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Dicas de Yoga | 10 jul 2021 |

É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente

Corpo e Mente! Nosso corpo é um centro de informações de nós mesmos. Ele é uma linguagem não verbal que não mente. Conhecer o corpo é saber lidar melhor consigo mesmo e com os outros. Seu corpo é o registro de sua mente. Observe seu corpo neste momento. Leve toda sua atenção à região dos seus ombros e do seu pescoço. Sinta como se encontram os músculos da região do alto de suas costas. Faça respirações nasais e profundas procurando a cada expiração relaxar toda essa musculatura que envolve a região mencionada. Procure agora observar seu colega ao lado. Observe sua respiração seus ombros e o movimento do seu pescoço. É possível detectar o estado emocional de uma pessoa olhando apenas fixamente para seu tórax e para a região de seus ombros. Ombros contraídos e respiração curta geralmente são sinais de stress preocupações e ansiedade. Como o Yoga pode te ajudar? A prática do Yoga te propõe uma auto observação. Através das posturas do Yoga você aprende a reorganizar seu corpo e consequentemente sua mente. Você começa a entender como seu corpo funciona a partir da sua auto observação. Encontrando novos hábitos posturais trazendo maior consciência à todas as partes do corpo. Através das ferramentas do Yoga começamos a perceber o reflexo de nossas emoções projetadas em nosso corpo. Observe-se durante seu ambiente de trabalho quando é necessário entregar um relatório e seu filho já está na saída da escola te esperando e você acabou de se lembrar que esqueceu sua chave dentro da outra bolsa que ficou em casa. A respiração oscila os ombros enrijecem. Através das posturas do Yoga observamos nossa musculatura tensionada. A medida que passamos a nos tornar conscientes de nós mesmos adquirimos domínio sobre nosso corpo e mente e encontramos a paz. Mudando aspectos corporais mudamos também nosso estado emocional.Ao trabalharmos a musculatura do corpo dissolvemos tensões e emoções reprimidas. As emoções ficam retidas em nossa musculatura. Através das posturas do Yoga podemos trabalhar descondicionamentos. Através de posturas que muitos consideram malucas atuamos na desconstrução de um corpo moldado através da mente. Preparei para vocês uma prática com foco na flexibilização da região dos ombros pescoço alto das costas e braços. Procure se observar antes da prática durante e pós prática e faça seu auto estudo. É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente.  

o nome sirshasana - Sirsasana
Filosofia do Yoga | 7 jul 2021 | Daniel De Nardi

O Nome Sirshasana – Invertida Sobre a Cabeça

Entenda o nome sirshasana - postura mais excêntrica do Yoga, a invertida sobre a cabeça. Referindo-se a postura de invertida sobre a cabeça não aparece em nenhuma escritura antiga o que sugere duas hipótese, uma é que a posição seria uma técnica iniciática, ensinada apenas aos yogins avançados que passavam pelas provas do treinamento. Outra possibilidade é que a postura tenha sido criada em tempos recentes. No entanto, a cabeça é uma região com muitos significados na Cultura Yogin.  Esta parte representa o topo do corpo, o que existe de mais elevado na manifestação física. Atualmente, a Ciência reconhece o cérebro humano como a mais complexa manifestação física que temos conhecimento. Na Índia, o cume das montanhas é considerado um local sagrado, onde os grandes sábios se encontram. Segundo a mitologia Shiva, o criador do Yoga, habita o cume do monte Kailash, nos Himalayas. Ainda hoje, yogins ascetas isolam-se nas montanhas para períodos de intensificação de suas práticas. Por ser o local dos sábios, a cabeça representa a sabedoria. É também a sede dos chakras superiores, entre eles o ajña, na região do intercílio. Ajna, significa comando. Este chakra representa o comandante, aquele que tem a melhor visão das situações e que consegue agir com mais sabedoria. O ájña é o chakra que aceita o comando interno.  A posição invertida dá ao yogin, a possibilidade de ver sob outro ponto de vista. Enxergando tudo de cabeça para baixo, podemos encontrar soluções para situações aparentemente impossíveis de serem desvendadas com a visão normal das coisas. Ver o mundo ao contrário, mesmo que seja por alguns minutos pode fazer muito bem para a sua sabedoria. Experimente!   obs: esta foto foi tirada nos Himalaias, a cordilheira mais alta do mundo.   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os asanas! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 2 jul 2021 |

A maneira correta de ficar em pé

A maneira correta de ficar em pé “É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente.” B.K.S Iyengar É necessário prestar atenção à maneira correta de ficar em pé. ⠀ Frequentemente colocamos o peso do corpo sobre os calcanhares ou nas bordas dos pés ou até mesmo deslocamos todo o peso do corpo para os dedos dos pés. ⠀ Isso pode ser notado observando como a sola e saltos dos sapatos se desgastam. ⠀ Devido a má distribuição do peso do corpo sobre os pés adquirimos deformidades particulares que prejudicam a elasticidade da coluna. Passamos muito tempo do dia com os pés presos em sapatos de salto e tênis. Perdemos a aderência da sola dos pés no solo assim como a flexibilidade da musculatura dos pés. ⠀ É importante sentir o contato dos seus dedos dos pés metatarsos e calcanhares no solo. Procure concentrar o peso do seu corpo em ambas partes de forma igual. Sentir o toque dos pés no solo é sentir a nossa relação com a realidade. ⠀⠀ Segundo Iyengar se ficamos em pé com o peso do corpo jogado somente sobre os calcanhares sentimos uma mudança no eixo de gravidade os quadris ficam soltos o abdômen fica protuberante o corpo se inclina para trás a coluna sente esforço e como consequência logo sentimos cansaço e a mente embotada. É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente. Sente-se leveza no corpo e a mente adquire agilidade. Tadasana também denominada a postura da montanha é a postura básica de pé realizada nas práticas de Yoga. Esta postura consiste em permanecer em pé firme e ereto. Permancer em Tadasana além de atuar no âmbito físico atua também no energético equilibrando assim o Muladhara Chakra. O Muladhara Chakra é conhecido também como Chakra raíz ou de base. Muladhara é uma palavra sânscrita que significa “apoio da raiz”, mula significa raiz e adhara, suporte ou apoio. Este Chakra está localizado na base da coluna na região do períneo e está relacionado à sobrevivência. Desequilíbrios neste chakra são comuns em pessoas que não tiveram estabilidade na primeira infância. O sentimento de medo é portanto uma das características do desequilíbrio deste chakra. Medo de ser quem você é ou de mudanças pode estar relacionado a este desequilíbrio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas o que são Chakras? Chakras são centros de energia que se conectam com o corpo físico. São centros energéticos de captação, armazenamento e distribuição de energia vital (o prana) no corpo. Quando tocamos nossos pés corretamente no solo estabelecemos conexão com o elemento terra trabalhando assim nossa segurança e estabilidade. Além do âmbito físico e energético o Tadasana também atua no mental. Quando permanecemos estáveis em Tadasana a mente também ganha estabilidade. Em Tadasana mantemos o queixo paralelo ao solo e a verticalidade da coluna. Os ombros são projetados para trás e para baixo. Quando levamos nossos ombros para trás abrimos o peito aumentando assim nossa capacidade pulmonar. Quando respiramos melhor melhoramos nosso bem-estar nossa saúde e alteramos nosso padrão emocional. A qualidade da nossa respiração está intimamente ligada ao nosso padrão emocional Uma vez em Tadasana quando projetamos o peito a frente e os nossos ombros para trás incorporamos uma atitude corporal de confiança e estabilidade. Observe uma pessoa com ombros arqueados para frente. Uma das causas pode ser a falta de fortalecimento da musculatura da região das costas Por outro lado pode ser sinal de timidez medo de enfrentar as situações ou medo de se expôr ou simplesmente um mal hábito. Atualmente quantos de nós passamos longos períodos com o queixo projetado para baixo por conta do uso abusivo dos computadores e celulares. Com a projeção do queixo para baixo automaticamente arqueamos nossos ombros para frente desestabilizando nossa postura. Desta forma limitamos nosso ângulo de visão assim como reduzimos nossa mobilidade da região cervical. A má postura como esta descrita acima a longo prazo pode gerar padrões corporais e condicionamentos. Trabalhando a permanência em Tadasana através da consciência sobre seu próprio corpo é possível reconhecer esses padrões. Uma vez detectado podemos desconstruí-los. Se não tomamos consciência disso começamos a criar registros e marcas em nosso corpo. Ao permanecer em Tadasana procure afastar seus ombros das orelhas relaxando a região dos ombros onde acumulamos tensões do dia a dia. Muitas das tensões do dia a dia ficam registradas em nossa musculatura gerando dores e limitações de movimentos. Por isso que muitas vezes durante uma prática de yoga algumas pessoas choram pois passam por uma verdadeira catarse de emoções reprimidas uma vez que suas emoções estiveram impregnadas em sua musculatura. Quando relaxamos conseguimos agir sobre os músculos tensionados. Muitas vezes essas tensões estão associadas a acontecimentos passados ou emoções não resolvidas. Segundo Pierre Weil e Roland Tompakow em O Corpo Fala nosso corpo é antes de tudo um centro de informações para nós mesmos. É uma linguagem que não mente. Através de uma postura correta que começa desde o apoio correto dos pés no solo a energia circula melhor assim como o fluxo sanguíneo. A boa postura está relacionada aos aspectos físicos energéticos fisiológicos mentais e comportamentais. Através do corpo também enviamos mensagens. O corpo também é o nosso meio de comunicação. Ele manifesta posicionamentos internos e expressam sentimentos Quando nos comunicamos a maioria da comunicação não é explícita. A comunicação também pode estar implícita na sua atitude corporal. O corpo é uma linguagem não verbal silenciosa. Uma ferramenta poderosa para quem está em busca do auto-conhecimento.  Namastê.  

Filosofia do Yoga | 24 jun 2021 | Equipe YogIN App

A maior aula de Yoga do Mundo

A maior aula de Yoga do mundo A maior aula regular de Yoga do mundo . O vídeo mostra uma dessas aulas que acontecem em Red Rocks, no estado americano do Colorado. Esta aula que acontece apenas nos finais de semana e durante os meses de junho a agosto pode ser considerada a maior aula regular de Yoga do mundo. Veja mais informações no vídeo! Obrigado a Raissa de Souza Rossi pelas imagens ;)      

Paschimottanasana
Dicas de Yoga | 15 jun 2021 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

guru
Filosofia do Yoga | 14 jun 2021 | Cherrine Cardoso

A síndrome do “Ser Guru”

A síndrome do “Ser Guru” Estamos passando por uma fase interessante no desenvolvimento na classe humana, já reparou? Parece que estamos entrando num despertar coletivo na busca de algo que faça mais sentido para a grande dúvida do homem: quem sou eu? qual minha missão nessa vida? Pois bem, a resposta não vem de forma simples e juntamente com este despertar e com as perguntas, surgem aqueles que garantem te conduzir ao caminho das descobertas. Na verdade, os questionamentos não são recentes e nem a busca incessante por encontrar as respostas o são. Tanto que já passaram por este planetinha centenas de filósofos e profissionais ligados a psique humana para contribuir com essas dúvidas. E por conta deste ciclo, em que mais pessoas tem buscado algo que lhes auxilie nestas questões, surgem profissionais de vários calibres falando sobre autoconhecimento, alta performance, coachings, mentores, entendidos de todos os assuntos. Como em todo mercado a procura gera a demanda, né? Mas, como saber em quem confiar? Essa sim é uma pergunta difícil de responder. E por quê? Porque todos somos gurus em potencial. Todas as pessoas que somam experiências de vida, podem ser grandes professores. Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades. Os profissionais destas áreas, que visam contribuir para que você encontre o seu caminho e as suas verdades, têm um papel importante sim, mas é preciso um bom filtro para saber quem é o certo para você. E se a pessoa que você está seguindo têm algo real a contribuir; se só fará você se perder mais no seu caminho ou se estará fazendo você desperdiçar um tempo precioso no processo. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Não existe profissional perfeito, porque o profissional em si é uma pessoa. E todas as pessoas carregam suas imperfeições. E, não estamos imunes a elas. Mas dentro de uma gama bem ampla de opções, ainda mais nos dias de hoje com o advento da internet e redes sociais, você precisa deixar seu botão de alerta ativo, para que encontre profissionais sérios e não somente os grandes charlatões. E olha, tem vários. Bons mentores, bons professores, bons coachings são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos. Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda pra si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele. E por que esse assunto é importante? Para que seu crivo te ajude a escolher o melhor para você. Podemos ter vários gurus ao longo de nossa existência. Se parar para analisar, seus primeiros professores estavam dentro da sua casa. Foram seu espelho e referência pelos primeiros anos de sua vida até que chegassem os outros. E neste caminho, tantos puderam te levar a muitos aprendizados. Mas quando o questionamento é existencial como: quem sou eu, o que eu tenho que fazer, qual minha missão? Sua escolha deve ser cuidadosa, pois o caminho que seguir poderá te ajudar ou só deixa-lo ainda mais confuso. Uma outra dica que eu vejo como importante é: gurus que usam muito o pronome EU, talvez ainda estejam demasiadamente envoltos numa cortina de seu próprio ego. Eu sei, eu posso, eu consigo, eu conheço o melhor caminho para..., eu tenho as respostas... esse EU incessante demonstra pouca humildade e uma necessidade de reconhecimento constante. Dessa maneira, em algum momento, a admiração que temos por quem tem algo a nos ensinar, passa para uma grande frustração por alguém que promete e fala demais, mas não aplica seus próprios conhecimentos. Estamos todos neste caminho? Sim. Mas há quem reconheça que segue aprendendo, mesmo na polaridade de ensinante; e há quem já se julgue sábio o suficiente, a ponto de não precisar de feedbacks de ninguém. Destes, corra!  

nao pule o shavasana
Respiração e Relaxamento | 10 jun 2021 | Déb

EBOOK – COMO ATINGIR O ESTADO DE RELAXAMENTO?

EBOOK - COMO ATINGIR O ESTADO DE RELAXAMENTO? Orientações simples, rápidas e práticas baseadas no ensinamento ancestral do Yoga para você entrar em um estado de paz interior, serenidade e tranquilidade! Acompanhe o passo-a-passo para conseguir produzir um relaxamento Local para prática, postura para o relaxamento, qual música escutar entre outras dicas Entendendo sobre o SHAVASANA e YOGANIDRA e seus benefícios Qual a relação entre SHAVASANA e YOGANIDRA?     Clique no botão abaixo e aprenda isso e muito mais com o nosso e-book gratuito!     new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

YogIN App
Filosofia do Yoga | 29 maio 2021 | Willy Bugner

Você é um bom Yogin?

Como é ser um bom Yogin Ser capaz de fazer poses exóticas, invertidas e colocar as palmas das mãos no chão durante o Uttanasana significa, necessariamente, que você é um bom yogin? Não. O principal objetivo do yoga não é o aprimoramento físico, nem a flexibilidade, mas a meditação. O Yoga, segundo Patanjali, é a redução da instabilidade da mente. Significa ser capaz de direcionar a sua atenção para um ponto específico, não obstante o desconforto físico, psicológico e emocional, mantendo o foco e percebendo-se o observador externo ao corpo, mente e sentimentos. Isso é a meditação. Então basta ser capaz de meditar para ser um bom yogin? Não é só isso, mas estamos na direção correta. A meditação é o meio, o instrumental utilizado para transformação em uma melhor versão de si mesmo. A meditação é um treinamento da mente, que leva à autoavaliação. O objetivo não é meditar muito ou por muito tempo, mas se transformar em uma pessoa melhor. Se você está mais calmo, mais feliz e não se abala com as vicissitudes da vida, como acontecia anteriormente, você está no caminho certo. Se, além disso, não mais se compara a terceiros, mas sim a si próprio, de maneira gentil e responsável, está indo muito bem. Portanto, a prática constante do yoga, com asanas, pranayamas e, principalmente, meditação, permite a autorreflexão que leva ao aprimoramento moral e comportamental. Enfim, respondendo à pergunta inicial, o bom yogin é aquele que cresce durante sua jornada de autodescobrimento, iluminando a si próprio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Dicas de Yoga | 28 maio 2021 |

Pragmatismo, ceticismo e meditação

Ceticismo e meditação! Para um cientista a palavra transcender significa elevar sob ou  ir além de um determinado limite, superar. Logo, quando pensamos que a todo o momento estamos superando limites, a todo o momento estamos transcendendo algum tipo de obstáculo. Talvez pela minha formação ou mesmo minha criação, acredito que transcender é simplesmente transpor um obstáculo, seja ele conseguir o emprego dos sonhos, ou obter o desempenho desejado num determinado esporte. Assim, quando comecei a praticar Yoga há 10 anos, sempre me fascinou a meditação, que implica em transcender matéria, corpo e se conectar com seu eu (o tão famoso self, estar presente). As ideias de estar presente, viver o agora,  essa noção Renato Russo: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque na realidade não há. Era isso que buscava quando comecei minha jornada. Era uma manhã fria quando saí de casa para minha primeira aula. Pensei, é agora que consigo ficar uma hora no silêncio dos meus pensamentos, até aquietá-los. No entanto, não foi o que aconteceu, ao contrário, fizemos uma série de exercícios físicos, alguns respiratórios e a professora, na sua calma, explicava o propósito de cada Asana e cada movimento que nosso corpo fazia. Confesso que quando saí da aula, senti que talvez não era bem aquilo que procurava, senti também partes do meu corpo que não sabia que estavam lá. Fiquei intrigada e resolvi ir uma segunda vez. Também não meditamos, fizemos alguns exercícios respiratórios que não entendi bem o propósito, fiquei montando mentalmente, para ser sincera, minhas aulas de administração que iria dar aquele dia. E assim foi por um longo tempo. Anos acho....não tenho  muita certeza. Quando tinha uns 4 ou 5 anos de prática, me mudei e também passei a frequentar outro espaço de Yoga. Tive a feliz constatação de que nesse novo espaço tinha uma aula específica para meditar. Foi então que nos primeiros 5 minutos a professora nos explicou que deveríamos liberar nossa mente de pensamentos. E fez uma brincadeira que não sabia ser uma história, uma parábola feita a outro Yogin muitos milênios atrás. Disse ela então: pessoal, meditar é simples. Fechem os olhos, se concentrem na respiração e não pensem em macacos. Mas por que diabos eu iria pensar nisso? Todos que praticam conhecem a parábola e foi exatamente isso que me aconteceu, eu só vi macacos durante uns 35/40 minutos que ficamos em silêncio. Nessa aula fizemos vários exercícios, meditações guiadas, exercícios de concentração, de memória. Eles corriam em paralelo com a prática de asanas. A prática física permitiu o vigor mental para que depois de uns 6/7 anos de prática eu finalmente conseguisse sentar confortavelmente sem dor ou formigamentos em nenhuma região. Isso vai de cada um,, cada um tem seu tempo. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Alguns efeitos interessantes que senti foram maior clareza mental, controle e tranquilidade após todas as sessões meditativas. Na prática ficamos sentados com a mente num estado interessante de”não pensar”. É a melhor descrição que pude encontrar do processo. No entanto, em sendo pragmática e cética, nunca pensei que ficar alguns minutos do dia ou algumas horas pudessem provocar algum efeito sob o corpo ou a mente. Claro que a prática física permite que você tenha resultados efetivos de força, flexibilidade, mobilidade, superação, transcendência. Mas a prática mental também. Sabemos, como cientistas, que o cérebro também pode e deve ser exercitado, sejam com exercícios matemáticos ou mesmo com exercícios de alta concentração mental. Sabemos que em se praticando podemos até produzir mais ou menos impulsos elétricos que permitem melhor funcionamento do coração, dos órgãos em geral e até mesmo do sistema imunológico. Isso tudo é comprovado, não preciso aqui me ater a isto. Tão somente quero deixar registrado um depoimento pessoal, de uma pessoa cética e pesquisadora curiosa. Sou formada em administração e nos anos que participei de pesquisa, sempre procuramos testar hipóteses. Como por exemplo, será que existe relação da variável A e B. Fácil saber:  basta você testar a relação. Mas como cientista social também sei a dificuldade de testes usando como cobaias seres humanos. Assim, com esse enquadramento mental, passei a fazer testes pessoais: meditar antes de palestras importantes, entrevistas, reuniões. Tentar usar a meditação como simplesmente aquietamento. Percebi que fico mais perceptiva e empática a outras pessoas. Isso significa que percebo melhor o que o aluno, por exemplo, quer saber, está com dúvidas. Parece simples, mas isso melhora a qualidade da aula. Seja ela uma aula de Yoga ou uma aula na faculdade de administração. No dia a dia, também percebi mudanças circunstâncias, fiquei mais calma, com a fala mais mansa, e com melhor claridade para resolver qualquer problema que por ventura ocorre. Faz muitos anos que não tenho uma explosão emocional, TPM não conta..... Mas o mais engraçado disso tudo foi como aprendi a meditar. Todas às sextas durante muitos anos faço uma aula que trabalha articulações e por acaso ela é voltada para mobilidade na terceira idade. Uma das alunas que tivemos foi a Lúcia ( que já está em outro plano, para os que acreditam). A Lucia tinha coleção de contadores de passos e vivia me contando que tinha um fascínio por contar passos, nos diversos locais que ia a pé no centro da minha cidade. Ela me mostrava seu contador sempre que chegava na sala, para dizer que tinha se exercitado, o que iria melhorar a prática dela de yoga. Sempre me contava e a professora que isso aliviava sua cabeça e a distraia, já que era muito sozinha. Numa das práticas de meditação a Lúcia me falou que contar a ajudava a relaxar. A professora sempre falava para nos fazermos isso e eu achava banal que não levaria a lugar nenhum. Daí comecei a mentalizar minha ida a pé até a universidade e contar os passo até lá....rs Ufa anos depois meditei. E te falar que o tempo não passou, como se você ficasse boiando num tempo paralelo, numa sensação de leveza. Voltei revigorada. Cada um, tenho certeza, tem a sua história com a meditação e com o Yoga. Mas meditar implica num trabalho de dedicação que não somente mental, mas também físico de flexibilização da mente e do corpo. De acordo com os textos védicos, a meditação é uma prática onde o individuo foca a mente num objetivo, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional. Talvez os textos hinduístas védicos sejam os primeiros a terem usado a meditação como forma de encontrar a libertação, ela entendido como sendo a libertação de tudo, inclusive emocional e material. É comum encontrarmos figuras e deidades em posturas meditativas dentro da tradição hinduísta. Já a chegada da meditação no ocidente trouxe a evolução do estudo sobre o self e a acuidade mental. Questões de atenção plena, desenvolvimento mental para alterar estruturas do corpo físico. Tudo isto feito numa perspectiva cientifica. Acredito que ainda temos um longo caminho a evoluir. Assim, como professora, pesquisadora e curiosa continuo nos meus estudos. E seguimos na contagem dos passos da vida para que assim possamos tranquilizar e sintonizar com nossa verdadeira essência. Namastê 

Utthita Parsvakonasana
Dicas de Yoga | 21 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Utthita Parsvakonasana – Postura de Yoga

Aprenda a executar o Utthita Parsvakonasana! Utthita = Estendido · Parsva = Lado ·  Kona = Ângulo · Asana = Postura Utthita Parsvakonasana ou Pose do ângulo lateral estendido utiliza todos os músculos do corpo, alongando os quadris, pernas, tornozelos, joelhos e isquiotibiais; tonifica os músculos abdominais e fortalece o assoalho pélvico. Esta postura de aparência simples também é conhecida somente como Parsvakonasana e ajuda a compor a série fundamental do método Ashtanga Yoga. Você pode se surpreender com a dificuldade de manter uma permanência longa nesta postura por ela reunir alongamento, equilíbrio e força. Diversas forças e ações trabalhando em oposição te obrigam a levar a consciência por todas as partes envolvidas. A postura trabalha o segundo chakra contribuindo para tratamento da fertilidade e de problemas menstruais. Melhora o funcionamento do intestino e a irrigação sanguínea dos órgãos abdominais, estimula a digestão e trabalha equilíbrio. Inicie em Tadasana. Afaste os pés e os braços na estrela. Deixando que as pernas formem um triângulo equilátero com o chão (3 a 4 pés de distância) e os braços se afastem na altura dos ombros. Palmas para o chão. Vire o pé direito 90º para fora. Mantenha os calcanhares alinhados. Durante uma exalação, dobre o joelho direito até alinhar com o tornozelo e desça a mão direita ao chão apoiada ao lado externo do pé direito. Tente deixar a coxa paralela ao chão. Eleve o braço esquerdo acima da cabeça, alinhando com a linha da sua orelha e direcione a palma para o chão. Feche levemente a axila em direção ao seu rosto com um movimento que inicia nas escápulas. Ombros afastados da orelha. Olhe para seus dedos da mão esquerda. Mantenha o tronco longo e a força de suporte da postura nas pernas e no tronco. Não deixe pesar na mão apoiada ao chão nem que o peso do seu quadril te “puxe” para baixo. Para isto, pise firme com o pé esquerdo no chão esticando a perna esquerda e apoiando bem a lateral externa do pé fazendo com que seu tronco e perna esquerda formem uma linha sem quebra. Mantenha uma rotação da coxa direita para fora, de forma que seu joelho permaneça acima do tornozelo. Mantenha peito aberto e alongado, não deixe seu tronco se fechar direcionando para o chão. Inspire e suba novamente na estrela. Nesse momento você irá perceber se estava centralizando a força corretamente. Quando estamos apoiados na mão, é mais difícil subir com a força dos músculos da perna e core. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Gire o pé esquerdo e repita tudo para o outro lado. “Se todas as instruções fornecidas até agora foram seguidas com precisão, o rosto mostrará uma expressão de felicidade e serenidade. Se a expressão do rosto é de esforço ou ambição, há chances de termos nos perdido em algum extremo da postura, e é hora de recuar. Se tivermos alcançado o equilíbrio sutil entre todos os músculos envolvidos, resultará a liberdade, a leveza e o silêncio interior. Isso é yoga” - Gregor Maehle, Ashtanga Yoga Practice and Philosophy Pessoas que sofrem de insônia e pressão arterial alta devem evitar este asana. Faça uma variação sem mover a cervical se possuir sensibilidade na área e não pratique se tiver dor de cabeça. Se você é iniciante e/ou possui pouca flexibilidade, talvez seja válido executar a variação apoiando o cotovelo direito no joelho direito, no lugar de tentar levar a  mão ao chão ao lado do pé. Como na variação completa, não deixe o peso do seu corpo apoiado totalmente no cotovelo, faça a musculatura do seu tronco trabalhar. Sempre priorize o alinhamento pois o alongamento é uma conquista. Como sempre digo: Não sacrifique o alinhamento pelo alongamento! Bom treino de Utthita Parsvakonasana!

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