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Dicas de Yoga | 11 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento

Não Seja seu Próprio Guru, mas Mantenha a Semente do Discernimento Om saha navavatu, saha nau bhunaktu Saha veeryam karvaavahai Tejasvi naa vadhita mastu maa vid vishaa va hai om shanti, shanti, shanti   OM, Que sejamos protegidos, o professor e o aluno Que encontremos juntos a liberação Que possamos compreender o verdadeiro significado das escrituras Que haja luz em nosso aprendizado Que não ocorram desentendimentos entre nós OM, Paz, Paz, Paz   Essa semana foi comemorado o dia do professor aqui no Brasil e em Julho, no oriente, foi comemorado o Guru Purnima, a festividade que honra os mestres espirituais. Mas será que professor, mestre espiritual e guru tem o mesmo significado no Yoga? A figura do orientador é essencial no nosso caminho. Defendo o ponto de vista que não se pode ser autodidata no aprendizado do Yoga. O conhecimento adquirido pela relação com os objetos pode ser absorvido e compreendido por nós com pouca ou sem orientação, mas o conhecimento do verdadeiro Ser, aquele que não se identifica com tais objetos, deve ser exposto por outro. Porque enquanto identificados com estes objetos e realizando nossa leitura de mundo através dos órgãos de sentido, permanecemos na ignorância, mantendo nossas emoções na direção de nossas vidas. São as emoções que nos impedem de acessar esse conhecimento. Este conhecimento que é vivo dentro de nós e não disponível, é revelado através da figura do guru. Guru = “dissipador das trevas” do sânscrito, gu, que significa “escuridão” e ru, “aquele que dissipa”. No hinduísmo, o termo também é traduzido como “pesado”, utilizado com o significado de “cheio de conhecimento e sabedoria”. O termo guru é utilizado na Índia contemporânea como sinônimo de guia, mestre, professor. Por este ponto de vista, qualquer pessoa que passe conhecimento, poderia ser considerado um guru. Nesta linha de pensamento, seus pais são os primeiros gurus na vida. Jonas Masetti, professor de Vedanta, diz que de acordo com a tradição védica o guru é apenas o professor que com auxílio dos Vedas revela a natureza do “eu” para os alunos. Há também quem defenda que o verdadeiro guru está dentro de nós. Mas o que existe de fato em nós, é o conhecimento da verdade, e não o guru em si. Conhecimento este que não se revela sem ajuda de um mestre, tornando essencial a busca de orientação em nosso caminho espiritual. O conhecimento do yoga é tradicionalmente passado de mestre para discípulo desde que se tem registro, através de um relacionamento duradouro onde os dois se comprometem igualmente com o crescimento espiritual. Essa transmissão direta que garante a linhagem é conhecida como Parampara - \"uma série ou sucessão ininterrupta\". Desde o guru até você. Mas como escolher e identificar um mestre? Em português, as palavras mestre e professor são aplicadas com conotação similar o que não ocorre em outras línguas, dificultando nossa compreensão nesta “hierarquia”. Na tradição do Yoga, um mestre que atingiu a iluminação e é capaz de transformar alguém pela simples presença é o verdadeiro guru. Um guru não precisa estar encarnado para inspirar e despertar a iluminação em outros. Ele é um canal claro e puro de Consciência, não contaminado pelo ego ou desejos pessoais.   Há também os mestres chamados acharyas - “aqueles que ensinam pelo exemplo”. São grandes mestres espirituais com conhecimento e prática que estão aptos a tornar o conhecimento sagrado compreensível aos estudantes. Eles são capazes de desenvolver procedimentos e metodologias para que o estudante siga ao encontro da verdade. Encaro os Acharyas como facilitadores, que são capazes de traduzir o verdadeiro conhecimento a práticas mundanas. E há todo o resto de praticantes e aspirantes a Yogi que compartilham sua própria experiência. Neste grupo, há aqueles com grande bagagem e vivência prática, mas que também não são Gurus. São professores e, acima de tudo, estudantes. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Os professores de Yoga passam o conhecimento sobre os estados mais elevados de consciência mesmo sem estarem estabelecidos nestes estados, compartilhando experiência própria e limitada. Esse conhecimento é passado a nível intelectual e através de técnicas que direcionam ao autoestudo. A figura do mestre ou professor, dentro deste caminho de Yoga, merece respeito, humildade e confiança do discípulo. E embora todos tenham sua devida importância na jornada do autoconhecimento, não podemos confundir os papéis de cada um deles. O esclarecimento da posição de cada professor ou mestre na linhagem é de extrema importância para a relação mestre-discípulo evitando expectativas irreais e decepções futuras. Muitos estudantes se encantam com o carisma de seus professores e freqüentemente entregam-se àqueles que não são iluminados. Esta confusão faz com que pessoas sigam professores acreditando serem gurus, merecedores de total entrega e devoção. É deste engano que surgem todos os escândalos relacionados à “gurus famosos”.  Um professor é um ser em auto estudo e passível ao erro, uma pessoa como você, que pode acabar encontrando-se identificado à uma emoção. Estes relacionamentos onde o ego toma o controle por diversos momentos, podem não ser fáceis. “Confiança é uma escolha. Muitos estudantes chegam a um lugar desconfortável em seu relacionamento com o professor e partem… vão em busca da resposta que querem mas perdem a lição que precisam.”  – David Garrigues Um verdadeiro mestre não precisa ser carismático e não se ajusta às necessidades do seu ego. E não é atoa que “gurus famosos” está entre aspas no parágrafo acima. Um verdadeiro guru não está sob os holofotes e nem mesmo se auto declara como um guru. Guru, mestre ou professor, todos que são comprometidos com a verdade ensinam com objetivo de tornar o discípulo independente e não buscam seguidores. O objetivo final é tornar o aluno consciente e desperto o suficiente para que faça suas próprias escolhas. Ele reconhece que é meramente um instrumento da verdade e entende que todos merecem o mesmo estatuto e respeito. Ninguém, nem um mestre iluminado, merece tratamento superior. A dependência não deve ser reforçada. A humanidade está acostumada a ser guiada desde o início dos tempos e almeja um salvador que remova o ciclo de sofrimentos como mágica. Faraós, líderes religiosos, imperadores e tantos outros exemplos nos mostram que é mais confortável aceitar uma imposição, como uma criança que precisa obedecer aos pais. Mas esse ciclo só pode ser removido por nós mesmos através de muita prática e autoestudo. O mestre ou professor surge como uma placa de orientação no meio do caminho, ele não é o caminho. Somos mestres de nossas vidas, responsáveis por nossas escolhas, pensamentos e atos. Isto nos torna conscientes que somos responsáveis pelas consequências dos mesmos, e essa é a parte assustadora para a maioria de nós. Se dedique a seus mestres e professores, busque o conhecimento através de parampara, mas não entregue seu poder de discernimento. Entregue o seu ego e a sua intuição lhe mostrará o caminho.   E não esqueçam que sem o aluno, não há professor. Obrigada aos meus alunos que me fazem professora diariamente.   Gratidão aos meus mestres.   Om Asatoma Sat Gamaya (do irreal, guie-me ao real)    

gesto da paz
Dicas de Yoga | 7 maio 2021 | Fernanda Magalhães

O Gesto da Paz

O Gesto da Paz O gesto (Mudra) mais conhecido no mundo o Yoga também é um gesto muito conhecido mundialmente. Unir as palmas em frente ao corpo, remete a imagem de uma pessoa em oração, mas o anjali mudra, na verdade é um gesto de saudação. Em sânscrito, mudra significa gesto, selo, senha ou chave. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar, e refere-se não apenas a gestos sagrados de mão, mas também a posições do corpo inteiro que provocam um certo estado interior ou simbolizam um significado particular para o Yoga. Anjali mudra é apenas um dos milhares de tipos de mudras que são usados ​​em rituais hindus, dança clássica e yoga. Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Quando você coloca as mãos na frente do coração, conecta poderosamente os lados esquerdo e direito do cérebro unindo seu feminino e masculino. Descansar as mãos no centro do peito alinhado ao chakra cardíaco, reforça a conexão coração-mão, manifestando gratidão, amor e paz. Este gesto pode dirigir-se à deidade quando as mãos estão unidas sobre a cabeça; ao mestre, com as mãos frente à testa ou a saudação entre as pessoas, com as palmas frente ao peito. Ao executar este mudra, não provoque tensão nas mãos ou punhos gerando pressão entre as palmas. Conecte especialmente as pontas dos dedos e as bordas das mãos permitindo um espaço no centro das palmas, como uma flor que irá se abrir pelos seus dedos, podendo transformar o anjali mudra em um lotus mudra. Encoste os dedões no esterno e sinta a conexão com seu coração. O Anjali Mudra conecta o praticante com a espiritualidade e promove o respeito por si mesmo e pelos outros. Não importa a quem você está saudando, sempre coloque o coração na sua intenção. Hari Om  

Yoga e India
Dicas de Yoga | 4 maio 2021 | Cherrine Cardoso

A prática de yoga NÃO substitui outras práticas! – Yoga Falado #29

A prática de yoga NÃO substitui outras práticas!   Esta dúvida sempre surge quando as pessoas começam a praticar yoga. E por um tempo até eu achava que praticar yoga era o suficiente. Afinal, dentro de uma aula você tem trabalho de força, resistência, flexibilidade, respiratórios, relaxamento e até meditação, o que mais seria necessário, né? Pois é, mas o corpo precisa de um conjunto e da soma de várias coisas para ter resultados específicos. Por exemplo: se você quer ser um triatleta o yoga é uma ferramenta poderosa para te conduzir a sua meta, ou seja, terminar uma maratona. Por quê? Porque vai te dar estabilidade emocional para vencer os maiores desafios que encontrar com o treinamento intenso. Você é levado a limites e muitas vezes eles não são físicos. Numa modalidade como esta, o que muitas vezes impede o competidor de chegar ao fim é se conectar com as dores físicas de forma emocional e não dar os estímulos mentais positivos que precisa pra chegar ao fim e o yoga poderá auxiliar nesse processo. Mas não substitui nunca o treino de corrida, natação e pedalada, certo? Da mesma forma para aqueles que querem ter um corpo de halterofilista. O yoga não servirá para esta meta, porque mesmo fazendo muita repetição dos ásanas (posições físicas), você não vai conseguir fazer seu músculo crescer tanto quanto num treino de musculação. No entanto, se você praticar yoga junto aos treinos de hipertrofia chegará num bom resultado dos músculos, mantendo a flexibilidade articular, muscular e nervosa do seu corpo, algo que muitas pessoas que treinam musculação apenas para crescer, perdem!   Há também quem questione parar com suas sessões de terapia porque praticam yoga. Este é um outro erro comum, achar que o yoga poderá substituir profissionais especializados em tratamentos. Não, não vai. Ele poderá auxiliar em uma melhora? Sim! Praticando você será levado a percepções muito íntimas do que acontece com você e de quem você é.     Ouça também via:   A terapia te induz a isso? Dependendo do caso sim. Mas em casos de tratamentos por conta de situações mais sérias, seria um erro parar o acompanhamento médico só porque está praticando yoga ou se sentindo melhor com a prática. Até porque, o yoga te mostra aos poucos o que você tem de melhor, mas também o que você tem de pior. E algumas pessoas não sabem lidar bem com essas autopercepções. Quem pratica disciplinadamente poderá resolver isso progressivamente, mas se já está em tratamento, não pare logo de cara. Faça os dois! Se observe. Perceba o quão você está bem efetivamente (e principalmente, quando o seu médico virar para você e disser que poderá diminuir sessões ou até parar com elas) ou se de repente a terapia virou uma muleta, que com o tempo você pode abrir mão.   Outro erro comum é achar que porque você é um yogín (praticante de yoga) não precisa de médicos ou da medicina. Praticantes a médio e longo prazo naturalmente precisam menos de uso de medicação ou vão menos à médicos porque sua imunidade aumenta. O praticante está em observância do que come, de que hábitos são bons ou nocivos para seu corpo etc, e uma vez se sentindo bem e tendo menos tendência a ficar doente, obviamente precisará menos de consultas. No entanto, não significa que não sejam necessárias ou que quando você sentir algo acontecendo com seu corpo, deva negligenciar isso.   Justamente por estar mais consciente do que acontece com você da pele para dentro é que tem que ouvir o seu corpo e respeitá-lo, buscando auxílio sempre que necessário. Mas, naturalmente, você aprende mais como pode evitar o consumo exagerado de remédios para qualquer desconforto que sinta. Dores de cabeça, dores de barriga por consumo exagerado de algo que comeu, dores musculares, nariz entupido, enfim, uma série de pequenas coisas que por vezes sentimos e que automaticamente por hábito recorremos a um remedinho, pode ser evitado e você com algumas técnicas pode eliminar o desconforto. Isso tudo só acontece com tempo, com dedicação, com auto-estudo. Portanto, voltando ao título de hoje: yoga não substitui efetivamente nada, ele é um complementar e te auxilia a ser melhor, a estar melhor, a se sentir bem e a ter resultados melhores em outras práticas físicas e no desenvolvimento de suas reais habilidades como ser humano. Por si só já é incrível, combinado com outras coisas então, imagina, é maravilhoso!!    

pés de yogins
Dicas de Yoga | 1 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Pés de Yogins

Pés de Yogins Há alguns meses a Adri Borges escreveu um artigo sobre um assunto tão importante quanto negligenciado no Yoga e na vida, sobre como ficar corretamente de pé. Porque como acontece no tapete, acontece fora dele, temos tendência a não observar os detalhes mais importantes e básicos quando não estamos exercitando a presença. A ansiedade gerada pelo fluxo constante de estímulos e cobranças do mundo moderno faz com que a gente queira resultados rápidos olhando sempre tão a frente que acabamos por pular etapas de uma construção de caminho.   Se você ainda não leu “A Maneira Correta de Ficar em Pé” da Adri, segue o link: https://yoginapp.com/454684-2/#axzz5Y34P253S . Lendo este artigo, me veio a mente que precisávamos falar sobre nosso pés! Prestar atenção no modo como seus pés se conectam com a Terra pode corrigir problemas nos pés e tornozelos. Sendo nossa base, eles têm o poder de impactar todo o resto de nossa estrutura física, sobrecarregando joelhos e a coluna vertebral quando usados em desequilíbrio.   Conceitualmente todos sabemos quanto importante é a base em um projeto (seja um negócio, um asana ou a criação de uma criança), mas na prática, e digo isso também com minha experiência como arquiteta e não só como professora de Yoga, colocamos todo o valor no que vem acima. Porque, às vezes, a base de uma construção não é nem mesmo possível de ser vista.   Nossos pés são a parte do corpo mais distante de nossa cabeça, talvez por isso tenhamos a tendência a negligenciá-los tanto. Eles ficam alí, o tempo todo só sustentando todo o peso do seu corpo até que você machuca um de seus pés e percebe sua importância. O desequilíbrio de ter um dos pés em funcionamento alterado é um impacto enorme no esforço da sua musculatura para se reequilibrar. E, posso dizer por experiência (após machucar o dedo do pé caindo do pincha mayurasana) a sua musculatura sofre, e você sente!   Agora imagina o impacto de levar uma vida com os pés em desequilíbrio? É claro que todos temos as nossas compensações no corpo como consequência da falta de simetria entre os lados direito e esquerdo, mas existe uma grande quantidade de ações impactando esse desequilíbrio que podem ser suavizadas com uso de consciência corporal.   Os pés são uma das partes do meu corpo que mais mudou com o Yoga. Não só sua forma, mas também como posiciono eles no chão. Lógico que reduzir o uso de sapatos apertados nesse período contribuiu, mas eu considero inclusive essa redução, uma consequência do ganho de consciência corporal. Porque só é possível maltratar seus pés em um sapato apertado se estivermos desconectados do sentir.   Então, o primeiro passo para essa nova consciência é trazer a atenção para os pés. Em Tadasana, como você sente os seus pés no chão? Feche os olhos e observe. Talvez você tenha tendência a colocar seu peso na borda interna do pé, fazendo as pernas se curvarem para dentro, ou na borda externa, fazendo um leve giro externo nos joelhos. E talvez ainda esteja tão desconectado do sentir seus pés que não consiga perceber, então, olhe a sola dos seus sapatos. Eles tendem a estar mais gastos onde você coloca mais pressão e peso.   Use essa análise ao entrar em tadasana e comece a brincar com a mudança do peso para cada parte dos seus pés. Tente sempre separar bem os seus dedos e espalhar o pé no chão. Se ajudar, puxe seu metatarso (ali, na linha do dedão) com as mãos para o mais distante possível da borda externa dos seus pés. Assim, com os pés bem espalhados, ative o arco de seus pés como se “sugasse” eles para o alto. Para quem está familiarizado com o uddiyana bandha, é como se fosse aplicado algo similar no arco dos pés, você vai realizar uma troca com o chão. Enquanto seu peso empurra o chão igualmente em todas as partes do seu pé que estão apoiadas, você tem a sensação de puxar a energia do chão com o arco dos pés.   Assim como a má distribuição do peso corporal pode gerar compensações no corpo durante nossa vida, o alinhamento dos pés durante a execução de ásanas pode ter um impacto profundo na postura como um todo. As posturas executadas em pé podem ajudar a construir uma base sólida e estável nos pés, quando executadas com essa consciência. Alongamentos podem aliviar os músculos tensos, os ligamentos e os tendões.   Vamos agora cuidar de nossos pés com algumas posturas, alongamentos ativos e passivos e até massagens. Lembre-se sempre de exercitar a presença em cada uma das atividades sugeridas a seguir.   Adho Mukha Svanasana - Cachorro olhando para baixo Asana excelente para alongar toda a parte posterior do corpo, e em especial, tratando-se dos pés, as panturrilhas e o tendão de aquiles. Aqui o importante é tentar levar seus calcanhares ao chão, mesmo que estejam distantes. A intenção é o que importa e não de fato que eles toquem o chão (quem sabe um dia? ;)) Aproveite para dobrar o joelho direito em direção ao esquerdo levando mais peso para o calcanhar esquerdo e repita do outro lado.   Virasana - Herói Ajoelhe-se com joelhos posicionados na largura do quadril e afaste um pouco os pés para que possa se sentar entre eles. Seus calcanhares ficarão bem ao lado do quadril, um de cada lado. Se seu quadril não conseguir alcançar confortavelmente o chão ou se sentir dor nos joelhos, coloque um bolster ou um bloco entre as pernas para apoio do quadril. Virasana com bloco   Vrksasana -  árvore (variação com bloco) Com um dos pés sobre um bloco eleve a outra perna com o joelho dobrado e rotacionado para fora, apoiando o pé no tornozelo, canela ou coxa (nunca no joelho) da perna que está suportando o peso do seu corpo. O bloco vai desestabilizar o equilíbrio do pé que suporta o peso e ajudar a fortalecer os músculos. Certifique-se de não agarrar o bloco com os dedos dos pés como na foto:   Dandasana - Bastão Sente-se com a coluna longa e pernas estendidas à frente. Talvez, dependendo do seu nível de alongamento, seja necessário elevar o assento com um bloco ou almofada para manter ao mesmo tempo as pernas estendidas e a coluna alinhada. Braços ao longo do corpo, se possivel, mãos apoiadas no chão. Coxas ativas. Empurre os calcanhares para longe do corpo enquanto puxe seus dedos em direção ao seu abdômen. Não esqueça de manter seus dedos afastados e a sola dos seus pés como se estivessem apoiados no chão, não permitindo que elas estejam suavemente direcionadas uma para a outra. O mesmo trabalho pode ser feito de forma mais intensa em paschimottanasana.   Ainda em dandasana, afastando um pouco os pés, podemos trabalhar a mobilidade flexionando e estendendo os pés lentamente e circulando os pés para fora e para dentro.   Traga seu tornozelo direito na coxa esquerda e tente entrelaçar os dedos das mãos nos dedos dos pés. Se te provoca dor entrelaçar todos os dedos, tente tres dedos por vez. Com esse gancho, segure seu pé e massageie a articulação do tornozelo girando  ele para um lado e para o outro. Solte o entrelace e massageie a sola do seu pé e seus dedos com os dedões das mãos. Pare em qualquer ponto de tensão que encontrar. Leve a massagem até os calcanhares e suba para a junção com o tornozelo fazendo movimentos circulares com dedos em pinça. Repita com o pé esquerdo. Liberação da fascia Fique em pé em uma bola de tênis e role-a para frente e para trás sob o pé, trabalhando os dedos dos pés, a bola do pé, o arco e o calcanhar.  Pare a bola um pouco abaixo da almofada dos dedos e permita soltar o peso do seu corpo por um ou dois minutos ali. Após esse tempo, deslize a bola mais para o centro da sola do pé e direcione novamente seu peso por mais um ou dois minutos. Faça isso até onde for possível em direção ao calcanhar. Essa pressão libera a fascia.   Ainda há diversas outras maneiras de cuidar dos seus pés. Experimente a calmaria após um escalda pés com água morna e sais. E esteja presente. Durante o exercício ou o relaxamento, esteja conectado com o sentir. Quanto mais sólida a base, mais firme é a construção. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Abhyasa
Dicas de Yoga | 29 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Abhyasa – A Prática Leva a Excelência

Abhyasa - A Prática Leva a Excelência Chove aqui desde a semana passada e o número de praticantes em sala reduziu drasticamente. As últimas aulas antes da frente fria estavam lotadas. Tudo bem que cariocas não gostam de dias nublados, mas vamos encarar o fato, não podemos esperar as condições perfeitas para praticar. Tenho alunos que praticam uma semana inteira e param por duas, outros passam meses firmes na prática e somem por outros meses. As férias das crianças, as viagens, a preguiça, a chuva, o trabalho, o cansaço e aquele drink no dia anterior (ai, ai, como eu ouço sobre esses drinks...) estão te levando para longe do seu objetivo? Praticamos saudáveis ou doentes, felizes ou emocionalmente abalados. Praticamos fortes ou fracos, em jejum ou alimentados, no frio e no calor. Praticamos lesionados, aprendendo a compreender novos limites e a ser gentil com o corpo, desenvolvendo novas formas de se fazer o mesmo. São poucas as justificativas reais para não se praticar. Se não há uma hora inteira de disponibilidade, pratica-se 15 minutos, faz-se 10 respirações conscientes, medita-se no horário de almoço. O maior dos erros cometidos por nós, é negligenciar a prática quando mais precisamos, porque é nestes momentos que não queremos praticar. Permitimos que nosso ego tome lugar de decisão acima dos nossos objetivos reais e nos entregamos a emoções passageiras quebrando a regularidade de prática necessária à evolução. new RDStationForms(\'ebook-stress-b13b1734210d84c18a6a-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Hoje, observando esse fenômeno de inconstância, decidi escrever sobre um conceito primordial no Yoga, Abhyasa.   Abhyasa, em sânscrito, significa sem interrupção, repetição ou perseverança. Também é traduzido como vigilância. Uma vigilância de si próprio, onde você se supervisiona para manter-se no caminho proposto.   Segundo Patanjali, o controle das flutuações da mente (ou, o objetivo do Yoga, a não ser que você queira somente ficar de cabeça para baixo) é realizado através de repetição e desapego.   Abhyasavairagyabhyam tannirodhah (Yoga Sutras 1.12)   O mesmo foi simplificado por Pattabhi Jois em uma de suas frases mais famosas e, algumas vezes, mal interpretada: “Pratique, pratique e tudo virá” Os Yogis compreenderam muito antes de “O Poder do Hábito” se tornar um best seller que aplicar pequenas rotinas positivas no dia a dia transforma a vida de forma geral. A repetição é aplicada na vida de um Yogi de diversas formas. Através de rotinas de limpeza do corpo físico, da execução diária de asana e pranayama e do canto de mantras - Japa. Todas elas com objetivo de evolução.   Todo conhecimento de yoga era passado, na antiguidade, através de repetição. Assim se mantém na tradição do Ashtanga Yoga, por exemplo. Os mantras, a sequência de asanas, os exercícios respiratórios, tudo é ensinado através da relação mestre-discípulo e repetido inúmeras vezes até que aquela informação esteja totalmente absorvida, demonstrando a capacidade de seguir adiante.   Abhyasa é a repetição por um período muito longo e sem interrupções, o que contrasta com nossa mente imediatista que deseja tudo em curto prazo. Lembre-se que é esta mesma mente que cria grande parte de nossos problemas. Aplicar o caminho reverso é lutar contra esse fluxo viciado de uma mente condicionada para o sofrimento.   Aliás, a repetição também é o que nos causa os condicionamentos mentais dos quais estamos todos batalhando para mudar. Ou você não passou a vida inteira escutando coisas como \"Muito riso é sinal de choro.\" e \"Dia de muito é véspera de pouco.\" Parece bobagem, mas essas frases, repetidas inúmeras vezes durante a infância, são capazes de se tornar condicionamentos enraizados em nossa mente que nos fazem duvidar da abundância existente no universo, trazendo ansiedade. Através da repetição reversa, positiva, acontece a oportunidade de cura. Abhyasa exige dedicação, disciplina e força de vontade. Nem sempre é prazeroso realizar a mesma tarefa diariamente, mas você já deixou de escovar os dentes por isso? A repetição também é excelente ferramenta de auto-estudo. Quando se faz todos os dias a mesma coisa, percebe-se que nunca é realmente feito igual. E não é igual devido a influências externas e como você lida com elas. Esta percepção por si já é svadhyaya - auto-estudo. Abhyasa também é uma prática de repetida lembrança de nossa natureza real. Não se permita esquecer que somos ilimitados. Abhyasa é estar presente.   Pratique!  

Podcast de Yoga | 28 abr 2021 | Daniel De Nardi

Como funciona o sistema de castas da Índia – Pauta do podcast #62

Como funciona o sistema de castas da Índia - Pauta do podcast #62   Pauta do podcast que sai amanhã e que trata do sistema de castas indiano.

Filosofia do Yoga | 27 abr 2021 | Daniel De Nardi

Yoga e Saúde – Podcast #11

Podcast Yoga e Saúde e entenda como. No dia 7 de abril, é comemorado em todo o mundo o dia Mundial da Saúde e gravamos este podcast especialmente para esse dia Atualmente, o Yoga é reconhecidamente um sistema que aprimora a saúde dos seus praticantes e dezenas de pesquisas já comprovaram isso. Nem sempre foi assim. Essa relação de cuidado do corpo e observação da saúde não fazia parte do Yoga em suas escrituras iniciais. O cuidado com a saúde começa a fazer parte das observações dos yogins a partir do movimento tantrico. O tantrismo surge na Índia por volta do século VII como um movimento de protesto contra o poder que os brahmanes detinham, pois eram os únicos com acesso às escrituras. Os tântricos começaram a questionar essa infalibilidade dos Shastras (escrituras) e difundir que o que realmente importava não era o que estava escrito nas escrituras, mas o que se percebia. O que o corpo manifestava, pois o que acontece de verdade, acontece no corpo. O movimento tântrico é fruto de uma misturas de várias linhas de pensamento que também ganhavam força na Índia neste período conhecido com renascimento indiano. Entre as linhas de pensamento estavam o budismo e jayanismo, dois sistemas que questionavam a divisão da sociedade em castas. Os tântricas absorveram muito destas culturas e também emprestaram maneiras de entendimento a esses sistemas. Outro sistema que influenciou muito o movimento tântrico foi a medicina ayurvédica. Como o corpo era sagrado e o local onde as coisas verdadeiramente aconteciam, nada mais lógico do que cuidar desse templo pessoal. Junto com os ensinamentos da medicina ayurvedica o movimento tantrico começa a usar posturas do Yoga e dá origem ao Hatha Yoga. A visão de que o corpo é um identificador de conflitos internos é fruto desse movimento. Para o Yoga, quando por exemplo agimos em dissonância com a consciência, desequilibramos  e o corpo demonstra isso em forma de uma doença. As doenças são por tanto produzidas por nós a partir de conflitos entre o que sabemos que é o certo a ser feito e aquilo que queremos fazer. A saúde torna-se um excelente termômetro se estamos vivendo uma vida de acordo com nossa verdadeira natureza. Não trata-se de cuidados excessivos, pois isso também é fruto de desequilíbrio. Cuidar da saúde é muito mais auto-observação das escolhas que tomar 3 sucos verdes ao dia. Claro que devemos  ponderar casos em que não como a pessoa ter gerado esse tipo de desequilíbrio para gerar doenças graves, e aí entra o fator imponderável da Natureza ou pode-se acreditar em outras coisas. O que podemos comemorar nesse dia mundial da saúde é que o Yoga tem ajudado muita gente a viver uma vida mais saudável. O Yoga ensina exercícios saudáveis e promove a saúde em todos os seus praticantes. Seus exercícios ativam orgãos profundos e ajudam na melhora do funcionamento do corpo como um todo. Yoga é tudo de bom para a saúde. Outro ponto que também podemos comemorar é que o Yoga ensina seus praticantes a estarem mais atentos ao que fazem, especialmente diante de decisões. As decisões corretas conduzem a um corpo saudável e isso o Yoga também pode nos ajudar.     Links do Podcast     Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição do podcast   Yoga e Saúde #11 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, esta é a serenata de cordas de Tchaikovsky e está começando o 11º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nós vamos falar sobre yoga e saúde. Hoje, dia 7 de abril, é o dia mundial da saúde. Quando você fala para alguém que está fazendo yoga, muitas vezes ela pode falar “ah, também preciso porque não estou muito bem da saúde”. Qual seria a relação do yoga com a saúde? Qual seria a visão que o yoga tem em relação a essa parte importante, uma vez que todo mundo considera o yoga como uma prática que faz bem? Primeiro a gente tem que separar os pontos e saber se de fato faz bem à saúde. Isso é comprovado em intermináveis pesquisas científicas, e uma das coisas que é detectado nas pesquisas, com pessoas que praticam yoga, é que a prática faz com que você diminua o nível de Cortisol. O que seria o cortisol? A gente uma liberação dessa substância para executar as tarefas diárias, pra ter realmente força pra lutar pela vida, a vida de ninguém é fácil, a vida é uma luta, uma força de potências e isso faz com que a gente precise ter energia e o cortisol produz, digamos, essa agressividade. A medida que você tem uma liberação maior que o natural a sua força torna-se maior também, mas é aquela coisa “não há almoço grátis”, sempre que você tira de um lado, você perde do outro, não há como produzir só vantagens. Nesse caso, a liberação de cortisol faz com que pessoa tenha mais disposição nos momentos de luta, mas por outro lado, abaixa o sistema imunológico. O sistema imunológico é responsável por defender o no nosso corpo contra as ações das bactérias, dos vírus, das doenças e das infecções. Então a gente tem um sistema que determina o nosso nível de saúde, se você tem um sistema bem resistente, não é qualquer doença que irá te afetar e, comprovadamente como eu falei, o yoga baixando o cortisol faz com que haja uma melhoria no sistema imunológico, então os yôgins são pessoas mais saudáveis que a média porque a prática auxilia na redução da liberação de cortisol, consequentemente na redução do estresse e por conta disso, um reforço no sistema imunológico, então a pessoa fica menos doente. Mas a gente precisa observar que saúde pela definição da Organização Mundial de Saúde não é apenas você não ter doença, mas viver com uma sensação de bem estar. E mais uma vez a gente a prática trabalhando neste sentido, é óbvio que quando temos tensões relacionadas ao dia-a-dia, que são naturais e fazem parte do dia de qualquer pessoa, ela podem não gerar doenças, podem atrapalhar a nossa vida. A OMS coloca a sensação, o bem estar como parte da saúde e quando você trabalha o relaxamento e aumenta o bem estar, acaba tendo mais saúde na visão da organização. O yoga acaba reforçando a nossa saúde, faz bem, é saudável, e não produz efeitos colaterais como outros exercícios produzem, ele faz bem esse papel de fazer com o que o praticante usufrua da prática por muitos anos. Há determinados esportes e atividades que são limitados a idade, mas o yoga tem como filosofia que o praticante o leve para o resto da vida, como um estilo, que independentemente de onde estiver, o praticante consiga realizar os seus asanas, as suas posturas, uma respiração para acalmar, fazer um relaxamento, meditar e, além disso, usar a filosofia em seu dia-a-dia. Então o yoga tem essa proposta de longevidade, mas não é uma prática apenas para jovens, melhora a nossa saúde (além do cortisol, há a compressão dos órgãos por meio dos asanas que estimula a circulação sanguínea). Então você vê esse outro ponto de melhoria, o yoga vai desfazendo as tensões não só nos órgãos como no corpo todo, a tensão muscular dificulta a circulação sanguínea, ela dificulta a levada de nutrientes para a região, no primeiro momento gera desconforto, dor, é desagradável e a longo prazo pode gerar algum tipo de doença. O yoga pode ser praticado por mais velhos e pelos mais jovens que querem ter um corpo mais saudável. Não é ser obcecado em relação ao próprio corpo, até porque isso é um desequilíbrio, o ponto bom da saúde é quando você não precisa se preocupar com ela, toma decisões coerentes com o que sente e isso não causa danos a sua saúde, à medida que for aparecendo sinais de desequilíbrio   você observa qual é a relação disso com os seus hábitos, mais pra frente a gente vai ver que a gente acaba desenvolvendo no nosso corpo desequilíbrio e, consequentemente, doenças. Mas será que o yoga sempre teve relacionado a saúde? Originalmente não, a saúde acaba sendo uma consequência pelo bem estar, claro que você pode fazer pensado na saúde, as técnicas são maravilhosas, elas tem milhares de benefícios que podem ser usados em aspectos específicos para quem está precisando, não tem como descartar a capacidade de relaxamento que o yoga pode produzir. Mas a proposta do yoga é da revelação do eu, de a gente chegar no que já somos, mas não descobrimos, a busca de uma voz verdadeira que te acompanha, mas que você boicota, é o processo de você trazer a voz e as ações condizentes com essa voz para a sua vida fazendo com que ela se torne plena e melhor. Então, originalmente, a saúde não aparecia nos textos, não há associação ou orientação nos Vedas e Upanishads, tem alguma coisa pra saúde generalizada, o yoga era voltado a espiritualidade, ao equilíbrio mental. Começa-se a associar yoga e saúde a partir de um movimento surgido na Índia a partir do século V d.C., o Tantra. O que é o Tantra? É um conjunto de textos produzidos por sábios e deram origem ao movimento filosófico. Um grupo de pessoas que estavam descontentes com determinados comportamentos da sociedade. Os líderes e sábios que começaram a criar textos próprios e debates para questionar o status quo. Os tântricos questionavam as escrituras que passaram a ser escritas na Índia desde 3500 a.C. com o Rigveda tem um grande valor para o indiano, quem domina a capacidade de interpretar e de reproduzir rituais que as escrituras citam é o brâmane, que é o sacerdote que transmite para as pessoas os mantras e conhecimentos – os tântricos passam a questionar a infalibilidade dos textos, “será que realmente tudo que e gente está vivendo foi dito há 3000 anos?”, eles questionaram e trouxeram para o corpo o valor das coisas. O tantra é esse movimento, não existe movimento tântrico antes, nenhuma escritura relacionada ao tantra antes dos tantras. Esses sábios começam a juntar o conhecimento deles com outras áreas que estava ganhando relevância na Índia naquele momento, havia, pelo menos, dois sistemas que combatiam o sistema de castas. Nas castas você nasce em determinado grupo social e pertence a ele até o fim da vida, hoje este sistema é contra a lei. Os budistas que estavam crescendo na época questionavam o sistema de castas assim como os jayamistas, estes são dois movimentos indianos internos surgidos do hinduísmo e que criam sua própria linha filosófica. O tantra conversava com as outras linhas de pensamento que questionavam o status quo da sociedade, ele assume ideias do budismo e do jayamismo e empresta conceitos que os sábios debatiam. Junto a isso, soma-se ao estudo da medicina ayurvédica que ganhava bastante força. Como os tântricos acreditavam no valor do corpo ele absorvem conceitos e técnicas do ayurveda e começam a observar a saúde de maneira mais plena. Dessa influência (do tantra se juntando ao ayurveda e com o budismo) nasce o Hatha Yoga, que é uma pratica do yoga que trabalha muito a parte dos asanas, todo o foco em auto-observação surge por conta de uma valorização do corpo, o corpo é visto como a biografia humana, se há um desequilíbrio em outras áreas isso se reflete no nosso corpo e há sempre uma relação, que você pode observar, entre as nossas atitudes e as nossas decisões. Esse trabalho de percepção também é voltado para a melhoria da saúde, a medida que você é mais consciente da suas ações, você toma decisões de acordo com as necessidades do seu corpo, não se alimenta de forma desenfreada por exemplo, fica atento ao nível da sua fome. O corpo mostra a dissonância da voz interna, se você apenas a voz do corpo e da mente, acaba ignorando a voz interna, gerando um desequilíbrio. Se você é viciado em um alimento que não te faz bem, com o tempo você vai apresentando um desequilíbrio e o corpo pode desenvolver uma doença. Assim como o medo, em que você enrijece a sua postura, e pode acabar desenvolvendo um trauma para a coluna ou algo mais grave. Para esse entendimento do yoga tudo passa pelo indivíduo, que tem a saúde plena, mas que desequilibra conforme as decisões dissonantes ao eu. O processo da saúde é um bom demonstrativo se você está a caminho dessa voz interna, quando a gente está bem ou feliz é porque a gente está seguindo aquilo que realmente é verdadeiro em nós. Se você seguir a voz dos outros, ou a vontades alheias sem se atentar a voz interna o yoga vai ensinando que esta atitude tem consequências para saúde. A prática dos asanas, assim como dos pranayama, também produz saúde, além da meditação que abaixa o cortisol, aumenta o sistema imunológico e faz com que a gente viva uma vida mais saudável, que é um bom indicativo de uma vida mais plena. Serenata de corda pra Tchaikovisky, dessa música eu não conheço nenhuma história especial, mas é uma música que eu acho bonita. Tchaikovisky teve uma vida muito difícil, ele não gostava de compor balé, mas compôs os balés mais bonitos, vivia em uma época de muita discriminação. Tinha uma grande paixão pela mãe, era homossexual, e a obra dele é uma descrição dessa dor, mas ao mesmo tempo algo puro e belo como uma dança, e essa música expressa muito bem isso, eu vou deixar apenas um movimento aqui, mas vale a pena você ouvir a música inteira. Ele faz movimentos muito parecidos ao de Mozart, algo que você pode ver se ouvir a música inteira. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya! https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 19 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha – Yoga Falado #18

Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha Pode até ser moda entre a comunidade Yogin, parecer meio bobo, e um pouco otimista demais, talvez, mas o exercício da gratidão pode transformar completamente a sua maneira de ver as coisas. Quem aí não conhece uma pessoa que apesar das adversidades está sempre alegre e ainda consegue elevar o astral de quem se conecta a ela? Mesmo, e talvez principalmente, possuindo poucos bens materiais essas pessoas parecem sempre felizes. Você já parou para pensar nisso? Estas pessoas estão no momento presente, apreciando o pagode de domingo sem pensar em acordar às 4h na segunda-feira... Somos buscadores. É natural que tenhamos desejos e normalmente falhamos em reconhecer o que já está presente em nossa vida. Esta é uma percepção que pode ser alterada para uma vida mais equilibrada, onde nossos desejos não serão mais valiosos do que a realidade.   O ser humano aprende a associar a felicidade com objetos desde o seu nascimento. Objetos, neste caso, também são outras pessoas, ou qualquer coisa que não seja ele mesmo. Tudo que é lido e compreendido neste mundo através de seus órgãos de sentido.   Então buscamos a vida inteira pelo outro, pelo homem ou a mulher, pelo carro, pela casa, pelo filho, pelo emprego, pela estética, pela grama mais verde do vizinho… É uma busca incansável por mais e mais um pouco.   O sentimento de alegria e o reconhecimento da felicidade pode vir quando nos reunimos com o tal objeto de desejo, mas isso é passageiro, porque está relacionado com esse o desejo e não com o objeto em si. O mesmo objeto tem um valor diferente se é desejado ou se já se faz presente.   E esta busca se torna interminável, por toda a vida, desejando o amanhã. Mas assim que conseguimos nosso grande desejo, surge um novo. Reconhece o sentimento?   Tem uma frase que sempre me faz parar e refletir, você já até deve ter lido por aí nas mídias sociais: “Você se lembra de quando você queria o que você tem hoje?”   É aí que colocamos nossa felicidade para depois, quando eu tiver tal coisa. Quando eu estiver em tal lugar. Quando estiver com tal pessoa. Ah, aí sim, eu serei feliz! E a tal felicidade nunca chega. Porque ela não mora em um objeto, ela mora na ausência de desejos a estes objetos. Ao reconhecer que ela já está dentro de você pois é um ser completo, que já possui tudo que precisa.   Se você já possui tudo que precisa, seja grato! Agora! Presença!   Não digo que é fácil, afinal, somos buscadores, é nossa natureza. Mas se mudarmos nossa forma de pensar e começarmos a enxergar o que é no lugar do que queremos?   Aquilo que você pensa, onde coloca seu foco, cresce. E, se sentimentos são resultados de pensamentos, você escolhe o que quer sentir hoje. O que vai ser?   Passei um ano inteiro escrevendo diariamente no meu pote da gratidão e percebi que os dias mais difíceis de reconhecer o que havia para ser grata eram aqueles onde não houveram flutuações, distrações ou inconvenientes. Naqueles dias onde tudo correu bem, dentro da minha rotina. Não era naquele dia onde tudo deu errado, sabe como é esse dia, né? Nos dias “ruins” é ainda mais fácil encontrar razões para ser grato do que em um dia neutro. Eram nestes dias neutros que eu precisava enxergar a vida pelos olhos de Santosha para exercitar minha gratidão.   Santosha, o segundo Niyama do Yoga é o contentamento. Não é alegria exacerbada, estar sempre sorrindo, aquele estereótipo de buda feliz que parece nem perceber o estresse externo. Santosha é equilíbrio. É reencontrar a felicidade que mora dentro de você independente dos cenários externos. É se sentir completo. Santosha é compreender que neste mundo, tudo é finito e mutavel, principalmente as emoções - incluindo alegria e tristeza.   Para mim, gratidão é instrumento ideal para obtenção de Santosha. Todo mundo sabe o quanto é fácil ser grato quando se está alegre. Os momentos turbulentos são reconhecidos e até mesmo enaltecidos atualmente como momentos de grande aprendizado. O difícil de verdade é ser grato pelo “comum”.   A Gratidão precisa se tornar um hábito. Quando exercido diariamente, programa o seu cérebro para se sentir agradecido mais frequentemente, afastando emoções negativas. Hábitos são ações que você se propõe a realizar até que se tornem cada vez mais natural. E pode confiar, essa mudança de olhar acontece. Fica cada vez mais frequente no dia a dia.   Como? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Se ao invés de reclamar do formato do seu corpo, você olhar para todo o complexo funcionamento dos seus sistemas que te permitem estar vivo lendo este texto? Então neste caso, você escolhe no cardápio de emoções que sua mente te proporciona, entre sofrimento pela vergonha e gratidão pela vida que vibra em todo seu corpo.     E durante a sua prática de asanas, você vai reclamar da mão que não chega até o pé ou você vai agradecer por ela abraçar seus tornozelos?   Meu pote da gratidão foi um excelente instrumento para desenvolver essa visão de presença através da gratidão, mas você pode começar apenas com um caderninho mesmo. Todos os dias um motivo de gratidão. Anote, tente não repetir. Use o mesmo horário, todos os dias. Se for fazer a noite, relacione com o dia que passou e se lembre de tudo que você viveu. De quanta vida você tem aí dentro.   Além dos benefícios relacionados a felicidade, segundo Emmons, psicólogo estudioso dos efeitos da gratidão, existem também benefícios físicos relacionados ao exercício da gratidão como: fortalecimento do sistema imunológico, diminuição das queixas de dores, diminuição da pressão arterial, melhora no sono e mais disposição ao acordar.   O exercício da gratidão nos faz perceber que estamos no poder do direcionamento de nossas emoções. Algumas mais fáceis de lidar que outras, certamente... Mas somos mestres da nossa mente e podemos alterar o curso de nossos pensamentos com ferramentas simples como “sou grato”.     Então faça sua mente trabalhar de forma positiva. Tirar o negativismo proporciona fluidez, desbloqueia e abre caminhos. Valorizar tudo que te fez chegar onde você está agora te tira do vitimismo. Você está exatamente onde deveria estar e tudo na sua vida te trouxe para este momento.   Respire, olhe para o lado e perceba, neste momento, do que você pode ser grato?   Sou grata por poder escrever semanalmente para vocês!   Gratidão!   Ouça também via:

Dicas de Yoga | 17 abr 2021 | Adri Borges

A importância da música como ferramenta para o bem – estar

A importância da música como ferramenta para o bem - estar Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autocuidado e do bem-estar para a nossa saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. A saúde plena é uma forma de total bem-estar, alcançado não apenas através da prevenção ou do tratamento de doenças, mas sim através de qualidade de vida, incluindo emocional e social. O hábito de praticar Yoga regularmente e ouvir música clássica nos ajuda a elevar nosso nível de saúde. Procuro manter o hábito de realizar minhas práticas de Yoga ao som de música clássica. Você já experimentou? Ouvir música clássica mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas, ajustando frequências de ondas cerebrais, nos inspirando, dando prazer, acalmando, e elevando nosso espírito. Ter o hábito de ouvir música nos deixa mais felizes. Neste processo o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que gera o bem-estar. Pesquisas realizadas por neurocientistas mostram, através de tomografias,  grandes quantidades de dopamina que foram liberadas durante o processo de ouvir música  o que levou os participantes da pesquisa sentirem emoções como felicidade e excitação. Ouvir música clássica diminui os níveis do hormônio do estresse cortisol em nosso corpo. A música clássica, tem efeitos relaxantes e positivos sobre nosso humor. Estudos também mostram que ouvir música clássica relaxante durante 45 minutos antes de dormir,  nos ajuda a manter uma boa noite de sono, combatendo assim a insônia. Imagine então uma prática de Yoga relaxante com música clássica antes de dormir? new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Outras pesquisas mostraram que a música pode diminuir a dor em pacientes em cuidados intensivos e pacientes de cuidados geriátricos. Quando ouvimos música, o cérebro libera os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar. Segundo uma pesquisa do Psicólogo Dr. Jim Coan, da Universidade da Virginia, quando ouvimos música, é possível temporariamente melhorarmos o desempenho espacial do nosso cérebro. Ele responde liberando endorfinas e outras substâncias que permitem melhorar temporariamente o foco, a habilidade de raciocínio e até as habilidades criativas. Já é comprovado que a música pode alterar nossa fisiologia, elevando ou baixando a pressão sanguínea e aumentando ou diminuindo os batimentos cardíacos. Estudos realizados na Universidade de Brunel, em Londres , comprovam que o organismo entra em sintonia com os sons ambientes. Algumas composições musicais podem ser relaxantes outras estimulantes ou estressantes. A musicoterapia recomenda certos gêneros musicais. Composições clássicas de Bach, Vivaldi e Handel, nos trazem a sensação de segurança e estabilidade. Mas de todo os sons do universo, o mais benéfico e restaurador é o som do silêncio. Sente-se confortavelmente com as pernas cruzadas e com a coluna ereta. Feche seus olhos e leve toda a sua atenção para a sua respiração. Ouça seus sons internos. Ouça as batidas do seu coração. Ouça o som da sua respiração. Mentalize OMMMMMM.   Aí vai uma playlist pra você: Momento SAVASANA de Adriana Borges   E também uma do YogIN App:  

yoga sutra
Dicas de Yoga | 15 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali   atha yogaanuśasānam - “Agora, então, o ensinamento de Yoga”   Assim é iniciado o primeiro grande tratado sobre Yoga que se tem notícias. Como a datação histórica não era uma grande preocupação dos indianos, não sabemos ao certo quando o texto foi compilado. Acredita-se que foi escrito entre os séculos III e II A.C pelo sábio Patanjali. Não se sabe muito sobre Patanjali, e o que é passado, vem cheio de histórias fantásticas e mitológicas. Diz-se também que Patañjali foi um grande intelectual, gramático, médico e yogi indiano que escreveu tratados nessas três áreas. A palavra sutra, que traduzida quer dizer “corda ou fio” se refere a série de ensinamentos que são alinhavados como as contas de um colar. Um fio amarrando idéias. Idéias que eram amadurecidas após longos períodos de debates entre sábios, até que fosse estabelecido um consenso e um novo sistema filosófico formado. Nesse momento, um dos melhores praticantes era convidado para elaborar os aforismos que perpetuariam esse novo sistema. O Yoga é um dos seis sistemas filosóficos indiano conhecidos como darśanas. Os outros cinco são: nyāya, vaiśeṣika, sāṃkhya, mīmāṃsā e vedānta. A palavra darśana, em sânscrito é derivada da raiz dṛś - “ver”. Significando “visão” ou“ponto de vista”.   196 Aforismos foram compilados nos Sutras e divididos em 4 capítulos:   1 – Samādhi-pādaḥ ou  Sādhya-pādaḥ - O Objetivo Explicação do processo que nos leva à iluminação, meditação e concentração.   2 – Sādhana-pādaḥ - O meio Apresenta Kriya e Ashtanga Yoga. As práticas que facilitam atingir o estado de Yoga ou, o caminho para o Yoga.   3 – Vibhūti-pādaḥ - As Conquistas Apresenta os resultados reais da prática de yoga, que são o conhecimento e as habilidades especiais   4 – Kaivalya-pādaḥ - A Liberação Trata do objetivo final do Yoga, que é a identificação do praticante com o todo, a libertação absoluta.   A palavra anuśasānam, presente no primeiro verso dos sutras, expressa claramente a ideia de que a instrução é transmitida por uma autoridade, de professor a aluno, e, foi experienciada por sábios ao longo de gerações. Anuśasānam remete a uma longínqua corrente de professores responsáveis com a transmissão do ensinamento. Os Yoga sutras podem ser difíceis de compreender e não devem ser estudados, assim como o Yoga em si, sem o auxílio de um professor experiente. O texto foi originalmente escrito em sânscrito, uma língua morta, oferecendo uma barreira linguística, e apresenta as ideias de forma extremamente concisa, através de aforismos, tornando o texto uma obra a ser decifrada. Apesar de existirem muitas traduções e interpretações diferentes para línguas ocidentais, feitas por estudiosos e especialistas, a partir do século XIX até hoje, muitas delas foram feitas por pessoas que, apesar do conhecimento teórico, não tem conhecimento de como o Yoga funciona. Estas traduções não transmitem o real significado dos sutras, dando margem para interpretações simplificadas do conteúdo existente ali. Basicamente, os Yoga Sutras são diretrizes para que possamos atingir o estado de Yoga, que, segundo o próprio Patanjali, é a cessação das instabilidades da mente. - yoga chitta vritti nirodha Hum, mas Yoga não é o que a gente faz no tapetinho? Também, mas a prática de asanas (as posturas psicofísicas) é apenas uma pequena parte do caminho do Yoga, uma ferramenta usada para atingir o controle mental. Um único sutra se refere diretamente ao asana: \"sthira sukham asanam\" traduzido como “postura firme e fácil\", que seria a postura necessária para entrar em meditação. Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989), conhecido como o pai do Yoga moderno, foi o primeiro a juntar o trabalho de Patanjali com a execução de sequências de posturas psicofísicas. Para Patanjali, asana era o corpo moldado para suportar a meditação, o que podemos supor que seria sukhasana ou padmasana. “Ah, mas não consigo parar de pensar, já tentei meditar e não consigo”... Calma! Ninguém consegue parar de pensar e Patanjali não esperava isso de você. A interrupção ou cessação das instabilidades da mente descrita nos sutras não ocorre parando ou controlando o pensamento, mas sim, na desidentificação com eles. Ocorre na compreensão de que somos mais do que nossa mente. No texto encontramos a descrição de como a mente humana funciona e como usar este conhecimento para direcionar nossos pensamentos, e não parar ou controlar, com objetivo de nos livrar de todo sofrimento. Os Yoga Sutras discutem fundamentalmente os pontos fracos e fortes da mente; suas tendências, hábitos, funcionamento e as possibilidades de evolução. Patanjali descreve em detalhes vários tipos de práticas para refinar e integrar as qualidades da mente e da emoção que fundamentam a experiência humana, apresenta os obstáculos e expõe os resultados. Os Yoga Sutras são, acima de tudo, um guia para nos reconhecermos como Purusha, nosso verdadeiro ser, aquele imutável. O Yoga Sutras de Patanjali não é um texto sobre teoria, na verdade, é um texto objetivo sobre prática, apresentando objetivos, métodos e resultados. Nos confundimos ao achar que a prática de Yoga é resumida à prática de asanas e que todo o resto é teoria. No nosso corpo físico também reside uma mente humana passível de ajustes através de prática, tapas (disciplina) e abhyasa (prática, repetição). Desta compreensão de que praticar Yoga vai muito além do físico, a famosa frase de Pattabhi Jois “pratique, pratique, e tudo virá” toma um novo significado. Não é? A partir de hoje, faremos uma sequência de conteúdo sobre os assuntos abordados nos Sutras. Por enquanto, deixo com vocês o verso de reverência ao mestre Patanjali, seguido de sua tradução feita por Gloria Arieira no livro “O Yoga que conduz à plenitude”, onde ela comenta os yoga sutras:   “Yogena cittasya padena vācām malam sarirasya ca vaidyakena Yo’pākarot tam  pravaram muninām Patāñjalim prāñajalirānato’smi ābāhupurusākāaram sankhacakrāsidhārinam Sahasrasirasam svetam pranamāmi Patāñjalim”   “Com toda reverência eu saúdo Patanjali, especial entre todos os sábios, que elimina os obstáculos da mente, da comunicação e do corpo através de Yoga, da gramática e da medicina. Eu saúdo Patanjali, que até o braço tem a forma humana, segura uma concha, um disco e uma espada, tem mil cabeças e é de cor clara.”   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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