma premissa muito simples, mas que é tão óbvia. Eles colocam que quando uma pessoa cria empresa ou tem alguma relação de trabalho a premissa é de que esta pessoa vai agir de maneira egoísta e que precisa ver o máximo de regras pra contê-la, o egoísmo e a busca impetuosa pelo poder (em geral a gente sabe que as pessoas abrem empresas para exercer os seus dons e para ganhar a vida, est é a motivação da maioria das pessoas), mas pra proteger esse capitalismo selvagem criam-se várias regras, porque o indivíduo está agindo de forma egoísta, só que quando entra na esfera pública parece que tudo muda. A Public Choice não vê o ser humano com divisões entre aqueles que agem tendo como foco interesses pessoais e aqueles que são abnegados, eles pensam que se um empresário, toma decisões por meios pessoais(...) como eu falei, pode haver a decisão de um eu do coração? Pode, mas a gente tem que partir do pressuposto que se a gente não consegue medir isso e só observar em nós mesmos só você poderá perceber a conexão, que a sua vida tomou um sentido e que está caminhando com foco naquilo que é mais importante pra você, poderá até mentir isso para as pessoas, não vai fazer bem e irá tirá-lo da conexão, mas não há como ninguém medir pra você e afirmas se você está no seu caminho, que está seguindo o seu Dharma ou agindo de forma abnegada. Então a gente sempre tem de dar um passo pra trás e procurar proteger, saber que a princípio você mesmo sempre estará agindo de forma abnegada, à medida que só você pode saber sobre si mesmo, o outro tem de suspeitar e que pode se beneficiar das confiança alheia. Então a gente precisa pensar sempre que as pessoas estão agindo de forma pessoal para nos proteger, a própria Public Choice coloca que quando há criação de leis e cargos é feito para beneficiar quem criou. Então a Public Choice sempre entende o indivíduo como um indivíduo em qualquer ambiente e não existe uma divisão do indivíduo egoísta no campo privado e abnegado quando estra no campo político. Então vamos criar regras para não dar muito poder para eles porque uma pessoa no âmbito privado não pode impor nada a ninguém, quem está no campo público pode, temos de tomar cuidado quando essas decisões são tomadas porque elas podem nos afetar diretamente. Algumas coisas são interessantes para a agente responder, qual é o real interesse de quem propõem as mudanças? Qual é o real interesse de Jimmy Wales? Será que é validar as notícias ou ele quer adquirir poder? Existe alguma forma de deter esse poder? A gente pode criar mais recursos, mas os políticos de alguma forma tem um jeito de deter a expansão de poder que é o sistema judiciário. No caso do Wikitribune, se começar a ganhar muito poder, como vamos parar a sua expansão? Até porque todo o recurso será oriundo de doações voluntárias, não por publicidade. Entra um ponto que se só as notícias de Wikitribune forem válidas não será, então. Um outro meio de monopólio ainda maior que o da mídia atual? Precisamos questionar, aliás esse é um dos pontos que a Escola de Virgínia faz, questionar como se resolve a questão da desigualdade social, sendo que os recursos estão escassos, pagar para políticos que se dizem abnegados resolver esse problema? Como resolvê-lo? De fato há um problema com a mídia atual, mas como podemos resolver esse problema? Colocando um grande fiscalizador da veracidade das notícias? Fica para cada um pensar, se quiser colocar nos comentários a sua opinião, eu vou ficar feliz, ler e a gente vai debatendo. O questionamento pra mim, inicialmente eu nem tinha pensado num tipo de solução, porque eu não acho que seja simples de solucionar. Talvez o Wikitribune seja um alternativa com alguma mudança, mas qual é a solução eu também não sei. O que eu tenho visto como uma forma que tem funcionado é o sistema de patrocinadores, no sentido de mecenato, que é a contribuição a partir do conteúdo consumido, tem alguns podcast que eu acompanho e que tem esse sistema e que contribuo com quantias baixas de doação, mas que para a pessoa que está produzindo faz uma grande diferença e é nisso que eu acredito, numa pessoa sem muito poder de validar, com ideia que consiga vender, ser remunerada pelo trabalho e desenvolver com mais dedicação, financiada pelos seus próprios consumidores. Não é o caso do nosso podcast que é realizado com o interesse em divulgar os nossos produtos e serviços, obviamente a gente usa esse espaço para falar sobre yoga e dar opiniões, mas temos produtos que vendemos. Quem quiser ajudar o podcast, pode ir até o site e adquirir um dos nossos cursos que, de alguma forma, você estará ajudando este projeto a se manter. Mas essas pessoas que são jornalistas amadores ou profissionais não tem o que vender, diferente do nosso caso que podemos vender um serviço que consegue se vender online e agrada as pessoas, porém quem tem um serviço relacionado a conteúdo escrito ou falado não tem um serviço para vender, então sendo financiadas diretamente pelo seu público é uma boa solução. Como no caso do Petryum que é um canal internacional que tem essa lógica. O sistema de crowdfunding para podcast e blogs que acho que são muito mais eficazes, além de dissolver o poder, o público escolhe quem quer patrocinar, é um sistema democrático. Uma das perguntas que fizeram para o Jimmy Wales, no Cora, questiona porque todos os conselheiro do Wikitribune são do partido democrata. Então é como se o UOL fosse criar um portal e todos os conselheiros fossem vinculados a um único partido, seja lá qual for, no caso deles são dois partidos, digamos que por aqui no Brasil só existisse PT e PSDB, se todos os conselheiros fossem de apenas de um partido como o outro reagiria? Isso não é saudável e não tem como confiar plenamente. Quando é feita essa pergunta, é exposta uma relação com os nomes de todos os integrantes, um dos nomes da lista é de Gui Kawasaki, que é o embaixador da apple, Jimmy Wales responde que não sabia qual era o partido político de Kawasaki. Se você contrata alguém para ser conselheiro da sua empresa, pelo menos uma vez você irá acessar o perfil da pessoa na mídia social que ela se relaciona. O perfil de Kawasaki no Twitter (vou deixar o link pra vocês verem) de dois ou três tweets um é político, então se começa a suspeitar que há um movimento político, independente de para qual lado for, que não é favorável a distribuição de poder, dá uma ideia de concentração de poder. Então pratique o altruísmo, pratique ações sem intenção de retorno, isso é maravilhoso porque mostra a sua verdadeira vocação, o seu verdadeiro eu, mas não acredite o eu alheio. Hoje nós vamos ficar com uma música de um compositor Nino Horta, que é um dos primeiros compositores a criar músicas para trilhas sonoras de cinema, vamos ver outros como John William, mas hoje nós vamos ficar com Nino Horta com a famosa trilha de O Poderoso Chefão.

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 22 jan 2021 | Daniel De Nardi

Disciplina na prática

Disciplina na prática O YogIN App produziu uma série de aulas para quem está começando no Yoga e quer aprender a fazer os principais exercícios da prática e precisa de disciplina. Essa série é chamada Passo a Passo do YogIN e está disponível para todos os nossos alunos. A 6ª aula da série trata de como desenvolver a persistência na prática. Este post é uma coletânea dos conteúdos mais importantes sobre esse tema que produzi.   DETERMINAÇÃO E REALIZAÇÃO https://yoginapp.com/disciplina-determinacao-e-realizacao/   A PREPARAÇÃO – PODCAST #09   IRONMAN E YOGA – PODCAST #19 https://yoginapp.com/ironman-e-yoga/   O YOGA E A REPROGRAMAÇÃO DE CONDICIONAMENTOS – PODCAST #47 https://yoginapp.com/o-yoga-e-reprogramacao-de-condicionamentos-podcast-47/   MEDITAR EXIGE DISCIPLINA   ESPORTES E A MEDITAÇÃO https://yoginapp.com/esportes-e-meditacao/   Leia mais no Blog do YOGIN APP

o-yoga-do-autoconhecimento
Podcast de Yoga | 20 jan 2021 | Daniel De Nardi

Livro O Yoga do Autoconhecimento – Podcast #55

O Yoga do Autoconhecimento. Você  conhece o Livro O Yoga do Autoconhecimento? Esse podcast é uma sinopse comentada do livro,  que foi lançado em três versões, eBook, audioBook e curso. Bons estudos! Para adquirir o livro como Ebook Para adquirir como audiobook na plataforma Ubook Para adquirir como curso Edgar Elgar, autor de Pompa e Circunsância Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa  

ironman & yoga
Podcast de Yoga | 18 jan 2021 | Daniel De Nardi

IronMan e Yoga – Podcast #105

Reflexoes de um yogin - Episodio 105 IronMan e Yoga - Podcast #105 Neste podcast contei como foram minhas duas provas de IronMan e como o Yoga me ajudou nessa jornada.     LINKS Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA  Curso online para Formação de Professores de Yoga Playlist da série -  Perfil do Instagram da série  Podcast sobre IronMan Cena do encontro de Walter Mitty com o fotógrafo Transcrição IronMan e Yoga   Música de hoje é trilha sonora do filme “A Vida Secreta de Walter Mitty” filme que saiu no Brasil final de 2013, início de 2014. Dirigido e estrelado pelo Ben Stiller. Walter Mitty é um personagem (sei que é a personagem, mas acho isso tão feio que prefiro falar errado) bem tímido que trabalha na parte de revelação de fotos numa revista famosa, estilo Time, chama Life. Ele é muito imaginativo e cria várias histórias na cabeça, mas nunca realiza nada.  A Revista vai para de publicar no papel e quer fazer uma última capa comemorativa com uma foto do seu fotógrafo mais talentoso e também mais excêntrico. O fotógrafo, interpretado pelo Sean Pain, tem um estilo de vida de aventureiro, não tem celular e vive por locais remotos do mundo. O diretor da revista diz a Walter Mitty que o fotógrafo deu uma foto a ele e essa foto é que deve ser usada na última capa da revista. Walter descobre que perdeu a foto e de alguma forma precisa encontrar o fotógrafo para recuperá-la. O filme mostra a transformação de Walter Mitty que começa a viajar para os lugares mais inusitados para encontrar o fotógrafo. Groelândia, Islandia, Himalayas. Quem acessar o post desse episódio vai poder ver uma das minhas cenas favoritas que é quando eles se encontram.      Esse filme eu vi no começo 2014, comecei a me questionar seriamente sobre o que nos impede de realizar as coisas, e minha conclusão é que medo, que numa nuance mais superficial torna-se preguiça. Uns 2 anos depois, eu tinha um currículo de viagens maior que o Walter Mitty. 2014 foi o ano do meu primeiro IronMan. Comecei a correr em 2005, porque um amigo que morava comigo queria emagrecer para o verão (que belo motivo). Na época eu fazia muito asana com longa permanência, então achava que eu era super preparado fisicamente. Só que cada tipo de exercício produz um determinado tipo de resistência e a resistência cardio vascular é bem pouco aprimorada no Hatha Yoga. Em menos de 2km tive que parar por causa daquela dor no baço. Comecei a gostar da corrida, pois sempre fiz esportes, mas quando a gente fica mais velho é difícil reunir várias pessoas para jogar futebol ou outro esporte. A corrida me dava autonomia e na época vários amigos meus também começaram a correr. Não pensava em fazer Maratona porque sempre achei que fazia mal. Só que em setembro de 2005, eu já estava fazendo uma meia maratona em Buenos Ayres. Mas achava que deveria parar nessa distância. Em 2009, fiz minha primeira Maratona em Porto Alegre. Contar caso da parada. Depois continuei fazendo uma Maratona por ano, mas o Iron era algo muito distante para mim, eu havia lido aquele trecho do livro do Jim Collins que já pus aqui no podcast (POR  o trecho) mas o Iron era algo inatingível para mim. Eu não conhecia ninguém que corria meia maratona quando fiz a primeira, também não tinha nenhum amigo que havia feito maratonas em 2009 e o mesmo acontecia com o Iron. Quando você não tem uma referência próxima, não consegue imaginar que você é capaz porque você pensa que um Ironman é um atleta olímpico que só se dedica a isso. Quando comprei uma bike e decidi que iria treinar para o Iron em 2013, o que era sempre presente nos meus treinamentos era o medo. Sempre tinha medo que eu não fosse conseguir terminar. Por que um Iron man é composto de 3,8km de natação, 180km de bike e no final uma maratona de corrida de 42km. Então você nem sequer nada 3km, como vai conseguir no dia ainda sair da água e pedalar uma distância equivalente a minha casa em Sp e Maresias no litoral Norte depois disso, põe um tênis e corre até depois da Ilhabela. Foi um ano de muito esforço que produziu o resultado que descrevi um dia após a prova nesse texto.   A PROVA DE AÇO maio 26, 2014 Escrevo sob um efeito enebriante - isso realmente aconteceu? E desse jeito? O Davi já havia me falado \"o dia da prova é um dia iluminado\". Eu levava aquilo como uma figura de linguagem, pois para 99% dos que estão ali, é o dia do maior desafio de suas vidas. Mas não, ontem realmente foi um dia que levarei para eternidade (não exagero para enaltecer o texto). Antes de falar de tudo o que aconteceu ontem, penso na quantidade de coisas que não deram errado, e que somente uma delas poderia estragar tudo. Raramente paramos para pensar que quando algo dá certo, por trás, milhares de coisas não deram errado. E aqui falo de coisas bobas, simples, mas que podiam ter acabado com um sonho. Por exemplo, na quinta, estava muito frio e minha roupa de borracha não havia chegado, mesmo assim eu nadei o simulado da natação só de short, poderia ter pegado uma gripe e me debilitado, ou como aconteceu com o Davi que venceu todas as dificuldades de um ano de treino, uma inflamação na cabeça do fêmur que o impediu de correr por três meses e foi derrubado há três dias da prova por uma folha de alface mal lavada. Deitei às 9, mas o sono só chegou duas horas depois, isso era esperado e se eu dormisse conforme o planejado até às 5 da manhã tudo estaria certo. Entretanto, às 2:30 imagens da prova invadem meu sono, uma descarga de adrenalina entra no meu sangue e pronto, nem o mais poderoso dos calmantes me faria voltar para os sonhos. Revirei-me na cama até às 4:30 e decidi acordar. Comi e comi muito, conforme deve-se fazer em provas de resistência, arrumei minhas coisas, levei os special bags (sacolas de emergência com tênis extra, meia, agasalho, gel de carboidrato que são deixados em pontos estratégicos da prova) e voltei para casa para acordar meu staff (amigos e familiares que o tempo todo me apoiaram, sem os quais eu jamais conseguiria fazer uma prova tão boa). Quando o pessoal acorda, aí é alegria, todo mundo fala besteira, ri e eu até esqueço que pelo menos 11 horas de esforço me aguardam. Caminhamos juntos até a largada. A natação não me preocupava muito, pois como expus em outros textos, eu nado desde criança e os triatletas em geral não fazem isso muito bem. Larguei bem na frente, com bastante força para não ficar no tumulto das braçadas e ser cotovelado ou chutado pelos companheiros. Sai da primeira perna da natação, 2300 metros, com uma média de velocidade de 1min16segundos para cada 100 metros. Isso é forte demais. Precisava reduzir o ritmo para não quebrar. Na véspera da prova recebi uma ligação do Bruno Ramos e ele me falou algo que foi fundamental \"esquece o tempo, curta a prova\". Embora isso pareça óbvio, quando você treina de verdade, invariavelmente pensa em tempo e o que fazer para baixá-lo, mas por todo o trajeto da natação e também da bicicleta sempre me invadiam esses pensamentos - você ama fazer esporte, então faça-o enquanto você se sente bem, o tempo é para os outros, o prazer é seu. Outra coisa que fazia eu segurar o ritmo era falar para mim mesmo - isto não é uma prova de natação/ciclismo isso é um triathlon. No final da natação, entrei num estado de harmonia com as braçadas, a água e a paisagem que eu não queria que aquilo acabasse, mais ou menos o que vivenciamos na meditação do Yoga. Sai da água com 54 minutos, tendo nadado quase 400metros a mais que o trajeto oficial (pois você nunca nada em linha reta) e com um ritmo de 1min 19segundos. Aqui cometi um erro que poderia ter sido fatal. Eu havia congelado as garrafinhas que se leva na bike e a que eu ia tomar na transição, como estava um pouco frio, sai para pedalar sem absolutamente nada de água. Numa prova dessas, se você fica uma hora sem beber algo, pode ter uma desidratação que acaba com suas forças. Por sorte, a organização do evento é muito competente e a cada 10km do ciclismo haviam postos de hidratação que me abasteciam com água e Gatorade. Embora eu perdesse um tempo para pegar duas garrafas de cada vez, ali não havia opção. A medida que o gelo foi derretendo, consegui ir colocando água para dentro das garrafinhas e ficando menos dependente dos postos. Pedalei numa velocidade e num prazer que eu jamais esperava, minha média estava muito alta (33,7km/h) e depois do km 100 eu dizia para mim mesmo - isso não é uma prova de ciclismo, estou disposto a jogar essa média lá para baixo para poder chegar bem para correr. Pelo incrível que pareça, não precisei fazer isso. No km 160 eu pedalava a quase 40km/h com batimento de 140bpm. Est