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Podcast de Yoga | 23 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Documentário sobre Osho no Netflix – Parte 1 – Podcast #63

Wild Wild Country - Documentário sobre Osho no Netflix A Netflix produziu um documentário sobre a vida do líder espiritual Osho chamado na época do documentário de Rajneesh. Osho e sua comunidade construíram uma cidade do tamanho da ilha de Manhattan no centro do estado do Oregon. A experiência de construir uma cidade perfeita baseada no amor e na liberdade será comentada numa série de 8 episódios sendo esse o 1º deles. Nesse episódio falarei sobre Por que temos fascinação por revolucionários e como eles pensam em mudar nossas vidas. Bons estudos!   LINKS Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento tem citações de Osho no capítulo final falando sobre Gorack Acharya primeiro nome usado por Osho significa professor ou guia espiritual Constituição Americana de 1787,Desde que a constituição entrou em vigor em 1789, foi alterada vinte e sete vezes. Em geral, as dez primeiras emendas, conhecidas coletivamente como o Bill of Rights (\"Carta de Direitos\"), oferecem proteções específicas de liberdade individual e de justiça, além de restringir os poderes do governo. A maioria das dezessete alterações posteriores visaram expandir os direitos civis individuais.   Playlist da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 22 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 2 – O início do Osho – Podcast #64

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Parte 2 - O início do Osho - Podcast #64 Nesse podcast vamos entender como foi a vida do Osho antes do documentário começar a retratá-la. Saiba mais sobre a biografia do líder espiritual indiano e entenda como isso refletiu-se na sua trajetória. Maharish Mahesh Yogi, o Guru dos Beatles que instigou a carreira de Osho.      LINKS   Acharya primeiro nome usado por Osho significa professor ou guia espiritual         https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   1957-25-professor de artes substituto depois de 4 meses desempregado apos formar-se 1959-27-viajar 1961-29-Jabalpur (De 60 a 67 dava palestras todo domingo as 20h) 1962-30-primeiro centro, atende pedindo doações e da um pequeno campo de meditação de 3 dias com menos de 50 pessoas num local aberto sem alojamento 1963-31-25 a 30 pessoas toda terca meditacao 20h e da o segundo pequeno retiro de meditação de 3 dias com cerca de 50 pessoas 1964-32-primeiro camp de 5 dias com bastante (60 pessoas) gente a cada 3 meses (primeiro livro) 3 Jun 1964 1965-33-JJK (segundo livro) 1966-34-revista em junho 1966-34-demissao em agosto e satsang no Lions em 16 dez 1968-36-palestra do sexo a supra (seu quarto livro) 1969- 37- Satsang no CCI Chambers em 26 Aug 1969- 37-prim sats pra turistas em 1 Oct Documento provando que o JJK iniciou aqui em 11 de Junho 1970-38-jabalpur Jun 27, festa de despedida -jabalpur Jun 29, parou de agendar novas viagens e deixou só as agendadas, até dezembro -mumbai CCI Chambers - Jul 1, mudou-se para Bombaim e começou a dar discursos diários para cerca de 50 pessoas -comecou dar diksha em 25 de Setembro para 6 pessoas (total 10 livros) 28 Set -Woodlands em 8 de Dezembro por 250.000 rupias 1971-39-adotou bhagwan (14 livros) 1972-40-falou q era iluminado. 3.800 chelas na Índia e 134 fora (21 livros) 1974-42-puna (ate aqui tinha 31 livros) 21 Mar 1974 Comecou a falar diariamente 1975-43-vender terapia e mudou o nome do JJK pra Rajneesh Foundation em 23 Outubro 1976-44-expandiu ashram e comecou a propagar a necessidade de \"nova comuna\" 1977-45-exige rendicao para moradores do ashram e Rajneesh International University (cuja mensalidade era a maior renda) 1979-47-darshans de energia 1981-49-eua (ate aqui tinha 145 livros)

Podcast de Yoga | 21 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Episódio 1 – Parte 3 – Yoga e Bhoga – Podcast #65

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Episódio 1 - Parte 3 - Yoga e Bhoga - Podcast #65 Esse é o primeiro podcast da série que vai começar a comentar os episódios da série do Netflix sobre a Vida do Osho - Wild Wild Country. Neste episódio falarei sobre os Republicanos, os americanos chamados de conservadores que foram surpreendidos por uma invasão de estranhos na sua vizinhança. Também explicarei sobre bhoga, o conceito da mau uso dos prazeres. LINKS Sábios que Osho admirava   Krishnamurti Wilhem Reich George Gurdjieff Vasant Swaha, um dos mais famosos discípulos vivos do OSho é meu vizinho na praia Here, he could explore himself further in many levels. Becoming one of Osho’s bodyguards, Swaha had an intimate connection with his Master. Later, as a therapist, his openness to new ideas and therapies gave him a great opportunity to experiment and go through many different growth processes and meditations. This gave him a wide experience and insight into the psychology and heart of the modern man.   Vídeo Krishnamurti Playlist da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa    

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Podcast de Yoga | 20 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 4 – A cidade do Osho – Episódio – 2 – Podcast #66

Wild Wild Country - A cidade do Osho - Episódio 2 A série Wild Wild Country da Netflix episódio 2 está no #66º podcast vai falar do 2º episódio da série Wild Wild Country que conta a vida do Osho, produzida pela Netflix. Nesta parte da série a cidade de Osho começa a fazer investidas na área pública e causa muito atrito com os moradores locais do Oregon.   Conheça a série toda de Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts/ LINKS Constituição Americana de 1787,Desde que a constituição entrou em vigor em 1789, foi alterada vinte e sete vezes. Em geral, as dez primeiras emendas, conhecidas coletivamente como o Bill of Rights (\"Carta de Direitos\"), oferecem proteções específicas de liberdade individual e de justiça, além de restringir os poderes do governo. A maioria das dezessete alterações posteriores visaram expandir os direitos civis individuais. Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Podcast de Yoga | 19 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 5 – Massa de Manobra – Episódio – 3 – podcast #67

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Parte 5 - Massa de Manobra - Episódio - 3 - podcast #67 Neste podcast vou analisar o 3º episódio da série produzida pela Netflix, Wild Wild Country que conta a vida do líder espiritual Rajnessh ou Osho. LINKS As prisões comunistas Gulags Playlist da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa  

Podcast de Yoga | 18 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Episódio – 4 – Matando o Doutor – Parte 6 – Podcast #68

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Episódio - 4 - Matando o Doutor - Parte 6 - Podcast #68 Nesse episódio a grupo de Sheela trama matar o Doutor d Osho, DevaRaj. Rajnessh descobre o plano e Sheela foge do rancho. Entenda melhor ouvindo o #68º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo.   LINKS Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa

Podcast de Yoga | 17 fev 2021 | Daniel De Nardi

Wild Wild Country – Crítica do documentário – Parte 7 – O fim do Rajismo – Episódio – 5 – Podcast #69

Wild Wild Country - Crítica do documentário - Parte 7 - O fim do Rajismo - Episódio - 5 - Podcast #69 Neste episódio Hasya assume o comando da instituição Rajnessh e demonstra reformas, queimando roupas da Sheela e livros excessivamente devocionais. LINKS   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa

yoga-e-ironman - podcast 19
Filosofia do Yoga | 15 fev 2021 | Daniel De Nardi

IronMan e Yoga – Podcast #19

Quais as relações entre IronMan e Yoga ? O primeiro livro escrito sobre Yoga, fala de conceitos como a disciplina (abhyasa) e vairagya (desapego, no sentido de abrir mão do que não é importante). Esse podcast apresenta um caso prático desse treinamento com a preparação para uma prova de grande resistência como o IronMan. https://soundcloud.com/yogin-cast/yoga-e-ironman-podcast-19 Links do podcast #19 Carruagens de Fogo, filme completo A Preparação - Podcast #9, fala de Jim Collins, o escritor do livro lido no início do podcast Livro lido no início do podcast Empresas feitas para vencer: Por que algumas empresas alcançam a excelência... e outras não https://t.co/Am3zgDEYnw — Daniel De Nardi (@danieldenardi) June 1, 2017 Podcast com a trilha sonora do cinema, Nino Rota https://yoginapp.com/duvidando-eu-alheio-podcast-17/ Artigo para o Blog do YogIN App, mostrando algo que falo no podcast em que tudo é uma questão para onde você vai canalizar sua atenção Relato do primeiro Ironman, 2014 Textos do meu blog sobre o IronMan PDF Yoga-Sutra, tradução Carlos Eduardo Barbosa Neste texto eu falo sobre a largado do IronMan e a utilização da respiração para diminuir a tensão https://yoginapp.com/yoga-e-ansiedade   Texto sobre o processo meditativo em longos períodos de treinos https://yoginapp.com/esportes-e-meditacao/ 1492 - trilha sonora do filme new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Trilha sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia/   Transcrição do Podcast   Yoga e Ironman #19 “Isso me lembra uma experiência pessoal em minha própria família, que busca uma diferença básica entre a bravata e a compreensão. A minha mulher, Joanne, começou a participar de maratonas e triatlos no início da década de 1980, à medida que acumulava experiência, tempos de trilhas, revezamentos de natação, resultados de corrida, ela começava a sentir o ímpeto do sucesso. Um dia, ela entrou numa corrida com várias das melhores triatletas do mundo e, apesar de um desempenho fraco na natação em que ela saiu da água muitas posições atrás das principais nadadoras, e de ter de empurrar um bicicleta pesada e pouco aerodinâmica na subida de um morro alto, conseguiu cruzar a linha de chegada entre as dez primeiras. Algumas semanas mais tarde, na mesa do café, Joanne desviou o olhar do seu jornal e comentou calma e tranquilamente: ‘acho que eu poderia vencer o Ironman’. O Ironman, o campeonato mundial de triatlos envolve 3800 metros de natação em mar aberto, 180km de ciclismo e tudo isso culminando com uma maratona de 42km na costa de Kona, no Havaí, região quente e galvanizada por lavas. ‘É claro que eu teria de sair do emprego, recusar as propostas de pós-graduação (ela havia sido admitida em pós-graduação em várias das melhores universidades) e me comprometer em tempo integral, mas...’. Suas palavras não denotavam bravata, publicidade, agitação ou pedida de socorro, ela não estava tentando me convencer, ela simplesmente observou que o que havia compreendido era um fato, uma verdade tão chocante quanto afirmar que as paredes estavam pintadas de branco. Ela tinha paixão, tinha a genética e se vencia corridas, tinha o modelo também, a meta de vencer o Ironman fluiu para a compreensão inicial do conceito de porco espinho que apresento agora neste livro. Então, ela decidiu que sim, que iria disputar o Ironman. Deixou o emprego, desistiu da pós-graduação, ela vendeu as fábricas, mas me manteve dentro do barco, e três anos mais tarde, no dia quente de outubro de 1985, ela cruzou a linha de chegado do Ironman do Havaí em primeiro lugar, Campeã Mundial. Joanne decidiu que iria vencer o Ironman, ela não sabia se iria se tornar a melhor triatleta do mundo, mas ela entendeu que podia, que aquilo estava dentro das possibilidades, que ela não estava vivendo uma ilusão. E esta distinção fez toda a diferença. É uma distinção que todos aqueles que desejam transformar algo bom em algo excelente e precisam captar, e aqueles que fracassam no projeto de se tornarem excelentes, em geral, nunca conseguem perceber.” Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando o 19º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Então eu acabei de ler um livro de um escritor que eu gosto, ele faz pesquisas relacionadas a empresa, mas que são muito aplicáveis a nós seres humanos, porque empresas nada mais são do que grupos organizados com um objetivo em comum. Ele traz muitas reflexões interessantes, o nome dele é Jim Collins (eu também usei um outro livro dele no episódio nove, sobre preparação, que a gente leu e comentou), aqui ele está falando sobre vocação, buscar e batalhar por algo que faz sentido, que é a algo realmente importante pra você. Acabei de voltar de Florianópolis, a minha voz está um pouco rouca, agora está bem melhor, mas na segunda-feira estava bem ruim, fui acompanhar dois amigos meus que participaram da prova do Ironman. Sempre quando eu volto dessa prova ela me traz muitas reflexões porque eu passei por esse processo, fiz o Ironman em 2014/2015. Tem muita gente que me pergunta como cheguei ao Ironman, como eu realizei esse grande projeto. De fato, exige um nível bastante grande de dedicação e de saber que algo é importante, ninguém consegue construir ou fazer um Ironman se não tiver um significado pessoal. Pode até ser exibicionismo, mas aquele exibicionismo precisa ser muito importante para a pessoa a ponto de ela treinar em um nível pesado para se isto, sendo que ela poderia fazer outras coisas que conseguir se exibir mais. Mas, então, é necessário uma questão pessoal envolvida. Acredito que tudo isso vem com o plano das ideias, vem a partir daquilo que a gente consome em termos de conteúdo que vão criando os nossos pensamentos e os nossos pensamentos e as nossas ideias. Essa foi a primeira vez que eu li e comecei a visualizar uma prova de Ironman e vi que poderia ser alcançado por pessoas comuns, porque ela não era uma profissional, era a esposa do escritor que competia, mas que em determinado momento se propôs a ser excelente em algo, fazer algo muito importante, como essa prova. No meu caso também começou no plano das ideias porque eu já ouvia falar quando ele foi para Florianópolis, que foi a família de um amigo meu quem trouxe a competição da Bahia para Florianópolis e, a partir daí ela passou a ser realizada anualmente na cidade. Uma vez eu conversei com o organizador da prova, o Galvão, ele me mostrou uns vídeos, mas era algo muito distante da realidade, algo que eu não conseguia vislumbrar, até sentia vontade pelo desafio, mas não conseguia imaginar. Depois, eu não lembrava mais o contato que tive com o Galvão. Em 2005 eu comecei a correr com um amigo meu que morava comigo na época, que já tinha corrido e me estimulou, fiz alguns amigos, mas não pensava em participar de nenhuma competição, já achava uma maratona algo muito distante, eu me sentia bem correndo 10, 12, 15 quilômetros no máximo. Acabei fazendo a minha primeira maratona em Porto Alegre, em 2010, continuei os meus treinos, e decidi que eu queria fazer um Iron. Então eu consegui completar um Ironman em 2014. Pra mim, o que é mais valioso dessa reflexão é o que o Iron trouxe de fato pra minha vida, o que aquilo construiu em mim. Por que não é totalmente distante, o processo de conseguir terminar um Ironman bem (tem pessoas que se matam, se arrastam a provar inteira o que não é interessante, acho que deve ter uma preparação para fazer o que se tem predisposição, o processo de treinamento é o mais valioso e não terminar a prova em si), não é distante da proposta de Patanjali. Como que funciona o treinamento para realizar uma prova como essa? Como o próprio Jim Collins cita no livro, a prova consiste em 3800 metros de natação, na hora você acaba fazendo mais de quatro quilômetros. 180 quilômetros de bicicleta, para quem conhece Florianópolis é a distância de ir e voltar do aeroporto duas vezes, para quem mora em São Paulo, é a mesma distância de ir e voltar de Maresias e depois, no final há uma corrida de 42 quilômetros. Para construir isso, é necessário uma modificação no corpo para que o corpo resista a longos períodos de exercício sem interrupção, é um processo de transformação, é preciso repetir muito para que o corpo entenda que uma mudança estrutural é necessária. Isso se dá passo a passo. O processo do Ironman ensina isso, que se você quer algo grande, como fazer a prova abaixo de 11 horas, por exemplo, é preciso uma construção diária e não no momento da realização da prova. Acordar a noite praticamente todos os dias da semana pra treinar, treinar durante a semana duas modalidades várias vezes e aos finais de semana treinar de forma prolongada, como aos finais de semana, geralmente, os competidores não trabalham, eles conseguem se dedicar e fazer treinamentos longos. Não pode sair à noite na sexta ou no sábado, porque haverá treinos longos no dia seguinte. Para conseguir isso é preciso ter muito claro o que se quer, saber que terá de abrir mão de muita coisa para conseguir algo maior, algo que escolheu. Isso está escrito no Yoga Sutra, de Patanjali, e agora eu vou citar mais uma vez a tradução do Carlos Eduardo Barbosa, ele fala sobre disciplina, isso é interessante no Ironman, todos tem condições de terminar a prova, tudo é uma questão de decisão pessoal. Claro que uma pessoa que nunca praticou esporte terá mais dificuldade e irá demorar mais, tanto no treinamento ou na prova. Mas é acessível a todos, é uma questão de decisão, dedicação em um ano totalmente focado. Fazendo isso, qualquer pessoa tem acesso, não são todos que chegarão entre os primeiros, não são todos que que irão conseguir uma vaga para o mundial (em Kona), porque está ligado a vocação, mas terminar a prova, que é o principal objetivo, está acessível a todos, o que determina de fato é a disciplina. No terceiro sutra Patanjali fala sobre dois conceitos que são base para o yoga que são Abhyasa e Vairagya. Abhyasa é a disciplina, você repetir algo até atingir a excelência. Vairagya é o desapego, para que saiba o que é importante pra você para que consiga abrir mão do que for irrelevante. Se quer terminar a prova bem é necessário fazer um desapego do que não for importante. Na frase doze Patanjali começa a falar sobre o recolhimento, no caso dele é o recolhimento das atividades da mente para que se encontre a essência, nesse caso do esporte é de se recolher para cumprir o que acha importante. “Seu recolhimento, ou seja o Nirodha, advém da disciplina e do desapego, a disciplina é o esforço em se manter nele”, você escolher e repetir, neste caso ele fala sobre se manter no recolhimento. Então ele fala sobre o processo meditativo, quando você se recolhe, escolher sustentar a atenção, esse é o primeiro conceito que é Abhyasa. Abhyasa e Vairagya são essenciais dentro do processo do yoga. “O desapego é o sinal da vontade perfeita daquele que está indiferente aos objetos já vistos ou dos quais se ouviu falar”, então o desapego é saber o que se quer, saber o que é importante pra si e seguir o rumo porque essa é a vontade. Em decorrência a isso, do desapego, é a indiferença as qualidades matérias nas quais a essência se revela, então quando você abre mão dessas tentações de sentidos, você traz algo muito seu, a sua vontade verdadeira. E, então, você tem um conhecimento intenso que ele chama de Samprajñãta, que surge a partir de suposição, avaliação, sensação de realidade. Então voltando ao texto, o Jim Collins fala que a esposa não quis convencer, dar um discurso, ela simplesmente percebeu que aquilo era importante pra ela, “Suas palavras não denotavam bravata, publicidade, agitação ou pedido de socorro, ela não estava tentando me convencer, ela simplesmente observou que o que havia compreendido era um fato, uma verdade tão chocante quanto afirmar que as paredes estavam pintadas de branco.”, então esse conhecimento intenso, é o 17 de Patanjali, surge a partir de suposição, de avaliação, de sensação de realidade. Então ela não estava viajando num sonho absurdo, ela estava conectada com a realidade e percepção da própria individualidade, conhecendo as limitações e as potencialidades dela ela percebeu que poderia ser campeã. Assim, como no meu caso, eu comecei a construir a partir do momento em que eu vi que no plano das ideias era viável, depois eu fui aumentando a minha carga de treino, em seguida eu percebi que era possível terminar um Ironman, mas pra isso houve todo esse processo de abrir mão daquilo que não era importante pra mim, ou que eu tinha decidido de fato abrir mão, para algo maior. Trazendo para Patanjali, para meditação, é entrar na meditação e saber que todos os pensamentos que vem naquele momentos são estão relacionados aos sentidos e não a essência, se você se ligar a ele vai continuar mantendo a mente no funcionamento dela, não vai trazer algo diferente ou a essência, vai continuar fazendo as conexões já conhecidas. Lembre-se sempre, repetir, sustentar a disciplina ou a Abhyasa e por outro lado é o Vairagya, o desapego do que não for importante. Então, escolha bem os seus objetivos, siga na trilha sempre com Abhyasa e Vairagya. A música é Carruagens de Fogo, que é um filme lindíssimo, todos devem conhecer essa música, mas o filme em si(...) eu vou deixar aqui o trailer do YouTube, é sobre uma competição, a Olimpíadas de Paris de 1924. Ele ganhou o Oscar de melhor filme em 1981 e a música ganhou, também, de melhor trilha sonora. Aqui a gente mais um exemplo assim como vimos no episódio 17, que é o Nino Rota que compõe para o cinema. Aqui é Vangelis que também compor trilhas para o cinema como no caso dessa música e do famoso filme 1942.

Podcast de Yoga | 11 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Cognitiva – Podcast #77

Revolução Cognitiva. \"Sapiens, uma breve história da humanidade\" é livro do professor israelense Yuval Noah Harari continua na lista dos livros mais vendidos há pelo menos 2 anos. Nesta série de podcasts farei uma revisão do livro com um capítulo a cada episódio. Começaremos pela Revolução Cognitiva, as mudanças que fizeram o Homo Sapiens se diferenciar das outras espécies de Homo.     LINKS Inscrição gratuita Formação - https://yoga.yoginapp.com/formacao_yoga_yoginapp   Álbum Spirit Chase, Dead Can Dance https://open.spotify.com/album/47RAClyfXj8A75clkGXB3A?si=WNhNhUo2SKy01BmxNeMX-Q   Assinatura do Ubook para Audiobook do Sapiens em espanhol Sapiens - livro O Yoga do Autoconhecimento - Podcast de lançamento do livro   https://yoginapp.com/lancamento-do-livro-o-yoga-do-autoconhecimento-podcast-54   Podcast #73 fala do aucentrismo humano   https://yoginapp.com/o-que-veneras-te-matara-podcast-73-isto-e-agua   Podcast #76 fala sobre a importância do contexto   https://yoginapp.com/a-trilogia-de-aprofundamento-no-yoga-podcast-76       Transliteração Sapiens - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Explicar que o Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. Entendendo a nomenclatura na biologia para entendermos mudanças que veremos mais pra frente. Os biólogos organizam os organismos em espécies. Dizem que eles pertencem a mesma espécie se caso tenham relações, deem origem a seres férteis. Cavalos e burros tiveram um ancestral em comum, mas seus descendentes, mulas e asnos não transferem as informações do seu DNA para os cavalos ou para os burros. Por isso, se considera que burros e cavalos são de espécies diferentes. Por outro lado, um bulldog e um labrador podem ser bem mais diferentes, mas ao cruzarem, irão compartilhar informações genéticas, por isso todas as raças de cachorros fazem parte da mesma espécie. As espécies que surgiram de um ser em comum, se agrupam pelo nome de gênero. Tigres, leopardos e jaguares são espécies distintas, mas todos dentro do gênero panthera. Os biólogos constroem o nome dos animais com duas palavras latinas, o gênero e depois a espécie. O leão por exemplo chama-se, panthera leo. O que iremos discutir nesse livro é o Homo Sapiens, o Sapiens de todo o gênero Homo. Todos os gêneros se agrupam em diferentes famílias que remontam a um ancestral comum. O gênero do elefante por exemplo divide-se em Elefantes, Mamutes e Mastodontes. O mesmo acontece com os gatos. Desde o gatinho doméstico até o Leão,  remontam aos mesmos ancestrais - panthera. A família de gênero que o Homo Sapiens (sábios) pertence, é a família dos grandes símios. Nossos parentes vivos mais próximos são os chimpanzés, gorilas e outros macacos. Dentre todos, os chimpanzés são os mais próximos.     O mesmo acontece no gênero Homo, no qual todas as espécies como Sapiens, Neandertal, Florensis remontam a um ancestral em comum. Esse ancestral em comum aos Homos (Humanos) surgiu na África há 6 milhões de anos.   Homos e macacos começaram a se diferenciar entre 2 e 5 milhões de anos. Quando surge o gênero Homo que não exercia um papel no meio diferente dos elefantes, raposas, algas ou outros animais. Somo parentes dos grandes símios. Exatamente 6M uma teve duas filhas uma se tornou a ancestral dos chimpanzés a outra é nossa avó. Como nos últimos 10 mil anos apenas nossa espécie humana, o homo sapiens, habitou a Terra, temos a sensação que nenhuma outra espécie parecida com a nossa possa ter convivido por aqui. Entretanto, há 100 mil anos, várias espécies de Homo habitavam a Terra:   Australopithecus foi o ancestral de todos os Homos que surgiram na África, começou a se distinguir a partir de 2 milhões de anos atrás. Uma parte deles viajou até a Ásia e Europa e tendo que se adaptar a um clima bem diferente, formou uma outra espécie, Neandertal. Eram mais fortes e musculosos que os sapiens, pois adaptaram-se ao frio. Já as regiões mais a Oeste da Ásia eram povoadas por outra espécie Homo Erectus. O Homem Erguido viveu por essa região por cerca de 2 milhões de anos e foi a família homo mais duradoura que já existiu. Na Ilha de Java, Indonésia, viveu o Homo Soloensis, que estava adaptado a vida nos trópicos. Já na Ilha das Flores, também na Indonésia, os humanos passaram por um processo de nanismo. Eles chegaram até ilha num período em que o nível do mar baixou muito. Quando voltou a subir, eles ficaram isolados e com poucos recursos para se alimentar, apenas as pessoas menores sobreviveram e assim a espécie mudou e os cientistas a denominaram Homo Floresiensis, em homenagem a Ilha. Esses indivíduos não passavam de 1m e não pesavam mais que 25 kg, mas desenvolveram ferramentas de pedra. O interessante é que nessa Ilha, aconteceu o mesmo com outros animais como elefantes, tigres e outros. Em 2010, cientistas descobriram uma nova espécie numa caverna em Nisova, na Sibéria. Ao encontrar um dedo congelado, descobriram que ele pertencia a uma espécie até então desconhecida, o Homo denisova. Quantas espécies Homo foram perdidas ao longo da História e quantas ainda descobriremos? Explicação não existe uma linha sucessória, como se houvesse sempre apenas um tipo de ser humano sobre a Terra. Isso só vem acontecendo de 10K para cá. As espécies habitaram simultaneamente e que umas se extinguiram e influenciaram outras. O cérebro humano é proporcionalmente muito maior que o dos outros mamíferos, mas isso não significa necessariamente uma vantagem, tudo depende das circunstâncias. O cérebro humano é um trambolho complicado de carregar. Apesar de pesar cerca de 2% do peso corporal, absorve cerca de 25% da energia do corpo quando em repouso. Outros símios exigem apenas 8% de energia nas mesma situação. Falar de como o crescimento do cérebro pode ter produzido o favorecimento prematuro e isso favoreceu a educação da prole e a criação de relações sociais devido a dificuldade de criar um bebê humano. As ferramentas começaram a se desenvolver pela necessidade de quebrar ossos e chegar na medula, pois o que sobrava da caça dos grandes predadores, primeiro era devorado pelas hienas e chacais e depois é que os humanos tinha sua vez de pegar o resto do resto do resto. Há 400 mil anos que as espécies humanas começaram a caçar presas maiores, até então estávamos no meio da cadeia alimentar. Há 300 mil anos todas as espécies de Homos usavam o fogo de maneira cotidiana. O que era uma fonte de luz, calor e proteção contra predadores. O cozimento permitiu que alimentos que não conseguimos digerir naturalmente como trigo, soja e batata se transformassem em elementos para nossa sobrevivência. A facilidade na digestão diminuiu o intestino e aumentou o cérebro, visto que é impossível ter os dois órgãos muito desenvolvidos por causa de seus grandes gastos calóricos. Há 150 mil anos a espécie sapiens era mais uma no meio da África e o total de humanos sobre a Terra era de menos de 1 milhão.   Há 70 mil anos, os Sapiens que se desenvolveram no centro da África, subiram até a península arábica e depois ocuparam todo o continente euro asiático. sEm 2010 saiu o 1º estudo do genoma de DNA de um Neandertal. Descobriu-se que há entre 1 e 4 % de DNA dos Sapiens atuais que vem dos Neandertais. O mesmo aconteceu quando tiveram as informações do genoma do dedo da Sibéria, do Homo de Nisova. E e constataram que 6% do DNA de aborígenes australianos vivos vinha dessa outra espécie de Homos. Há 50 mil anos cada espécie de Homos era distinta, mas haviam raros cruzamentos entre elas. Neardentals tinham menos habilidades manuais e sociais e foram prejudicados pela chegada dos Sapiens. Há 10 mil anos apenas Sapiens habitam a Terra. Por que só nós sobramos? Provavelmente, houve muita matança entre as espécies Homos e um dos maiores diferenciais para a supremacia Sapiens, foi sua linguagem única.                        2. A Árvore do Conhecimento   Numa 1ª tentativa, grupos de Sapiens saem na África mas não conseguem se fixar no Oriente. Uma 2ª leva, há 70 mil anos povoa todas as partes do mundo e extingue outras espécies. Entre 70 e 35 mil anos atrás, os Sapiens inventaram barcos, povoaram regiões como Austrália, inventaram lâmpadas de óleo e outras ferramentas. É desse período os início do comércio, religiões e organizações sociais. O que gerou tantas melhorias na forma de pensar dos Sapiens e o que os fez conquistar o mundo pode ter sido fruto de conexões cerebrais totalmente aleatórias somadas a nossa genética especial para a linguagem. Os seres humanos são capazes de produzir uma grande quantidade de sons diferenciados. Isso foi essencial, mas somente isso não bastaria. Afinal, um papagaio é capaz de falar as mesmas coisas que Einstein. O desenvolvimento da linguagem se deu especialmente pela fofoca. Os Sapiens precisam saber o que os outros estão fazendo, você acha que o sucesso das redes sociais é a toa? Sempre fomos fascinados uns pelos outros, mas além disso, os Sapiens são os únicos seres vivos a comunicar coisas que não existem no mundo real, apenas na sua fértil imaginação. Essa capacidade de criar imagens que não existem, possibilitou aos Sapiens a elaboração de mitos o que foi essencial para aumentar sua capacidade cooperar em grande número de indivíduos com mobilidade estrutural. Outros animais como as formigas também conseguem trabalhar em grandes grupos, mas só fazem com parentes próximos e de forma muito rígida. Foram os mitos que permitiram aos Sapiens se organizar em grandes grupos de cooperação. Explicar como os mitos funcionam pelo exemplo da Lenda do Peugeot é a prova de porque os Sapiens dominam o mundo. Os 150 indivíduos. Empresas de responsabilidade limitada, um conjunto de ideias e confiança. Comparação entre o corpo de Cristo criado pelo padre o a Empresa de Responsabilidade Limitada com os legisladores. Como uma ideia é aceita por milhões de pessoas e se torna “real”. Uma realidade imaginária não é uma mentira. O mundo é dividido entre as realidade imaginadas ou convenções e as coisas reais e ambas exercem influência na nossa vida. Os mitos facilitaram a colaboração de grandes grupos, os movimentos sociais. Essas mudanças, nenhumas espécie conseguiu. O Homo erectus permaneceu durante 2 milhões de anos com os mesmos costumes e com as mesmas ferramentas. Os costumes dos Sapiens se transformou em Cultura e a mudança da Cultura é o que chamamos de História. A Revolução Cognitiva é o momento em que a evolução se descola da biologia. O Homem não muda na velocidade das mutações, mas passa a produzir sua mudança.   3. Um dia na Vida de Adão e Eva   A mente caçadora/coletora ainda é a mais presente na nossas decisões. Falar das decisões por comidas calóricas e gordurosas. Há 15 mil anos domesticamos cachorros que eram usados para caçar e como alarme aos predadores. Falar de como era a vida nessas tribos e como os caçadores coletores pré-era agrícola eram muito mais hábeis que nós hoje em dia. Naquela época a vida podia ser mais interessante que na era agrícola ou industrial. Havia muita morte prematura, mas os que passavam os primeiros anos viviam em média 60 anos. Tinham dieta muito variada.   Nessa parte do livro ele fala do Yoga como um treinamento de consciência corporal. Fala também das maldades de uma tribo de caçadores coletores que foi exterminada na década de 60 no Paraguai.     4. A Inundação   Há 45 mil anos os Sapiens habitaram a Austrália. Nesse momento no tornamos a espécie mais mortífera já habitara o topo da cadeia alimentar. Até então só tínhamos nos adaptado ao ambiente, sem grande impacto. Na Austrália extinguimos diversas espécies.   A extinção produzida pela chegada dos Sapiens na Austrália não foi algo que pode ser atribuído a fatores climáticos. Nos últimos 1 milhão de anos tem havido um período glacial a cada 100 mil anos. A última aconteceu entre 70 mil anos e 15 mil anos. Primeiro motivo para essa extinção. Os Sapiens chegaram na Austrália altamente treinados e os animais grandes australianos eram pegos desprevenidos. Segunda explicação foi que os Sapiens já dominavam o fogo e assim queimavam as florestas o que facilitava a caça e mudou totalmente o habitat local. Terceira explicação é que houve muitas mudanças climáticas nesse local. A extinção da megafauna australiana foi a 1ª grande marca que os Sapiens deixaram no planeta e foi seguida por um desastre ecológico ainda maior na América. Os Sapiens chegaram ao continente americano a pé, mas eles não eram os melhores no frio. Desenvolveram abrigos, roupas e técnicas de caça de grandes animais como os mamutes. Quando os Sapiens chegaram à América a fauna perdeu cerca de 50% dos gêneros de mamíferos grandes.    

Podcast de Yoga | 10 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Agrícola – Podcast #78

Revolução Agrícola. No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.       [caption id=\"attachment_451606\" align=\"aligncenter\" width=\"382\"] Göbekli Tepe é considerada a cidade mais antiga do mundo. Situada na Turquia, esse centro reuniu centenas de sumérios que cultivavam trigo e outras plantas. Estima-se que Göbekli Tepe tenha surgido em 9500 A.C.[/caption] LINKS   Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga   1º Episódio da série Sapiens que fala da Revolução Cognitiva - Podcast #77   https://yoginapp.com/sapiens-comentando-uma-breve-historia-revolucao-cognitiva-podcast-77   Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Código de Hamurabi Declaração de Independência dos Estados Unidos Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Revolução Agrícola   05 A Maior Fraude da História Neste episódio trataremos da Revolução agrícola, que o autor considera a maior fraude da História e nós entenderemos isso ao longo deste capítulo. O estilo de vida dos caçadores/coletores era muito ativo e repleto de riscos diários. Isso era vantajoso em alguns aspectos como a saúde, pois além de nos mantermos ativos, comíamos uma grande variedade de alimentos. Por outro lado, mudar constantemente de habitat dificultava a gestação.   A facilidade de não precisar se esforçar para poder comer e não necessariamente a qualidade do alimento ou um melhor estilo de vida, foi o que fez com que o homem fosse ao longo dos anos trocando o estilo de vida coletor/caçador pelo sedentário. A Revolução Agrícola começou há 11 mil anos, quando as pessoas começaram a trocar o risco da caça, pela facilidade de domesticar plantas e animais próximos a residências fixas. A evolução desse processo foi extremamente rápida se comparada às dezenas de milhares de anos que demoravam as modificações na Revolução Cognitiva. A aceleração com que cada movimento acontece foi aumentando muito ao longo do tempo e isso ficará nítido ao longo da série. Até 3500 A.C (5500 anos atrás) todas as espécies de plantas e animais que nos interessavam haviam sido domesticadas. Até hoje 90% das calorias que consumimos vem das mesmas plantas que foram cultivadas nessa época. Trigo, batata, cevada, arroz etc. Há 18 mil anos durante uma época de aquecimento global, essa planta se desenvolveu muito na área do Oriente Médio. Quando os homens saiam para caçar e pegavam trigo, ele crescia próximo a aldeia. Quando queimavam as florestas, isso também favorecia o crescimento do trigo. Göbekli Tepe cidade de 9500 a.C. e centro do cultivo de uma das espécies de trigo. Quem mais se beneficiou com a Revolução Agrícola do ponto de vista evolucionista e individual foi o trigo. Animais cresceram em números mas se ferraram, ser humano cresceu em população mas ficou mais doente. Apesar de parecer contra-intuitivo, havia mais violência entre os agricultores na Revolução Agrícola do que entre caçadores/coletores, pois tinha algo mais a proteger, suas propriedades. Havia melhor proteção contra predadores e contra o frio, mas para uma pessoa média a vida como agricultor era muito mais difícil do que como caçador/coletor. Até construírem os grandes Estados organizados. A era agrícola possibilitou o crescimento da população, que vivia pior, mas cresceu muito mais que na Revolução Cognitiva. Em 8500 A.C haviam centenas de aldeias no Oriente Médio como Jericó, em que os habitantes passavam a maior parte do tempo cultivando plantas domesticadas. As mulheres que quando caçadoras/coletoras tinham 1 filho a cada 4 anos, na Era Agrícola passaram a poder ter uma cada ano. A mortalidade infantil também cresceu muito nesse período, mas como o número de filhos feitos superava os perdidos, as mulher foram tendo um número cada vez maior de filhos. Ele mostra que os homens não voltaram aos costumes anteriores porque a medida que a família crescia, ele tinha que trabalhar mais e assim se envolvia mais com o processo agrícola. Esse é o ponto mais delicado da argumentação de Harari, pois muita coisa que ele vai afirmar mais para frente está relacionado com essa ideia de que a Era Agrícola poderia estar sendo pior para o ser humano, mas ele já estava tão envolvido nela que não havia mais como retornar. Hoje em dia ninguém cogita voltar a ter hábitos caçadores para ter uma vida melhor e sim, trabalhar mais duro no sistema que já existe. Surgiram tribos de pastores, que cultivavam animais o que não era tão normal quanto cultivar o campo. Algumas espécies como vacas, ovelhas, porcos e galinhas cresceram muito no período agrícola. No ponto de vista evolucionista, foi uma época próspera para eles e para os humanos, mas será que individualmente isso é verdade?   06 Construindo Pirâmides Agricultura fez a população crescer tão rápido que se tornou impossível voltar ao sistema antigo de caça e coleta. Em 10.000 A.C. a Terra tinha entre 5 e 8 milhões de coletores/caçadores. No século I D.C. tinha apenas 1 a 2 milhões contra 250 milhões de agricultores em todo o Mundo. As pessoas passaram a desenvolver a cidade alterando completamente o habitat e valorizar muito sua casa e não o ambiente como um todo. Isso tornou o ser humano muito mais egocêntrico. O futuro também passou a ser muito mais importante durante a Revolução Agrícola, pois as plantações são sempre planejadas em forma de estações. Os camponeses tentavam acumular ao máximo pois sabiam que sempre vinha uma safra ruim, então tinham que estar estocados ou morreriam. Durante a Revolução Agrícola, 90% das pessoas dedicaram suas vidas às funções agrícolas, porém o excedente de alimentos produzido acabava destinando-se a uma elite de políticos, soldados, sacerdotes, pensadores, artistas que foram os responsáveis por registrar e fazer parte dos principais fatos da História. As mudanças produzidas nesse período, como grandes cidades e impérios, só foram possíveis porque a grande maioria da população trabalhava de sol a sol para manter as lavouras funcionando. Foram os excedentes produzidos pelos camponeses que permitiram que as pessoas se reunisse em aldeias cada vez maiores que deram origem às cidades e reinados. O fato de todos terem o que comer não significava que os conflitos entres os indivíduos não existissem. A transição de pequenos grupos de caçadores até milhares de pessoas numa cidade foi bastante rápida e não fez com que o ser humano desenvolvesse um senso de cooperação em comum. Grupos mais complexos exigiam mitos mais elaborados como divindades, Estado e Leis, tudo isso parte do mundo imaginário. Em 3000 A.C. próximo ao Rio Nilo, houve a primeiro unificação de um império que cobria milhares de quilômetros e abarcava centenas de milhares de pessoas. Depois outros impérios foram ainda maiores como o babilônico, sírio, chinês e romano todos esses passaram de 1 milhão de súditos. Esses impérios foram fundados em cima de grandes ordens imaginárias. Mitos compartilhados que faziam as pessoas seguirem e agirem de determinada forma. 3500 A.C - Código de Hamurabi - era um exemplo de justiça para época. As leis ditadas pelo Imperador determinavam que se alguém matasse a filha de outrem, sua filha também deveria ser morta. O fato de uma criança ser punida com a própria vida por um ato que não fez, apesar de hoje soar estúpido, parecia ser a atitude mais justa a ser tomada. O código era vistos pelos sábios de outros reinados da época como um exemplo de evolução intelectual. Leis que classificavam os homens entre inferiores e superiores era a forma mais justa, segundo Hamurabi, de não prejudicar nenhum cidadão. 1776 D.C. - Declaração de independência dos Estados Unidos. Moradores de 13 colônias britânicas. Achavam que o Rei da Inglaterra os tratava injustamente. Então, no dia 4 de julho de 1776 na cidade de Filadélfia escreveram um dos textos mais influentes da História. “Todos são iguais e têm direito à vida, à liberdade e a busca pela felicidade.”  Só que alguns dos founders fathers, os pais criadores da América eram donos de escravos e não viam incoerência entre declarar liberdade a todos os indivíduos e manter negros escravizados. É fácil moralizar esses julgamentos do momentos atual, no entanto podemos estar cometendo esses mesmos tipos de incoerências sem que percebamos, pois o conceito de justiça, muda no decorrer dos tempos.   Os dois tratados procuraram ser o mais justos possíveis dentro da visão no seu tempo. Só que a justiça, só existe dentro de normas criadas pelos Sapiens. Na vida natural, não existe justiça. Crer nessas realidades imaginárias nos ajuda a cooperar e tentar atuar para uma realidade mais justa, mas nos mecanismos físicos da vida, não há igualdades. Só que as ordens imaginadas são os mitos atuais, a única forma que um grande número de pessoas conseguirá atuar de forma conjunta e minimamente ordenada. As ordens imaginárias são frágeis e podem deixar de existir a partir do momento que as pessoas deixam de acreditar nela. Legisladores, juízes e tribunais trabalham para que a ordem imaginária se mantenha viva, mas no fundo ela não passa de imaginação. É necessário certo grau de violência e coação para manter a ordem imaginária, mas ela não se sustenta apenas com a violência, que é a forma mais difícil de organizar os homens. O que mantém mesmo essa ordem são os verdadeiros crentes. Por que é tão difícil perceber que estamos incrustados numa realidade imaginária? Porque ela está enlaçada com o mundo material. Individualismo atualmente é um grande valor. Se alguém recebe bullying os pais e professores dizem para a criança não se importar e que somente cada pessoa conhece o seu valor. Esse crença é transferida para a arquitetura sendo que hoje em dia as crianças já nascem com seu quarto próprio e isolado. Uma habitação privada e individualizada. Na Idade Média, o valor de alguém era determinado pela sua posição social e pelo que as outras pessoas falavam de você. Os nobres ensinavam seus filhos a defender o nome a qualquer preço. Castelos não tinham habitação privadas ou porta s fechadas que seus pais não podiam abrir. Dormiam em sala com muitos outros jovens e cresciam com a certeza que o que importava na vida eram as opiniões dos outros sobre você e seu grau na hierarquia social.     Todos nascemos em ordens imaginárias já existentes e nossos desejos são determinados por essas ideias. Atualmente existe o mito de que para se desenvolver temos que ter o máximo de experiências possíveis. Isso criou uma “necessidade” de viagens ao exterior e as atividades mais variadas. Aqui ele cita novamente o Yoga como uma opção para experiências diferentes que as pessoas sentem necessidade de fazer.   A ordem imaginada inter subjetivo. Um fenômeno objetivo acontecem independente das crenças humanas. Radioatividade acontece mesmo que a descobridora não acredite Marie Curie.   Subjetivo - algo que só existe na cabeça de um único indivíduo, como o amigo imaginário de uma criança. Inter-subjetivo acontece na cabeça, mas de várias pessoas o que faz o fenômeno parecer mais real, pois está sendo observado por outras testemunhas.  Se um indivíduo para de acreditar nisso, o fenômeno continua existindo. Não são brincadeiras ou charadas, são realidades diferentes que exercem forte impacto sobre a realidade objetiva. A Peugeot não existe porque o diretor acredita nela, se ele deixar de acreditar será substituído e os investidores, funcionários e sociedade continuarão acreditando. O mesmo acontece com o dólar, os Estados Unidos, os direitos humanos e não há um único indivíduo capaz de ameaçar sua existência. Para destruir uma realidade imaginária você precisa reunir um grande grupo de pessoas que por sua vez também precisarão acreditar em mitos de outra realidade imaginária para agir dessa forma. Quem pode destruir a Peugeot? Uma realidade imaginária maior que a empresa - as leis francesas. Quem pode destruir as leis francesas, o Estado francês. Então por mais que se liberte de uma realidade imaginária adentra-se a outra ainda mais abrangente. É como se a saída da prisão fosse apenas a saída do pátio de uma prisão maior.   07 Sobrecarga de memória Os cachorros não precisam saber regras para brincarem, mesmo que violentamente. Essas regras assim como o funcionamento de uma colméia, já tem introjetado como os espécimes devem se comportar nessas situações. Já o homem, não tem em sua genética a informação para instintivamente jogar futebol. Isso só é possível porque todos conhecem as regras, elas são imaginárias, mas são regras simples e qualquer um pode guardar. Já as regras de funcionamento de uma sociedade são impossíveis de serem guardadas por um único indivíduo. Por isso existe a burocracia estatal para guardar e garantir todas essas regras. Os agrupamentos cada vez maiores passaram a exigir cada vez mais dados (transações, registros, informações, estudos) que antes eram desnecessários aos coletores. No início, os profissionais da memória conseguiam fazer esse trabalho, mas guardar informação apenas no cérebro dos humanos não é eficaz. Em 3000 A.C. os sumérios, um povo do sul da Mesopotâmia, desenvolveu um sistema para armazenar dados fora do seu cérebro, as Escrituras. Um método de armazenar informações mediante signos materiais. Usavam um sistema numérico de base 6 e 10. Outros signos representavam animais, construções e aspectos da natureza. As primeiras gravações só registravam as informações essenciais. Como dívidas, pagamento de impostos e informações comerciais. Os Incas, um império de 10 milhões de pessoas por toda o continente americano também usavam uma linguagem parcial, como a matemática e as notas musicais e não sentiram necessidade de evoluir a comunicação. Usavam os Quipus, um sistema de dados armazenados em nós de lã. O sistema era tão eficiente que foi usado pelos espanhóis quando colonizaram a América. Em 2500A.C., os Mesopotâmios começaram a escrever algo que não era apenas os dados matemáticos. Essas linguagens chamadas coniformes apareceram também em vários outros locais do planeta. São linguagens completas que conseguem expressar ideias. Fala de várias escrituras, inclusive o Mahabharata que eram parte da tradição oral e teriam sido preservadas mesmo que a linguagem não fosse inventada. Só que as informações mais importantes eram registradas pela linguagem parcial dos números.      Os números arábicos, que foram inventados pelos indianos no século IX são a linguagem mais usada no mundo. Em seguida o código binário.   08 Não existe justiça na história Aqui ele fala da crença de que tudo nasceu do purusha e que as castas eram frutos de vontades divinas. Fala das 4 castas sendo que os brahmanes , sacerdotes teriam nascido da boca. Os kshatriyas, guerreiros, dos seus braços. Os Vaishyas, camponeses e comerciantes dos os suas coxas e shudryas das pernas. Vimos sobre o conceito de castas no episódio #62 da série Reflexões. As leis e normas é que acabam determinando a hierarquia da sociedade. Todas as sociedades complexas criam discriminação e preconceitos. Fala da discriminação que os negros sofrem nos Estados Unidos e agora que a mulher sempre teve menos direitos nas sociedade. Divisão entre sexo e gênero. Patriarcalismo se perpetua: a) homens são mais fortes fisicamente b) homens são mais violentos Por outro lado, chefes de crimes organizados nunca são os mais fortes e nem os mais violentos. No próximo episódio falaremos como os Homo Sapiens se espalharam pelo mundo.  

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