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Meditação | 3 maio 2021 | Daniel De Nardi

Ebook – Como funciona a Meditação

Ebook ! Este livro é o 3º da série Yoga e Meditação e ele aborda o ponto como - A consciência pode ser medida? Se não pode ser medida, pode-se afirmar que existe? O livro traz esse embate de ideias científicas e filosóficas tendo a Meditação como um instrumento de verificação dessas verdades. Baixe gratuitamente o livro Como funciona a Meditação clicando no botão abaixo.    

Formação de Professores | 20 abr 2021 | Equipe YogIN App

Depoimento das Alunas da 6ª turma do Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App

Depoimento das Alunas da 6ª turma do Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App Você sabia que o Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App pode ser feito 100% online? Ele é, sem dúvidas, o maior  e melhor do Brasil! Nesse vídeo você tem alguns depoimentos das alunas que participaram da 6ª turma do Curso que terminou em dezembro de 2018. Atualmente estamos estudando com a 7ª turma que iniciou em março de 2019. Se você tiver interesse em participar da 8ª (8 é o número do Yoga) que começa em setembro de 2019, acesse o site do Curso:

Tradução Yoga
Formação de Professores | 16 abr 2021 | Daniel De Nardi

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? – Yoga Falado #19

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? - Yoga Falado #19   Você sabia que a palavra Yoga tem uma gama mais ampla de significados do que qualquer outra palavra em todo o idioma sânscrito? ⠀   A palavra Yoga pode significar bem mais que União, a tradução mais usada por professores e praticantes. Listamos mais de 37 traduções da palavra Yoga presentes no dicionário de sânscrito do pesquisador Sir Monier Willians,considerado a maior autoridade no assunto. Isso se deve ao fato do Yoga ter mais de 3800 anos de História e poder de fato significar muita coisa em diferentes áreas. O Yoga como um processo de desenvolvimento espiritual sempre esteve associado à Meditação e isso pode ser visto também nas traduções, como essa  \"Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação\" Os primeiros textos (Vedas e Upanishads) a tratar do Yoga como um processo para a busca da libertação,  relaciona o Yoga ao processo meditativo. Com o passar dos séculos, o método foi se aprimorando e surgiram as técnicas do Hatha Yoga como asanas e pranayamas. O poder de si mesmo, é  um dos exemplos de como se pode chamar de Yoga. E isso tem muito a ver com o Hatha Yoga que através dessas técnicas visa controlar impulsos naturais, como o fluxo dos pensamentos, para alcançar objetivos no auto-estudo. Há diversos outros exemplos de tradução da palavra Yoga em outras áreas da sabedoria indiana. Os indianos foram os primeiros povos a estudar e escrever sobre astronomia, foi a partir desse conhecimento que eles criaram também a astrologia. Na astronomia, uma conjunção de planetas ou estrelas, bem como uma constelação, é chamado de Yoga.  Já na Aritmética, outra ciência surgida na Índia, Yoga significa adição, soma ou total e na gramática, a conexão de palavras ou a dependência sintática de uma palavra. Abaixo você pode ver outras 37 diferentes traduções para a palavra Yoga segundo o Dicionário Sanskrit-English de Monier-Williams, página 856:  1.  O ato de unir, unir, prender, aproveitar. 2  Um jugo, equipe, veículo, transporte. 3 Emprego, uso, aplicação, desempenho. 4 Equipar. 5 Fixação (de uma flecha na corda do arco). 6 Colocar em (de armadura). 7 Um remédio, cura. 8 Um meio, expediente, dispositivo, maneira, maneira, método. 9 Um meio sobrenatural, encanto, encantamento, arte mágica. 10 Um truque, estratégia, fraude, engano. 11 Empresa, negócios, trabalho. 12 Aquisição, ganho, lucro, riqueza, propriedade. 13 Ocasião, oportunidade. 14 Qualquer junção, união, combinação. 15 Concordar, consentir, concordar com qualquer coisa. 16 Mistura de vários materiais, mistura. 17 Participando, possuindo. 18 Conexão, relação. 19 Reunindo, arranjo, disposição, sucessão regular. 20 Montagem em conjunto, adequação, adequação, adequação. 21 Esforço, diligência, zelo, diligência, indústria, cuidado, atenção, tenazmente, assiduamente; com todos os poderes, com zelo transbordante 22 Aplicação ou concentração dos pensamentos, contemplação, meditação, (como ensinado no Yoga-Sutra de Patañjali); o segundo dos dois sistemas Saṃkhya. 23 Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação 24 Yoga personificado (como o filho de Dharma e Kriyā). 25 Um seguidor do sistema de Yoga. 26 A união da alma com a matéria. 27 A união da alma individual com a alma universal 28 Devoção, busca piedosa de Deus 29 ( Jainas) entre em contato ou misturando com o mundo exterior 30 (Astronomia.) conjunção, conjuntura de sorte. uma constelação, asterismo (estes, com a lua, são chamados de cāndra-yogāḥ e são 13 em número; sem a lua eles são chamados de kha-yogāḥ ou nābhasa-yogāḥ) 31 A estrela principal de um asterismo lunar. 32 N. de uma divisão variável do tempo (durante a qual o movimento articular na longitude do sol e da lua equivale a 13 graus e 20 minutos; existem 27 tais Yogas começando com viṣkambha e terminando com vaidhṛti) 33 (Aritmética) adição, soma, total 34 (Gramática) a conexão de palavras, dependência sintática de uma palavra, construção. 35 Uma regra gramatical combinada ou concentrada ou aforismo. 36 A conexão de uma palavra com sua raiz, significado original ou etimológico. 37 Um violador de confiança, espião.   Se você gosta de estudar sobre Yoga ou deseja tornar-se professor, conheça o Curso de Formação de Yoga online do YogIN App. Clique no botão abaixo para saber mais sobre o curso.     https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Ouça também via:

Dicas de Yoga | 12 abr 2021 | Daniel De Nardi

Quando fazer a postura da Criança – balasana ?

Quando fazer a postura da Criança - balasana ? Essa foi uma brincadeira que fizemos no Instagram, mas que o pessoal gostou bastante. Ria de si mesmo, aprenda com brincadeiras e não se leve tão a sério  

Filosofia do Yoga | 7 abr 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga é praticado por mulheres na Índia?

O Yoga e as mulheres! O Yoga  moderno é praticado predominantemente por mulheres. Entretanto, historicamente sabemos que nem sempre foi assim. Talvez um dos mais nítidos contrastes entre os yogas modernos e antigos seja a divisão de gêneros entre os praticantes - especialmente para as tradições ascéticas indianas. ⁣ ⁣ Embora a prática do ascetismo e do Haha Yoga na Índia fosse predominantemente uma disciplina dominada por homens, há exceções importantes nos registros visuais e textuais de mulheres praticantes, como a pintura primorosa acima do Rajastão 1730 d.C. ⁣ E qual é a realidade hoje para sādhvīs (mulheres ascetas) que praticam Yoga na Índia contemporânea? Hoje em dia já tornou-se normal, a prática de Yoga feita por mulheres na Índia 🇮🇳 como se pode ver em práticas de Professores 👨‍🏫 de Yoga indianos populares 🧘🏻‍♂️ como Sri Babaramdev em que mulheres podem fazer normalmente. Isso tem permitido que líderes religiosas também ganhem destaque na filosofia do Yoga 🧘🏼‍♀️. Mesmo linhagens mais tradicionais já aceitam ascetas femininas, embora algumas iniciações não sejam transmitidas por homens a outras mulheres, mas elas podem conhecer as técnicas iniciáticas a partir de outras professoras 👩🏻‍🏫 de Yoga 🧘🏼‍♀️. Uma grande conquista para todos os yogins

Filosofia do Yoga | 4 abr 2021 | Daniel De Nardi

Como aquietar a mente?

Como aquietar a mente? O Yoga é um sistema que atua no comportamento da mente, visando aquietá-la para que o yogin perceba-se melhor em si mesmo. No Curso de Formação do YogIN App, estudamos diferentes textos que fazem referência às técnicas e conceitos do Yoga. A  Chāndogya Upaniṣad é um desses textos que foram escritos com os comentários dos grandes sábios e yogis,. Upanishad significa inclusive, sentar-se junto, pois era o momento em que o pofessor passava os ensinamentos mais práticos aos seus alunos. O trecho abaixo, mostra como a respiração deve ser usada para esse processo. A sustentação da atenção na respiração é uma das mais eficientes formas para aquietar a mente.   \"É assim. Pegue um pássaro amarrado com uma corda. Ele voará em todas as direções e, quando não puder encontrar um lugar de descanso em qualquer outro lugar, voltará à mesma coisa a que está amarrado. Do mesmo modo, filho, a mente voa em todas as direções e, quando não consegue encontrar um lugar de descanso em nenhum outro lugar, volta para a própria respiração; pois a mente, meu filho, está ligada à respiração. ” Chāndogya Upaniṣad 6.8.2 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação do YogIN App oferece 200hs de conteúdo para quem quer dar aulas de Yoga ou se aprofundar no estudo dessa filosofia milenar. Descobrir as incríveis maneiras pelas quais o yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3.500 anos!   ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Dicas de Yoga | 24 mar 2021 | Gisele Borghezan Pabst

Terapia do Yoga

Terapia do Yoga Pare o mundo que eu quero descer. Esta expressão da música de Raul Seixas resume bem o sentimento das pessoas com relação às suas vidas de hoje. Com frequência ouço queixas e relatos de pessoas sobrecarregadas de tarefas e preocupações. Acordam cheios de planos para o dia e colocam-os em ação. Sem tempo para nada! Muito para fazer. Tarefas domésticas como Lavar roupa, preparar almoço, um café da manhã rápido e às vezes nem isso, tomar conta dos filhos e levá-los à escola , para enfim trabalhar. Quando sobra tempo, perde-se tempo com o celular. Essa é a vida moderna. Os dias passam, as mesmas ações continuam, num ciclo vicioso. Nesta corrida para realizarmos varias tarefas diárias estamos perdendo a conexão com o momento presente; com nossa essência, com nossa saúde mental e física. As doenças mentais e psicológicas acabam surgindo devido à falta de amor próprio, desleixo com o auto-cuidado e a não valorização de eu. Em alguns momentos pergunto para as pessoas: - O que fazes por você? Quanto de tempo do seu dia tens se dedicado para fazer uma higiene mental? Quanto te tempo do seu dia cuidas de si mesmo e não dos outros ou de outras coisas? O que gostas de fazer no seu dia por você é que não faz? As respostas são frustrantes. Há um nítido desequilíbrio acontecendo. Vejo o cuidado que as pessoas tA?m com sua casa, seus bens materiais, ficam demais no seu trabalho, mas o cuidado com elas mesmas fica de lado. Aí entra a auto-valorização. Disponibilizar um tempo do dia para cuidar do seu EU e mais nada. Para isso é necessário saber priorizar o que é mais importante. Isso exige organização, força de vontade e uma certa dose de egoísmo. Ter um tempo exclusivo para os filhos é fundamental, mas ter um tempo para que eles exerçam atividades sozinhos enquanto você cuida de si trará benefícios para que ele seja mais independente e você ganha também, o benefício irá vir para você. Lembra do início do texto? É possível que você faça demais pelo outro, pelas suas coisas e pelo seu emprego. É hora de repensar e colocar na sua rotina diária um tempo para você , o seu momento. Há varias coisas que podemos fazer por nós mesmos. Fazer escolhas alimentares saudáveis. Praticar atividades físicas. Ir ao cinema. Conhecer um lugar novo. As escolhas precisam ser saudáveis e coerentes. A terapia do Yoga entra como uma alternativa para uma escolha de vida inteligente. Através de vários estudos foi demonstrado que, entre outras coisas, a prática regular do Yoga potencializa o aumento da força, da flexibilidade e do equilíbrio. Reforça o sistema imunológico, ajuda o corpo a remover toxinas de forma mais eficiente e desenvolve o bem-estar físico e psicológico. Fazendo as técnicas do Yoga, aprendendo a respirar de forma correta, praticando meditação, buscando realizar as posturas, fazendo os relaxamentos, tendo esse encontro com seu Eu, certo que a qualidade de vida irá melhorar. Esse cuidado consigo é fundamental, as doenças irão te abandonar, a qualidade do sono irá melhorar. Problemas de ansiedade, depressão e estresse poderão ser amenizados e até curados. Sua atenção e concentração serão nitidamente melhoradas. As emoções equilibradas te trarão conforto, alegria, bem estar, tranquilidade e segurança. Estas emoções serão dominantes no seu dia-a-dia. A atenção trazida para si irá reequilibrar o seu organismo. Ajudará você a se tornar mais equilibrado, mais intuitivo, mais consciente, mais tranquilo. Ter o tempo para praticar o Yoga trará mais qualidade de vida e proporcionará benefícios reais e duradouros quando praticado regularmente. As pesquisas comprovam, praticar yoga gera sensação de bem-estar estar, libera hormônios importantes para a manutenção da saúde como: dopamina e serotonina e reduz a liberação do hormônio cortisol que corresponde ao estresse. Buscar e praticar este conhecimento que vem se difundindo a milhares de anos é uma atitude sabia, coerente e eficaz. Pronto para a terapia do yoga?

Sanscrito a lingua do Yoga
Dicas de Yoga | 5 fev 2021 | Daniel De Nardi

Hatha Yoga, o Yoga da Força

Hatha Yoga, o Yoga da Força Haṭha Yoga (हठयोग) traduz-se literalmente por Yoga da Força. Na maior parte das práticas de Yoga no Ocidente, o Hatha Yoga é  frequentemente relacionado a uma prática suave e mais relaxada que outros estilos de Yoga postural. Historicamente, o Haha Yoga criado pelos Nathas é uma prática de manipulação extenuante, ascética e “vigorosa” de energias sutis dentro do humano. Na definição de um Natha, Raj Nath, \"Hathayoga é um processo de manipulação sensorial que visa a sutilizar a percepção, rumo à presença daquilo que é a mais sutil de todas as coisas a serem percebidas: a Grande Presença do Silêncio... atrás, além e apesar de todos os barulhos -- e elevar esta percepção a um ponto em que o yogi se dissolve tanto que não reste mais uma barreira entre uma pessoa percebendo e um silêncio sendo percebido e as duas coisas se tornem uma só. «Neste ponto o yogi pode dizer: ‹Eu Sou a Grande Presença Silenciosa›.\" O trabalho no Hatha Yoga é atuar tanto na mente quanto no corpo através da prática disciplinada de posturas (āsana), controle da respiração (prāṇāyāma) e, especialmente, selos corporais (mudrā) e  (bandha). Através dessas práticas dinâmicas, o yogin, cultiva e retem uma energia de força vital na coroa da cabeça ou como um despertar e elevar a energia feminina adormecida (śakti) conhecida como Kuṇḍalinī. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Como o Dr. Jason Birch sugeriu em um artigo de 2011: “Em vez da explicação metafísica de unir o sol (ha) e a lua (ṭha), é mais provável que o nome Haṭha Yoga tenha sido inspirado pelo significado \'força\'. As descrições de mover vigorosamente kuṇḍalinī, apāna ou bindu para cima através do canal central sugerem que a \'força\' de Haṭha Yoga qualifica os efeitos de suas técnicas, ao invés do esforço necessário para realizá-las. ”- Jason Birch (2011, 548) | ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação de Yoga do YogIN App ensina as técnicas do Hatha Yoga além da fisiologia sutil usada no Yoga. Este curso on-line de última geração oferecerá de uma maneira personalizada e realmente acessível, algumas das mais recentes e interessantes pesquisas em estudos de Yoga - iluminando o passado e o presente dessa filosofia. Ao longo do caminho, vamos desmascarar as percepções errôneas comuns sobre a antiguidade do Yoga e descobrir as incríveis maneiras pelas quais o Yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3800 anos! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para saber mais sobre o curso, clique no botão abaixo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

yoga na netflix
Podcast de Yoga | 22 dez 2020 | Daniel De Nardi

On Yoga, Arquitetura da Paz – Crítica do Filme – Podcast #42

On Yoga, Arquitetura da Paz - Crítica do Filme O documentário do diretor Heitor Dhalia, inspirado no livro homônimo do fotógrafo americano Michael O\'Neil, traz opiniões de diferentes gurus e professores de Yoga sobre o que significa essa filosofia de vida para cada um deles. Neste podcast, o que mais me chamou a atenção no filme de Dhalia. Asatoma Saggamaya!   https://soundcloud.com/yogin-cast/on-yoga-a-arquitetura-da-paz-comentarios-do-filme-podcast-42   LINKS   Episódio do podcast que se passa no Kailash Ashram em Rishikesh https://yoginapp.com/encontro-com-um-mestre-podcast-18     https://youtu.be/Mfbeim7Bro4 Kailash Ashram   Livro que inspirou o filme   Dharma Mitra             Mantra - asato ma sadgamaya asato ma sadgamaya tamaso ma jyotirgamaya mrtyor ma amrtam gamaya (Brhadaranyaka Upanishad — I.iii.28)     Trilha sonora da série de Podcast - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição On Yoga, Arquitetura da Paz – Comentários do Filme – Podcast #42 O meu nome é Daniel De Nardi, o podcast de hoje começa com o mantra “Ohm Assatoma Sadgamaya” porque hoje nós vamos falar sobre um filme de yoga que estreou hoje mesmo em todo o Brasil. “On Yoga, Arquitetura da Paz” é o novo documentário do diretor brasileiro Heitor Dhalia, mas a histórica começa na visão de um americano, o fotógrafo Michael O’Neal que é conhecido no meio do yoga por um livro com fotos de sadhus e praticantes de yoga pela Índia e pelo mundo todo, e este livro é bastante conhecido por retratar com imagens belíssimas a experiência do yoga na prática. O Michael O’Neal abre esse documentário expondo um pouco do trabalho que eu já fez. Ele já fotografou grandes ícones de Hollywood como Scorsese, Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson e outros. Ele já publicou na capa da Times uma foto com o ator Paul Newman e outras personalidades e ele tinha um trabalho bastante exaustivo devido a rotina de viagens e os horários de trabalho, essa vida de extrema pressão fez com que ele tivesse lesões no pescoço que necessitaram de cirurgia. Após a cirurgia, ele teve uma paralisação no braço, justamente o que ele utilizava para fotografar, o próprio neurologista que o acompanhava disse que ele não conseguiria mais realizar as suas funções. Para quem trabalha e coloca toda a energia em seu ofício é devastador, mata o artista. Ele passou por um período de muita dor de muita dificuldade e nisso ele começou a ir atrás do yoga, primeiro por uma questão física, depois ele foi revendo o rumo que a vida dele poderia tomar a partir do momento em que ele não poderá mais fazer o que fazia antes. Essa busca a partir da dor é muito comum, o próprio yoga reconhece a dor como algo que está em todas as pessoas e se coloca numa proposta de resolver a questão ou de, ao menos, diminuir o sofrimento humano, assim é a história que o Heitor Dhalia começa a contar a partir da vida do Michael O’Neal. Eles vão para Índia e começam a revisitar os Sadhus que O’Neal tinha fotografado quando fez o livro há doze anos atrás. Justamente por ele ser um fotógrafo famoso, por ele ter sido financiado para produzir este tipo de foto, ele conseguiu ficar muito tempo neste tipo de inspeção e ele fala, inclusive, que tinha muita abertura com os grandes pensadores do mundo e os grandes mestres da Índia e, com isso, ele ia fotografando e tentado extrair daquelas figuras o que era mais plástico, a imagem. Mas nesse segundo momento, quando eles vão fazer o documentário, além das fotos, eles extraem entrevistas com os grandes gurus da Índia. O filme não se propõe a falar minuciosamente sobre o yoga, até porque isso poderia ir para uma linha de documentário que diminuiria o interesse do público em geral, porque isso é importante para quem já é praticante e estudioso sobre yoga, mas para quem está começando a se interessar, talvez a informação se tornaria muito massiva, e o filme sai dessa linha e vai para um depoimento dos próprios gurus sobre o que ele consideram importante dentro do yoga. O aspecto das imagens, visual do filme é belíssimo, porque o Sadhu praticando yoga é algo que chama a atenção, é muito bonito. Não só os Sadhus, como os praticantes em geral. O asana como expressão física é muito completo como consciência corporal, tem muito asana durante o filme, asanas muito bem filmados. O filme na parte visual está de parabéns, mas os depoimentos ressaltam que o yoga não é só a parte física. Isto me preocupa um pouco com relação a evolução do yoga como um todo, porque ele tem ido para essa linha física e desde a sua origem o yoga sempre foi meditação. A proposta que os gurus vão falando no filme, dessa saída do sofrimento, ela sempre passa por algo que vai além de se fazer um alongamento, um asana, é algo muito mais elevado e que envolve um processo meditativo. Como o filme não se propõe a dizer sobre uma única história do yoga, ele mostra muitas visões de diferentes linhas, de diferentes tipos de yoga e até mesmo coisas que não são yoga, como, por exemplo, aqueles sadhus que suspendem o pênis. Eles explicam que há a suspensão do pênis e o deslocamento para traz, o amarra num cabo de aço, eles mortificam a região por acreditarem que ali seja a fonte de muitos desejos e como o intuito deles é o controle dos desejos ele optam por este tipo de método. Esta é uma linha, uma visão bastante presente na Índia, simplesmente eliminar o corpo para uma ascensão espiritual. Não são todas as linha que veem desta forma, o Tantra vê de uma outra forma, vê o corpo como parte do processo. Como você pode ver, o próprio filme apresenta diferentes visões do que essa mensagem do yoga que está em diferentes áreas e linhas. O yoga, pela sua antiguidade, sempre teve esse movimento que é de ser mais libertário e ele não tem uma administração central como, por exemplo, a Igreja Católica e isso faz com que a individualidade dos próprios professores seja transmitida como forma de conhecimento, o yoga é bastante permissivo neste sentido, do professor com a sua experiência conseguir transmitir algo que não necessariamente está num livro ou em uma regra. Acho que isso producente para a evolução do yoga porque faz com que aquilo que está mais presente no nosso dia-a-dia, seja transmitido para o aluno que está ali fazendo a aula, a meditação, o que quer que seja. Embora o filme apresente muitas visões, há algo central, que é algo da cultura sânscrita, a cultura que produziu esse conhecimento desde os vedas. Essa visão central é da ilusão que existe quando nos identificamos com o que sentimos ou pensamos, quando há essa identificação, há o sofrimento e todos ali tem essa visão em comum, embora nem todos falem disso, muitos falam, que é a visão da consciência observadora, a consciência que está por trás olhando o mundo manifesto e que a consciência que observa é a verdadeira essência, é o verdadeiro eu, e a busca para a eliminação desse sofrimento é esse distanciamento, aproximando-se da consciência que vê e não estando imerso, totalmente envolvido com os sentidos, que no filme passa mesmo a sensação sobre isso. Se há uma identificação muito grande com as sensações, com os sentidos, um envolvimento com as oscilações da natureza e isso vai gerar necessariamente sofrimento. O primeiro Sadhu que aparece falando, diz para não ficar incessantemente desejando coisas, porque os desejos acabam gerando ou frustração ou um desejo ainda maior. E esse Sadhu fala sobre se ter menos (inint. 09:59), menos coisas a se atingir e ter uma aceitação da vida, como ela é. Achei interessante porque vai nesse sentido, de diminuir essa identificação para não ficar totalmente sujeito aos acontecimentos da matéria. O primeiro ashram que aparece na matéria é o Kayla Ashram. Nessa parte que aparece o ashram eles estão falando que os yôgins desde os tempos mais remotos, ou as pessoas que faziam essa busca pela espiritualidade, iam para o meio da floresta em busca de um professor ou alguém que também estivesse fazendo essa busca espiritual que pudesse ensinar algo e que nos dias de hoje esse ashram seriam essas florestas dentro das cidades, onde os suamis e os sadhus se isolam para praticar a meditação e a espiritualidade. Esse Kayla Ashram é o mais antigo de Rishikesh, eu falo desse ashram no episódio “Como Encontrar um Guru” e também um outro local que eu identifiquei que eu já fui também é um ambiente em que aparece uns yôgins de laranja praticando vários asanas, são três meninos fazendo vários asanas no rio Ganges. E aquela é uma pedra que quando se faz um rafting no Ganges, em Rishikesh, se para na pedra e dá um salto no rio, mesmo no inverno também é possível se banhar no rio e eles fazem o asana bem no local (vou deixar uma foto minha pulando na pedra). O filme se passa a maior parte do tempo em Rishikesh, que é uma cidade no noroeste da Índia, que os yôgins todos que vão para a Índia acabam conhecendo por ser um importante centro de yoga no País. Ele começou justamente com esse Kayla Ashram, os Beatles foram pra Índia, Shivananda fundou depois o seu ashram lá e por aí vai, depois vários gurus se fixaram em Rishikesh para fixar conhecimento. O Michael O’Neal fala do Yoganandadi que foi um mestre que viveu em Rishikesh, e que morreu aos 108 anos, ele tem imagens dele praticando yoga aos 98 anos. Essa parte também da longevidade dos yôgins é algo que vem impressionando as pessoas que acompanham yôgins pelo mundo. Então, efetivamente o yoga produz um ganho na nossa saúde e disposição, por que está mais próximo a você, mais conectado com as suas sensações, é natural que se tome decisões mais prudentes com o seus hábitos e com a saúde como um todo porque se a saúde não está bem, é impossível começar um processo de meditação de elevação espiritual se não foi resolvido a base. O yôgin tem essa preocupação com a saúde, e isso é bastante falado no filme. Uma outra cidade que aparece no filme é Nova York, pelo fato do próprio O’Neal viver na cidade. Eles entrevistam vários professores de yoga de Nova York, inclusive o brasileiro Dharma Mittra que ficou famoso após uma fotografia do Michael O’Neal que mostra ele fazendo um Shirsasana sem as mãos. Aliás, a contracapa do livro de O’Neal que deu origem ao filme é justamente esta foto. E na imagem de Nova York aparece um guru que está dando aula com um pano branco na cabeça e começa a falar sobre a filosofia ocidental e oriental. Achei interessante explicação porque muitas pessoas acreditam que a filosofia tem que ser algo vindo da Grécia. A explicação que ele dá é bastante interessante, ele fala que esta filosofia oriunda da Grécia é basicamente um debate acadêmico, você discute teses até que haja um conhecimento, um entendimento intelectual dos conceitos. Já a filosofia oriental ela teria também esses conceitos, mas eles teriam de ser aplicado na prática, vivido. Esse tipo de filosofia transportado para o yoga seria algo, por exemplo, o yôgin manter a estabilidade da mente nas situações mais difíceis. Ele se coloca em um asana difícil e mesmo com o incômodo, ele tenta manter a mente tranquila, a respiração profunda e o foco em manter-se atento a postura e finalizar a sua permanência. Assim teria a filosofia na prática, com o ensinamento sendo aplicado e sendo vivido nos conceitos. A minha recomendação é que vocês assistam o filme, não sei há em todas as cidade, acredito que logo mais será lançado no Rio, mas em breve estará disponível online e você poderá assistir. Acho que é um retrato muito bacana de alguém que não é um professor, é alguém de fora que pratica, o Heitor é um praticante de yoga, e que trouxe essa visão com a profundidade que é possível num filme. Acho que não dá para se esperar uma aula acadêmica ou um debate completo a partir de um filme, mas acho que o filme traz muitas reflexões sobre o nosso propósito de vida, o nosso momento de olhar para nós mesmos, as liberdades que devem ser praticadas com responsabilidade. Tudo isso é algo que pelo menos pra mim o filme tocou e me fez refletir e acho cada um vai ter a sua experiência do que é falado ali. Para finalizar, eu vou deixar um mantra que aparece no começo do filme que é o “Ohm Assatoma Sadgamaya”.  Esse mantra tem como significado justamente esse ponto em comum que eu falei anteriormente que todas as linhas acabam abraçando, da consciência observadora, “Ohm Assatoma Sadgamaya” é um pedido para que o eu saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia do envolvimento e do sofrimento que existe na natureza, que ele se veja como observador, como aquele que vê. Então aproveite e se quiser a letra no mantra, eu vu deixar na descrição do episódio. Ohm Assatoma Sadgamaya!