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Filosofia do Yoga | 30 maio 2021 | Débora Rocha

Você sabe o que significa Adesh no Yoga?

Você sabe o que significa Adesh no Yoga? Em \"Siddha-siddhanta-paddhati\" (Escritura Natha - leia mais sobre a Tradição Natha, que é a Tradição do Yoga aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Nath), Gorakshanath (Criador do Hatha Yoga) diz que: \"Adesh significa unidade entre Atma, Jivatma e Paramatma\".  Ficou confuso? Não se preocupe, vou explicar melhor essa sopa de letrinhas! 😅😅😅 Paramatma é a Alma ou Espírito Supremo que existe em todas as criaturas vivas e está além de quaisquer limitações. Atma é a Alma individual eterna, que é transcendental por sua natureza e além dos limites das formas.  Jivatma é a Alma eterna encarnada no corpo.   As pessoas em seu estado de consciência habitual não percebem essa unidade. Essa ignorância (avidya) na visão do Yoga é a causa de todo o sofrimento.   Os Nathas consideram o mundo uma energia espiritual única. Na qual, não há divisão entre o sagrado e o profano. Toda manifestação da realidade é parte do Espírito Supremo. Numa visão Ocidental é a presença de Deus em tudo que existe, sem existir diferença entre o que está além de tudo e o chão que pode ser sentido abaixo dos seus pés nesse momento. A prática do Yoga ajuda a perceber essa conexão do todo. No entanto, a compreensão da unicidade entre a Alma individual e a Alma Suprema não é compreendida de uma só vez, mas no processo da prática de Yoga. Adesh é este estado no qual compreende-se que não somos nossa mente, nosso corpo e emoções. Parando de nos identificar com estas manifestações,  todos os limites ilusórios desaparecem. Ao dizer \"Adesh\", queremos dizer esse estado. Adesh é a vontade de Shiva de realizar o EU como o Universo revelado e a grande consciência encarnada em diferentes seres. Também temos essa vontade de nos convertermos na origem que sempre fomos, que somos e que sempre seremos. Usando a saudação “Adesh”, lembramos um ao outro que somos Yogins.    Adesh  🙏🙏🙏🙏 Fonte: https://nathas.org/en/articles/meaning-of-the-word-adesh/?sphrase_id=15186

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Dicas de Yoga | 28 maio 2021 |

Pragmatismo, ceticismo e meditação

Ceticismo e meditação! Para um cientista a palavra transcender significa elevar sob ou  ir além de um determinado limite, superar. Logo, quando pensamos que a todo o momento estamos superando limites, a todo o momento estamos transcendendo algum tipo de obstáculo. Talvez pela minha formação ou mesmo minha criação, acredito que transcender é simplesmente transpor um obstáculo, seja ele conseguir o emprego dos sonhos, ou obter o desempenho desejado num determinado esporte. Assim, quando comecei a praticar Yoga há 10 anos, sempre me fascinou a meditação, que implica em transcender matéria, corpo e se conectar com seu eu (o tão famoso self, estar presente). As ideias de estar presente, viver o agora,  essa noção Renato Russo: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque na realidade não há. Era isso que buscava quando comecei minha jornada. Era uma manhã fria quando saí de casa para minha primeira aula. Pensei, é agora que consigo ficar uma hora no silêncio dos meus pensamentos, até aquietá-los. No entanto, não foi o que aconteceu, ao contrário, fizemos uma série de exercícios físicos, alguns respiratórios e a professora, na sua calma, explicava o propósito de cada Asana e cada movimento que nosso corpo fazia. Confesso que quando saí da aula, senti que talvez não era bem aquilo que procurava, senti também partes do meu corpo que não sabia que estavam lá. Fiquei intrigada e resolvi ir uma segunda vez. Também não meditamos, fizemos alguns exercícios respiratórios que não entendi bem o propósito, fiquei montando mentalmente, para ser sincera, minhas aulas de administração que iria dar aquele dia. E assim foi por um longo tempo. Anos acho....não tenho  muita certeza. Quando tinha uns 4 ou 5 anos de prática, me mudei e também passei a frequentar outro espaço de Yoga. Tive a feliz constatação de que nesse novo espaço tinha uma aula específica para meditar. Foi então que nos primeiros 5 minutos a professora nos explicou que deveríamos liberar nossa mente de pensamentos. E fez uma brincadeira que não sabia ser uma história, uma parábola feita a outro Yogin muitos milênios atrás. Disse ela então: pessoal, meditar é simples. Fechem os olhos, se concentrem na respiração e não pensem em macacos. Mas por que diabos eu iria pensar nisso? Todos que praticam conhecem a parábola e foi exatamente isso que me aconteceu, eu só vi macacos durante uns 35/40 minutos que ficamos em silêncio. Nessa aula fizemos vários exercícios, meditações guiadas, exercícios de concentração, de memória. Eles corriam em paralelo com a prática de asanas. A prática física permitiu o vigor mental para que depois de uns 6/7 anos de prática eu finalmente conseguisse sentar confortavelmente sem dor ou formigamentos em nenhuma região. Isso vai de cada um,, cada um tem seu tempo. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Alguns efeitos interessantes que senti foram maior clareza mental, controle e tranquilidade após todas as sessões meditativas. Na prática ficamos sentados com a mente num estado interessante de”não pensar”. É a melhor descrição que pude encontrar do processo. No entanto, em sendo pragmática e cética, nunca pensei que ficar alguns minutos do dia ou algumas horas pudessem provocar algum efeito sob o corpo ou a mente. Claro que a prática física permite que você tenha resultados efetivos de força, flexibilidade, mobilidade, superação, transcendência. Mas a prática mental também. Sabemos, como cientistas, que o cérebro também pode e deve ser exercitado, sejam com exercícios matemáticos ou mesmo com exercícios de alta concentração mental. Sabemos que em se praticando podemos até produzir mais ou menos impulsos elétricos que permitem melhor funcionamento do coração, dos órgãos em geral e até mesmo do sistema imunológico. Isso tudo é comprovado, não preciso aqui me ater a isto. Tão somente quero deixar registrado um depoimento pessoal, de uma pessoa cética e pesquisadora curiosa. Sou formada em administração e nos anos que participei de pesquisa, sempre procuramos testar hipóteses. Como por exemplo, será que existe relação da variável A e B. Fácil saber:  basta você testar a relação. Mas como cientista social também sei a dificuldade de testes usando como cobaias seres humanos. Assim, com esse enquadramento mental, passei a fazer testes pessoais: meditar antes de palestras importantes, entrevistas, reuniões. Tentar usar a meditação como simplesmente aquietamento. Percebi que fico mais perceptiva e empática a outras pessoas. Isso significa que percebo melhor o que o aluno, por exemplo, quer saber, está com dúvidas. Parece simples, mas isso melhora a qualidade da aula. Seja ela uma aula de Yoga ou uma aula na faculdade de administração. No dia a dia, também percebi mudanças circunstâncias, fiquei mais calma, com a fala mais mansa, e com melhor claridade para resolver qualquer problema que por ventura ocorre. Faz muitos anos que não tenho uma explosão emocional, TPM não conta..... Mas o mais engraçado disso tudo foi como aprendi a meditar. Todas às sextas durante muitos anos faço uma aula que trabalha articulações e por acaso ela é voltada para mobilidade na terceira idade. Uma das alunas que tivemos foi a Lúcia ( que já está em outro plano, para os que acreditam). A Lucia tinha coleção de contadores de passos e vivia me contando que tinha um fascínio por contar passos, nos diversos locais que ia a pé no centro da minha cidade. Ela me mostrava seu contador sempre que chegava na sala, para dizer que tinha se exercitado, o que iria melhorar a prática dela de yoga. Sempre me contava e a professora que isso aliviava sua cabeça e a distraia, já que era muito sozinha. Numa das práticas de meditação a Lúcia me falou que contar a ajudava a relaxar. A professora sempre falava para nos fazermos isso e eu achava banal que não levaria a lugar nenhum. Daí comecei a mentalizar minha ida a pé até a universidade e contar os passo até lá....rs Ufa anos depois meditei. E te falar que o tempo não passou, como se você ficasse boiando num tempo paralelo, numa sensação de leveza. Voltei revigorada. Cada um, tenho certeza, tem a sua história com a meditação e com o Yoga. Mas meditar implica num trabalho de dedicação que não somente mental, mas também físico de flexibilização da mente e do corpo. De acordo com os textos védicos, a meditação é uma prática onde o individuo foca a mente num objetivo, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional. Talvez os textos hinduístas védicos sejam os primeiros a terem usado a meditação como forma de encontrar a libertação, ela entendido como sendo a libertação de tudo, inclusive emocional e material. É comum encontrarmos figuras e deidades em posturas meditativas dentro da tradição hinduísta. Já a chegada da meditação no ocidente trouxe a evolução do estudo sobre o self e a acuidade mental. Questões de atenção plena, desenvolvimento mental para alterar estruturas do corpo físico. Tudo isto feito numa perspectiva cientifica. Acredito que ainda temos um longo caminho a evoluir. Assim, como professora, pesquisadora e curiosa continuo nos meus estudos. E seguimos na contagem dos passos da vida para que assim possamos tranquilizar e sintonizar com nossa verdadeira essência. Namastê 

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Dicas de Yoga | 17 abr 2021 |

A importância da música como ferramenta para o bem – estar

A importância da música como ferramenta para o bem - estar Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autocuidado e do bem-estar para a nossa saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. A saúde plena é uma forma de total bem-estar, alcançado não apenas através da prevenção ou do tratamento de doenças, mas sim através de qualidade de vida, incluindo emocional e social. O hábito de praticar Yoga regularmente e ouvir música clássica nos ajuda a elevar nosso nível de saúde. Procuro manter o hábito de realizar minhas práticas de Yoga ao som de música clássica. Você já experimentou? Ouvir música clássica mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas, ajustando frequências de ondas cerebrais, nos inspirando, dando prazer, acalmando, e elevando nosso espírito. Ter o hábito de ouvir música nos deixa mais felizes. Neste processo o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que gera o bem-estar. Pesquisas realizadas por neurocientistas mostram, através de tomografias,  grandes quantidades de dopamina que foram liberadas durante o processo de ouvir música  o que levou os participantes da pesquisa sentirem emoções como felicidade e excitação. Ouvir música clássica diminui os níveis do hormônio do estresse cortisol em nosso corpo. A música clássica, tem efeitos relaxantes e positivos sobre nosso humor. Estudos também mostram que ouvir música clássica relaxante durante 45 minutos antes de dormir,  nos ajuda a manter uma boa noite de sono, combatendo assim a insônia. Imagine então uma prática de Yoga relaxante com música clássica antes de dormir? new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Outras pesquisas mostraram que a música pode diminuir a dor em pacientes em cuidados intensivos e pacientes de cuidados geriátricos. Quando ouvimos música, o cérebro libera os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar. Segundo uma pesquisa do Psicólogo Dr. Jim Coan, da Universidade da Virginia, quando ouvimos música, é possível temporariamente melhorarmos o desempenho espacial do nosso cérebro. Ele responde liberando endorfinas e outras substâncias que permitem melhorar temporariamente o foco, a habilidade de raciocínio e até as habilidades criativas. Já é comprovado que a música pode alterar nossa fisiologia, elevando ou baixando a pressão sanguínea e aumentando ou diminuindo os batimentos cardíacos. Estudos realizados na Universidade de Brunel, em Londres , comprovam que o organismo entra em sintonia com os sons ambientes. Algumas composições musicais podem ser relaxantes outras estimulantes ou estressantes. A musicoterapia recomenda certos gêneros musicais. Composições clássicas de Bach, Vivaldi e Handel, nos trazem a sensação de segurança e estabilidade. Mas de todo os sons do universo, o mais benéfico e restaurador é o som do silêncio. Sente-se confortavelmente com as pernas cruzadas e com a coluna ereta. Feche seus olhos e leve toda a sua atenção para a sua respiração. Ouça seus sons internos. Ouça as batidas do seu coração. Ouça o som da sua respiração. Mentalize OMMMMMM.   Aí vai uma playlist pra você: Momento SAVASANA de Adriana Borges   E também uma do YogIN App:  

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Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 |

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

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Dicas de Yoga | 18 out 2020 |

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição Você acredita no seu poder de intuição? Sabe como o Yoga pode te ajudar? A princípio, você sabe o que é intuição? Segundo o dicionário intuição é: substantivo feminino 1. faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. 2. forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta. 3. visão clara e direta de Deus como a que possuem os bem-aventurados.Apesar de sermos Corpo Mente e Espírito, quando nos encontramos em algum momento desafiador ou de stress, a tendência é nos focar em nosso lado racional. Quando focamos nosso lado racional, perdemos nossa conexão com nosso lado criativo, com nossas emoções e consequentemente com nosso poder de intuição. Segundo Bill George,Professor da Harvard Bussiness School, jamais deixaremos nossa intuição fluir se não nos observarmos. Ele ainda completa que todas as decisões são intuitivas. Se não fossem poderíamos procurar no computador e teríamos todas as respostas. Muitas vezes nosso pensamento racional domina a situação. Tomamos nossas decisões baseado na nossa mente consciente. Com o ritmo alucinante das grandes cidades, overdoses diárias de informações e obrigações o tempo se torna escasso. Não há tempo para respirar, silenciar e nos observar. Sem esta observação perdemos nossa conexão e nos fechamos para nossa habilidade de intuir. Sobrecarregamos nossa agenda com inúmeras programações: compromissos sociais e profissionais, atividades físicas, projetos intermináveis e happy hours com pessoas que muitas vezes nem nos lembramos os nomes. Todas essas distrações nós chamamos de entretenimento. E são elas que muitas vezes nos afastam de nós mesmos impedindo-nos de nos observar e deixar a intuição fluir. Mas qual seria a importância da intuição em nossa vida? Segundo o psiquiatra e autor Iain Mac Glchirist, a intuição é a tomada da consciência das coisas sutis que estão fora do foco da atenção. Coisas das quais temos consciência de forma inconsciente. Ele ainda completa que se passamos muito tempo focados na nossa mente consciente não vemos o que deveria ser importante e consequentemente, eliminamos essa informação. O que me surpreendeu nesta entrevista, foi quando ele disse que bem pouco de nosso processo mental é consciente. 95% possivelmente 99% não é nada consciente e agem para nos alertar de coisas que nossa mente não está ciente. São portanto coisas implícitas, coisas sútis. Como o Yoga pode te ajudar a despertar sua intuição? A prática da meditação é uma importante ferramenta para que você possa se observar e trabalhar sua intuição. Que tal experimentar? Permaneça sentado com as pernas cruzadas (postura meditativa). Mantenha seus olhos fechados e sua coluna bem ereta. Repouse suas mãos sob seus joelhos mantendo seus ombros voltados para baixo e para trás. Permaneça com seu queixo paralelo ao solo. Agora apenas inspire e expire. É chegado o momento de você se aquietar. Mantenha sua respiração nasal, lenta, profunda e consciente. Através dela você irá cessar o fluxo de pensamentos permanecendo assim em seu momento presente. Preste atenção em sua respiração estabelecendo assim uma conexão com seu mundo interior. Abstraia-se de ruídos externos temperatura do ambiente e peso do seu corpo. Agora apenas se observe. Sem se julgar e se envolver com seus pensamentos. Apenas observe! Quando entramos em estado meditativo e começamos a nos observar não há lugar para escapar exceto em si mesmo. Quando esta conexão se estabelece você realmente começa a ser você mesmo. Você começa a entrar em contato com o que há de mais verdadeiro, a essência do seu ser. A partir da sua observação você abre as portas para sua intuição fluir. Vamos meditar? Namastê.

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Filosofia do Yoga | 28 ago 2020 |

Quando entendi o significado de NAMASTÊ

Quando entendi o significado de NAMASTÊ O Yoga chegou até mim através de imagens de posturas desafiadoras onde mostravam pessoas de corpos esbeltos, tatuados e com um enorme e lindo sorriso no rosto. Comprei de cara a ideia. A partir de então eu não tinha ideia do que poderia acontecer dentro de uma sala de prática entre 4 paredes. Fui totalmente atraída por aquelas imagens de plasticidade únicas e rara beleza. Confesso que me encanto sempre com a beleza das formas. Mal sabia que a partir de uma bela postura entraria em um mundo tão repleto de possibilidades. Pelas posturas asanas conheci literalmente o real significado do \" silenciar a mente\", \" mantenha-se no seu momento presente\" e \" inspire, expire apenas pelas suas narinas\". Através daquelas posturas  desafiadoras publicadas em alguma mídia social comecei minha trajetória dentro do Yoga. Entre um sirsasana e um bakasana percebi minhas limitações, dons e potencialidades. Fechei meus olhos ,inspirei ,expirei profundamente, e através do silêncio profundo mensagens sutis de orientação começaram a aparecer bem  diante do meu nariz. Daquela mistura mágica de posturas desafiadoras alinhadas com minha respiração percebi uma nova forma de comunicação. Vi-me em plena consciência sendo levada a um lugar onde as fronteiras do corpo e a plasticidade das formas não eram tão importantes e nem limitantes. Foi aí que tudo se fez oração. Quando entendi o significado de NAMASTÊ. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você. Foi naquele exato momento que me dei conta de que quando a nossa mente se une com a mente de Deus tomamos a consciência de que Deus está em todas as coisas, inclusive e primordialmente dentro de nós. Segundo Hermógenes a postura do yoga apesar de parecer simplesmente uma atitude do corpo é muito mais do que isso é uma expressão do homem holístico manifestando-o em todos os seus níveis: no corpo no pensamento na emoção na ação no corpo sutil e no espírito. Assim como uma postura expressa um determinado estado de alma reciprocamente com o aperfeiçoamento desta arte ao assumir determinada postura o praticante é induzido ao estado psicológico a ela ligado como se fosse um psicotrópico isto é algo capaz de mover (trópico)  a alma (psiquê). Para Iyengar o yogi conquista o corpo pela prática dos asanas e faz dele um veículo adequado para o espírito. Ele sabe que o corpo é um veículo necessário para o espírito. Uma alma sem um corpo é como um pássaro privado de seu poder de voar . Ele ainda completa dizendo que o corpo é um templo que abriga a Centelha Divina. Negligenciar ou negar as necessidades do corpo e pensar nele como algo não divino é negligenciar ou negar a vida universal da qual faz parte. As necessidades do corpo são as necessidades do espírito divino que vive através do corpo. O yogi não olhar para o céu para encontrar Deus porque sabe que Deus encontra-se em seu interior.   Namastê. Adri Borges @plienamaste @plienamastestudio