Blog

yogaposturas


Filosofia do Yoga | 19 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha – Yoga Falado #18

Exercendo a Gratidão para um Encontro com Santosha Pode até ser moda entre a comunidade Yogin, parecer meio bobo, e um pouco otimista demais, talvez, mas o exercício da gratidão pode transformar completamente a sua maneira de ver as coisas. Quem aí não conhece uma pessoa que apesar das adversidades está sempre alegre e ainda consegue elevar o astral de quem se conecta a ela? Mesmo, e talvez principalmente, possuindo poucos bens materiais essas pessoas parecem sempre felizes. Você já parou para pensar nisso? Estas pessoas estão no momento presente, apreciando o pagode de domingo sem pensar em acordar às 4h na segunda-feira... Somos buscadores. É natural que tenhamos desejos e normalmente falhamos em reconhecer o que já está presente em nossa vida. Esta é uma percepção que pode ser alterada para uma vida mais equilibrada, onde nossos desejos não serão mais valiosos do que a realidade.   O ser humano aprende a associar a felicidade com objetos desde o seu nascimento. Objetos, neste caso, também são outras pessoas, ou qualquer coisa que não seja ele mesmo. Tudo que é lido e compreendido neste mundo através de seus órgãos de sentido.   Então buscamos a vida inteira pelo outro, pelo homem ou a mulher, pelo carro, pela casa, pelo filho, pelo emprego, pela estética, pela grama mais verde do vizinho… É uma busca incansável por mais e mais um pouco.   O sentimento de alegria e o reconhecimento da felicidade pode vir quando nos reunimos com o tal objeto de desejo, mas isso é passageiro, porque está relacionado com esse o desejo e não com o objeto em si. O mesmo objeto tem um valor diferente se é desejado ou se já se faz presente.   E esta busca se torna interminável, por toda a vida, desejando o amanhã. Mas assim que conseguimos nosso grande desejo, surge um novo. Reconhece o sentimento?   Tem uma frase que sempre me faz parar e refletir, você já até deve ter lido por aí nas mídias sociais: “Você se lembra de quando você queria o que você tem hoje?”   É aí que colocamos nossa felicidade para depois, quando eu tiver tal coisa. Quando eu estiver em tal lugar. Quando estiver com tal pessoa. Ah, aí sim, eu serei feliz! E a tal felicidade nunca chega. Porque ela não mora em um objeto, ela mora na ausência de desejos a estes objetos. Ao reconhecer que ela já está dentro de você pois é um ser completo, que já possui tudo que precisa.   Se você já possui tudo que precisa, seja grato! Agora! Presença!   Não digo que é fácil, afinal, somos buscadores, é nossa natureza. Mas se mudarmos nossa forma de pensar e começarmos a enxergar o que é no lugar do que queremos?   Aquilo que você pensa, onde coloca seu foco, cresce. E, se sentimentos são resultados de pensamentos, você escolhe o que quer sentir hoje. O que vai ser?   Passei um ano inteiro escrevendo diariamente no meu pote da gratidão e percebi que os dias mais difíceis de reconhecer o que havia para ser grata eram aqueles onde não houveram flutuações, distrações ou inconvenientes. Naqueles dias onde tudo correu bem, dentro da minha rotina. Não era naquele dia onde tudo deu errado, sabe como é esse dia, né? Nos dias “ruins” é ainda mais fácil encontrar razões para ser grato do que em um dia neutro. Eram nestes dias neutros que eu precisava enxergar a vida pelos olhos de Santosha para exercitar minha gratidão.   Santosha, o segundo Niyama do Yoga é o contentamento. Não é alegria exacerbada, estar sempre sorrindo, aquele estereótipo de buda feliz que parece nem perceber o estresse externo. Santosha é equilíbrio. É reencontrar a felicidade que mora dentro de você independente dos cenários externos. É se sentir completo. Santosha é compreender que neste mundo, tudo é finito e mutavel, principalmente as emoções - incluindo alegria e tristeza.   Para mim, gratidão é instrumento ideal para obtenção de Santosha. Todo mundo sabe o quanto é fácil ser grato quando se está alegre. Os momentos turbulentos são reconhecidos e até mesmo enaltecidos atualmente como momentos de grande aprendizado. O difícil de verdade é ser grato pelo “comum”.   A Gratidão precisa se tornar um hábito. Quando exercido diariamente, programa o seu cérebro para se sentir agradecido mais frequentemente, afastando emoções negativas. Hábitos são ações que você se propõe a realizar até que se tornem cada vez mais natural. E pode confiar, essa mudança de olhar acontece. Fica cada vez mais frequente no dia a dia.   Como? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Se ao invés de reclamar do formato do seu corpo, você olhar para todo o complexo funcionamento dos seus sistemas que te permitem estar vivo lendo este texto? Então neste caso, você escolhe no cardápio de emoções que sua mente te proporciona, entre sofrimento pela vergonha e gratidão pela vida que vibra em todo seu corpo.     E durante a sua prática de asanas, você vai reclamar da mão que não chega até o pé ou você vai agradecer por ela abraçar seus tornozelos?   Meu pote da gratidão foi um excelente instrumento para desenvolver essa visão de presença através da gratidão, mas você pode começar apenas com um caderninho mesmo. Todos os dias um motivo de gratidão. Anote, tente não repetir. Use o mesmo horário, todos os dias. Se for fazer a noite, relacione com o dia que passou e se lembre de tudo que você viveu. De quanta vida você tem aí dentro.   Além dos benefícios relacionados a felicidade, segundo Emmons, psicólogo estudioso dos efeitos da gratidão, existem também benefícios físicos relacionados ao exercício da gratidão como: fortalecimento do sistema imunológico, diminuição das queixas de dores, diminuição da pressão arterial, melhora no sono e mais disposição ao acordar.   O exercício da gratidão nos faz perceber que estamos no poder do direcionamento de nossas emoções. Algumas mais fáceis de lidar que outras, certamente... Mas somos mestres da nossa mente e podemos alterar o curso de nossos pensamentos com ferramentas simples como “sou grato”.     Então faça sua mente trabalhar de forma positiva. Tirar o negativismo proporciona fluidez, desbloqueia e abre caminhos. Valorizar tudo que te fez chegar onde você está agora te tira do vitimismo. Você está exatamente onde deveria estar e tudo na sua vida te trouxe para este momento.   Respire, olhe para o lado e perceba, neste momento, do que você pode ser grato?   Sou grata por poder escrever semanalmente para vocês!   Gratidão!   Ouça também via:

Dicas de Yoga | 17 abr 2021 | Adri Borges

A importância da música como ferramenta para o bem – estar

A importância da música como ferramenta para o bem - estar Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autocuidado e do bem-estar para a nossa saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. A saúde plena é uma forma de total bem-estar, alcançado não apenas através da prevenção ou do tratamento de doenças, mas sim através de qualidade de vida, incluindo emocional e social. O hábito de praticar Yoga regularmente e ouvir música clássica nos ajuda a elevar nosso nível de saúde. Procuro manter o hábito de realizar minhas práticas de Yoga ao som de música clássica. Você já experimentou? Ouvir música clássica mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas, ajustando frequências de ondas cerebrais, nos inspirando, dando prazer, acalmando, e elevando nosso espírito. Ter o hábito de ouvir música nos deixa mais felizes. Neste processo o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que gera o bem-estar. Pesquisas realizadas por neurocientistas mostram, através de tomografias,  grandes quantidades de dopamina que foram liberadas durante o processo de ouvir música  o que levou os participantes da pesquisa sentirem emoções como felicidade e excitação. Ouvir música clássica diminui os níveis do hormônio do estresse cortisol em nosso corpo. A música clássica, tem efeitos relaxantes e positivos sobre nosso humor. Estudos também mostram que ouvir música clássica relaxante durante 45 minutos antes de dormir,  nos ajuda a manter uma boa noite de sono, combatendo assim a insônia. Imagine então uma prática de Yoga relaxante com música clássica antes de dormir? new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Outras pesquisas mostraram que a música pode diminuir a dor em pacientes em cuidados intensivos e pacientes de cuidados geriátricos. Quando ouvimos música, o cérebro libera os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar. Segundo uma pesquisa do Psicólogo Dr. Jim Coan, da Universidade da Virginia, quando ouvimos música, é possível temporariamente melhorarmos o desempenho espacial do nosso cérebro. Ele responde liberando endorfinas e outras substâncias que permitem melhorar temporariamente o foco, a habilidade de raciocínio e até as habilidades criativas. Já é comprovado que a música pode alterar nossa fisiologia, elevando ou baixando a pressão sanguínea e aumentando ou diminuindo os batimentos cardíacos. Estudos realizados na Universidade de Brunel, em Londres , comprovam que o organismo entra em sintonia com os sons ambientes. Algumas composições musicais podem ser relaxantes outras estimulantes ou estressantes. A musicoterapia recomenda certos gêneros musicais. Composições clássicas de Bach, Vivaldi e Handel, nos trazem a sensação de segurança e estabilidade. Mas de todo os sons do universo, o mais benéfico e restaurador é o som do silêncio. Sente-se confortavelmente com as pernas cruzadas e com a coluna ereta. Feche seus olhos e leve toda a sua atenção para a sua respiração. Ouça seus sons internos. Ouça as batidas do seu coração. Ouça o som da sua respiração. Mentalize OMMMMMM.   Aí vai uma playlist pra você: Momento SAVASANA de Adriana Borges   E também uma do YogIN App:  

Tradução Yoga
Formação de Professores | 16 abr 2021 | Daniel De Nardi

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? – Yoga Falado #19

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? - Yoga Falado #19   Você sabia que a palavra Yoga tem uma gama mais ampla de significados do que qualquer outra palavra em todo o idioma sânscrito? ⠀   A palavra Yoga pode significar bem mais que União, a tradução mais usada por professores e praticantes. Listamos mais de 37 traduções da palavra Yoga presentes no dicionário de sânscrito do pesquisador Sir Monier Willians,considerado a maior autoridade no assunto. Isso se deve ao fato do Yoga ter mais de 3800 anos de História e poder de fato significar muita coisa em diferentes áreas. O Yoga como um processo de desenvolvimento espiritual sempre esteve associado à Meditação e isso pode ser visto também nas traduções, como essa  \"Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação\" Os primeiros textos (Vedas e Upanishads) a tratar do Yoga como um processo para a busca da libertação,  relaciona o Yoga ao processo meditativo. Com o passar dos séculos, o método foi se aprimorando e surgiram as técnicas do Hatha Yoga como asanas e pranayamas. O poder de si mesmo, é  um dos exemplos de como se pode chamar de Yoga. E isso tem muito a ver com o Hatha Yoga que através dessas técnicas visa controlar impulsos naturais, como o fluxo dos pensamentos, para alcançar objetivos no auto-estudo. Há diversos outros exemplos de tradução da palavra Yoga em outras áreas da sabedoria indiana. Os indianos foram os primeiros povos a estudar e escrever sobre astronomia, foi a partir desse conhecimento que eles criaram também a astrologia. Na astronomia, uma conjunção de planetas ou estrelas, bem como uma constelação, é chamado de Yoga.  Já na Aritmética, outra ciência surgida na Índia, Yoga significa adição, soma ou total e na gramática, a conexão de palavras ou a dependência sintática de uma palavra. Abaixo você pode ver outras 37 diferentes traduções para a palavra Yoga segundo o Dicionário Sanskrit-English de Monier-Williams, página 856:  1.  O ato de unir, unir, prender, aproveitar. 2  Um jugo, equipe, veículo, transporte. 3 Emprego, uso, aplicação, desempenho. 4 Equipar. 5 Fixação (de uma flecha na corda do arco). 6 Colocar em (de armadura). 7 Um remédio, cura. 8 Um meio, expediente, dispositivo, maneira, maneira, método. 9 Um meio sobrenatural, encanto, encantamento, arte mágica. 10 Um truque, estratégia, fraude, engano. 11 Empresa, negócios, trabalho. 12 Aquisição, ganho, lucro, riqueza, propriedade. 13 Ocasião, oportunidade. 14 Qualquer junção, união, combinação. 15 Concordar, consentir, concordar com qualquer coisa. 16 Mistura de vários materiais, mistura. 17 Participando, possuindo. 18 Conexão, relação. 19 Reunindo, arranjo, disposição, sucessão regular. 20 Montagem em conjunto, adequação, adequação, adequação. 21 Esforço, diligência, zelo, diligência, indústria, cuidado, atenção, tenazmente, assiduamente; com todos os poderes, com zelo transbordante 22 Aplicação ou concentração dos pensamentos, contemplação, meditação, (como ensinado no Yoga-Sutra de Patañjali); o segundo dos dois sistemas Saṃkhya. 23 Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação 24 Yoga personificado (como o filho de Dharma e Kriyā). 25 Um seguidor do sistema de Yoga. 26 A união da alma com a matéria. 27 A união da alma individual com a alma universal 28 Devoção, busca piedosa de Deus 29 ( Jainas) entre em contato ou misturando com o mundo exterior 30 (Astronomia.) conjunção, conjuntura de sorte. uma constelação, asterismo (estes, com a lua, são chamados de cāndra-yogāḥ e são 13 em número; sem a lua eles são chamados de kha-yogāḥ ou nābhasa-yogāḥ) 31 A estrela principal de um asterismo lunar. 32 N. de uma divisão variável do tempo (durante a qual o movimento articular na longitude do sol e da lua equivale a 13 graus e 20 minutos; existem 27 tais Yogas começando com viṣkambha e terminando com vaidhṛti) 33 (Aritmética) adição, soma, total 34 (Gramática) a conexão de palavras, dependência sintática de uma palavra, construção. 35 Uma regra gramatical combinada ou concentrada ou aforismo. 36 A conexão de uma palavra com sua raiz, significado original ou etimológico. 37 Um violador de confiança, espião.   Se você gosta de estudar sobre Yoga ou deseja tornar-se professor, conheça o Curso de Formação de Yoga online do YogIN App. Clique no botão abaixo para saber mais sobre o curso.     https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Ouça também via:

yoga sutra
Dicas de Yoga | 15 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali

Você precisa conhecer os Yoga Sutras de Patanjali   atha yogaanuśasānam - “Agora, então, o ensinamento de Yoga”   Assim é iniciado o primeiro grande tratado sobre Yoga que se tem notícias. Como a datação histórica não era uma grande preocupação dos indianos, não sabemos ao certo quando o texto foi compilado. Acredita-se que foi escrito entre os séculos III e II A.C pelo sábio Patanjali. Não se sabe muito sobre Patanjali, e o que é passado, vem cheio de histórias fantásticas e mitológicas. Diz-se também que Patañjali foi um grande intelectual, gramático, médico e yogi indiano que escreveu tratados nessas três áreas. A palavra sutra, que traduzida quer dizer “corda ou fio” se refere a série de ensinamentos que são alinhavados como as contas de um colar. Um fio amarrando idéias. Idéias que eram amadurecidas após longos períodos de debates entre sábios, até que fosse estabelecido um consenso e um novo sistema filosófico formado. Nesse momento, um dos melhores praticantes era convidado para elaborar os aforismos que perpetuariam esse novo sistema. O Yoga é um dos seis sistemas filosóficos indiano conhecidos como darśanas. Os outros cinco são: nyāya, vaiśeṣika, sāṃkhya, mīmāṃsā e vedānta. A palavra darśana, em sânscrito é derivada da raiz dṛś - “ver”. Significando “visão” ou“ponto de vista”.   196 Aforismos foram compilados nos Sutras e divididos em 4 capítulos:   1 – Samādhi-pādaḥ ou  Sādhya-pādaḥ - O Objetivo Explicação do processo que nos leva à iluminação, meditação e concentração.   2 – Sādhana-pādaḥ - O meio Apresenta Kriya e Ashtanga Yoga. As práticas que facilitam atingir o estado de Yoga ou, o caminho para o Yoga.   3 – Vibhūti-pādaḥ - As Conquistas Apresenta os resultados reais da prática de yoga, que são o conhecimento e as habilidades especiais   4 – Kaivalya-pādaḥ - A Liberação Trata do objetivo final do Yoga, que é a identificação do praticante com o todo, a libertação absoluta.   A palavra anuśasānam, presente no primeiro verso dos sutras, expressa claramente a ideia de que a instrução é transmitida por uma autoridade, de professor a aluno, e, foi experienciada por sábios ao longo de gerações. Anuśasānam remete a uma longínqua corrente de professores responsáveis com a transmissão do ensinamento. Os Yoga sutras podem ser difíceis de compreender e não devem ser estudados, assim como o Yoga em si, sem o auxílio de um professor experiente. O texto foi originalmente escrito em sânscrito, uma língua morta, oferecendo uma barreira linguística, e apresenta as ideias de forma extremamente concisa, através de aforismos, tornando o texto uma obra a ser decifrada. Apesar de existirem muitas traduções e interpretações diferentes para línguas ocidentais, feitas por estudiosos e especialistas, a partir do século XIX até hoje, muitas delas foram feitas por pessoas que, apesar do conhecimento teórico, não tem conhecimento de como o Yoga funciona. Estas traduções não transmitem o real significado dos sutras, dando margem para interpretações simplificadas do conteúdo existente ali. Basicamente, os Yoga Sutras são diretrizes para que possamos atingir o estado de Yoga, que, segundo o próprio Patanjali, é a cessação das instabilidades da mente. - yoga chitta vritti nirodha Hum, mas Yoga não é o que a gente faz no tapetinho? Também, mas a prática de asanas (as posturas psicofísicas) é apenas uma pequena parte do caminho do Yoga, uma ferramenta usada para atingir o controle mental. Um único sutra se refere diretamente ao asana: \"sthira sukham asanam\" traduzido como “postura firme e fácil\", que seria a postura necessária para entrar em meditação. Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989), conhecido como o pai do Yoga moderno, foi o primeiro a juntar o trabalho de Patanjali com a execução de sequências de posturas psicofísicas. Para Patanjali, asana era o corpo moldado para suportar a meditação, o que podemos supor que seria sukhasana ou padmasana. “Ah, mas não consigo parar de pensar, já tentei meditar e não consigo”... Calma! Ninguém consegue parar de pensar e Patanjali não esperava isso de você. A interrupção ou cessação das instabilidades da mente descrita nos sutras não ocorre parando ou controlando o pensamento, mas sim, na desidentificação com eles. Ocorre na compreensão de que somos mais do que nossa mente. No texto encontramos a descrição de como a mente humana funciona e como usar este conhecimento para direcionar nossos pensamentos, e não parar ou controlar, com objetivo de nos livrar de todo sofrimento. Os Yoga Sutras discutem fundamentalmente os pontos fracos e fortes da mente; suas tendências, hábitos, funcionamento e as possibilidades de evolução. Patanjali descreve em detalhes vários tipos de práticas para refinar e integrar as qualidades da mente e da emoção que fundamentam a experiência humana, apresenta os obstáculos e expõe os resultados. Os Yoga Sutras são, acima de tudo, um guia para nos reconhecermos como Purusha, nosso verdadeiro ser, aquele imutável. O Yoga Sutras de Patanjali não é um texto sobre teoria, na verdade, é um texto objetivo sobre prática, apresentando objetivos, métodos e resultados. Nos confundimos ao achar que a prática de Yoga é resumida à prática de asanas e que todo o resto é teoria. No nosso corpo físico também reside uma mente humana passível de ajustes através de prática, tapas (disciplina) e abhyasa (prática, repetição). Desta compreensão de que praticar Yoga vai muito além do físico, a famosa frase de Pattabhi Jois “pratique, pratique, e tudo virá” toma um novo significado. Não é? A partir de hoje, faremos uma sequência de conteúdo sobre os assuntos abordados nos Sutras. Por enquanto, deixo com vocês o verso de reverência ao mestre Patanjali, seguido de sua tradução feita por Gloria Arieira no livro “O Yoga que conduz à plenitude”, onde ela comenta os yoga sutras:   “Yogena cittasya padena vācām malam sarirasya ca vaidyakena Yo’pākarot tam  pravaram muninām Patāñjalim prāñajalirānato’smi ābāhupurusākāaram sankhacakrāsidhārinam Sahasrasirasam svetam pranamāmi Patāñjalim”   “Com toda reverência eu saúdo Patanjali, especial entre todos os sábios, que elimina os obstáculos da mente, da comunicação e do corpo através de Yoga, da gramática e da medicina. Eu saúdo Patanjali, que até o braço tem a forma humana, segura uma concha, um disco e uma espada, tem mil cabeças e é de cor clara.”   Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 14 abr 2021 | Paula Amora

Yoga Emagrece? – Yoga Falado #20

Sera que o Yoga Emagrece? Acredito que muitas pessoas já escutaram esse questionamento. Acredito também que muitas pessoas já emagreceram com o Yoga. O fato é que muito além de posturas conscientemente executadas, o Yoga é uma prática de conexão entre todos os níveis do seu ser, é sobre autoconhecimento e evolução e essa busca pelo seu equilíbrio resulta em inúmeras transformações. Do sono ao padrão de pensamentos, da postura ao estado de contentamento… De cabo a rabo, de dentro para fora, de fora para dentro! O Yoga com certeza te torna um reflexo interno - o que você quer refletir?   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Essa talvez seja uma das dúvidas mais perguntadas no primeiro contato enquanto instrutora de Yoga - sem problemas, também tinha isso em mente quando fiz a minha primeira prática há 10 anos. De lá para cá, depois de muito empenho, transformação, entrega, com 25kg a menos, eu posso garantir, sim, que o Yoga emagrece. O ponto chave para mim foi: enquanto corpo físico for considerado o mais importante, eu comia, em vão, expectativas, emoções e experiências.     Yoga Emagrece? Esse é o nosso estado de ignorância e inércia. avidhya. Todos os corpos são importantes. Na visão do Tantra, nós somos compostos de shariras (corpos físico, psíquico, espiritual e energético) que possuem um equilíbrio mútuo. Então, claro, uma alimentação consciente, uma rotina saudável com prática regular de atividades físicas são essenciais para um corpo sadio, mas precisamos dar a mesma importância para o cuidado e descanso mental, para momentos de qualidade que empanturrem nosso coração de alegria e gratidão, de cuidado energético e, para tudo isso, precisamos nos conhecer bem. Não se trata de o quê, mas por quê e para quem. Faça por amor ao templo, para que você esteja bem, capaz, em sua maior potência e não para agradar os olhos de estranhos em uma estação do ano. Se o corpo, está bem, mas a alma está faminta, você precisa se nutrir de autoconhecimento e consciência para encontrar o equilíbrio em todos os níveis e se encontrar em União. Vai uma sugestão de cardápio além do prato que com certeza vai te saciar por completo: Desjejum: Consumir boas doses de pranayamas, agradecimentos e mentalizações positivas, de preferência, ao amanhecer. Pela manhã: 1 corpo mexido, 1 momento de exposição a luz do sol, 3 risadas e 2 elogios (e café, vai!). Almoço: uma porção farta de consciência política, ética e social sobre alimentação. Lanche da tarde: Para desinchar e desintoxicar o Ego, uma infusão na Natureza. Jantar: Evite frituras mentais e sentimentos pesados. Opte por uma meditação e vibração leve, regue com um bom mantra, acompanhe de gratidão. Ceia: Não se esqueça de deixar seu corpo de molho por, ao menos oito horas, para manter as propriedades e eliminar as toxinas. Escolha um momento do seu dia para imersão e integração mais profunda no Yoga, isso com certeza aumentará a absorção dessas propriedades.   Bon appetit!   Ouça também via:    

Samadhi - o filme
Filosofia do Yoga | 13 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Samādhi-pāda – do relativo ao absoluto

Samādhi-pāda - do relativo ao absoluto A primeira parte dos Yoga Sutras de Patanjali se chama Samadhi pada ou Sadhya (o objetivo) pada deixando claro que Samadhi é o objetivo do Yoga. Muitos traduzem samadhi como libertação ou realização, dando a ideia de que é uma coisa de outro mundo, um estágio onde somente aqueles que dedicam a vida à espiritualidade e renunciam a vida em sociedade podem atingir. Na verdade, este estado é o fruto colhido pela prática da metodologia proposta por patanjali na segunda parte de seus sutras, sendo, o samadhi, o principal resultado da prática de meditação. Lembrando que no texto de Patanjali Yoga é descrito como a cessação das instabilidades da mente, podemos compreender que Samadhi é um estado de união, onde não há identificação do indivíduo com as flutuações da mente relacionadas ao material ao emocional, aos papéis adquiridos e condicionamentos mentais. A mente é calada, o que não significa estar livre de pensamentos, significa apenas que estes pensamentos não tomam proporções indevidas. Neste estado, a mente reflete a natureza não dual, reconhecendo o Ser livre de limitações que realmente somos. Parece difícil de compreender e mais ainda de atingir? Pois nos yogas sutras encontramos justamente o caminho para tal. Costumo sempre me referir ao Yoga como um caminho, pois vejo claramente em cada técnica que aplicamos formas de “educar” nossa mente contra esta identificação natural e não consciente com a realidade criada. Os vrittis, que são traduzidos como flutuações e representam toda nossa “forma de pensar” condicionada pelo que absorvemos em nossa jornada neste mundo material, criam uma realidade em nossa mente que estabelece essa dualidade. A partir da dualidade nos identificamos com nossos personagens (mãe, pai, filho, cônjuge, profissional, irmão, amigo, etc...) e projetamos a ideia de que há uma consciência divina externa. Dessa forma, se faz necessário buscar “fora” a satisfação plena, paz e felicidade. Em samadhi está a realização de que tudo isto está dentro e que somos o todo. Samadhi não é ver luzes brilhantes e levitar, mas sim compreender que tudo está bem neste momento. Trata-se de ver a realidade exatamente como é, sem que nossos pensamentos, gostos, desgostos, prazer e dor governem e julguem. Samadhi não é sentir, é ser. E não pode ser encontrado no passado ou futuro, apenas no momento presente. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Patanjali descreve em seus sutras, tipos e níveis diferentes de samadhi, expondo que cada tipo ocorre em um nível diferente de consciência, mas todos representam a absorção do iogue em estado de concentração da mente. Este estado de união pode ser percebido quando o praticante ainda mantém a percepção da dualidade, em savikalpa-samadhi ou quando há dissolução do ego em nirvikalpa-samadhi. Atingir o estado de samadhi durante a meditação não quer dizer manter-se nele. Embora isso possa acontecer, muitas vezes, os meditadores experimentam samadhi por períodos curtos. A prática com tempo e regularidade treina a mente para operar em estados mais profundos da consciência e a transitar em diferentes níveis. Entende-se que os primeiros estágios de “treino” ou meditação são os mais difíceis. Os oito passos de patanjali, ou, o ashtanga yoga preparam o yogi para samadhi, mas a mente começa realmente a ser educada para a concentração extrema nos últimos: pratyahara (abstração dos sentidos), dharana (concentração) e dhyana (meditação). O tempo de “treino” para se atingir o Samadhi varia dependendo da intensidade do desejo de libertação do yogi, da regularidade da prática e dos samskaras (as impressões ou condicionamentos mentais). Como qualquer treino, a constância, a repetição e o tempo são determinantes na evolução. Ou pode-se, também, atingir samadhi através de Pranidhana, a entrega. Samadhi é o estado de presença e união, que nos permite experienciar o infinito, onde Yoga é o protocolo para alcançá-lo. Samadhi é quando o universo cabe em seu próprio corpo. Samadhi é Yoga.   Namastê

Dicas de Yoga | 12 abr 2021 | Daniel De Nardi

Quando fazer a postura da Criança – balasana ?

Quando fazer a postura da Criança - balasana ? Essa foi uma brincadeira que fizemos no Instagram, mas que o pessoal gostou bastante. Ria de si mesmo, aprenda com brincadeiras e não se leve tão a sério  

Filosofia do Yoga | 10 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Yoga Sadhana – Pratica de Yoga

Yoga Sadhana - Pratica de Yoga Sadhana é uma destas palavras em sânscrito que, às vezes, são utilizadas fora da aula de yoga não deixando uma pista do que significam.  Sadhana, em sanscrito, significa caminho, processo, disciplina ou serviço. Apesar de utilizada no meio espiritual, por se fazer presente através dos sutras de Patanjali, sadhana, originalmente, está relacionada a qualquer processo ou instrumento utilizado para se obter algo. Nesse sentido, todo esforço é um tipo de sadhana, porque leva à realização de um objetivo. Esta foi a intenção de Patanjali ao nomear o segundo capítulo dos yoga sutras de Sādhana pāda: descrever os meios para desenvolver o estado de Yoga no praticante. O capítulo é o manual que descreve as práticas para acessar nossa psique é através do físico.  Yoga sadhana é a pratica espiritual. Ser espiritual não quer dizer ser religioso, embora a espiritualidade possa estar sendo vivenciada através de um relacionamento pessoal com Deus, o Divino, Allah, Shiva... Ser espiritual é conectar-se com si. Limpar toda a turbulência do ego, separado do todo, para o reconhecimento do Eu superior e ilimitado. Patanjali apresenta Kriya Yoga e os oito passos do Ashtanga Yoga (yama, niyama, asana pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi) como as ferramentas de autoconhecimento que levará o praticante de encontro ao Todo. A libertação dessa dualidade é feita com ações dentro e fora do tapete, que nos acompanham durante as 24 horas do dia e não somente no momento determinado para a prática de asanas ou pranayamas.  A prática física, ainda sim, é de alto valor para nos manter ancorados. Deixar de lado horários e demandas para estender o tapete diariamente desenvolve a autodisciplina necessária para expandir o yoga para as demais áreas da vida.  Essa pequena, porém importante, parte de seu sadhana pode significar alguns exercícios respiratórios ao acordar, procedimentos de purificação como o jala neti ( purificação das narinas) ou uma sequência exaustiva de asanas acompanhada de meditação.  Tempo e intensidade serão definidos pela sua disponibilidade em cada momento de vida e serão ajustados de acordo com as variáveis ao longo do caminho. Praticar não é sempre fácil, muitas vezes é desafiante, há momentos conflituosos e difíceis. O imprescindível é manter a constância e frequência para desenvolver a atitude correta perante as dificuldades.  Esta autodisciplina não deve ser compreendida pela ideia de algo obrigatório, rígido ou forçado, mas sim como treinamento para a mente, tirando do automático e trazendo consciência para o nosso dia a dia. Ações atentas e conscientes é que nos conduzem ao caminho espiritual.  Yamas e Niyamas, os primeiros passos sugeridos por patanjali no ashtanga yoga, correspondem a maneiras de pensar a agir que tem impacto direto no estilo de vida levada pelo praticante e nos mostram que ações conscientes vão muito além de respirar e se encaixar em posturas.  Muito mais do que se esforçar para estar no tapete diariamente, sadhana é a disciplina de levar uma vida de Yoga, 24 horas por dia, a cada dia um passo à frente, se mantendo no propósito.   Namastê! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 7 abr 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga é praticado por mulheres na Índia?

O Yoga e as mulheres! O Yoga  moderno é praticado predominantemente por mulheres. Entretanto, historicamente sabemos que nem sempre foi assim. Talvez um dos mais nítidos contrastes entre os yogas modernos e antigos seja a divisão de gêneros entre os praticantes - especialmente para as tradições ascéticas indianas. ⁣ ⁣ Embora a prática do ascetismo e do Haha Yoga na Índia fosse predominantemente uma disciplina dominada por homens, há exceções importantes nos registros visuais e textuais de mulheres praticantes, como a pintura primorosa acima do Rajastão 1730 d.C. ⁣ E qual é a realidade hoje para sādhvīs (mulheres ascetas) que praticam Yoga na Índia contemporânea? Hoje em dia já tornou-se normal, a prática de Yoga feita por mulheres na Índia 🇮🇳 como se pode ver em práticas de Professores 👨‍🏫 de Yoga indianos populares 🧘🏻‍♂️ como Sri Babaramdev em que mulheres podem fazer normalmente. Isso tem permitido que líderes religiosas também ganhem destaque na filosofia do Yoga 🧘🏼‍♀️. Mesmo linhagens mais tradicionais já aceitam ascetas femininas, embora algumas iniciações não sejam transmitidas por homens a outras mulheres, mas elas podem conhecer as técnicas iniciáticas a partir de outras professoras 👩🏻‍🏫 de Yoga 🧘🏼‍♀️. Uma grande conquista para todos os yogins

Dicas de Yoga | 4 abr 2021 | Fernanda Magalhães

A Parte 3 – ASANA

ASANA - A Parte 3 Asana, o terceiro anga (parte) do ashtanga yoga de Patanjali é tão conhecido que chega até mesmo a ser confundido com o próprio Yoga.  Quem nunca disse que ia praticar Yoga, referindo-se somente à uma sequência de asanas? Não que esteja errado dizer que se pratica yoga ao executar a sequência de posturas, mas o erro está em considerar o yoga sendo apenas uma de suas partes.  Mas porque consideramos uma parte específica das oito descritas por patanjali como yoga? No próprio sutras, patanjali fala muito pouco sobre a posturas. Na verdade, ele cita somente a postura de meditação e \"sthira sukham asanam\", ou, uma postura firme e confortável é a única instrução de alinhamento que Patanjali dá para este Asana. Aliás, Asana, em sânscrito, significa “assento”. E por que então, o yoga chega a nós especialmente através dos asanas? Normalmente, quando o Yoga nos é apresentado, ainda não estamos preparados física e mentalmente para tal exercício. A execução de posturas psicofísicas visa a purificação e condicionamentos necessários para que partes mais avançadas do yoga possam ser praticadas.  Ninguém que deseja começar a correr, inicia a prática em uma maratona, e, nem mesmo em uma meia maratona. Igualmente, não podemos esperar que a tão sonhada liberdade (seria a linha de chegada do Yoga?!) se encontre sem o preparo necessário em todos os níveis envolvidos no despertar espiritual. O nível físico é o mais fácil de ser acessado no mundo material, onde costumamos nos identificar com nosso corpo como sendo nós mesmos. O asana deve ser percebido em todas as camadas, partindo desta mais externa, nossa pele, a parte do nosso corpo que está em contato com o que está ocorrendo do lado de fora,  para as camadas mais internas. E deve ser executado de dentro para fora, a partir do coração.  Se há desconforto físico, ficamos com nossa consciência presa no material e no incômodo experimentado. Desta forma, o corpo não está servindo como o veículo para a jornada interior, ele vira o ponto principal da existência. Uma simples amostra seria tentar meditar com dor de cabeça. Será um desafio muito maior se desconectar do conforto para então conseguir entrar em estado meditativo pois seu cérebro está focado em se livrar da dor. Os asanas trabalham como uma purificação física e também uma maneira de tornar-se calmo e estável quando há encontro da mente com o corpo.  Mas para que o efeito da prática física se expanda em vários níveis, a prática deve ser feita com consciência.  Seu corpo deve ser escutado, e não o cérebro. Neste momento, o cérebro deve render-se as mensagens do corpo e não ao contrário como costumamos fazer no nosso dia a dia, mecanicamente.  Se você pratica escutando seu cérebro, é mais provável que se machuque do que se cure. O cérebro imagina, o corpo executa, portanto, o que seu cérebro cria não é real, apenas o que seu corpo demonstra é. O seu corpo está sempre no presente, enquanto seu cérebro pode viajar na ilusão de passado e futuro. Por exemplo, você pode agora mesmo usar seu cérebro para se ver em uma postura super avançada e exigente fisicamente. Isso não quer dizer que seu corpo vá executá-la. Mesmo que nosso cérebro possa sonhar, criar metas e nos ajudar a progredir, é o corpo quem manda na velocidade e em seus limites.  Para desenvolver esta reunião de cérebro e corpo é necessário sentir a postura. No asana, usamos a pele, nosso instrumento de conexão com o mundo material, para buscar o alinhamento das posturas.  Evite utilizar espelhos na prática e, praticando drishti (os pontos focais), também não use seus olhos. Não observe a postura com seu cérebro através de seus olhos. Sinta a postura na pele e carregue até o centro, na área do coração. O trabalho do Yoga em relação a parte física é especialmente este: trazer o cérebro para o corpo. Sentir, ao invés de racionalizar. É a união do cérebro com o corpo que representa o asana. Yoga é união! Através da prática de asanas que curamos ou prevenimos enfermidades do corpo físico, trabalhamos a energia de forma a fluir livre de bloqueios no corpo energético e clareamos a mente nos livrando de pensamentos improdutivos e tóxicos. Um verdadeiro combo de preparo para etapas mais avançadas no desenvolvimento espiritual.   “E quando nos libertamos das incapacidades físicas, das perturbações emocionais e das distrações mentais, abrimos os portões da alma” - B.K.S. Iyengar em Luz na Vida Apesar de ser uma parte importante no caminho, e, talvez para nós ocidentais, uma parte essencial, precisamos sempre nos lembrar que o asana não é a parte central do Yoga - é apenas uma parte.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

1 2 3 10