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Formação de Professores | 26 fev 2021 | Daniel De Nardi

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga O Curso de Formação do YogIN App está na sua 5ª edição e este foi o vídeo da turma passada. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Saiba mais sobre o curso acessando o link abaixo: https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores https://youtu.be/hfEPy3WXU5Q https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 23 jan 2021 | Cherrine Cardoso

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu!

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu! Chegou aquele momento inevitável para todos os praticantes de yoga. Pipocam na sua timeline do Instagram, do Facebook, emails, anúncios de retiros para vivenciar práticas e os conhecimentos desta filosofia. Mas, qual será o melhor caminho para iniciar nestes encontros de fins-de-semana ou até mais longos? Precisamos te dizer que essa escolha é muito particular, como tudo no yoga. Dar pitacos e opiniões não agregará muito, ao contrário, poderá te deixar ainda mais confuso. Entretanto há como contribuir para que você se direcione as experiências que poderão somar aquilo que você já visa em sua busca interior. A começar por estar em uma escola ou um estúdio especificamente. Se você é um praticante que diversifica os locais em que pratica, isso pode te dispersar muito quanto às opções que te aparecem. Há muitos estúdios espalhados pela cidade e cada um deles tem uma linha de atuação e trabalho, e isso influi diretamente em como será o encontro do grupo. É importante que você tenha identificação com os profissionais que dão as aulas e que por ventura estejam ministrando vivências no retiro que escolher participar. Nós nos abrimos mais quando temos empatia por quem tem algo a nos ensinar e isso é uma das recomendações mais importantes, no meu ponto de vista. E isso só é possível se você cria o hábito de praticar mais no mesmo local. E desta forma, naturalmente, acabará por se inscrever nos eventos que são oferecidos por este lugar, se sentindo mais à vontade com as pessoas e professores. Um outro ponto importante a observar é o lugar em que o retiro será realizado. Quanto menos dispersões você tiver para além da programação proposta para o encontro, melhor! É muito comum quando estamos em hotéis, pousadas, perto de praia ou em lugares agitados, nos perdermos em dispersões que nada tem a ver com a proposta do evento. Sugiro que esteja atento a onde o evento será realizado. Não que durante o período, dependendo da proposta, não possamos optar por algo diferente de uma prática ou um curso, mas sem dúvida, se queremos imersão e aprendizado, o ideal é viajar para estes retiro com este foco. O outro aspecto que considero importante é a programação proposta. Quantas práticas terão? Quantas aulas ou cursos? Quais os temas propostos? Quem são os professores? Talvez você não tenha tempo hábil ou experiência ainda para saber se tudo isso acima representa aspectos positivos ou não. Mas se você já está mais presente no espaço em que pratica ou se conhece algum profissional que vá e possa te orientar sobre a seriedade do evento, isso já é uma valia para você decidir se vale a pena ou não. E os custos? Normalmente os eventos de fim-de-semana tem tudo incluído. Desde a hospedagem/alimentação até as práticas e o que a comporta a programação. E assim os valores podem girar numa média de 2 mil de sexta à domingo. Há mais caros e há mais baratos. Isso não torna o evento nem melhor e nem pior, tudo depende de como é a organização, local, profissionais convidados, e estrutura do local que acolherá o evento. Quando são fora da sua cidade há ainda os gastos de traslados, mas não serão muito alto. E o imprescindível para qualquer evento que participe: não vá com uma polaridade julgadora. Temos um péssimo hábito a querer olhar os pontos negativos antes dos positivos. Essa é uma síndrome muito ruim do nosso ego. Uma má formação da nossa personalidade mimada de achar que tudo deveria ser perfeito, quando nem mesmo nós o somos Sendo assim, para que você tenha uma linda experiência, vá de coração aberto a aprender. Aprender não só sobre yoga, mas sobre conviver com pessoas diferentes de você! Aprender com quem sabe mais que você sobre algo que é do seu interesse, ainda que você ache que não. Quando estamos receptivos, nossa conexão é positiva e mesmo que você não concorde com tudo que verá, extrairá apenas o melhor de tudo! E precisando de dicas extras, mande-nos emails que tentaremos ajudar com as opções que haverão ao longo do ano.  

Dicas de Yoga | 21 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais? Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

Filosofia do Yoga | 20 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Para Soltar o Próximo Passo

Para Soltar o Próximo Passo Muito se fala e faz na comunidade do Yoga em relação a abertura dos quadris. Essa flexibilidade é fundamental para permitir a meditação sentado por longos períodos sem desconforto. A mobilidade de quadril também é um ponto importante para a saúde e estabilidade da coluna, nossa habilidade de andar e a boa postura. Nos encontramos em postura sentada no nosso dia a dia por muitas horas seguidas, trabalhando, vendo tv ou no trânsito, o que encurta os flexores do quadril, tensiona os rotatores e enfraquece os músculos glúteos. E quando escolhemos nos exercitar, acabamos selecionando atividades que acabam tensionando ainda mais essa musculatura como ciclismo, corrida ou trekking. E para o Yoga, muito além de comprometer a saúde física, quadris rígidos representam emoções armazenadas. Há quem considere os quadris a lixeira emocional do corpo. Medo e tristeza não processados, são jogados para lá. Pense em qual a reação mais natural do seu corpo ao se sentir ameaçado ou receber uma notícia devastadora. Curvar-se recolhendo os joelhos dobrados e fechando o peito, não é? Para se defender ou chorar, não importa, adotamos a mesma postura fetal, contraindo os flexores do quadril. A rigidez do quadril está muito ligada a dificuldade de processar o passado e encarar o futuro. Quadril preso segura o “próximo passo”. A rigidez na parte da frente é relacionada ao futuro, sobre viver a nossa verdade e não expectativas externas, enquanto a parte de trás, glúteos e inferior das costas mostra um apego ao passado. Nos quadris também guardamos emoções mal processadas em relacionamentos. Todo o tipo, inclusive com nós mesmos, demonstrando uma incapacidade de nos amarmos completamente. Você está pronto para enfrentar suas emoções “jogadas para baixo do tapete”? Então pratique. As sequências de asanas em geral possuem foco no trabalho do quadril. Posturas de pé e sentadas movimentam a articulação da área liberando pouco a pouco essa tensão. Eu uso algumas preparações para a abertura e liberação de quadril para dar uma movimentada no prana. Costumo fazer em momentos sem pressa, onde posso estar consciente e presente, como, por exemplo, entre as aulas. Não há nenhum objetivo de desempenho ou grandes alinhamentos, é só um momento de soltar e se preparar para o novo. Nem sempre faço todos os movimento, às vezes seleciono apenas um, aquele que meu corpo pede, mas quando me disponho a completar minha sequência, começo sempre do mais simples e gentil e deixo aqueles que exigem mais presença para o final. Me acompanhe: Começo minha jornada rumo a liberação das emoções presas fazendo uma leve flexão a frente com as pernas cruzadas. Inspire crescendo a coluna e curve-se nas canelas exalando. Solte os braços no chão e permita a gravidade te empurrar, curvando suavemente a coluna direcionando a testa ao chão. Inspire levantando lentamente até retomar seu alinhamento. Troque a posição das pernas e repita. Retome sua cruzada de pernas costumeira e mantendo os ísquios no chão e faça giros no quadril sentindo a mobilidade da cabeça do fêmur. Gire algumas vezes para o lado direito e a mesma quantidade para o esquerdo. Variação de Bharadvajasana - Estique as pernas e traga sua perna direita em meia-lótus, ou seja, com calcanhar em cima da virilha esquerda. Dobre sua perna esquerda para fora, levando calcanhar ao lado esquerdo do quadril. Dorso do pé esquerdo no chão, tente manter os dois lados do quadril no chão. Se possível, pegue seu pé direito levando a mão direita por trás das costas e faça um gancho no dedão do pé com indicador e médio das mãos como na imagem abaixo. Se não é possível fazer o gancho, relaxe as mãos ao longo do corpo e se concentre no quadril. Faça algumas respirações e repita para o outro lado. Quadradinho - Sente-se e cruze as pernas alinhando o joelho direito em cima do tornozelo esquerdo e o joelho esquerdo em cima do tornozelo direito. Se o joelho superior estiver levantado acima do tornozelo inferior, coloque um travesseiro ou bloco sob o joelho levantado para que você possa relaxar o quadril. Se os joelhos estiverem confortavelmente apoiados nos tornozelos, leve o corpo a frente tentando enganchar os cotovelos na frente das canelas para fazer um gancho. A intenção é deitar o abdômen nas pernas. Para isso, mantenha seu baixo ventre sugado na inspiração e cresça a parte baixa das costas ganhando espaço para ir mais a frente.   Em todos os casos, descendo ou não, mantenha a base da coluna longa, empurrando os ísquios no chão. Após 10 respirações, suba o tronco inspirando e torça exalando levando seu cotovelo esquerdo acima do joelho direito com as mãos em prece. Uma mão faz pressão na outra e cotovelo empurra o joelho. Sim, nas primeiras tentativas será muito desconfortável para a maioria das pessoas, mas não tente empurrar seu joelho para baixo, se concentre no gancho da torção do tronco. Mais 10 respirações e repita tudo para o lado esquerdo. Badhakonasana - Sente-se com solas dos pés unidas e joelhos afastados. Use seus dedões para abrir as solas dos pés em direção ao teto. Cresça a coluna em uma inspiração e desça tentando levar o umbigo ao chão, não a cabeça. Se já é muito forte tentar abrir as solas dos pés e descer os joelhos ao chão com a coluna alongada, fique nesta etapa. E se por outro lado, descer o umbigo, leve o queixo ao chão, sem curvar a coluna. Depois de 5 a 10 respirações, suba inspirando, junte os joelhos e prepare a próxima. Virasana - Joelhos no chão, pés afastados mais que a largura do quadril, dorso dos pés no chão, sente-se entre os pés. Calcanhares colados ao quadril, não deixe-os abaixo, sentando sobre seus pés. Coluna longa. Se não há conforto nos joelhos, use um bloquinho para elevar o quadril, mas mantenha os alinhamentos. Se é muito confortável, intensifique deitando o corpo para trás no chão e alongando a parte frontal das coxas. Depois da sequência gosto de escutar meu corpo e me sentar por instantes da forma que for mais confortável naquele momento. Ao enfrentar trabalhos de abertura de quadril, vá devagar, com cautela e gentileza consigo. Pode ser que seja necessário algum tempo de prática constante de asanas para que você sinta essa liberação, que pode vir como uma leveza do peso a ser retirado, mas pode vir também através das lágrimas. Não é incomum posturas de abertura de quadril e peito provocarem o choro, não segure, não se assuste, mas não se identifique. Aceite essa emoção liberada e siga com a sua prática, ao finalizar virá a sensação de leveza esperada. Pronto para liberar o próximo passo. Namastê   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 6 dez 2020 | Equipe YogIN App

Corvo Invertido – Como Fazer

Corvo Invertido -- Variação de Bakasana Está parecendo difícil, não é mesmo?   No Yogin App você encontra todos os níveis de dificuldade, aulas que começam para iniciantes e vão até o nível mais avançado do Yoga!   Namastê ॐ

Pranayama respiracao yogin
Dicas de Yoga | 3 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Respirar para Evoluir – Pranayama

Respirar para Evoluir! Pranayama, a quarta parte do Ashtanga Yoga de Patanjali, significa “expansão do prana”. Prana é a fonte de toda a energia no universo e está presente em todos os elementos da natureza. Prana permeia nosso corpo através do contato com raios solares, solo, água, rochas, cristais, alimentos e ar.  Absorvemos prana a cada inspiração e o redirecionarmos a cada exalação, por isso, pranayama é, através de exercicios respiratorios, utilizado para controlar e expandir essa energia. Este controle é feito nas quatro partes da respiração: a inspiração - puraka; a expiração - rechaka; a retenção cheia - kumbhaka, ou antara kumbhaka; e a retenção vazia - shunyaka, ou bahya kumbhaka.  Pranayama não é apenas realizar exercícios respiratórios de ritmo, é utilizar a respiração para afetar a energia que circula em corpo e mente. Por isso, as diferentes escolas de yoga possuem abordagem diferenciadas para o ensino e uso de pranayama nas práticas. Algumas escolas incorporam técnicas de pranayama na prática do asana desde o início, outras trabalham o corpo físico nos asanas como preparação que antecede o pranayama. Por exemplo Kundalini Yoga e Yoga Integral utilizam pranayama em todas as aulas de todos os níveis. No caso de Iyengar e Ashtanga yoga, o pranayama é ensinado lenta e cuidadosamente, como uma prática separada do asana, quando o professor entende que o corpo do aluno já está pronto para este treinamento.  O principal cuidado neste segundo caso é de verificar se o aluno está pronto para alguns efeitos poderosos do pranayama. Se praticado antes de exercitar seu sistema nervoso em uma prática consistente de asanas, há possibilidade de se tornar muito aéreo, egoico ou até mesmo ansioso com o aumento de energia que o pranayama pode trazer. Mas mesmo não sendo um yogin avançado, podemos usufruir dos benefícios do controle da respiração  Há muito tempo sabemos da influência da mente no estado emocional. A respiração tem relação direta com o estado mental, se estamos calmos, respiramos lentamente e em momentos de tensão, ansiedade e medo, a respiração fica rápida e curta. Nestes casos, o estado mental está influenciando na respiração, mas podemos retomar o controle no movimento oposto, controlando as emoções com a respiração consciente.   Se não há atenção na respiração, então há tendência em ceder as flutuações mentais, gerando emoções relativas ao estado mental descontrolado.  Sem os exercícios respiratórios, a maioria das pessoas respira inconscientemente e superficialmente utilizando apenas uma pequena parte da capacidade pulmonar. Este estado de fluir inconsciente alimenta a atividade mental, provocando ansiedade, estresse e outros males cada vez mais frequentes atualmente.  Uma cadência profunda e ritmada demonstra satisfação, segurança e serenidade. Aprendendo a modificar o ritmo respiratório, podemos sutilizar e modificar emoções, influenciando positivamente no estado de equilíbrio almejado. Entre a inspiração e a expiração acontece um ponto de repouso, um instante de completa satisfação respiratória. É neste ponto que o yogin repousa sua atenção, encontrando um estado de segurança, uma espécie de eixo. Então não importa se é um yogin avançado lidando com as retenções e controle de prana ou se está utilizando os exercícios respiratórios simples para controle mental e emocional. De qualquer forma, ao aplicar o pranayama na sua prática, está seguindo o caminho da estabilidade proposta por Patanjali.  “tataḥ kṣīyate prakāśa-āvaraṇam - Através disto (prática de pranayama) aquilo que encobre a capacidade de percepção desaparece” - Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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