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Filosofia do Yoga | 10 fev 2020 | Daniel De Nardi

A maior aula de Yoga do Mundo

A maior aula de Yoga do mundo A maior aula regular de Yoga do mundo . O vídeo mostra uma dessas aulas que acontecem em Red Rocks, no estado americano do Colorado. Esta aula que acontece apenas nos finais de semana e durante os meses de junho a agosto pode ser considerada a maior aula regular de Yoga do mundo. Veja mais informações no vídeo! Obrigado a Raissa de Souza Rossi pelas imagens ;)      

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Dicas de Yoga | 16 fev 2020 | Adri Borges

A maneira correta de ficar em pé

A maneira correta de ficar em pé “É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente.” B.K.S Iyengar É necessário prestar atenção à maneira correta de ficar em pé. ⠀ Frequentemente colocamos o peso do corpo sobre os calcanhares ou nas bordas dos pés ou até mesmo deslocamos todo o peso do corpo para os dedos dos pés. ⠀ Isso pode ser notado observando como a sola e saltos dos sapatos se desgastam. ⠀ Devido a má distribuição do peso do corpo sobre os pés adquirimos deformidades particulares que prejudicam a elasticidade da coluna. Passamos muito tempo do dia com os pés presos em sapatos de salto e tênis. Perdemos a aderência da sola dos pés no solo assim como a flexibilidade da musculatura dos pés. ⠀ É importante sentir o contato dos seus dedos dos pés metatarsos e calcanhares no solo. Procure concentrar o peso do seu corpo em ambas partes de forma igual. Sentir o toque dos pés no solo é sentir a nossa relação com a realidade. ⠀⠀ Segundo Iyengar se ficamos em pé com o peso do corpo jogado somente sobre os calcanhares sentimos uma mudança no eixo de gravidade os quadris ficam soltos o abdômen fica protuberante o corpo se inclina para trás a coluna sente esforço e como consequência logo sentimos cansaço e a mente embotada. É portanto essencial dominar a arte de ficar em pé corretamente. Sente-se leveza no corpo e a mente adquire agilidade. Tadasana também denominada a postura da montanha é a postura básica de pé realizada nas práticas de Yoga. Esta postura consiste em permanecer em pé firme e ereto. Permancer em Tadasana além de atuar no âmbito físico atua também no energético equilibrando assim o Muladhara Chakra. O Muladhara Chakra é conhecido também como Chakra raíz ou de base. Muladhara é uma palavra sânscrita que significa “apoio da raiz”, mula significa raiz e adhara, suporte ou apoio. Este Chakra está localizado na base da coluna na região do períneo e está relacionado à sobrevivência. Desequilíbrios neste chakra são comuns em pessoas que não tiveram estabilidade na primeira infância. O sentimento de medo é portanto uma das características do desequilíbrio deste chakra. Medo de ser quem você é ou de mudanças pode estar relacionado a este desequilíbrio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas o que são Chakras? Chakras são centros de energia que se conectam com o corpo físico. São centros energéticos de captação, armazenamento e distribuição de energia vital (o prana) no corpo. Quando tocamos nossos pés corretamente no solo estabelecemos conexão com o elemento terra trabalhando assim nossa segurança e estabilidade. Além do âmbito físico e energético o Tadasana também atua no mental. Quando permanecemos estáveis em Tadasana a mente também ganha estabilidade. Em Tadasana mantemos o queixo paralelo ao solo e a verticalidade da coluna. Os ombros são projetados para trás e para baixo. Quando levamos nossos ombros para trás abrimos o peito aumentando assim nossa capacidade pulmonar. Quando respiramos melhor melhoramos nosso bem-estar nossa saúde e alteramos nosso padrão emocional. A qualidade da nossa respiração está intimamente ligada ao nosso padrão emocional Uma vez em Tadasana quando projetamos o peito a frente e os nossos ombros para trás incorporamos uma atitude corporal de confiança e estabilidade. Observe uma pessoa com ombros arqueados para frente. Uma das causas pode ser a falta de fortalecimento da musculatura da região das costas Por outro lado pode ser sinal de timidez medo de enfrentar as situações ou medo de se expôr ou simplesmente um mal hábito. Atualmente quantos de nós passamos longos períodos com o queixo projetado para baixo por conta do uso abusivo dos computadores e celulares. Com a projeção do queixo para baixo automaticamente arqueamos nossos ombros para frente desestabilizando nossa postura. Desta forma limitamos nosso ângulo de visão assim como reduzimos nossa mobilidade da região cervical. A má postura como esta descrita acima a longo prazo pode gerar padrões corporais e condicionamentos. Trabalhando a permanência em Tadasana através da consciência sobre seu próprio corpo é possível reconhecer esses padrões. Uma vez detectado podemos desconstruí-los. Se não tomamos consciência disso começamos a criar registros e marcas em nosso corpo. Ao permanecer em Tadasana procure afastar seus ombros das orelhas relaxando a região dos ombros onde acumulamos tensões do dia a dia. Muitas das tensões do dia a dia ficam registradas em nossa musculatura gerando dores e limitações de movimentos. Por isso que muitas vezes durante uma prática de yoga algumas pessoas choram pois passam por uma verdadeira catarse de emoções reprimidas uma vez que suas emoções estiveram impregnadas em sua musculatura. Quando relaxamos conseguimos agir sobre os músculos tensionados. Muitas vezes essas tensões estão associadas a acontecimentos passados ou emoções não resolvidas. Segundo Pierre Weil e Roland Tompakow em O Corpo Fala nosso corpo é antes de tudo um centro de informações para nós mesmos. É uma linguagem que não mente. Através de uma postura correta que começa desde o apoio correto dos pés no solo a energia circula melhor assim como o fluxo sanguíneo. A boa postura está relacionada aos aspectos físicos energéticos fisiológicos mentais e comportamentais. Através do corpo também enviamos mensagens. O corpo também é o nosso meio de comunicação. Ele manifesta posicionamentos internos e expressam sentimentos Quando nos comunicamos a maioria da comunicação não é explícita. A comunicação também pode estar implícita na sua atitude corporal. O corpo é uma linguagem não verbal silenciosa. Uma ferramenta poderosa para quem está em busca do auto-conhecimento.  Namastê.  

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Dicas de Yoga | 26 fev 2020 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

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Filosofia do Yoga | 27 fev 2020 | Cherrine Cardoso

A síndrome do “Ser Guru”

A síndrome do “Ser Guru” Estamos passando por uma fase interessante no desenvolvimento na classe humana, já reparou? Parece que estamos entrando num despertar coletivo na busca de algo que faça mais sentido para a grande dúvida do homem: quem sou eu? qual minha missão nessa vida? Pois bem, a resposta não vem de forma simples e juntamente com este despertar e com as perguntas, surgem aqueles que garantem te conduzir ao caminho das descobertas. Na verdade, os questionamentos não são recentes e nem a busca incessante por encontrar as respostas o são. Tanto que já passaram por este planetinha centenas de filósofos e profissionais ligados a psique humana para contribuir com essas dúvidas. E por conta deste ciclo, em que mais pessoas tem buscado algo que lhes auxilie nestas questões, surgem profissionais de vários calibres falando sobre autoconhecimento, alta performance, coachings, mentores, entendidos de todos os assuntos. Como em todo mercado a procura gera a demanda, né? Mas, como saber em quem confiar? Essa sim é uma pergunta difícil de responder. E por quê? Porque todos somos gurus em potencial. Todas as pessoas que somam experiências de vida, podem ser grandes professores. Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades. Os profissionais destas áreas, que visam contribuir para que você encontre o seu caminho e as suas verdades, têm um papel importante sim, mas é preciso um bom filtro para saber quem é o certo para você. E se a pessoa que você está seguindo têm algo real a contribuir; se só fará você se perder mais no seu caminho ou se estará fazendo você desperdiçar um tempo precioso no processo. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Não existe profissional perfeito, porque o profissional em si é uma pessoa. E todas as pessoas carregam suas imperfeições. E, não estamos imunes a elas. Mas dentro de uma gama bem ampla de opções, ainda mais nos dias de hoje com o advento da internet e redes sociais, você precisa deixar seu botão de alerta ativo, para que encontre profissionais sérios e não somente os grandes charlatões. E olha, tem vários. Bons mentores, bons professores, bons coachings são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos. Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda pra si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele. E por que esse assunto é importante? Para que seu crivo te ajude a escolher o melhor para você. Podemos ter vários gurus ao longo de nossa existência. Se parar para analisar, seus primeiros professores estavam dentro da sua casa. Foram seu espelho e referência pelos primeiros anos de sua vida até que chegassem os outros. E neste caminho, tantos puderam te levar a muitos aprendizados. Mas quando o questionamento é existencial como: quem sou eu, o que eu tenho que fazer, qual minha missão? Sua escolha deve ser cuidadosa, pois o caminho que seguir poderá te ajudar ou só deixa-lo ainda mais confuso. Uma outra dica que eu vejo como importante é: gurus que usam muito o pronome EU, talvez ainda estejam demasiadamente envoltos numa cortina de seu próprio ego. Eu sei, eu posso, eu consigo, eu conheço o melhor caminho para..., eu tenho as respostas... esse EU incessante demonstra pouca humildade e uma necessidade de reconhecimento constante. Dessa maneira, em algum momento, a admiração que temos por quem tem algo a nos ensinar, passa para uma grande frustração por alguém que promete e fala demais, mas não aplica seus próprios conhecimentos. Estamos todos neste caminho? Sim. Mas há quem reconheça que segue aprendendo, mesmo na polaridade de ensinante; e há quem já se julgue sábio o suficiente, a ponto de não precisar de feedbacks de ninguém. Destes, corra!  

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Filosofia do Yoga | 27 abr 2020 | Lucas De Nardi

O Yoga jamais o abandona

O Yoga está sempre presente. No ano passado, enquanto buscava um aplicativo sobre treinamento físico, cheguei ao Freeletics. Ele prometia deixar-me em forma, dar-me mais força e resistência com um treinamento que utilizava-se apenas - e isso foi o que mais me atraiu - o peso do meu corpo. Eu me tornaria um atleta livre, daí o nome do app. Achei a proposta interessante e os exercícios desafiadores. Baixei, fiz duas semanas de teste e acabei deixando o treinamento funcional de lado para dedicar-me apenas ao aplicativo por algum tempo. É claro que o início foi penoso, especialmente porque você mesmo define quando irá treinar. Não há compromisso com mais ninguém além de você. E isso exige uma disciplina e uma força de vontade enormes. Foi então que me dei conta que uma das coisas que mais me cativou na prática do Yoga foi justamente isso, sua capacidade de dar ao praticante autossuficiência e a necessidade de quase nada para ser praticado, apenas um corpo, uma vontade e o chão. Nem mesmo o silêncio é essencial, dias atrás fiz meu sádhana praticamente ao lado de um show de reggaeton. Lembro-me que alguns meses depois de começar a praticar Yoga, mudei-me para Ibiraquera, perseguindo o sonho de tornar-me surfista. Lá não havia uma escola, nem professores, muito menos colegas de prática. Mesmo assim, o Yoga foi comigo e eu o praticava pelo menos três vezes por semana. Depois que comecei a lecionar, mudei-me para São Paulo. Tinha turmas bem cedo e passava algumas horas da manhã sozinho na escola. O surf tinha me deixado, já que na capital paulista não poderia praticá-lo, mas o Yôga acompanhou-me diariamente em minhas horas de solidão matinal. O Yoga nunca o abandona. Isso porque a partir do momento que você o aprende, ele estará sempre dentro de si, fará parte da sua visão de mundo, pois em algum momento de sua história, ele o fez olhar para dentro e conhecer-se melhor. O Yoga estará sempre aí, acessível e disposto a fazê-lo evoluir. Porque o Yoga só existe quando você o pratica. E somente você pode fazer isso para si. Ninguém o fará. Mesmo dentro de uma classe, o professor o ensina a praticar, ele lhe transmite as técnicas, mas jamais poderá fazê-las por você. Nunca poderá insuflar em seu corpo a evolução que esta filosofia produz. E mesmo que você conheça pouco, mesmo que tenha esquecido de uma parte, mesmo se achava que não era bom o suficiente ou que nunca atingiu os resultados almejados ainda assim o Yoga não o abandona. Porque ele pode ser praticado de maneiras muito simples. Ele pode estar presente no momento que você se determina a manter o foco para realizar uma tarefa exigente da sua rotina, naquele mantra que você se esforça por lembrar e lhe traz um contentamento espontâneo enquanto esta preso num trânsito caótico, numa atenção plena que você escolheu viver ao conversar com um amigo, em uma invertida que você fez depois de um dia inteiro em pé a produzir algo, no momento em que você decidiu parar de pensar um pouco para clarear as ideias, num dia que você resolveu expressar gratidão aos que lhe fazem bem, quando manteve a consciência no corpo enquanto praticava seu esporte favorito ou quando fez aquela série bem simples de alongamento ao final de um dia de trabalho extenuante. Existem atividades que cessam quando não temos os elementos essenciais para sua execução, tal como tentar surfar sem ondas, jogar tênis sem quadra ou andar de skate sem asfalto. Mas o Yoga não exige nada, apenas seu corpo, sua vontade e o chão, quase como o aplicativo que passei a usar para me exercitar. Portanto, não é por falta de tempo ou vontade que você deixou o Yoga, é uma questão de escolha. Basta escolher vivenciá-lo que ele estará disponível, mesmo que de maneira muito singela. E quanto mais você o pratica, mais gana terá de conhecê-lo e conhecer-se melhor. E ele estará sempre ali, pronto para a próxima prática. Pois o Yoga jamais o abandona.    

Dicas de Yoga | 7 maio 2020 | Equipe YogIN App

Como Fazer Bakasana, a postura da garça

Como a postura da garça! O bakasana é uma das posturas mais estéticas do Yoga. É uma postura que treina diferentes habilidades no yogin, entre elas concentração, equilíbrio e força. Aproveite essa aula que além de ensinar tecnicamente a postura dá dicas de treinamento para aperfeiçoamento da execução. Fique de olho nos próximos episódios da série COMO FAZER e deixe nos comentários quais posturas você gostaria de treinar mais? Boa prática !   https://youtu.be/vPvKuiCHdlc   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os Asanas. Baixe gratuitamente o new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 27 maio 2020 | Daniel De Nardi

Como Fazer – Bhujangasana, a postura da Cobra

Como Fazer Bhujangasana Conhecida como postura da cobra, o bhujangasana é um dos asanas mais importantes do Yoga. Uma excelente compensação de posturas como o paschmottanasana e adho mukha. A professora Fernanda Degilio explica como executar perfeitamente essa postura no vídeo abaixo. Confira:   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

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Dicas de Yoga | 1 jun 2020 | Fernanda Magalhães

Para Tirar o Peso dos Ombros – Relaxando o Pescoço

Para Tirar o Peso dos Ombros - Relaxando o Pescoço   Nosso pescoço é uma parte importante e delicada do nosso corpo. Além de suportar o peso da cabeça em sua delicada estrutura, recebe toda carga de tensão emocional do dia a dia. Passar horas em frente a computadores e smartphones, padrões de movimentos repetitivos e estresse, podem fazer com que os músculos e ligamentos do pescoço se encurtem e se contraiam. Apesar de mais comum em pessoas que utilizam o computador por muitas horas, a dor no pescoço afeta muitas pessoas. Alongar a musculatura, promover relaxamento e fortalecer a área é a solução para prevenir maiores problemas. A prática de asanas ajuda a recuperar a forma perdida da coluna pela má postura. Algumas posturas também são excelentes para reduzir a rigidez e a tensão nos músculos ao redor da coluna cervical.  Se você é daqueles que fica logo com os ombros e pescoço rígidos nos momentos de estresse, dá uma olhada nessa uma seleção de asanas para descarregar a tensão: Comece sentando confortavelmente. Lembre-se de manter a coluna ereta, e se for preciso, apoie o quadril em uma almofada ou bloco. Comece a elevar o queixo em direção ao teto durante a sua inspiração. O movimento é lento e sincronizado. Suave o suficiente para não comprimir a cervical deixando o peso da cabeça solto para trás. Na exalação, desça o queixo em direção ao peito. Não é necessário encostar, mas vá até onde sua exalação e alongamento permitirem. Repita 6 vezes e retorne o queixo paralelo ao chão.   Agora inicie o movimento para os lados. Exalando, leve o queixo para a direita, tentando alinhar com o ombro direito. Inspirando, retorne ao centro para na próxima exalação, direcionar o rosto para o lado esquerdo. Repita 3 vezes para cada lado.   Com o rosto de volta ao centro, eleve os braços sem suspender os ombros e entrelace os dedos das mãos. Gire as palmas para o teto e exale descendo as mãos com os braços esticados, até que os braços fiquem paralelos ao chão. A coluna curva como se seu umbigo fosse colar nas costas, as escápulas se afastam ganhando curvatura no peito, a cabeça desce alinhada com os braços e o pescoço relaxa. Mantenha por cinco respirações e suba novamente. Gire novamente a palma das mãos para baixo ainda com os dedos entrelaçados e leve-as até a nuca, dobrando os cotovelos. Exale deixando o peso dos braços contribuírem na descida do rosto em direção ao chão. Neste movimento, ao contrário do anterior, a coluna permanece ereta, isolando o alongamento na cervical. Respire e permaneça 8 respirações. Inspire elevando o queixo paralelo ao chão novamente. Solte o entrelace dos dedos e leve as mãos relaxadas sobre os joelhos.   Entre em quatro apoios. Certifique-se que seus punhos se localizam alinhados com seus ombros e joelhos alinhados com o quadril. Faça o movimento gato-vaca arredondando a coluna para frente na inspiração e para trás na exalação. Não comprima a cervical na inspiração e mantenha os ombros afastados das orelhas empurrando o chão com as mãos. Repita 6 vezes, retorne a neutralidade da coluna e repouse em balasana, levando o quadril em direção aos calcanhares.   Se para relaxar em balasana você precisa de um apoio para sentar-se (se seu quadril está muito longe dos calcanhares) use um bloco entre os pés ou um rolo. Agora prepare-se para uma torção suave elevando o tronco um pouco do chão e passando o braço direito abaixo da axila esquerda. Deite seu braço direito completamente no chão deixando a palma da mão para cima, encoste a lateral da cabeça no chão. Leve a palma da mão esquerda sobre a direita e exalando eleve a mão esquerda empurrando o dorso da mão direita contra o chão. Direcione suavemente seu olhar para o dedão da mão esquerda. Permaneça 5 respirações.   Exale descendo a mão esquerda sobre a direita, leve a mão ao chão e empurre para trocar de lado.     Deite-se de barriga para baixo para entrar em bhujangasana (postura da cobra). Mãos abaixo dos ombros, inspire elevando o tronco e esticando o máximo possível os braços. Mantenha os ombros afastados das orelhas, as pernas ativas e a lombar firme. Mantenha cinco respirações. Exale descendo novamente o corpo ao chão, empurre o chão com as mãos e eleve o quadril entrando em adho mukha svanasana (a postura do cachorro olhando para baixo). Vá caminhando com as mãos em direção aos pés. Se for preciso, dobre os joelhos.    Faça algumas respirações relaxando o pescoço. Deixe a cabeça pesar em direção ao chão. Segure o cotovelo com a mão do braço oposto. Faça balanços suaves para um lado e outro. Pare no centro e solte ainda mais a cervical com movimentos como se estivesse dizendo sim (frente e trás) e depois como se estivesse dizendo não (um lado e outro).  Solte novamente as mãos no chão e comece a desenrolar vértebra por vértebra de baixo para cima enquanto sobre o tronco. Cervical desenrola por ultimo. Mantendo a postura com os pés afastados na largura do quadril, coluna ereta , queixo paralelo ao chão, faça giro de ombros partindo das escápulas, para frente e depois para trás. Três vezes girando os ombros para frente e afastando as escápulas e três vezes girando para trás e juntando as escápulas.   Relaxe os ombros e inicie o movimento de enrolar a coluna para descer novamente a cabeça em direção ao chão. Agora o movimento de mergulho é iniciado pela cervical levando o queixo em direção ao peito. Leve as mão ao chão e retorne a adho mukha svanasana caminhando com as mãos no chão. Leve os joelho no chão, sente-se nos calcanhares e deixe o peso do quadril deslizar para o lado esquerdo. Estique as pernas no chão e deite-se.  Inspirando eleve o joelho direito e segure-o com a mão esquerda. Exalando puxe o joelho em direção ao chão. Deite o braço direito no chão na linha dos ombros e olhe em direção a sua mão direita. Respire 10 vezes deixando o joelho pesar mais a cada exalação. Tente manter o ombro direito no chão.   Inspire retornando o joelho direito ao alto, solte a perna e desça ao chão exalando. Repita tudo com a perna esquerda. Agora, o momento mais importante, relaxar. Entre me savasana afastando os pés mais distantes que a largura do quadril. Deixe os braços repousarem afastados do tronco com as palmas das mãos para cima, feche os olhos e solte o maxilar deixando os lábios superior e inferior levemente afastados. Faça algumas respirações profundas exalando pela boca e entregue o corpo ao chão por, no mínimo 7 minutos. De nada adianta alongar a musculatura se não formos capazes de relaxar as tensões acumuladas na área. O pescoço e os ombros guardam todos os prazos apertados, cobranças e exigências da vida em sociedade. Incluir técnicas de respiração profunda e estabilidade emocional, é ideal para minimizar qualquer tensão sobre esta região.   Aproveite seu savasana. Namaste!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Dicas de Yoga | 2 jun 2020 | Fernanda Magalhães

Autoaceitação através do Yoga

Autoaceitação através do Yoga   Talvez você tenha buscado o Yoga para sua vida como uma ferramenta de relaxamento contra o estresse, para melhorar sua flexibilidade ou até mesmo como caminho de elevação espiritual, mas o que você não sabia e que começa a nascer lentamente dentro de você através da prática consistente, é o efeito colateral que considero mais importante do Yoga: o amor-próprio. Com o tempo, percebi que o Yoga é uma prática curativa através do encontro com si. Mas não você como é visto, não através da percepção externa como estamos acostumados a nos qualificar nessa sociedade. Nossa percepção de aceitação é baseada desde nossa infância, ou até mesmo desde a barriga de nossas mães, em estímulos externos. Algumas observações mal colocadas ao longo do nosso desenvolvimento podem nos fazer crer que não somos suficiente, o que é reproduzido em todas as áreas da nossa vida adulta. Então estamos sempre aguardando uma aprovação externa para nos sentirmos qualificados, seja intelectualmente, fisicamente, afetivamente ou qualquer outro aspecto de nossas vidas. E como o Yoga pode ajudar nisso? Simplesmente alterando o foco do externo para o interno. O Yoga não estimula competitividade e o julgamento. Mesmo que você pratique em grupo, todos estão envolvidos com sua prática pessoal, com seu corpo e mente sem preocupar-se ou mesmo observar o colega ao lado, ignorando a comparação natural do ser humano. As posturas são executadas com pontos focais específicos ou de olhos fechados, obrigando a sua percepção interna a trabalhar mais do que seus sentidos. Sem se preocupar com a observação alheia, começamos a não nos preocupar em como aparentamos naquele momento e nos permitimos sentir. Diferente de qualquer outra atividade onde você se ajusta para se “encaixar” ou ser aceito, é o Yoga que se ajusta a você. Não existem corpos certos para a prática, logo, também não existem pessoas que não podem praticar, tirando esse critério de exclusão da prática. Existem variações de posturas para todos os níveis de flexibilidade e força, proporções corporais e fragilidades, abraçando a todos com a mesma eficiência. Também existem diversos estilos e métodos para se praticar. Sempre indico à pessoas que não se adaptaram ao Yoga a tentar outros estilos e por que não, outros professores. É necessário estar confortável com quem direciona seu caminho e te orienta para que você se possa se despir para si próprio. “Todos podem praticar. Jovens podem praticar. Idosos podem praticar. Pessoas bem velhas podem praticar. Doentes, podem praticar. Quem não tem força pode praticar. Exceto preguiçosos; preguiçosos não podem praticar Ashtanga yoga” - Pattabhi Jois O Yoga te traz para o momento presente. O julgamento que fazemos de nós próprios se baseia em uma ideia do que deveríamos ser, uma projeção, o que não existe. O que existe é como você se apresenta agora e o tapete é o seu momento de se conectar com isto. Encerra os pensamentos de “se” e “quando” te convidando ao que “é”. Emoções que ignoramos por anos e anos vêm à tona, são vividas e curadas no tapete. Consequentemente aqueles padrões de pensamentos negativos em relação a sua visão de si desenvolvidos desde sua infância são quebrados dando espaço para novos pensamentos de auto-aceitação. A prática estimula a gratidão, trazendo uma nova direção para a observação do que há de bom no lugar do que você considera que é falho. O exercício da gratidão te faz reconhecer características suas e na sua vida que passavam despercebidas e não eram valorizadas. Com a prática constante você observa seu corpo executando movimentos que sua percepção de si não acreditava ser possível. Esses desbloqueios corporais te mostram que a sua percepção não sabe nada! (ego… tsc, tsc,tsc) Com o tempo você vai abandonando essa voz que te limita e que você permite te definir. Você começa a honrar seu corpo e reconhecer o poder dele como veículo dentro dessa evolução.   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Yoga te convida a experienciar ao inves de analisar, racionalizar e/ou criticar.   E para mim, o mais importante de tudo, o Yoga te permite falhar e te transforma em uma pessoa comum. Não há perfeição no Yoga. Há sempre um passo a mais a ser dado. É aprendizado e evolução constantes durante esse ciclo. É a libertação da tentativa de perfeição. A aceitação da falha, do incompleto, do caminho de construção ao invés do objetivo final. Abrir seu tapete e dedicar um tempo para você já é por si um ato de amor próprio, mas quando você se conecta com sua essência e compreende que é parte do todo, não há como não desenvolver um amor e respeito profundo por quem você é. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” - Mateus 22:39 Namastê!  

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Dicas de Yoga | 5 jun 2020 | Adri Borges

É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente

Corpo e Mente! Nosso corpo é um centro de informações de nós mesmos. Ele é uma linguagem não verbal que não mente. Conhecer o corpo é saber lidar melhor consigo mesmo e com os outros. Seu corpo é o registro de sua mente. Observe seu corpo neste momento. Leve toda sua atenção à região dos seus ombros e do seu pescoço. Sinta como se encontram os músculos da região do alto de suas costas. Faça respirações nasais e profundas procurando a cada expiração relaxar toda essa musculatura que envolve a região mencionada. Procure agora observar seu colega ao lado. Observe sua respiração seus ombros e o movimento do seu pescoço. É possível detectar o estado emocional de uma pessoa olhando apenas fixamente para seu tórax e para a região de seus ombros. Ombros contraídos e respiração curta geralmente são sinais de stress preocupações e ansiedade. Como o Yoga pode te ajudar? A prática do Yoga te propõe uma auto observação. Através das posturas do Yoga você aprende a reorganizar seu corpo e consequentemente sua mente. Você começa a entender como seu corpo funciona a partir da sua auto observação. Encontrando novos hábitos posturais trazendo maior consciência à todas as partes do corpo. Através das ferramentas do Yoga começamos a perceber o reflexo de nossas emoções projetadas em nosso corpo. Observe-se durante seu ambiente de trabalho quando é necessário entregar um relatório e seu filho já está na saída da escola te esperando e você acabou de se lembrar que esqueceu sua chave dentro da outra bolsa que ficou em casa. A respiração oscila os ombros enrijecem. Através das posturas do Yoga observamos nossa musculatura tensionada. A medida que passamos a nos tornar conscientes de nós mesmos adquirimos domínio sobre nosso corpo e mente e encontramos a paz. Mudando aspectos corporais mudamos também nosso estado emocional.Ao trabalharmos a musculatura do corpo dissolvemos tensões e emoções reprimidas. As emoções ficam retidas em nossa musculatura. Através das posturas do Yoga podemos trabalhar descondicionamentos. Através de posturas que muitos consideram malucas atuamos na desconstrução de um corpo moldado através da mente. Preparei para vocês uma prática com foco na flexibilização da região dos ombros pescoço alto das costas e braços. Procure se observar antes da prática durante e pós prática e faça seu auto estudo. É através da desconstrução de um Corpo que passamos a desconstruir uma Mente.