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Meditação | 20 maio 2021 | Daniel De Nardi

Meditação – uma reeducação cerebral

Reeduque sua Mente! Conheci Richard Dawkins em 2009. Ele veio à Paraty falar na Flip, principal festa literária brasileira. Dawkins é biólogo e escritor. Um ativista da ciência que prefere ser conhecido como um \"poeta da realidade\". Na palestra, falou principalmente na teoria contida em seu livro O Gene Egoísta.  Resumidamente, Dawkins mostra provas que somos apenas um veículo de genes. Os genes nos usam para sobreviverem e serem levados às próximas gerações. Grande parte (há quem diga que absolutamente tudo) do que fazemos tem no fundo o objetivo de preservar nosso DNA e repassá-lo aos nossos filhos. Os genes humanos que vem sendo preservados, desde que começamos a usar ferramentas e nos destacar de outras espécies, são dos indivíduos que conseguiram antecipar ou remediar melhor as situações de perigo. Viveram mais e se reproduziram à beça, espalhando seus genes pelo mundo. Reeduque sua Mente! Infelizmente, nosso cérebro não foi construído para a felicidade ou para libertação dos condicionamentos. A verdade é que desde a pré-história, ele vem sendo moldado com um único objetivo - sobreviver. No entendimento do cérebro, a melhor situação possível é aquela que o manterá vivo por mais tempo - repouso e um bom estoque de comida calórica. Condicionamos o sistema nervoso a enviar estímulos de prazer toda vez que agimos a favor da sobrevivência. Agora você entende porque é tão difícil acordar cedo e tão gostoso não sair da cama e voltar a dormir de manhã, é o seu cérebro dizendo faça a coisa certa descanse que te recompensarei. Toda vez que fazemos algo que o cérebro entende como um sinal de preservação ele nos premia liberando substâncias que geram prazer como a dopamina ou serotonina. E tal como macaquinhos de laboratórios que fazem malabarismo por algumas gotas de suco de laranja, fazemos das tripas coração para repetir a ação e sermos agraciados com mais uma dosezinha de serotonina.   Você conhece alguém viciado em salada, falei salada, não regime? E quantas pessoas você conhece (pode se incluir na conta) que não resistem ao chocolate? Alimentos gordurosos ou com altos níveis calóricos são entendidos pelo cérebro como mais estoque para a sobrevivência. Logo, se ingeridos, o indivíduo será recompensado com liberação daqueles já falados e tão desejados estímulos do prazer. Por essa lógica você também entende o vício em adrenalina. Em perigo, o corpo usa todos os recursos para tentar sair da situação. O pânico é um recurso pela vida. Um dos efeitos da adrenalina é diminuir o sangue nos órgão e aumentá-lo nas pernas e braços para que com isso você tenha mais chance lutando ou correndo. Quando o cérebro entende que você conseguiu sobreviver aquela quase morte, ele te diz em forma de estímulos neurais, você conseguiu sobreviver, quando acontecer de novo aja dessa forma, tome aqui uma bomba de dopamina.   Tem vezes que a gente está triste e chuta o balde na comida Quando algo nos abala emocionalmente, o cérebro identifica a queda de energia e providencia imediatamente estímulos para que se adquira mais estoque de alimentos e se reduza o gasto energético = chocolate, cama e isolamento.   A reeducação  O amigo de Dawkins, Lawrence Krauss, é físico e defende em O Universo a partir do Nada a criação do mundo sem nenhuma interferência (teoria que se parece muito com as ideias do Sámkhya, a mais antiga filosofia indiana) ele argumenta que uma das coisas mais incríveis de ser humano é que apesar do cérebro ter sido projetado desta forma, apenas para nos defender dos perigos da vida, ele pode sim criar coisas fantásticas como uma Teoria da Gravidade e depois vencê-la fazendo um objeto voar por kilômetros. O homem não nasceu para entender as estrelas, mas apesar disso já chegou à Lua e tecnologicamente, há bilhões de planetas. As linhas mais modernas de nutrição já começaram a entender que boa parte da dificuldade na boa alimentação está em desprogramar o cérebro para essa \"necessidade\" de manter os estoques de gordura e calorias sempre alto. Este tipo de atitude foi essencial quando vivíamos nas cavernas ou florestas e nunca sabíamos quando teríamos a próxima refeição. Só que essa urgência por comer o máximo e nesse instante, não faz mais sentido nos dias de hoje que temos qualquer tipo de alimento ao toque de um dedo no celular. Vencer condicionamentos atávicos é uma luta árdua, estamos falando de necessidades vitais, que estão armazenadas em áreas profundas do cérebro como o sistema nervoso autônomo responsável pelos instintos primitivos de sobrevivência. Quando olhamos para um copo de milk-shake, a primeira informação que processamos é a do cortex pré-frontal, área da consciência que se diferencia nos homens em relação aos outros animais. Essa parte do cérebro deixa bem claro para nós - milkshake engorda e faz mal para saúde. Só que não é difícil ignorá-la para começar a ouvir o que tem a dizer o sistema nervoso autônomo que lá do fundo do cérebro anuncia - milk-shake = sobrevivência, se você comer te darei um banho de prazer. Tomar a melhor decisão dependerá de altas doses de consciência e determinação no momento do ato. O cortex pré-frontal pode sim comandar nossa atitude quando vamos decidir entre um chocolate ou a fruta. Temos que deixar claro ao nosso cérebro (e aos nossos instintos) que hoje em dia, não há mais tanto risco para escassez de comida, não há mais necessidade de estocar, a guerra acabou! E a meditação? Esse processo de comportamento baseado em estímulos para se repetir condicionamentos ancestrais, também está acontecendo no âmbito dos pensamentos. Quem sobrevivia mais - o Homo Sapiens agitado que olhava para os lados o tempo todo e chegava ao ponto de respirar mais fundo apenas para tentar identificar mudanças no aroma e prever um ataque selvagem ou aquele que ficava apenas olhando para o tronco das árvores? Certamente os que ficavam olhando para tudo e pensando o tempo todo nos perigos foram os que mais sobreviveram, em outras palavras, os dispersos venceram. Só que assim como acontece com a alimentação, será que hoje em dia ser disperso ainda é um diferencial? Assim como o alimento não vai acabar amanhã, provavelmente um tigre não irá atacá-lo enquanto você estiver dormindo. Manter os sensores alertas e uma atenção permanente contra os perigos não é mais uma vantagem que valha a pena ser cultivada. Não foram os dispersos que criaram a Teoria da Relatividade ou o carro elétrico. Neste momento histórico, a diferenciação está do outro lado. Quem consegue se manter focado num único objetivo pelo tempo necessário até ele dar certo é que se diferencia dos demais. O foco, que a história do nosso cérebro não gosta, é hoje a grande arma da sobrevivência e do sucesso tanto pessoal (auto-observação) quanto profissional. Meditar é um processo duro porque você precisa reeducar a mente e lutar contra 100.000 anos de recompensas sendo dadas às dispersões e nunca ao foco. Manter a mente concentrada, no começo pode até doer, mas assim como com a alimentação você terá que usar mais seu cortex pré-frontal e quando aquela vontade que dá de parar o exercício e mandar um whatsapp para um amigo, ali, você terá que ser mais forte que o seu condicionamento primata e dizer: Eu não quero o milk-shake, prefiro a atenção mantida.   Saiba sobre como e quando a Meditação surgiu! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Como acessar um podcast?

Como acessar um podcast? Sou declaradamente um fã de podcasts. Só que quando uso alguma referência e digo que ouvi isso num podcast, o interlocutor costuma me olhar com cara de interrogação. Já tentei resolver isso gravando um podcast pra falar como usar um podcast. Não funcionou bem, porque as pessoas já não ouviam podcasts então como iam ouvir um podcast que fala como acessar podcasts. O podcast pode ser acessado também pelo desktop com um click em um link (você pode testar com o de cima). Só que a boa utilidade dele, pelo menos para mim é usá-lo no celular. Assim posso ouvi-los no trânsito ou quando tenho que esperar. Na minha segunda tentativa como evangelizador de podcasts fiz esse vídeo que vai mostrar - como acessar um podcast do seu celular. Pra quem quer otimizar seu tempo e aprender sobre os assuntos que interessam, assista o vídeo e bons estudos!   Links Podcast sobre o que é um podcast Texto sobre Podcast  

asana para ficar sarado urdva mukha
Dicas de Yoga | 9 maio 2021 | Ellen Lima

Asana para ficar sarado

Asana para ficar sarado   Diz um ditado popular que hoje em dia é necessária muita coragem para amar e demonstrar sentimentos. Eu diria além, é preciso muita sabedoria e entendimento para entender que amar e demonstrar os sentimentos são os melhores remédios para o corpo e para o espírito, não apenas uma necessidade, mas um estado natural do verdadeiro Eu, que é puro e sábio. Em tempos onde controlamos e economizamos cada vez mais nossas emoções, chorar virou sinônimo de fraqueza, dar gargalhadas altas somos taxados de escandalosos, admitir que temos medo de algo então, cruzes! Vão dizer que sou fraco, frouxo; e a vontade dizer a alguém que está com saudade? Melhor deixar passar para não parecer sentimental fora de hora. A questão é que para tudo na vida existe equilíbrio e não falo aqui de se render ao desequilíbrio emocional, que também é desastroso, falo aqui sobre repressão. Hoje em dias as pessoas reprimem suas emoções cada dia mais para se encaixar no padrão da era dos humanos super adultos, controlados e “descolados” onde, já dizia em uma música do Leoni: “a ordem é ser feliz por toda eternidade feito prisão perpétua, entre sorrisos falsos e amenidades, momentos rasos de normalidade, não me apareça aqui com sua bagagem de infelicidade”. E assim somos obrigados a estar bem, parecer normal e passar por cima do que sentimos de verdade, aquele medo que poderia ser desfeito com uma conversa é escondido nos joelhos, aquele ressentimento e aquela situação que você não digeriu se esconde no estômago, aquela dificuldade financeira se esconde na sua lombar, e a carência na parte alta das costas; a culpa? Instala-se meio das costas. Aquela vontade de falar sobre idéia que parece que ninguém vai achar legal se esconde na garganta, e aquele projeto que não sai da sua cabeça, mas toda vez que você quer colocar ele em pratica algo da errado? Você esconde a teimosia em mudar o plano, em olhar por outros ângulos, na nuca, que enrijece e dói! As lembranças difíceis do passado que você não consegue esquecer, se escondem nas suas articulações. Chega uma hora que nem a mente e nem o corpo aguentam, sucumbem em ansiedade, desespero, dores físicas e até mesmo doenças. Aí você procura algo para aliviar e ajudar a se sentir menos o peso do fardo de reprimir tudo e não deixar os sentimentos e a vida fluir. Yoga! Afinal não há um yogIN que não tenha sido ‘salvo’ por essa tal filosofia. Chega à aula de yoga e dói o peito para respirar da forma correta (que você nem sabia mais como era), afinal é difícil mesmo colocar consciência quando a sociedade nos ensina a colocar no automático para render o tempo. Na meditação então? A concentração é prova de fogo, afinal como parar de pensar se é preciso analisar todas as atitudes, cada palavra, pensamentos, sentimentos, relações?! Aí chega a hora dos asanas. Opa, aí sim, aí é domínio físico, racional, então vai ser tranquilo. Você se coloca no asana e ele está fluindo e então você começa a se entregar, porque é bom estar ali, aparentemente no controle e com a cabeça ocupada só com o asana, (na verdade você está concentrado no momento presente e aí começa o yoga) e então você começa a respirar, a estar mais entregue, começa perceber o seu corpo, onde está rígido, onde está se soltando quando expira, começa ouvir seus batimentos cardíacos, começa sentir sua respiração e então se vê alí: você com seu corpo, o silêncio de estar olhando para dentro de você e sentindo uma conexão nunca antes sentida, e vem a inexplicável vontade de chorar. Se você passou por isso, entende o que eu estou dizendo, se você engoliu o choro, perdeu o estado de yoga, perdeu a maravilhosa oportunidade de deixar que seu corpo reprocesse suas emoções escondidas. Chora! Não saia do asana (a menos que ele esteja sendo violento para seu corpo), permaneça, se entrega, deixa o asana colocar tudo no lugar, movimentar a energia da emoção que ficou presa em algum chakra, em algum órgão, algum músculo, deixa o asana fazer efeito, e o efeito do yoga não é te dar um corpo sarado, é devolver uma alma “sarada”, curada de tudo que você reprimiu; deixa o yoga te ensinar a ouvir seu corpo, suas emoções e te aprende a deixar a energia da vida fluir pelo teu corpo e para além dele. Reaprende a liberdade de sentir e de ser. Enxerga a sua verdadeira e pura essência e permaneça no verdadeiro estado de entrega e confiança no seu verdadeiro Eu, que sabe como seguir no único caminho que viemos para trilhar e que nos leva à evolução e libertação: o caminho do AMOR! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

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Filosofia do Yoga | 26 abr 2021 | Daniel De Nardi

O Perigo da Glória

Como a vida de um historiador romeno influenciou o Yoga Comecei a revirar meus livros para preparar um curso de meditação. Fui atrás de um dos meus escritores favoritos - Mircea Eliade, me encanta sua profundidade, sua intelectualidade e sua história - Eliade, para quem não sabe e está com preguiça de procurar na Wikipédia foi um intelectual romeno especializado em história das religiões, filosofia e Yoga. Sim, ele foi um exímio praticante e um ardente admirador da prática milenar indiana. Aos vinte e poucos anos ele já era aficionado pela cultura indiana e queria conhecê-la in loco, então escreveu para um maharája indiano pedindo um mecenato para estudar sânscrito e hinduísmo o maháraja aceitou e Eliade passou alguns anos estudando por lá. Nesta experiência que conheceu o Yoga. Mas desta vez, foi sua carreira como romancista que me chamou a atenção. Eu pesquisava um livro de entrevistas - A provação do labirinto - que é quase uma biografia e ali Claude-Henri Rocquet o pergunta: - Por onde havemos de começar? Pela glória? new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); - Sim, pela glória, pois me ensinou muito. É agradável, mas não é nada de extraordinário. Apresentei Maitreyi (Noites de Bengali) a um concurso de romances inéditos. Obtive o primeiro prêmio. Tratava-se, simultaneamente, de um romance de amor e de um romance exótico. O livro teve um enorme sucesso, inesperado, que surpreendeu o editor e a mim mesmo. Teve numerosas reedições. E, aos vinte e seis anos, tornei-me, célebre: os jornais falavam de mim, reconheciam-me na rua, etc. É uma experiência que foi muito importante, pois conheci muito jovem o que quer dizer ser glorioso, ser admirado... É agradável, mas não é nada de extraordinário. Então, para o resto da minha vida, deixei de ser tentado por isso. Ora, isso trata-se de uma tentação que penso ser natural a todos os artistas, a todos os escritores: cada autor espera ter um grande sucesso, ser reconhecido e admirado pela massa dos leitores... Eu tive isso bastante jovem, esse sucesso, fiquei bastante feliz, e isso ajudou-me a escrever romances que não eram feitos para o sucesso. Essa citação de Mircea Eliade não nos ensina apenas sobre o sucesso nas artes ou na literatura, mas sobre qualquer tipo de sucesso, e ele é tentador mesmo. E se o profissional não tiver uma cabeça boa como teve Eliade e se viciar no sucesso, seu destino a gente sabe qual é. Dharma e Yoga - a busca do proposito from YogIN App on Vimeo. Mas voltando à literatura, tenho que citar mais uma vez a frase do Pondé que cabe como uma luva aqui \"o caráter de alguém que escreve é medido pela ausência de desejo de agradar a quem lê.\" Digo mais, a preocupação com agradar o público praticamente impede a perpetuação da obra. E pode haver maior glória que essa? A perpetuação de um legado, buscado desde a o tempo que os faraós erguiam pirâmides e que talvez seja o mais nobre objetivo humano. Será que Marcel Proust se tornaria eterno se pensasse no sucesso de Em busca do tempo perdido? E seu contemporâneo James Joyce com Ulisses? A história está cheia desses exemplos e há todos os dias milhares de pessoas caindo na armadilha do sucesso sem levar em conta a sabedoria do tempo. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Vídeos de Yoga | 29 mar 2021 | Daniel De Nardi

E-Motion é o novo What bleep do we know?

E-Motion é o novo What bleep do we know? Quem não acompanha documentários relacionados a desenvolvimento pessoal pode não entender o título deste post, mas vamos lá. O primeiro blockbuster a tratar de habilidades humanas \"não reconhecidas pela ciência\" foi um documentário de 2006 chamado -  O Segredo. A boa produção apresentando assuntos como mentalização e gratidão, vendeu milhões de DVDs e até hoje, livros da série permanecem no topo de listas dos mais vendidos. Acredito que tudo que venda bem, de alguma forma está ajudando as pessoas. Afinal, ninguém compra um livro por obrigação. Seu sucesso não é fruto do acaso, O Segredo tem muitos pontos interessantes, mas também algumas lacunas. Leio sobre mentalização desde que comecei o Yoga. Já fiz experiências que comprovaram o poder desta técnica (se quiser reproduzir, pegue dois copos, mesma quantidade de algodão e 5 grãos de feijão em cada, num escreva cresça e mentalize ele crescendo todos os dias, no outro não faça nada). Tenho dezenas de fotos dos meus alunos com os feijões do copo de cresça enormes e os outros ainda sementes. Só que a mentalização apenas não muda o rumo da vida de ninguém. Pra algo de fato acontecer também é preciso Ação. Modificações internas, crescimento e aprendizados. O filme fala muito de mentalização e pouco de transformação interna e sem isso nada muda. Posso mentalizar durante uma década 8 horas por dia que vou ganhar uma partida de tênis do Roger Federer, mas se eu não jogar muito, não aprender a modificar meu entendimento tanto físico quanto mental do jogo, minha chance de ganhar um único game é praticamente zero. Em seguida, o sucesso foi de Quem Somos Nós? (What bleep do we know?), apesar do documentário ser anterior (2004), só ficou conhecido no Brasil depois do sucesso de O Segredo. Quem Somos Nós? apresenta relações entre física quântica e ensinamentos ancestrais. Uma das teorias é a de que a cada milionésimo de segundo, podemos decidir como faremos a leitura de tudo o que acontece conosco e inclusive modificar a realidade material em torno de nós.  A física quântica é uma ciência recente e subjetiva. É cheia de contradições e polêmicas. Albert Einstein por exemplo, se interessou muito por ela no início das pesquisas quânticas, mas depois negou seu valor até o final de vida. Dizendo que era um equívoco. Amit Go Swami, é um dos cientista deste documentário. PhD em Física Quântica pela Universidade de Calcutá, Índia, ex-professor da Universidade de Oregon nos EUA, foi banido do meio acadêmico por suas colocações filosóficas especialmente a respeito do papel da consciência no mundo físico. Suas pesquisas de laboratório tentam deixar cada vez mais evidente, algo que a antiga filosofia naturalista de seu país chamada Sámkhya já havia descoberto por empirismo há pelo menos 4000 anos. A consciência que cada um possui dentro de si, e que o Yoga chama de Purusha é o que permite as manifestações materiais se realizarem. [caption id=\"attachment_15904\" align=\"alignleft\" width=\"268\"] Amit Go Swami, escritor de diversos livros sobre física quântica e filosofia.[/caption] A ciência ainda não conseguiu tirar conclusões precisas a respeito da consciência. É um tema difícil de ser mensurado e por isso contradiz os princípios da ciência atual. E quem se aventura por esse caminho, pode acabar como Amit, excluido do meio científico.   “A voz da consciência é tão delicada que é fácil ignorá-la. Mas também é tão clara que se torna impossível iludi-la”.  Madame de Stael    Apesar de ser extremamente elaborada, a teoria quântica também tem suas lacunas.  Segundo sua ideologia apresentado no filme, estamos o tempo todo, escolhendo, de forma consciente ou não, qual a estrutura do mundo se apresentará para nós. A luz pode ser tanto partícula (fóton) quanto uma onda, dependendo apenas de como decidimos vê-la. Caso a coloquemos em uma câmara de condensação a luz se torna matéria (fóton) e quando acendemos a lâmpada do quarto ela é onda. O que será a luz? Depende apenas da sua decisão. Acabamos vendo o mundo sempre da mesma forma pois somos ensinados a ver as coisas dentro de padrões. Não conseguimos mentalmente conceber que o sólido pode instantaneamente se tornar líquido, e que isso dependa apenas de uma reorganização da matéria diretamente relacionada com a consciência. Neste contexto, nosso livre-arbítrio seria pleno. O que impede isso segundo a teoria de Quem Somos Nós? é que desde que nascemos, somos condicionados a entender o sólido como sólido e o líquido como líquido. Vemos o mundo de forma previsível, é bem mais seguro e nos poupa de ter que decidir a todo momento. Os problemas da teoria quântica começam a aparecer em casos cotidianos como uma simples parada num sinal de trânsito. Se tenho livre-arbítrio pleno, posso decidir sobre a matéria que me rodeia e escolher que o sinal vermelho, se torne verde em determinado momento, mas como a matéria a minha frente irá se comportar se outra pessoa decidir que o sinal deve ficar vermelho?      Esses dias, a Liana Linhares me apresentou E-Motion, quem tem tudo para ser o blockbuster da vez do nosso meio. Psicólogos, PhDs, nutricionista e outros profissionais discutem a interferência que o inconsciente, com seus comportamentos condicionados e traumas, produz no corpo e como isso está diretamente ligado à nossa saúde e bem-estar. Gostei bastante da narrativa, especialmente por explicarem de forma mais científica diversos conceitos do Sámkhya Yoga e Hatha Yoga. Tal como a vibração das emoções influenciando o corpo físico   https://www.youtube.com/watch?v=zyN7JwAyl84   E-motion trata da importância de reconhecermos nossos condicionamentos para sermos mais livres nas escolhas. O Yoga desde sua origem tratou o tema da liberdade como seu foco principal e percebeu que para isso é imprescindível a observação atenta à questão dos condicionamentos. \"A Índia aplicou-se com rigor inigualável à análise dos diversos condicionamentos do ser humano. Apressemo-nos a acrescentar que ela o fez, não para chegar  a uma explicação precisa e coerente do homem (como, por exemplo, na Europa do século XIX, quando se acreditava possível explicar o homem através do seu condicionamentos hereditário ou social), mas para saber até onde se estendiam as zonas condicionadas do ser humano e ver se existe algo além desses condicionamento hereditário ou social), mas para saber até onde se estendiam as zonas condicionadas do ser humano e ver se existe algo além desses condicionamentos. É por esta razão que, bem antes da psicologia profunda, os sábios e ascetas indianos foram levados a explorar zonas obscuras do inconsciente. Eles haviam constatado que os condicionamentos fisiológicos, sociais, culturais, religiosos, eram relativamente fáceis de serem delimitados, e, em consequência, controlados; os grandes obstáculos para a vida ascéticas,  e contemplativa surgiam da atividade do insconsciente, dos samskáras e dos vásanas, impressões ou resíduos, latências que constituem aquilo que a psicologia profunda designa como conteúdo e estrutura do insconsciente. Por outro lado, não é esta antecipação pragmática de certas técnicas psicológicas modernas que é valiosa, mas sua utilização para o \"descondicionamento\" do homem. Pois, para a Índia o conhecimento dos sistemas de \"condicionamento\" não podia ter seu fim nele mesmo; o importante não era conhecê-los, mas dominá-los, trabalhava-se sobre os conteúdos do inconsciente para \"queimá-los\".\" Mircea Eliade, Yoga Imortalidade e Liberdade.   Os YogINs do período da Renascença Indiana (século VII D. C.) trocaram muita informação com budistas, jainistas e médicos ayurvêdicos e começaram a entender que poderiam usar o corpo para o trabalho de \"descondicionamento\" de comportamentos. Tudo o que sentimos e o que pensamos de alguma forma é absorvido pelo corpo, logo o corpo é uma ferramenta de aprendizado de informações do nosso insconsciente. O Yoga explora essa ferramenta ao máximo a partir do Hatha Yoga, especialmente com as posturas (asanas) e respiratórios (pranayama). O Kulārnava Tantra (I:18) deixa isso bem claro: Sem o corpo, como realizar o [supremo] objetivo humano? Portanto, depois de adquirir uma morada corpórea, o ser deve realizar ações meritórias (puṇya). E a Śiva Saṁhitā (II:1-5) reafirma a mesma ideia: Neste corpo, o monte Meru [a coluna vertebral] está rodeado por sete ilhas: há rios, mares, campos e senhores dos campos. Há ṛṣis e sábios, e nele estão todas as estrelas e planetas. Há peregrinações sagradas, templos e deidades nos templos. O sol e a lua, agentes da criação e da destruição, movem-se nele. O espaço, o ar, o fogo, a água e a terra também se encontram aqui. Todos os seres que existem no mundo estão igualmente no corpo. Rodeando o monte Meru, fazem suas tarefas. Aquele que sabe disto é um yogi. Não há dúvida sobre isto. Os YogINs entenderam que o corpo é um mapa muito preciso do que acontece em nosso psiquismo. Atentar aos sinais do corpo é uma forma brilhante de entender a si mesmo. Quando tomamos decisões contrárias ao que sabemos ser certo, o corpo vai apresentando sinais e se esse tipo de decisão persiste, pode-se gerar doenças graves. O filme mostra um exemplo de um rapaz que passa por uma situação de stress e começa a ter sintomas como dor de cabeça. Ao invés de perceber aquele sinal do corpo e tentar entender o que está acontecendo com suas emoções, ele toma a atitude mais fácil de tomar um comprimido para dor de cabeça. O comprimido, inibe os sinais neurais que o sistema nervoso central estava enviando. Ele corta o sinal do corpo e assim que a dor passar, provavelmente vai repetir o comportamento maléfico. A prática do Yoga é o momento em que você para pra observar essas incoerências comportamentais que temos no dia a dia e que de alguma forma, são absorvidas pelo corpo. A dor nunca é à toa, ela tem uma causa que pode ser um hábito errado, uma emoção pesada ou um pensamento destrutivo. Não podemos ignorar isso, a dor é um sinal preciosíssimo para nosso bem-estar, é um aviso que algo está em desequilíbrio e precisa ser revisto. Temos a sorte de que isso tem sido comprovado pela ciência e psicologias modernas que estão usando técnicas YogINs como respiratórios e meditação para melhorar as relações corpo/mente. Realmente, parar pra se observar e sentir-se melhor, ajustando comportamentos para uma vida mais equilibrada é uma oportunidade que o Yoga nos dá todos os dias quando sentamos no mat. Boas práticas!   Se quiser receber semanalmente conteúdos como esse clique no botão          

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Vídeos de Yoga | 11 mar 2021 | Equipe YogIN App

Que tal meditar ao som do Rio Ganges?

Que tal meditar ao som do Rio Ganges? Aproveite essa Meditação ao Som do Rio Ganges gravada na Índia. https://youtu.be/W0i0OwPxE_8

Postura de Lótus
Meditação | 5 mar 2021 | Daniel De Nardi

A experiência prática da meditação

A experiência prática da Meditação Esse ano, faz 20 anos que comecei a meditar. Foi em 96 que comecei a me aventurar na experiência de aquietar a mente. Antes mesmo de começar o Yoga, já lia e fazia alguns exercícios de meditação. Foi um treinamento que valeu a pena. Me trouxe muita coisa bacana pra minha vida. Dentre elas, reduzir minha dispersão quando preciso fazer alguma tarefa que exige atenção máxima, como escrever, ler ou ver algum filme. Sinto que essa capacidade de abstração dos sentidos, como o sábio Patañjáli, pai do Yoga dizia, me ajuda a explorar melhor tudo me interessa. Uma das coisas que esse tempo de prática me ensinou, é que nosso cérebro tem um princípio de conservação de energia. Esse instinto de sobrevivência dificulta muito qualquer tipo de mudança, mesmo começar um exercício que faz bem para nós como a meditação. O cérebro não quer fazer coisas diferentes, vai resistir até onde conseguir e criará desculpas para que você não mude seus hábitos. Ele não quer gastar energia, logo prefere que você continue lendo os mesmos tipos de livros, assistindo filmes com temas parecidos e também mantendo os exercícios físicos que você está acostumado a fazer. Nem isso o seu cérebro quer que você mude. Ele sempre trabalha pra fazer as coisas com o mínimo gasto de energia, logo mudar é forçar o cérebro a sair da sua zona de conforto e isso faz bem para sua capacidade de adaptação. Se você já teve alguma experiência com Meditação, provavelmente achou desconfortável e se nunca teve, pode esperar por uma experiência árdua. No começo é difícil mesmo. Você luta contra instintos de preservação da sua vida (pode acontecer até mesmo de você abrir os olhos no meio do exercício com medo que algo aconteça enquanto você está de olhos fechados). A proposta da meditação é algo que desafia o cérebro a mudar. Ficar atento a uma só imagem, força seu cérebro a não dispersar a atenção, algo que ele está acostumado e adora fazer. Por isso, ele não vai facilitar a vida e tentará buscar sensações e memórias que façam você parar com o exercício, abrir os olhos e voltar a olhar para as atualizções do seu celular. Persista. Não embarque nessa necessidade de dispersão, pois ela não é tão necessária assim, espcialmente enquanto você estiver meditando. Se deseja vencer, pelo menos alguma parte, dos seus turbilhões mentais, persista. Da mesma forma que cérebro rejeita a mudança, a medida que ele vai aprendendo a permanecer mais tempo focado no mesmo pensamento, a experiência da meditação trasforma-se completamente. Se você já praticou corrida sabe do que estou falando, no início parece insuportável, com o tempo pode até viciar. Meditar é conseguir dar mais atenção a você mesmo. Pense se você ficasse olhando para uma flor durante 5 minutos, sem pensar em mais nada, quantas informações você teria sobre ela que você nem sabia? Agora pensa fazer 5 ou 10, ou 15 ou 20 minutos deste mesmo exercício com você mesmo. Quanto você também não sabe sobre você?

Vídeos de Yoga | 25 fev 2021 | Daniel De Nardi

Playlists de exercícios de Yoga – Grátis

Playlists de exercícios de Yoga - Grátis Sempre falamos dos benefícios do yoga como pratica meditativa, fisica e de auto estudo. Agora queremos apresentar à você instrumentos para praticar conosco gratuitamente. Conheça: Nosso Canal de Podcasts O reflexões de um yogin contemporâneo é o único podcast brasileiro focado em yoga. Alimentado semanalmente pelo head de conteúdo do Yogin App, Daniel de Nardi possui conteúdo teorico profundo sobre meditação, yoga, aprendizado, evolução humana, espiritual e curiosidades. Playlist com exercícios de meditação Faz parte dessa playlist as meditações do #projetoyogin, meditação no Japa Om, no Rio Ganges e mais; Playlist com relaxamentos e visualizações Exercícios de relaxamento para a coluna, relaxamento para serenidade e mentalizações; Playlist com exercícios de Yoga Aprenda a fazer o bhastrika - a respiração de ganho rápido de energia - e o raja pranayama Playlist com músicas para sua prática Música de yoga para a sua prática, para acompanhar você nos exercícios de relaxamento, respiração e mentalização. Playlist com audiobook Ouvir uma leitura enquanto pratica outras atividades, é um ganho de tempo e aprendizado. Outras Acompanhe também o diário de um yogin - sobre reflexões durante uma jornada na índia. Aproveite e boas práticas    

kumbha mela
Filosofia do Yoga | 24 fev 2021 | Daniel De Nardi

Kumbha Mela – O maior agrupamento de gente da história do planeta Terra

Kumbha Mela - O maior agrupamento de gente da história do planeta Terra Num episódio do #diariodeumYogIN que encontro um casal de monges que mora cuidando de um templo a 300 metros de altura, a monja me falou muito sobre o Kumbha Mela. Agora pesquisando sobre o evento, que ela dizia ser a maior vibração de fé e força que se podia imaginar, achei esse curta metragem que foi campeão do prêmio TPOTY em 2014. A monja falava muito das milhares de tendas de sadhus e do quanto eles tem preferências nos banhos sagrados dos rituais. Esse vídeo é muito diferente da nossa realidade. [embed]https://vimeo.com/114207815[/embed] Se quiser se inscrever no nosso Canal do YouTube com vídeos semanais sobre Yoga, clique abaixo.   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 25 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga pode ajudar na redução do Stress?

O Yoga pode ajudar na redução do Stress? Pergunte aos seus amigos, o que é o stress? Alguns dirão, nervosismo, tensão muscular, outros frio na barriga, palpitação. Eles não estão errados, mas isso são os efeitos físicos do stress; o stress mesmo começa bem antes. Quando o cérebro entende que estamos numa situação de perigo, ele avisa ao corpo para que se proteja da ameaça. Não são apenas os humanos que se estressam, todo animal possui algum tipo de defesa em casos de risco. A sensação de medo aciona o sistema simpático ( que de simpático não tem nada, pois é o sistema responsável pela luta ou fuga, o sistema simpático é responsável pelos instintos mais primitivos de sobrevivência). Quando isso acontece, todas as sensações descritas pelas pessoas, começam a aparecer, o batimento cardíaco aumenta, os vasos sanguíneos se contraem para que menos sangue seja perdido caso haja corte, os sentidos se aguçam, as pupilas de dilatam para vermos mais detalhes, o sangue sai de órgãos como estômago ou intestinos e se desloca para o cérebro e músculos. Estamos prontos para lutar bravamente pela vida, só que como será a digestão de alguém muito estressado durante vários dias?  O que desencadeia o stress é uma percepção subjetiva de um risco aparente. Cada pessoa, internamente identifica algum tipo de ameaça e aquilo vai afetá-la na proporção direta do seu medo. Em outras palavras, o stress começa por causa de alguma insegurança, um medo que quanto maior, maior o estado do stress. O stress em si não é ruim, ele já salvou nossas vidas inúmeras vezes. O ponto é que há um preço a ser pago pelo corpo por todas essas alterações hormonais. Como o corpo gasta muita energia para entrar no estado de luta ou fuga, se o estado for repetido constantemente, o sistema imunológico cai, a recuperação do corpo é prejudicada e mesmo dormindo, alguém com altas taxas de cortisol, permanece cansado. No médio prazo, pode aparecer efeitos como tristeza e depressão. A Organização Mundial de Saúde vem chamando a atenção para a gravidade de doenças relacionadas ao coração. 90% das pessoas com diabetes ou doenças cardíacas desenvolve esses sintomas por causa do estilo de vida. É uma unanimidade entre especialistas, que o maior risco de doenças cardíacas se dá em pessoas com pressão alta, altos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Fatores relacionados às respostas do stress e má alimentação.   O stress quando salva nossa vida é bem vindo, o problema é quando geramos o stress em situações desnecessárias, por motivos que não valiam esse esforço luta/fuga. Passar constantemente por situações estressantes, desequilibra a vida, tira a pessoa do eixo.   Centenas de estudos como este, demonstram melhorias importantes relacionando meditação a redução de ansiedade e depressão. Hoje é comum praticantes procurarem o Yoga para baixar os níveis de cortisol ( um hormônio que indica um estado constante de stress),   Mas será que o Yoga consegue fazer isso? A primeira definição do Yoga foi feita por Patanjali, um importante mestre de Yoga dizia que o Yoga é a suspensão das agitações mente/emoções. Numa leitura científica, Patanjali estaria dizendo que deve-se evitar usar demais o sistema simpático (aquele que ativa fuga/luta) e que também deve-se usar o outro sistema o parasimpático, responsável pelo descanso e digestão, por reabilitar o corpo, deixando revigorado. Patanjali propõe um caminho de não agitação, não stress, caminho de equilibrio entre o vigor e a calma. Uma pessoa estressada, sente-se de alguma maneira ameaçada, isso provoca agitação. Ela vive o medo, deixa de ser ela mesma e por isso, passa longe do estado sugerido por Patanjali. Por outro lado, a melhor forma de se ativar o sistema parassimpático, produzindo revigoramento físico e mental é a prática de Yoga. O Yoga apresenta muitas ferramentas para atuarmos melhor nas causas do stress e suas respostas.   Contato com sua respiração - fisiologicamente uma das respostas mais imediatas do stress sobre o corpo é a alteração da respiração. Tornar a respiração lenta e profunda muda completamente o estado interno. O cérebro entende a respiração profunda como um momento de segurança e com isso diminuiu as substâncias para defesa como adrenalina e outras.  Relaxamento físico - tanto as posições físicas quanto os exercícios de relaxamento possibilitam descontração muscular, liberando tensões e melhorando a circulação sanguínea. Meditação - o terceiro ponto, relacionado ao quanto, nossa percepção de mundo pode mudar e o quanto isso evita o stress, precisaremos voltar a Patanjali. No seu livro Yoga-Sutra, Patanjali trata de klêshas, obstáculos para alcançar a estabilidade YogIN. Para ele, o que dificulta a vivência constante do EU são esses 5 fatores:   Ignorância; Apego; Aversão Egotismo; Medo.   Podemos explorar os 5 klêshas em outro texto, mas agora, é o último que nos interessa - MEDO! Nos primeiros sutras (aforismos), Patanjali diz que o YogIN só tem duas possibilidades: ou encontra sua identidade ou irá se identificar com personagens, no caso desse klêsha, um personagem tomado pelo medo (stress). Em seguida, descreve diversos sentimentos decorrentes dessa identificação com o medo, tais como angústia, infelicidade e nervosismo. A busca do YogIN é livrar-se do que lhe afasta do EU, os klêshas que impossibilitam a estabilidade mente/psiquismo. A palavra sânscrita satya, verdade, vem de sat, ser, existir. Então a verdade de satya não é no sentido de contar uma verdade, mas de ser verdadeiro. Essa é a maior verdade, uma verdade que gera convicção, pois você é você mesmo e isso é essencial para estar seguro. Patanjali indica satya como um passo importante na libertação do YogIN. Entre todas as suas técnicas, pranayamas, asanas e especialmente na meditação, o que o Yoga se propõe a fazer é revelar o EU. Trazer ao praticante aquilo que ele já é, e sempre foi, mas nem sempre trouxe essa essência para o mundo. Quando há conexão com EU há esse sentimento de Satya, o verdadeiro sentimento de SER quem se verdadeiramente é. Para saber se você tem vivido próximo ao EU, olhe para sua vida e observe se mesmo com os altos e baixos, de uma maneira geral a direção faz sentido pra você. Quando você percebe esse sentido, passa não se incomodar tanto com os obstáculos, mas aprende com eles. A vida se tona mais leve, seu EU é mais presente. Por outro lado, se fazendo a análise você notar que há um desalinhamento, que você parece estar deslocado de lugar, fazendo algo que não gosta, vivendo uma vida que não é sua, provavelmente, por diversas razões, mas o desalinhamento por si só, põe nosso psiquismo em estado de stress.  Viver desconectado daquilo que você realmente é, gera insegurança, você pisa num terreno desconhecido, logo vê perigo a frente o tempo todo e o corpo responde com stress. Diminuir o stress requer prática dos exercícios de Yoga, mas também uma vontade do praticante de vencer esses medos. Encará-los para conseguir distinguir dentro das sensações o que é realmente seu, o que verdadeiramente ameaça-o, o que é pura construção do psiquismo. Meditar é trazer o EU para o eixo e depois tentar trazê-lo para o dia a dia. Encontrar sua estabilidade interna, para agir no mundo, seguro que o seu EU está fazendo o melhor.       Baixe GRÁTIS o e-book - O Yoga e o Stress