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wild wild country #70 o suicidio do osho
Podcast de Yoga | 16 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 8 – O suicídio do Osho na Índia

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Parte 8 - O suicídio do Osho na Índia - Podcast #70 Último episódio da série comentarei o suicídio de Osho e a continuidade da Rajnessh Foundation. Ouça o último episódio comentado da série Wild Wild Country ! Se quiser assistir todos os episódios na sequência da série Wild Wild Country - CLIQUE AQUI https://yoginapp.com/wild-wild-wild-country-serie-comentada-completo/   LINKS https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Cronologia do Osho 1957-25-professor de artes substituto depois de 4 meses desempregado apos formar-se 1959-27-viajar 1961-29-Jabalpur (De 60 a 67 dava palestras todo domingo as 20h) 1962-30-primeiro centro, atende pedindo doações e da um pequeno campo de meditação de 3 dias com menos de 50 pessoas num local aberto sem alojamento 1963-31-25 a 30 pessoas toda terca meditacao 20h e da o segundo pequeno retiro de meditação de 3 dias com cerca de 50 pessoas 1964-32-primeiro camp de 5 dias com bastante (60 pessoas) gente a cada 3 meses (primeiro livro) 3 Jun 1964 1965-33-JJK (segundo livro) 1966-34-revista em junho 1966-34-demissao em agosto e satsang no Lions em 16 dez 1968-36-palestra do sexo a supra (seu quarto livro) 1969- 37- Satsang no CCI Chambers em 26 Aug 1969- 37-prim sats pra turistas em 1 Oct Documento provando que o JJK iniciou aqui em 11 de Junho 1970-38-jabalpur Jun 27, festa de despedida -jabalpur Jun 29, parou de agendar novas viagens e deixou só as agendadas, até dezembro -mumbai CCI Chambers - Jul 1, mudou-se para Bombaim e começou a dar discursos diários para cerca de 50 pessoas -comecou dar diksha em 25 de Setembro para 6 pessoas (total 10 livros) 28 Set -Woodlands em 8 de Dezembro por 250.000 rupias 1971-39-adotou bhagwan (14 livros) 1972-40-falou q era iluminado. 3.800 chelas na Índia e 134 fora (21 livros) 1974-42-puna (ate aqui tinha 31 livros) 21 Mar 1974 Comecou a falar diariamente 1975-43-vender terapia e mudou o nome do JJK pra Rajneesh Foundation em 23 Outubro 1976-44-expandiu ashram e comecou a propagar a necessidade de \"nova comuna\" 1977-45-exige rendicao para moradores do ashram e Rajneesh International University (cuja mensalidade era a maior renda) 1979-47-darshans de energia 1981-49-eua (ate aqui tinha 145 livros)

yoga-e-ironman - podcast 19
Filosofia do Yoga | 15 fev 2021 | Daniel De Nardi

IronMan e Yoga – Podcast #19

Quais as relações entre IronMan e Yoga ? O primeiro livro escrito sobre Yoga, fala de conceitos como a disciplina (abhyasa) e vairagya (desapego, no sentido de abrir mão do que não é importante). Esse podcast apresenta um caso prático desse treinamento com a preparação para uma prova de grande resistência como o IronMan. https://soundcloud.com/yogin-cast/yoga-e-ironman-podcast-19 Links do podcast #19 Carruagens de Fogo, filme completo A Preparação - Podcast #9, fala de Jim Collins, o escritor do livro lido no início do podcast Livro lido no início do podcast Empresas feitas para vencer: Por que algumas empresas alcançam a excelência... e outras não https://t.co/Am3zgDEYnw — Daniel De Nardi (@danieldenardi) June 1, 2017 Podcast com a trilha sonora do cinema, Nino Rota https://yoginapp.com/duvidando-eu-alheio-podcast-17/ Artigo para o Blog do YogIN App, mostrando algo que falo no podcast em que tudo é uma questão para onde você vai canalizar sua atenção Relato do primeiro Ironman, 2014 Textos do meu blog sobre o IronMan PDF Yoga-Sutra, tradução Carlos Eduardo Barbosa Neste texto eu falo sobre a largado do IronMan e a utilização da respiração para diminuir a tensão https://yoginapp.com/yoga-e-ansiedade   Texto sobre o processo meditativo em longos períodos de treinos https://yoginapp.com/esportes-e-meditacao/ 1492 - trilha sonora do filme new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Trilha sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia/   Transcrição do Podcast   Yoga e Ironman #19 “Isso me lembra uma experiência pessoal em minha própria família, que busca uma diferença básica entre a bravata e a compreensão. A minha mulher, Joanne, começou a participar de maratonas e triatlos no início da década de 1980, à medida que acumulava experiência, tempos de trilhas, revezamentos de natação, resultados de corrida, ela começava a sentir o ímpeto do sucesso. Um dia, ela entrou numa corrida com várias das melhores triatletas do mundo e, apesar de um desempenho fraco na natação em que ela saiu da água muitas posições atrás das principais nadadoras, e de ter de empurrar um bicicleta pesada e pouco aerodinâmica na subida de um morro alto, conseguiu cruzar a linha de chegada entre as dez primeiras. Algumas semanas mais tarde, na mesa do café, Joanne desviou o olhar do seu jornal e comentou calma e tranquilamente: ‘acho que eu poderia vencer o Ironman’. O Ironman, o campeonato mundial de triatlos envolve 3800 metros de natação em mar aberto, 180km de ciclismo e tudo isso culminando com uma maratona de 42km na costa de Kona, no Havaí, região quente e galvanizada por lavas. ‘É claro que eu teria de sair do emprego, recusar as propostas de pós-graduação (ela havia sido admitida em pós-graduação em várias das melhores universidades) e me comprometer em tempo integral, mas...’. Suas palavras não denotavam bravata, publicidade, agitação ou pedida de socorro, ela não estava tentando me convencer, ela simplesmente observou que o que havia compreendido era um fato, uma verdade tão chocante quanto afirmar que as paredes estavam pintadas de branco. Ela tinha paixão, tinha a genética e se vencia corridas, tinha o modelo também, a meta de vencer o Ironman fluiu para a compreensão inicial do conceito de porco espinho que apresento agora neste livro. Então, ela decidiu que sim, que iria disputar o Ironman. Deixou o emprego, desistiu da pós-graduação, ela vendeu as fábricas, mas me manteve dentro do barco, e três anos mais tarde, no dia quente de outubro de 1985, ela cruzou a linha de chegado do Ironman do Havaí em primeiro lugar, Campeã Mundial. Joanne decidiu que iria vencer o Ironman, ela não sabia se iria se tornar a melhor triatleta do mundo, mas ela entendeu que podia, que aquilo estava dentro das possibilidades, que ela não estava vivendo uma ilusão. E esta distinção fez toda a diferença. É uma distinção que todos aqueles que desejam transformar algo bom em algo excelente e precisam captar, e aqueles que fracassam no projeto de se tornarem excelentes, em geral, nunca conseguem perceber.” Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando o 19º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Então eu acabei de ler um livro de um escritor que eu gosto, ele faz pesquisas relacionadas a empresa, mas que são muito aplicáveis a nós seres humanos, porque empresas nada mais são do que grupos organizados com um objetivo em comum. Ele traz muitas reflexões interessantes, o nome dele é Jim Collins (eu também usei um outro livro dele no episódio nove, sobre preparação, que a gente leu e comentou), aqui ele está falando sobre vocação, buscar e batalhar por algo que faz sentido, que é a algo realmente importante pra você. Acabei de voltar de Florianópolis, a minha voz está um pouco rouca, agora está bem melhor, mas na segunda-feira estava bem ruim, fui acompanhar dois amigos meus que participaram da prova do Ironman. Sempre quando eu volto dessa prova ela me traz muitas reflexões porque eu passei por esse processo, fiz o Ironman em 2014/2015. Tem muita gente que me pergunta como cheguei ao Ironman, como eu realizei esse grande projeto. De fato, exige um nível bastante grande de dedicação e de saber que algo é importante, ninguém consegue construir ou fazer um Ironman se não tiver um significado pessoal. Pode até ser exibicionismo, mas aquele exibicionismo precisa ser muito importante para a pessoa a ponto de ela treinar em um nível pesado para se isto, sendo que ela poderia fazer outras coisas que conseguir se exibir mais. Mas, então, é necessário uma questão pessoal envolvida. Acredito que tudo isso vem com o plano das ideias, vem a partir daquilo que a gente consome em termos de conteúdo que vão criando os nossos pensamentos e os nossos pensamentos e as nossas ideias. Essa foi a primeira vez que eu li e comecei a visualizar uma prova de Ironman e vi que poderia ser alcançado por pessoas comuns, porque ela não era uma profissional, era a esposa do escritor que competia, mas que em determinado momento se propôs a ser excelente em algo, fazer algo muito importante, como essa prova. No meu caso também começou no plano das ideias porque eu já ouvia falar quando ele foi para Florianópolis, que foi a família de um amigo meu quem trouxe a competição da Bahia para Florianópolis e, a partir daí ela passou a ser realizada anualmente na cidade. Uma vez eu conversei com o organizador da prova, o Galvão, ele me mostrou uns vídeos, mas era algo muito distante da realidade, algo que eu não conseguia vislumbrar, até sentia vontade pelo desafio, mas não conseguia imaginar. Depois, eu não lembrava mais o contato que tive com o Galvão. Em 2005 eu comecei a correr com um amigo meu que morava comigo na época, que já tinha corrido e me estimulou, fiz alguns amigos, mas não pensava em participar de nenhuma competição, já achava uma maratona algo muito distante, eu me sentia bem correndo 10, 12, 15 quilômetros no máximo. Acabei fazendo a minha primeira maratona em Porto Alegre, em 2010, continuei os meus treinos, e decidi que eu queria fazer um Iron. Então eu consegui completar um Ironman em 2014. Pra mim, o que é mais valioso dessa reflexão é o que o Iron trouxe de fato pra minha vida, o que aquilo construiu em mim. Por que não é totalmente distante, o processo de conseguir terminar um Ironman bem (tem pessoas que se matam, se arrastam a provar inteira o que não é interessante, acho que deve ter uma preparação para fazer o que se tem predisposição, o processo de treinamento é o mais valioso e não terminar a prova em si), não é distante da proposta de Patanjali. Como que funciona o treinamento para realizar uma prova como essa? Como o próprio Jim Collins cita no livro, a prova consiste em 3800 metros de natação, na hora você acaba fazendo mais de quatro quilômetros. 180 quilômetros de bicicleta, para quem conhece Florianópolis é a distância de ir e voltar do aeroporto duas vezes, para quem mora em São Paulo, é a mesma distância de ir e voltar de Maresias e depois, no final há uma corrida de 42 quilômetros. Para construir isso, é necessário uma modificação no corpo para que o corpo resista a longos períodos de exercício sem interrupção, é um processo de transformação, é preciso repetir muito para que o corpo entenda que uma mudança estrutural é necessária. Isso se dá passo a passo. O processo do Ironman ensina isso, que se você quer algo grande, como fazer a prova abaixo de 11 horas, por exemplo, é preciso uma construção diária e não no momento da realização da prova. Acordar a noite praticamente todos os dias da semana pra treinar, treinar durante a semana duas modalidades várias vezes e aos finais de semana treinar de forma prolongada, como aos finais de semana, geralmente, os competidores não trabalham, eles conseguem se dedicar e fazer treinamentos longos. Não pode sair à noite na sexta ou no sábado, porque haverá treinos longos no dia seguinte. Para conseguir isso é preciso ter muito claro o que se quer, saber que terá de abrir mão de muita coisa para conseguir algo maior, algo que escolheu. Isso está escrito no Yoga Sutra, de Patanjali, e agora eu vou citar mais uma vez a tradução do Carlos Eduardo Barbosa, ele fala sobre disciplina, isso é interessante no Ironman, todos tem condições de terminar a prova, tudo é uma questão de decisão pessoal. Claro que uma pessoa que nunca praticou esporte terá mais dificuldade e irá demorar mais, tanto no treinamento ou na prova. Mas é acessível a todos, é uma questão de decisão, dedicação em um ano totalmente focado. Fazendo isso, qualquer pessoa tem acesso, não são todos que chegarão entre os primeiros, não são todos que que irão conseguir uma vaga para o mundial (em Kona), porque está ligado a vocação, mas terminar a prova, que é o principal objetivo, está acessível a todos, o que determina de fato é a disciplina. No terceiro sutra Patanjali fala sobre dois conceitos que são base para o yoga que são Abhyasa e Vairagya. Abhyasa é a disciplina, você repetir algo até atingir a excelência. Vairagya é o desapego, para que saiba o que é importante pra você para que consiga abrir mão do que for irrelevante. Se quer terminar a prova bem é necessário fazer um desapego do que não for importante. Na frase doze Patanjali começa a falar sobre o recolhimento, no caso dele é o recolhimento das atividades da mente para que se encontre a essência, nesse caso do esporte é de se recolher para cumprir o que acha importante. “Seu recolhimento, ou seja o Nirodha, advém da disciplina e do desapego, a disciplina é o esforço em se manter nele”, você escolher e repetir, neste caso ele fala sobre se manter no recolhimento. Então ele fala sobre o processo meditativo, quando você se recolhe, escolher sustentar a atenção, esse é o primeiro conceito que é Abhyasa. Abhyasa e Vairagya são essenciais dentro do processo do yoga. “O desapego é o sinal da vontade perfeita daquele que está indiferente aos objetos já vistos ou dos quais se ouviu falar”, então o desapego é saber o que se quer, saber o que é importante pra si e seguir o rumo porque essa é a vontade. Em decorrência a isso, do desapego, é a indiferença as qualidades matérias nas quais a essência se revela, então quando você abre mão dessas tentações de sentidos, você traz algo muito seu, a sua vontade verdadeira. E, então, você tem um conhecimento intenso que ele chama de Samprajñãta, que surge a partir de suposição, avaliação, sensação de realidade. Então voltando ao texto, o Jim Collins fala que a esposa não quis convencer, dar um discurso, ela simplesmente percebeu que aquilo era importante pra ela, “Suas palavras não denotavam bravata, publicidade, agitação ou pedido de socorro, ela não estava tentando me convencer, ela simplesmente observou que o que havia compreendido era um fato, uma verdade tão chocante quanto afirmar que as paredes estavam pintadas de branco.”, então esse conhecimento intenso, é o 17 de Patanjali, surge a partir de suposição, de avaliação, de sensação de realidade. Então ela não estava viajando num sonho absurdo, ela estava conectada com a realidade e percepção da própria individualidade, conhecendo as limitações e as potencialidades dela ela percebeu que poderia ser campeã. Assim, como no meu caso, eu comecei a construir a partir do momento em que eu vi que no plano das ideias era viável, depois eu fui aumentando a minha carga de treino, em seguida eu percebi que era possível terminar um Ironman, mas pra isso houve todo esse processo de abrir mão daquilo que não era importante pra mim, ou que eu tinha decidido de fato abrir mão, para algo maior. Trazendo para Patanjali, para meditação, é entrar na meditação e saber que todos os pensamentos que vem naquele momentos são estão relacionados aos sentidos e não a essência, se você se ligar a ele vai continuar mantendo a mente no funcionamento dela, não vai trazer algo diferente ou a essência, vai continuar fazendo as conexões já conhecidas. Lembre-se sempre, repetir, sustentar a disciplina ou a Abhyasa e por outro lado é o Vairagya, o desapego do que não for importante. Então, escolha bem os seus objetivos, siga na trilha sempre com Abhyasa e Vairagya. A música é Carruagens de Fogo, que é um filme lindíssimo, todos devem conhecer essa música, mas o filme em si(...) eu vou deixar aqui o trailer do YouTube, é sobre uma competição, a Olimpíadas de Paris de 1924. Ele ganhou o Oscar de melhor filme em 1981 e a música ganhou, também, de melhor trilha sonora. Aqui a gente mais um exemplo assim como vimos no episódio 17, que é o Nino Rota que compõe para o cinema. Aqui é Vangelis que também compor trilhas para o cinema como no caso dessa música e do famoso filme 1942.

Filosofia do Yoga | 14 fev 2021 | Fernanda Magalhães

O Vinyasa Yoga

O Vinyasa Yoga O Vinyasa Yoga é um dos métodos de Hatha Yoga mais praticados no ocidente atualmente. Muitos acreditam que o Vinyasa é um método vigoroso, onde há necessidade de condicionamento físico prévio para início da prática. Na verdade, a prática de Vinyasa é para todos e pode sim ser dinâmica e estimulante, mas pode também ser suave e restaurativa. Vinyasa vem do sânscrito vi (de forma especial) e nyasa (colocar, dispor). Além de representar um método de Hatha Yoga, Vinyasa também significa a transição feita entre posturas e todo movimento contabilizado para entrar e sair de cada postura. Por exemplo, para entrar na postura do triângulo - Trikonasana - partindo de Tadasana, você precisa de dois vinyasas, um para inspirar afastando os pés e alongar os braços na altura dos ombros e o segundo para exalar descendo lateralmente até que sua mão toque sua canela, o chão, um bloco ou você possa segurar o dedão em gancho com os dedos indicador e médio. De qualquer forma, em todas as três aplicações da palavra, Vinyasa une todo movimento corporal com a respiração. Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888 - 1989) foi o responsável por difundir este método desenvolvido especialmente para as pessoas que buscam um caminho espiritual sem abdicar da vida em família (grihastha). Pais de família e donos de negócios, não tendo muitas horas por dia para se dedicar às práticas espirituais, como era costume para os sannyasi (aqueles que renunciam todo interesse nos bens materiais, prazeres, vida familiar, personalidade e vida social dedicando exclusivamente a libertação mental das condições mundanas), se beneficiam da busca espiritual através de uma prática que compila todos os principais passos de uma prática completa em poucas horas. Três pontos de atenção (tristhana) durante a prática contribuem para tal fator - Respiração, pontos focais (drishtis) e posturas (asanas). A aplicação de Tristhana promove a purificação do sistema nervoso, mente e corpo. - Respiração - Além de associar movimento a respiração, a prática é feita produzindo um som na respiração através de uma suave contração na glote assemelhando-se ao som do Ujjayi Pranayama. - Drishtis - Toda postura é associada a um ponto focal, que em sua maioria encontra-se no próprio corpo do praticante. São eles: nāsāgre = ponta do nariz; añguṣṭhamadhye = Dedão da mão; bhrūmadhye = entre as sobrancelhas (terceiro olho); nābicakre = umbigo; ūrdhvadr̥ṣṭi = para o céu; hastāgre = topo da mão; pādayoragre = Dedos do pé; pārśvadr̥ṣṭi = para o lado - Asanas - Neste ponto estão incluídas as posturas físicas e os Bandhas - Mula Bandha, a contração do períneo e Uddiyana Bandha, a sucção do baixo ventre.   Os três pontos de atenção descritos contribuem para a concentração (dharana) do praticante e, por isto, o Vinyasa Yoga é conhecido como meditação em movimento. Dentro da prática de Vinyasa, também é utilizada uma transição entre posturas que pode ser feita através de um Vinyasa completo (com 9 Vinyasas como no vídeo abaixo) ou meio-Vinyasa (chaturanga dandasana - urdhva Mukha Svanasana - Adho Mukha Svanasana) onde você parte de uma postura e retorna a mesma, configurando um ciclo completo. Os Vinyasas são executados entre as posturas para manter o corpo lubrificado e aquecido, facilitando a expansão da respiração e a flexibilidade; treinar a força e limpar possíveis desalinhamentos ocorridos devido a última postura realizada.   [video mp4=\"https://s3.amazonaws.com/yogin-content/2018/07/404385b8-1531446850022.mp4\" loop=\"true\" autoplay=\"true\"][/video] Vinyasa Krama significa caminhar passo a passo para se atingir um objetivo final. As sequências de posturas são estabelecidas de forma a preparar o corpo e a mente para as posturas mais difíceis, traçando um caminho de desenvolvimento crescente durante uma única prática e ao longo da vida do praticante. O foco na respiração, que é constante durante toda a prática (e também na vida), contribui para o reconhecimento do caminho como mais valioso do que o objetivo final. Durante a prática de Vinyasa, as posturas não são sustentadas por longos períodos, remetendo a natureza temporária das coisas. \"A ideia central do Vinyasa Yoga é mudar a ênfase da postura para a respiração... A única coisa permanente na prática é o foco constante na respiração\" Gregor Mahele new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Este ponto central no transitório, tirando os holofotes do objetivo final, torna a prática acessível a todos quando cada Vinyasa é executado com a mesma dedicação dada aos asanas. Não só por respeitar a evolução individual de cada um na execução de ásanas, e a progressão na prática, mas também os próprios Vinyasas podem ser ajustados para atender a limitações físicas permanentes ou temporárias. Assim como o Yoga de forma geral, Vinyasa não acontece somente no tapete. Basta observar os ciclos naturais - do começo ao fim retornando ao ponto inicial, como a volta do planeta no eixo em 24 horas ou a volta ao sol em 365 dias, as marés influenciadas pela lua, o ciclo da vida, ou até mesmo de uma única respiração. E eu espero que  você possa apreciar e honrar seus ciclos com a mesma graça, força e consciência que usa para desempenhar um Vinyasa no tapete.   Respire, entregue-se e tenha fé.

Podcast de Yoga | 11 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Cognitiva – Podcast #77

Revolução Cognitiva. \"Sapiens, uma breve história da humanidade\" é livro do professor israelense Yuval Noah Harari continua na lista dos livros mais vendidos há pelo menos 2 anos. Nesta série de podcasts farei uma revisão do livro com um capítulo a cada episódio. Começaremos pela Revolução Cognitiva, as mudanças que fizeram o Homo Sapiens se diferenciar das outras espécies de Homo.     LINKS Inscrição gratuita Formação - https://yoga.yoginapp.com/formacao_yoga_yoginapp   Álbum Spirit Chase, Dead Can Dance https://open.spotify.com/album/47RAClyfXj8A75clkGXB3A?si=WNhNhUo2SKy01BmxNeMX-Q   Assinatura do Ubook para Audiobook do Sapiens em espanhol Sapiens - livro O Yoga do Autoconhecimento - Podcast de lançamento do livro   https://yoginapp.com/lancamento-do-livro-o-yoga-do-autoconhecimento-podcast-54   Podcast #73 fala do aucentrismo humano   https://yoginapp.com/o-que-veneras-te-matara-podcast-73-isto-e-agua   Podcast #76 fala sobre a importância do contexto   https://yoginapp.com/a-trilogia-de-aprofundamento-no-yoga-podcast-76       Transliteração Sapiens - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Explicar que o Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. Entendendo a nomenclatura na biologia para entendermos mudanças que veremos mais pra frente. Os biólogos organizam os organismos em espécies. Dizem que eles pertencem a mesma espécie se caso tenham relações, deem origem a seres férteis. Cavalos e burros tiveram um ancestral em comum, mas seus descendentes, mulas e asnos não transferem as informações do seu DNA para os cavalos ou para os burros. Por isso, se considera que burros e cavalos são de espécies diferentes. Por outro lado, um bulldog e um labrador podem ser bem mais diferentes, mas ao cruzarem, irão compartilhar informações genéticas, por isso todas as raças de cachorros fazem parte da mesma espécie. As espécies que surgiram de um ser em comum, se agrupam pelo nome de gênero. Tigres, leopardos e jaguares são espécies distintas, mas todos dentro do gênero panthera. Os biólogos constroem o nome dos animais com duas palavras latinas, o gênero e depois a espécie. O leão por exemplo chama-se, panthera leo. O que iremos discutir nesse livro é o Homo Sapiens, o Sapiens de todo o gênero Homo. Todos os gêneros se agrupam em diferentes famílias que remontam a um ancestral comum. O gênero do elefante por exemplo divide-se em Elefantes, Mamutes e Mastodontes. O mesmo acontece com os gatos. Desde o gatinho doméstico até o Leão,  remontam aos mesmos ancestrais - panthera. A família de gênero que o Homo Sapiens (sábios) pertence, é a família dos grandes símios. Nossos parentes vivos mais próximos são os chimpanzés, gorilas e outros macacos. Dentre todos, os chimpanzés são os mais próximos.     O mesmo acontece no gênero Homo, no qual todas as espécies como Sapiens, Neandertal, Florensis remontam a um ancestral em comum. Esse ancestral em comum aos Homos (Humanos) surgiu na África há 6 milhões de anos.   Homos e macacos começaram a se diferenciar entre 2 e 5 milhões de anos. Quando surge o gênero Homo que não exercia um papel no meio diferente dos elefantes, raposas, algas ou outros animais. Somo parentes dos grandes símios. Exatamente 6M uma teve duas filhas uma se tornou a ancestral dos chimpanzés a outra é nossa avó. Como nos últimos 10 mil anos apenas nossa espécie humana, o homo sapiens, habitou a Terra, temos a sensação que nenhuma outra espécie parecida com a nossa possa ter convivido por aqui. Entretanto, há 100 mil anos, várias espécies de Homo habitavam a Terra:   Australopithecus foi o ancestral de todos os Homos que surgiram na África, começou a se distinguir a partir de 2 milhões de anos atrás. Uma parte deles viajou até a Ásia e Europa e tendo que se adaptar a um clima bem diferente, formou uma outra espécie, Neandertal. Eram mais fortes e musculosos que os sapiens, pois adaptaram-se ao frio. Já as regiões mais a Oeste da Ásia eram povoadas por outra espécie Homo Erectus. O Homem Erguido viveu por essa região por cerca de 2 milhões de anos e foi a família homo mais duradoura que já existiu. Na Ilha de Java, Indonésia, viveu o Homo Soloensis, que estava adaptado a vida nos trópicos. Já na Ilha das Flores, também na Indonésia, os humanos passaram por um processo de nanismo. Eles chegaram até ilha num período em que o nível do mar baixou muito. Quando voltou a subir, eles ficaram isolados e com poucos recursos para se alimentar, apenas as pessoas menores sobreviveram e assim a espécie mudou e os cientistas a denominaram Homo Floresiensis, em homenagem a Ilha. Esses indivíduos não passavam de 1m e não pesavam mais que 25 kg, mas desenvolveram ferramentas de pedra. O interessante é que nessa Ilha, aconteceu o mesmo com outros animais como elefantes, tigres e outros. Em 2010, cientistas descobriram uma nova espécie numa caverna em Nisova, na Sibéria. Ao encontrar um dedo congelado, descobriram que ele pertencia a uma espécie até então desconhecida, o Homo denisova. Quantas espécies Homo foram perdidas ao longo da História e quantas ainda descobriremos? Explicação não existe uma linha sucessória, como se houvesse sempre apenas um tipo de ser humano sobre a Terra. Isso só vem acontecendo de 10K para cá. As espécies habitaram simultaneamente e que umas se extinguiram e influenciaram outras. O cérebro humano é proporcionalmente muito maior que o dos outros mamíferos, mas isso não significa necessariamente uma vantagem, tudo depende das circunstâncias. O cérebro humano é um trambolho complicado de carregar. Apesar de pesar cerca de 2% do peso corporal, absorve cerca de 25% da energia do corpo quando em repouso. Outros símios exigem apenas 8% de energia nas mesma situação. Falar de como o crescimento do cérebro pode ter produzido o favorecimento prematuro e isso favoreceu a educação da prole e a criação de relações sociais devido a dificuldade de criar um bebê humano. As ferramentas começaram a se desenvolver pela necessidade de quebrar ossos e chegar na medula, pois o que sobrava da caça dos grandes predadores, primeiro era devorado pelas hienas e chacais e depois é que os humanos tinha sua vez de pegar o resto do resto do resto. Há 400 mil anos que as espécies humanas começaram a caçar presas maiores, até então estávamos no meio da cadeia alimentar. Há 300 mil anos todas as espécies de Homos usavam o fogo de maneira cotidiana. O que era uma fonte de luz, calor e proteção contra predadores. O cozimento permitiu que alimentos que não conseguimos digerir naturalmente como trigo, soja e batata se transformassem em elementos para nossa sobrevivência. A facilidade na digestão diminuiu o intestino e aumentou o cérebro, visto que é impossível ter os dois órgãos muito desenvolvidos por causa de seus grandes gastos calóricos. Há 150 mil anos a espécie sapiens era mais uma no meio da África e o total de humanos sobre a Terra era de menos de 1 milhão.   Há 70 mil anos, os Sapiens que se desenvolveram no centro da África, subiram até a península arábica e depois ocuparam todo o continente euro asiático. sEm 2010 saiu o 1º estudo do genoma de DNA de um Neandertal. Descobriu-se que há entre 1 e 4 % de DNA dos Sapiens atuais que vem dos Neandertais. O mesmo aconteceu quando tiveram as informações do genoma do dedo da Sibéria, do Homo de Nisova. E e constataram que 6% do DNA de aborígenes australianos vivos vinha dessa outra espécie de Homos. Há 50 mil anos cada espécie de Homos era distinta, mas haviam raros cruzamentos entre elas. Neardentals tinham menos habilidades manuais e sociais e foram prejudicados pela chegada dos Sapiens. Há 10 mil anos apenas Sapiens habitam a Terra. Por que só nós sobramos? Provavelmente, houve muita matança entre as espécies Homos e um dos maiores diferenciais para a supremacia Sapiens, foi sua linguagem única.                        2. A Árvore do Conhecimento   Numa 1ª tentativa, grupos de Sapiens saem na África mas não conseguem se fixar no Oriente. Uma 2ª leva, há 70 mil anos povoa todas as partes do mundo e extingue outras espécies. Entre 70 e 35 mil anos atrás, os Sapiens inventaram barcos, povoaram regiões como Austrália, inventaram lâmpadas de óleo e outras ferramentas. É desse período os início do comércio, religiões e organizações sociais. O que gerou tantas melhorias na forma de pensar dos Sapiens e o que os fez conquistar o mundo pode ter sido fruto de conexões cerebrais totalmente aleatórias somadas a nossa genética especial para a linguagem. Os seres humanos são capazes de produzir uma grande quantidade de sons diferenciados. Isso foi essencial, mas somente isso não bastaria. Afinal, um papagaio é capaz de falar as mesmas coisas que Einstein. O desenvolvimento da linguagem se deu especialmente pela fofoca. Os Sapiens precisam saber o que os outros estão fazendo, você acha que o sucesso das redes sociais é a toa? Sempre fomos fascinados uns pelos outros, mas além disso, os Sapiens são os únicos seres vivos a comunicar coisas que não existem no mundo real, apenas na sua fértil imaginação. Essa capacidade de criar imagens que não existem, possibilitou aos Sapiens a elaboração de mitos o que foi essencial para aumentar sua capacidade cooperar em grande número de indivíduos com mobilidade estrutural. Outros animais como as formigas também conseguem trabalhar em grandes grupos, mas só fazem com parentes próximos e de forma muito rígida. Foram os mitos que permitiram aos Sapiens se organizar em grandes grupos de cooperação. Explicar como os mitos funcionam pelo exemplo da Lenda do Peugeot é a prova de porque os Sapiens dominam o mundo. Os 150 indivíduos. Empresas de responsabilidade limitada, um conjunto de ideias e confiança. Comparação entre o corpo de Cristo criado pelo padre o a Empresa de Responsabilidade Limitada com os legisladores. Como uma ideia é aceita por milhões de pessoas e se torna “real”. Uma realidade imaginária não é uma mentira. O mundo é dividido entre as realidade imaginadas ou convenções e as coisas reais e ambas exercem influência na nossa vida. Os mitos facilitaram a colaboração de grandes grupos, os movimentos sociais. Essas mudanças, nenhumas espécie conseguiu. O Homo erectus permaneceu durante 2 milhões de anos com os mesmos costumes e com as mesmas ferramentas. Os costumes dos Sapiens se transformou em Cultura e a mudança da Cultura é o que chamamos de História. A Revolução Cognitiva é o momento em que a evolução se descola da biologia. O Homem não muda na velocidade das mutações, mas passa a produzir sua mudança.   3. Um dia na Vida de Adão e Eva   A mente caçadora/coletora ainda é a mais presente na nossas decisões. Falar das decisões por comidas calóricas e gordurosas. Há 15 mil anos domesticamos cachorros que eram usados para caçar e como alarme aos predadores. Falar de como era a vida nessas tribos e como os caçadores coletores pré-era agrícola eram muito mais hábeis que nós hoje em dia. Naquela época a vida podia ser mais interessante que na era agrícola ou industrial. Havia muita morte prematura, mas os que passavam os primeiros anos viviam em média 60 anos. Tinham dieta muito variada.   Nessa parte do livro ele fala do Yoga como um treinamento de consciência corporal. Fala também das maldades de uma tribo de caçadores coletores que foi exterminada na década de 60 no Paraguai.     4. A Inundação   Há 45 mil anos os Sapiens habitaram a Austrália. Nesse momento no tornamos a espécie mais mortífera já habitara o topo da cadeia alimentar. Até então só tínhamos nos adaptado ao ambiente, sem grande impacto. Na Austrália extinguimos diversas espécies.   A extinção produzida pela chegada dos Sapiens na Austrália não foi algo que pode ser atribuído a fatores climáticos. Nos últimos 1 milhão de anos tem havido um período glacial a cada 100 mil anos. A última aconteceu entre 70 mil anos e 15 mil anos. Primeiro motivo para essa extinção. Os Sapiens chegaram na Austrália altamente treinados e os animais grandes australianos eram pegos desprevenidos. Segunda explicação foi que os Sapiens já dominavam o fogo e assim queimavam as florestas o que facilitava a caça e mudou totalmente o habitat local. Terceira explicação é que houve muitas mudanças climáticas nesse local. A extinção da megafauna australiana foi a 1ª grande marca que os Sapiens deixaram no planeta e foi seguida por um desastre ecológico ainda maior na América. Os Sapiens chegaram ao continente americano a pé, mas eles não eram os melhores no frio. Desenvolveram abrigos, roupas e técnicas de caça de grandes animais como os mamutes. Quando os Sapiens chegaram à América a fauna perdeu cerca de 50% dos gêneros de mamíferos grandes.    

Podcast de Yoga | 10 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Agrícola – Podcast #78

Revolução Agrícola. No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.       [caption id=\"attachment_451606\" align=\"aligncenter\" width=\"382\"] Göbekli Tepe é considerada a cidade mais antiga do mundo. Situada na Turquia, esse centro reuniu centenas de sumérios que cultivavam trigo e outras plantas. Estima-se que Göbekli Tepe tenha surgido em 9500 A.C.[/caption] LINKS   Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga   1º Episódio da série Sapiens que fala da Revolução Cognitiva - Podcast #77   https://yoginapp.com/sapiens-comentando-uma-breve-historia-revolucao-cognitiva-podcast-77   Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Código de Hamurabi Declaração de Independência dos Estados Unidos Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Revolução Agrícola   05 A Maior Fraude da História Neste episódio trataremos da Revolução agrícola, que o autor considera a maior fraude da História e nós entenderemos isso ao longo deste capítulo. O estilo de vida dos caçadores/coletores era muito ativo e repleto de riscos diários. Isso era vantajoso em alguns aspectos como a saúde, pois além de nos mantermos ativos, comíamos uma grande variedade de alimentos. Por outro lado, mudar constantemente de habitat dificultava a gestação.   A facilidade de não precisar se esforçar para poder comer e não necessariamente a qualidade do alimento ou um melhor estilo de vida, foi o que fez com que o homem fosse ao longo dos anos trocando o estilo de vida coletor/caçador pelo sedentário. A Revolução Agrícola começou há 11 mil anos, quando as pessoas começaram a trocar o risco da caça, pela facilidade de domesticar plantas e animais próximos a residências fixas. A evolução desse processo foi extremamente rápida se comparada às dezenas de milhares de anos que demoravam as modificações na Revolução Cognitiva. A aceleração com que cada movimento acontece foi aumentando muito ao longo do tempo e isso ficará nítido ao longo da série. Até 3500 A.C (5500 anos atrás) todas as espécies de plantas e animais que nos interessavam haviam sido domesticadas. Até hoje 90% das calorias que consumimos vem das mesmas plantas que foram cultivadas nessa época. Trigo, batata, cevada, arroz etc. Há 18 mil anos durante uma época de aquecimento global, essa planta se desenvolveu muito na área do Oriente Médio. Quando os homens saiam para caçar e pegavam trigo, ele crescia próximo a aldeia. Quando queimavam as florestas, isso também favorecia o crescimento do trigo. Göbekli Tepe cidade de 9500 a.C. e centro do cultivo de uma das espécies de trigo. Quem mais se beneficiou com a Revolução Agrícola do ponto de vista evolucionista e individual foi o trigo. Animais cresceram em números mas se ferraram, ser humano cresceu em população mas ficou mais doente. Apesar de parecer contra-intuitivo, havia mais violência entre os agricultores na Revolução Agrícola do que entre caçadores/coletores, pois tinha algo mais a proteger, suas propriedades. Havia melhor proteção contra predadores e contra o frio, mas para uma pessoa média a vida como agricultor era muito mais difícil do que como caçador/coletor. Até construírem os grandes Estados organizados. A era agrícola possibilitou o crescimento da população, que vivia pior, mas cresceu muito mais que na Revolução Cognitiva. Em 8500 A.C haviam centenas de aldeias no Oriente Médio como Jericó, em que os habitantes passavam a maior parte do tempo cultivando plantas domesticadas. As mulheres que quando caçadoras/coletoras tinham 1 filho a cada 4 anos, na Era Agrícola passaram a poder ter uma cada ano. A mortalidade infantil também cresceu muito nesse período, mas como o número de filhos feitos superava os perdidos, as mulher foram tendo um número cada vez maior de filhos. Ele mostra que os homens não voltaram aos costumes anteriores porque a medida que a família crescia, ele tinha que trabalhar mais e assim se envolvia mais com o processo agrícola. Esse é o ponto mais delicado da argumentação de Harari, pois muita coisa que ele vai afirmar mais para frente está relacionado com essa ideia de que a Era Agrícola poderia estar sendo pior para o ser humano, mas ele já estava tão envolvido nela que não havia mais como retornar. Hoje em dia ninguém cogita voltar a ter hábitos caçadores para ter uma vida melhor e sim, trabalhar mais duro no sistema que já existe. Surgiram tribos de pastores, que cultivavam animais o que não era tão normal quanto cultivar o campo. Algumas espécies como vacas, ovelhas, porcos e galinhas cresceram muito no período agrícola. No ponto de vista evolucionista, foi uma época próspera para eles e para os humanos, mas será que individualmente isso é verdade?   06 Construindo Pirâmides Agricultura fez a população crescer tão rápido que se tornou impossível voltar ao sistema antigo de caça e coleta. Em 10.000 A.C. a Terra tinha entre 5 e 8 milhões de coletores/caçadores. No século I D.C. tinha apenas 1 a 2 milhões contra 250 milhões de agricultores em todo o Mundo. As pessoas passaram a desenvolver a cidade alterando completamente o habitat e valorizar muito sua casa e não o ambiente como um todo. Isso tornou o ser humano muito mais egocêntrico. O futuro também passou a ser muito mais importante durante a Revolução Agrícola, pois as plantações são sempre planejadas em forma de estações. Os camponeses tentavam acumular ao máximo pois sabiam que sempre vinha uma safra ruim, então tinham que estar estocados ou morreriam. Durante a Revolução Agrícola, 90% das pessoas dedicaram suas vidas às funções agrícolas, porém o excedente de alimentos produzido acabava destinando-se a uma elite de políticos, soldados, sacerdotes, pensadores, artistas que foram os responsáveis por registrar e fazer parte dos principais fatos da História. As mudanças produzidas nesse período, como grandes cidades e impérios, só foram possíveis porque a grande maioria da população trabalhava de sol a sol para manter as lavouras funcionando. Foram os excedentes produzidos pelos camponeses que permitiram que as pessoas se reunisse em aldeias cada vez maiores que deram origem às cidades e reinados. O fato de todos terem o que comer não significava que os conflitos entres os indivíduos não existissem. A transição de pequenos grupos de caçadores até milhares de pessoas numa cidade foi bastante rápida e não fez com que o ser humano desenvolvesse um senso de cooperação em comum. Grupos mais complexos exigiam mitos mais elaborados como divindades, Estado e Leis, tudo isso parte do mundo imaginário. Em 3000 A.C. próximo ao Rio Nilo, houve a primeiro unificação de um império que cobria milhares de quilômetros e abarcava centenas de milhares de pessoas. Depois outros impérios foram ainda maiores como o babilônico, sírio, chinês e romano todos esses passaram de 1 milhão de súditos. Esses impérios foram fundados em cima de grandes ordens imaginárias. Mitos compartilhados que faziam as pessoas seguirem e agirem de determinada forma. 3500 A.C - Código de Hamurabi - era um exemplo de justiça para época. As leis ditadas pelo Imperador determinavam que se alguém matasse a filha de outrem, sua filha também deveria ser morta. O fato de uma criança ser punida com a própria vida por um ato que não fez, apesar de hoje soar estúpido, parecia ser a atitude mais justa a ser tomada. O código era vistos pelos sábios de outros reinados da época como um exemplo de evolução intelectual. Leis que classificavam os homens entre inferiores e superiores era a forma mais justa, segundo Hamurabi, de não prejudicar nenhum cidadão. 1776 D.C. - Declaração de independência dos Estados Unidos. Moradores de 13 colônias britânicas. Achavam que o Rei da Inglaterra os tratava injustamente. Então, no dia 4 de julho de 1776 na cidade de Filadélfia escreveram um dos textos mais influentes da História. “Todos são iguais e têm direito à vida, à liberdade e a busca pela felicidade.”  Só que alguns dos founders fathers, os pais criadores da América eram donos de escravos e não viam incoerência entre declarar liberdade a todos os indivíduos e manter negros escravizados. É fácil moralizar esses julgamentos do momentos atual, no entanto podemos estar cometendo esses mesmos tipos de incoerências sem que percebamos, pois o conceito de justiça, muda no decorrer dos tempos.   Os dois tratados procuraram ser o mais justos possíveis dentro da visão no seu tempo. Só que a justiça, só existe dentro de normas criadas pelos Sapiens. Na vida natural, não existe justiça. Crer nessas realidades imaginárias nos ajuda a cooperar e tentar atuar para uma realidade mais justa, mas nos mecanismos físicos da vida, não há igualdades. Só que as ordens imaginadas são os mitos atuais, a única forma que um grande número de pessoas conseguirá atuar de forma conjunta e minimamente ordenada. As ordens imaginárias são frágeis e podem deixar de existir a partir do momento que as pessoas deixam de acreditar nela. Legisladores, juízes e tribunais trabalham para que a ordem imaginária se mantenha viva, mas no fundo ela não passa de imaginação. É necessário certo grau de violência e coação para manter a ordem imaginária, mas ela não se sustenta apenas com a violência, que é a forma mais difícil de organizar os homens. O que mantém mesmo essa ordem são os verdadeiros crentes. Por que é tão difícil perceber que estamos incrustados numa realidade imaginária? Porque ela está enlaçada com o mundo material. Individualismo atualmente é um grande valor. Se alguém recebe bullying os pais e professores dizem para a criança não se importar e que somente cada pessoa conhece o seu valor. Esse crença é transferida para a arquitetura sendo que hoje em dia as crianças já nascem com seu quarto próprio e isolado. Uma habitação privada e individualizada. Na Idade Média, o valor de alguém era determinado pela sua posição social e pelo que as outras pessoas falavam de você. Os nobres ensinavam seus filhos a defender o nome a qualquer preço. Castelos não tinham habitação privadas ou porta s fechadas que seus pais não podiam abrir. Dormiam em sala com muitos outros jovens e cresciam com a certeza que o que importava na vida eram as opiniões dos outros sobre você e seu grau na hierarquia social.     Todos nascemos em ordens imaginárias já existentes e nossos desejos são determinados por essas ideias. Atualmente existe o mito de que para se desenvolver temos que ter o máximo de experiências possíveis. Isso criou uma “necessidade” de viagens ao exterior e as atividades mais variadas. Aqui ele cita novamente o Yoga como uma opção para experiências diferentes que as pessoas sentem necessidade de fazer.   A ordem imaginada inter subjetivo. Um fenômeno objetivo acontecem independente das crenças humanas. Radioatividade acontece mesmo que a descobridora não acredite Marie Curie.   Subjetivo - algo que só existe na cabeça de um único indivíduo, como o amigo imaginário de uma criança. Inter-subjetivo acontece na cabeça, mas de várias pessoas o que faz o fenômeno parecer mais real, pois está sendo observado por outras testemunhas.  Se um indivíduo para de acreditar nisso, o fenômeno continua existindo. Não são brincadeiras ou charadas, são realidades diferentes que exercem forte impacto sobre a realidade objetiva. A Peugeot não existe porque o diretor acredita nela, se ele deixar de acreditar será substituído e os investidores, funcionários e sociedade continuarão acreditando. O mesmo acontece com o dólar, os Estados Unidos, os direitos humanos e não há um único indivíduo capaz de ameaçar sua existência. Para destruir uma realidade imaginária você precisa reunir um grande grupo de pessoas que por sua vez também precisarão acreditar em mitos de outra realidade imaginária para agir dessa forma. Quem pode destruir a Peugeot? Uma realidade imaginária maior que a empresa - as leis francesas. Quem pode destruir as leis francesas, o Estado francês. Então por mais que se liberte de uma realidade imaginária adentra-se a outra ainda mais abrangente. É como se a saída da prisão fosse apenas a saída do pátio de uma prisão maior.   07 Sobrecarga de memória Os cachorros não precisam saber regras para brincarem, mesmo que violentamente. Essas regras assim como o funcionamento de uma colméia, já tem introjetado como os espécimes devem se comportar nessas situações. Já o homem, não tem em sua genética a informação para instintivamente jogar futebol. Isso só é possível porque todos conhecem as regras, elas são imaginárias, mas são regras simples e qualquer um pode guardar. Já as regras de funcionamento de uma sociedade são impossíveis de serem guardadas por um único indivíduo. Por isso existe a burocracia estatal para guardar e garantir todas essas regras. Os agrupamentos cada vez maiores passaram a exigir cada vez mais dados (transações, registros, informações, estudos) que antes eram desnecessários aos coletores. No início, os profissionais da memória conseguiam fazer esse trabalho, mas guardar informação apenas no cérebro dos humanos não é eficaz. Em 3000 A.C. os sumérios, um povo do sul da Mesopotâmia, desenvolveu um sistema para armazenar dados fora do seu cérebro, as Escrituras. Um método de armazenar informações mediante signos materiais. Usavam um sistema numérico de base 6 e 10. Outros signos representavam animais, construções e aspectos da natureza. As primeiras gravações só registravam as informações essenciais. Como dívidas, pagamento de impostos e informações comerciais. Os Incas, um império de 10 milhões de pessoas por toda o continente americano também usavam uma linguagem parcial, como a matemática e as notas musicais e não sentiram necessidade de evoluir a comunicação. Usavam os Quipus, um sistema de dados armazenados em nós de lã. O sistema era tão eficiente que foi usado pelos espanhóis quando colonizaram a América. Em 2500A.C., os Mesopotâmios começaram a escrever algo que não era apenas os dados matemáticos. Essas linguagens chamadas coniformes apareceram também em vários outros locais do planeta. São linguagens completas que conseguem expressar ideias. Fala de várias escrituras, inclusive o Mahabharata que eram parte da tradição oral e teriam sido preservadas mesmo que a linguagem não fosse inventada. Só que as informações mais importantes eram registradas pela linguagem parcial dos números.      Os números arábicos, que foram inventados pelos indianos no século IX são a linguagem mais usada no mundo. Em seguida o código binário.   08 Não existe justiça na história Aqui ele fala da crença de que tudo nasceu do purusha e que as castas eram frutos de vontades divinas. Fala das 4 castas sendo que os brahmanes , sacerdotes teriam nascido da boca. Os kshatriyas, guerreiros, dos seus braços. Os Vaishyas, camponeses e comerciantes dos os suas coxas e shudryas das pernas. Vimos sobre o conceito de castas no episódio #62 da série Reflexões. As leis e normas é que acabam determinando a hierarquia da sociedade. Todas as sociedades complexas criam discriminação e preconceitos. Fala da discriminação que os negros sofrem nos Estados Unidos e agora que a mulher sempre teve menos direitos nas sociedade. Divisão entre sexo e gênero. Patriarcalismo se perpetua: a) homens são mais fortes fisicamente b) homens são mais violentos Por outro lado, chefes de crimes organizados nunca são os mais fortes e nem os mais violentos. No próximo episódio falaremos como os Homo Sapiens se espalharam pelo mundo.  

Revolução Tecnologica - podcast 80
Podcast de Yoga | 8 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Revolução Cognitiva – Podcast #80

Sapiens, comentando uma breve História - A Revolução Cognitiva - Podcast #80 Os Sapiens irão se extinguir em breve segundo Harari, nossa espécie dará origem a uma espécie tão diferente quanto nós e os Neandertais ou os macacos. Como isso vai acontecer é o que veremos nesse episódio.   LINKS     Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram   Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast sobre a utilização da linguagem para o controle social   https://yoginapp.com/narrativas-internas-ariana-na-india-podcast-22   Podcast sobre o início do Yoga   https://yoginapp.com/o-inicio-yoga-podcast-24     Companhia do Mississípi, responsável por quebrar a França em 1717 Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento -       Revolução científica   RESUMO: A Revolução Cognitiva começa quando o Ser Humano parte das savanas da África há 70 mil anos. Povoa a Ásia e Europa e se diferencia pela sua comunicação e capacidade de criar mitos que integram mais de 150 indivíduos em causas comuns. Há 45 mil anos o Sapiens chega até a Austrália e depois à América. Há 12 mil anos inicia a Revolução Agrícola que modificou completamente a interação do homem com a Natureza e os comportamentos dos Sapiens. O excedente de produção das lavouras permitiu a construção de aldeias cada vez maiores que originaram cidades e reinados. A complexidade das cidades exigiu um sistema de trocas mais eficientes que permitissem aos indivíduos terem suas necessidades atendidas, essa necessidade dá origem ao dinheiro. Outra descoberta que é fruto da complexidade das cidades é a criação da escrita, primeiro apenas para registrar dados e depois também para ideias. Os Impérios se estabeleceram como administradores de grandes terras. Os Impérios influenciaram culturas, mas também foram influenciados por elas. As Religiões e ideologias também tiveram papel central na unificação do planeta. Esse será o episódio com mais temas pois é a partir de explicação da Revolução Tecnológica que começa com as grandes navegações do século XV que se desenrola uma enxurrada de mudanças econômicas e comportamentais no planeta. RESSALVA: a Literatura sempre retratou esse drama do Homem querendo vencer a imortalidade ou as leis naturais e no final se dando mal. É o caso da História de Ícaro, que da ganância de voar até o Sol constrói asas, que são derretidas pelo calor do Sol e terminam com seu sonho e com sua vida. Isso é uma das críticas que Harari mais recebe de críticos conservadores, pois em determinada parte do livro ele fala que a previsão é que até 2050 existam seres amortais, não são imortais nem mortais são amortais. Isso significa que esses indivíduos não morrerão do que ele chama de “problemas técnicos” que são todas as doenças que conhecemos hoje. Poderão morrer de algum acidente que parta membros, mas de doença não. Muita gente diz que isso é prepotência e que vai acabar dando ruim, como se diz. Só que nesse caso, eu estou com Harari, pelo mesmo motivo que ele apresenta no livro, em 30 anos muito provável que já consigam imprimir em laboratórios órgãos idênticos aos nossos e assim como hoje ninguém mais morre por perder uma perna, não morreremos mais se precisarmos trocar os dois pulmões. Acredito que a reflexão exposta neste último capítulo, que serve como a conclusão de todo o trabalho serve para que cada nós que não somos técnicos de AI e outras tecnologias avançadas, possam ter o mínimo de noção para poder optar, nem que seja com nossa decisão de consumo o que pode ser melhor para cada um como indivíduo e como espécie. Tentar se esconder numa casca de noz e dizer “tecnologia não é para mim” eu sou à moda antiga é o mesmo que dizer que você prefere comprar fichas telefônicas para ligar do orelhão. A realidade é que não existe mais esse de “eu não mexo com essas coisas” a tecnologia é uma ferramenta que vai nos transformar como espécie, então o melhor que podemos fazer é termos um mínimo de noção de como ela funciona.           14 A descoberta da ignorância Os últimos 500 anos foram de um empoderamento humano jamais visto anteriormente na História. Há 500 anos haviam 200 milhões de pessoas sobre a Terra, hoje há 7 bilhões. Há Revolução Cognitiva durou cerca de 70 mil anos, a Agrícola 12 mil e estamos apenas a 500 anos dentro da Revolução Tecnológica, que pode ser a última dos Sapiens. Jamais houve tanto investimento e confiança na ciência. Quais são as principais diferenças da ciência com relação aos sistemas anteriores: A disposição a admitir ignorância. Nenhum conceito é sagrado e proibido de investigação; A centralização das observações e das matemáticas; A aquisição de novos poderes (memória externa, comunicação instantânea). A revolução científica não foi prioritariamente uma revolução de conhecimento e sim da ignorância. A admissão de que não sabemos tudo, nos fez aprender mais sobre qualquer coisa. As tradições religiosas sempre disseram que tudo o que era para ser sabido já havia sido descoberto. O conhecimento apresentado por elas, sempre abarca o todo. Antigamente, quando havia uma dúvida, pensava-se que sempre haveria um sábio que poderia respondê-la. Não havia nada que não era explicado pelos demais ou pelas escrituras. Se com o tempo, as pessoas forem entendendo que os mitos são apenas criações como ficará o tecido social que une a todos? O que pode acontecer é que um sistema se abrace a uma teoria como se fosse a verdade científica e atue inquisitivamente contra os que discordam. Foi assim com o Nazismo e o Comunismo que não aceitavam que sua teoria fosse refutada. Ou irÃO abraçar uma teoria não-científica como a verdade. O que vem acontecendo é que pessoas vem seguindo a ciência como uma verdade, tal como se fazia com as religiões. As Religiões sempre montaram suas teorias em relatos. Escrituras religiosas têm poucos dados matemáticos, enquanto na ciência a comprovação através de números é essencial. Newton apresentou uma teoria que previa o movimento de todos os corpos no Universo. Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural [nota 2]é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Estudos de estatísticas e probabilidades abriram muitos campos de investigação onde é impossível ser 100% preciso, como dados demográficos. A morte está sendo vencida. Para ciência, hoje ela é considerada um problema técnico. Preveem que em 2050 existirão pessoas amortais, não imortais, amortais significa que permanecerão vivos para sempre desde que não haja nenhum tipo de trauma mortal. O aumento de investimento em tecnologia cria um ambiente fértil para novas descobertas. As descobertas de Darwin só foram possíveis pois havia interesse britânicos em pesquisas de botânica. Se Darwin não tivesse descoberto a teoria da seleção natural, outro cientista do seu tempo que fazia o mesmo tipo de investigação, Russel Wallace também a teria descoberto. Entretanto, se não houvesse o investimento em pesquisa, nenhum dos dois teria descoberto nada, por mais gênios que fossem. Esses investimentos não são pela “ciência pura” eles tem seus propósitos totalmente ligados a quem coloca o dinheiro neles. No século XIX, imperadores e banqueiros investiram milhões de dólares em explorações intercontinentais e nada em psicologia infantil, pois acreditavam que o que daria mais retorno seria conquistar novos territórios e não conhecer a psicologia infantil. Da mesma forma, na década de 40, americanos e russos colocaram bilhões de dólares em pesquisas nucleares e não em arqueologia submarina, pois ambos acreditavam que bombas nucleares dariam muito mais poder que o conhecimento do que vem acontecendo nas profundidades do oceano. Como os recursos para pesquisa são limitados, acabam sempre sendo decidido por questões pessoais, políticas ou religiosas. Se houvessem dois pesquisadores buscando financiamento para suas pesquisas. Um com o objetivo de diminuir uma infecção que aumentará a produção de leite em 10% e outro querendo medir o impacto emocional que as vacas sofrem ao serem separadas dos bezerros. A probabilidade nesse caso, é que o primeiro pesquisador que receba a verba, pois o poder político e econômico dos produtores de leite é maior que o dos protetores de animais. Entretanto se a sociedade fosse apenas hindu, onde a vaca é sagrada, pode ser que as coisas se invertessem e os recursos fossem destinados ao segundo pesquisador. A ciência não tem uma pauta definida para onde devem ir seus recursos ou suas descobertas. O que tende a conduzir suas direções são as ideologias.              15 O casamento entre ciência e império Em 1776 os cientistas precisavam observar a passagem do planeta netuno, pois com isso conseguiriam saber exatamente a distância da Terra para o Sol. Organizaram uma expedição, liderada pelo experiente navegador James Cook ao Tahiti. Vários cientistas participaram dessa expedição e muitas descobertas foram feitas. Durante a época das expedições marinhas, os marinheiros morriam de uma doença desconhecida chamada escorbuto. Na época da expedição ao Tahiti os cientistas propuseram uma solução da doença com a ingestão de alimentos cítricos. O Escorbuto, matou 12 milhões de marinheiros e era um grande dificultador das longas viagens pelo mar. Cook resolveu testar pessoalmente a solução e começou a levar frutas e hortaliças para as viagens. O remédio deu certo e seus marinheiros nunca mais morreram da doença. A cura do escorbuto contribuiu fortemente para que a Inglaterra dominasse ilhas distantes e conseguisse enviar exércitos para qualquer parte do planeta. Para a Inglaterra a expedição foi um sucesso, mas o que dizer dos nativos australianos ou o povo aborígene da Tazmania? Cook era um explorador, mas também era membro da Marinha Inglesa, que contribuiu com armas e embarcações para a expedição. A expedição de Cook foi científica, ajudada pelo governo inglês ou seria uma expedição militar com alguns cientistas junto? A revolução científica e o desenvolvimento dos impérios eram indistinguíveis. Em 1775 Ásia respondia por 80% da economia mundial. Índia e China juntas representavam 75% da produção global. Os impérios asiáticos não viam vantagens em dominar os mares e nesse período grandes impérios como os mongóis se expandiram na Índia e o império chinês também aumentou seu território. Entre 1750 e 1850 europeus travaram várias guerras e dominaram diversos territórios na Ásia de forma que em 1950 Estados Unidos e Europa Ocidental respondiam por mais da metade da produção global. A partir de 1850 a Europa começou um processo de desenvolvimento conjunto entre ciência, indústria, militarismo e imperialismo. Até essa época, a Europa não tinha muita vantagem em relação aos grandes impérios de China, Índia e Pérsia. O fato de França e Estados Unidos terem seguido rapidamente o modelo inglês e esses outros impérios só conseguirem fazer isso depois, se deve ao fato que os impérios Europeus, deixaram como legado, mitos que fortalecem o capitalismo e a ciência. O que fez a ciência se desenvolver muito mais na Europa, é que o navegador e o botânico compartilhavam de uma coisa. Ambos admitiam ignorância e punham seus esforços em ir lá e descobrir, enquanto as ideologias presentes na Ásia pensavam que tudo o que é importante, já foi descoberto. Até 1850 a Europa não tinha nenhuma vantagem em relação aos impérios asiáticos. Américo Vespucci foi quem determinou que a América era um continente desconhecido. Essa foi a grande mudança para a Era Científica, pois diferentemente de Colombo que não admitiu a ignorância e morreu achando que estava nas Índias orientais. Nesse momento os europeus passaram a ver que valia mais a pena verificar informações que acreditar em escrituras antigas. A América não havia sido descrita em nenhum desses textos. Todos os campos da ciência começaram a assumir que não sabiam muita coisa e foram atrás das investigações por todo o mundo. Em 1802 os britânicos começaram a coletar todo o todo de informação sobre a Índia. Mohenjo Dharo foi descoberta por ingleses, em 1922. Foram os britânicos que também conseguiram traduzir a escrita cuneiforme, que era parte da linguagem de toda a Ásia antiga. Willian Jones chegou na Índia em 1783, para ser juiz em Bengala. Fundou a sociedade asiática que se dedicava a estudar a cultura asiatico e especialmente indiano. Começou a estudar sânscrito e escreveu um importante livro- The Sanskrit Language no qual apresentou o conceito do tronco indo-europeu de línguas. Passou a exigir que ingleses que vinham trabalhar na Índia estudassem a cultura local. O conhecimento que os ingleses tinham da cultura local era muitas vezes maior que a dos próprios morador. Isso foi essencial para que a Inglaterra com alguns milhares de funcionários mandasse em milhões de indianos. Os primeiros falantes de sânscrito, invadiam a Índia pela Ásia Central há 3000 anos, teriam chamado a si mesmos de aryas. Os primeiros persas chamavam arya. Em seguida, os europeus determinaram que os arianos eram uma raça superior que havia buscado se misturado com os locais persas e indianos e perdido suas propriedades, mas esses arianos haviam se mantido puros na Europa e esse era o motivo pelo qual os europeus deveriam ser os colonizadores.   16 O credo capitalista A base da economia moderna é a crença no crescimento constante. Uma moça quer montar uma confeitaria, mas não tem o $. Vai ao banco e pede 1M. Os bancos nos USA podem alavancar 10X seu capital, pois acreditam que no máximo 10% das pessoas precisarão do capital ao mesmo tempo, logo tem o direito de emprestar 10X o valor que possuem de patrimônio. O que permite isso é a confiança que as pessoas têm umas nas outras. O crédito depende que se acredite que o futuro será melhor que o passado. As pessoas acreditavam que a Economia era um jogo de soma zero. Isso dificultava o crédito. Há 500 anos as pessoas começaram a acreditar mais que o mundo ia melhorar e o crédito como um todo aumentou. O aumento de crédito produz melhorias reais, e isso fez com que as pessoas passassem a acreditar mais e movimentar mais dinheiro. Entende-se que a economia é como um bolo, onde se pode aumentar a fatia de todos. A economia comprovadamente não é um jogo de soma zero no qual eu tenho que perder para você ganhar. Em 1776, Adam Smith publica, A Riqueza das Nações, o manifesto econômico mais importante de todos os tempos. No capítulo VIII, dá a explicação que se um sapateiro por interesse pessoal, melhora seu serviço e ganha mais do que gasta, irá contratar novos ajudantes e todos sairão ganhando. A ideia era que o impulso egoísta e privado era o que aumentava os ganhos coletivos. Afirmar que são os ricos é que distribuem a riqueza pela sociedade é uma das ideias mais revolucionárias de todos os tempos. Adam Smith ensinou todos a pensar que a cobiça era boa e se eu enriqueço, de alguma forma você também ganha. O egoísmo é altruísmo. A nova ética capitalista pregava que os benefícios dos empreendimentos deveriam ser revertidos em aumentar a produção. Capital são os recursos financeiros, sociais e políticos que podem ser revertidos em produção. Dessa premissa depende a tese de Smith. Os Bancos Centrais mundiais imprimem dinheiro freneticamente, esperando que da ciência venha os ganhos de produtividade. Se os laboratórios não fizerem importantes descobertas antes que uma bolha estoure, passaremos por momentos realmente duros. O segredo do êxito dos holandeses foi o crédito. Como sempre foram um povo avesso às guerras, criaram um sistema de crédito para financiar seus próprios exércitos. Os Holandeses começaram a privatizar serviços que até então só poderiam ser fornecidos pelos Estados. Eles sempre pagaram muito bem seus financista e com isso aumentaram ainda mais as ofertas de crédito. A concessão de crédito aumenta nos ambientes em que se cumpre a lei e se respeita propriedade privada e essas eram premissas daquela sociedade calvinista. História do pai que empresta dinheiro aos filhos investirem na Espanha e na Holanda. A Holanda ganha tanto crédito que os comerciantes conseguem financiar tanto o exército quanto as navegações intercontinentais. 1602 funda-se a Companhia Holandesa da Índias Orientais, uma organização privada que dominam a Indonésia por 200 anos até o governo holandês assumir o território. A Companhia Holandesa dominava uma cidade chamada Nova Amsterdan às margens do Rio Hudson até 1664 quando os ingleses a ocuparam e a renomearam para Nova York. Os restos da muralha construída pela Companhia Holandesa para se defender contra indígenas e ingleses está abaixo de Wall Street. Com o tempo, a Holanda perdeu espaço nos mares para França e INGLATERRA. Em 1717, uma Companhia do Mississipi radicada na França se propôs a ocupar o Rio Mississipi, explorar as riquezas locais e construir cidades como Nova Orleans. O dono da Companhia tinha bons contatos com Luís XV e vendeu ações no Mercado de Valores, apoiado pelo Ministro da Fazenda, John Loe para financiar seus planos. Explorar as riquezas que haviam na região. As ações começaram custando 500 libras em agosto e em dezembro já custavam 10 mil, multiplicando-se 20X em 4 meses. Até as pessoas simples de Paris queriam aproveitar aquela oportunidade, vendiam pertences e imóveis para comprar as ações da Companhia do Mississipi. Estavam convencidos de ter encontrado a fórmula para o enriquecimento fácil. Quando os grandes investidores perceberam que o valor das ações estava inflacionado, começaram a vender suas ações, que despencaram e o sistema foi a bancarrota. O governo comprou o que foi possível para não agravar a crise e acabou cheio de ações que não valiam nada e sem dinheiro para o custeio das despesas administrativas. As pessoas perderam a confiança no império francês e o dinheiro se destinou para a Inglaterra. Em 1789, Luís XVI reuniu todo o parlamento francês, algo que não fazia há décadas para tentar resolver a crise. Esse foi o início da Revolução Francesa. Enquanto a França perdia espaço, a Inglaterra crescia sua influência nos mercados. Os ingleses criaram dezenas de Companhias com ações abertas no mercado de valores de Londres. As primeiras colônias britânicas foram todas fundadas por essas companhias, tais como a Companhia de Londres, a Companhia Britânica e outras. A Companhia das Índias Orientais dominou a Índia desde 1858 por quase um século com um exército privado de 400 mil soldados, uma força maior que a força britânica. Napoleão zombava os britânicos dizendo que era um Império de lojistas, mas foram esses lojistas que derrubaram Napoleão e ergueram o Império mais amplo que o mundo já viu e isso se deveu em boa parte a capacidade desse país em financiar sua própria expansão. A medida que os financistas começaram a confiar nos governos, que não eram mais comandados por Reis e sim por membros da mesma elite financeira, o Estado começou a tomar frentes em interesses anteriormente apenas privados como aconteceu na Guerra do Ópio deflagrada entre 1840 a 42. A China proibira o tráfico de ópio, mas as companhias inglesas que comercializavam a droga, simplesmente não aceitaram as leis e continuaram comercializando. Políticos ingleses tinham ações de empresas britânicas que comercializavam drogas na China e para eles não era interessante que as vendas parassem. Interesses privados e públicos começaram a se enredar cada vez mais. Isso também poder ser visto no Egito que ao se negar a pagar a dívida aos ingleses, foi invadido por tropas britânicas que mantiveram a ocupação até depois da II Guerra Mundial. 1821 os gregos se revoltaram contra o Império Otomano. Ingleses favoráveis ao movimento, emitiram bônus da revolução grega. Caso vencessem e se libertassem, devolveriam o valor com juros aos ingleses. A medida que os investidores ingleses perceberam que sua Rainha, se necessário, invadiria terras para buscar dívidas, tornaram-se mais confiantes para financiar seus projetos. A confiança ao crédito é muito mais importante para o desenvolvimento de um país que os seus recursos naturais. Os liberais acreditam que quanto menos governo intervir melhor. Só que não existe mercado sem influência de decisões políticas. Num governo em que apenas capitalistas controlam o mercado, criarão monopólios, o governo precisará estar ali, pelo menos para impedir isso. O sistema de escravidão sempre foi financiado pelos sistemas financeiros. Não houve uma escolha por um ou outro povo e sim uma indiferença ao que estava acontecendo com um povo. Harari compara esse caso com  a ingestão de animais, que as pessoas são contra os animais e pensam em matá-los, mas quando se alimentam com suas carnes, agem com indiferença, ao consumirem financiam mais morte de animais embora os amem. O capitalismo de muitas formas, financiou barbáries pelo mundo e há a possibilidade que assim como na Era Agrícola, na qual depois de termos mergulhado por um tempo, não era mais possível voltar atrás, não consigamos reverter costumes que já estão em andamento. A duas respostas do capitalismo para a questão de há regiões em que as pessoas vivem pior agora que há 500 anos ele dá duas resposta. A outra forma de administração proposta foi o comunismo e deu tão errado que ninguém está disposto a tentar novamente; Tem que haver paciência, a medida que o mercado cresce, todos ganham. A verdade é que a expectativa de vida, ingestão calórica o ser humano tem melhorado muito desde 1914. Entretanto, para o bolo da economia continuar crescendo ele depende de matéria prima e energia, teremos esses recursos eternamente? Profetas das catástrofes dizem que não.               17 As engrenagens da indústria Até a Revolução industrial, toda produção dependia de músculos (humanos ou animais) que por sua vez dependia de vegetais que os alimentava. Por isso, a produção era extremamente limitada. A falta de madeira fez com que os ingleses buscassem o carvão e foi de dentro de uma mina de carvão que entenderam que o calor poderia produzir movimento. Os primeiros experimentos eram máquinas que precisavam de muito carvão para gerar vapor e movimentar um pistão. Com isso, era possível buscar água de poços nas minas. O sistema era extremamente ineficiente, e eram necessárias quantidades enormes de carvão para pequenos movimentos, mas nas minas o carvão era abundante e muito barato. Empreendedores ingleses adaptaram esses motores aos tecelares e estavam criadas as primeiras fábricas do mundo. Em 1825 começaram a usar o vapor para transportar trens. Disso passaram para eletricidade e energia atômica. Demorou 400 anos entre o descobrimento da pólvora por alquimistas chineses até seu uso em forma de guerra na tomada dos turcos por Constantinopla. E apenas 40 anos desde que Einstein provou que dentro de um átomo havia energia até a bomba atômica que devastou Nagasaki e Hiroshima. A Revolução Industrial também tem sido uma revolução na captação de energia, de forma que parece não haver limites para as formas de captá-la. Assim como o mercado escravocratas não cresceu a partir do racismo, a utilização dos animais como alimento também não desenvolveu da vontade de matar animais, mas pela indiferença. Entretanto, os terneiros desenvolveram formas de relação com seus pais de forma que sentem vontade de jogar. O jogo está implementado nos mamíferos como uma das formas mais essenciais para o aprendizado e os terneiros continuam sentindo isso, mesmo que a situação atual não necessite mais disso. E essa é uma regras mais importantes da Natureza, tudo o que foi desenvolvido pela evolução continuará sendo gerado, mesmo que na situação atual, aquilo não faça mais sentido. Consumismo vende a ideia que a frugalidade é uma opressão auto imposta e que os caprichos devem ser aproveitados. Como conciliar o consumismo com o capitalismo que visa reverter os excedentes em maior produção. Antigamente os reis gastavam todas as riquezas e os plebeus viviam na miséria. Isso se inverteu de forma que os ricos tomam excessivos cuidados de como reinvestir e preservar seus patrimônios, enquanto os pobres se alegram de comprar coisas que não tem necessidade.                 18 revolução permanente O grande problema que vem se construindo não é tanto o perigo de acabarem os recursos, mas do que estamos fazendo com eles após usá-los. O lixo que vem se acumulando ao longo dos anos desde a Revolução Industrial, não vai acabar com a Natureza, mas sim transformá-la, pondo em risco a própria vida humana. O crescimento populacional desde o início da Revolução Industrial 1700 - 700 milhões 1800  900 milhões 1900 - 1,8 bilhões 2000 - 6 bilhões 2018 - +de 7 bilhões Os horários da era industrial mudou a relação com o tempo, determinando um tempo exato, isso gerou mudanças na sociedade que passou a fazer as coisas a sua hora.   A família, parentes próximos e comunidade era onde tudo acontecia, com quem podia se contar. A família e a comunidade proviam quase tudo que o indivíduo precisava. Não era simples para os reis intervir no que acontecia dentro das famílias e comunidades. Na China, onde isso mais aconteceu, a forma que o governo teve para intervir foi tornar os líderes das comunidades membros do governo. Entretanto, internamente nas famílias havia muita tensão e violência, mas as pessoas não tinham muita opção. Em 1750 uma pessoa que perdesse sua família era como se estivesse morta. Teria que encontrar uma comunidade ou não teria nada. Com a melhoria nos sistemas de comunicação e o desejo do mercado de interferir mais no núcleo familiar fez com que o Estado começasse a punir práticas contra lei que podiam acontecer dentro das casas, mas que antes passariam despercebidas. O Estado e Mercado ofereceu liberdade de escolha para os indivíduos deixando-os escolher fora da tutela familiar. Os Estados são comunidades imaginárias. Isso ficou claro na determinação das fronteiras no Oriente Médio, por franceses. Outros grupos imaginários são os grupos de consumo, que se definem por tipos de consumo. Hoje vivemos a era mais pacífica de toda a História, mas não é simples percebermos isso, pois não conseguimos imaginar realmente como era o mundo há 200 anos atrás, entretanto os números mostram nitidamente esse decréscimo. O Estado foi o principal responsável pela redução da violência. Até mesmo a retirada dos impérios nos últimos séculos tem sido pacífica e organizada. Até mesmo a independência indiana, que todos reconhecem como sendo fruto do trabalho de Mahatma Gandhi, teve em grande parte responsabilidade dos ingleses. Desde a II Guerra não houve nenhuma grande invasão de territórios a não ser Iran e Iraque em 1990. Isso acontece em parte por causa dos grandes vínculos que existem entre todos os países.   19 E eles viveram felizes para sempre Somos mais felizes? Quando as coisas melhoram as expectativas aumenta e isso influencia totalmente na felicidade. A infelicidade da nossa época pode estar ligada ao fato de termos muitos modelos inalcançáveis de comparação divulgados pela mídia. Os biólogos vem a felicidade como algo independente das situações externas e acreditam que com o domínio de hormônios conseguirão mandar na felicidade. No budismo entende-se que o ser humano identifica felicidade com prazer e sofrimento com dor, então busca o máximo de prazer para ser feliz, só que no prazer também há sofrimentos, pois ou queremos aumentá-lo ou que ele não termine. Logo, todas as sensações são passageiras e vão gerar sofrimento. A libertação do sofrimento não depende de experimentar uma sensação de prazer específica, mas de entender a existência como esses estados passageiros. No fim a felicidade depende muito mais de percepção do que questões materiais. Logo o autoconhecimento que nunca foi observado ao longo da História é o que pode determinar a felicidade.   20 O fim do Homo Sapiens O Sapiens começou a mexer na seleção natural; nos outros animais e em si mesmo. As modificações podem acontecer de diferentes formas: Biológicas: mudanças internas como combinações de genes; Ciborgues: humanos com partes orgânicas e não orgânicas; Sintéticas: sistemas tecnológico. No que vamos nos converter?   Epílogo: O animal que se tornou um deus

Podcast de Yoga | 6 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – resumo parte 02 – Podcast #83

Homo Deus. A segunda parte do livro do escritor israelense Yuval Harari trata da busca pela felicidade eterna, o que a ciência está fazendo sobre eisso e quais as consequências desse avanço pra nossa vida futura. LINKS O que veneras te matará - Podcast #73 que trata da criação de expectativas e criação de frustrações   https://yoginapp.com/o-que-veneras-te-matara-podcast-73-isto-e-agua     Série do resumo de Sapiens - 4 episódios   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve     Série Homo Deus - 3 episódios   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/homo-deus-uma-breve-historia     Podcast sobre busca espiritual https://yoginapp.com/nao-seja-um-misticoide-podcast-74   Álbum da trilha sonora da séria Homo Deus Transcrição parcial     Parte 2   O Homo sapiens da sentido ao mundo   Capítulo 04 - Os Narradores   Os lobos e chimpanzés vivem numa realidade dual, de uma lado a parte física a outra tem consciência de medo, alegria e desejo, os homens tem 3 realidades, relatos sobre deuses nações e companhias. Os sumérios criaram a escrita e o $. Isso permitiu que as realidades imaginárias ampliassem seu alcance. Após isso, os egípcios criaram a instituição dos Faraós e mesmo depois que um faraó morria, o sistema continuava acontecendo. Mao Tse Tung concentrou a produção e vendas de alimentos, só que as informações era erradas e a China havia vendido todo o alimento e comprado muitas armas. Faliram e fizeram o povo passar fome. A escrita começou como uma forma de descrever a realidade, mas aos poucos tornou-se uma ferramenta para remodelá-la. As escrituras tinham coisas escritas que correspondiam com a realidade, como por exemplo mulheres não davam testemunho, deve-se pagar dízimo e todo mundo da e por ai vai. Como determinar apoiar a narrativa e como observar isso? Perguntando - Sofre? Se sofre, um sofrimento real é a realidade.   Capitulo 05 - a Estranha parceria O envolvimento com as grandes narrativas possibilitou o homem a criar coisas incríveis. Sempre aumentando o poder dessas entidades ao inves de focar no individuo. Qual a relação entre a Ciência e a Religião? A religião válida normas sociais, dando-lhe um aspecto que não foram criadas pelos homens, logo devem ser obedecidas. Na época medieval a igreja disse que Deus não gostava dos ricos. A Religião é um pacto enquanto a espiritualidade é uma viagem. Dualismo o Deus bom e o Deus mal, o mal que criou nos espiritos e o satanás criou a matéria. Para dar vida a suas matérias, satanás buscou deu prazer para as pessoas se manterem no corpo. Os viajantes espirituais ponham em questões todas as crenças espiritual. Essas buscas espirituais não são bem vistas nas Igrejas. Lutero começou a questionar verdades, pois fazia seus questionamentos espirituais. Levantou 96 questionamentos contra as ações da Igreja. Alguns acreditam que existe um luta entre Religião e Ciência. A Religião dá uma orientação para as pessoa, como no exemplo da represa chinesa. Outros acham que cada uma cuida de sua área.    Capitulo 06 - Aliança Moderna Esse capítulo mostra o quanto a ciência foi apoiada e desenvolveu o capitalismo. Desde que nascemos assinamos um pacto. Todo contrato se resume a uma frase, todos estamos de acordo em renunciar o sentido em prol do poder. Quando as religiões dominavam conta de toda a narrativa, o poder do homem tinha um limite. Éramos uma espécie de atores das obras de Deus. A ciência rechaça essa tese e demonstra que o UNiverso é um processo cego, violento e com consequências não deliberadas. Não há nenhum sentido nessa existência. O crescimento econômico tornou-se o centro de todas as buscas, pois é o que apresenta mais evidências de que a vida das pessoas melhoram. O desenvolvimento é a única verdade firme. O que for necessário para isso hoje em dia será feito.   Isso só faz sentido no mundo moderno. Dificilmente os antigos líderes prometiam que seus impérios iriam crescer sempre. Pode-se dizer hoje é uma religião o crescimento econômico. O capitalismo pode também ser considerado uma religião, mas inegavelmente fez as pessoas entenderem que os negócios não são um jogo de soma zero. Que a economia pode crescer para todos e isso sim, fez grande diferença na qualidade de vida das pessoas. Essa noção de que a contribuição produz benefícios mútuos é o principal fator da harmonia global. Isso trouxe mais paz para o mundo que todas as rezas juntas. O primeiro mandamento do capitalismo é reverter os ganhos em investimento para mais resultados. Durante séculos o crescimento dependeu de conquistas de mais territórios. Hoje a economia depende de melhores métodos de produção. O problema do crescimento é a degradação dos ecossistemas.     Capitulo 07 - A Revolução Humanista O pacto moderno nos diz que se abrimos mão da crença de um Deus organizador, teremos mais poder. Para isso, é preciso encontrar um  sentido para a vida que esteja relacionado com um plano cósmico deliberado. Até bem pouco tempo, grandes filósofos acreditavam que se deixássemos de acreditar em Deus, se instauraria um grande caos na sociedade. Isso não aconteceu de forma que as maiores ameaças de guerra que existem hoje, vem justamente de povos que creem fortemente em Deus. O Humanismo é uma religião que põe a humanidade no papel central e espera que ela faça o papel que o deus católico fazia.  Os humanistas esperam que as experiências internas deem sentido ao cosmos. Criar sentido para um mundo sem sentido. Na idade média europeia as pessoas não acreditavam que podiam saber o que era bonito o feio, o que era certo ou errado isso tudo tinha sido determinado por Deus na visão delas. Imagine uma mulher que teve um caso com o vizinho e confessa isso ao padre. Recebe um julgamento. Hoje ela conversa com uma amiga ou com o psicólogo e os dois casos ajudarão a pessoa a investigar seu universo interior e chegar no entendimento pessoa daquele ato e como deve reagir a ele. Não existe mais, uma atitude correta a ser tomada nesse caso e qual seria a melhor reação. Houve um grande movimento de valorização do Universo interior, como um orientador interno que toma decisões a partir das experiências. Anjos e demônios deixaram de ser algo externo e passaram a habitar o universo interno de cada indivíduo. O Homem matou Deus e a vida continuou funcionando normalmente.   O Humanismo pôs as experiências como a melhor forma de conhecer o mundo, Como se o uma vida bem vivida seria colher com experiência e sabedoria o máximo de coisas que existem no mundo. Isso fez crescer o desejo do consumidor que vale mais que tudo. Além disso, fez valer o sofrimento do soldado médio, que vê a Guerra com olhos de dentro e quem sempre pensara que a guerra não vale a pena.   Capitulo 07 - A Revolução Humanista Ossss Olá Daniel. Então… Falaria rapidamente dos primeiros capítulos e focaria na “religião humanista liberal”. Nesse capítulo ele questiona o liberalismo pq temos ao menos 2 eus.O eu da experiência momento a momento (consciência) e o eu da narrativa (o que fica remoendo o passado e projetando o futuro, o ego). Daí ele fala que não faz sentido pq não tem um eu só. E aí entra o yoga! O liberalismo supervaloriza o ego na verdade,né? É a busca do prazer. Na parte do futuro, danova religião do tecno-humanismo ele fala de humanos aperfeiçoados com eng genética, ciborgues, remédios. E aí entra o yoga novamente. Já temos os remédios nas técnicas do yoga, e na filosofia. Daí vamos direto no ponto! Yoga, meditação, meditação e meditação ou antidepressivos, anti-isso e anti-aquilo.     

Podcast de Yoga | 4 fev 2021 | Daniel De Nardi

Meditação, Ansiedade e Ciência – Podcast #32

Meditação, Ansiedade e Ciência - Podcast #32 A neurociência tem feito descobertas interessantes sobre como a Meditação pode modificar nosso cérebro. Entenda mais sobre essas pesquisas nesse podcast.   https://soundcloud.com/yogin-cast/meditacao-ansiedade-e-ciencia-podcast-32   Links Podcast Fronteiras da Ciência sobre Meditação e Ansiedade    Página de livros gratuitos do YogIN App https://yoginapp.com/ebook-yoga/   Ebook - As Origens do Yoga e da Meditação https://yoginapp.com/e-book-as-origens-do-yoga-e-da-meditacao   Ebook - Pra que Meditar? Ebook - Como Funciona a Meditação Curso de especialização para professores de Yoga https://yoginapp.com/curso/especializacao-em-yoga-curso-para-professores-de-yoga/ Podcast Fronteira da Ciência Pesquisas sobre efeitos da Meditação       Transcrição do Podcast #32   Meditação, Ansiedade e Ciência - Podcast # 32 Desde que o YogIN App surgiu, nós sempre oferecemos e-books gratuitos, são diversos que já oferecemos e agora tem uma área no site que são esses e-books expostos para baixar aquele que você quiser. Nessa área todos os e-book estão gratuitos, mas esse livros tem um valor, inclusive estão marcados e, eventualmente, podem ser cobrados. Então, se você tiver interesse em aprender, pode ir na página e baixar os livros, poderá ir em qualquer momento oportuno. Então, eu estou fazendo uma série chamada “Yoga e a Meditação” que será composta por cinco e-books, já publiquei três deles, e eles contam um pouco a história e a estrutura do yoga e da meditação, o primeiro deles começa com a origem do yoga e da meditação, tratando sobre as primeiras escrituras a falarem disso, depois, o segundo livro, se chama “Pra quê meditar?”, fala sobre os efeitos que a meditação produz. E agora, recentemente, acabei e publicar o terceiro livro chamado “Como se funciona a meditação” e ele fala do processo que acontece durante a nossa meditação, como é a explicação fisiológica e cientifica do processo meditativo e o que a gente pode ver também como uma explicação filosófica mais profunda da meditação, há explicações técnicas que revelam quais partes do cérebro se envolvem no processo meditativo. Se você se interessa pelo assunto, eu vou deixar na descrição os três livros para que baixe depois. Um outro recado é que no dia 22, daqui a alguns dias, nós vamos lançar o curso de especialização para professores de yoga, então é um curso para quem já realizou uma formação e quer se aprofundar, quer mais dicas de como dar aula de como fidelizar o aluno, de como adequar a aula para o tipo de ambiente. Seja na academia, uma aula particular, na empresa, seja aula pra gestantes, ou até uma adequação para o aluno, um aluno que quer um treinamento mais forte, uma aula com mais alongamento, um aluno que tem dor nas costas...então, a gente vai trabalhando nesses diversos ambientes, nessas diversas dificuldades que o professor tem no dia-a-dia. É um curso que tem 24 horas gravadas, com sei professores do YogIN App e será lançado no dia 22 de setembro. E, nesta semana, saiu uma entrevista no podcast Fronteiras da Ciência com a responsável pela maior pesquisa que já se fez no Brasil sobre Mindfullness, feita pela Universidade do Rio Grande do Sul. Eles estão medindo os efeitos da meditação Mindfullness sobre a ansiedade. Como eles determinam que é este tipo de meditação? Que é a meditação do yoga, e é a meditação que a gente pratica em outras técnicas não só na meditação, mas, por exemplo, quando se faz uma respiração bem feita, acaba tendo muito desses elementos ou mesmo numa postura, então o yoga como um todo vai trabalhando com pequenas meditações, para que no fina haja uma meditação focada, concentrada, com treino prévio, preparação prévia que os outros exercícios já deram. Então dentro desta pesquisa do Mindfullness, ele consideram como meditação levar a sua atenção de uma forma diferente para aquilo que foi determinado por você, esta meditação tem um foco com uma intenção. Ela vai trabalhar a sustentação da atenção, que não é algo comum, e ela busca o não julgamento, a simples observação sem julgamento. Isso, efetivamente, é a meditação do yoga, quando a gente faz um meditação a gente sempre tem o intuito de sustentar a concentração, de manter a mente mais como uma observadora, e não analisando cada um dos fatos. Internamente, dentro do cérebro, como esse processo acontece? Quando a gente começa a meditar, a primeira área que ativada é a frontal, que é o córtex frontal, responsável pelas nossas decisões mais deliberadas, aquelas que a gente pensa, projeta a longo prazo, aquelas decisões que a gente toma de forma mais consciente e não instintiva. O córtex pré-frontal no processo meditativo, primeiro é ativado e, aos poucos, começa a desligar a sua relação com as partes mais internas, ligados os instintos. Na entrevista, ela fala sobre a amidala e no meu livro eu falo sobre o tálamo, que são duas partes do cérebro na área mais interna chamada de área reptiliana, responsável por responder de forma instintiva aos estímulos, por exemplo, quando passa uma cobra em um ambiente, não há controle, haverá a liberação de cortisol, eriçamento na pele, dilatamento das pupilas, então há uma resposta instintiva de sobrevivência, que não necessariamente passou pelo córtex pré-frontal, não se decide ter  ou não medo da cobra, ele simplesmente existe e é mais forte e surge. Mas o que acontece é que uma cobra, um medo real, é bastante raro na vida, a maior parte dos nossos medos e daquilo que gera ansiedade, é criado dentro da nossa cabeça, não é um perigo real porque desde a origem o ser humano sobreviveu graças a sua capacidade de prever alguma catástrofe, algum perigo eminente e começar a se preparar para aquilo. Por outro lado nós usamos também muito a visão do passado, que na entrevista ela chama de “ruminar o passado”, então o ser humano fica numa questão de proteção até mesmo da sua sobrevivência, do seu cérebro, tentando pensar em algum problema que vai dar ou trazendo do passado. Esta projeção gera um nível de ansiedade grande e quem não tem muito esta parte do corte pré-frontal instintiva, então ele não vai pensar de maneira mais consciente “a chance de um avião cair é muito menor do que de eu ser atropelado na rua, isso é uma decisão mais consciente. Mas quando o medo se apodera de quem tem medo de avião, não há argumentos, ele vai para o instinto,, por esses estímulos do sistema reptiliano o mais interno, na entrevista eles falando da amídala, no livro eu falo do tálamo, mas são duas áreas responsáveis por sobrevivência, simplesmente você responder de forma instintiva a sobrevivência, mas como eu falei, essa questão da sobrevivência é essencial para a nossa vida, mas se a gente ficar o tempo inteiro com esse tipo de resposta, acaba gerando um desgaste emocional, uma ansiedade muito grande. Então o processo de meditação desta forma faz com que as áreas mais internas sejam desligadas, e que a influencia na hora das nossas decisões seja menos pelo instinto e mais pela consciência, simplesmente observar e verificar qual é a melhor decisão a ser tomada, sem ruminar o passado – porque temos o hábito de buscar padrões, “Ah, isso já aconteceu assim, vai acontecer de novo”, na vida real não acontece, ela é algo aleatório, a gente vai buscando esses padrões, então manter uma observação e não ter uma resposta do que já foi ruminado do passado e projetado para o futuro, é uma decisão mais consciente, mais relacionada com o córtex pré-frontal que é a primeira região a ser estimulada com a meditação. Há pesquisas, inclusive, do reforço desta região por pessoas que meditam com regularidade. Então a meditação feita desta forma, sem julgamento, com sustentação da atenção e com a intenção de reduzir a atividade da mente, vai criando um novo caminho do córtex pré-frontal para o sistema reptiliano, e esse caminho vai criando uma estrutura de uma tomada de decisão não tão determinada pelos instintos, mas mais por uma decisão consciente, e isso vai reduzindo bastante a ansiedade que, como eu falei, é um processo de ruminar o passado, de buscando padrões  e repetições, ou prevendo catástrofes  que vão acontecer. Quando você tem o seu córtex pré-frontal, a sua decisão com mais atenção, com mais plenitude, não há tanta afetação por esses instintos, então se consegue manter uma tranquilidade, afinal a vida não estará em risco e isso estará bem claro. É mais uma prova de que a ciência está chegando, do quanto as técnicas meditativas – porque essa questão de não julgamento, sustentar a atenção sempre foi tema da literatura do yoga, sempre foi tema do trabalho como um todo do yôgin, de ele conseguir, no momento da meditação, tentar não usar aquilo que ele já tem como background, de memória e simplesmente viver o momento, estar presente e não ficar pensando no passado. A ciência chega a prova de que isto é bem efetivo para a melhoria da qualidade de vida, redução da ansiedade e para a tomada de decisões mais conscientes, então, eu fico bem feliz de isso estar acontecendo porque é uma demonstração do que a gente faz, sempre foi encarado como algo místico, sem comprovação e sem seriedade. Agora, com o desenvolvimento da neurociência, em que você consegue colocar eletrodos no cérebro e medir os efeitos quando a pessoa está meditando, esse desenvolvimento da ciência está trazendo todos os efeitos positivos que a meditação tem, não só na ansiedade, mas também na nossa vida, viver melhor, de uma forma consciente, uma forma com menos decisões baseadas em instintos de sobrevivência, porque no passado, tínhamos que viver assim, a gente tinha problemas eminentes, a qualquer momento poderia aparecer um tigre e nos matar, hoje temos problemas que são reais, mas a maior parte deles, a boa carga deles, é criado dentro da nossa cabeça. Se você explicar para alguém o soeu problema e este analisar de forma fria, provavelmente ele não vai achar que é tão grande quanto você está ali sentindo ele, então talvez ele não seja tão grande, talvez na realidade internamente você tenha criado isso por trabalhar  nessa área reptiliana, por trazer mais os instintos, por trazer mais o medo, mas na realidade efetivamente você não tem  todo esse problema tão grande, e aí, uma decisão mais consciente, observar a situação, tentando se colocar de fora, sem julgar, vai te trazer bastante benefício nesse sendo. A música de hoje é de Phillip Glass, como eu falei. Vou contar uma história do Phillip Glass que escrevi no meu blog há um tempo, que é bastante interessante para mostrar o quanto é importante a gente ser independente para criar aquilo que a gente realmente acredita, à medida que a gente depende de uma situação específica a gente sempre está numa situação em que não há liberdade, não há expressão total. O que o Phillip Glass queria, era criar uma nova forma de música que poderia acontecer, e que depois tomou os cinemas porque ele criou uma trilha repetitiva que acabou sendo usada em todas as trilhas sonoras que a gente vê hoje. Então o Phillip Glass, justamente com Reich, foram um dos primeiros compositores a criar um tipo de música minimalista, que se repete e que hoje é bastante usada em trilhas de filmes. Então o texto que escrevi há alguns anos sobre ele diz assim: “Phillip Glass e Reich no início da década de 1960, começaram um movimento musical que, depois, foi chamado de minimalista, mas eles mesmos, não sabiam o que estava fazendo, simplesmente acreditavam que aquilo era a evolução da música. Como disse o escritor Alex Ross, a irradiou dos anos 1980 e1990 a ponto de ser possível ouvir em qualquer boutique de moda, em algum momento, um balbucio distante um distante, semelhante a Music for 80 musician, de Reich. Entretanto, nem toda a vanguarda não é facilmente aceita pelo mercado, e se o artista sede aquilo que as pessoas querem, jamais conseguirá emplacar o que realmente acredita, nunca fará uma inovação marcante. Phillip Glass e Reich, há eram muito conhecidos no meio música, entretanto, as suas melodias ainda não faziam sucesso para o grande público, por isso, a única forma de preservá-las era fazer trabalhos que dessem sustento para poderem criar livremente. Assim como Reich, Glass ganhava a vida fora da academia musical, dirigindo taxi e fazendo serviços exóticos. Os dois minimalistas formaram por algum tempo uma companhia chamada Chelsea Light Moving em que trabalhavam para garantir uma renda carregando mobília para cima e para baixo nas estreitas escadarias de Nova Iorque. Glass trabalhou também como encanador e, um dia, instalou uma lavadora de pratos no apartamento do crítico de arte Robert Hughes que não conseguiu entender porque o famoso compositor do Soho estava se arrastando no chão da sua cozinha.  

Podcast de Yoga | 3 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo – parte final – Podcast #84

Homo Deus. Na 3ª parte de Homo Deus, vamos finalizar o resumo do livro. Neste episódio discutiremos a construção dessa nova espécie que vem surgindo a partir dos Sapiens, o Homo Deus. LINKS   Podcast sobre a Reprogramação dos Condicionamentos https://yoginapp.com/o-yoga-e-reprogramacao-de-condicionamentos-podcast-47/     Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento Assinatura da Ubook Ebook - O Yoga do Autoconhecimento Audiobooks do Harari em português Álbum Chants and Dances of Native Americans   https://open.spotify.com/album/4AjUn2beXTE1wY3BOGL5qe?si=w_wQcrvKT3CrBMGhOw16TQ Transliteração parcial Homo Sapiens perde o Controle   O ser humano poderá continuar fazendo o mundo funcionar e conseguirá dar-lhe algum sentido para a vida? Como  a tecnologia pode ameaçar o humanismo? Que outra religião poderia substituir o humanismo?   CAPÍTULO 08 A bomba do tempo no laboratório Em 2018 , a ideologia dominante é do individualismo, dos direitos humanos, a democracia e o mercado livre. A ciência no século XX gerou a estrutura para o liberalismo. Os liberais acreditam que o indivíduo possui livre-arbítrio e que suas decisões não são deterministas. Quando o indivíduo compra ou vota, ele exerce sua liberdade. Entretanto, a ciência tem feito descobertas que vão contra essa ideia de que o ser humano é livre quando toma decisões. O embate entre a ideia de liberdade individual e o que a ciência vem descobrindo nas pesquisas é o grande elefante no laboratório. No século XVIII, as reações humanas eram um grande mistério, por isso, quando alguém cometia um crime, a explicação que se dava era que o indivíduo tinha feito aquilo por decisão pessoal. As pesquisas científicas começaram a demonstrar que internamente, não havia alma, nem livre arbítrio, nem sequer um eu. O que havia eram apenas genes e hormônios que seguem as mesmas leis físicas que o restante da realidade. Hoje em dia quando alguém comete um crime, os cientistas tentam demonstrar que aquilo não foi uma decisão, mas fruto de estímulos que vem desde impulsos evolutivos, passando por construções genéticas somado a eventos aleatórios. A decisão pode ter ou não influência do aleatório, mas para a Ciência atual, nunca são livres. Quando se dispara uma carga elétrica no cérebro, pode ser algo determinista ou ter sido influenciado por algum evento externo aleatório. Nenhuma das decisões deixa margem para o livre-arbítrio. Quando as decisões combinam estímulos deterministas com eventos aleatórios, elas passam a ser probabilistas. Isso é o oposto de liberdade. Essa visão mostra que o poder de decisão do que tem mais desejo é igual no homem do que em outros animais. Não elegemos os desejos, a sensação que temos um poder na hora que decidimos é parte dos estímulos criados no cérebro para reforçar que existe liberdade. Mesmo em decisões mais elaboradas, a construção que leva a decisão é gerada por pensamentos que não foram construídos deliberadamente. A experiência de qual interruptor apertar é determinada antes e depois há a sensação de que a decisão foi pessoal. Os cientistas conseguem saber antes qual será a decisão que será tomada. Logo, não se elege algo, simplesmente se responde por um impulso e depois que vem a sensação que a decisão foi livre. A visão da ciência é que a consciência é um continuum de sensações que altera-se com eventos aleatórios, mas não existe um EU emanando esses desejos. O que há é uma reação aos acontecimentos e a produção de uma sensação de livre-arbítrio a cada decisão. Só que as decisões não são eleitas, elas são uma cadeia que envolve estímulos e respostas determinados pela construção prévia dessa cadeia de consciência. Yuval sugere uma experiência também propostas por Eckhart Tolle e que está em escrituras indianas, na qual você observa os pensamentos surgindo e percebe que não possui controle sobre qual será o próximo pensamento. Os pensamentos surgem espontaneamente e não é possível prever qual será o próximo pensamento. Entretanto, ele propôe que se somos donos dos pensamentos podemos provar ficando 60 segundos sem pensar em nada. Nós meditantes sabemos que isso é possível. Harari traz o exemplo de um experimento feito na Universidade de Estadual de Nova York no qual se instala eletrodos no cérebro de ratas e consegue-se determinar se elas irão para a esquerda ou direita, se subir numa grade ou correr na esteira. Quando questionados se não estariam mal tratando as ratas, o chefe do experimento disse que não, pois ao final eles produzem um bom tempo de estímulos de prazer. Empresas têm interesses nessas ratas, para investigar túneis, desarmar bombas e levar materiais a locais de difícil acesso. A questão que fica é que se a rata fosse questionada pelo seu livre arbítrio ela diria “é claro que eu possuo livre arbítrio, eu decidi vir até essa grade” se sua decisão foi tomada por estímulos elétricos ou hormonais, o que muda? Assim como as ratas, os humanos também podem passar por esse tipo de processo e inclusive extinguir memórias e reduzir ou aumentar sensações como ira, ódio e prazer. Esse tipo de experimento já foi reproduzido com seres humanos. Um deles acontece em Israel e é patrocinado pelo governo americano para tratar soldados com casos pós-traumáticos. Instala-se eletrodos no cérebro e no coração. Quando o detector do coração recebe a informação que um estado de melancolia está começando, ele avisa os eletrodos do cérebro para que diminuam a atividade da região responsável pela liberação de substâncias que produzem essa sensação. O projeto ainda é incipiente e produz mais alardes que resultados, mas de fato, muitos soldados descrevem que a sensação de angústia que vivenciavam, simplesmente desapareceu. NUm desses casos que teve sucesso por um tempo, começou a ter fortes recaídas para a depressão. Ao procurar os técnicos para ver o que poderia estar acontecendo, descobriram que a bateria de um dos detectores estava falhando. Ele conta também o caso da jornalista Lana Rayan que visitou um centro de treinamento do exército no qual produz-se simulação de situações de guerra em que utiliza-se estímulos cerebrais através de um capacete capaz de melhorar a concentração e diminuir a sensação de medo. A repórter conta que a primeira vez que fez a simulação e que não havia os estímulos do capacete, teve muito medo na simulação e errou quase todos os tiros. Na segunda vez, ao ativar o capacete, sentiu-se segura, via as coisas com mais clareza e nem sequer percebeu o tempo passar. Acertou todos os disparos. Após a simulação Lana, sentiu vontade de voltar a simulação, nunca havia se sentido tão segura de si anteriormente. Se ao fazer a simulação com o capacete tinha foco absoluto e nenhuma dispersão, perguntou-se sobre o que eram aquelas vozes que a amedrontavam-na na primeira tentativa? A conclusão é que eram vozes que misturavam traumas da infância, vergonha de amigos, instruções dos pais e professores. Lana fez um profundo questionamento de quem era o seu EU. A ciência tem demonstrado que cada decisão que tomamos leva em conta estímulos e tendências diferentes que muitas vezes entram em contradição interna. Experimento de Kanemman. Parte curta 14 graus 1min   Parte longa outra mão com 14 graus 1m Colocava água quente subia 15   Depois de 7min perguntavam qual preferiam e 80% preferiam a parte longa.   O experimento mostra existÊncia de 2 EUS, o narrador e o experimentador. O experimentador sabe que a opção longa não é a melhor, mas tem o EU narrador, focado no passado e futuro, esse toma muitos atalhos, e narra apenas os momento culminantes e  o os finais. Quando EU narrador toma decisões leva em conta e lembra apenas dos momentos culminante e do final. Apaga a experiência como um todo e foca apenas no que foi mais marcante. A ciência tem provado que o livre arbítrio não existe, mas isso não vai terminar com o liberalismo. Entretanto, todas as modificações tecnológicas irão aumentar ainda mais essa evidência da não liberdade do homem.        CAPÌTULO 09 A grande desconexão Liberais consideram a democracia e o mercado livre valores essenciais, pois acreditam no valor das decisões individuais, no entanto, os próximo avanços tecnológicos mudarão alguns fatores importantes como a necessidade de humanos para executar tarefas simples ou para combater em exércitos. O carro autônomo e o mundo interior de um taxista. Como funciona o Watson, novo sistema de IA da IBM. Os primeiros algoritmos usados no mercado financeiro já foi desportista, escolheu empresas que usavam algoritmo.   Se as realidades intersubjetivas podem dominar o mundo porque os algoritmos não poderão fazer? Dificilmente saberemos a dimensão que os algoritmos podem desejar e por isso,a espécie corre um grande risco a medida que algoritmos forem sendo programados para ignorar fatores para chegar a um resultado pré-determinado.   80% de probabilidade   Como os algoritmos conseguem analisar uma quantidade de dados instantaneamente muito maiores que qualquer pessoa, eles começam a ser considerados os melhores tomadores de decisões até mesmo para nós. Um exemplo é a lista de músicas do spotify que identifica o seu gosto. O IBM também toma as melhores decisões para questões de saúde dos pacientes. Google pode prever epidemias pelo cruzamento de dados dos emails com as buscas. Com o tempo o Google conseguirá criar um algoritmo que consiga tomar uma decisão por você melhor que você mesmo. Ele vai levar em conta todo o seu histórico e inclusive os níveis de dopamina e cortisol que você liberará em cada escolha. O Facebook consegue determinar exatamente quem são os eleitores  indecisos em cada eleição. Cortana, NOw, Siri, Alexa - estão usando algoritmos para escolher, mas há quem eles estão servindo? A ciências biológicas têm comprovado que a forma como os homens reagem aos estímulos é exatamente igual a forma como um algoritmo é montado.         CAPÌTULO 10 O Oceano da consciência É muito provável que uma nova religião surja no Silicon Valley. O Tecnohumanismo é a construção de um novo homem, que pode experimentar diferentes estados mentais.    Psicología positivista está crescendo. Estamos perdendo a capacidade de observar o entorno  e de sonhar. A criação de smartphones diminui a capacidade de apreensão do mundo, da mesma forma, o uso constante de capacetes pelos soldados do exército, pode torná-los mais indiferentes aos sentimentos das pessoas. Poderemos controlar a intensidade das vozes internas.     CAPÌTULO 11 A Religião dos dados O dataísmo é um sistema de crenças que vê tudo a partir dos dados gerados e coletados. Essa ideologia poderá unir todas as ciências e determinar o rumo dos acontecimentos. Os dataistas acreditam que o homem tem capacidade de tomada de decisões muito inferiores aos sistemas, logo os dados é que determinam as decisões. Há duas ciências que são a base do dataísmo, a informática e a biologia.   Todos os sistemas estarão conectados para produzir os dados mais precisos. Isso de alguma forma já acontece com os preços. A construção dos preços num mercado livre segundo Hayek e a construção dos preços no comunismo. O  geneticista Lisenco, acreditava que o DNA adquirido numa geração, passará a próxima, isso agradava a narrativa comunista, embora não tivesse vínculo com a realidade. Então ele enviou uma parte das plantações para a Sibéria, para que se adaptassem ao frio. A teoria não funcionou e a União Soviética teve que importar comida dos Estados Unidos. O capitalismo venceu o comunismo por ter um sistema de dados distribuído que até a invenção de supercomputadores, era melhor fazer sem centralização. Exemplo do especialista de Gorbachov que foi a Londres. O sistema é tão complexo que ninguém consegue o controlar. Políticos têm ficado cada vez mais longe de projetos de mudar completamente a sociedade, como foi o caso de Hitler e Stalin e tem se entendido apenas de questões burocráticas como déficit e folhas de pagamento. Isso isenta-os de debates de AI ou aquecimento global.  O fato é que dificilmente há um grupo que está controlando as diretrizes do mundo, pois não é possível atuar em todos os dados para gerar modificações em diversas áreas simultaneamente. Uma das formas de medir a evolução segundo o dataísmo é a quantidade de processadores de dados ao longo do tempo. Mais dados, mais processamento = mais evolução. O dataísmo começou como uma ideologia neutra, mas já se transformou numa religião que pretende determinar o que é certo ou errado. Se decidimos que o objetivo individual é a felicidade, os dados devem fluir com maior intensidade para que esse tipo de objetivo seja produzido. Internet de todas as coisas é uma interconexão de todas as informações dos homens e do planeta, conectados e integrados além da Terra por satélites. Algo como a reconstrução de um Deus onisciente, pois terá todas as informações. O dataísmo prevê que uma vez que tudo esteja conectado, cada movimento pode ser pre determinado, Se você tem desejo de comer ovos, será enviado uma informação para a produção do número de ovos que você deseja. O dataísmo vê como um pecado o bloqueio no fluxo de informações, pois quem não compartilha os dados, pode estar prejudicando a descoberta de alguma epidemias, por exemplo. O que é a morte se não o momento em que não se tem acesso a mais nenhuma informação? O dataísmo pode ser considerada a primeira religião a trazer algo novo para o debate desde que o humanismo começou a lutar pela liberdade individual, que incluia liberdade de expressão, propriedade privada e direitos humanos. Para o dataísmo, a premissa essencial, é a liberdade dos dados, pois somente assim o indivíduo poderá ser livre. Aaron Swartz, suicidou-se com 28 anos em NY, escreveu o manifesto do fluxo de informações, levantada ideias de compartilhamento de informações.  Temos que lutar pela guerrilha de open access. A liberdade de informações é proporcional à prosperidade dos países. As pessoas sentem cada vez mais uma necessidade de fazer parte do fluxo de produção de informações do mundo, mesmo que isso acarrete perda de privacidade. Quanto mais informação é produzida, mais emails e notificações aparecem exigindo mais produção de informações. A produção dessas informações vai conduzindo a resolução de outros problemas e habilidades que jamais se havia pensado antes. Esse fluxo de dados, produzindo resultados imprevisíveis, é considerado pelos dataístas como a mão invisível do mercado, ou a capacidade de omnisciência de Deus. Hoje o sentido da vida, não é mais construído internamente. O sentido é construído a partir das interações dos compartilhamentos de informações. Se estamos na índia e vemos um elefante não nos preocupamos em perceber o que sentimos ao ver o elefante se não, em pegar o telefone para compartilhar a experiência. O dataísmo vê tudo como informações, logo é possível determinar qual experiência musical é melhor a partir de uma análise dos dados. Pode-se saber qual produz mais informações ao ser ouvida por cada indivíduo. Da mesma forma, o dataísmo consegue ver na criação musical, um algoritmo que pode ser copiado e melhorado. Esse algoritmo poderá criar músicas melhores que a dos mais talentosos compositores, o argumento que a vida subjetiva humana não pode ser comparada, será rapidamente refutada com dados que metrificam a quantidade de informações produzidas durante qualquer experiência humana. Logo, o algoritmo que compõe música pode possuir tanta informação quanto um humano, e por que isso não seria sua vida subjetiva? Essa revolução dataísta pode levar algumas décadas ou talvez uns 2 séculos, mas a mudança de foco para o homem, também não aconteceu da noite para o dia. Os organismos são algoritmo tem consequências práticas. Até agora, o poder eram as informações, hoje o poder significa saber ler os dados. A ciência se converge num dogma Universal que prova que organismos são algoritmos e a vida não passa de um processamento de dados. A inteligência se desconecta da consciência. Algoritmos poderão nos conhecer melhor que nós mesmos. QUESTIONE-SE É mentira que os organismos são algoritmos e que a vida não passa de processamento de dados? O que tem mais valor, a inteligência ou a consciência? O que acontecerá com a política e a sociedade se algoritmos que nos conhecem mais que nós mesmos controlem as ações dos homens?    

Podcast de Yoga | 2 fev 2021 | Daniel De Nardi

A dor do Aprendizado – Podcast #33

A dor do Aprendizado - Podcast #33 O processo de aprendizado exige mudanças e isso implica incômodo. Neste podcast trato sobre como o aprendizado acontece dentro do cérebro. https://soundcloud.com/yogin-cast/a-dor-do-aprendizado-podcast-33     Links   Curso sobre Aprendizado   https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/   Curso de Especialização para Professores de Yoga  https://yoginapp.com/curso/especializacao-em-yoga-curso-para-professores-de-yoga/   Podcast com a outra música de Rachmaninov  https://yoginapp.com/o-cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa         Transcrição do Podcast   A Dor do Aprendizado – Podcast #33 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, este é o 33º episódio de Reflexões e um YogIN Contemporâneo. Quem estiver assistindo esta aula pelo aplicativo do YogIN App está vendo agora a cenas de um filme chamado Shine – Brilhante, muita gente já deve conhecer este filme, Geoffrey Rush, o ator do filme, ganhou o Oscar em 1996 pelo papel, o de melhor ator. Shine conta a história de um pianista prodígio australiano chamado David Helfgott que, quando mais novo, tocava piano muito bem e recebeu uma bolsa para tocar na academia nacional de Londres. Em um concurso em Londres ele escolher uma música extremamente difícil de ser tocada, o Concerto para piano de Rachmaninoff – falamos um pouco sobre este compositor no episódio 3 no qual eu trouxe o concerto nº2 que é uma das obras mais bonitas da música clássica pra mim, mas o concerto nº3 também é belíssimo – ele se apresenta perfeitamente, mas no final ele tem algum problema, aparentemente um AVC, e acaba sofrendo porque passa a não ter uma vida normal, depois ele vai se readaptando e novamente encontra a música. É um filme muito bonito, vale a pena assistir, não tem na NETFLIX, procurei e não encontrei, inclusive tenho o DVD dele, mas você encontra...não sei como encontrar, tem no YouTube, mas a resolução é ruim. Quem quiser ver, vai atrás porque o filme é muito bonito. Trouxe essa música hoje porque acredito que dentro do yoga cada um tem um papel, alguma coisa mais importante para desenvolver, levar para outras pessoas e eu tenho visto que o que eu quero fazer é a ajudar as pessoas a aprender um pouco mais, não apenas sobre yoga, mas aprender como um exercício mental e de liberdade porque boa parte das nossas limitações estão condicionadas a coisas que a gente não sabe, e você aprender novas coisas é uma forma efetivamente de liberdade. Só que o processo de aprendizado é doloroso, já falei aqui muitas vezes, por conta desta minha vontade de estimular o aprendizado em diferentes áreas e agente aprender e estudar mais só que o que no interessa, já gravei uns três ou quatro podcasts e estão aumentando ainda mais um curso que eu tenho no YogIN App sobre aprendizado, então cada podcast que eu gravo, acabo incluindo como aula extra, mas que está ouvindo o podcast semanalmente acaba ouvindo como mais um episódio. Então, como eu estava falando, o aprendizado é um processo doloroso, inclusive a gente está definindo aqui o aprendizado como uma questão intelectual, mas o físico também é doloroso, se você quiser fazer mudanças no seu corpo, terá de passar por processos de estresse corporal, de incomodo corporal para que você tenha uma mudança, então para mudar a musculatura, os neurônios ouas suas ligações neurais, é preciso passar por uma certa dificuldade, é necessário sair de da zona de conforto, estressar aquela área para que algo aconteça. Isso acontece muito no processo de aprendizado, quando a gente se depara com algo novo, a mente cria um milhão de justificativas para que a gente não de continuidade, ela sempre mostra que o que está sendo feito não vale a pena, não é importante. Mas se existe uma verdade no aprendizado é aquela que diz “Tudo que é difícil hoje, pode ser fácil amanhã”. Então efetivamente quando você está lidando com aquilo é muito complexo porque  o início é sempre difícil, o aprendizado exige uma modificação na sua estrutura cerebral, efetivamente no físico do cérebro, não é só ligações elétricas, mas efetivamente os neurônios tem que criar outros caminhos para que você desenvolva a área que você não sabia, o neurônio não pode seguir a mesma linha de estímulos que seguia, tem que criar um novo caminho e modificar dói, incomoda, tanto o músculo quanto o cérebro, então por isso o aprendizado dá esta incomodada, mas as coisas que a gente aprende com vontade, quer realmente aprender e passa por um desgaste são aquelas que ficam mais conosco, aquelas que a gente constrói efetivamente como um como um conhecimento pessoal, próprio que a gente adquire. Isso você pode ver uma similaridade muito grande, com relação a música, porque quando a gente vai ouvindo uma música mais complexa, tenho trazido na playlist do podcast músicas que não são fáceis de serem apreciadas, são músicas mais complexas, a música clássica tem uma construção muito mais complexa do que a popular, não tiro o mérito da música popular, mas o que você pode observar que a música que assimilamos mais facilmente é uma música que se perde ou que nos enjoa, e a música que exige um certo esforço para se gostar é a que acaba ficando, então observo, quando escuto música s clássicas novas que é realmente um pouco mais difícil, é muito mais fácil ligar o som num samba/pagode e gostar, do que uma música mais elaborada que exige um tempo, mas esta música ficará por muito mais tempo, assim como o aprendizado, quando ele tem que passar pelas modificações, constrói efetivamente novos caminhos e nova forma de a gente ver a situação ou ver o que está sendo aprendido de uma nova forma e isso faz com que o aprendizado  se torne seu para sempre. Mas primeiro é necessário ter resiliência, vencer o processo do incomodo, terá de dar mais motivos para que a sua mente continue do que os que a estimular a desistir. No fim, a satisfação de você desenvolver algo mais complexo é muito mais perene, dura muito mais e vai, provavelmente, dependendo de como for o seu gosto, ser levada para o resto da vida, mas saiba que terá de passar por um certo desconforto. Hoje eu fico por aqui, lembrando que 22 de setembro começa o nosso curso de especialização, esta semana eu soltei um podcast falando sobre o curso, mas ele está com algumas aulas abertas, publicamos todas as aulas, elas vão ficar fechadas até o dia 22, mas quem quiser já pode fazer inscrição, começa a participar do grupo do Facebook. É um curso voltado para professores, que já fez formação e quer um incremento em relação as especificidades de cada aula e aluno, como por exemplo se o aluno tive muitas dores nas costas e o profissional não souber lidar, esse é um assunto para a Bianca Vitta, tem uma aula aberta, gratuita  para você ver. Só que ela dá catorze aulas no curso, então, obviamente você tem aquela para definir a qualidade, já vai aprender muita coisa, tem a aula da Sá Souza muito esclarecedora sobre a ética do comportamento do professor, a Renata Mozzini também tem uma aula de como montar o seu estilo de aula. Tudo lá, vou deixa o link aqui para quem tiver interesse. E quem tiver dando aula, aprenderá muita coisa no curso, para fidelizar os alunos, dar aulas melhores e para ter sucesso na profissão como um ensinante no yoga. Uma boa semana a todos, vou deixar aqui essa música que o David Hapfors teve o seu problema, porque ela realmente é muito difícil, mas muito belíssima. Este é o 3º concerto para piano de Rachmaninoff. Quem quiser conhecer Haikmainoff, vale bastante a pena, ele é um russo, considerado o último romântico, ultimo compositor do gênero a compor uma música mais romântica no século XX e chegou a morar na Califórnia, assim como muitos artistas que acabaram migrando para lá. A minha sugestão para quem quiser conhece-lo é começar pelos concertos 2 e 3 para piano, e depois escutar os quatro concertos para piano, os quatro são belíssimos, mas o 2 e o 3 são realmente apaixonantes. Agora com vocês, Rachmaninoff, uma boa semana e até o próximo podcast. Ohm Namah Shivaya!