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Filosofia do Yoga | 19 jun 2020 | Daniel De Nardi

Os dois olhares do Pavão – Mayurasana

O pavão é um animal original da Índia, por isso é um dos símbolos mais importantes do país.  O pavão aparece como o veículo de divindades como Saraswati, a deusa da sabedoria, e Skanda, filho de Shiva e deus da guerra.  A cauda do pavão apresenta desenhos que se parecem com olhos. Quando o pavão abre sua cauda deixando “os olhos” o observarem, cria um cenário que parecesse com o teatro, pois ele fica a frente sendo observado pelos diversos “olhares” da sua cauda.O olhar da cauda pode ter dois caminhos, quando representam olhos externos estimulam a vaidade e o egocentrismo. Entretanto, os olhos da sua cauda também podem representar um movimento de observação interna. Na postura do mayurasana, também pode-se adotar essa postura com as duas visões. Se o yogin a pratica o asana unicamente para demonstrar como consegue executar posturas avançadas, desenvolverá unicamente a vaidade. No entanto, a cauda aberta, pode ser um estímulo para uma auto observação profunda do corpo no processo de autoconhecimento, caminho que consideramos mais acertado na visão do Yoga. O Mayurasana é uma das posturas citadas em uma das escrituras mais importantes do Yoga, a Hatha Yoga Pradipika: “I:30. Mayúrásana: colocam-se as mãos firmemente no solo e eleva-se o corpo no ar, apoiando o ventre sobre os cotovelos; o corpo fica reto como um bastão. I:31. Este ásana cura diversas doenças como o inchaço do abdômen e moléstias digestivas e outras enfermidades abdominais; elimina as disfunções provocadas pelo desequilíbrio entre vata, pitta e kapha; facilita as digestões pesadas e ajuda a digerir incluso o mais poderoso dos venenos.” As escrituras nathas feitas pelos criadores do Hatha Yoga são textos cifrados, com diversos conceitos que precisam de um conhecimento prévio para serem compreendidos. No caso do mayurasana, obviamente a postura não impede o envenenamento, “ ajuda a digerir incluso o mais poderoso dos venenos. Essa citação é usada para demonstrar o poder purificador que essa postura pode produzir. Ao comprimir o cotovelo contra os órgãos abdominais estimula-se o funcionamento destes, bem como a eliminação de toxinas que podem se acumular nessas partes do corpo. Nas últimas duas semanas, os professores do YogIN App tem ensinado nas aulas ao vivo diversas variações desta postura bem como treinamentos para dominá-la. Já fez alguma dessas aulas ? E aí , conseguiu dominar a postura? Se sim, lembre-se que o caminho é o do autoconhecimento e não o da exaltação da vaidade. Boas práticas a todos e muita limpeza do Mayurasana.    Está acompanhando a Semana do Yoga do YogIN App?  Quer participar? Basta clicar no Botão abaixo e fazer sua inscrição gratuita para acompanhar todo o conteúdo incrível que preparamos para você!          

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Dicas de Yoga | 22 jun 2020 | Adri Borges

Adho Mukha Svanasana, uma das posturas que faz parte da sequência do Surya Namaskar.

Adho Mukha Svanasa, entenda a postura.  Ao praticar os asanas, o corpo do yogui assume formas que se assemelham à diversas criaturas. É portanto desta forma que sua mente aprende a não desprezar nenhuma criatura, pois sabe que o mesmo Espírito Universal sopra em toda a criação,desde o menor inseto até o sábio mais perfeito. Algumas posturas têm nome de plantas, outras de insetos, animais aquáticos, quadrúpedes ou anfíbios. A postura Adho Mukha Svanasana, lembra a de um cachorro estendendo-se com a cabeça e as patas dianteiras para baixo e a traseira para cima. Adho Mukha significa ter a cara virada para baixo.Svana significa cachorro. Esta postura é popularmente conhecida como a postura do cachorro olhando para baixo. Segundo B.K.S.Iyengar a postura é especialmente apropriada para corredores cansados após uma corrida dura. Ela proporciona aos velocistas rapidez e leveza nas pernas. Ele completa dizendo que uma longa permanência nesta postura, quando se está exausto,remove a fadiga e recupera a energia perdida. A postura alivia a dor e a rigidez nos calcanhares e ajuda a suavizar esporões do calcâneo. Ela fortalece os tornozelos e modela as pernas. A prática deste asana auxilia a erradicar a rigidez na região das escápulas e aliviar a artrite nas articulações dos ombros. Os músculos abdominais são tonificadas e levados em direção à coluna. Como o diafragma é levado para a cavidade do tórax, a frequência cardíaca é reduzida.  Ao abaixar o tronco,aumentamos o fluxo de sangue para a parte superior do corpo retirando a pressão do coração,fazendo fluir o sangue para o cérebro. Esta é uma postura estimulante. Durante a execução,os músculos isquiotibiais assim como os glúteos se alongam e a coluna se mantém de forma neutra completamente alinhada. Os ombros se mantém rotacionados para fora distantes das orelhas, enquanto que os cotovelos rotacionados para dentro. Nesta postura as articulações dos ombros assim como dos quadris se flexionam enquanto que as articulações dos joelhos e cotovelos se estendem. Os Chakras Sahasrara, Manipura e Muladhara estão completamente envolvidos nessa postura. Acompanhe no vídeo como fazer com o auxílio da parede. Espero ter contribuído com sua prática. Namastê. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    Bibliografia Utilizada: Luz sobre o Yoga | B. K. S Iyengar. Yogasana The Encyclopedia of Yoga Poses | Yogrishi Vishvketu Anatomia da Yoga | Leslie Kaminoff e Amy Matthews  

o nome sirshasana - Sirsasana
Dicas de Yoga | 1 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Criando uma base para seu Sirsasana

Sirsasana: montando sua invertida sobre a cabeça! Sirsasana, considerado o Rei dos asanas, também é o queridinho dos aspirantes a Yogin. Não importa se você pertence ao grupo daqueles que tem medo da postura ou daqueles que desejam muito a invertida, o momento da prática onde o professor sugere o Sirsasana em uma turma com pouca experiência na postura é carregado de tensão. A experiência de inverter te tira do padrão conhecido pelo seu corpo e mente e é preciso entregar o controle para vivenciá-la integralmente. Naturalmente a grande maioria expressa medo a princípio, portanto, este é o primeiro desafio a ser vencido. “A melhor maneira de superar o medo é encarar com equanimidade a situação da qual temos receio.” B.K.S. Iyengar Conheço uma tática muito boa que tem funcionado com meus alunos para a liberação do controle e, consequentemente, do medo: cambalhotas! Sim, aquelas que você não se lembra mais como faz, pois parou na infância. Os principais medos da inversão são a queda e a fragilidade da cervical. A maneira mais suave de cair em Sirsasana é a cambalhota, curvando a coluna e suavizando o impacto. Então, etapa 1 na conquista da sua invertida: estenda um colchonete e dê algumas cambalhotas! Passada a questão do medo, trataremos da proteção da cervical, ativando a musculatura necessária para a sustentação da postura. Com o corpo completamente invertido, é necessário possuir um core estruturado antes de se aventurar neste asana. O peso do corpo deve ser mantido nos antebraços e não na cabeça, liberando a cervical de compressões desnecessárias e perigosas. Este fortalecimento é feito com a prática constante de diversos asanas, com ênfase no apoio de braços e na ativação da musculatura da parte superior do tronco, mas podemos também trabalhar com movimentos ativos que auxiliam na compreensão dessa ativação. new RDStationForms(\'ebook-stress-b13b1734210d84c18a6a-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Algumas contra indicações para a postura e consequentemente para alguns dos exercícios preparatórios são: lesão na coluna dor de cabeça doenças do coração pressão alta menstruação gravidez: somente se já havia prática da postura antes da gravidez e sugere-se realizar a postura com apoio de uma parede durante a gestação. Se você nunca experimentou o Sirsasana, busque acompanhamento de um professor para iniciar sua jornada. Para você que vem conquistando a tão sonhada invertida aos poucos, divirta-se: Kumbhakasana (prancha) Sobre o apoio das mãos e pés, alinhe seu corpo e não deixe o quadril descer provocando uma curvatura na lombar. Distribua bem o peso nas suas mãos ativando também os dedos como se segurasse o chão. Então afaste as escápulas e empurre mais o chão ativando toda musculatura do core como se fosse levar seu umbigo ao teto. Se sentir que a sustentação está sacrificando sua respiração ou se ainda não possuir a força necessária, apoie os joelho no chão realizando uma variação mais suave. Repita o movimento algumas vezes e sustente por 10 respirações. Outra variação, mais avançada, é realizar o mesmo exercício com os cotovelos no chão como a terceira foto abaixo: Navasana Uma das minhas posturas preferidas é uma das mais polêmicas, há quem ame e quem odeie, sem meio termo… Mas há navasana para todos os níveis de fortalecimento de core. Abaixo começamos do mais simples ao mais avançado, da esquerda para a direita. O ponto principal em Navasana é manter os ombros abertos e o tronco longo e sem curvatura. As coxas querem encontrar o baixo ventre, braços paralelos ao chão na altura dos joelhos, mãos com as palmas voltadas uma para a outra. Faça 3 sequências de permanência com 5 respirações cada. Golfinho Partindo de Adho Mukha Svanasana (famoso cachorro olhando para baixo) leve os cotovelos no chão na largura de seus ombros e entrelace as mãos. Mantenha a coluna longa, o baixo ventre sugado, as pernas ativas e o peso nos antebraços, eleve os calcanhares e tente levar seu queixo o mais próximo possível das mãos e retorne a postura inicial. De 3 a 6 repetições só para começar! Preparando a subida: Faço parte daqueles que defendem a subida em Sirsasana somente quando o posicionamento do quadril está estável no ar, sem saltos, e não indicam o auxílio da parede no início. O importante neste método é encontrar a estabilidade da postura pelo correto posicionamento do quadril, para então subir as pernas juntas trabalhando o equilíbrio. Conforme as fotos abaixo, inicie o movimento partindo do golfinho. Coloque o topo da cabeça no chão encostando a cabeça suavemente nas mãos. Leve os pés cada vez mais próximos aos cotovelos. Se você ainda não está com a musculatura posterior da coxa bem alongada, dobre os joelhos quando sentir necessário, mas desta forma, dependendo de suas proporções corporais, pode ficar mais difícil. Você precisa caminhar até que o peso do seu corpo seja transferido dos pés para os antebraços, mas é necessário que neste momento toda musculatura do core esteja ativa e o apoio dos antebraços no chão bem firmes. Naturalmente, com menos peso nos pés, pode-se então dobrar uma perna e iniciar a busca do equilíbrio do seu quadril no ar. Quando sentir segurança, tire também o outro pé do chão e sustente por 5 respirações.   Agora sim você está pronto para subir em Sirsasana com os pés juntos! Lembre-se sempre de compensar a invertida com algumas respirações em Balasana. ASSISTA O VÍDEO DE COMO FAZER A INVERTIDA SOBRE A CABEÇA https://youtu.be/sNvROeMMaOQ Antes de iniciar a preparação para sua invertida sobre a cabeça, compreenda que o Yoga e, qualquer uma de suas ferramentas, exigem um comprometimento duradouro e constante para funcionar. A prática é sempre um trabalho em construção, sem data de entrega. Portanto, tenha paciência e persistência que cada postura chega para você no seu devido tempo. Boa prática! Quer saber mais sobre a Invertida sobre a Cabeça? Clique na imagem abaixo e veja como montar a postura de invertida sobre a cabeça https://yoginapp.com/como-fazer-sirshasana-invertida-sobre-a-cabeca/

Invertida sobre a Cabeça Como fazer shirshasana
Vídeos de Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Invertida sobre a Cabeça – Como Fazer Sirshasana

Aprenda a fazer a Invertida sobre a Cabeça. O sirshasana ou invertida sobre a cabeça é uma das posturas mais icônicas do Yoga. Todo yogin sonha em dominar a invertida. É uma postura de longa permanência (+ de 5min) exige que o praticante esteja preparado. Nessa aula, ensinamos como cair da invertida sem riscos de lesões e como subir com a tranquilidade necessária para uma longa permanência. Quer saber como da postura surgiu? Clique ABAIXO E ENTENDA O NOME SIRSHASANA https://yoginapp.com/o-nome-sirshasana/ Aprenda tudo isso e mais dicas neste vídeo com os professores Daniel De Nardi e Fernanda Degilio. https://youtu.be/sNvROeMMaOQ Quer saber mais sobre Yoga? Deixe seu email abixao! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

yoga quanto tempo - Padmasana
Dicas de Yoga | 5 jul 2020 | Equipe YogIN App

Quanto tempo o yoga demora para “fazer efeito”?

Yoga: quanto tempo os efeitos aparecem. A grande maioria das pessoas começa a praticar yoga por recomendação médica ou por iniciativa própria para resolver algum incômodo. Seja por um problema de coluna, auxílio na recuperação de uma lesão, insônia, ansiedade, depressão. Essas pessoas tem um interesse imediato em saber se a prática de Yoga em quanto tempo resolverá seu problema.. A verdade é que muitos chegam aos estúdios com um objetivo definido, o que, como tudo na vida, tem um lado bom e um lado ruim. Ao mesmo tempo em que essa definição estimula o praticante a persistir nas aulas, ela também gera uma ansiedade. SE PREFERIR, PODE OUVIR ESSE TEXTO CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO   Ouça também via:   A imagem estereotipada dos professores e praticantes avançados começa a tomar conta do imaginário, e o recém-chegado nessa longa jornada yogin se deixa levar pelo fim. O aluno com hérnia de disco fica rezando pelo dia em que ele vai poder executar ustrasana (postura do camelo) completamente; aquele que está se recuperando de uma lesão no pulso sonha em tirar uma foto em bakasana (postura do corvo); o insone fica horas acordado pensando em quando terá uma noite de descanso tranquila e reparadora; e o ansioso desenvolve mais uma ansiedade para se livrar da ânsia diária. Não se pode culpar ninguém por esses comportamentos, o estilo de vida atual exige resultados, e eles precisam ser rápidos, pois “tempo é dinheiro”. Isso acaba fazendo o aluno esquecer que o mais importante no yoga é o caminho percorrido e o que se aprende nele. Não é à toa que esta frase, de autor desconhecido, se popularizou na internet: “Yoga is not about touching your toes, it’s about what you learn on the way down.” / “Yoga não é apenas tocar os dedos dos pés, e sim o que você aprende no caminho até eles.” (tradução livre). Todos sabem claramente porquê iniciaram a prática de yoga, mas, quando esse motivo deixa de ser buscado cegamente, a razão pela qual se continua a desenrolar o tapete semana a semana pode ser completamente outra. Durante uma aula, os inúmeros asanas promovem grandes movimentações de prana (energia) no organismo, trabalham vários chakras (círculos de energia espalhados pelo corpo) e até nos coloca em posições nunca antes experimentadas. Todos esses elementos acabam trazendo à tona diversas emoções e nos levam a iniciar uma reflexão profunda sobre pensamentos e ações. Ao conhecer o yoga além dos asanas (yamas, niyamas, pranayamas, prathyahara, dharana, dhyana, samadhi) cada novidade diária já se torna um objetivo alcançado, sem ao menos tê-lo traçado.   Baixe o Ebook - As Origens da Meditação e do Yoga   Se meu corpo não permite ustrasana, eu aprendo a me ouvir, busco os benefícios da gomukasana (postura da cara de vaca) e até me surpreendo com o que o paschimottanasana (postura da pinça) me faz sentir. Se o pulso me impede de postar uma foto em bakasana, eu começo a diminuir meu ego e vaidade e sinto o contentamento em janushirshasana. Se eu perco o sono em sua busca, me lembro dos exercícios de respiração para acalmar a mente e, além dele, muitas coisas novas vêm. Se eu não vejo a hora de ser menos ansioso, me convido diariamente à meditação para me tornar um observador de mim mesmo e entender a razão pela qual a ansiedade me domina. E então? A preocupação ainda é quanto tempo o yoga demora para fazer efeito? Os efeitos começam na primeira aula e não terminam nunca, é só ter a serenidade de aproveitá-los, assim com o professor Hermógenes traduziu perfeitamente em seu mantra “entrego, confio, aceito e agradeço.”   Pratique Yoga Online quando quiser e Onde Estiver O mais importante é praticar, a hora que der. Nem que sejam nossas aulas de 15 minutos da plataforma. Temos aulas de diferentes objetivos e com tempos que podem ser escolhidos por você no filtro das Aulas. Em aulas que vão de 5 a 60 minutos, você poderá alongar, espreguiçar, respirar, meditar e começar o dia com afirmações positivas. Tempo não é desculpa para não praticar com o YogIN App, pois você faz de casa e a hora que melhor se encaixar no seu dia. CLIQUE AQUI PARA CONHECER NOSSAS ASSINATURAS new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

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Filosofia do Yoga | 12 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Auto Superação, mas com amor

Tapas, mas com amor Tapas, o terceiro Niyama (as observâncias internas que o yogin deve ter) descrito nos sutras de Patanjali é conhecido como “disciplina”. Significa fogo, calor, a energia que permite controlar o corpo e a mente. A perda de tapas com nosso acesso a tudo de forma rápida e facilitada atualmente cria a dificuldade no autocontrole e reflete em uma sociedade sem foco e direcionamento. A internet nos proporciona essa movimentação acelerada, alimentando a ilusão de que tudo pode vir fácil e dificultando o comprometimento com objetivos que não serão capazes de alimentar nossos anseios na mesma velocidade. A crescente demanda pela profissão de coach (em qualquer área que seja) representa nossa ignorância em encontrar até mesmo nossos objetivos. E, mesmo que estes sejam traçados, ainda sim se faz necessário que alguém crie o caminho para que possamos dar o primeiro passo. Não que ajuda e relacionamentos interpessoais sejam dispensáveis neste plano que habitamos, eles são realmente imprescindíveis para o nosso crescimento. O que diferencia o caminho do autoconhecimento e a ignorância que nos faz transportar a responsabilidade para algo externo, é a dependência.    O yoga te faz independente.    Esta facilidade aparente em buscar satisfação, orientação, felicidade ou até amor em algo externo e temporário pode nos entorpecer por algum período de tempo, mas na verdade nos distancia da independência objetivada no autoestudo.  Tapas está aí para trazer-nos de volta e mostrar que nem sempre os passos do caminho serão agradáveis, mas que é preciso se manter na mesma direção para se atingir o objetivo traçado. Ao mesmo tempo, disciplina não é sinônimo de sacrifício, especialmente o físico, durante a prática de asanas. Praticar é essencial para a alimentação de tapas, mas levar o corpo a exaustão física nem sempre é uma boa ideia. Talvez, só hoje,  aquela prática leve e acolhedora seja mais desafiadora e benéfica para você. Especialmente quando você decide que quer fazer aquela postura de força que viu nas redes sociais. Neste caso, realizar a postura está vindo do imediatismo provocado pela exposição de um belo modelo sorrindo enquanto se sustenta apenas nas palmas das mãos em uma fotografia ou pela real intenção de vencer a voz interna que te jura que você não consegue?  E se está difícil copiar o modelo, qual a sua atitude perante a isto? Desistir? Praticar progressivamente até conseguir? Traçar um plano? Você auto-avalia suas decisões em relação ao seu sadhana diário? Não podemos nos esquecer que nossa busca pelo prazer e satisfação também é refletida em nossa prática, principalmente se podemos escolher o que fazer.  Observe os julgamentos de sua mente em relação às posturas apresentadas pelo seu professor durante a aula e verá isso claramente refletido no empenho depositado em cada movimento seu. Eu pratico a mesma série diariamente... “Nossa, mas não é monótono?”. A questão principal é: isto não importa. A prática não deve ser feita em busca de prazer. Embora haja uma sensação de contentamento ao final de uma prática bem estruturada e focada, esta sensação deve vir do resultado de  reconhecimento do Ser que se encontra abaixo das impurezas da mente.  Gostar, não gostar, monotonia, necessidade por desempenho e qualquer outra classificação ou qualidade associada à prática faz parte deste lixo necessário de ser removido da mente e queimado por tapas.  Fogo, o elemento associado a Tapas, é o elemento da transformação. A transformação acontece quando nos permitimos iniciar a mudança ao pisar fora da zona de conforto. Se as coisas são fáceis o tempo todo, não aprendemos a ser forte. A disciplina que aprendemos através da prática no tapetinho é uma lição para se levar para a vida. Quando respiramos através de situações desafiadoras em uma prática de yoga, como quando vencemos o medo e nos posicionamos de ponta-cabeça, podemos carregar essas lições conosco e aprender a não ouvir aquela voz interior que nos diz que não somos capazes no momento que se faz necessário enfrentar situações desafiadoras na vida. Ao invés disso, aprendemos a respirar e seguir em frente. Mas tapas nada tem a ver com se maltratar. É aprender a calar o medo e a preguiça através do amor. Afinal, o primeiro dos Yamas, que é Ahimsa, a não-violência, deve começar por nós mesmos. Se você perde a mão e a prática de tapas se torna muito intensa, você pode dar um passo para trás, assim como em qualquer postura que é mais dolorosa do que desafiadora. Mas vá em frente se você sente que está apenas lutando com o desconforto de vencer a sua mente.  Tapas é um aspecto da sabedoria interior que nos encoraja a praticar mesmo quando não estamos dispostos, a ir para a cama um pouco mais cedo para que possamos praticar ao acordar, a não beber muito ou comer alimentos pouco saudáveis ​​porque queremos nos sentir bem durante a prática. Tapas nasce de um lugar de amor e devoção, queimando os padrões de pensamentos negativos e hábitos maléficos que possuímos. O fogo de tapas queima as muletas que abraçamos ao longo do caminho e nos ensina a, finalmente, andar por nossas próprias pernas, caminhando em direção ao autoconhecimento.    Om Namah Shivaya   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

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Filosofia do Yoga | 13 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Pratyahara para uma Mente Mais Leve e Forte

Pratyahara para uma Mente Mais Leve e Forte Na nossa série sobre o ashtanga yoga de patanjali, chegamos a parte onde se faz o elo entre o externo e o interno - pratyahara, o quinto membro é a abstração dos sentidos, onde o praticante é levado à parte mais sutil da prática de yoga, caminhando para a meditação. As últimas quatro partes são vistas como o Yoga externo, aquele que se relaciona mais com o nosso contato com o mundo e podem ser observados de fora. Pratyahara é uma ação individual e sutil. A palavra pratyahara deriva do sânscrito prati - contra ou fora, e ahara - qualquer coisa levada de fora para dentro, ou comida. Quando chegamos a uma aula de yoga, normalmente, o primeiro convite realizado é que deixemos o mundo externo “lá fora”. Conectamos com o corpo físico e descobrimos este espaço completo dentro de nós que não depende de nada externo. Isso não é uma coisa que acontece na primeira aula, para a maioria das pessoas. Nossa conexão com o externo é tão estimulada ao longo de nossa vida que às vezes é difícil de encontrar o caminho até esse lugar. É preciso criar espaço através de prática de asanas e pranayama para que pratyahara chegue e te mostre que ele está lá.   new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   O fluxo constante de informações que recebemos são percebidos pelos nossos cinco sentidos. São estes sentidos, determinados pelos instintos que, normalmente dizem o que a mente deve fazer. Sem controlá-los, seremos escravos deles. E qual o objetivo dos nossos instintos? Sobrevivência. Alimentando nossos instintos através de nossos sentidos estamos estimulando nosso sistema nervoso simpático a trabalhar por nossa sobrevivência. Lutar, fugir ou até mesmo evitar a escassez de alimento. Todas reações automáticas, não conscientes e que geram estresse.  Conforme nos tornamos conscientes, uma das ações que geralmente colocamos em prática é começar a selecionar o que comemos. Mas nosso alimento não é apenas comida. Nos alimenta também toda a informação recebida através de nossos relacionamentos, dos noticiários, da internet e etc. Aceitamos passivamente as impressões sensoriais causadas por estes estímulos. Excesso de químicos na comida faz mal a nosso organismo assim como o excesso de estímulos sensoriais faz mal a nossa mente. E como o corpo se beneficia do jejum, a mente se beneficia de Pratyahara. Pratyahara é parte da purificação.  Ok, não é fácil. Podemos começar a trabalhar pratyahara com algumas técnicas como a combinação de Drishti (o ponto focal) com o som produzido na respiração tipo Ujjayi, onde o som e a visão direcionados bloqueiam estímulos externos concentrando somente na respiração. Ou durante o relaxamento final (savasana) levanto toda a atenção para a audição e amortecendo os demais sentidos. O Yoni Mudra é um gesto bem significativo em direção a pratyahara. Nele os principais órgãos receptores dos sentidos; olhos, ouvidos, narinas e boca; são bloqueados com os dedos das mãos permitindo que a energia se volte para dentro. As técnicas variadas são instrumentos para que possamos aprender a retirar-nos de informações externas e possamos ouvir os sons internos.  Se o barulho externo te impede de meditar ou se concentrar em sua prática, é sinal que você está precisando exercitar seu pratyahara. Sem isto não há meditação. Sem meditação não há yoga. Você anda se alimentando de que?

Postura de Lótus
Dicas de Yoga | 18 jul 2020 | Adri Borges

Padmasana – Como montar a Postura de Lótus

Padmasana: Dicas para montar a Postura de Lótus! Padmasana é um dos asanas mais importantes e úteis segundo B.K.S Iyengar. É a postura utilizada tradicionalmente durante a meditação, onde a pessoa sentada entrelaça as pernas permanecendo com as mãos sobre seus joelhos. É frequentemente utilizada também durante o pranayama (técnica de respiração). Padma em sânscrito significa lótus. Lótus é o nome de uma planta aquática que floresce sobre a água. Na Índia representa a pureza e o pleno desenvolvimento da consciência. Ela nasce do lodo, florescendo sobre as águas sem se sujar pela água que a envolve. Do ambiente escuro e sujo ela se transforma em flor exalando perfume e cores deslumbrantes. É sobre esta transformação que o Yoga vai retratar. Durante as práticas de Yoga, nos deparamos com aspectos de nossa individualidade que muitas vezes não nos agradamos, nosso lodo. Através do conhecimento sobre nós mesmos adquiridos através das práticas, a idéia é transmutar, florescer. Segundo Hermógenes, esta postura tem o nome de lótus não só pela bela configuração plástica tomada pelo corpo, bem lembrando a flor de lótus, como também pela pureza e paz psicológica que induz. Segundo ele, em seu livro Auto Perfeição com Hatha Yoga, quando estamos em Padmasana, aumentamos a irrigação sanguínea na região pélvica, o que vitaliza os nervos sacro e os do cóccix, tonificando e facilitando a absorção das secreções das gônadas    (glândulas sexuais). Acredita-se que esta absorção das secreções gonádicas contribui para a pacificação da sensualidade e para melhor harmonização do físico. Sentar-se por algum tempo imóvel em Padmasana é a maneira mais eficiente de elevar-se à Consciência Divina. Hermógenes completa dizendo que, mais do que em qualquer outra postura, os Chakras inferiores, ligados ao psiquismo primitivo, são anulados, trazendo maior tranquilidade. As escrituras de Hatha Yoga dizem que o Padmasana purifica os 72 milhões de nadis. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); A partir da execução do Padmasana completo, é possível o Yogin se aventurar em posturas mais desafiadoras que são executadas a partir do Padmasana como o Baddha Padmasana, Kukutasana e Garbha Pindasana. Segundo Iyengar depois de superada a dor inicial nos joelhos, Padmasana é uma das posturas mais relaxantes. A posição das pernas cruzadas e das costas eretas mantém a mente atenta e alerta. Segundo ele, no aspecto físico, a postura é boa para curar rigidez nos joelhos e tornozelos. Ao promover a circulação sanguínea na região lombar e abdominal, a coluna e os órgãos abdominais são tonificados. Para que possamos dominar a postura completa, é necessário tornozelos e joelhos flexíveis assim como uma boa mobilidade dos quadris. Veja a seguir, algumas imagens de preparatórios para você aprimorar seu Padmasana. Assista uma aula com foco em Padmasana clicando aqui.                   Boa Prática. Namastê   Treine a Postura do Lótus - clicando AQUI https://yoginapp.com/como-fazer-padmasana-postura-de-lotus/ CLIQUE PARA FAZER A AULA DE PADMASANA https://youtu.be/tE0iNqo4pyI new RDStationForms(\'formulario-post-yoga-online-e50c2f5f6660fd97cfa8\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Dicas de Yoga | 21 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Sankalpa-Estabeleça!

Estabeleça seu Sankalpa   Tudo nasce do desejo.Sankalpa é a oportunidade de nos conectarmos com esse desejo, inclusive, foi o desejo que iniciou a criação do universo. Sem desejo, não estaríamos vivenciando este mundo material que nos proporciona a oportunidade do desenvolvimento espiritual.   No material temos a possibilidade de discernir nossos impulsos instintivos e desejos verdadeiros, atravessando nossa experiência humana objetivando um propósito maior. Não há necessidade de negar os impulsos instintivos, provenientes do ego, mas sim de reconhecê-los e honrá-los para que as nossas decisões em segui-los ou não sejam baseadas em verdade.   O Sankalpa é a oportunidade de nos conectarmos com estes desejos verdadeiros, a intenção mais elevada do coração.   Sankalpa é uma frase clara, curta, objetiva e positiva feita mentalmente mas que é proveniente do coração. É realizada no início da prática como intenção daquele momento onde você estará dedicado ao seu trabalho espiritual.   O sankalpa não é impulsionado pelo ego como nossos desejos usuais do dia a dia e tem mais relação com a energia que queremos entregar ao mundo.   O termo em sânscrito vem de San - conexão com a verdade e Kalpa - voto ou regra a ser seguida. Sankalpa é nosso compromisso com a verdade.   Existem duas formas de realizar seu sankalpa. A primeira, através de afirmações positivas que não requerem movimento e mudanças, apenas como reconhecimento da verdade interior como “eu sou amor”. A segunda forma reflete a intenção de desenvolver características positivas ou ajustar as negativas em um nível subconsciente, através de metas. Como, quando há alguma doença a ser superada em seu corpo físico, repetir “estou curado” funciona como impulsionador dessa mudança.   Independente do tipo de sankalpa, deve ser realizado sempre através de afirmações positivas, evitando a negatividade.   Entrar em contato com nossos verdadeiros desejos é investigar através dos desejos do ego o que realmente buscamos. Quando desejamos ser aceitos através de qualquer anseio usual como emagrecer ou ser bem sucedido financeiramente, precisamos ouvir o que este desejo nos sinaliza. O que há para ser nutrido por baixo desta superficialidade?   Seguindo este exemplo, precisar ser aceito através de comprovações materiais aprovadas pela sociedade talvez esconda uma crença de que não merecemos amor. Quando na verdade, o amor incondicional não necessita de comprovações, ele apenas existe, disponível para todos.   Trabalhando desde o superficial até o interior desenvolvemos nosso sankalpa de forma mais profunda a cada etapa de autoconhecimento ultrapassada. Podemos começar com “Tudo vem a mim com facilidade” passando para “Eu mereço ser amado”, para “Eu sou amado” até chegar ao “Eu sou amor”. Do material, emoções e questionamentos humanos até o Ser.   Estando relacionado a uma busca da verdade e autoconhecimento, o sankalpa é realizado no momento presente, pois nenhum outro momento é real e nossa mente subconsciente não reconhece outro tempo que não o presente. Não deve ser realizado como pedido ou oração, mas pode surgir em forma de agradecimento.   Usando o momento presente também somos lembrados de que tudo que nos é necessário já existe em nós.   Toda nossa busca humana gira em torno de cessar o sofrimento causado por estes anseios do ego. Se nos permitimos ser soterrados pelas emoções, nos perdemos no caminho da verdade, residente no Ser.   No momento de estabelecer seu sankalpa, traga a sua mente para um estado de unidade, relaxada e calma. Não verbalize seu sankalpa, mas repita mentalmente tres vezes para reafirmar sua intenção. Concentre-se e mantenha o foco com uma intenção de cada vez. Não multiplique desejos a cada etapa de mudança e crescimento e mantenha a mesma direção durante alguns meses. Uma imagem também pode ser associada ao seu sankalpa para fortalecê-lo.   Mudar não é fácil e a resistência é esperada. Use a conexão com seu poder pessoal, residente em seu manipura chakra para impulsionar a mudança desejada. Conecte-se com sua verdade no centro do peito e sua determinação na área logo acima do umbigo no momento de mentalizar seu sankalpa.   Para encontrar seu sankalpa, é necessário apenas focar a mente e conectar-se com seus desejos mais verdadeiros, canalizando a energia para dentro.   Boa prática!     Baixe grátis o e-book  - O YOGA DO AUTOCONHECIMENTO  

Sanscrito a lingua do Yoga
Filosofia do Yoga | 6 ago 2020 | Fernanda Magalhães

Kleshas: As Raízes do Sofrimento Humano

Como os Kleshas explicam a angústia! Com certeza você já ouviu que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional” por aí. Segundo Patanjali, nos Yoga Sutras, a fonte de todo esse sofrimento são os Kleshas. Traduzido do sânscrito como “Veneno”, os Kleshas são como toxinas provenientes das diversas camadas que adicionamos em nossa personalidade. Os Kleshas são manifestos nesta identificação com o ego impedindo a compreensão do nosso verdadeiro Eu, a perfeição por baixo das camadas. No verso 2.3 do Yoga Sutras, Patanjali descreve como 5 as raízes de todo sofrimento humano. São elas: “avidyā-asmitā-rāga-dveṣa-abhiniveśaḥ kleśāḥ” IGNORÂNCIA - PRIMEIRO dos KLESHAS Avidya é a ignorância, Asmita é a identificação com o ego, Raga é o desejo, dvesha é a aversão e Abhinivesha é o medo da morte.   O primeiro klesha, Avidya, é considerado por patanjali como “...o campo fértil para os outros quatro...” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz a Plenitude.   “avidyā-asmitā-rāga-dveṣa-abhiniveśaḥ kleśāḥ” Isto porque Avidya é a ignorância de quem somos, quando estamos identificados com os personagens adicionados por nós mesmos ao longo de nossa vida. Nos tornamos a mãe, a professora, a filha, a amiga, a esposa, e assim por diante… O prefixo \'a\' significa \'não\', e “Vidya” significa conhecimento. Não é uma ignorância por falta de capacidade intelectual, mas sim uma falta de capacidade de ver a verdade, como um véu em frente a nossos olhos. É como se algo negasse o nosso conhecimento verdadeiro que está acima de toda essa bagagem que forma nosso ego. Nossa forma de ver o mundo está ligada a nossas experiências materiais que são tão individuais que moldam realidades diferentes para cada um. Dentro desta “nossa realidade individual” confiamos em nossos pensamentos como reais e nos conectamos com o ego permitindo que as portas para os próximos kleshas se abram. Osegundo klesha é Asmita que nos faz crer que somos nosso corpo e ego. A identificação com os rótulos ou personagens que criamos para nós mesmos. Me esquecendo de quem verdadeiramente sou (avidya), busco esta identificação com o que é passageiro. Se sou meu corpo, sou finito e sofro, como resultado de Raga e Dvesha. Raga e Dvesha estão relacionados aos desejos do ego e ao apego ao resultado de nossas ações. Como se Raga fosse nosso desejo por obter desejo, satisfação e felicidade e Dvesha fosse o medo de não obter. Então tenho desejo e apego pelo que meu ego considera bom e aversão pelo que considera ruim. É fácil sentir-se apegado a uma experiência prazerosa como sabor doce, o cheiro de café ou os efeitos de uma droga. Em relacionamentos, podemos nos apegar a pessoas que nos ofereçam sensação de segurança ou afeto. Mas estar ligado a algo, é uma indicação de que você está com medo daquilo ser tirado de você, criando tensão e ansiedade. Desenvolver este mesmo medo pelas experiências que julgamos desagradáveis provoca o mesmo estado de tensão. Você se lembra de aguardar o resultado de um exame médico cheio de tensão por conta do possível resultado? Esta é uma expressão clara de dvesha. Você julga a experiência como negativa e não a quer para sua vida (aversão) e, neste caso, mais expressivamente ainda, porque você está ligado a Abhinivesha. Abhinivesha, o medo da morte, só ocorre na identificação com o corpo finito. Naturalmente possuímos nosso instinto de sobrevivência e nascemos e morremos com o medo da morte. O conhecimento de que no mundo material tudo é passageiro, inclusive a vida, nos torna conscientes de que o sofrimento é somente uma ilusão provocada por nós mesmos. O entendimento dos kleshas é essencial para que haja uma mudança na forma de lidar com nossas reações automáticas provenientes de nosso ego. Todos os 5 kleshas falam de alguma forma sobre a nossa necessidade de controlar. Queremos controlar as ações e resultados, e percebendo que não estamos no controle, sofremos. Como um remedio contra este “veneno” podemos usar “Pranidhana”, a entrega. Para entender um pouco sobre Pranidhana - https://yoginapp.com/pranidhana-a-entrega/#axzz5m6rqmP8C https://yoginapp.com/pranidhana-a-entrega/#axzz5m6rqmP8C Alguns Kleshas estão manifestos constantemente em nossa vida de forma sutil e outros podem provocar grandes dores. Independente da intensidade de sua manifestação, os kleshas são o que nos impede de desfrutar desta vida compreendendo que não somos apenas este corpo mortal. Dizem que os kleshas são superados com meditação, tapas e conhecimento verdadeiro. Estar no presente e aceitar o fluxo da vida é a receita contra este ciclo de “produção de sofrimento”, portanto, pratique, respire, sorria, seja grato e aproveite cada experiência proporcionada a você.     Ouça também sobre os Kleshas - via Spotify ou Soundcloud.       As Origens da Meditação e do Yoga - Ebook Gratuito