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Podcast de Yoga | 27 nov 2020 | Daniel De Nardi

Gratidão e Thanksgiving – Podcast #43

Gratidão o que a Ciência conhece sobre seu poder Thanksgiving, o dia da gratidão. Esse é o primeiro episódio a tratar sobre esse tema, mas ele vai além e discorre sobre comprovações do que funciona para construir felicidade.   https://soundcloud.com/yogin-cast/gratidao-e-thanksgiving-podcast-43   LINKS   O que a ciência sabe sobre felicidade - Superinteressante - Setembro de 2017. https://t.co/ygfpXMu2IA — Daniel De Nardi (@danieldenardi) November 24, 2017   Podcast do Murilo Gun sobre Gratidão - https://soundcloud.com/murilogun/gratidao   Pirâmide de Maslow   Leonard Berstein Episódio que fala do compositor George Gershwin  Mihaly Csikszentmihalyi Relato de Budapeste  Crítica sobre a obra de Sandor Marai, escritor Húngaro https://youtu.be/yG4tv9Sddcc   Trilha sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: Gratidão e Thanksgiving -  Podcast #43 Está começando o 43º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, o seu podcast semanal a respeito de yoga e de assuntos relacionados a espiritualidade e outras buscas. Estou tentando encontrar uma frase que fique boa para este começo, mas isso não parece ser algo tão simples, se alguém tiver alguma sugestão pode escrever no comentários. Todo podcast tem uma slogan para abrir o episódio, e o meu cada dia penso em um diferente. Hoje vamos falar sobre gratidão, que é uma palavra bastante falada e difundida pelos iogues, quem acompanha o meu trabalho sabe que eu não uso muito essa palavra, não porque eu não goste ou não a valorize, mas porque acho que tenha se transformado em um clichê e acabou modificando um conceito do qual acredito, então acabo não usando, muito embora eu já tenha escrito sobre gratidão muito antes de virar uma tendência de hashtag. O texto que vou ler agora pra vocês escrevi em 2008, quando estava nos EUA no Thanksgiving, que é um dia especial pela gratidão, um dia que surge com o intuito de gratidão. Estamos falando após o Thanksgiving que foi ontem, na quinta-feira, e hoje vamos conversar um pouquinho sobre o conceito da gratidão e sobre esse dia. O texto que escrevi em 2008 diz o seguinte: “Hoje é dia de Thanksgiving, um dia para agradecer a tudo que temos, a data começou a ser celebrada em 08 de setembro de 1565 quando um grande almoço foi organizado de maneira colaborativa em Santo Agostino, Flórida, entre os exploradores ingleses e os nativos da América. Mesmo sabendo de todas as barbáries cometidas a posteriori, o fato de se ter reservado o dia para a consciência da gratidão foi bastante feliz. A gratidão é um dos mais nobres sentimentos humanos e é tão pouco praticado com sinceridade. Agradecemos o tempo todo por educação e não com o coração. Esse tipo de agradecimento só acontece quando estamos plenos, satisfeitos e consciente do valor das coisas. Só agradece sinceramente quem sente, vive e quem percebe com sinceridade. É preocupante o quanto reclamamos da vida e o quão pouco a valorizamos, agradecer é abrir espaço para receber mais e mais. Se recebo um presente e reclamo, é natural que quem me deu evite me presentear novamente, mas se agradeço com veracidade, a tendência é que eu receba outro presente e outro, e outro...Esse mesmo processo acontece na nossa vida, se agradecemos aos acontecimentos, aos amigos que temos, a boa relação familiar, ao sucesso no trabalho, abrimos espaço para continuar sempre.” Saiu uma reportagem, recentemente, na revista Superinteressante, falando sobre como construir a sua felicidade, na edição de setembro de 2017, ali eles usam de pesquisas cientificas e as comprovações relacionadas a felicidade. Um desses pontos, ao todo são sete comprovados pela ciência, é a gratidão, eu poderia explorara apenas ela, mas como a reportagem tá bastante rica e ela tem uma relação muito grande com o yoga, porque a medida que a gente observando que a ciência foi descobrindo como se produz felicidade, como a gente pode viver uma vida com mais bem estar, a gente vai observando que essas coisas, algumas delas que foram comprovadas já, mais da metade delas são trabalhadas na prática do yoga. Se eu quiser forçar, posso dizer que todas elas, mas tem algumas que são bem pontuais e bem nítidas, inclusive as citadas, como a meditação. Mas sabemos que yoga e meditação são uma coisa só, vou falar um pouquinho sobre o que mais me chamou a atenção nessa reportagem que achei interessante, e o que vale a pena relacionada a felicidade sendo construída pela prática, pela filosofia de como o yoga vê o mundo. A reportagem se chama “Felicidade, como construir a sua”, e eles vão tocar em sete pontos que foram comprovados pela ciência. Atitudes ou mudanças que se pode fazer para ter mais felicidade, mais bem estar. Eles usam bastante a pesquisa que cito aqui, uma pesquisa que foi transformada em documentário da Netflix do Happy, inclusive, eles vão citar aqui o Martin Seligman, que é quem conduz a pesquisa e o filme, então a reportagem diz que ele teve uma grande sacada, mas isso já havia ocorrido com outros psicólogos como, por exemplo, Maslov. Ele foi um dos primeiros cientistas a afirmar que a psicologia estava focando apenas em problemas e que se podia fazer um desenvolvimento através de coisas positivas. Que a gente poderia mudar aspectos da nossa personalidade a partir de aspectos positivos. Na reportagem eles falam que isso aconteceu pela primeira vez pelo Seligman, pesquisador da Universidade da Pensilvânia. A história começou a mudar em 1998, quando Seligman, especialista em depressão, deu uma palestra na Associação Americana de Psicologia. Ele pediu para que os cientistas se preocupassem mais com as qualidade humanas e não apenas com os seus defeitos, ali eles fundaram a psicologia positiva, que seria mais ou menos isso que eu estava falando, de você trazer estímulos positivos e trabalhar com aspectos positivos para melhorar problemas. Essa ideia já vem da cultura indiana, que se você tem um ambiente escuro, não se pode tentar expulsar a escuridão, tem que se trazer coisas positivas, mais luz. Então se a sua questão é ficar doente a todo o momento, a ideia não é ir se aprofundando na doença e nos remédios para trata-la, mas observar e praticar hábitos mais saudáveis ou evitar aquilo que tá aparentemente gerando aquele tipo de doença, então isso seria a psicologia positiva voltada para uma busca de felicidade. Então, quais foram os sete pontos que eles identificaram? A primeira teoria que eles abordam surge de uma pesquisa do Daniel Kahneman, que é o escritor do livro “Pense rápido e devagar”. Kahneman foi Prêmio Nobel de economia, por comprovar através do livro que temos a tendência de agirmos de determinada forma, e que isso acaba gerando, muitas vezes, uma intuição. De tanta repetição feita é desenvolvida uma inteligência que não é possível mensurar, mas que pela habilidade e repetição acaba-se agindo quase que instintivamente, intuitivamente. Ele provou outras coisas, como essa questão das memórias, que é a primeira dica em relação a felicidade. Ele fez uma experiência de medir a dor. Colocaram um paciente par medir o nível de dor, digamos que numa escala de 0 a 10, ele o mantiveram no nível 7 e no final da pesquisa eles diminuíram o nível de dor. Este paciente relatava a intensidade da dor que sentiu. Em outro paciente, o nível de dor mantido era praticamente zero, e no final eles aumentavam muito, o paciente ia de um nível quase nulo ao máximo de dor. Ao indagar o paciente, eles observaram que o segundo paciente relatava a experiência bastante dolorosa. Aqui entra a questão dos contrastes em relação a felicidade, que a gente precisa ter um contraste para que a gente perceba uma melhoria e aí sinta felicidade. Só que esses contrastes não podem acontecer o tempo todo, e isso é muito difícil, inclusive na reportagem isso fala, que se quiser manter esse estado de contaste o tempo todo seria necessário um desencadeamento de fortes (e boas) emoções, o que efetivamente é impossível. Não tem como gerar o tempo todo situações melhores, a vida vai sempre oscilar bastante porque a gente tem esse momento em que aparentemente está melhor, mas sempre se compara ao que aconteceu anteriormente. Não é necessariamente o real, depende sempre de uma comparação. O Kahneman diz que existem dois “eu’s” o eu do presente e o do passado, esses eu’s entram em conflito porque o do presente percebe as coisas de uma forma, mas a memória é diferente do que se está vivenciando. Então existe esse conflito dentro de nós, que a gente tem sempre o eu do presente e o do passado em conflito. É citada uma pesquisa realizada com os soldados da Segunda Guerra Mundial em que relatam como foi a experiência. Em 1946, cerca de 34% dos participante relataram que estiveram no meio do fogo cruzado e 25% confessaram te matado alguém. Quarenta anos depois os números haviam mudado, 40% disseram que haviam participado de batalhas e apenas 14% relataram que chegaram a matar. Ou seja, a passagem dos anos faz com que vida se torne mais aventura e menos perigosa, na hora, as vezes não é a melhor situação, mas as memórias que a gente vai criando, memórias positivas, não é o caso aqui da guerra, não é o caso da guerra, mas eles acabaram lembrando mais foi sobre a aventura que vivenciaram na guerra, e não das mortes. Isso é um caso extremo, mas na nossa vida a gente precisa, segunda esse primeiro ponto, geras memórias positivas, diferentes, gerar momentos que marquem a nossa vida de forma que os momentos de tristeza irão aparecer, que são esses momentos de flutuação ou de perda do status quo, sempre vão existir. E o que vai trazer o ânimo novamente, é o resgate das memórias positivas que a gente já teve. Tentar gerar movimentos, experiências diferentes são coisas que nos ajudam muito quando temos esses momentos da queda, por exemplo, eles falam sobre se investir em experiências muito mais do que em objetos, isso vai ser trazido quando se estiver num período mais pra baixo. A medida que se cria experiência, se ela tiver relevância, a gente acaba lembrando como algo positivo, mesmo que no momento tenha sido algo angustiante aquilo é lembrado de forma positiva. Investir em experiências pode manter a nossa fica com mais felicidade. A segunda dica é sobre meditação, como uma técnica para a melhoria do foco, isso as pesquisas já mostram, porque quando estamos no presente, a gente não tem tanto a vivencia do medo, não temos a vivencia da ansiedade, a vivencia do presente faz com que a gente reduza o seu medo e, consequentemente, o estresse, a preocupação constante que hoje a vida impõe as pessoas, e a meditação tem esse poder, de nos deixar totalmente no presente e, com isso, reduzir o estresse no nosso dia-a-dia. A terceira dica é o que eles chamam de estado de graça, essa teoria muito interessante – já a conhecia – é a teoria do Flow, uma teoria aplicada a administração, há muitos anos ela tem sido aplicada, mas agora cada vez mais pela difusão do Mindfullness. O Flow é, basicamente, o Mindfullness pra tudo, só que ele começou a ter comprovações científicas a partir de um psicólogo húngaro chamado Mihaly Csikzentmihalyi. (Há uns anos atrás fui para a Hungria sozinho, ninguém queria ir por ser inverno. A minha vontade de ir para lá se deu por dois motivos, o primeiro pelo fato do meu escritor favorito – Sándor Márai – ser húngaro, tinha um desejo de conhecer a terra dele; o segundo, porque na abertura do filme “Budapeste”, baseado no livro do Chico Buarque, tem uma cena filmada no Rio Danúbio, isso me fascinou a ponto de querer conhecer. Li um pouco que o húngaro é a língua do diabo, por ser a mais difícil do mundo. Quando cheguei no aeroporto de lá e vi as placas e ouvi as pessoas falando fiquei realmente assustado.) Csikzentmihalyi criou uma teoria de que o nosso cérebro consegue processar 110 bits e que quando fazemos uma atividade simples, estamos processando uma quantidade menor de bits. Se você faz uma atividade mais complexa, você vai acabar usando os 110 bits. Então se você está, por exemplo, dirigindo, é possível ouvir um podcast porque não exige totalmente da sua atenção. Agora, você não conseguiria fazer isso surfando, ali é necessário tem 100% da atenção no momento em que se está fazendo, ou qualquer outra atividade que exija 100% da atenção. As atividades que exigem uma atenção especial, geralmente atividade relacionadas a arte e ao esporte, deixam o executor tão envolvido que ele acaba entrando num estado de graça. A prática da meditação tem o intuito de levar a esse estado porque não estaria se usando os bits para nada além da função, pegaria algo simples e daria muita importância, isso faria com que o seu cérebro, ocupando toda a sua capacidade, desenvolvesse esse estado de graça, que é muito descrito em várias áreas, não apenas na meditação. Inclusive foi realizada uma pesquisa com 8 mil pessoas ao redor do mundo (monges, montanhistas, CEO’s...), esse estado de graça, o estado de flow, tem sempre as mesmas características, é uma concentração extrema que leva ao êxtase, um senso de claridade, um feedback imediato, a perda da noção do tempo e do indivíduo, e a sensação de que se faz algo maior. Isso é, efetivamente, uma descrição de um estado meditativo. A teoria do flow sugere que a gente faça essa ocupação da nossa capacidade do cérebro em todos os momentos, ou na maior parte dos momentos da nossa vida. Isso não abre espaço para preocupação. Por exemplo, quando se está no mar surfando, não tem como pensar que não se tem dinheiro para pagar o cartão de crédito, se está 100% focado no que está acontecendo no momento e quando se mantem mais foca nas atividades menos espaço se dá para o medo, para a preocupação, se faz essa vivência plena do momento presente, o que mantem um estado de motivação. A quarta dica eles chamam de antídoto para a tristeza, que seria uma capacidade de resiliência a suportar as dificuldades e se reabilitar por uma próxima dificuldade que vem à tona. Então seria não sofrer um baque tão grande, porque todos temos momentos na vida em que a emoção pesa, um momento mais difícil. Todo mundo já perdeu algum ente querido, perdeu algum relacionamento que gostava ou teve problemas no trabalho, isso é normal. O ponto é o quanto aquilo irá abatê-lo a ponto de você não voltar mais a vida como você quer viver, que pode desperdiçar, acabar com a vida de alguém quando ela não consegue se recuperar de uma situação emocional muito difícil. Isso não tem a ver com quantidade de dificuldade ou de dor que a pessoa está passando ou passou, mas sim com a capacidade de resiliência, de resistir aquela dor. Falei um pouco sobre o Sándor Márai, um outro escritor de romances, o Ian McEwan, tem como base em seu trabalho justamente esse tipo de situação, em que os personagens se colocam em situações extremas e não conseguem voltar à vida normal. Um bom exemplo é o livro “Na Praia” que retrato muito isso, o quanto um impacto pode acabar com a vida de alguém se ela não tiver a capacidade de se reerguer. Tem a ver com otimismo, de a gente ver a vida de uma forma positiva, saber que os momentos difíceis vão passar e que a gente vai poder se reconstruir, apesar de todas as perdas. A diferença entre o otimista e o pessimista é o tamanho da importância que eles dão para esses momentos mais difíceis, e a gente tentar dar menos importância para o que não está acontecendo de tão bom e valorizar mais o que é importante vai melhorar a nossa vida como um todo. Esse ponto está ligado a quinta dica que é a gratidão, o tema desse podcast, que será desdobrado em outro podcast a partir do que o Murilo Gun fala, que “gratidão não é moda e sim, tendência”. Moda é algo que passa, mas a gratidão faz com que valorizemos mais a vida, comecei lendo o meu texto que fala muito sobre isso, que ser grato faz com que as coisas venham com você. Nesse podcast do Murilo ele fala que a gratidão chegou para ficar, é uma tendência de comportamento, que não é passageiro, que marcou o nosso momento histórico, a gente está no momento de já resolver os problemas da humanidade, que a gente vai escalando nas necessidades, segundo Maslov, sendo essas necessidade fisiológicos, depois o ser humanos vai buscar um agrupamento e depois destaque nesse grupo, e dentro desse processo de evolução da sociedade como um todo, a gente está num momento em que não ´mais necessário lutar desesperada mente pela sobrevivência, algo que os nossos antepassados tiveram que fazer frequentemente. Hoje devemos ser muito gratos aos que vieram antes porque vivemos uma situação de conforto que não nos cabe outra coisa senão a gratidão aos antepassados, aqueles que sofreram para que hoje tenhamos a vida que temos. Lendo na íntegra o que a reportagem fala: “(...)5. Gratidão Ela surgiu em 2015 geralmente acompanhadas com fotos de pôr do sol ou de casais apaixonados, espalhou-se pelo Instagram e Facebook até se tornar a hashtag do momento. Logo, “#gratidão” virou desculpas para ostentar situações especiais pela rede. Mas não deveria ser assim, a gratidão – aquele genuína – que sentimos por alguém que nos faz bem, é uma fonte real de felicidade, pelo menos e o que dizem as pesquisas. Dois psicólogos da Universidade da Califórnia resolveram fazer o teste. Dividiram um grupo de participantes em três times. O primeiro, deveria escrever toda a semana frases sobre o que s deixam gratos; o segundo, sobre tristezas; e o terceiro, sobre eventos neutros, nem bons nem ruins. Depois de dez semanas, quem escreveu sobre gratidão, não estava mais otimista. Tinha feito mais exercícios e visitado menos os médicos. Faz sentido porque a gratidão funciona como um detector de coisas boas, quando começamos a agradecer pelos momentos bons da vida, e pelas coisas boas, ficamos também mais conscientes quando essas coisas acontecem de fato. Outra pesquisa mostrou que pessoas gratas apreciam mais as coisas simples do dia-a-dia, não dependem tanto de eventos extraordinários para se sentirem felizes. O bê-á-bá da gratidão Uma vez por mês, tire cinco minutos para escrever um e-mail para alguém que te ajudou, vale um professor inspirador, um amigo que te emprestou um dinheiro em algum momento de crise, uma ex-namorada que segurou a onda quando a sua mãe morreu...Pode parecer bobo e, talvez, você se sinta constrangido em enviá-lo, mas acredite, os efeitos do bem estar serão imediatos. Ao final do dia, anote três coisas boas que aconteceram nas últimas 24 horas, mesmo que pareçam insignificantes. Como, por exemplo o rapaz que ofereceu o lugar no ônibus para você sentar. Para incentivar o hábito, publique a lista todos os dias no Facebook, ao ver as palavras na tela, ela ficarão oficializadas e o saldo do seu dia parecerá melhor. Quando alguém fizer algo de bom para você, detecte e formalize o agradecimento na hora, faça uma ligação curtinha, mande uma mensagem no WhatsApp ou deixe um bilhete. O seu cérebro vai se acostumar a reconhecer as pequenas alegrias do dia-a-dia.” A sexta dica: nada e mais importante do que as pessoas. O Grand Studyé um estudo que começou a ser feito em 1938, eles se propuseram a acompanhara vida de 268 alunos da Universidade de Harvard até a morte com o objetivo de entender padrões em relação as escolhas, a felicidade, aos amigos. Hoje, dos alunos acompanhados, apenas 19 estão vivos, eles tem mais de cem anos. Um dos participantes era o John Kennedy. E o que a pesquisa acabou mostrando foi que as pessoas que tiveram menos problemas de saúde e que viveram uma vida com mais qualidade, o que ele tiveram não foi mais dinheiro ou mais fama, mas mais relações sustentáveis, saudáveis com a família e amigos de modo geral. As pessoas que tinham um casamento satisfatório, tinha isso bem mais como um valor do que o dinheiro e não obtiveram nenhum tipo de doença grave. Eles acabaram por mostrar nesta pesquisa, através do pesquisador, a conclusão de que a felicidade é amor. Então, a relação com as pessoas é muito importante para que se tenha a sustentação de um estado de felicidade. A sétima e última dica, para fechar, fala sobre a paz, de valorizá-la, de não gerar agressões ou conflitos desnecessários. Encontrar um tipo de solução, dentro do possível, já é uma grande contribuição. Isso que já é tratado no primeiro norma ética do yoga que é o Ahimsa, que tem uma relação com a paz. O princípio da não agressão é quando você tem certeza que não será agredido, só quando se tem essa tranquilidade é que se consegue ficar num estado de paz. Jamais existiria paz com possibilidade de agressão a qualquer momento. Então, se você não agride, você sabe que o outro também não irá te agredir, aí se gera um estado de confiança. Este é o podcast de hoje, ele começou com a música, homenageando a América, com um compositor nova iorquino Leonard Bernstein, a música é um trecho de um obra composta por ele chamada “The West Side Story”. A evolução da música clássica acabou indo para o cinema, como vimos com o John Williams e com o Phillip Glass, e também c para os musicais, como é o caso de Bernstein. Ele foi o regente principal do Lincoln Center durante muito tempo, compôs algumas óperas e foi para a Broadway. Independendo do veículo no qual está sendo veiculado, tudo é música e se está contando uma história através dela. Claro que a ópera tem um valor de antiguidade, mas a questão de ser popular é só devido ao momento histórico, hoje é mis agradável para as pessoas absorverem um musical do que uma ópera, mas no fundo eles são uma coisa só. E se vê esse momento de fusão que não aconteceu apenas com o Bernstein, mas também com o Gershwin, que é um outro compositor que morava em Nova Iorque e que passou a compor peças para a Broadway, falamos sobre ele no episódio 9 com o Rhapsody in blue, uma música bastante famosa. Temos aqui Leonard Bernstein com um trecho de “The West Side Story”. A história gira em torno do momento em que estava havendo uma desocupação da parte oeste de Nova Iorque, devido a construção do Lincoln Center. Bernstein conta a história de duas gangues rivais (uma de porto-riquenhos e outra de americanos) e um do líderes se apaixona pela irmão do líder da gangue rival. Uma história baseada em Romeu e Julieta uma ópera dos nossos tempos atuais. Leonard Bernstein ainda está vivo e compõe, trabalhou recentemente na composição de uma música pra um filme. Fiquem com um pouquinho de Leonard Bernstein um trecho de “West Side Story – América”.

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

OM Meditação
Meditação | 17 nov 2020 | Daniel De Nardi

A Meditação do SOM – Podcast #57

A Meditação do SOM - Podcast #57 Este podcast vai deixar perguntas sem serem respondidas - como as músicas são capazes de gerar tanto prazer em nós? Qual lógica evolucionista explica esse fenômeno? Ouça e nos diga o que você acha. LINKS Meditação no OM   https://soundcloud.com/yogin-cast/meditacao-om?in=yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes     Playlist com 7 Meditações   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Filme Amadeus Amadeus na @NEToficial https://t.co/r0vr1K0yn8 — Daniel De Nardi (@danieldenardi) March 9, 2018 Filme Amadeus     Teoria das Cordas   https://youtu.be/WWnHgiC4HM8   Teoria das Cordas - Documentário   https://youtu.be/053Wje5f72I   Filme roteirizado com um livro do Oliver Sacks sobre música - A música não pode parar Mozart   Playlist da série de podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa    

Podcast de Yoga | 15 nov 2020 | Daniel De Nardi

Crenças que moldam o mundo – Podcast #58

Crenças que moldam o mundo - Podcast #58 A elaboração do que existe além dessa vida foi uma das primeiras e mais importantes invenções humanas. No livro Criatividade, o filósofo Domenico de Masi faz um levantamento de escrituras religiosas mostrando que o quer era criado como \"o Reino dos Céus\" sempre tinha total relação com as dificuldades e carências que o povo que escreveu as escrituras estava passando. O mais interessante disso, é que as histórias que são contadas do que aconteceria além da vida influenciaram diretamente a riqueza das sociedades, como foi demonstrado no livro de Max Weber, A ética protestante e o espírito capitalista. E como essas histórias afetam o imaginário indiano?         Abaixo reproduzo as copilações de Domenico de Masi das escrituras de diferentes povos e religiões.   Riachos de Leite e de Vinhos para os Hebreus  Diz o Talmude da Babilônia. \"As espigas de trigo despontarão e alçar-se -ão como palmas nos cumes montes. E não pensem que a ceifa será tarefa árdua... O Santo, que Ele seja abençoado, fará soprar um vento do Seu tesouro e este soprará sobre as espigas e fará com que caiam os grãos. Então os homens andarão pelos campos e colherão um punhado com qual se nutrirão, a si e às suas famílias... O grão de trigo será como dois rins de um grande touro... Neste mundo é preciso colher e espremer, com esforço, os cachos, mas no mundo que está por vir bastará arrancar um galho da videira, carregá-lo numa carroça ou num barco e colocá-lo num canto da casa e ele fornecerá (vinho) à vontade, como se fosse um grande barril\" Como podemos ver o paraíso aqui descrito é um verdadeiro elenco de improváveis compensações: o justo, ao qual a passagem se refere e que apresenta diante das majestosas portas do Grande Éden, provavelmente é um pobre hebreu, que levou uma vida miserável, desgraçada pela fome, pela sujeira e, no deserto, também sede; e eis, portanto, a excitar a sua fantasia e a sua virtude, uma profusão de águas e de pães, de vinhos e de essências de rosas. Do trabalho, nem sinal, do momento em que se dispõe de bens à vontade e os serviços são desempenhados por anjos.   No Paraíso não se trabalha Quanto mais infeliz parecia ser a vida terrena em épocas de enfermidades, carestias, violências e injustiças, mais felizes eram es devaneios acerca da vida eterna no paraíso. Esta última, portanto, fornecia em positivo a fotografia da realidade negativa. O Apocalipse assegura que no paraíso não existem nem o mar com seus perigos, nem a noite com suas insídias pecaminosas; lá não existem lágrimas, lamentos, sede, doenças, morte, nem cansaço, fome, nem - obviamente - tentação e pecado. Esses corpos, segundo a Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, serão incorruptíveis, gloriosos, fortes e farão parte de um corpo espiritual. A essas virtudes irão se adicionar, gradualmente a impossibilidade, a sutileza, a agilidade e o esplendor. Segundo São Tomás, graças à  impassibilidade, não haverá mais velhice, sofrimento, doenças, fadiga, sono e fome: em outros termos, sem trabalhar mais, conseguiremos derrotar aquelas atávicas adversidades que sempre combatemos, através do trabalho.   Muçulmanos: nádegas de uma milha e orgasmos de um século  Como o Islã coincide sobretudo com zonas tórridas, desérticas, privadas de água e de verde, eis que para compensar, o paraíso muçulmano é inteiramente um jardim de eterna delícia, ao qual podem ter acesso homens, mulheres e animais. O clima não é quente nem frio, as chuvas são frequentes, assim como numerosos são os rios, os chafarizes e os riachos: não somente de água, mas também de mel, de leite e de vinho. Os jardins produzem bananas, romãs, lótus e uva em abundância. Os palácios são ricos em salões, terraços com vistas, pavilhões mobiliados com espreguiçadeiras, divãs e leitos elevados. Cada homem dispõe seja das Huri, seja suas eleitas: todas elas sorridentes e portadoras de um \" sexo assaz convidativo\" . As Huri são as virgens eternas, que toda vez readquirem a própria virgindade logo depois que a perdem, e que segundo Ibn Qutaliba, possuem nádegas enormes, que podem atingir dimensões de um milha por um milha. A cada abraço corresponde um tipo diverso de volúpia, e o orgasmo dura um século.     CALVINO: TRABALHO NA TERRA E REPOUSO NO CÉU Calvino, por sua vez, escreve que \"inteiramente ocupados na contemplação de Deus, os santos não têm nada de melhor para voltar os seus olhares ou dirigir os seus desejos\". Nessa relação com Deus, todos os beatos são praticamente iguais, mas, apesar de todos conservarem o próprio sexo, perderão toda e qualquer diferença de caráter social: \"O mundo terá um fim e, com ele, acabarão o governo, a magistratura, as leis, as distinções de classe, as diversas ordens de dignidade e todas as demais coisas desse gênero. Não haverá mais qualquer distinção entre patrão e servo, rei e camponês, magistrado e simples cidadão. Portanto, nem mesmo para Calvino, certamente o mais \"calvinista\" entre os fundadores do protestantismo e o mais decidido defensor da importância do trabalho na terra para obter a salvação, nem mesmo para ele as almas beatas no paraíso desempenharão atividades assimiláveis ao trabalho rural ou industrial. Sobre a Terra, para o severo genebrino, a vida urbana que fervilha em suas múltiplas atividades deve ser ancorada, dia após dia, no empenho espiritual: não somente através da oração mas também por intermédio do trabalho, que é valorizado e santificado. Aquele que obtém sucesso nos negócios é um predileto de Deus, de tal forma que recebe antecipadamente ainda nesta vida uma parte do prêmio celestial.   Hinduísmo: consciência observadora Esse aspecto será desenvolvido no podcast.     LINKS   Projeto YogIN 2018  https://yoginapp.com/projeto-yogin-2018-podcast-56       Playlist de Meditações   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Meditação ao som do Rio Ganges https://yoginapp.com/que-tal-meditar-ao-som-do-rio-ganges   Domenico de Masi, filósofo italiano autor do livro Criatividade, base deste podcast   A ética protestante e o espírito do capitalismo https://youtu.be/ic-wC1RJRcM       Joaquim Rodrigo, Marques de Aranjuez, compositor espanhol e autor do concerto para Aranjuez   Vídeo com pauta deste podcast https://youtu.be/ODWJxzN4Sm4   Playlist da série de podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Conheço o livro o Yoga do Autoconhecimento     https://yoginapp.com/lancamento-do-livro-o-yoga-do-autoconhecimento-podcast-54      

o que e o yoga
Podcast de Yoga | 13 nov 2020 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga? Podcast #61

Reflexões de um YogIN - Episódio 61 Vamos responder a pergunta que deveria ser a do primeiro podcast - O que é o Yoga?   LINKS     Ebook gratuito - As Origens do Yoga e da Meditação   Audiobook - As Origens do Yoga e da Meditação https://yoginapp.com/curso/as-origens-do-yoga-e-da-meditacao/   Playlist da Série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa        

Podcast de Yoga | 12 nov 2020 | Daniel De Nardi

A mente que aprende – Podcast #59

A mente que aprende - Podcast #59 Num mundo em que as coisas mudam cada vez mais rápido, a habilidade de aprender a aprender torna-se uma das habilidades mais importantes para a adaptação. Saiba mais sobre com aprender a aprender ouvindo esse podcast.   LINK   Curso sobre Aprendizado https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/     Podcast - A Dor do Aprendizado #33 https://yoginapp.com/dor-do-aprendizado-podcast-33     Podcast Aprendizado online   https://yoginapp.com/aprendizado-online-podcast-25   Alura Línguas - curso de inglês online   Hipsters Ponto Tech - Poliglotas, Aprendizado de Línguas e Tecnologia – Hipsters #88 https://t.co/SO9OP7uE6x — Daniel De Nardi (@danieldenardi) March 23, 2018       Livro sobre aprendizado  ResumoCast - Livros para Empreendedores - 115 Ninguém Me Ensinou a Aprender https://t.co/M54WHmkTqi — Daniel De Nardi (@danieldenardi) March 23, 2018     O futuro do mercado é o autodidatismo https://t.co/OVpihYHf9e — Daniel De Nardi (@danieldenardi) March 18, 2018   Curso sobre Medos que nos travam https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/   Meditações do Projeto YogIN 2018   https://yoginapp.com/projeto-yogin-2018-podcast-56     Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa        

aprendendo a meditar com o yoga
Meditação | 9 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendendo a Meditar com o Yoga – Podcast #60

Aprendendo a Meditar com o Yoga. Neste episódio falaremos do livro do YogIN App - Aprendendo a Meditar com o Yoga -  e como o esforço sobre si mesmo, chamado no Yoga de tapas é essencial para quem quer evoluir em qualquer atividade.     LINKS     Podcast que trata de tapas - Auto Superação https://yoginapp.com/preparacao-podcast-09/   Curso - Refletindo sobre Medos https://yoginapp.com/curso/refletindo-sobre-os-medos-que-nos-travam-dvesha-abhinivesha/   Página de Cursos do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga/ Ebook - Aprendendo a Meditar com o Yoga  https://yoginapp.com/curso/ebook-aprendendo-meditar-com-o-yoga/   Projeto YogIN - 21 dias de Yoga consecutivos    https://yoginapp.com/projeto-yogin-2018-podcast-56   Musica de Camâra     PLaylist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa      

Podcast de Yoga | 5 nov 2020 | Daniel De Nardi

O Yoga e os Doshas – Podcast #49

O Yoga e os Doshas. Nesse podcast a professora Gisele Correa, vai falar sobre doshas. Características individuas que devem ser equilibradas para que a pessoa consiga expressar suas capacidades. LINKS Podcast #47 sobre Condicionamentos e Reprogramação   https://yoginapp.com/o-yoga-e-reprogramacao-de-condicionamentos-podcast-47   Livro - O Poder do Hábito   Playlist com todas as músicas comentadas na série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa       PARA ALUNOS YOGIN APP   Aula do Dosha Vata   https://yoginapp.com/aulas/ayur-yoga-dosha-vata/   Aula do Dosha Kapha https://yoginapp.com/aulas/ayur-yoga-dosha-kafa/ Transcrição: Yoga e os Dhoshas – Podcast #49   Está começando o 49º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito do yoga e da espiritualidade, dando uma visão da cultura ancestral da Índia para as acontecimentos do dia-a-dia. Você está ouvindo uma música chamada “Pedro e o Lobo” de Prokofiev, que foi um compositor russo e ele compôs essa música com a intenção de que as pessoas aprendessem o som de cada um dos instrumentos, ao final eu vou deixar uma versão narrada explicando sobre cada um dos elementos que compõe a música. Assim, os personagens com o som vão contando uma história. É uma música muito interessante para quem quer aprender sobre os sons da música clássica e também conhecer melhor como são esses sons e como eles criando uma música. Porque a música é de fato uma conversa, ela quer transmitir algo e a gente entender como isso funciona, especialmente no caso da música clássica, favorece a contemplação deste tipo de som. Hoje eu vou começar lendo um e-mail que chegou da Ana Beatriz que é uma ouvinte recente do podcast, inclusive, eu nem pedi autorização para ler o e-mail. Se você não quiser, pode me mandar uma mensagem que eu edito e tiro esta parte. Ela escreve: “Olá Daniel, Quis escrever para dizer que gostei muito do podcast ‘O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos’ (...)” Esse podcast foi o 47, no episódio 48 fiz uma mensagem para 2018, então quem não ouviu vale ir lá, foi nesta época de final de ano, então nem todo mundo ouvir esse podcast, vou deixar o link na descrição. “(...) sinto que o yoga já me ajuda bastante neste processo, principalmente com os exercícios de respiração, mas me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido (...)” Efetivamente essa desprogramação do condicionamento que o yoga propõe pode ajudar em diversos outros tipos de condicionamentos, em muitas outras ações que a gente faz no automático. A medida em que você para e observa o seu corpo em uma determinada posição ou observa como a sua respiração está respondendo, isso irá ajudar quando você quiser observar um tipo de comportamento ou alterar algo que esteja arraigado a tantos anos. Mudar comportamento não é algo simples, é difícil, é doloroso, custoso e, dependendo do nível, vai ter uma dor, um sofrimento. A minha sugestão é que –tem um livro muito interessante, recente, chamado “O Poder do Hábito”, ele fala que hoje a ciência estuda e entende sobre hábitos, o que se parece muito com o conceito de Samkhya, que envolve os condicionamentos, os vassanas, que é a visão indiana dos condicionamentos. Então, o que a ciência descobre hoje parece muito, e nos dois casos vai funcionar se você adotar as sugestões, tanto do livro quanto se você estudar Samskar e Vassanar. A Ana fala “me identifiquei bastante quando você falou sobre comer rápido”, naquele podcast eu falei muito sobre o simples fato de eu sentar na frente do meu pai nas refeições, que é uma pessoa que come rápido, me influenciou. Então, eu tenho que fazer um trabalho para que haja uma mudança, hoje em dia já tenho muito mais consciência quando vou comer, mas isso foi uma das coisas que eu trabalhei na minha vida e que eu acho importante também as pessoas observarem e fazerem um tipo de reprogramação de condicionamento. “(...)eu como absurdamente rápido e sinto que isso me faz mal, mas é algo muito difícil para eu mudar, mas aceitei p desafio e vou começar a mentalizar, como você sugeriu e me esforçar para começar a mudar isso. Mas vai ser o meu primeiro passo e tenho certeza que isso irá me fazer bem. Enfim, demorei muito para ouvir o podcast, mas gostei tanto que quis compartilhar. Este livro já está na minha lista, eu quero ler, e agora estou mais interessada. Feliz 2018! Ana Beatriz” Muito obrigado pelo e-mail, o livro ao qual ela se refere é o que estou num processo de produção, ele vai sair em audiobook em breve, espero que em janeiro ele saia, é um livro que trata sobre o yoga e o autoconhecimento. É um trabalho bem amplo que desenvolvi ao longo e 2017 finalizando este processo agora no início de 2018. Então aguardem porque haverá novidades sobre esse audiobook. A gente falou sobre o episódio 47, mas agora vou falar um pouco sobre o episódio 48 onde eu falo o quanto é importante a gente fazer uma observação no sentido de valorizar aquilo que a gente já tem e não sempre buscando o que não temos ou que não está acessível. Então é muito mais inteligente, quando se está buscando uma tranquilidade interior, aceitar o que já tem, o que já é. Nesse sentido, a visão dos Dhoshas da medicina ayurveda se encaixa muito nisso. Os Dhoshas são uma forma de autoconhecimento que você vai perceber características pessoais, vou fazer uma comparação bem rude, mas os Dhoshas são mais ou menos como os signos do zodíaco, cada signo tem suas características, inclusive, a Nath sampradaya, que criou o Hatha yoga, tem como estudo o Hatha, a ayurveda e a astrologia, ninguém é especialista em todos, mas se tem uma noção dos assuntos. Estou começando o meu estudo agora de Dhoshas e ayurveda, não sou um conhecedor profundo, e quando a gente não conhece alguma coisa, a forma mais inteligente é primeiro assumir, porque ninguém conhece tudo e pegar de pessoas que já estão estudando, já estão aprendendo. No podcast de hoje, vou deixar uma explicação que a professora Gisele fez num live explicando sobre os Dhoshas, explicando como as técnicas do yoga podem casar neste tipo de prática, casar no sentido de equilibrar os Dhoshas. Então, por exemplo, se você tem um Dhoshas que é Pita, que significa muita agitação, pode usar positivamente e canalizar esta energia para uma coisa mais tranquila e você vai fazer um trabalho se ele tiver desequilibrado, isso vai muito de encontro com essa mensagem minha de 2018, de a gente ajustar aquilo que a gente já é pra conseguir viver melhor. Entender sobre os Dhoshas, entender o que são Dhoshas desequilibrados e como ajustá-los, podendo usar a prática do yoga para esse tipo de equilíbrio, é algo que eu acredito e vejo acontecendo nas pessoas. A Gisele especialmente tá trabalhando com a Ayuryoga, que vai muito fundo nessa análise dos Dhoshas e depois com as técnicas especificas. Nós gravamos três aulas com ela, uma para cada Dhosha, e quem é aluno do YogIN App pode assistir a essas aulas, a gente já publicou duas delas e em breve vem a terceira. Vou deixar a Gisele aqui com vocês, aproveitando o áudio que ela fez. Quem já assistiu, vale a pena assistir de novo, é um conceito que tem sempre coisas pra gente aprender, e, ao final, terá a narração de “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, que eu espero que seja um despertar para um conhecimento dos instrumentos, e que será muito interessante depois, ao ouvir outras músicas, a identificar cada instrumento. Quando se tem um aprofundamento em determinada área, se tem aspectos mais sutis. Um bom áudio com a Gisele, no vemos na semana que vem Satya mevajayate!   “Como eu já me apresentei, o meu nome é Gisele Correia, eu conheci a ayurveda através da professora Márcia de Lucca, então tenho uma grande gratidão por ela, minha professora. E no ano passado, quando voltei da Índia, fui conversar com ela me falou sobre o trabalho dela com ayurveda, eu achei superinteressante. Li os livros dela, ela tem um livre completo sobre o assunto, inclusive o tenho aqui, acho que para quem não conhece ayurveda e Ayuryoga, é um livro super gostoso, é uma leitura gostosa. O nome do livro é “Ayurveda – Cultura de bem viver”, sempre recomendo para os meus alunos. Fui lendo o livro e me interessando, comecei a aplicar algumas coisas na minha vida, em paralelo a isso, uma das minha alunas começou a fazer curso com o Dr. Ruget, que é a Aline Arruda, e a gente acabou abrindo uma empresa que se chama “Você no Infinito”, uma empresa que fala sobre ayurveda e yoga, tem até o nosso Instagram (@voce_no_infinito), quem quiser acompanhar o nosso trabalho, a gente posta bastante coisa sobre ayurveda e yoga. Acabei fazendo curso de especialização em Ayuryoga, então foi uma semana na fazendo Lila, com a Márcia de Lucca e um grupo, foi super legal, a gente passou uma semana imersos nesse conhecimento sobre ayurveda e yoga. E de lá pra cá tenho aplicado bastante nas minhas aulas, tenho lido bastante, tenho procurado mais informações sobre o assunto e nesse ano, na verdade, comecei a dar algumas aulas sobre Ayuryoga. Pelo Você no Infinito, eu e a Aline promovemos um retiro que, inclusive montamos uma apostila da qual irei ler pra você saber sobre cada Dhosha. Pra quem já conhece um sobre Ayuryoga, é um assunto muito extenso, muito difícil falar em 10/15 minutos, sobre esses dois assuntos, principalmente sobre ayurveda, que muita gente não conhece, então vou conversar com vocês um pouquinho sobre os Dhoshas e de como eu apliquei esse conhecimento nas aulas que foram gravadas e que o YogIN App vai disponibilizar pra vocês nas próximas semanas. Ayurveda (ayur, que significa vida e veda, conhecimento, então seria o Conhecimento da Vida ou também A Ciência da Longevidade) é uma medicina da Índia, ela consiste em um apanhado de conhecimentos milenares, existem textos que falam sobre tais conhecimentos, muito profundo sobre o ser humano e tem uma abordagem muito particular. Na ayurveda existe um tratamento para cada pessoa, na Índia existem hospitais ayurvédicos, o tratamento consiste em uma investigação sobre o estilo de vida do paciente, não simplesmente a indicação de um medicamento, indo, desta forma, do profundo da causa. É uma transformação, Então, para se cuidar de acordo com a ayurveda, é importante analisar os próprios hábitos alimentares, o sono, a maneira como se lida no cotidiano com as tarefas rotineiras e com os relacionamentos. Enfim, é uma investigação e dentro dela existem orientações que vão desde aulas de yoga (técnicas do yoga, Ayuryoga) e tem também as terapias, como massagens, recomendações alimentares, ervas. Então, é um tratamento bastante completo. Quando falamos sobre ayurveda é entender que o universo é constituído por cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter), ele é o macrocosmo enquanto nós, o microcosmo desse macro, então nós também temos os cinco elementos, terra seria a nossa estrutura mais densa (ossos, órgãos, músculos...), a água seria os músculos que a gente tem no nosso corpo, o fogo seria o nosso fogo digestivo, um conceito da ayurveda chamado agni, responsável por digerir tudo o que a gente assimila através dos sentidos, não só a digestão de alimentos, como a digestão de emoções, cheiros, visão, tato...Tudo isso é muito importante na Ayurveda, depois se tem o ar, que a gente respira, e depois o éter que seria o espaço que a gente tem no nosso corpo. Dhosha significa desequilíbrio, também é um conhecimento extenso para ser passado em pouco tempo, mas o que é importante, quando se passa a ter contato com esse conhecimento da ayurveda, é saber que os Dhoshas sãos constituídos pelos elementos. O primeiro Dhosha é o vata, que é constituído pelos elementos ar e éter, o segundo Dhosha é o Pita, que é fogo com um pouquinho de água e, por último, Kapha, que é terra com água. Vou falar um pouco sobre cada um desses Dhoshas, vou ler da apostila que preparamos para o retiro porque está de uma maneira bem resumida, vocês vão observar que haverá uma identificação com cada Dhosha, e é natural que se tenha características de cada um à medida que se tem os cinco elementos no corpo. O fato de um Dhosha ser predominante, não significa que os outros não estarão em seu corpo e também não significa que que não haverá equilíbrio dos outros Dhoshas. Inicialmente pode parecer confuso, mas conforme formos estudando e aplicando nas nossas vidas, esse conhecimento fica mais fácil. Vata (ar + éter) União de espaço e ar, regula todo o movimento do corpo e da mente, diz respeito, principalmente ao sistema nervoso, responsável pelo pensamento, pela atividade neuromuscular, respiração, circulação e movimento peristáltico. Está diretamente ligado aos ossos, a energia de Vata se concentra na região do cólon (intestino grosso, pélvis), juntas, sacro ilíacas e lombar. Quando o Dhosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas. Características: frio, leve, seco, irregular, inconstante, áspero, ágil e instável. Esse é o Dhosha do movimento, as pessoas que tem predominância desse Dhosha são pessoas com a mente muito ativa, que tem a mente pululante, então ela pensam em tudo ao mesmo tempo, falam bastante, se comunicam muito bem, são muito criativas, são pessoas que precisam estar em movimento o tempo todo. Exatamente por isso, dentro da Ayuryoga (Ayurveda + yoga), o yoga traz um equilíbrio para esta condição, quando em desequilíbrio, e uma prática do yoga boa para o equilíbrio do Vata, é uma prática que traz o oposto, Isto se chama teoria dos opostos. Dessa forma que a gente aplica as técnicas do yoga e todo o tratamento da ayurveda. Na teoria dos opostos o Dhosha Vata, por exemplo, que pertence, geralmente, as pessoas que sentem muito frio, pessoas leves que estralam as juntas com muita facilidade, sempre é possível saber que uma pessoa Vata está no ambiente devido ao estralo das suas juntas. Para trazer equilíbrio é necessário aquecer esta pessoa, no caso das juntas secas, é necessário consumir água e cuidar das articulações. Técnicas que não só ajudem no corpo físico, como também na estrutura sutil. Aquecer as articulações e, também, devido à mente pululante de um Vata, sugiro uma respiração ritmada, pra diminuir um pouco a necessidade de se movimentar, de falar, de se comunicar, para que Vata treine o oposto e consiga o equilíbrio. A prática que preparei para o equilíbrio de Vata começa com uma respiração ritmada, é uma prática bastante gentil, a gente cuida bastante das articulações, foca bastante na respiração para que a mente não saia voando por aí e não fique pensando em outras coisas e esqueça da execução da prática, há mais permanência nos asanas para trazer o equilíbrio inerente ao Vata, trazer a estabilidade. Pitta (muito fogo + pouca água) Representa o metabolismo e a energia potencial que dá brilho ao olhar, regula a fome, a sede e todos os processos de transformação que ocorre no corpo, como a digestão, a sua função é gerar energia, diz respeito ao sistema digestório, endócrino e enzimático. É responsável pela clareza mental, percepção visual, digestão, metabolismo e regulagem da temperatura. Está diretamente conectado ao sangue. Dinamismo e paixão caracterizam as pessoas de Pitta. Esse Dosha se concentra na região abdominal, intestino delgado, parte baixa do estômago e fígado, quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a sofrer. Características: quente, leve, intenso, perspicaz, impetuoso e cáustico. Pitta é o responsável pelo metabolismo, o fogo digestivo (agni) responsável por metabolizar tudo o que a gente recebe pelos sentidos. Por ser quente, ele é o oposto de Vata. Tudo em desequilíbrio não é interessante, então quando muito quente, Pitta pode estar em pessoas muito agressivas, impacientes, irritadiças. Neste caso é necessário resfriar Pitta com técnicas como as ante flexões. Técnicas que esfriem e acalmem, como a invertida sobre a cabeça (todos que fazem yoga querem esta posição). Pra Pitta, dependendo do dia, as coisas se agravam ainda mais, então é necessário que se vá para a prática de yoga para acalmar a irritação com as pessoas e com a competitividade exacerbada. E, as vezes, a pratica do yoga acaba intensificando o desequilíbrio, neste caso, ao invés de realizar a invertida sobre a cabeça, se pode fazer um sarvangasana (invertida sobre os ombros), que acalma e traz equilíbrio. Também coloquei uma técnica respiratória onde se puxa o ar pela boca e solta pelo nariz, então essa é uma técnica que resfria. É importante ir se testando e observando se a técnica está sendo importante pra você. Existem técnicas que irão pressionar a região do plexo solar (do estômago e do fígado), diferentes para o solo (como o asana, dolasana, shalabhasana...as torções também são técnicas importantes para se trazer equilíbrio para Pitta, então as inclui na nossa prática. Vale ressaltar que nenhum dosha é bom ou ruim, cada um tem a sua característica. A gente identifica o desequilíbrio porque na marioia das vezes estamos em desequilíbrio, a ideia é que o desequilíbrio seja identificado e que se entenda como as técnicas do yoga podem trazer o equilíbrio. Kapha (terra + água) Influência estabilizadora que lubrifica, mantem e contem. Dhosha responsável pelo acúmulo de gordura no corpo e pela retenção de líquido, representa a estabilidade e o “pé no chão”, sua função é regular a energia. Diz respeito, principalmente, ao sistema linfático, é responsável por dar suporte e nutrir o sistema nervoso, lubrificar o trato digestivo, as articulações e o trato respiratório, regular água e gordura. Está diretamente conectado em cinco do sete tecidos do corpo humano (plasma, músculo, gordura, medula e fluído reprodutivo), sua energia se concentra na parte alta do estômago e nos pulmões e vias respiratórias, os primeiros órgãos a adoecerem quando o Kapha entra em desequilíbrio. Características: frio, oleoso, pesado, sólido, estável, suave, leve e letárgico. O frio é a única coisa que Vata e Kapha tem em comum. Por se pesado, ter a tendência a letargia e a lentidão, é necessário, para trazer a teoria dos opostos, uma prática voltada no caminho inverso, neste caso: movimento, leveza e dinamismo. Então, a prática deste dhosha começa com um respiratório que vai aquecer o corpo, que vai movimentar esta energia sutil (que é o [inint 30:34], respiração acelerada), depois a gente começa com surya namaskar. Então a gente faz alguns suryas para ir aquecendo e movimentando o corpo, não permanecemos muito tempo nos asanas, a gente tenta desafiar o corpo porque Kapha tem a tendência a estagnação, então a gente precisa de movimento e de desafio. São muito boas as técnicas de extensão da coluna (quando se vai com ela para trás), isso estimula a região das vias respiratórias e pulmões, além de se trabalhar a extroversão. Kapha em desequilíbrio tende a depressão, se torna nostálgico. A prática deste dhosha e a mais intensa, quando comparado aos outros, a descontração no final não pode ser muito longa. E é recomendável para quem, por exemplo, senta para meditar e sente que está com sono, fazer uma respiração acelerada e depois fazer a meditação, isso irá deixa-lo mais acordado, e vai fazer com que você aproveite melhor a sua prática. Caso haja dúvidas, se quiser perguntar, podem me mandar mensagens por aqui, me marcar ou mandar um direct no Instagram. Aconselho a voc~es fazerem as três práticas (quem não conhece), e sentir como é que cada prática atua no seu corpo físico, atua na sua sensação, nos seus sentimentos, na sua mente. Perceber a diferença entre cada prática e notar qual delas traz equilíbrio ou desequilíbrio. Quando falamos sobre ayurveda, é importante que tenhamos em mente que não é uma ciência de bolo, aprendi isso com a Laura Pires, que é super conhecida na ayurveda, uma pessoa muito especial, uma estudiosa, se especializou em alimentação, mas tem bastante conhecimento na ayurveda (depois vou recomendar dois livros pra vocês). Pode ser que você seja uma pessoa que tenha uma constituição Vata, mas que esteja com desequilíbrio de Kapha, então, a pratica mais indicada será a de Kapha. Tudo depende de como se está no dia, qual o comportamento de vida. É importante ver e cuidar do desequilíbrio.   E como se descobre isso? Vou recomendar dois livros que tem testes que podem ser feitos e ter uma ideia de qual é o dhosha mais predominante. É importante ler sobre o assunto e identificar o que se está em desequilíbrio. Quem estiver afim de ir a fundo pode se consultar com uma terapeuta ayurveda que irá recomendar os alimentos e a prática de yoga mais interessante no momento. Se for uma doença grave, o ideal é que se vá ao médico porque o tratamento será outro (que pode ser o Dr. Ruguê ou o Dr. César Deveze e tem outro muito bons de ayurveda no Brasil). “O Sabor da Harmonia” é o livro da Laura Pires, tem umas receitas muito bacanas, tem o questionário e depois ela discorre um pouco sobre cada dhosha. “Cultura de Bem Viver”, da Márcia de Lucca, bem completo. E, para quem já conhece esses títulos, também tem outro que eu gosto que é o “Yoga e Ayurveda – selfhealing and self realization”, do David Frolley (é possível comprar na Amazon). É um livro interessante porque no livro, o Dr. David Frolley é um grande mestre de ayurveda, ele fala sobre astrologia védica. Sugiro que leiam os outros livros antes do Dr. Frolley. Não consegui acompanhar as perguntas no live, se quiserem, temos alguns minutos ainda. Acho que vi que alguém perguntou se darei aula em grupo. Não tem como dar aula em grupo de Ayuryoga, mas é possível orientar cada um, é importante que todos tenham uma prática pessoal (aluno e professor). Conversando e tendo conhecimento, o professor pode orientar qual é a melhor técnica de yoga a ser feita naquele momento pelo aluno na própria casa ao acordar. Quando dou aula em grupo, consigo apenas explanar rapidamente sobre cada dosha, não é possível, desta forma, indicar algo específico para cada aluno, até porque é um processo mais demorado e pessoal. Não é algo simples de se verificar na aula. É preciso passar por uma consulta ayurvédica e, então, entender como se busca o equilíbrio através do yoga e das outras recomendações. É isso, acho que falei tudo. Obrigada, espero que vocês gostem das aulas que estarão disponíveis ao longo das semana. Qualquer dúvida, pode mandar pelo direct do Instagram, terei o maior prazer de falar com você, ok? Obrigada e Namastê!  

Podcast de Yoga | 1 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendizados – Podcast #20

Aprendizados - Podcast #20 - Reflexões de um YogIN Contemporâneo No 20º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo, falo sobre a importância da habilidade de aprender para a realização do Dharma, que é o propósito de vida de cada um. https://soundcloud.com/yogin-cast/aprendizados-podcast-20 Links  Dharma e Yoga - A busca do propósito https://youtu.be/H6uD6jMPtsI?list=PL3Y5CFIJsp-zNlhOw9t2Tdf1ECwPz_lzs   Curso  https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/ Debate sobre o Futuro do Trabalho  https://youtu.be/vPd91hzDQr4    Nelson Freire, após me dar uma bronca por o ter cumprimentado forte demais Página de cursos de Yoga no YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga    Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição Podcast   Aprendizados Podcast #20 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, estamos começando o 20º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo” que traz assuntos do nosso cotidiano sendo interpretados por uma visão, uma cultura ancestral da Índia. Hoje o assunto é “aprendizado”, desde que eu comecei a profundar os meus estudos no yoga, especialmente após o lançamento do YogIN APP, comecei a produzir uma quantidade bastante grande de conteúdo para o site, isso foi tema de um curso que eu lancei este ano chamado “Yoga, aprendizado e liberdade”, a minha ideia por trás do curso foi trazer conceitos e coisas que eu mesmo aplicava o aprendizado, e o que  o aprendizado tem a ver com tudo isso que a gente está falando, sobre yoga e sobre esses assuntos que a gente discuti aqui no site? O yoga tem como um dos objetivos a realização do Dharma, a realização daquilo que só você pode cumprir, aquilo que é o seu papel no universo. O yoga acredita muito nessa visão do Dharma e isso é muito importante pra que a pessoa se realize ela precisa fazer um ofício que a realize, não precisa ser algo relacionado ao financeiro, mas ela tem que agir no mundo de forma coerente com a sua essência interna e assim, essa parte de realização do Dharma é parte da realização pessoal. Então eu vi que uma das grandes dificuldades da realização plena do Dharma era a capacidade que a gente tinha de aprender, à medida que a gente aprende mais a gente conseguiria colocar no nosso ofício aquilo que de fato somos, a gente conseguiria expressar melhor que somos a medida que se tem mais aprendizados em diversas áreas ou na área específica que você está atuando. Então eu montei esse curso, que é dividido em diferente módulos e que traz ideias e conceitos sobre a questão do aprendizado que eu acho essencial, não no sentido da modernidade, porque esse é um tema a que a gente traz sempre no podcast, o aprendizado está sedo cada vez valorizado, mais pelo valor pessoal e pelo desejo em aprender. No curso eu explico que no primeiro momento a mente tem uma resistência ao aprendizado, mas na medida que o tempo passa ela, tudo se torna mais prazeroso e habitual. A realização desse Dharma depende de uma expressão interna, de coisas que te agregaram na vida e se você tem o universo interno mais rico, um universo subjetivo, tudo torna-se mais fácil de expressar e de desenvolver a própria singularidade. Hoje eu estava ouvindo um podcast que eu gosto bastante (vou deixar o link), nesse podcast especificamente eles falavam sobre trabalhos no futuro, como vai funcionar, esse é um assunto bastante discutido na tecnologia, tem alguns pontos que eu discordo deles, mas, o geral, a ideia é muito boa. Uma das coisas que eles que debatem sobre o aprendizado, fazendo mais ou menos essa reflexão que estou fazendo aqui, do quanto o aprendizado será essencial para a realização da nossa vida. E o quanto você tem uma massa maior a gente vai conseguir disseminar o conhecimento. Aí tem dois pontos: o primeiro não é mais a questão do acesso, tem muita gente com acesso à internet, mas que só usa o básico. O ponto não é só o acesso, é você ter um estímulo para o aprendizado, as pessoas não sabem que hoje você tem cursos de diversas áreas que você pode fazer online, isso com diversas coisa, inclusive com o yoga. Então, além das aulas regulares de yoga, a gente tem uma página com diversos cursos. E esse tipo de aprendizado você pode buscar em diferentes áreas, o que eu estou querendo dizer é que deve a ver ume estímulo a aprendizado, não apenas ao social, a internet tem que ser uma ferramenta de crescimento pessoal e o crescimento relacionado ao Dharma passa pelo aprendizado. Então o primeiro ponto é disseminar, eu sou um viciado por cursos pela internet, se alguém tivesse me dito que daria para aprender pela internet eu teria começado muito tempo antes. Há conteúdos pagos que avaliam se o indivíduo está, de fato, apreendendo tudo o que é ensinado, o conteúdo pago vale para esses casos, se você está interessado em determinado assunto, você verá um leque de informações maior sobre ele no canal/site do professor que estiver lecionando sobre ele. Por que o MEC não reúne todos os arquivos que as pessoas devem aprender e coloque no YouTube? Acho realmente válido, mas o MEC determinando o que é conhecimento não sei se é muito valioso, claro que a proposta é que o conhecimento chegue a áreas inacessíveis, como acontecia antes com programas como Telecurso 2000, isso já está acontecendo, talvez não com o MEC, mas com outras áreas. O segundo ponto, que mudou muito também a minha capacidade de aprendizado é o inglês, que nunca foi um aprendizado fácil pra mim, eu sempre tive um inglês meia boca, mas hoje ele tem o que é mais importante pra mim. O meu nível de inglês não me permite escrever um livro todo no idioma, ou até mesmo realizar uma palestra, mas ele me permite entender o que está registrado em inglês, o que muda completamente. A gente fala que tem muita coisa na internet, não sei se você tentou pesquisar trechos de livros que você já leu, se você leu em português é muito difícil, a não ser que seja um Best seller, é muito difícil encontrar algo pela internet. Mas em inglês a opção é muito maior e mesmo grande empresas como o Google e a Amazon estão transformando tudo o que for off-line em online, então o acesso é maior. Assim como os audiobooks, que é um aprendizado que utilizo muito. Por que o conteúdo de um audiobook tem vantagem? Apesar dos saudosismos em relação ao livro físico, no meu ponto de vista, é a mensagem que se tira do conteúdo, o que você vai absorver do que está sendo dito. Não tenho apego ao papel, quando comecei a ler pelo Kindle eu percebi que era muito mais fácil, porque consigo sublinhar, marcar, se eu tiver lendo em inglês ao tocar na palavra já consigo ver a tradução, o Kindle te da todas as possibilidades, inclusive o ajuste da luz, algo que no livro físico não há. Então eu diminui a compra de livros físicos, comecei a utilizar o Kindle e agora estou ouvindo audiobook porque um livro de 500 páginas eu demoro, em média, um mês para ler, este mesmo livro terá cerca de 9 horas no audiobook ou até menos, dependendo da velocidade. Daí você me diz “Ah, você não absorve”, tem como absorver sim, depende do treinamento, começa a ouvir o meu podcast na velocidade 2, verá que é possível absorver e, depois, não terá paciência para ouvir na velocidade normal e quando o assunto é complexo, dá para voltar e ouvir novamente. Essa e outras dicas eu dou no meu curso, ele tem uma linha de pensamento mais ampla que isso e eu dou essas dicas. Queria finalizar deixando uma obra do Johann Sebastian Bach, que são os Concertos de Brandenburgo. No início você ouviu “Jesus, alegria dos Homens”, tocada pelo Nelson Freire que é um dos pianistas mais reconhecidos internacionalmente, faz concertos regularmente no Brasil. Tenho uma história interessante que na primeira vez que eu vi o Nelson Freire foi na Sala São Paulo com uma amiga minha, a Bel. E no Intervalo ele esperou para cumprimentar as pessoas, fui cumprimentá-lo e ele quando apertei a mão dele ele tirou a mão e me alertou que não poderia se cumprimentar um pianista apertando a mão fortemente, me lembrei disso porque como estamos falando sobre aprendizado fica aí uma dica, se você for cumprimentar um pianista, faço mão de bobo, se não ele ficará bravo. Vou deixar o Bah por que ele é considerado um grande aprendizado pra todos os grandes mestres da música clássica, Mozart amava, copiou e tocou Bach, Beethoven tocou Bah, hoje outro músicos tocam Bach. Com certeza o próprio Bach tinha as suas referências e que o levaram a ser considerado o compositor dos anjos, se os anjos produzissem algum tipo de música seria a do Johann Sebastian Bach, que fica aqui com vocês para finalizarmos esse podcast. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya!

Podcast de Yoga | 30 out 2020 | Daniel De Nardi

Vínculos – Podcast #72

Vínculos - Podcast #72 Nesse podcast falo da perda dos vínculos nas relações humanas com a utilização do celular e faço uma proposta para reestruturar o contato com as pessoas próximas. LINKS   Inscrição gratuita para Abertura do Curso de Formação    O Aperfeiçoamento do Flaubert Livro Hackeando Tudo, de Raian dos Santos Plug-in para esconder o feed de posts do Facebook Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento, deste autor    

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