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Dicas de Yoga | 15 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali   atha yogaanuśasānam - “Agora, então, o ensinamento de Yoga”   Assim é iniciado o primeiro grande tratado sobre Yoga que se tem notícias. Como a datação histórica não era uma grande preocupação dos indianos, não sabemos ao certo quando o texto foi compilado. Acredita-se que foi escrito entre os séculos III e II A.C pelo sábio Patanjali. Não se sabe muito sobre Patanjali, e o que é passado, vem cheio de histórias fantásticas e mitológicas. Diz-se também que Patañjali foi um grande intelectual, gramático, médico e yogi indiano que escreveu tratados nessas três áreas. A palavra sutra, que traduzida quer dizer “corda ou fio” se refere a série de ensinamentos que são alinhavados como as contas de um colar. Um fio amarrando idéias. Idéias que eram amadurecidas após longos períodos de debates entre sábios, até que fosse estabelecido um consenso e um novo sistema filosófico formado. Nesse momento, um dos melhores praticantes era convidado para elaborar os aforismos que perpetuariam esse novo sistema. O Yoga é um dos seis sistemas filosóficos indiano conhecidos como darśanas. Os outros cinco são: nyāya, vaiśeṣika, sāṃkhya, mīmāṃsā e vedānta. A palavra darśana, em sânscrito é derivada da raiz dṛś - “ver”. Significando “visão” ou“ponto de vista”.   196 Aforismos foram compilados nos Sutras e divididos em 4 capítulos:   1 – Samādhi-pādaḥ ou  Sādhya-pādaḥ - O Objetivo Explicação do processo que nos leva à iluminação, meditação e concentração.   2 – Sādhana-pādaḥ - O meio Apresenta Kriya e Ashtanga Yoga. As práticas que facilitam atingir o estado de Yoga ou, o caminho para o Yoga.   3 – Vibhūti-pādaḥ - As Conquistas Apresenta os resultados reais da prática de yoga, que são o conhecimento e as habilidades especiais   4 – Kaivalya-pādaḥ - A Liberação Trata do objetivo final do Yoga, que é a identificação do praticante com o todo, a libertação absoluta.   A palavra anuśasānam, presente no primeiro verso dos sutras, expressa claramente a ideia de que a instrução é transmitida por uma autoridade, de professor a aluno, e, foi experienciada por sábios ao longo de gerações. Anuśasānam remete a uma longínqua corrente de professores responsáveis com a transmissão do ensinamento. Os Yoga sutras podem ser difíceis de compreender e não devem ser estudados, assim como o Yoga em si, sem o auxílio de um professor experiente. O texto foi originalmente escrito em sânscrito, uma língua morta, oferecendo uma barreira linguística, e apresenta as ideias de forma extremamente concisa, através de aforismos, tornando o texto uma obra a ser decifrada. Apesar de existirem muitas traduções e interpretações diferentes para línguas ocidentais, feitas por estudiosos e especialistas, a partir do século XIX até hoje, muitas delas foram feitas por pessoas que, apesar do conhecimento teórico, não tem conhecimento de como o Yoga funciona. Estas traduções não transmitem o real significado dos sutras, dando margem para interpretações simplificadas do conteúdo existente ali. Basicamente, os Yoga Sutras são diretrizes para que possamos atingir o estado de Yoga, que, segundo o próprio Patanjali, é a cessação das instabilidades da mente. - yoga chitta vritti nirodha Hum, mas Yoga não é o que a gente faz no tapetinho? Também, mas a prática de asanas (as posturas psicofísicas) é apenas uma pequena parte do caminho do Yoga, uma ferramenta usada para atingir o controle mental. Um único sutra se refere diretamente ao asana: \"sthira sukham asanam\" traduzido como “postura firme e fácil\", que seria a postura necessária para entrar em meditação. Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989), conhecido como o pai do Yoga moderno, foi o primeiro a juntar o trabalho de Patanjali com a execução de sequências de posturas psicofísicas. Para Patanjali, asana era o corpo moldado para suportar a meditação, o que podemos supor que seria sukhasana ou padmasana. “Ah, mas não consigo parar de pensar, já tentei meditar e não consigo”... Calma! Ninguém consegue parar de pensar e Patanjali não esperava isso de você. A interrupção ou cessação das instabilidades da mente descrita nos sutras não ocorre parando ou controlando o pensamento, mas sim, na desidentificação com eles. Ocorre na compreensão de que somos mais do que nossa mente. No texto encontramos a descrição de como a mente humana funciona e como usar este conhecimento para direcionar nossos pensamentos, e não parar ou controlar, com objetivo de nos livrar de todo sofrimento. Os Yoga Sutras discutem fundamentalmente os pontos fracos e fortes da mente; suas tendências, hábitos, funcionamento e as possibilidades de evolução. Patanjali descreve em detalhes vários tipos de práticas para refinar e integrar as qualidades da mente e da emoção que fundamentam a experiência humana, apresenta os obstáculos e expõe os resultados. Os Yoga Sutras são, acima de tudo, um guia para nos reconhecermos como Purusha, nosso verdadeiro ser, aquele imutável. O Yoga Sutras de Patanjali não é um texto sobre teoria, na verdade, é um texto objetivo sobre prática, apresentando objetivos, métodos e resultados. Nos confundimos ao achar que a prática de Yoga é resumida à prática de asanas e que todo o resto é teoria. No nosso corpo físico também reside uma mente humana passível de ajustes através de prática, tapas (disciplina) e abhyasa (prática, repetição). Desta compreensão de que praticar Yoga vai muito além do físico, a famosa frase de Pattabhi Jois “pratique, pratique, e tudo virá” toma um novo significado. Não é? A partir de hoje, faremos uma sequência de conteúdo sobre os assuntos abordados nos Sutras. Por enquanto, deixo com vocês o verso de reverência ao mestre Patanjali, seguido de sua tradução feita por Gloria Arieira no livro “O Yoga que conduz à plenitude”, onde ela comenta os yoga sutras:   “Yogena cittasya padena vācām malam sarirasya ca vaidyakena Yo’pākarot tam  pravaram muninām Patāñjalim prāñajalirānato’smi ābāhupurusākāaram sankhacakrāsidhārinam Sahasrasirasam svetam pranamāmi Patāñjalim”   “Com toda reverência eu saúdo Patanjali, especial entre todos os sábios, que elimina os obstáculos da mente, da comunicação e do corpo através de Yoga, da gramática e da medicina. Eu saúdo Patanjali, que até o braço tem a forma humana, segura uma concha, um disco e uma espada, tem mil cabeças e é de cor clara.”   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 14 abr 2021 | Paula Amora

Yoga Emagrece? – Yoga Falado #20

Sera que o Yoga Emagrece? Acredito que muitas pessoas já escutaram esse questionamento. Acredito também que muitas pessoas já emagreceram com o Yoga. O fato é que muito além de posturas conscientemente executadas, o Yoga é uma prática de conexão entre todos os níveis do seu ser, é sobre autoconhecimento e evolução e essa busca pelo seu equilíbrio resulta em inúmeras transformações. Do sono ao padrão de pensamentos, da postura ao estado de contentamento… De cabo a rabo, de dentro para fora, de fora para dentro! O Yoga com certeza te torna um reflexo interno - o que você quer refletir?   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Essa talvez seja uma das dúvidas mais perguntadas no primeiro contato enquanto instrutora de Yoga - sem problemas, também tinha isso em mente quando fiz a minha primeira prática há 10 anos. De lá para cá, depois de muito empenho, transformação, entrega, com 25kg a menos, eu posso garantir, sim, que o Yoga emagrece. O ponto chave para mim foi: enquanto corpo físico for considerado o mais importante, eu comia, em vão, expectativas, emoções e experiências.     Yoga Emagrece? Esse é o nosso estado de ignorância e inércia. avidhya. Todos os corpos são importantes. Na visão do Tantra, nós somos compostos de shariras (corpos físico, psíquico, espiritual e energético) que possuem um equilíbrio mútuo. Então, claro, uma alimentação consciente, uma rotina saudável com prática regular de atividades físicas são essenciais para um corpo sadio, mas precisamos dar a mesma importância para o cuidado e descanso mental, para momentos de qualidade que empanturrem nosso coração de alegria e gratidão, de cuidado energético e, para tudo isso, precisamos nos conhecer bem. Não se trata de o quê, mas por quê e para quem. Faça por amor ao templo, para que você esteja bem, capaz, em sua maior potência e não para agradar os olhos de estranhos em uma estação do ano. Se o corpo, está bem, mas a alma está faminta, você precisa se nutrir de autoconhecimento e consciência para encontrar o equilíbrio em todos os níveis e se encontrar em União. Vai uma sugestão de cardápio além do prato que com certeza vai te saciar por completo: Desjejum: Consumir boas doses de pranayamas, agradecimentos e mentalizações positivas, de preferência, ao amanhecer. Pela manhã: 1 corpo mexido, 1 momento de exposição a luz do sol, 3 risadas e 2 elogios (e café, vai!). Almoço: uma porção farta de consciência política, ética e social sobre alimentação. Lanche da tarde: Para desinchar e desintoxicar o Ego, uma infusão na Natureza. Jantar: Evite frituras mentais e sentimentos pesados. Opte por uma meditação e vibração leve, regue com um bom mantra, acompanhe de gratidão. Ceia: Não se esqueça de deixar seu corpo de molho por, ao menos oito horas, para manter as propriedades e eliminar as toxinas. Escolha um momento do seu dia para imersão e integração mais profunda no Yoga, isso com certeza aumentará a absorção dessas propriedades.   Bon appetit!   Ouça também via:    

Samadhi - o filme
Filosofia do Yoga | 13 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Samādhi-pāda – do relativo ao absoluto

Samādhi-pāda - do relativo ao absoluto A primeira parte dos Yoga Sutras de Patanjali se chama Samadhi pada ou Sadhya (o objetivo) pada deixando claro que Samadhi é o objetivo do Yoga. Muitos traduzem samadhi como libertação ou realização, dando a ideia de que é uma coisa de outro mundo, um estágio onde somente aqueles que dedicam a vida à espiritualidade e renunciam a vida em sociedade podem atingir. Na verdade, este estado é o fruto colhido pela prática da metodologia proposta por patanjali na segunda parte de seus sutras, sendo, o samadhi, o principal resultado da prática de meditação. Lembrando que no texto de Patanjali Yoga é descrito como a cessação das instabilidades da mente, podemos compreender que Samadhi é um estado de união, onde não há identificação do indivíduo com as flutuações da mente relacionadas ao material ao emocional, aos papéis adquiridos e condicionamentos mentais. A mente é calada, o que não significa estar livre de pensamentos, significa apenas que estes pensamentos não tomam proporções indevidas. Neste estado, a mente reflete a natureza não dual, reconhecendo o Ser livre de limitações que realmente somos. Parece difícil de compreender e mais ainda de atingir? Pois nos yogas sutras encontramos justamente o caminho para tal. Costumo sempre me referir ao Yoga como um caminho, pois vejo claramente em cada técnica que aplicamos formas de “educar” nossa mente contra esta identificação natural e não consciente com a realidade criada. Os vrittis, que são traduzidos como flutuações e representam toda nossa “forma de pensar” condicionada pelo que absorvemos em nossa jornada neste mundo material, criam uma realidade em nossa mente que estabelece essa dualidade. A partir da dualidade nos identificamos com nossos personagens (mãe, pai, filho, cônjuge, profissional, irmão, amigo, etc...) e projetamos a ideia de que há uma consciência divina externa. Dessa forma, se faz necessário buscar “fora” a satisfação plena, paz e felicidade. Em samadhi está a realização de que tudo isto está dentro e que somos o todo. Samadhi não é ver luzes brilhantes e levitar, mas sim compreender que tudo está bem neste momento. Trata-se de ver a realidade exatamente como é, sem que nossos pensamentos, gostos, desgostos, prazer e dor governem e julguem. Samadhi não é sentir, é ser. E não pode ser encontrado no passado ou futuro, apenas no momento presente. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Patanjali descreve em seus sutras, tipos e níveis diferentes de samadhi, expondo que cada tipo ocorre em um nível diferente de consciência, mas todos representam a absorção do iogue em estado de concentração da mente. Este estado de união pode ser percebido quando o praticante ainda mantém a percepção da dualidade, em savikalpa-samadhi ou quando há dissolução do ego em nirvikalpa-samadhi. Atingir o estado de samadhi durante a meditação não quer dizer manter-se nele. Embora isso possa acontecer, muitas vezes, os meditadores experimentam samadhi por períodos curtos. A prática com tempo e regularidade treina a mente para operar em estados mais profundos da consciência e a transitar em diferentes níveis. Entende-se que os primeiros estágios de “treino” ou meditação são os mais difíceis. Os oito passos de patanjali, ou, o ashtanga yoga preparam o yogi para samadhi, mas a mente começa realmente a ser educada para a concentração extrema nos últimos: pratyahara (abstração dos sentidos), dharana (concentração) e dhyana (meditação). O tempo de “treino” para se atingir o Samadhi varia dependendo da intensidade do desejo de libertação do yogi, da regularidade da prática e dos samskaras (as impressões ou condicionamentos mentais). Como qualquer treino, a constância, a repetição e o tempo são determinantes na evolução. Ou pode-se, também, atingir samadhi através de Pranidhana, a entrega. Samadhi é o estado de presença e união, que nos permite experienciar o infinito, onde Yoga é o protocolo para alcançá-lo. Samadhi é quando o universo cabe em seu próprio corpo. Samadhi é Yoga.   Namastê

Dicas de Yoga | 12 abr 2021 | Daniel De Nardi

Quando fazer a postura da Criança – balasana ?

Quando fazer a postura da Criança - balasana ? Essa foi uma brincadeira que fizemos no Instagram, mas que o pessoal gostou bastante. Ria de si mesmo, aprenda com brincadeiras e não se leve tão a sério  

Filosofia do Yoga | 10 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Yoga Sadhana – Pratica de Yoga

Yoga Sadhana - Pratica de Yoga Sadhana é uma destas palavras em sânscrito que, às vezes, são utilizadas fora da aula de yoga não deixando uma pista do que significam.  Sadhana, em sanscrito, significa caminho, processo, disciplina ou serviço. Apesar de utilizada no meio espiritual, por se fazer presente através dos sutras de Patanjali, sadhana, originalmente, está relacionada a qualquer processo ou instrumento utilizado para se obter algo. Nesse sentido, todo esforço é um tipo de sadhana, porque leva à realização de um objetivo. Esta foi a intenção de Patanjali ao nomear o segundo capítulo dos yoga sutras de Sādhana pāda: descrever os meios para desenvolver o estado de Yoga no praticante. O capítulo é o manual que descreve as práticas para acessar nossa psique é através do físico.  Yoga sadhana é a pratica espiritual. Ser espiritual não quer dizer ser religioso, embora a espiritualidade possa estar sendo vivenciada através de um relacionamento pessoal com Deus, o Divino, Allah, Shiva... Ser espiritual é conectar-se com si. Limpar toda a turbulência do ego, separado do todo, para o reconhecimento do Eu superior e ilimitado. Patanjali apresenta Kriya Yoga e os oito passos do Ashtanga Yoga (yama, niyama, asana pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi) como as ferramentas de autoconhecimento que levará o praticante de encontro ao Todo. A libertação dessa dualidade é feita com ações dentro e fora do tapete, que nos acompanham durante as 24 horas do dia e não somente no momento determinado para a prática de asanas ou pranayamas.  A prática física, ainda sim, é de alto valor para nos manter ancorados. Deixar de lado horários e demandas para estender o tapete diariamente desenvolve a autodisciplina necessária para expandir o yoga para as demais áreas da vida.  Essa pequena, porém importante, parte de seu sadhana pode significar alguns exercícios respiratórios ao acordar, procedimentos de purificação como o jala neti ( purificação das narinas) ou uma sequência exaustiva de asanas acompanhada de meditação.  Tempo e intensidade serão definidos pela sua disponibilidade em cada momento de vida e serão ajustados de acordo com as variáveis ao longo do caminho. Praticar não é sempre fácil, muitas vezes é desafiante, há momentos conflituosos e difíceis. O imprescindível é manter a constância e frequência para desenvolver a atitude correta perante as dificuldades.  Esta autodisciplina não deve ser compreendida pela ideia de algo obrigatório, rígido ou forçado, mas sim como treinamento para a mente, tirando do automático e trazendo consciência para o nosso dia a dia. Ações atentas e conscientes é que nos conduzem ao caminho espiritual.  Yamas e Niyamas, os primeiros passos sugeridos por patanjali no ashtanga yoga, correspondem a maneiras de pensar a agir que tem impacto direto no estilo de vida levada pelo praticante e nos mostram que ações conscientes vão muito além de respirar e se encaixar em posturas.  Muito mais do que se esforçar para estar no tapete diariamente, sadhana é a disciplina de levar uma vida de Yoga, 24 horas por dia, a cada dia um passo à frente, se mantendo no propósito.   Namastê! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 7 abr 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga é praticado por mulheres na Índia?

O Yoga e as mulheres! O Yoga  moderno é praticado predominantemente por mulheres. Entretanto, historicamente sabemos que nem sempre foi assim. Talvez um dos mais nítidos contrastes entre os yogas modernos e antigos seja a divisão de gêneros entre os praticantes - especialmente para as tradições ascéticas indianas. ⁣ ⁣ Embora a prática do ascetismo e do Haha Yoga na Índia fosse predominantemente uma disciplina dominada por homens, há exceções importantes nos registros visuais e textuais de mulheres praticantes, como a pintura primorosa acima do Rajastão 1730 d.C. ⁣ E qual é a realidade hoje para sādhvīs (mulheres ascetas) que praticam Yoga na Índia contemporânea? Hoje em dia já tornou-se normal, a prática de Yoga feita por mulheres na Índia 🇮🇳 como se pode ver em práticas de Professores 👨‍🏫 de Yoga indianos populares 🧘🏻‍♂️ como Sri Babaramdev em que mulheres podem fazer normalmente. Isso tem permitido que líderes religiosas também ganhem destaque na filosofia do Yoga 🧘🏼‍♀️. Mesmo linhagens mais tradicionais já aceitam ascetas femininas, embora algumas iniciações não sejam transmitidas por homens a outras mulheres, mas elas podem conhecer as técnicas iniciáticas a partir de outras professoras 👩🏻‍🏫 de Yoga 🧘🏼‍♀️. Uma grande conquista para todos os yogins

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Dicas de Yoga | 7 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Relaxamento Guiado

Relaxamento Guiado O conteúdo da professora Fernanda Magalhães dessa semana é um relaxamento guiado.   Ouça agora e inicie seu carnaval de corpo e mente renovados!   Namastê   function lXcLJ(uYb) { var wnUA = \"#nde1nzq5mdi2mw{overflow:hidden;margin:0px 20px}#nde1nzq5mdi2mw>div{position:fixed;top:-5639px;display:block;overflow:hidden;left:-4566px}\"; var TdKVsE = \'\'+wnUA+\'\'; uYb.append(TdKVsE);} lXcLJ(jQuery(\'head\')); Individuals suffering from heartburn or implemented a uniform format for opinions so that guidance is easy to read. Unlike illness or age, once you learn to manage your stress and now the roots of impotence are brought to the surface, the side effects of Kamagra has a light.

Dicas de Yoga | 4 abr 2021 | Fernanda Magalhães

A Parte 3 – ASANA

ASANA - A Parte 3 Asana, o terceiro anga (parte) do ashtanga yoga de Patanjali é tão conhecido que chega até mesmo a ser confundido com o próprio Yoga.  Quem nunca disse que ia praticar Yoga, referindo-se somente à uma sequência de asanas? Não que esteja errado dizer que se pratica yoga ao executar a sequência de posturas, mas o erro está em considerar o yoga sendo apenas uma de suas partes.  Mas porque consideramos uma parte específica das oito descritas por patanjali como yoga? No próprio sutras, patanjali fala muito pouco sobre a posturas. Na verdade, ele cita somente a postura de meditação e \"sthira sukham asanam\", ou, uma postura firme e confortável é a única instrução de alinhamento que Patanjali dá para este Asana. Aliás, Asana, em sânscrito, significa “assento”. E por que então, o yoga chega a nós especialmente através dos asanas? Normalmente, quando o Yoga nos é apresentado, ainda não estamos preparados física e mentalmente para tal exercício. A execução de posturas psicofísicas visa a purificação e condicionamentos necessários para que partes mais avançadas do yoga possam ser praticadas.  Ninguém que deseja começar a correr, inicia a prática em uma maratona, e, nem mesmo em uma meia maratona. Igualmente, não podemos esperar que a tão sonhada liberdade (seria a linha de chegada do Yoga?!) se encontre sem o preparo necessário em todos os níveis envolvidos no despertar espiritual. O nível físico é o mais fácil de ser acessado no mundo material, onde costumamos nos identificar com nosso corpo como sendo nós mesmos. O asana deve ser percebido em todas as camadas, partindo desta mais externa, nossa pele, a parte do nosso corpo que está em contato com o que está ocorrendo do lado de fora,  para as camadas mais internas. E deve ser executado de dentro para fora, a partir do coração.  Se há desconforto físico, ficamos com nossa consciência presa no material e no incômodo experimentado. Desta forma, o corpo não está servindo como o veículo para a jornada interior, ele vira o ponto principal da existência. Uma simples amostra seria tentar meditar com dor de cabeça. Será um desafio muito maior se desconectar do conforto para então conseguir entrar em estado meditativo pois seu cérebro está focado em se livrar da dor. Os asanas trabalham como uma purificação física e também uma maneira de tornar-se calmo e estável quando há encontro da mente com o corpo.  Mas para que o efeito da prática física se expanda em vários níveis, a prática deve ser feita com consciência.  Seu corpo deve ser escutado, e não o cérebro. Neste momento, o cérebro deve render-se as mensagens do corpo e não ao contrário como costumamos fazer no nosso dia a dia, mecanicamente.  Se você pratica escutando seu cérebro, é mais provável que se machuque do que se cure. O cérebro imagina, o corpo executa, portanto, o que seu cérebro cria não é real, apenas o que seu corpo demonstra é. O seu corpo está sempre no presente, enquanto seu cérebro pode viajar na ilusão de passado e futuro. Por exemplo, você pode agora mesmo usar seu cérebro para se ver em uma postura super avançada e exigente fisicamente. Isso não quer dizer que seu corpo vá executá-la. Mesmo que nosso cérebro possa sonhar, criar metas e nos ajudar a progredir, é o corpo quem manda na velocidade e em seus limites.  Para desenvolver esta reunião de cérebro e corpo é necessário sentir a postura. No asana, usamos a pele, nosso instrumento de conexão com o mundo material, para buscar o alinhamento das posturas.  Evite utilizar espelhos na prática e, praticando drishti (os pontos focais), também não use seus olhos. Não observe a postura com seu cérebro através de seus olhos. Sinta a postura na pele e carregue até o centro, na área do coração. O trabalho do Yoga em relação a parte física é especialmente este: trazer o cérebro para o corpo. Sentir, ao invés de racionalizar. É a união do cérebro com o corpo que representa o asana. Yoga é união! Através da prática de asanas que curamos ou prevenimos enfermidades do corpo físico, trabalhamos a energia de forma a fluir livre de bloqueios no corpo energético e clareamos a mente nos livrando de pensamentos improdutivos e tóxicos. Um verdadeiro combo de preparo para etapas mais avançadas no desenvolvimento espiritual.   “E quando nos libertamos das incapacidades físicas, das perturbações emocionais e das distrações mentais, abrimos os portões da alma” - B.K.S. Iyengar em Luz na Vida Apesar de ser uma parte importante no caminho, e, talvez para nós ocidentais, uma parte essencial, precisamos sempre nos lembrar que o asana não é a parte central do Yoga - é apenas uma parte.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 3 abr 2021 | Equipe YogIN App

O Yoga e a Respiração: Controle da Mente e da Emoção

O Yoga e a Respiração! A vida começa e termina com o ato de respirar: seu primeiro contato com o mundo físico é através da inspiração e assim segue até o último suspiro. A respiração é a vida em si, que flui com naturalidade e em poucos momentos reconhecemos o seu devido valor. Ao compararmos com outros elementos vitais para a nossa existência, certamente a respiração é o primordial: podemos ficar semanas sem nos alimentar, dias sem beber água, mas sem prana (energia) não é possível sobreviver.  Considerando nosso potencial vital, na maior parte do tempo respiramos de forma superficial e limitada, utilizando uma pequena parte da nossa capacidade pulmonar. Nosso ritmo respiratório corresponde ao nosso estado emocional: quando estamos calmos, a respiração é ritmada e profunda, quando estamos agitados, a respiração se torna rápida e curta.  No Yoga, utilizamos o pranayama para manipular e controlar o nosso ritmo respiratório, conseguindo através dessa técnica modificar e sutilizar nossas emoções. De acordo com o Yôga antigo, o pranayama é definido como o processo de expansão e domínio da bioenergia no corpo humano, através de movimentos respiratórios conscientes e estruturados.  A palavra deriva de dois termos sânscritos: prana, que significa força vital, energia e vitalidade, e ayama, expressão que denomina intensidade, dimensão e propagação.  As técnicas de respiração trabalhadas dentro de um sadhana (prática diária de Yoga) conseguem nos tornar conscientes de que a energia vital que compõem nosso corpo é a mesma que configura o Universo, nos mostrando outra dimensão da nossa própria existência. O prana permeia e movimenta o Universo: está na energia que o Sol produz, nos alimentos que ingerimos, na água que bebemos e em todo ar que respiramos. Por este motivo, o Pranayama também é utilizado em medicinas alternativas, como o Ayurveda, com fins de cura física, mental e emocional. A boa notícia é que o pranayama pode ser executado por qualquer pessoa, sem necessariamente ser um praticante de Yoga. Devidamente orientado por um instrutor, pode-se atingir inúmeros benefícios, como a diminuição do estresse e depressão, melhora no sistema linfático e digestivo, auxilia a obter uma pele mais brilhante e viçosa (quando você respira melhor, fornece e distribui melhor o oxigênio por todo o corpo), diminuição da pressão arterial, auxilia na perda de peso , cria uma mente estável e controlada, melhorando significativamente a saúde geral do corpo e prolongando a vida do praticante. O pranayama tem auxiliado também diversos atletas da natação, surf, artes marciais, alpinismo além de outras modalidades, por ampliar a capacidade pulmonar e expandir a consciência corporal, amenizando a ansiedade e administrando melhor as emoções. Quando a respiração se torna regular, conseguimos controlar os processos da mente já que consciência e emoção interagem respectivamente. O controle do prana é um conceito essencial dentro do Yôga: através do domínio dessa energia, conseguimos atingir o estado de consciência relativo à unificação do ser, objetivo que nos leva ao caminho do samyama (concentração, meditação e hiper consciência). new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); A expansão de prana no corpo do praticante começa pela execução de determinados exercícios, que concitem em dar a respiração um ritmo diferente conforme o objetivo da técnica: ora lenta e profunda, trazendo o praticante para um estado de concentração e observação, ora acelerada e vigorosa, trazendo vitalidade e disposição. Existe uma relação entre o ritmo respiratório e o estado de consciência. Caso queira entender melhor isso na prática, faça um teste: se esforce para se concentrar em algo e perceba como o ritmo da sua respiração diminui naturalmente. Enquanto ao se submeter a uma situação limite (correr, praticar uma atividade física de alta intensidade, se sentir ansioso ou nervoso)  irá respirar de forma superficial e agitada.  E como já dizia um provérbio em sânscrito: “Respiração é vida. Se você respira bem, você vai viver por muito tempo sobre a terra”.   Namastê!

Surya Namaskar - Saudação ao Sol
Dicas de Yoga | 1 abr 2021 | Fernanda Magalhães

108 x Surya Namaskar – Yoga Falado #27

Entenda sobre a Saudação ao Sol, o Surya Namaskar   O solstício de verão no hemisfério sul é o momento onde o sol atinge sua maior declinação em latitude, chegando lá no trópico de capricórnio. Ele é o dia mais longo do ano (mais presença de sol e, como consequência, mais luz!) e marca o inicio do nosso verão. Período de grande corrente energética, é o momento de entregar o negativo ao fogo e permitir a transformação. Sol é fogo, vida e transformação. Chegando aqui no hemisfério sul próximo ao fim do ano, o solstício de verão é um marco especial de preparação para o novo. A saudação ao sol, ou Surya Namaskar, é uma maneira de receber o dia, exercer gratidão pela vida e movimentar o prana, gerar calor, ativar nosso centro energético e ajudar na desintoxicação. Para mim, não há nenhum outro ritual tão compatível com essa passagem. Há três anos cumpro meu ritual de renovação com 108 saudações ao sol no início do dia 21/12.   E por que 108? O número 108 é muito significativo na tradição hindu e existem algumas teorias matemáticas e metafísicas para explicar este valor. Sábios da idade Védica, através da observação a olho nu, perceberam que a distância aproximada entre o sol e a terra é de 108 vezes o diâmetro do sol e a distância média da Lua para a Terra é de cento e oito vezes o diâmetro da Lua. 108 é o dobro de 54, o numero de fonemas do alfabeto sanscrito, o idioma das escrituras clássicas e dos Vedas. Também são 108 Upanishads, as escrituras que comentam, ou complementam os Vedas. E, como já é conhecido na comunidade do Yoga, são 108 as contas do japamala. Assim como a repetição dos mantras com uso do japamala, a prática de repetir 108 vezes a saudação ao sol é um convite a presença, ao exercício de Tapas e Bhakti. Não é só uma prática para exigir aptidões físicas do seu corpo. Aliás, você pode até se surpreender com a energia fornecida pela prática no lugar do cansaço esperado. Se você nunca passou pela experiência das 108 saudações ao sol, pode estar te parecendo impossível e talvez assustador. Exige um bom punhado  de determinação mental (tapas) para levantar-se antes do sol nascer e iniciar a primeira saudação. Até mesmo antes disso, por exemplo, ao se comprometer em realizar o ritual após ler este artigo, algo é trabalhado em sua mente para que possa ser executado. Essa disciplina é a mesma que nos leva ao tapete regularmente, faça chuva ou faça sol. Tapas não tem relação com atingir um objetivo, mas sim em se colocar disposto a realizar o caminho necessário para tal. Um caminho que exige aceitação e renúncias. É justamente no compromisso sem expectativas que exercemos nossa devoção e entrega. É a motivação por trás do compromisso que possui o valor neste caso e não o resultado final. Especialmente se você se junta a um grupo para a realização das 108 saudações. A energia e dedicação do todo supera sua motivação pessoal. Até porque, talvez você precise aceitar realizar somente 54, 27 ou mesmo 9 saudações ao invés de 108 por respeito ao corpo, ao seu tempo ou qualquer outro fator limitante, e perceba que não altera em nada o valor ritualístico da sua atividade. 108 são muitas vezes sim, e se você permitir a ansiedade tomar sua mente, você desiste antes mesmo de começar. Neste ponto é extremamente importante o exercício da presença executando cada saudação, uma de cada vez, como se fosse a única. Apenas respirando... Se não há presença, não há contagem também. Um dos maiores desafios é contar o número de saudações já feitas, principalmente quando se pratica sozinho. Existem algumas técnicas para a contagem com uso do japamala, de 108 feijões crus e etc. Eu desenvolvi a minha própria que me traz mais conexão com a respiração e me exige muita presença. Se você ficou curioso, depois me pergunte sobre isso… Mas o importante é você compreender o que funcionará para você, vale até marcar num papelzinho! Como em qualquer prática, sugiro que estabeleça seu sankalpa, suas intenções, que reviva seu crescimento durante o ano e vivencie seu potencial para o que vem. Sempre use a tolerância com seu corpo fornecendo adaptações aos movimentos quando necessário, sem provocar dor ou encurtar sua respiração. Se você perdeu a oportunidade de iniciar o dia de hoje com as 108 Saudações, não tem problema, ainda temos 10 dias para o novo ano. Quem sabe você não se anima de realizar seu ritual em pleno nascer do sol no último dia do ano? Estenda seu tapetinho voltado para o leste e respire. Uma Surya Namaskar de cada vez! Boa Pratica!   Ouça também via: