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Por que o Yoga não é uma atividade física
Filosofia do Yoga | 14 ago 2020 | Fernanda Magalhães

Por que o Yoga não é uma atividade física

Quais a diferenças de uma atividade física e de uma prática de Yoga. Porque o Yoga não é uma atividade física é uma pergunta feita por alunos de Yoga, mas também por profissionais de Educação física que eventualmente querem saber mais sobre a prática de Yoga. O motivo do Yoga não ser uma atividade física é explicado neste post, mas você poderá aprender mais acessando o canal de Podcasts do YogIN App clicando na imagem abaixo. https://soundcloud.com/yogin-cast Sou professora de Ashtanga e Vinyasa no Rio de Janeiro e, além das aulas no estúdio e aqui pela plataforma do YoginApp, dou aulas também em uma academia de ginástica. Recebo muita gente me perguntando se seria melhor fazer yoga ou pilates, ou se há problemas em sair direto da aula de yoga para o spinning ou vice e versa. Esse tipo de pergunta é natural de quem observa uma aula de Yoga baseada na execução de posturas, chamadas de Asanas. O que sempre tento explicar à estas pessoas é que o Yoga não é um exercício físico e sugiro que separem as coisas. Sim, movimentamos o corpo, suamos, alongamos a musculatura e fazemos  força durante uma sequência de asanas, mas tudo isso é apenas uma parte do Yoga, que por trabalhar aspectos do corpo físico, provoca a confusão aos olhos ocidentais. “Em primeiro lugar, se expõem os asanas, pois eles constituem o primeiro passo do Hatha Yoga. Os asanas se praticam para conquistar postura firme, saúde e flexibilidade” (Hatha Yoga Pradípika 1:17) Embora a saúde, a força física e o equilíbrio hormonal sejam extremamente importantes para a prática do Yoga, são apenas alicerces para a construção de um caminho de volta ao Eu. Aquele Eu que é parte do todo e não está preso a visão do ego. [caption id=\"attachment_527464\" align=\"aligncenter\" width=\"364\"] Por que o Yoga não é uma atividade física?[/caption] E se o Yoga não é exercício, o que ele é? O que é o Yoga? O Yoga é um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia indiana, o que trata da relação com a mente. O grande tratado de Yoga foi compilado por Patanjali entre 400 e 200 A.C. É deste tratado, o Yoga Sutra, que obtemos a afirmação de que Yoga é a supressão das instabilidades da mente (em sânscrito: yoga chitta vritti nirodha). A partir desta afirmação, Patanjali descreve oito passos para o sucesso da tarefa e, entre esses passos, é apresentada a parte do trabalho corporal (asanas). É bem razoável compreender que, sendo seres humanos, vivendo em um corpo físico, nada seria mais natural do que usá-lo como veículo para vivenciar todas as outras 7 partes deste caminho ao Yoga. Nosso engano ocorre ao tentar compreender uma Cultura pelo olhar de outra. Não há a mesma bagagem para gerar a mesma compreensão. Principalmente nós, ocidentais, que estando muito identificados com o físico, acreditamos que nós somos o nosso corpo, enaltecendo tudo que é executado por ele. Neste corpo, incluo a mente como conhecemos, esta que lê o mundo através dos nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) e traduz em uma língua de condicionamentos adquiridos e pré-estabelecidos em nossa mente. Então as posturas psicofísicas (chamadas de asanas) caem como uma luva para desviar a atenção da mente condicionada direcionando para uma percepção mais ampla do Eu, desconectado dos processos mentais que geram ansiedade, estresse e depressão através do foco no corpo. Ansiedade, estresse e depressão são três dois problemas mais comuns gerados pela mente inquieta e descontrolada. E quem nunca? Existe uma relação direta entre Estados mentais e o corpo, como a respiração acelerada provocada pelo medo ou os ombros e pescoço rígidos por estresse. Um dos benefícios da prática de asanas (as posturas psicofísicas) é trazer a relação oposta trabalhando o corpo  para provocar o estado mental desejado. Por exemplo, a tensão da mente pode ser eliminada através do alongamento de músculos e a ansiedade afastada pelo controle do tempo de inspiração e exalação. E da mesma forma medos podem ser ultrapassados e traumas vencidos. Este trabalho corporal inclui não só a execução de alguma sequência de ásanas, mas também exercícios respiratórios e técnicas de limpeza e purificação. “À medida que aperfeiçoamos o asana, começamos a entender a verdadeira natureza da nossa corporificação, do nosso ser e da divindade que nos anima… Para compreender isso, é preciso mais do que proficiência técnica; cada asana deve ser realizado não como um simples exercício físico, mas como meio de entender o corpo e então integrá-lo com a respiração, a mente, a inteligência, a consciência e o centro” (B.K.S. Iyengar, Luz na Vida)   Então, o Yoga, antes de atividade física é uma atividade para o controle da mente, onde o físico é utilizado para acessarmos estados diferenciados de consciência. E por isso, não é errado iniciar seu estudo do Yoga através da prática de asanas, pois precisamos vencer essa barreira de identificação material para conectar com as partes mais sutis da prática. Essa é só uma forma contemporânea de nos voltarmos ao centro. Na próxima vez que você subir no seu tapetinho, observe mais os efeitos que o Yoga tem em sua vida, não só no seu corpo físico, ou ta tonificação de seus músculos e flexibilidade. Yoga é união, trabalhando você por inteiro, como parte de um todo. Namastê! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Qual a diferença de Praticar Yoga pelo YouTube de ter seu próprio Studio de Yoga Online? No YogIN App Studio temos aulas de Yoga ao vivo todos os dias e você também pode fazer aulas gravadas montadas em formato de série conforme seu objetivo na prática. Digamos que seu objetivo com o Yoga seja Alongar. No YogIN App Studio você encontra uma série que vai passo a passo produzir melhor alongamento. Agora, se o que você quer no Yoga é Silenciar a Mente. Neste caso, você também encontra Séries de Aulas que Silenciam a Mente a partir da Respiração ou Meditação. Além disso, os alunos do YogIN App Studio recebem materiais complementares para conhecer melhor tudo o que está por trás dessa prática milenar. Aulas de Yoga Ao Vivo Todos os Dias No YogIN App Studio você pode fazer aulas de Yoga ao vivo todos os dias. Para conferir a programação com toda a agenda de aulas dos próximos dias - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Aulas de Yoga Gravadas com seu Objetivo Para entender melhor como as aulas no YogIN App Studio estão organizadas - CLIQUE AQUI e busque o que espera com a prática de Yoga. Então se está buscando o Yoga com algum desses objetivos, faça a aula recomenda acima e perceba em si mesmo se a prática funciona. Não vai custar nada essa aula de yoga online gratis e acho que você vai gostar.

Vídeos de Yoga | 24 ago 2020 | Daniel De Nardi

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA O paschmottanasana é postura que mais produz relaxamento por alongamento ao longo do corpo. Paschmottana significa alongamento posterior, a palavra diz sobre o local de atuação da postura. O treinamento desse asana produz relaxamento em toda musculatura posterior das pernas, coxas, glúteos, costas e pescoço. É ótimo para desfazer dores e desconfortos nas costas.  

Postura de Lótus
Dicas de Yoga | 18 out 2020 | Adri Borges

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição Você acredita no seu poder de intuição? Sabe como o Yoga pode te ajudar? A princípio, você sabe o que é intuição? Segundo o dicionário intuição é: substantivo feminino 1. faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. 2. forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta. 3. visão clara e direta de Deus como a que possuem os bem-aventurados.Apesar de sermos Corpo Mente e Espírito, quando nos encontramos em algum momento desafiador ou de stress, a tendência é nos focar em nosso lado racional. Quando focamos nosso lado racional, perdemos nossa conexão com nosso lado criativo, com nossas emoções e consequentemente com nosso poder de intuição. Segundo Bill George,Professor da Harvard Bussiness School, jamais deixaremos nossa intuição fluir se não nos observarmos. Ele ainda completa que todas as decisões são intuitivas. Se não fossem poderíamos procurar no computador e teríamos todas as respostas. Muitas vezes nosso pensamento racional domina a situação. Tomamos nossas decisões baseado na nossa mente consciente. Com o ritmo alucinante das grandes cidades, overdoses diárias de informações e obrigações o tempo se torna escasso. Não há tempo para respirar, silenciar e nos observar. Sem esta observação perdemos nossa conexão e nos fechamos para nossa habilidade de intuir. Sobrecarregamos nossa agenda com inúmeras programações: compromissos sociais e profissionais, atividades físicas, projetos intermináveis e happy hours com pessoas que muitas vezes nem nos lembramos os nomes. Todas essas distrações nós chamamos de entretenimento. E são elas que muitas vezes nos afastam de nós mesmos impedindo-nos de nos observar e deixar a intuição fluir. Mas qual seria a importância da intuição em nossa vida? Segundo o psiquiatra e autor Iain Mac Glchirist, a intuição é a tomada da consciência das coisas sutis que estão fora do foco da atenção. Coisas das quais temos consciência de forma inconsciente. Ele ainda completa que se passamos muito tempo focados na nossa mente consciente não vemos o que deveria ser importante e consequentemente, eliminamos essa informação. O que me surpreendeu nesta entrevista, foi quando ele disse que bem pouco de nosso processo mental é consciente. 95% possivelmente 99% não é nada consciente e agem para nos alertar de coisas que nossa mente não está ciente. São portanto coisas implícitas, coisas sútis. Como o Yoga pode te ajudar a despertar sua intuição? A prática da meditação é uma importante ferramenta para que você possa se observar e trabalhar sua intuição. Que tal experimentar? Permaneça sentado com as pernas cruzadas (postura meditativa). Mantenha seus olhos fechados e sua coluna bem ereta. Repouse suas mãos sob seus joelhos mantendo seus ombros voltados para baixo e para trás. Permaneça com seu queixo paralelo ao solo. Agora apenas inspire e expire. É chegado o momento de você se aquietar. Mantenha sua respiração nasal, lenta, profunda e consciente. Através dela você irá cessar o fluxo de pensamentos permanecendo assim em seu momento presente. Preste atenção em sua respiração estabelecendo assim uma conexão com seu mundo interior. Abstraia-se de ruídos externos temperatura do ambiente e peso do seu corpo. Agora apenas se observe. Sem se julgar e se envolver com seus pensamentos. Apenas observe! Quando entramos em estado meditativo e começamos a nos observar não há lugar para escapar exceto em si mesmo. Quando esta conexão se estabelece você realmente começa a ser você mesmo. Você começa a entrar em contato com o que há de mais verdadeiro, a essência do seu ser. A partir da sua observação você abre as portas para sua intuição fluir. Vamos meditar? Namastê.

Meditação e Positividade
Filosofia do Yoga | 7 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Muladhara

Muladhara No artigo passado falamos sobre a relação entre as posturas de pé e o chakra básico, o muladhara chakra. O chakra básico, sendo o primeiro da fila, está mais conectado ao material, à terra e nossas necessidades de sobrevivência. Se nosso objetivo no yoga é crescimento espiritual, tendemos muito a valorizar os chakras superiores, que estariam ligados à iluminação, dando pouca atenção aos chakras inferiores. Mas calma, vamos passar rapidamente por alguns conceitos sobre os chakras para compreender a importância da nossa raiz. Chakras são os vórtices circulares de energia espalhados por todo nosso corpo energético. Sete deles, são os mais importantes e estão posicionados em sete pontos diferentes ao longo da coluna vertebral. Eles são carregados e recarregados através do contato com a corrente de energia cósmica na atmosfera ou Prana. Então, considerando o alinhamento dos sete principais chakras na coluna é como se possuíssemos um tubo que permite a energia subir e descer do topo da cabeça a base do assoalho pélvico. Podemos considerar que somos como flores, nos voltamos a luz pelo topo, mas nos alimentamos da terra a partir da base. Essa conexão entre nossa raiz e a luz é feita nesse “tubo de energia”. Nosso nosso tubo energético “entope” ocasionalmente por causa de questões emocionais, causando problemas físicos ou mentais. Estes problemas podem se apresentar na forma de fechamentos emocionais e físicos. Como os ombros para frente e para baixo de quem está deprimido e sentindo-se só, “protegendo” seu chakra cardíaco. Ou com a hiperatividade de um chakra laríngeo, por exemplo, que faz uma pessoa falar demais deixando-a com dificuldade de ouvir o outro. Podemos cuidar para manter livre o fluxo de energia através do equilíbrio entre os sete chakras através da prática de asanas, pranayama e meditação. Nosso chakra raiz, que fica na base da coluna, simboliza nosso relacionamento com a terra e com o material, influenciando nossa vitalidade, paixão, vontade de viver e instinto de sobrevivência. Está relacionado com nossos sentimentos mais básicos e primários e instintos primitivos. Ele traz a necessidade do pensamento lógico e da ordem em nossas vidas. Há também uma relação deste chakra com nossas estruturas de sustentação, pés, pernas, quadril, coluna, ossos e músculos. Por isso, um muladhara chakra desequilibrado gera insegurança.   Nosso primeiro chakra carrega registros de nossos ancestrais e praticamente todos experimentamos desequilíbrio neste chakra iniciando a existência a partir de memórias de guerra, fome e desastres naturais. Passando de geração a geração padrões inconscientes. O mais instintivo de todos os chakras, é o que inicia a reação de fuga frente a uma ameaça. Quando em desequilíbrio, gera a resposta de reação a ameaças não reais, incluindo as reações aos padrões inconscientes herdados de gerações anteriores e grupos sociais onde estamos inseridos. Pessoas com mente inquieta possuem dificuldade de “aterrar”, necessitando de estímulos para este chakra. Como dito no texto da semana passada, vivem mais na mente do que no corpo gerando dificuldade de materializar as ideias.   Clique abaixo e conheça o Curso - Práticas para os Chakras       Muita atividade no muladhara provoca agressividade e materialismo, muito apego ao corpo e dificuldade de conectar com a sensibilidade. Mudanças, que simbolicamente tiram nossas raízes, podem gerar o desequilíbrio do muladhara. Não só mudanças físicas de residência, cidade ou país, mas também demissões, alterações na constituição da família ou no corpo provocam a sensação de insegurança típica do desequilíbrio energético do chakra básico. Neste desequilíbrio nasce o medo e, as vezes, o apego. A necessidade de se sentir seguro através de um objeto exterior ao próprio corpo é a prova da falta de confiança de que tudo que precisa será fornecido a você através de suas próprias raízes. Este objeto pode ser dinheiro, um emprego estável, um cônjuge ou nossos pais. Qualquer coisa onde podemos segurar e criar a falsa sensação de que estamos salvos ali. O grande propósito deste chakra, é nos desafiar a praticar o desapego e vencer os medos. Para toda transformação há necessidade de estabelecer base firme e permitir florescer. As posturas que trabalham nossos pés, pernas e base da coluna nos trazem a sensação de estar em casa em nosso próprio corpo desenvolvendo coragem de enfrentar os desafios. Os sete chakras são importantes e, equilibrar um chakra pode provocar mudanças em outro chakra, mas antes de tentar trabalhar nossos chakras superiores, é importante equilibrar o raiz primeiro. Sem este chakra equilibrado, não temos a estabilidade e a segurança necessária para a transformação.   Namaste!   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

yoga sutra
Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 | Adri Borges

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

Respiração Ujjayi
Dicas de Yoga | 16 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Ansiedade?

Yoga é para Ansiedade? Você certamente já ouviu anunciar uma aula de Yoga para ansiedade ou foi, ou conhece alguém que foi, direcionado para o Yoga como tratamento coadjuvante para ansiedade, não é mesmo?   Quantas pessoas chegam a sala para a primeira prática de Yoga e dizem: eu vim porque preciso relaxar.   E por que será que não simplesmente deitam em seus sofás ao invés de suar copiosamente durante uma ou uma hora e meia? Não seria mais relaxante não fazer nada?   A grande questão é que estas pessoas não estão cansadas somente fisicamente, estão cansadas de suas próprias mentes, ou, da falta de controle sobre elas. A mente comanda a nossa vida ao invés de ser comandada por nós quando estamos inconscientes, e isso é exaustivo.   Ansiedade, medo e preocupação são essenciais para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Não conseguir dormir direito na noite anterior a prova, olhar o celular toda hora aguardando uma resposta importante ou sentir o coração pulsar mais rápido antes de falar em público são aquelas ansiedades pontuais e comuns a quase todos durante a vida.   O grande problema é que acabamos nos identificando com essas emoções passageiras e transformando-as em sofrimento. É como se essa identificação fosse o alimento para os pensamentos que se multiplicam e perdem o controle. A mente cria uma realidade paralela ao agora enquanto vislumbra um futuro e nós nos permitimos nos envolver completamente com este devaneio, podendo chegar a expressar fisicamente esse descontrole através de batimentos cardíacos acelerados, visão turva, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, formigamentos e etc.   Se você nunca teve uma crise de pânico, se considere sortudo pois, segundo a OMS (organização mundial da saúde), 33% da população mundial sofre de ansiedade e 4% é diagnosticada com sindrome do panico, fazendo com que as doenças mentais sejam consideradas o mal do século.   Se são o mal do século, como podem ser tratadas com aplicação de uma filosofia milenar? Como pode existir esse “Yoga para ansiedade”?   O Yoga exercita a presença através do controle dos vrittis “Yogash chitta vritti nirodhah” - Yoga é o controle das flutuações da mente.   Nos Sutras de Patanjali, são descritos 5 tipos de Vrittis: pramana, os meios de conhecimento válido; viparyaya, o erro; vikalpa, a fantasia; nidra, o sono e smrtayah, a memória.   “Vrttayah pancatayyah klistaklistah” - “estas modificações da mente são de cinco tipos; são causadoras de sofrimento e não causadoras de sofrimento” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.   Vamos nos concentrar no terceiro tipo de Vritti, a fantasia ou Vikalpa. Essa fantasia é algo criado na nossa mente sem a presença de um objeto. É como quando alguém te fala de outra pessoa e quando você finalmente a conhece ela não tem nenhuma relação com a imagem mental que você havia feito dela. A imagem mental não é real é Vikalpa.   Assim funciona a nossa mente com ansiedade, criando diversas imagens mentais, fantasias. A mente está hiperativa, turbulenta, descontrolada. Não é possível enxergar a realidade com discernimento. Identificados com nossos pensamentos, crenças, medos, condicionamentos e sentimentos acreditamos em uma realidade fantasiosa e sofremos. E se… eu ficar sozinho, perder o emprego, ficar doente? E se…   O objetivo da prática de Yoga é cortar esse “e se” trazendo a conexão mente-corpo de volta. Sendo a ansiedade o excesso de futuro, trazer a mente para o agora se torna remédio. Mesmo que sua mente viaje entre lembranças e expectativas, o seu corpo está no agora. Não há outro tempo onde seu corpo possa estar.   Nos sutras de Patanjali são apresentados caminhos para o controle destes movimentos mentais e no I:12 é dito que “ o controle daqueles movimentos da mente se dá pela repetição e pelo desapego”. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A prática de asanas exige que você esteja conectado ao presente, ao corpo, sem esperar nada da próxima postura ou até mesmo da próxima respiração (desapego). Se você luta contra seu corpo, você se machuca e tudo se torna mais difícil. As lesões acontecem quando você realiza asanas sem Yoga, porque a mente não está conectada ao corpo, está no futuro, buscando desempenho.   “Você observa o que é sem preferência pelo que surge. Se o pânico estiver presente, você observa que o pânico está presente. Se a felicidade está presente, Você observa que a felicidade está presente. Mas você não luta contra o negativo e não se apega ao positivo. Você simplesmente permanece na experiência conforme ela se desdobra. Você aprende a estar totalmente presente.” - Kino MacGregor   Além de tudo, a prática de ásanas ajuda a alongar e liberar a tensão muscular provocada pela ansiedade e junto com a meditação são ferramentas aplicadas ao nível físico que exercitam a atenção no momento presente, quebrando a elaboração das fantasias mentais.   Os exercícios respiratórios são outra ferramenta de controle mental que trabalha também o prana. Reduzindo a velocidade da respiração e a tornando consciente, reduzimos a velocidade da atividade mental e dos pensamentos descontrolados, permitindo que a calma nos abrace.   A disciplina do Yoga (repetição) te torna forte para comandar sua mente e controlar os desvios da realidade. Com a experiência da presença, é desenvolvida uma percepção antecipada de que estamos em estado de inconsciência.   Eu tive minha primeira crise de ansiedade há alguns meses. Coração acelerado, falta de ar, tontura. Me disseram que eu estava pálida e parecia que eu ia parar de respirar. Há alguns anos atrás, poderia ter entrado em desespero, mas eu respirei, e só soube que tudo não aquilo passava de uma identificação minha com os vrittis por causa do Yoga. Se eu reconheço a minha mente como um animal selvagem a ser domado, posso escolher doma-lo. Mesmo que às vezes esse instinto selvagem possa dar o ar da graça. Sim, não nos tornamos invencíveis quando praticamos, apenas ganhamos conhecimento para o controle destas turbulências naturais da mente.     Já existem diversos estudos comprovando que o Yoga é eficaz no alívio da ansiedade. Mas não existe esse tal Yoga para ansiedade. Yoga é presença e “qualquer Yoga” que você faça, vai te dar as ferramentas para trabalhar os pontos deficientes dos seus processos mentais que desencadeiam a ansiedade.   O Yoga nos ensina quem realmente somos. Não somos emoções, pensamentos e lembranças, portanto, podemos dominá-los.   Apenas respire.  

como fazer as posturas do yoga
Qualidade de Vida | 18 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Por que fazer Yoga?

Por que fazer Yoga? Bom, eu sei porque eu pratico e os meus motivos pessoais sofreram grandes mudanças ao longo do tempo de prática, mas levantar esta questão realmente me fez parar para pensar. A maior parte das pessoas que buscam o Yoga através de mim chegam com a expectativa de ganhar flexibilidade no corpo ou para relaxar a mente. De fato, são duas excelentes consequências da prática e por isso, vamos começar com elas: O Yoga te deixa mais flexível, forte e trabalha seu equilíbrio Muita gente acha que não deve praticar por não ser flexível, quando na verdade, a flexibilidade é a grande consequência positiva para o seu corpo no trabalho com asanas. Todas as posturas possuem variações que cabem em qualquer nível de flexibilidade. Yoga é para todos. Trabalhar a flexibilidade de quadris e coluna melhora a mobilidade geral do corpo. O fortalecimento da musculatura do core ajuda a melhorar a postura e é capaz até de te fazer crescer alguns milímetros. Todas as questões físicas são trabalhadas também no emocional durante a prática, e o equilíbrio não fica para trás. Quando você se torna mais flexível e forte através do yoga, não estamos falando unicamente do corpo, mas também da mente. É sempre um trabalho em conjunto que te fortalece de dentro para fora. Com o equilíbrio acontece o mesmo. Equilíbrio é foco. É lógico que existem musculaturas a serem trabalhadas (e serão durante a prática) que contribuem para a estabilização do corpo e ajudam a trabalhar desafios de equilíbrio, mas sem uma mente concentrada, de nada serve tanta estabilidade física. Por isso, vamos para o segundo motivo para você praticar. O Yoga te traz para o momento presente Vida acelerada gera pensamento acelerado. Nossa mente está sempre a frente do nosso corpo, desejando, planejando, especulando. Por alguns momentos ela retorna ao passado, em geral trazendo algum arrependimento ou questionamento. Dessa forma seguimos o nosso dia a dia com a “mente fora do corpo” trazendo sofrimento para momentos perfeitamente equilibrados. Quero que você pare por um instante e pense: neste exato momento eu tenho um problema? E não estou dizendo dá conta que vence hoje ou da reunião agendada para a tarde… Digo agora, neste exato momento. Provavelmente a resposta é não! Criar expectativas gera ansiedade, quando nada disso é real. O Yoga traz sua mente de volta para o corpo e o corpo está sempre no presente. Estar unido com o corpo é o objetivo da prática física. Se você fizer um esforço para se lembrar de um momento quando foi realmente feliz, vai entender o que é estar no próprio corpo. São os momentos que te trazem para o presente que fazem você perceber que possui tudo aquilo que precisa. O Yoga te desacelera Por mais agitada que seja a sua prática, ainda sim ela funciona em um ritmo mais leve que a vida cotidiana. Ela provavelmente funciona no ritmo da sua respiração, que também toma um ritmo modificado nesse momento. Te faz conectar com um ritmo só seu, que é perdido durante o dia com todas as exigências externas. Você volta para si e não para fora. Você aprende o seu tempo de funcionamento e o respeita durante esses minutos de prática. Além disso, ao final de toda prática física é realizado um relaxamento. O estado mental proporcionado por alguns minutos pós pratica onde você se concentra em soltar mente e corpo, pode te ajudar a dormir melhor à noite contribuindo também no alívio da insônia. A respiração correta libera a tensão e o estresse do seu corpo, por isso o próximo benefício é: Você melhora a qualidade da sua respiração Exercícios respiratórios são parte importante da prática de Yoga. Exercitar a respiração traz consciência para o ato de respirar. Aprender a respirar pelo nariz é um benefício pouco comentado da prática de Yoga. Você não tem ideia de quantas pessoas respiram pela boca sem perceber. A respiração oral altera a forma como a língua funciona e a anatomia do rosto, o que pode afetar a fala, deglutição e mastigação de formas problemáticas. Também aumenta o risco de infecções já que o ar não está sendo filtrado pelo nariz. A respiração leva oxigênio ao sangue, controla a nossa energia vital (prana) e, proporciona domínio emocional. Nós sabemos que nossa respiração pode oscilar de acordo com o nosso estado emocional, e o contrário também é verdadeiro, alterando nossa respiração, podemos afetar nosso estado emocional. Através de alterações no ritmo respiratório com exercícios como Kapalabhati podemos também trazer vitalidade para mente e corpo. Podemos acelerar ou desacelerar atraves da respiração consciente. Você já observou sua respiração em um momento de estresse intenso, medo, pânico? Respiração curta e acelerada = descontrole emocional, logo, uma respiração consciente, profunda e nasal traz o equilíbrio. Por isso, o último e mais importante benefício da prática de Yoga: O Yoga trabalha o domínio de suas emoções Já mencionamos acima que nossas emoções e respiração estão conectadas. Trazendo a consciência para a respiração, você consegue clareza para enxergar seu estado emocional. Por exemplo, talvez usar a consciência na respiração te impeça de dizer algo que o faria se arrepender. Aquela velha historia de realizar 10 respirações conscientes antes de tomar uma atitude. Você já ouviu isso? Se nunca testou, faça da próxima vez que começar a sentir o sangue subindo a cabeça, especialmente se você é uma pessoa impulsiva. Aguarde essa clareza chegar antes de reagir e observe as diferenças na sua relação com os outros. Somos todos pessoas feridas que não aprendemos a lidar com as emoções. Muitas destas emoções ficam guardadas em nossa mente e corpo. Nosso corpo é um reservatório dessas emoções. O encontro da mente com o corpo torna o espaço silencioso no tapete de yoga um lugar seguro para encontra-las e cura-las. Sem o barulho mental usual podemos nos ouvir de verdade, chegar no íntimo, na intuição, no eu. Quando algo dá errado é natural fugir e querer deixar o desconforto da experiência. É assim que nossas emoções são afogadas no nosso interior ao longo da vida, para que não seja preciso enfrentá-las. Mas isso apenas adia e aumenta as questões relacionadas aquela emoção que está guardadinha, fazendo com que a cura, em algum momento, seja necessária. É provável também que com o tempo de prática você comece a reconhecer algumas emoções dentro de si que até hoje eram desconhecidas. E pode ser que nesse momento você queira fugir da prática. Talvez você comece a chorar copiosamente em uma postura. Mas preciso te explicar que é totalmente normal, não controle ou fuja do que surgir no tapete, permita que a cura aconteça. Agora podemos compreender que o que foi dito sobre o equilíbrio no primeiro item do nosso texto, possui um sentido muito maior nos benefícios da prática de Yoga. O equilíbrio físico, como consequência de um equilíbrio mental e emocional, é proporcionado pelo trabalho interno totalmente conectado ao seu corpo material. Porque é através do nosso corpo que vivenciamos as experiências, e como consequência as emoções. E é através dele que nos relacionamos com o outro, gerando um ciclo de novas emoções, que podem ser desenvolvidas com essa nova consciência trabalhada no seu tapetinho. Então, se você deseja ser uma pessoa flexível, forte e equilibrada, pratique Yoga! “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. - Mahatma Gandhi Namaste

Filosofia do Yoga | 19 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Niyama – O Segundo Passo

Niyama! Continuando nosso assunto sobre os Yoga sutras de patanjali, e, passando para o segundo passo apresentado por ele, me dei conta de que já tornei tema de meus textos semanais 4 dos 5 Niyamas do Yoga. Os Niyamas possuem grande impacto na mudança de vida do Yogin e ainda sim ficam sempre em segundo plano. Talvez por isso eu tenha, inconscientemente, querido destrinchar essa parte do yoga tão essencial para o cultivo da autodisciplina e força interior. Quando iniciamos na jornada do Yoga, em geral, buscamos apenas um bem estar, físico ou mental e naturalmente nos conectamos com essa filosofia através da parte mais palpável, os asanas, ou posturas psico-físicas.  Com o tempo de prática, algo nos convida a buscar mais profundidade, algo além do relaxamento físico. Nessa busca pela paz interior, nos deparamos logo com os conceitos de Yamas e Niyamas, ou, o código de ética do Yoga. Os Yamas superficialmente aparentam ser regras de convivência em sociedade, e nós, quando acostumados com a criação religiosa, nos sentimos confortáveis com esse tipo de orientação.   Mas e os Niyamas?   O prefixo \'Ni\'  em sânscrito significa \'para dentro\' ou \'dentro\'. Niyama, então, são ações que tomamos internamente para aperfeiçoamento próprio, ou sugestões sobre como podemos nos relacionar com nós mesmos, corpo, mente e espírito.  Ao contrário dos Yamas, que possuem conotação negativa de proibição, abordando o que deve ser evitado pelo Yogin, os Niyamas são ações positivas que contribuem para a qualidade de sua vida, criando um ambiente saudável e permitindo alcançar nosso potencial. Os Niyamas abordam a forma como o Yogin deve tratar a si mesmo. Podemos também considerar os Niyamas como observâncias que assumimos para crescer na prática, pois estabelecem um ambiente interno positivo para o desenvolvimento espiritual.   Os 5 Niyamas são:   Shaucha - a limpeza ou purificação   Samtosha - o contentamento   Tapas - a autodisciplina ou esforço sobre si mesmo   Svadhyaya - o auto estudo, ou estudo das escrituras   Ishvara Pranidhana - devoção ou entrega a Deus   Então, enquanto os Yamas produzem resultados evidentes nas escolhas de vida de um Yogin, os Niyamas são sutis e pessoais. São ações realizadas internamente em uma busca solitária, onde não é possível receber aprovações externas, deixando claro, na minha visão, a correlação com o amor próprio e o relacionamento que criamos com nós mesmos.    Nada além do desejo de progresso pessoal pode nos mover em direção a mudança interna.   As ações incentivadas pelos conceitos dos Niyamas são benéficas no equilíbrio de vida daquele que as aplica, somente. E é necessário um conhecimento de si mesmo para que este movimento aconteça.   Por alguns anos pratiquei sem conhecimento da “ordem” apresentada por patanjali nos sutras e, como grande maioria dos ocidentais, iniciei pelos Asanas, pulando os Yamas e Niyamas.   Foi importante para mim iniciar pela reconexão com meu corpo para então direcionar esse movimento rumo ao desenvolvimento espiritual. É nesse momento de intimidade com o próprio corpo que começamos a nos reconhecer. As lutas internas sobem à superfície e os questionamentos e condicionamentos são acolhidos para que possamos nos desidentificar com eles. Ocorre então uma integração mental e psíquica - solo fértil para os próximos passos.   Entendo hoje que essa ordem não necessariamente deve ser encarada como uma escada com degraus a serem subidos um a um. Os quatro primeiro passos (Yama, Niyama, Asana e Pranayama), aplicados em conjunto como prática, trazem o estado necessário para o alcance dos demais (Pratyahara, Dharana, Dhyana e Samadhi).   Praticar os Niyamas é uma jornada e um processo. Aplicá-los na vida não deve ser algo imposto ou sofrido para o Yogin. Deve ser algo que surge de dentro para fora, partindo de um nível de integração mente e espírito, independente de qual passo foi dado primeiramente na jornada do Yoga.   Se como eu, seu primeiro passo foi com Asanas, não com Yamas, e até agora você nem mesmo conhecia os niyamas, abrace a oportunidade de aplicá-los não julgando a si mesmo e ao passado.    Se você quer conhecer meus artigos sobre os Niyamas, deixo abaixo os links:   Saucha Santocha Tapas Pranidhana   E prometo completar a lista falando sobre Svadhyaya em breve. Até lá!   Om Namah Shivaya   Clique abaixo e baixe agora o Ebook GRATUITO - Yamas e Niyamas - o estilo de vida yogin  

navasana, postura do barco
Dicas de Yoga | 22 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Navasana sem preconceitos

Sem preconceitos! Navasana foi uma das posturas sugeridas por mim no texto Criando uma Base para o seu Sirsasana como uma postura preparatória, mas este asana, em si, já constitui um grande desafio para muitos praticantes. Acredito que ao lado de chaturanga dandasana, é a postura mais mal falada e temida. Dá para sentir no ar o preconceito dos alunos no momento em que o professor dita: Navasana... Podemos olhar para Navasana, como temos feito com os outros asanas, pela visão sutil, para compreender quais são esses desafios propostos na execução. Navasana exige uma boa dose de força e equilíbrio, uma sabedoria na balança do esforço e suavidade. Contribui para desenvolver coragem e determinação no praticante. Desenvolve vitalidade e calor trabalhando o manipura chakra, ou plexo solar. O Plexo Solar é o centro da vitalidade, auto afirmação e energia pessoal. Localizado acima do umbigo, próximo às costelas, é o chakra mais influenciado pelas nossas emoções, tanto positivas quanto negativas.   É essa vitalidade, e o equilíbrio das polaridades que vai permitir que seu barco não afunde. Então muito mais do que uma postura de força, Navasana te exige sabedoria na distribuição da sua atenção e esforço para manter um estado mental mais equilibrado independente do desafio a ser encarado. Essa sabedoria começa mesmo na execução da postura. Talvez você esteja forçando demais a subida de suas pernas sem dar a atenção necessária á base, no assoalho pélvico. A postura exige sim uma boa dose de força na musculatura do seu tronco, mas tudo começa no equilíbrio da pelve, onde nosso querido uddiyana bandha (a sucção do baixo ventre) dá aquela grande contribuição. O acionamento deste Bandha ajuda na estabilização do peso do seu corpo na área da pelve enquanto traz as coxas próximas ao abdome. Se você executar o movimento de aproximar as coxas do tronco sem acionar o uddiyana bandha, sua coluna naturalmente se curva e seu corpo tomba para trás. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Navasana Navasana também é uma ótima postura para avaliar a influencia do ego. Os praticantes normalmente se dividem entre aqueles que querem subir os pés esticando as pernas a todo custo e aqueles que nem tentam porque se acham fracos demais. Nos dois casos é o ego quem fala. Só se conquista um navasana estável por muitas respirações compreendendo os seus limites reais e enfrentando os desafios, ficando mais forte. Para entender a variação ideal de Navasana para você, sente-se com joelhos juntos e dobrados, as solas dos pés no chão. Ative o assoalho pélvico. Deixe que a base de sua pelve se arredonde suavemente, acomodando seu peso no espaço entre os ísquios e o cóccix. Acione mula bandha e uddiyana bandha. Se você tiver uma protuberância óssea na área do cóccix, utilize uma base mais arredondada. Em seguida, na inspiração, crie espaço entre as suas vértebra s alongando o tronco. Mantenha as mãos nos joelhos sem segurá-los e vá inclinando seu tronco para trás balanceando o peso de suas pernas na tentativa de tirar seus pés do chão. Solte um pouco as mãos dos joelhos mantendo os braços esticados paralelos ao chão e as palmas uma voltada para outra. Se esta variação ainda é um desafio, mantenha a pontinha dos pés no chão. Para quem se sente confortável, a subida das pernas vai acontecendo gradualmente até que o equilíbrio dentro da postura completa seja conquistado e você possa olhar as pontas dos dedos dos pés.   Os benefícios físicos da postura do Barco são o fortalecimento dos músculos abdominais e os flexores do quadril; a melhora da saúde de todos os órgãos abdominais, especialmente do fígado e dos rins, contribuindo na desintoxicação do corpo e estrutura o tronco, melhorando dores na coluna por má postura. Para melhorar o alongamento dos isquiotibiais e aprofundar seu navasana, trabalhe em adho mukha svanasana, o cachorro olhando para baixo, a elevação dos ísquios ao teto. Se você olhar a foto do navasana de cabeça para baixo, verá que as duas posturas possuem um ângulo de flexão de quadril similar. Na mitologia, o barco representa a travessia, a jornada a expedição. Encare navasana como essa grande viagem de autoconhecimento ao seu centro e não como um obstáculo a ser ultrapassado. Boas práticas!