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Filosofia do Yoga | 24 jun 2021 | Equipe YogIN App

A maior aula de Yoga do Mundo

A maior aula de Yoga do mundo A maior aula regular de Yoga do mundo . O vídeo mostra uma dessas aulas que acontecem em Red Rocks, no estado americano do Colorado. Esta aula que acontece apenas nos finais de semana e durante os meses de junho a agosto pode ser considerada a maior aula regular de Yoga do mundo. Veja mais informações no vídeo! Obrigado a Raissa de Souza Rossi pelas imagens ;)      

Paschimottanasana
Dicas de Yoga | 15 jun 2021 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

nao pule o shavasana
Respiração e Relaxamento | 10 jun 2021 | Déb

EBOOK – COMO ATINGIR O ESTADO DE RELAXAMENTO?

EBOOK - COMO ATINGIR O ESTADO DE RELAXAMENTO? Orientações simples, rápidas e práticas baseadas no ensinamento ancestral do Yoga para você entrar em um estado de paz interior, serenidade e tranquilidade! Acompanhe o passo-a-passo para conseguir produzir um relaxamento Local para prática, postura para o relaxamento, qual música escutar entre outras dicas Entendendo sobre o SHAVASANA e YOGANIDRA e seus benefícios Qual a relação entre SHAVASANA e YOGANIDRA?     Clique no botão abaixo e aprenda isso e muito mais com o nosso e-book gratuito!     new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Utthita Parsvakonasana
Dicas de Yoga | 21 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Utthita Parsvakonasana – Postura de Yoga

Aprenda a executar o Utthita Parsvakonasana! Utthita = Estendido · Parsva = Lado ·  Kona = Ângulo · Asana = Postura Utthita Parsvakonasana ou Pose do ângulo lateral estendido utiliza todos os músculos do corpo, alongando os quadris, pernas, tornozelos, joelhos e isquiotibiais; tonifica os músculos abdominais e fortalece o assoalho pélvico. Esta postura de aparência simples também é conhecida somente como Parsvakonasana e ajuda a compor a série fundamental do método Ashtanga Yoga. Você pode se surpreender com a dificuldade de manter uma permanência longa nesta postura por ela reunir alongamento, equilíbrio e força. Diversas forças e ações trabalhando em oposição te obrigam a levar a consciência por todas as partes envolvidas. A postura trabalha o segundo chakra contribuindo para tratamento da fertilidade e de problemas menstruais. Melhora o funcionamento do intestino e a irrigação sanguínea dos órgãos abdominais, estimula a digestão e trabalha equilíbrio. Inicie em Tadasana. Afaste os pés e os braços na estrela. Deixando que as pernas formem um triângulo equilátero com o chão (3 a 4 pés de distância) e os braços se afastem na altura dos ombros. Palmas para o chão. Vire o pé direito 90º para fora. Mantenha os calcanhares alinhados. Durante uma exalação, dobre o joelho direito até alinhar com o tornozelo e desça a mão direita ao chão apoiada ao lado externo do pé direito. Tente deixar a coxa paralela ao chão. Eleve o braço esquerdo acima da cabeça, alinhando com a linha da sua orelha e direcione a palma para o chão. Feche levemente a axila em direção ao seu rosto com um movimento que inicia nas escápulas. Ombros afastados da orelha. Olhe para seus dedos da mão esquerda. Mantenha o tronco longo e a força de suporte da postura nas pernas e no tronco. Não deixe pesar na mão apoiada ao chão nem que o peso do seu quadril te “puxe” para baixo. Para isto, pise firme com o pé esquerdo no chão esticando a perna esquerda e apoiando bem a lateral externa do pé fazendo com que seu tronco e perna esquerda formem uma linha sem quebra. Mantenha uma rotação da coxa direita para fora, de forma que seu joelho permaneça acima do tornozelo. Mantenha peito aberto e alongado, não deixe seu tronco se fechar direcionando para o chão. Inspire e suba novamente na estrela. Nesse momento você irá perceber se estava centralizando a força corretamente. Quando estamos apoiados na mão, é mais difícil subir com a força dos músculos da perna e core. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Gire o pé esquerdo e repita tudo para o outro lado. “Se todas as instruções fornecidas até agora foram seguidas com precisão, o rosto mostrará uma expressão de felicidade e serenidade. Se a expressão do rosto é de esforço ou ambição, há chances de termos nos perdido em algum extremo da postura, e é hora de recuar. Se tivermos alcançado o equilíbrio sutil entre todos os músculos envolvidos, resultará a liberdade, a leveza e o silêncio interior. Isso é yoga” - Gregor Maehle, Ashtanga Yoga Practice and Philosophy Pessoas que sofrem de insônia e pressão arterial alta devem evitar este asana. Faça uma variação sem mover a cervical se possuir sensibilidade na área e não pratique se tiver dor de cabeça. Se você é iniciante e/ou possui pouca flexibilidade, talvez seja válido executar a variação apoiando o cotovelo direito no joelho direito, no lugar de tentar levar a  mão ao chão ao lado do pé. Como na variação completa, não deixe o peso do seu corpo apoiado totalmente no cotovelo, faça a musculatura do seu tronco trabalhar. Sempre priorize o alinhamento pois o alongamento é uma conquista. Como sempre digo: Não sacrifique o alinhamento pelo alongamento! Bom treino de Utthita Parsvakonasana!

YogIN App
Filosofia do Yoga | 17 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Pranidhana – a entrega

Pranidhana - a entrega Ishvara Pranidhana é traduzido como “entrega a Deus”, “entrega à vida”, “depositar-se diante do senhor” e até mesmo “auto-entrega”. Ishvara Pranidhana é um dos 5 Nyamas listados no Yoga Sutras de Patanjali, uma das cinco observâncias internas que o Yogin deve ter ao seguir caminho do Yoga. Junto com os Yamas, os Nyamas fazem parte do que é considerado a ética do Yoga por tratar do modo que o Yogin trabalha seu interior e se comporta na sociedade. Digo que os Nyamas são trabalhos internos porque devem ser lembrados, exercitados e estabelecidos na sua rotina diária.   \'[O samádhi pode também obter-se] pela entrega a Íshvara.\' YS, I-23   A auto-entrega não costuma ser confortável e prazerosa em um primeiro instante, para nós, sempre acostumados a controlar, ou acreditar que possuímos o controle. Aguardar a compensação de nossos atos é ensinado a nós desde pequenos, como um cachorro que ganha biscoitos ao realizar a tarefa correta durante um adestramento. Não se sinta culpado, nosso cérebro adora compensações, o grande problema está na outra parte, a expectativa. A expectativa é oposto a Pranidhana, provoca ansiedade e como consequência todos aqueles problemas que conhecemos: medo, pânico, dores físicas, insônia e até mesmo depressão.   Treinar sua mente para a entrega requer disciplina e fé. Fé que não depende de religião para acontecer, nem mesmo na crença de um Deus pré-estabelecido. Se você possui um relacionamento com Deus, provavelmente será mais fácil praticar essa fé, mas independente da representação de Ishvara que cada indivíduo possui, há de se crer que existem forças maiores regendo nosso universo onde seu pequeno ego não pode exercer controle.   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Quantas vezes na sua vida aconteceram situações onde você não julgou justo, ou não pode compreender a relação de causa-consequência? E em todas estas vezes você sofreu. Sofreu por não ter sido como seu ego projetou.  Toda situação é um aprendizado, e se você estiver preso a necessidade de controlar, perderá a oportunidade do conhecimento a ser adquirido. E para que algo novo entre, é sempre necessário esvaziar-se, deixar ir, entregar.   Para os iniciantes o desafio de exercitar a entrega começa já durante a prática. Você com certeza já ouviu seu professor de Yoga dizer “não julgue” ou “sem julgamentos”, e quantas dessas vezes você conseguiu obedecer? Provavelmente o número de vezes irá aumentar com o tempo de prática, afinal dissemos acima que a entrega também é um treinamento.   Todo resultado de um julgamento nosso é feito pelo ego, através da concepção do que acreditamos ser correto. Até mesmo as coisas simples como a percepção de como executamos um asana. Nosso controlador interno quer que a postura esteja esteticamente bela e alinhada, quando tudo que importa é o quão presente você esteve durante sua permanência. Presença que acontece se desconectarmos esse nosso controlador, exercendo nossa auto-entrega. O ato só se torna prazeroso com presença e sem expectativas.   Você ouve seu professor durante as aulas? Não estou falando só de aceitar críticas, correções ou sugestões, mas simplesmente ouvir. Entregar-se como um barro a ser moldado segundo as instruções de outro é uma forma muito representativa de demonstrar a auto-entrega. Quantas vezes, nós como professores, observamos alunos representando um padrão de movimento que não sugerimos que fosse executado? Muito comum por exemplo se um aluno troca de método, e vem de uma prática de hatha yoga para uma prática de ashtanga, no momento de executar a saudação ao sol, ele reproduz o que conhece ao invés de escutar o que seu novo professor guia. Às vezes, inclusive, pode se tornar uma luta entre seu ego querendo “mostrar serviço” e a entrega a algo novo.   Observe-se, reconheça seus padrões de controle. Sempre que sentir raiva ou ansiedade, pare, avalie e compreenda o que foi que saiu do seu controle e te deixou com essa emoção?   Entregar-se também é visto como fraqueza, mas há diferença entre entregar-se e esconder-se. Não estamos sugerindo aqui uma apatia, permitindo que algo comande sua vida sem definição de objetivos próprios. Não é controverso a pranidhana definir seus objetivos, mas há de se aceitar que acontecerá da forma e no tempo correto, onde seu ego não possui controle.   Responsabilidade é diferente de culpa, concentre-se nas suas  intenções e nos passos concretos que pode dar em direção aos seus objetivos, você é o personagem principal da sua vida, mas confie que tudo acontece como deve ser, mantenha-se sempre presente.   Assim seja!

Dicas de Yoga | 16 maio 2021 | Equipe YogIN App

Como Fazer a postura da Cobra

5ª dica do YogIN App! O bhujangasana ou postura da Cobra produz alongamento em toda região anterior do corpo. Trabalha mobilidade da coluna e é uma excelente compensação para a outra postura que vimos na 2ª dica, o paschmottanasana. Aproveite essa aula da professora Fernanda Degilio e aprenda todas as dicas para execução perfeita desta posição.  

chaturanga dandasana yoginapp blog
Dicas de Yoga | 13 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Para Compreender a Chaturanga Nossa de Cada Dia

Para Compreender a Chaturanga. A grande “culpada” pelo corpo dolorido após a primeira prática de Ashtanga Yoga, ao menos para as mulheres, é, geralmente a quantidade de repetições de Chaturanga Dandasana. É realizada dezenas de vezes na transição entre Ardha Uttanasana para Adho Mukha Svanasana, passando rapidamente por uma prancha no meio do caminho. Vem do Sânscrito: chatur = quatro, anga = membro, danda = bastão e asana =  postura é o nome mais decorado pelos alunos… Quem não sabe o que é uma chaturanga? Uma má chaturanga dandasana pode provocar lesões em punhos, ombros, lombar e um grande desconforto físico e psicológico. Se executada corretamente, fortalece músculos das costas, braços, tronco e área pélvica, com a ativação dos bandhas. Trabalhar seu Chaturanga pode provocar um efeito benéfico no corpo através da melhora na postura. Manter o alinhamento neutro contra a força da gravidade aumenta a força e estabilidade da musculatura das costas. Esta é a musculatura responsável por nos mantermos eretos ao longo do dia. Energeticamente, em chaturanga ou outras posturas de yoga, onde os braços e as mãos estão sustentando o peso do corpo, é proporcionada a sensação de estar emocionalmente apoiado e fisicamente forte. Quais as sensações despertadas pela execução do Chaturanga Dandasana na sua prática? Dor nos ombros ou punhos? Sensação de fracasso? Fraqueza? Você foge do seu chaturanga? Precisamos ser honestos com chaturangas. Principalmente à medida que repetimos várias vezes a postura e sentimos o cansaço mudando a qualidade da execução. Independente de se você é daqueles que desistem e se jogam no chão, ou se você não respeita seus próprios limites compensando o cansaço em ombros e punhos, hoje vamos desenvolver um chaturanga forte e poderoso. Para treinar nosso Chaturanga Dandasana, começaremos na postura da prancha. Punhos abaixo dos ombros, corpo firme e alinhado, dedos dos pés apoiados no chão. Mão firmes e dedos bem afastados. Visualize uma linha reta entre sua cabeça e seus pés, sem deixar seu quadril apontado para cima ou para baixo. Ative seus bandhas, sugando o baixo ventre e contraindo o períneo. Recolha suavemente o cóccix mantendo a neutralidade da lombar. Firme as escápulas e afaste-as do centro das costas. Contraia os quadríceps mantendo as pernas firmes. Estruture a musculatura abdominal e levemente deslize seu corpo a frente enquanto desce o tronco dobrando os cotovelos para trás. Os cotovelos colam na lateral do tronco e chegam até um ângulo de 90º. Os ombros estão levemente a frente das mãos e afastados das orelhas. Mantenha o corpo firme afastado do chão, não deixe a cabeça tombar e mantenha seu olhar direcionado suavemente para a ponta do seu nariz. Para continuar seu treino e conquistar mais força física, empurre o chão retornando a prancha e repita o movimento de descida algumas vezes. Há uma tendência de compensação que ocorre, às vezes, pela falta de força nos músculos estabilizadores de hiperestender a coluna lombar e elevar o cóccix ao ar. Isso acontece quando usamos os flexores do quadril, como o psoas. para sustentar a postura. Normalmente, neste caso, os ombros descem mais do que o indicado e alinham verticalmente com as mãos no chão. Esta tendência pode ser corrigida ativando o glúteo máximo e reto abdominal. O envolvimento desses músculos neutraliza a hiperextensão lombar. Ative firmemente sua musculatura abdominal e depois incorpore a contração do glúteo máximo recolhendo a lombar e inclinando a pélvis para trás e para baixo, mantendo a neutralidade. Outra falha comum na execução é soltar a ativação dos bandhas e a musculatura abdominal permitindo que o quadril desça antes do resto do tronco. Para evitar esta tendência, é necessário ativar a musculatura abdominal com se tivesse a intenção de levar seu umbigo nas costas e manter as mesmas dicas do ajuste sugerido acima, direcionando a pélvis para trás e para baixo. Entender o limite da altura dos ombros é difícil, a princípio, e pode ser treinado com uso de blocos ou qualquer outro objeto que possa limitar a descida exagerada. Este ajuste ajuda a visualizar a correta posição dos ombros à frente das mãos, evitando tensão desnecessária nos ombros, para isto, o bloco deve ser posicionado logo à frente de seus dedos. Quem anda pulando ou desistindo de Chaturanga Dandasana pela falta de força nos membros superiores pode realizar a variação com os joelhos no chão até que desenvolva a força necessária para executar a postura completa.   Nesta variação, há menos ativação de coxas e menor peso sobre os braços, mas a mesma necessidade de sustentar a musculatura do tronco e a neutralidade da lombar recolhendo suavemente o cóccix. Escolher uma variação não é demonstração de fraqueza, mas sim de amor e respeito ao próprio corpo. Finalize seu treino de chaturanga seguindo para sequência Urdhva Mukha Svanasana - Adho Mukha Svanasana - Balasana e tome algumas respirações de descanso. A postura é desafiadora para a maioria dos iniciantes, mas podemos aplicar as lições aprendidas com chaturanga a qualquer outro asana que exija mais de nós. Ouvir as emoções que nos limitam buscando sempre o autoconhecimento. O trabalho externo mantendo sempre a conexão com o interno traz progressos sólidos e duradouros. A força utilizada na prática não é um conceito apenas físico, é um recurso existente em nosso interior que precisa ser encontrado.   Boa prática! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

nao pule o shavasana
Podcast de Yoga | 12 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Não Pule o Savasana – Yoga Falado #31

Não Pule o Savasana! Para alguns, a parte mais difícil na prática e na vida é saber relaxar. Permitir a quebra, um momento de pausa e renovação é tão essencial quanto negligenciado na rotina da vida moderna. Vivemos bombardeados com estímulos externos, executando multitarefas e mantendo nossas mentes sempre em alerta. Estar ocupado é ser importante. Este estado mental superestimulado suga nossa energia e perdermos desempenho. É como se estivéssemos no piloto automático executando tudo ao mesmo tempo, não sendo capaz de voltar atenção para aquilo que é importante naquele momento, ou, focar, concentrar. Como fazemos com o computador ou o celular, também precisamos “reiniciar” quando não funcionamos direito. Mas antes que seja necessário clicar no restart, podemos criar um hábito de incluir pausas nos nossos dias, evitando chegar até o estado de fadiga física e mental para tal. Se praticamos diariamente, essa pausa acontecerá obrigatoriamente após uma sequência de asanas. Ainda que possa acontecer antes e durante também. Aparentemente fácil e desejada por muitos, o relaxamento, em algumas práticas chamado de Savanasa, é a postura mais difícil da sequência. Enquanto nos alongamos, movimentamos e executamos exercício de força, colocamos toda nossa atenção no corpo, mas no momento em que o corpo para, naturalmente a mente entra em foco. Então surgem as projeções de futuro, a lista do supermercado para quando sair da aula, a reunião no trabalho no dia seguinte ou os julgamentos do passado sobre algo que não aprovo da forma como aconteceu. Na direção oposta, alguns deitam em relaxamento e acabam adormecendo, o que também não é o objetivo no momento. O objetivo aqui é o relaxamento com consciência, e não o sono. Essa consciência é o que permite relaxar corpo e mente por esses preciosos minutos.   Mas se o relaxamento é o momento mais importante da prática, porque não ir direto para ele? Existem empecilhos físicos e mentais para que o relaxamento ocorra naturalmente, então é preciso que seu corpo e mente estejam cansados e distensionados o suficiente para condicionar a liberação do estresse. Dependendo do seu momento de vida, do que ocorreu durante o seu dia ou até mesmo como foram seus minutos antes da prática, simplesmente deitar e entrar no estado de relaxamento é muito desafiador. Eu costumo dar um pequeno relaxamento inicial nas minhas turmas de quinta-feira a noite por considerar que é um dia propício, onde as pessoas já chegam exaustas da semana que passou, e estão aptas a soltar. Mas em geral, o estado mental dos praticantes deve ser conduzido ao longo da sequência de posturas, do fogo e agitação (Yang) até a passividade e acolhimento (Yin) para que a entrega final ocorra. Além disso, trabalhar o diafragma praticando uma sequência de asanas antes de savasana permite que sua respiração flua livremente durante o relaxamento tornando-se quase invisível. Se você pratica sua sequência de asanas em turma, é possível que o professor oriente este relaxamento, guiando-o mentalmente pelo seu próprio corpo e buscando os pontos de tensão. Este direcionamento ajuda aqueles que possuem a mente hiperativa e sofrem em ficar parados. Mas se você pratica sozinho, precisará estudar e experimentar a melhor forma de trazer essa liberação física e emocional. Estender-se no chão e aguardar o tempo passar, além de ser praticamente impossível, não é suficiente, é necessário soltar o corpo e a mente e observar o estado de consciência que surge. Então, para soltar, deite-se no seu tapete. Afaste os pés um pouco mais que a largura do quadril e permita que seus dedos pesem para fora. Os braços afastam levemente do corpo e as palmas das mão voltam para cima, deixando que o dorso das mãos toque o chão. Feche os olhos e verifique seu conforto nesta postura. Se a lombar reclama, é necessário suspender os joelhos em uma almofada deixando-os levemente dobrados. Se há questões na cervical, ou na parte alta da coluna, use um travesseiro ou até mesmo suspenda o corpo em um apoio inclinado. Você é sua própria experiência neste caso, coloque-se confortável. Faça uma inspiração profunda e exale com som liberando toda tensão que puder junto com o ar. Essa respiração leva uma mensagem ao sistema nervoso parassimpático de que é seguro relaxar. Agora você está pronto para permanecer imóvel pelos próximos minutos. Quantos minutos você permanecerá na postura também deve ser negociado com sua rotina, necessidade, intensidade da prática e outros fatores, mas 10 minutos é um bom começo. Use os primeiros minutos para fazer um tour pelo seu corpo, de baixo para cima soltando todos os seus músculos, ligamentos, tendões e junções ósseas mentalmente. Não economize tempo nesta tarefa. Lembre-se daquela aula de anatomia da escola e vá visitando cada parte do seu corpo. Concentre-se na coluna. A cada exalação, intensifique a entrega física e mental. Observe aqueles pequenos instantes entre os pensamentos e vá permitindo que eles cresçam. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Para sair de savasana, volte a atenção ao seu corpo percebendo-o deitado ao chão. Faça uma inspiração profunda e inicie lentamente a movimentação dos dedos das mãos e dos pés. Amplie aos poucos seu movimento e espreguice, boceje ou faça o que seu corpo pedir. Mantendo olhos fechados, passe pela postura fetal, deitando para o lado direito e recolhendo os joelhos no peito por algumas respirações. Empurre o chão com a mão esquerda e direita até que se sente com a coluna alinhada. Neste momento é provável que seu corpo e mente estejam preparados para a meditação. Então, se puder, permaneça por alguns minutos em silêncio. Leve as mãos em prece ao peito, direcione o rosto para as mãos e agradeça a você mesmo pela experiência proporcionada. Um bom relaxamento ativa o sistema parassimpático diminuindo a atividade mental e o metabolismo, trazendo serenidade. Pesquisas sugerem que descansar a mente após o aprendizado permite melhor absorção do conteúdo estudado. Estudar o dia todo de forma automática e absorver pouco não é melhor que estudar poucas horas de forma eficiente. Assim também funciona com nosso auto-estudo. Durante o savasana, o prana que correu livremente pelo corpo encontra os chakras e as energias são equilibradas. É neste momento que os benefícios de sua prática são absorvidos. Já falamos sobre as crises de choro durante posturas de abertura de quadril no artigo anterior, mas não se surpreenda se ao soltar o corpo em savana, suas lágrimas rolarem livremente acompanhando ou intensificando esta entrega. Uma pausa é sempre bem vinda quando estamos em ritmo acelerado, no tapete ou fora dele. Não pule o Savasana.     Ouça também via Spotify ou Soundcloud.    

Dicas de Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Como Fazer – Bhujangasana, a postura da Cobra

Como Fazer Bhujangasana Conhecida como postura da cobra, o bhujangasana é um dos asanas mais importantes do Yoga. Uma excelente compensação de posturas como o paschmottanasana e adho mukha. A professora Fernanda Degilio explica como executar perfeitamente essa postura no vídeo abaixo. Confira:   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

gesto da paz
Dicas de Yoga | 7 maio 2021 | Fernanda Magalhães

O Gesto da Paz

O Gesto da Paz O gesto (Mudra) mais conhecido no mundo o Yoga também é um gesto muito conhecido mundialmente. Unir as palmas em frente ao corpo, remete a imagem de uma pessoa em oração, mas o anjali mudra, na verdade é um gesto de saudação. Em sânscrito, mudra significa gesto, selo, senha ou chave. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar, e refere-se não apenas a gestos sagrados de mão, mas também a posições do corpo inteiro que provocam um certo estado interior ou simbolizam um significado particular para o Yoga. Anjali mudra é apenas um dos milhares de tipos de mudras que são usados ​​em rituais hindus, dança clássica e yoga. Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Quando você coloca as mãos na frente do coração, conecta poderosamente os lados esquerdo e direito do cérebro unindo seu feminino e masculino. Descansar as mãos no centro do peito alinhado ao chakra cardíaco, reforça a conexão coração-mão, manifestando gratidão, amor e paz. Este gesto pode dirigir-se à deidade quando as mãos estão unidas sobre a cabeça; ao mestre, com as mãos frente à testa ou a saudação entre as pessoas, com as palmas frente ao peito. Ao executar este mudra, não provoque tensão nas mãos ou punhos gerando pressão entre as palmas. Conecte especialmente as pontas dos dedos e as bordas das mãos permitindo um espaço no centro das palmas, como uma flor que irá se abrir pelos seus dedos, podendo transformar o anjali mudra em um lotus mudra. Encoste os dedões no esterno e sinta a conexão com seu coração. O Anjali Mudra conecta o praticante com a espiritualidade e promove o respeito por si mesmo e pelos outros. Não importa a quem você está saudando, sempre coloque o coração na sua intenção. Hari Om  

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