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Podcast de Yoga | 18 dez 2020 | Daniel De Nardi

Surf & Yoga – Podcast #99

Surf & Yoga - Podcast #99 O 99º episódio da série Reflexões de um YogIN contemporâneo é com o surfista e professor de Yoga Lucas De Nardi. Um bate-papo sobre o surf na vida dos yogins e o Yoga na vida de quem surfa. Desfrute!   LINKS   Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA   Curso online para Formação de Professores de Yoga   https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Praya Mentawaii - barco de Surf na Indonésia   Podcast sobre Problemas Reais X Problemas Imaginários   https://yoginapp.com/problemas-reais-podcast-36/   Playlist da série   Perfil do Instagram da série

Podcast de Yoga | 17 dez 2020 | Daniel De Nardi

Tudo Começa no 1 – Podcast #100

Tudo Começa no 1 - Podcast #100 Chegamos ao 100º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo uma marca que será comemorada com Jack Kerouac, autor do clássico On The Road.   LINKS   Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA   Curso online para Formação de Professores de Yoga   Playlist da série   Perfil do Instagram da série

Filosofia do Yoga | 15 dez 2020 | Daniel De Nardi

Solitude e Kaivalya – Podcast #50

Solitude e Kaivalya - Podcast #50 Nesse episódio fala-se sobre a importância de momentos de isolamento para o processo de autoconhecimento.       LINKS   Kaivalya From Wikipedia, the free encyclopedia Kaivalya (कैवल्य), is the ultimate goal of Raja yoga and means \"solitude\", \"detachment\" or \"isolation\", a vrddhi-derivation from kevala \"alone, isolated\". It is the isolation of purusha from prakṛti, and subsequent liberation from rebirth.     Podcast fala sobre feedbacks https://yoginapp.com/ouvindo-o-bobo-da-corte-podcast-14       Playlist com as músicas da Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Apoie essa série de podcasts adquirindo o audiobook do autor    https://yoginapp.com/curso/audiobook-o-yoga-do-autoconhecimento/ Transcrição: Solitude e Kaivalya – Podcast #50   Essa música é a 5º Sinfonia de Sibelius e ela vai abrir o 50º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de espiritualidade e com algumas curiosidades do dia-a-dia essenciais para vivermos melhor. O episódio de hoje fala sobre isolamento, kaivalya, que é uma palavra bastante conhecida no meio do yoga, o primeiro livro de yoga, o Yoga Sutra, tem quatro capítulos e como se fosse quatro níveis de evolução. O quarto e último capítulo, que seria o objetivo final, chama-se Kaivalya, que significa isolamento. Neste caso a gente pode ampliar esta visão de isolamento e ela não seria o isolamento de indivíduo, aquele isolamento que Patanjali se refere, que é aquele ainda maior da consciência, se distanciando da matéria. Hoje, nós vamos falar sobre esse isolamento específico, que quando sem tem momentos de solitude, que é muito diferente de solidão. Solitude é a solidão voluntária; a solidão, é quando ninguém quer ficar perto de você e acaba ficando completamente isolado. A solitude é um momento de opção feita quando é necessário se retirar. Os antigos iogues eras considerado saniassem, que são os renunciantes, aqueles que abrem mão de tudo o que existe no meio social para se dedicar apenas a vida espiritual, apenas a busca da essência. Esses homens são bastante comuns até hoje na Índia, alguns são charlatães querendo ganhar uns trocados, mas existem renunciantes de verdade, essas pessoas são mais raras, geralmente de uma casta elevada ou de um extrato social mais alto, ele teve que abrir mão de algumas coisas para se dedicar a vida de retirante. Shiva era considerado um saniassem, ele ia aos povoados, às cidades e às pequenas aldeias ensinar o que ele aprendeu nesses retiros. Isso é bastante comum na literatura indiana, esse momento de retiro para reflexão ou para um entendimento mais profundo e um retorno para transmitir o conhecimento. O famoso livro de Nietzsche, “Assim Falou Zaratustra”, conta a história de um homem que também se retira nas montanhas e volta como um grande sábio e começa a ensinar através da poesia, da mesma forma fazia os rishis, os primeiros sábios que escreveram os vedas ou que ditaram os vedas, porque naquela época no era comum nem os sábios saberem escrever. Esses retirantes saiam da sociedade, viviam uma época fora, numa floresta ou em alguma montanha ou se isolavam em alguma caverna e voltavam depois para transmitir os seus insights. A solitude é ideal para o auto estudo, essencial para o auto aprendizado. É claro que aprendemos muito quando estamos com os outros, isso é notável, nitidamente você recebe feedback das pessoas queridas, elas querem o seu melhor. Claro que nós não temos que seguir todas as orientações, mas é sempre bom levar em conta um feedback, mesmo que aquilo incomode, mas o fato é que a reflexão profunda, a verdadeira essência é encontrada quando você está consigo mesmo. Ninguém vai poder te indicar qual é a sua verdadeira direção na vida, para isto, precisa de momentos de introspecção que a meditação e o yoga possibilitam, mas vale a pena exercer momentos de solitude no seu dia-a-dia ou na sua semana ou no seu mês, eventualmente até viajar sozinho para ver que tipo de reflexão aquilo irá causar. Os momentos em que a gente está sozinho, a gente cresce e aprende muito com a gente mesmo, eles são essenciais para entender a verdadeira natureza, para entender que determinados comportamentos só existem com o objetivo de agradar aos outros ou porque se está em um ambiente que influencia este tipo de atitude, mas ele muitas vezes não é um comportamento seu. Não estou falando de um isolamento a ponto de entrar num estado de depressão, inclusive Sibelius, que é o autor da música que abriu este podcast e que irá tocar no final, tinha uma casa em que se isolava. Ele era da Finlândia e na década de 40 e 50, pós Guerra, ele se isolava para compor. Sibelius, inevitavelmente, tinha um ouvido muito aguçado como tem os bons compositores, e ele ficava irritado com o barulho do encanamento da casa dele, ele se incomodava com o barulho que a água fazia ao percorrer a tubulação. Chegou a confessar a um crítico, em uma entrevista, que o seu isolamento e solidão estavam o deixando ele maluco. O ponto aqui é falar sobre equilíbrio, claro que pode ser clichê, mas a sociedade como um todo, até com a questão das redes sociais, que aproxima muito as pessoas, o momento de kaivalya não existe mais nos dias de hoje. As pessoas não cogitam viajar sozinhas ou passar um final de semana sem ninguém.   O fato é que todos os dias, para a maior parte das pessoas, você terá que cruzar ou encontrar com outras pessoas, isso é o natural hoje da vida em sociedade. Fazer o movimento contrário não de forma extrema, mas apenas alguns dias de isolamento podem ser muito bons para a sua auto percepção, para o seu autoconhecimento. Nesse final de ano eu fiquei assistindo a um educador que gosto bastante chamado Murilo Gun e ele está no processo de escrever o seu próximo livro, e eu estava finalizando o meu livro também, e a escrita é uma das atividades mais difíceis que tem porque não se consegue escrever nada bom quando não se está no máximo da energia e de concentração. Por exemplo, e possível ajustar imagens quando se está cansado, ou até mesmo fazer a correção de um texto, mas escrever e criar é praticamente impossível. A escrita exige que o momento seja de concentração máxima, de isolamento, você não consegue meditar conversando com outras pessoas. A escrita exige um grau de concentração equiparável ao da meditação, além disso é necessário externalizar uma informação, não apenas absorver, porque o estudo precisa do máximo de atenção, mas o estudo só é mais passivo, você só está absorvendo, diferente da criação, em que se externaliza algo valioso. E então, Murilo Gun estava travado no processo de criação do livro dele, e no final do ano ele alugou um apartamento em um hotel, aqui em São Paulo, cidade que, aliás, ele mora, e ficou quatro dias se dedicando a escrita. No caso do Murilo a necessidade era a escrita, mas cada um tem a sua necessidade e está em um momento diferente em que precisa fazer algo e o período também é algo para se encaixar no momento de vida de cada um, o ponto é que depois do período de isolamento, Murilo começou a produzir muito mais do que ele tinha produzido em vários meses. O mesmo vale para o autoconhecimento, para o auto estudo, dois dias sem conversar com ninguém, absolutamente focado em si mesmo, fazendo o que se acha importante, coisas que exijam atenção e quietude, isso faz bem a todos nós. Nesse final de ano eu passei um tempo com a minha família, mas também precisei de um momento de isolamento porque eu estava no processo final de escrita do meu livro e agora finalmente acabou, estou realmente realizado porque ficou muito bom, do jeito que eu esperava. Até comentei com o meu irmão que acredito ter colocado tudo o que eu sabia e agora tenho que voltar a pesquisar e estudar porque a produção de conteúdo é necessário um aprofundamento, não adianta só colocar pra fora, é preciso consumir e ter vivência do que se está transmitindo. Então agora vou finalizar o processo do audiobook, vou grava-lo, e espero a ajuda de vocês que estão ouvindo o podcast (vou deixar o link para quem se interessar). Quem quiser adquirir, será entregue o audiobook e links de tudo o que é falado no livro, é um material muito rico, quem gosta de se aprofundar no yoga vai gostar bastante deste audiobook que se chama “O Yoga do Autoconhecimento”, aguardo o feedback e deixe os seus comentários e diga o que você achou. Uma boa semana e até a próxima! Satya mevajayate      

Podcast de Yoga | 14 dez 2020 | Daniel De Nardi

Black Mirror e a essência humana no anonimato – Podcast #51

Black Mirror e a essência humana no anonimato - 4ª Temporada - 1º episódio Callister   No 51º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo falaremos do Black MIrror, a série do Netflix que debate tecnologia e comportamento.     LINKS   Curso de Formação de Yoga   https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/     Nerd Cast sobre Realidade Simulada     Podcast sobre a inspeção da Wikipedia nas fake news https://yoginapp.com/duvidando-eu-alheio-podcast-17   Podcast sobre Block chain, um sistema disruptivo para as relações do indivíduo com a sociedade   https://yoginapp.com/liberdade-disruptiva-reflexcoes-de-um-yogin-contemporaneo   Paágina de Cursos do YogIN App, ao comprar um curso, ele poderá ser visto para sempre   https://yoginapp.com/curso-yoga/   Studio PLiê Namstê     TED Nick Bostron, o criador da Teoria de Realidade Simulada https://youtu.be/MnT1xgZgkpk   Elon Musk, citado na explicação   Trilha Sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa    

Podcast de Yoga | 12 dez 2020 | Daniel De Nardi

Vipassana, a experiência de Marcelo Peri – Podcast #103

Vipassana, a experiência de Marcelo Peri - Podcast #103 Neste episódio da série, o professor formado no Curso de Formação do YogIN App nos conta como foi a experiência de 10 dias de Meditação em silêncio e isolamento total.     LINKS Vipasana, a experiência de Marcelo Peri - Podcast #103 Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA - https://yoginapp.kpages.online/jornadaprofessoryoga Curso online para Formação de Professores de Yoga - https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/ https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/ Playlist da série - https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Perfil do Instagram da série - https://www.instagram.com/reflexoesdeumyogin/ Podcast sobre outro documentário de João Moreira Salles, o filme Santiago comentado no podcast #22 - https://yoginapp.com/voz-dos-antepassados-podcast-22-reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo/ Filme de Nelson Freire, por João MOreira Salles - https://youtu.be/baGk7WYgGTk Martha Agerich, pianista argentina - https://g.co/kgs/Bhxz33 Nelson Freire - https://g.co/kgs/KgEKy8 Sie sobre Viapsana - https://www.dhamma.org/pt-BR/schedules/schsarana Pré-lista do Programa de imersão prática com Daniel De Nardi - https://yoga.yoginapp.com/imersao-no-yoga Instagram do Marcelo Peri - https://www.instagram.com/peri_marcelo/

Pranayama respiracao yogin
Dicas de Yoga | 3 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Respirar para Evoluir – Pranayama

Respirar para Evoluir! Pranayama, a quarta parte do Ashtanga Yoga de Patanjali, significa “expansão do prana”. Prana é a fonte de toda a energia no universo e está presente em todos os elementos da natureza. Prana permeia nosso corpo através do contato com raios solares, solo, água, rochas, cristais, alimentos e ar.  Absorvemos prana a cada inspiração e o redirecionarmos a cada exalação, por isso, pranayama é, através de exercicios respiratorios, utilizado para controlar e expandir essa energia. Este controle é feito nas quatro partes da respiração: a inspiração - puraka; a expiração - rechaka; a retenção cheia - kumbhaka, ou antara kumbhaka; e a retenção vazia - shunyaka, ou bahya kumbhaka.  Pranayama não é apenas realizar exercícios respiratórios de ritmo, é utilizar a respiração para afetar a energia que circula em corpo e mente. Por isso, as diferentes escolas de yoga possuem abordagem diferenciadas para o ensino e uso de pranayama nas práticas. Algumas escolas incorporam técnicas de pranayama na prática do asana desde o início, outras trabalham o corpo físico nos asanas como preparação que antecede o pranayama. Por exemplo Kundalini Yoga e Yoga Integral utilizam pranayama em todas as aulas de todos os níveis. No caso de Iyengar e Ashtanga yoga, o pranayama é ensinado lenta e cuidadosamente, como uma prática separada do asana, quando o professor entende que o corpo do aluno já está pronto para este treinamento.  O principal cuidado neste segundo caso é de verificar se o aluno está pronto para alguns efeitos poderosos do pranayama. Se praticado antes de exercitar seu sistema nervoso em uma prática consistente de asanas, há possibilidade de se tornar muito aéreo, egoico ou até mesmo ansioso com o aumento de energia que o pranayama pode trazer. Mas mesmo não sendo um yogin avançado, podemos usufruir dos benefícios do controle da respiração  Há muito tempo sabemos da influência da mente no estado emocional. A respiração tem relação direta com o estado mental, se estamos calmos, respiramos lentamente e em momentos de tensão, ansiedade e medo, a respiração fica rápida e curta. Nestes casos, o estado mental está influenciando na respiração, mas podemos retomar o controle no movimento oposto, controlando as emoções com a respiração consciente.   Se não há atenção na respiração, então há tendência em ceder as flutuações mentais, gerando emoções relativas ao estado mental descontrolado.  Sem os exercícios respiratórios, a maioria das pessoas respira inconscientemente e superficialmente utilizando apenas uma pequena parte da capacidade pulmonar. Este estado de fluir inconsciente alimenta a atividade mental, provocando ansiedade, estresse e outros males cada vez mais frequentes atualmente.  Uma cadência profunda e ritmada demonstra satisfação, segurança e serenidade. Aprendendo a modificar o ritmo respiratório, podemos sutilizar e modificar emoções, influenciando positivamente no estado de equilíbrio almejado. Entre a inspiração e a expiração acontece um ponto de repouso, um instante de completa satisfação respiratória. É neste ponto que o yogin repousa sua atenção, encontrando um estado de segurança, uma espécie de eixo. Então não importa se é um yogin avançado lidando com as retenções e controle de prana ou se está utilizando os exercícios respiratórios simples para controle mental e emocional. De qualquer forma, ao aplicar o pranayama na sua prática, está seguindo o caminho da estabilidade proposta por Patanjali.  “tataḥ kṣīyate prakāśa-āvaraṇam - Através disto (prática de pranayama) aquilo que encobre a capacidade de percepção desaparece” - Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 2 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Equilibrio, força e leveza – Ubhaya Padangusthasana

Equilibrio, força e leveza - Ubhaya Padangusthasana Quando pensamos em posturas de equilíbrio, geralmente surge na mente diversidades de posturas de pé, a maioria com apoio apenas de um dos pés no chão, como Vrksasana (postura da árvore) e Garudhasana (postura da águia)  A prática destas e outras posturas de pé são importantíssimas no desenvolvimento do equilíbrio físico e mental, mas existem outras formas de lidar com a gravidade que devem ser aprendidas na prática. Ubhaya Padangusthasana é um exemplo de equilíbrio dessa relação incomum com a gravidade.  Ubhaya significa ambos, Pada=pé, angustha = dedão do pé. E leva esse nome pelo “circuito” criado no corpo, conectando dedos das mãos e dos pés no ar. Na prática de Ashtanga Yoga, Ubhaya Padangusthasana é a vigésima oitava postura da primeira série, sendo realizada na parte final da prática. Além de ser uma postura muito bonita e significativa, onde seus pés e rosto estão apontados para o céu, como uma flor buscando a luz, ubhaya padangusthasana ajuda a liberar a energia presa na base da coluna estimulando o prana para o alto. Envolver meus dedos ao redor dos dedos dos pés também desperta tanto o espírito animal como o espírito infantil. O fortalecimento dos músculos abdominais, o alongamento dos isquiotibiais, a abertura do tórax e ombros e a tonificação dos órgãos internos são alguns dos benefícios de ubhaya padangusthasana.  A entrada na postura é feita através de um rolamento partindo de uma invertida sobre os ombros, um movimento que pode levar algum tempo para \"sair\" mas paciência e persistência  também fazem parte da prática.  Usar a sua respiração e os bandhas (a sucção do baixo ventre e a contração do períneo) é fundamental neste movimento de entrada e com o tempo você vai sentir o corpo fluir suavemente da invertida ao equilíbrio. Para entrar em ubhaya padangusthasana, sente-se no tapete, pernas estendidas a frente. Partindo de dandasana, expire e deite-se devagar. Inspire, alcance os braços acima da cabeça. Quando a próxima exalação sair do corpo, levante as pernas retas do chão, levante os quadris e coloque os pés nas mãos suavemente. Inspire , alongue a coluna. Expire com força, enrole a coluna e com um impulso para a frente, apoie entre os ísquios e o cóccix  e equilibre-se. Inspire enquanto você encontra seu ponto de equilíbrio.    Uma vez equilibrado no estado do asana, afaste as pernas do rosto, aponte os dedos do pé e resista com os braços. Crie a sustentação na coluna e no coração, como se você pudesse elevar o esterno através do espaço entre seus braços. A sensação no tronco deve ser de tentar recuar, enquanto a barriga baixa recolhe intensificando os bandhas para criar equilíbrio e estabilidade. Leve suavemente o olhar entre as sobrancelhas. Cinco respirações aqui; esse é o estado do asana. Se entrar na postura da forma tradicional está muito desafiador ainda, você pode testar seu equilíbrio começando por posturas sentadas: Partindo de Baddha Konasana, segure os dedos em suas mãos e estique as pernas para cima juntando os joelhos para dentro dos cotovelos.  Apoie-se entre os ísquios e o coxis no chão e puxe a barriga para encaixar a postura  Inspire esticando as pernas e puxe o baixo ventre mais profundamente, deixando a coluna alongada.   Para executar Ubhaya Padangusthasana, a força abdominal e o controle do core são necessários para manter as pernas 60 graus em relação ao chão, equilibrando o corpo. O alongamento dos isquiotibiais permite a extensão completa das pernas. Por isso, se você busca a correta execução da postura, mas ainda sente deficiência em um destes pontos, mantenha paschimottanasana e navasana na sua prática diária.   Conforme ganha força no tronco e segurança no equilíbrio, trabalhe para alcançar seus pés com as mãos a partir de navasana. Com a prática, Ubhaya Padangusthasana te proporcionará uma profunda conexão entre mente e corpo através deste equilíbrio e força unidos e traduzidos na leveza desta bela postura.   Boas praticas!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Urdva Dhanurasana
Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

Podcast de Yoga | 27 nov 2020 | Daniel De Nardi

Gratidão e Thanksgiving – Podcast #43

Gratidão o que a Ciência conhece sobre seu poder Thanksgiving, o dia da gratidão. Esse é o primeiro episódio a tratar sobre esse tema, mas ele vai além e discorre sobre comprovações do que funciona para construir felicidade.   https://soundcloud.com/yogin-cast/gratidao-e-thanksgiving-podcast-43   LINKS   O que a ciência sabe sobre felicidade - Superinteressante - Setembro de 2017. https://t.co/ygfpXMu2IA — Daniel De Nardi (@danieldenardi) November 24, 2017   Podcast do Murilo Gun sobre Gratidão - https://soundcloud.com/murilogun/gratidao   Pirâmide de Maslow   Leonard Berstein Episódio que fala do compositor George Gershwin  Mihaly Csikszentmihalyi Relato de Budapeste  Crítica sobre a obra de Sandor Marai, escritor Húngaro https://youtu.be/yG4tv9Sddcc   Trilha sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: Gratidão e Thanksgiving -  Podcast #43 Está começando o 43º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, o seu podcast semanal a respeito de yoga e de assuntos relacionados a espiritualidade e outras buscas. Estou tentando encontrar uma frase que fique boa para este começo, mas isso não parece ser algo tão simples, se alguém tiver alguma sugestão pode escrever no comentários. Todo podcast tem uma slogan para abrir o episódio, e o meu cada dia penso em um diferente. Hoje vamos falar sobre gratidão, que é uma palavra bastante falada e difundida pelos iogues, quem acompanha o meu trabalho sabe que eu não uso muito essa palavra, não porque eu não goste ou não a valorize, mas porque acho que tenha se transformado em um clichê e acabou modificando um conceito do qual acredito, então acabo não usando, muito embora eu já tenha escrito sobre gratidão muito antes de virar uma tendência de hashtag. O texto que vou ler agora pra vocês escrevi em 2008, quando estava nos EUA no Thanksgiving, que é um dia especial pela gratidão, um dia que surge com o intuito de gratidão. Estamos falando após o Thanksgiving que foi ontem, na quinta-feira, e hoje vamos conversar um pouquinho sobre o conceito da gratidão e sobre esse dia. O texto que escrevi em 2008 diz o seguinte: “Hoje é dia de Thanksgiving, um dia para agradecer a tudo que temos, a data começou a ser celebrada em 08 de setembro de 1565 quando um grande almoço foi organizado de maneira colaborativa em Santo Agostino, Flórida, entre os exploradores ingleses e os nativos da América. Mesmo sabendo de todas as barbáries cometidas a posteriori, o fato de se ter reservado o dia para a consciência da gratidão foi bastante feliz. A gratidão é um dos mais nobres sentimentos humanos e é tão pouco praticado com sinceridade. Agradecemos o tempo todo por educação e não com o coração. Esse tipo de agradecimento só acontece quando estamos plenos, satisfeitos e consciente do valor das coisas. Só agradece sinceramente quem sente, vive e quem percebe com sinceridade. É preocupante o quanto reclamamos da vida e o quão pouco a valorizamos, agradecer é abrir espaço para receber mais e mais. Se recebo um presente e reclamo, é natural que quem me deu evite me presentear novamente, mas se agradeço com veracidade, a tendência é que eu receba outro presente e outro, e outro...Esse mesmo processo acontece na nossa vida, se agradecemos aos acontecimentos, aos amigos que temos, a boa relação familiar, ao sucesso no trabalho, abrimos espaço para continuar sempre.” Saiu uma reportagem, recentemente, na revista Superinteressante, falando sobre como construir a sua felicidade, na edição de setembro de 2017, ali eles usam de pesquisas cientificas e as comprovações relacionadas a felicidade. Um desses pontos, ao todo são sete comprovados pela ciência, é a gratidão, eu poderia explorara apenas ela, mas como a reportagem tá bastante rica e ela tem uma relação muito grande com o yoga, porque a medida que a gente observando que a ciência foi descobrindo como se produz felicidade, como a gente pode viver uma vida com mais bem estar, a gente vai observando que essas coisas, algumas delas que foram comprovadas já, mais da metade delas são trabalhadas na prática do yoga. Se eu quiser forçar, posso dizer que todas elas, mas tem algumas que são bem pontuais e bem nítidas, inclusive as citadas, como a meditação. Mas sabemos que yoga e meditação são uma coisa só, vou falar um pouquinho sobre o que mais me chamou a atenção nessa reportagem que achei interessante, e o que vale a pena relacionada a felicidade sendo construída pela prática, pela filosofia de como o yoga vê o mundo. A reportagem se chama “Felicidade, como construir a sua”, e eles vão tocar em sete pontos que foram comprovados pela ciência. Atitudes ou mudanças que se pode fazer para ter mais felicidade, mais bem estar. Eles usam bastante a pesquisa que cito aqui, uma pesquisa que foi transformada em documentário da Netflix do Happy, inclusive, eles vão citar aqui o Martin Seligman, que é quem conduz a pesquisa e o filme, então a reportagem diz que ele teve uma grande sacada, mas isso já havia ocorrido com outros psicólogos como, por exemplo, Maslov. Ele foi um dos primeiros cientistas a afirmar que a psicologia estava focando apenas em problemas e que se podia fazer um desenvolvimento através de coisas positivas. Que a gente poderia mudar aspectos da nossa personalidade a partir de aspectos positivos. Na reportagem eles falam que isso aconteceu pela primeira vez pelo Seligman, pesquisador da Universidade da Pensilvânia. A história começou a mudar em 1998, quando Seligman, especialista em depressão, deu uma palestra na Associação Americana de Psicologia. Ele pediu para que os cientistas se preocupassem mais com as qualidade humanas e não apenas com os seus defeitos, ali eles fundaram a psicologia positiva, que seria mais ou menos isso que eu estava falando, de você trazer estímulos positivos e trabalhar com aspectos positivos para melhorar problemas. Essa ideia já vem da cultura indiana, que se você tem um ambiente escuro, não se pode tentar expulsar a escuridão, tem que se trazer coisas positivas, mais luz. Então se a sua questão é ficar doente a todo o momento, a ideia não é ir se aprofundando na doença e nos remédios para trata-la, mas observar e praticar hábitos mais saudáveis ou evitar aquilo que tá aparentemente gerando aquele tipo de doença, então isso seria a psicologia positiva voltada para uma busca de felicidade. Então, quais foram os sete pontos que eles identificaram? A primeira teoria que eles abordam surge de uma pesquisa do Daniel Kahneman, que é o escritor do livro “Pense rápido e devagar”. Kahneman foi Prêmio Nobel de economia, por comprovar através do livro que temos a tendência de agirmos de determinada forma, e que isso acaba gerando, muitas vezes, uma intuição. De tanta repetição feita é desenvolvida uma inteligência que não é possível mensurar, mas que pela habilidade e repetição acaba-se agindo quase que instintivamente, intuitivamente. Ele provou outras coisas, como essa questão das memórias, que é a primeira dica em relação a felicidade. Ele fez uma experiência de medir a dor. Colocaram um paciente par medir o nível de dor, digamos que numa escala de 0 a 10, ele o mantiveram no nível 7 e no final da pesquisa eles diminuíram o nível de dor. Este paciente relatava a intensidade da dor que sentiu. Em outro paciente, o nível de dor mantido era praticamente zero, e no final eles aumentavam muito, o paciente ia de um nível quase nulo ao máximo de dor. Ao indagar o paciente, eles observaram que o segundo paciente relatava a experiência bastante dolorosa. Aqui entra a questão dos contrastes em relação a felicidade, que a gente precisa ter um contraste para que a gente perceba uma melhoria e aí sinta felicidade. Só que esses contrastes não podem acontecer o tempo todo, e isso é muito difícil, inclusive na reportagem isso fala, que se quiser manter esse estado de contaste o tempo todo seria necessário um desencadeamento de fortes (e boas) emoções, o que efetivamente é impossível. Não tem como gerar o tempo todo situações melhores, a vida vai sempre oscilar bastante porque a gente tem esse momento em que aparentemente está melhor, mas sempre se compara ao que aconteceu anteriormente. Não é necessariamente o real, depende sempre de uma comparação. O Kahneman diz que existem dois “eu’s” o eu do presente e o do passado, esses eu’s entram em conflito porque o do presente percebe as coisas de uma forma, mas a memória é diferente do que se está vivenciando. Então existe esse conflito dentro de nós, que a gente tem sempre o eu do presente e o do passado em conflito. É citada uma pesquisa realizada com os soldados da Segunda Guerra Mundial em que relatam como foi a experiência. Em 1946, cerca de 34% dos participante relataram que estiveram no meio do fogo cruzado e 25% confessaram te matado alguém. Quarenta anos depois os números haviam mudado, 40% disseram que haviam participado de batalhas e apenas 14% relataram que chegaram a matar. Ou seja, a passagem dos anos faz com que vida se torne mais aventura e menos perigosa, na hora, as vezes não é a melhor situação, mas as memórias que a gente vai criando, memórias positivas, não é o caso aqui da guerra, não é o caso da guerra, mas eles acabaram lembrando mais foi sobre a aventura que vivenciaram na guerra, e não das mortes. Isso é um caso extremo, mas na nossa vida a gente precisa, segunda esse primeiro ponto, geras memórias positivas, diferentes, gerar momentos que marquem a nossa vida de forma que os momentos de tristeza irão aparecer, que são esses momentos de flutuação ou de perda do status quo, sempre vão existir. E o que vai trazer o ânimo novamente, é o resgate das memórias positivas que a gente já teve. Tentar gerar movimentos, experiências diferentes são coisas que nos ajudam muito quando temos esses momentos da queda, por exemplo, eles falam sobre se investir em experiências muito mais do que em objetos, isso vai ser trazido quando se estiver num período mais pra baixo. A medida que se cria experiência, se ela tiver relevância, a gente acaba lembrando como algo positivo, mesmo que no momento tenha sido algo angustiante aquilo é lembrado de forma positiva. Investir em experiências pode manter a nossa fica com mais felicidade. A segunda dica é sobre meditação, como uma técnica para a melhoria do foco, isso as pesquisas já mostram, porque quando estamos no presente, a gente não tem tanto a vivencia do medo, não temos a vivencia da ansiedade, a vivencia do presente faz com que a gente reduza o seu medo e, consequentemente, o estresse, a preocupação constante que hoje a vida impõe as pessoas, e a meditação tem esse poder, de nos deixar totalmente no presente e, com isso, reduzir o estresse no nosso dia-a-dia. A terceira dica é o que eles chamam de estado de graça, essa teoria muito interessante – já a conhecia – é a teoria do Flow, uma teoria aplicada a administração, há muitos anos ela tem sido aplicada, mas agora cada vez mais pela difusão do Mindfullness. O Flow é, basicamente, o Mindfullness pra tudo, só que ele começou a ter comprovações científicas a partir de um psicólogo húngaro chamado Mihaly Csikzentmihalyi. (Há uns anos atrás fui para a Hungria sozinho, ninguém queria ir por ser inverno. A minha vontade de ir para lá se deu por dois motivos, o primeiro pelo fato do meu escritor favorito – Sándor Márai – ser húngaro, tinha um desejo de conhecer a terra dele; o segundo, porque na abertura do filme “Budapeste”, baseado no livro do Chico Buarque, tem uma cena filmada no Rio Danúbio, isso me fascinou a ponto de querer conhecer. Li um pouco que o húngaro é a língua do diabo, por ser a mais difícil do mundo. Quando cheguei no aeroporto de lá e vi as placas e ouvi as pessoas falando fiquei realmente assustado.) Csikzentmihalyi criou uma teoria de que o nosso cérebro consegue processar 110 bits e que quando fazemos uma atividade simples, estamos processando uma quantidade menor de bits. Se você faz uma atividade mais complexa, você vai acabar usando os 110 bits. Então se você está, por exemplo, dirigindo, é possível ouvir um podcast porque não exige totalmente da sua atenção. Agora, você não conseguiria fazer isso surfando, ali é necessário tem 100% da atenção no momento em que se está fazendo, ou qualquer outra atividade que exija 100% da atenção. As atividades que exigem uma atenção especial, geralmente atividade relacionadas a arte e ao esporte, deixam o executor tão envolvido que ele acaba entrando num estado de graça. A prática da meditação tem o intuito de levar a esse estado porque não estaria se usando os bits para nada além da função, pegaria algo simples e daria muita importância, isso faria com que o seu cérebro, ocupando toda a sua capacidade, desenvolvesse esse estado de graça, que é muito descrito em várias áreas, não apenas na meditação. Inclusive foi realizada uma pesquisa com 8 mil pessoas ao redor do mundo (monges, montanhistas, CEO’s...), esse estado de graça, o estado de flow, tem sempre as mesmas características, é uma concentração extrema que leva ao êxtase, um senso de claridade, um feedback imediato, a perda da noção do tempo e do indivíduo, e a sensação de que se faz algo maior. Isso é, efetivamente, uma descrição de um estado meditativo. A teoria do flow sugere que a gente faça essa ocupação da nossa capacidade do cérebro em todos os momentos, ou na maior parte dos momentos da nossa vida. Isso não abre espaço para preocupação. Por exemplo, quando se está no mar surfando, não tem como pensar que não se tem dinheiro para pagar o cartão de crédito, se está 100% focado no que está acontecendo no momento e quando se mantem mais foca nas atividades menos espaço se dá para o medo, para a preocupação, se faz essa vivência plena do momento presente, o que mantem um estado de motivação. A quarta dica eles chamam de antídoto para a tristeza, que seria uma capacidade de resiliência a suportar as dificuldades e se reabilitar por uma próxima dificuldade que vem à tona. Então seria não sofrer um baque tão grande, porque todos temos momentos na vida em que a emoção pesa, um momento mais difícil. Todo mundo já perdeu algum ente querido, perdeu algum relacionamento que gostava ou teve problemas no trabalho, isso é normal. O ponto é o quanto aquilo irá abatê-lo a ponto de você não voltar mais a vida como você quer viver, que pode desperdiçar, acabar com a vida de alguém quando ela não consegue se recuperar de uma situação emocional muito difícil. Isso não tem a ver com quantidade de dificuldade ou de dor que a pessoa está passando ou passou, mas sim com a capacidade de resiliência, de resistir aquela dor. Falei um pouco sobre o Sándor Márai, um outro escritor de romances, o Ian McEwan, tem como base em seu trabalho justamente esse tipo de situação, em que os personagens se colocam em situações extremas e não conseguem voltar à vida normal. Um bom exemplo é o livro “Na Praia” que retrato muito isso, o quanto um impacto pode acabar com a vida de alguém se ela não tiver a capacidade de se reerguer. Tem a ver com otimismo, de a gente ver a vida de uma forma positiva, saber que os momentos difíceis vão passar e que a gente vai poder se reconstruir, apesar de todas as perdas. A diferença entre o otimista e o pessimista é o tamanho da importância que eles dão para esses momentos mais difíceis, e a gente tentar dar menos importância para o que não está acontecendo de tão bom e valorizar mais o que é importante vai melhorar a nossa vida como um todo. Esse ponto está ligado a quinta dica que é a gratidão, o tema desse podcast, que será desdobrado em outro podcast a partir do que o Murilo Gun fala, que “gratidão não é moda e sim, tendência”. Moda é algo que passa, mas a gratidão faz com que valorizemos mais a vida, comecei lendo o meu texto que fala muito sobre isso, que ser grato faz com que as coisas venham com você. Nesse podcast do Murilo ele fala que a gratidão chegou para ficar, é uma tendência de comportamento, que não é passageiro, que marcou o nosso momento histórico, a gente está no momento de já resolver os problemas da humanidade, que a gente vai escalando nas necessidades, segundo Maslov, sendo essas necessidade fisiológicos, depois o ser humanos vai buscar um agrupamento e depois destaque nesse grupo, e dentro desse processo de evolução da sociedade como um todo, a gente está num momento em que não ´mais necessário lutar desesperada mente pela sobrevivência, algo que os nossos antepassados tiveram que fazer frequentemente. Hoje devemos ser muito gratos aos que vieram antes porque vivemos uma situação de conforto que não nos cabe outra coisa senão a gratidão aos antepassados, aqueles que sofreram para que hoje tenhamos a vida que temos. Lendo na íntegra o que a reportagem fala: “(...)5. Gratidão Ela surgiu em 2015 geralmente acompanhadas com fotos de pôr do sol ou de casais apaixonados, espalhou-se pelo Instagram e Facebook até se tornar a hashtag do momento. Logo, “#gratidão” virou desculpas para ostentar situações especiais pela rede. Mas não deveria ser assim, a gratidão – aquele genuína – que sentimos por alguém que nos faz bem, é uma fonte real de felicidade, pelo menos e o que dizem as pesquisas. Dois psicólogos da Universidade da Califórnia resolveram fazer o teste. Dividiram um grupo de participantes em três times. O primeiro, deveria escrever toda a semana frases sobre o que s deixam gratos; o segundo, sobre tristezas; e o terceiro, sobre eventos neutros, nem bons nem ruins. Depois de dez semanas, quem escreveu sobre gratidão, não estava mais otimista. Tinha feito mais exercícios e visitado menos os médicos. Faz sentido porque a gratidão funciona como um detector de coisas boas, quando começamos a agradecer pelos momentos bons da vida, e pelas coisas boas, ficamos também mais conscientes quando essas coisas acontecem de fato. Outra pesquisa mostrou que pessoas gratas apreciam mais as coisas simples do dia-a-dia, não dependem tanto de eventos extraordinários para se sentirem felizes. O bê-á-bá da gratidão Uma vez por mês, tire cinco minutos para escrever um e-mail para alguém que te ajudou, vale um professor inspirador, um amigo que te emprestou um dinheiro em algum momento de crise, uma ex-namorada que segurou a onda quando a sua mãe morreu...Pode parecer bobo e, talvez, você se sinta constrangido em enviá-lo, mas acredite, os efeitos do bem estar serão imediatos. Ao final do dia, anote três coisas boas que aconteceram nas últimas 24 horas, mesmo que pareçam insignificantes. Como, por exemplo o rapaz que ofereceu o lugar no ônibus para você sentar. Para incentivar o hábito, publique a lista todos os dias no Facebook, ao ver as palavras na tela, ela ficarão oficializadas e o saldo do seu dia parecerá melhor. Quando alguém fizer algo de bom para você, detecte e formalize o agradecimento na hora, faça uma ligação curtinha, mande uma mensagem no WhatsApp ou deixe um bilhete. O seu cérebro vai se acostumar a reconhecer as pequenas alegrias do dia-a-dia.” A sexta dica: nada e mais importante do que as pessoas. O Grand Studyé um estudo que começou a ser feito em 1938, eles se propuseram a acompanhara vida de 268 alunos da Universidade de Harvard até a morte com o objetivo de entender padrões em relação as escolhas, a felicidade, aos amigos. Hoje, dos alunos acompanhados, apenas 19 estão vivos, eles tem mais de cem anos. Um dos participantes era o John Kennedy. E o que a pesquisa acabou mostrando foi que as pessoas que tiveram menos problemas de saúde e que viveram uma vida com mais qualidade, o que ele tiveram não foi mais dinheiro ou mais fama, mas mais relações sustentáveis, saudáveis com a família e amigos de modo geral. As pessoas que tinham um casamento satisfatório, tinha isso bem mais como um valor do que o dinheiro e não obtiveram nenhum tipo de doença grave. Eles acabaram por mostrar nesta pesquisa, através do pesquisador, a conclusão de que a felicidade é amor. Então, a relação com as pessoas é muito importante para que se tenha a sustentação de um estado de felicidade. A sétima e última dica, para fechar, fala sobre a paz, de valorizá-la, de não gerar agressões ou conflitos desnecessários. Encontrar um tipo de solução, dentro do possível, já é uma grande contribuição. Isso que já é tratado no primeiro norma ética do yoga que é o Ahimsa, que tem uma relação com a paz. O princípio da não agressão é quando você tem certeza que não será agredido, só quando se tem essa tranquilidade é que se consegue ficar num estado de paz. Jamais existiria paz com possibilidade de agressão a qualquer momento. Então, se você não agride, você sabe que o outro também não irá te agredir, aí se gera um estado de confiança. Este é o podcast de hoje, ele começou com a música, homenageando a América, com um compositor nova iorquino Leonard Bernstein, a música é um trecho de um obra composta por ele chamada “The West Side Story”. A evolução da música clássica acabou indo para o cinema, como vimos com o John Williams e com o Phillip Glass, e também c para os musicais, como é o caso de Bernstein. Ele foi o regente principal do Lincoln Center durante muito tempo, compôs algumas óperas e foi para a Broadway. Independendo do veículo no qual está sendo veiculado, tudo é música e se está contando uma história através dela. Claro que a ópera tem um valor de antiguidade, mas a questão de ser popular é só devido ao momento histórico, hoje é mis agradável para as pessoas absorverem um musical do que uma ópera, mas no fundo eles são uma coisa só. E se vê esse momento de fusão que não aconteceu apenas com o Bernstein, mas também com o Gershwin, que é um outro compositor que morava em Nova Iorque e que passou a compor peças para a Broadway, falamos sobre ele no episódio 9 com o Rhapsody in blue, uma música bastante famosa. Temos aqui Leonard Bernstein com um trecho de “The West Side Story”. A história gira em torno do momento em que estava havendo uma desocupação da parte oeste de Nova Iorque, devido a construção do Lincoln Center. Bernstein conta a história de duas gangues rivais (uma de porto-riquenhos e outra de americanos) e um do líderes se apaixona pela irmão do líder da gangue rival. Uma história baseada em Romeu e Julieta uma ópera dos nossos tempos atuais. Leonard Bernstein ainda está vivo e compõe, trabalhou recentemente na composição de uma música pra um filme. Fiquem com um pouquinho de Leonard Bernstein um trecho de “West Side Story – América”.

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!