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Podcast de Yoga | 20 jan 2021 | Daniel De Nardi

Livro O Yoga do Autoconhecimento – Podcast #55

O Yoga do Autoconhecimento. Você  conhece o Livro O Yoga do Autoconhecimento? Esse podcast é uma sinopse comentada do livro,  que foi lançado em três versões, eBook, audioBook e curso. Bons estudos! Para adquirir o livro como Ebook Para adquirir como audiobook na plataforma Ubook Para adquirir como curso Edgar Elgar, autor de Pompa e Circunsância Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa  

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Podcast de Yoga | 18 jan 2021 | Daniel De Nardi

IronMan e Yoga – Podcast #105

Reflexoes de um yogin - Episodio 105 IronMan e Yoga - Podcast #105 Neste podcast contei como foram minhas duas provas de IronMan e como o Yoga me ajudou nessa jornada.     LINKS Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA  Curso online para Formação de Professores de Yoga Playlist da série -  Perfil do Instagram da série  Podcast sobre IronMan Cena do encontro de Walter Mitty com o fotógrafo Transcrição IronMan e Yoga   Música de hoje é trilha sonora do filme “A Vida Secreta de Walter Mitty” filme que saiu no Brasil final de 2013, início de 2014. Dirigido e estrelado pelo Ben Stiller. Walter Mitty é um personagem (sei que é a personagem, mas acho isso tão feio que prefiro falar errado) bem tímido que trabalha na parte de revelação de fotos numa revista famosa, estilo Time, chama Life. Ele é muito imaginativo e cria várias histórias na cabeça, mas nunca realiza nada.  A Revista vai para de publicar no papel e quer fazer uma última capa comemorativa com uma foto do seu fotógrafo mais talentoso e também mais excêntrico. O fotógrafo, interpretado pelo Sean Pain, tem um estilo de vida de aventureiro, não tem celular e vive por locais remotos do mundo. O diretor da revista diz a Walter Mitty que o fotógrafo deu uma foto a ele e essa foto é que deve ser usada na última capa da revista. Walter descobre que perdeu a foto e de alguma forma precisa encontrar o fotógrafo para recuperá-la. O filme mostra a transformação de Walter Mitty que começa a viajar para os lugares mais inusitados para encontrar o fotógrafo. Groelândia, Islandia, Himalayas. Quem acessar o post desse episódio vai poder ver uma das minhas cenas favoritas que é quando eles se encontram.      Esse filme eu vi no começo 2014, comecei a me questionar seriamente sobre o que nos impede de realizar as coisas, e minha conclusão é que medo, que numa nuance mais superficial torna-se preguiça. Uns 2 anos depois, eu tinha um currículo de viagens maior que o Walter Mitty. 2014 foi o ano do meu primeiro IronMan. Comecei a correr em 2005, porque um amigo que morava comigo queria emagrecer para o verão (que belo motivo). Na época eu fazia muito asana com longa permanência, então achava que eu era super preparado fisicamente. Só que cada tipo de exercício produz um determinado tipo de resistência e a resistência cardio vascular é bem pouco aprimorada no Hatha Yoga. Em menos de 2km tive que parar por causa daquela dor no baço. Comecei a gostar da corrida, pois sempre fiz esportes, mas quando a gente fica mais velho é difícil reunir várias pessoas para jogar futebol ou outro esporte. A corrida me dava autonomia e na época vários amigos meus também começaram a correr. Não pensava em fazer Maratona porque sempre achei que fazia mal. Só que em setembro de 2005, eu já estava fazendo uma meia maratona em Buenos Ayres. Mas achava que deveria parar nessa distância. Em 2009, fiz minha primeira Maratona em Porto Alegre. Contar caso da parada. Depois continuei fazendo uma Maratona por ano, mas o Iron era algo muito distante para mim, eu havia lido aquele trecho do livro do Jim Collins que já pus aqui no podcast (POR  o trecho) mas o Iron era algo inatingível para mim. Eu não conhecia ninguém que corria meia maratona quando fiz a primeira, também não tinha nenhum amigo que havia feito maratonas em 2009 e o mesmo acontecia com o Iron. Quando você não tem uma referência próxima, não consegue imaginar que você é capaz porque você pensa que um Ironman é um atleta olímpico que só se dedica a isso. Quando comprei uma bike e decidi que iria treinar para o Iron em 2013, o que era sempre presente nos meus treinamentos era o medo. Sempre tinha medo que eu não fosse conseguir terminar. Por que um Iron man é composto de 3,8km de natação, 180km de bike e no final uma maratona de corrida de 42km. Então você nem sequer nada 3km, como vai conseguir no dia ainda sair da água e pedalar uma distância equivalente a minha casa em Sp e Maresias no litoral Norte depois disso, põe um tênis e corre até depois da Ilhabela. Foi um ano de muito esforço que produziu o resultado que descrevi um dia após a prova nesse texto.   A PROVA DE AÇO maio 26, 2014 Escrevo sob um efeito enebriante - isso realmente aconteceu? E desse jeito? O Davi já havia me falado \"o dia da prova é um dia iluminado\". Eu levava aquilo como uma figura de linguagem, pois para 99% dos que estão ali, é o dia do maior desafio de suas vidas. Mas não, ontem realmente foi um dia que levarei para eternidade (não exagero para enaltecer o texto). Antes de falar de tudo o que aconteceu ontem, penso na quantidade de coisas que não deram errado, e que somente uma delas poderia estragar tudo. Raramente paramos para pensar que quando algo dá certo, por trás, milhares de coisas não deram errado. E aqui falo de coisas bobas, simples, mas que podiam ter acabado com um sonho. Por exemplo, na quinta, estava muito frio e minha roupa de borracha não havia chegado, mesmo assim eu nadei o simulado da natação só de short, poderia ter pegado uma gripe e me debilitado, ou como aconteceu com o Davi que venceu todas as dificuldades de um ano de treino, uma inflamação na cabeça do fêmur que o impediu de correr por três meses e foi derrubado há três dias da prova por uma folha de alface mal lavada. Deitei às 9, mas o sono só chegou duas horas depois, isso era esperado e se eu dormisse conforme o planejado até às 5 da manhã tudo estaria certo. Entretanto, às 2:30 imagens da prova invadem meu sono, uma descarga de adrenalina entra no meu sangue e pronto, nem o mais poderoso dos calmantes me faria voltar para os sonhos. Revirei-me na cama até às 4:30 e decidi acordar. Comi e comi muito, conforme deve-se fazer em provas de resistência, arrumei minhas coisas, levei os special bags (sacolas de emergência com tênis extra, meia, agasalho, gel de carboidrato que são deixados em pontos estratégicos da prova) e voltei para casa para acordar meu staff (amigos e familiares que o tempo todo me apoiaram, sem os quais eu jamais conseguiria fazer uma prova tão boa). Quando o pessoal acorda, aí é alegria, todo mundo fala besteira, ri e eu até esqueço que pelo menos 11 horas de esforço me aguardam. Caminhamos juntos até a largada. A natação não me preocupava muito, pois como expus em outros textos, eu nado desde criança e os triatletas em geral não fazem isso muito bem. Larguei bem na frente, com bastante força para não ficar no tumulto das braçadas e ser cotovelado ou chutado pelos companheiros. Sai da primeira perna da natação, 2300 metros, com uma média de velocidade de 1min16segundos para cada 100 metros. Isso é forte demais. Precisava reduzir o ritmo para não quebrar. Na véspera da prova recebi uma ligação do Bruno Ramos e ele me falou algo que foi fundamental \"esquece o tempo, curta a prova\". Embora isso pareça óbvio, quando você treina de verdade, invariavelmente pensa em tempo e o que fazer para baixá-lo, mas por todo o trajeto da natação e também da bicicleta sempre me invadiam esses pensamentos - você ama fazer esporte, então faça-o enquanto você se sente bem, o tempo é para os outros, o prazer é seu. Outra coisa que fazia eu segurar o ritmo era falar para mim mesmo - isto não é uma prova de natação/ciclismo isso é um triathlon. No final da natação, entrei num estado de harmonia com as braçadas, a água e a paisagem que eu não queria que aquilo acabasse, mais ou menos o que vivenciamos na meditação do Yoga. Sai da água com 54 minutos, tendo nadado quase 400metros a mais que o trajeto oficial (pois você nunca nada em linha reta) e com um ritmo de 1min 19segundos. Aqui cometi um erro que poderia ter sido fatal. Eu havia congelado as garrafinhas que se leva na bike e a que eu ia tomar na transição, como estava um pouco frio, sai para pedalar sem absolutamente nada de água. Numa prova dessas, se você fica uma hora sem beber algo, pode ter uma desidratação que acaba com suas forças. Por sorte, a organização do evento é muito competente e a cada 10km do ciclismo haviam postos de hidratação que me abasteciam com água e Gatorade. Embora eu perdesse um tempo para pegar duas garrafas de cada vez, ali não havia opção. A medida que o gelo foi derretendo, consegui ir colocando água para dentro das garrafinhas e ficando menos dependente dos postos. Pedalei numa velocidade e num prazer que eu jamais esperava, minha média estava muito alta (33,7km/h) e depois do km 100 eu dizia para mim mesmo - isso não é uma prova de ciclismo, estou disposto a jogar essa média lá para baixo para poder chegar bem para correr. Pelo incrível que pareça, não precisei fazer isso. No km 160 eu pedalava a quase 40km/h com batimento de 140bpm. Est

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Podcast de Yoga | 17 jan 2021 | Daniel De Nardi

Don’t Mind – Podcast #53

Don\'t Mind - Podcast #53 Neste episódio  falaremos sobre a teoria do flow, um estado de atenção plena no qual as preocupações desparecem. É uma profunda motivação pessoal.   LINKS Aula Aberta do Curso de Formação - inscrição gratuita Aula Aberta do Curso de 2017   https://www.youtube.com/watch?v=iURaDL97Ukg   Cena do filme - O Último Samurai https://youtu.be/55Pi0F5PPNw   Brilhante cena de mindfulness- no mind - \"O Último Samurai\" na Netflix https://t.co/ptmFUEAC7K pic.twitter.com/0e3Ya3hf3Y — Daniel De Nardi (@danieldenardi) February 2, 2018   Vivaldi   Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa          

Podcast de Yoga | 16 jan 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Livro resumido e Comentado

Homo Deus - Livro resumido e Comentado Uma série de 4 podcasts resumindo e comentando o livro Homo Deus, de Yuval Noah Harari.

Podcast de Yoga | 15 jan 2021 | Daniel De Nardi

Mascarados – Podcast #101

Mascarados - Podcast #101   O 101º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo tem um formato diferente: interpretação de uma música do cantor Rubel pelo professor Lucas De Nardi. LINKS   Inscrição gratuita na JORNADA PARA SER PROFESSOR DE YOGA   Curso online para Formação de Professores de Yoga Playlist da série   Perfil do Instagram da série   Letra Da Musica Havia uma sacola com uma mascara E uma garota a encontrou De início teve medo Não sabia o que fazer E nem como compor Mas colocou sobre o seu rosto E lhe caiu tão bem Ficou Acometida pela euforia de uma nova face se lançou Na rua e o mundo lhe retribuiu com flores Ninguém duvidou Que a mascara cobria um rosto que antes era só Temor E nada parecia lhe fazer parar de acreditar Que o novo rosto, e forte, na verdade sempre fora o seu E mesmo que alertassem Ela respondia só Sou eu Mas teve um dia que ao descer à rua O mundo desabou Outros tantos lindos mascarados transitavam sem pudor Ajoelhou com raiva Olhou pros céus E antes de gritar Chorou E ao se levantar Olhou pros mascarados Condenou São todos falsos Tantas cópias De um rosto que antes era meu Ninguém lhe dava ouvidos Ela então cansada se desmascarou E sorriu E dizem que sorrindo ela entendeu Que a vida só se dá Pra quem se deu

Podcast de Yoga | 12 jan 2021 | Daniel De Nardi

A transcendência da flor de Lótus – Podcast #92

A transcendência da flor de Lótus - Podcast #92 A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu, aparecendo em muitos contos mitológicos e gravuras, se deve em boa parte ao exemplo de auto aperfeiçoamento que ela dá. Suas raízes nascem cravadas ao lodo fétido, e é desse lodo que ela extrai os elementos para externalizar uma flor colorida e perfumada. Hoje usarei a Literatura para me explicar, pois ela é um excelente analisador de fatos, pois trata daquilo que não se vê, do que não é evidente, do que não se pode medir, mas que foi captado por pessoas mais sensíveis que percebem antes as mudanças do mundo. LINKS https://yoginapp.com/planos/ Álbum no Spotify do filme Madame Bovary https://open.spotify.com/album/6ymsyqe2Q6PZcuCJK4D85t?si=SBRzcaZCSzanI9ZgrdoC5A   Perfil do Instagram da série - Reflexões de um YogIN Playlist das músicas da série Transcrição Na verdade, este texto não é sobre o aperfeiçoamento de Flaubert, mas sobre a possibilidade de auto aprimoramento de cada um de nós. A devoção que a flor de lótus recebe na cultura hindu, aparecendo em muitos contos mitológicos e gravuras, se deve em boa parte ao exemplo de auto aperfeiçoamento que ela dá. Suas raízes nascem cravadas ao lodo fétido, e é desse lodo que ela extrai os elementos para externalizar uma flor colorida e perfumada. Hoje usarei a Literatura para me explicar, pois ela é um excelente analisador de fatos, pois trata daquilo que não se vê, do que não é evidente, do que não se pode medir, mas que foi captado por pessoas mais sensíveis que percebem antes as mudanças do mundo. Li livros importantes, fiz oficinas de escrita, publiquei alguns contos em meu blog, mas não me considero um profissional de Literatura. O que direi aqui é fruto dos meus estudos, especialmente porque o Marne, meu professor de literatura, amava Flaubert.   “Madame Bovary c’est moi” Talvez esta seja uma das mais famosas frases saídas da boca de um escritor e quem a disse foi Gustav Flaubert. Quando Flaubert apresentou aos seus amigos as primeiras versões da sua obra-prima, Madame Bovary, eles aconselharam-no a largar a carreira de escritor.  Entretanto, o teimoso Flaubert estava convicto de que sua história valia a pena ser contada. Nas primeiras versões de Madame Bovary, Emma Bovary a personagem principal, era uma beata, uma personagem descrita de forma rasa e que pouca empatia gerava com os leitores. Após incessantes correções, Bovary tornou-se a primeira adúltera da Literatura Mundial. Entre um rascunho ridicularizado até uma obra imortalizada há uma distância quase infinita. Um nível de aprimoramento alcançável apenas aos obstinados. Flaubert era um perfeccionista, passou 5 anos procurando “le mot juste” (a palavra precisa)  para cada linha do seu livro. Passeava pelas ruas de Paris entoando frases em voz alta de Madame Bovary para analisar a métrica e o ritmo das palavras dentro do texto. Revisava incessante mente seu texto “Hoje ganhei meu dia, escrevi mais um parágrafo.” Anotava nas cartas que escreveu aos seus familiares. A publicação de Madame Bovary aconteceu em capítulos num jornal parisiense, durante dois meses e meio. Quando a história terminou, Flaubert teve que responder um processo por atentado ao pudor. Dispensou o advogado e escreveu sua própria defesa. Absolvido, juntou os capítulos e publicou sua primeira edição com vendas esgotadas. Madame Bovary marcou a Literatura, pois Flaubert teve a coragem de mostrar um mundo onde nada é perfeito. Onde há traições e vontades ocultas, embora no discurso a maior parte das pessoas negue. Hoje em dia isto parece até mesmo clichê, mas na França de 1857 poderia levá-lo a cadeia. “Esta Madame Bovary não possui virtudes” dizia uma parte da acusação. A intensidade com que Flaubert se envolveu com sua personagem foi tamanha que quando escreveu a cena em que Emma se envenena, Flaubert parou no hospital com sintomas de envenenamento. Quando perguntado quem era Emma Bovary ele respondeu com frase imortal “Madame Bovary c’est moi” “Eu sou Madame Bovary” O que imortalizou Flaubert na História é ter dado um dos passos mais importantes da Literatura. A Literatura começa com os gregos e suas Odisséias. Shakespeare traz o drama dos Deuses para a vida real. Só que até Flaubert, havia um certo maniqueísmo na narração das histórias, uma eterna luta entre o bem e o mal, entre Hamlet X seu tio traiçoeiro, entre santos e diabos. Podemos dizer que a Literatura tinha apenas dois plano e Flaubert tridimensionalizou os personagens. Tal como a vida real, ninguém em seu conto é completamente bom e tampouco totalmente ruim. Flaubert abriu os olhos do mundo para a complexidade humana, com suas variáveis infinitas e reações inesperadas. Sim, poderia uma mulher com uma vida aparentemente perfeita trair seu marido fiel! O processo de pegar o rascunho e melhorá-lo até que se torne um livro eterno é opção de cada um. Claro que nenhum samádhi levará o Homem à perfeição. Podemos sim, polir nossas atitudes, melhorar nossas reações, viver de maneira a nos preencher do que queremos e merecemos. Isto precisará de certo esforço, quem sabe 5 anos dizendo aos ares aquilo que se quer.

Podcast de Yoga | 11 jan 2021 | Daniel De Nardi

Teoria dos Códigos dos Grupais – Podcast #38

Teoria dos Códigos Grupais - Podcast #38 Nesse episódio apresento uma antiga teoria sobre como os grupos se comportam e como aprender mais sobre eles.   https://soundcloud.com/yogin-cast/teoria-dos-codigos-grupais-podcast-37   Links     Trilha Sonora da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição     Teoria Dos Códigos Grupais – Podcast #38   Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando um 38º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal onde falamos sobre assuntos do yoga, conceitos das filosofias indianas e, também, sobre assuntos cotidianos. Já que a gente está falando em uma reunião, num grupo de muitos yôgins que estarão juntos na semana que vem, eu trouxe um vídeo antigo que eu tinha, que será passado como áudio para os ouvintes do podcast, quem assina o YogIN App e assiste as aulas no aplicativo poderá assistir o vídeo. Este vídeo eu gravei há um tempo sobre uma teoria que eu tinha em relação ao códigos grupais, que os grupos tem determinados códigos e a percepção desses códigos nos ajudam no aprendizado do meio que o grupo está trabalhando, que o grupo tem como atividade comum. Vou deixar o vídeo para vocês e desenvolver mais essa ideia, mas é o que eu vou deixar como essa aula, como o podcast de hoje. Ao final, vamos ouvir um outro alemão chamado Brahms. Brahms nasceu um pouco depois da morte de Beethoven, que nasceu em 1770 e morre em 1827, Brahms nasce em 1833, seis anos após a morte de Beethoven, e morre em 1897. Ao longo da sua vida ele desenvolveu e apurou ainda mais o estilo romântico fundado por Beethoven. Brahms é da mesma linha que Beethoven em termos de qualidade de música, inclusive, a sua primeira sinfonia é considerada a 10ª Sinfonia. Beethoven escreveu nove sinfonias, a nona é a mais conhecida, mostramos aqui em algum episódio que não me lembro qual. O interessante da história de Brahms é que ele viveu em 1870, nesta época a força estava sendo transferida para os consumidores, a força e o poder econômico não era só dos reis. Quem viu o filme Amadeus, viu a situação em que Mozart se coloca, de ter de agradar o rei, o duque ou o seu patrocinador. E começam a fazer lobby em cima de sua música, falando mal dele por inveja o que faz com que ele perca o seu posto (de agradar a nobreza do Austro-húngaro, na época). Brahms, já é de uma época em que os músicos fazem sucesso por uma aceitação do público, então ele começa a fazer sucesso por uma aceitação do público, então, ele passa a ter que agradar ao público, ao gosto faz pessoas que o ouviam, não apenas de uma pessoa. Brahms escreve algumas sintonias e concertos que o tronam famoso, e ele vive uma vida financeira muito tranquila, diferente dos seus antecessores que tinham de agradar a nobreza ou o clero ou viviam na miséria. A burguesia crescer, tem poder de escolha e isso é muito interessante porque a música voltada para o indivíduo, não para agradar apenas uma pessoa de qualquer forma. Em 1870, Brahms recebe um convite da Universidade de Breslau, ele responde com uma carta, algo que o reitor não gosta, pois acreditava que a ocasião merecesse uma comemoração maior. Brahms escreve, então, uma música que é a abertura para uma festa acadêmica, para ser usada para a formatura de uma turma. Se fosse hoje, seria como se Bono Vox compusesse uma música para a sua turma de faculdade. Ele era muito conhecido na época, então gerou-se um burburinho ao redor. Vou deixar o vídeo/áudio desta minha teoria que desenvolvi há um tempo atrás e em seguida vai entrar a música “Abertura de uma Festa Acadêmica” de Brahms. Até o próximo episódio, espero vê-los no sábado e no domingo no Yoga Lifestyle BR, evento que vamos organizar aqui em São Paulo na semana que vem. Uma boa semana e até a próxima. Hari Om! “Olá, Então, hoje uma amiga minha falou pra mim ‘Daniel, agora quem você aprendeu a fazer vídeos você não vai mais escrever’. Isso em parte é verdade, tenho escrito com uma certa constância, mas os vídeos facilitam muito, tanto a minha parte para desenvolver um assunto que demoraria algumas horas para escrever quanto da parte daquele que está ouvindo ou que está lendo que muitas vezes não gostaria de perder tanto tempo para se dedicar a este assunto. Fico feliz, vou continuar fazendo os dois trabalhos. Hoje eu vou falar sobre a Teoria dos Códigos Grupais, foi uma teoria que eu criei, quem sabe esta teoria já existe, em alguma área da psicologia que estuda grupos ou comportamento de manadas, mas o fato é que eu dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada neste sentido do que eu vou dizer agora. O objetivo não é ser uma teoria científica, com um embasamento teórico, mas algo empírico que foi observado e que de fato funciona quando a gente coloca em prática. A teoria fala sobre os comportamentos dos grupos e os códigos que os grupos possuem. Todo grupo possui determinados códigos, alguns que são explicitamente falados, outros não. E são esses códigos mais sutis que são essenciais para aquele que quer se desenvolver em determinada área. Digamos que você deseja se desenvolver na área do esporte, da corrida, e aí você começa a correr com determinado grupo, e um dia você faz um comentário como ‘Eu treino sempre em jejum’. Aquele grupo talvez quisesse chamá-lo para integrar a equipe em uma corrida, este comentário que vai contra o que todo o corredor com o mínimo de conhecimento sabe (que correr em jejum não faz bem) vai fazer com que o grupo te deixe de fora da equipe que seria montada. Então, o desenvolvimento das áreas, dos grupos depende desses conhecimento sutis, de a gente observar como se comportam as pessoas que fazem parte desse grupo, como se comportam os líderes daquele grupo e, também, quais são as palavras, os jargões utilizados por eles. Os jargões são essenciais dentro do desenvolvimento dos grupos, digamos que você comece a trabalhar no mercado financeiro, por exemplo, ou que você comece a operar da sua casa no mercado financeiro. Se não conhecer termos da área (como, por exemplo, o termo “venda a descoberto”), vai limitar a sua gama de operação dentro desta área, limitando também o seu desenvolvimento dentro desta área. É essencial que a gente conheça os termos e os códigos sutis, os códigos comportamentais não explícitos. Vamos na área de literatura, que a gente filmou no vídeo passado. Se você quer falar sobre literatura ou escrever, é preciso conhecer os comportamentos dos escritores e precisa saber quais são os livros essenciais que eles leram. Todo o escritor leu, por exemplo, Madame Bovary (do Flaubert), leu Dostoievski, leu Marcel Proust. Pode ser que você não goste destes livros, mas se você quiser se desenvolver nesta área é preciso ter o mínimo de conhecimento deles. Então, fica aqui uma dica para a gente ter mais atenção para esses códigos sutis nas áreas que a gente quer desenvolver, é essencial que você observe o tipo de comportamento e as linguagens pra progredir e não limitar o seu desenvolvimento nessas áreas. A partir do momento em que a gente começa a conhecer esses códigos, é como se todo o conhecimento do grupo ‘escorresse’ até você, o grupo começa a fluir conhecimento, a te ensinar mais e aí você começa a aprender mais nesta área porque é como se você tivesse uma ligação com o inconsciente coletivo daquele grupo e para acessá-lo é necessário conhecer determinados códigos e esses códigos são grupais e sutis que a teoria se propõe a explicar um pouco mais. Obrigado e até o próximo vídeo!”      

Podcast de Yoga | 9 jan 2021 | Daniel De Nardi

Problemas Reais – Podcast #36

Problemas Reais - Podcast #36   Nesse episódio falaremos das diferenças entre os problemas reais e os que existem apenas na nossa cabeça. https://soundcloud.com/yogin-cast/problemas-reais-podcast-36   Links   Schubert   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   TRANSCRIÇÃO   Problemas reais – Podcast #36 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 36º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, um podcast semanal a respeito de yoga e da busca pela nossa verdadeira natureza. Agora você está ouvindo “Sinfonia Inacabada” ou “Sinfonia Incompleta” de Schubert. Conforme eu falei no episódio passado, sobre arte, em que a arte vai sendo construída em cima de uma tradição e ela depende de esforço, depende do desenvolvimento de técnica pra daí sim expressar a verdadeira natureza daquele artista. Haydn e Mozart estudaram os seus antepassados, estudaram, por exemplo, Bach. E depois, os seguinte a Mozart e Haydn, estudaram eles também, caso de Schubert. Schubert viveu boa parte da sua vida na mesma cidade que Mozart viveu, Viena, que naquele momento histórico (final do século XVIII), Mozart morre em 1791 e Schubert nasce em 1797. Então, Schubert também estudou muito Mozart, ele apreciava bastante Mozart e ele foi um momento de transição da música de Mozart para a música de Beethoven. Schubert também conheceu Beethoven, ambos reconheceram a genialidade que o outro tinha e se admiravam. O ponto é que quando há momentos de dificuldade, quando a gente passa por momentos de perigo real, como a gente passava anteriormente vivendo na selva e quando a gente estava em situação de perigo, a gente não reflete realmente a nossa verdadeira essência, a gente vai lutando desesperadamente e pra sobreviver àquele momento. E tem que ser assim porque se não for, quando existir um perigo real se não lutar para sobreviver e ficar só tentando observar e tentando meditar sobre o que está acontecendo, não haverá sobrevivência. O perigo real exige uma necessidade de ação real. O ponto é que a maior parte dos perigos que a gente coloca na nossa cabeça pra funcionar, não são perigos reais, são perigos que a gente cria na nossa cabeça. Você fica com aquela pré-ocupação, é uma preocupação anterior a algo que vai acontecer, e fica remoendo aquilo dentro do seu cérebro, sempre achando que o perigo e iminente e vai te afetar a vida. Mas se parar realmente para pensar, os perigos reais que vão afetar a sua vida são muito raros, como sempre foram. E hoje em dia, ainda mais, se comparado aos nossos antepassados que viveram há dez, quinze, trinta mil anos atrás, eles viviam no meio da floresta. Eles tinham perigos reais mais constante que nós temos, hoje boa parte dos perigos e das ameaças que nos incomodam e nos deixam remoendo pensamentos, fazem parte de uma criação de um perigo ideológico, que não se reflete na prática. Então, essa mensagem de hoje é nesse sentido, do quanto a gente dá atenção grande, projeta enormemente um perigo que muitas vezes não é tão grande quanto ele é realmente. Só que a nossa mente tem essa capacidade porque ela entra num processo de proteção, de busca pela sobrevivência dos instintos e ela passa a atuar especificamente nesse drive, nesse sentido de sobrevivência, só que nem sempre eles são perigos de sobrevivência. Muitas vezes, são pequenas coisas que merecem uma ação, mas que não mereciam uma grande preocupação. E a dica aqui é uma observação, sempre que a sua mente entrar nessa linha de desespero ou de pensar muito em escassez, faça uma reflexão se o perigo é real ou se é apenas uma criação da mente. Mantendo uma ação sobre aquilo que precisa ser feito, não necessariamente com preocupação, você vai fazendo os ajustes que são importantes, mas não deixe que a projeção do perigo tome conta das suas atitudes. Fico por aqui lembrando que nos dias 28 e 29 de outubro teremos aqui em São Paulo o Yoga Lifestyle BR, o maior evento de yoga do Brasil. Um evento que está sendo liderado pela Mayara e que vai contar com a presença de grandes personalidades do yoga (vou deixar o link aqui para quem quiser consultar a programação). Terá a presença do Pedro Franco, da Monja Cohen, a Liana, que vem da Austrália e diversos professores qualificados, então vai ser um grande evento. Para a inscrição, é o mesmo link, quem quiser pode usar um cupom de desconto com o meu nome, então quando você entrar no link é só digitar “Daniel” e, assim você terá um desconto de 10% no evento. A música, “Sinfonia Inacabada”, é porque Schubert passou durante a sua vida diversos momentos de muita dificuldades, dificuldade real como a financeira. Em boa parte da sua vida ele foi bancado pelos seus amigos, que acreditavam no talento dele, mas ele em vida não foi reconhecido, só houve reconhecimento após a sua morte. Ele sempre compôs, passou a vida inteira realmente exercendo a arte dele e teve problemas reais. Pode-se pensar que não acabar uma sinfonia é um problema real, mas no fundo acabou não sendo porque a Sinfonia Inacabada é a maior obra dele conhecida no mundo. Uma boa semana, nos vemos na semana que vem. Ohm Namah Shivaya!

Podcast de Yoga | 7 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos – Podcast #47

O Yoga e a Reprogramação de Condicionamentos - Podcast #47   Nesse podcast falaremos sobre a proposta do Yoga para agir com menos condicionamento e mais liberdade e autenticidade.       LINKS   Série de podcast gravada na Índia   https://yoginapp.com/diariodeumyoginpelaindia/#   Podcast sobre sentidos https://yoginapp.com/ilusao-dos-sentidos-podcast-45/   Livro Mindset     Resumo do livro Mindset Livro ???? sobre reprogramação de condicionamento. @ResumoCast https://t.co/E83O1QiteE — Daniel De Nardi (@danieldenardi) December 22, 2017 Cânone substantivo masculino 1. mús tipo de composição polifônica em que uma melodia é contrapontada a si mesma. 2. mús peça de canto coral em que as várias partes repetem a parte inicial, em tempos diferentes. 3. norma, princípio geral do qual se inferem regras particulares. 4. p.ext. maneira de agir; modelo, padrão. 5. p.met. lista, catálogo, coletânea. 6. dir.can decreto, conceito, regra concernente à fé, à disciplina religiosa. 7. p.met. dir.can conjunto dos livros considerados de inspiração divina. 8. litur.cat uma das partes em que se divide a Santa Missa. Play list da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Transcrição: O yoga e a reprogramação de Condicionamento – Podcast #47 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e está começando o 47º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Você está ouvindo Cânone. Você já deve ter ouvido esta música antes, ela é muito conhecida, uma das mais conhecidas da música clássica. Apesar disso o seu compositor, Johann Pachelbel, fez pouca coisa expressiva além dessa música. Uma música simples que vai se repetindo, e ganha uma melodia belíssima, que se repete, como um cânone, algo que tenha que ser seguido. É uma música que me agrada, eu gosto muito, já a conheço a algum tempo, porque é uma música que a gente escuta muito como tema de filmes, na televisão, em todos os lugares. Esta é uma música bastante usada deste compositor. Este episódio era para ser o que eu gravei na semana passada com o meu irmão sobre yoga e surf. Quem acompanhou nas redes sociais, a gente fez uma gravação que ficou muito boa, foram mais de quarenta minutos trazendo insights sobre as relações de surf e yoga, sobre a atitude de iogue, só que quando fui transferir o arquivo para o computador acabei perdendo toda a gravação. O meu irmão tá indo viajar, vai voltar dentro de alguns dias, e a gente vai tentar regravar, só não acho que vamos conseguir chegar aos insights e a qualidade do que foi gravado, mas talvez seja melhor, quem sabe...Não tenho nada registrado, apenas na memória, me lembro de algumas perguntas que fiz, então com isso vou conseguir trazer o assunto que ficou muito interessante, mas o que foi, foi. Nunca me preocupei muito com registros, até a minha viagem para a Índia, em 2015, eu nunca havia levado uma câmera fotográfica numa viagem, tirava fotos apenas com o celular. A partir desta viagem, que eu gravei uma série de podcasts chamada “Diário de um iogue”, em que eu conto cada parte da viagem, a partir daí comecei a ver o valor que há no registro. De a gente registrar seja por voz ou por imagem os momentos que são importantes para a nossa vida. Falamos no episódio passado sobre os sentidos, do quanto eles nos engano e de como eles não são a real expressão da nossa verdadeira natureza, mas os sentidos constrói um valor para a vida, a partir das coisas que a gente percebe do mundo que a gente vai dando uma direção para a nossa vida e construindo. Então, reviver momentos que foram importantes, que foram marcantes é uma construção da nossa identidade, então é algo que vale a pena.  A viagem para Índia fez com que eu tivesse interesse por registrar em imagens e áudios. Não por uma neurose, tem gente que vive pelo registro. Acho que o registro tem que ser a consequência de se ter vivido um momento importante, um momento que vale a pena ser registrado. Há um tempo atrás eu havia dito sobre um projeto, acabei até por dar a data de estreia, que acabei não cumprindo, mas isso vai sair, chamado “Yoga Falado”. A ideia desse projeto consiste em gravar em áudio os mais de 500 artigos que temos disponibilizados no YogIN App. Nós vamos começar este processo em 2018, ainda sem previsão de datas, para que não haja descumprimentos. É algo que quero fazer e que acho relevante porque ler um texto é algo que demanda muito tempo, muita atenção, uma exclusividade que nem sempre as pessoas tem. Ouvindo, podemos interagir com outras atividades como, por exemplo, dirigir, lavar louça, arrumando o quarto, na academia ou correndo. Não terá a mesma qualidade de uma leitura, até porque a leitura exige um foco maior, mas a mensagem é passada de ambas as formas. Eu mesmo estudo muito em áudio (audiobooks ou podcasts) e pra mim é um tipo de informação que fica, ela realmente é assimilada. Reconheça que quando leio assimilo mais, mas tem determinados assunto que eu gostaria de aprender, mas que não conseguiria parar um tempo e fazer exclusivamente isso, por exemplo, astronomia. Eventualmente escuto um podcast sobre o assunto, mas nunca vou parar a minha rotina para ler um livro de mil páginas sobre astronomia. Então o yoga, talvez, não seja o interesse maior neste momento para você. Ou talvez você seja professor e precise ler o artigo para se aprofundar. Ou, ainda, talvez você se interesse por yoga como eu me interesso por academia ou como um exercício complementar, tudo isso é válido, não podemos exigir uma atenção plena, cada pessoa tem a sua vocação para se dedicar exclusivamente a uma atividade, o yoga tem interesse e é nesse caso que a parte gravada, o áudio, irá ajudar na compreensão. Então a gente vai fazer este projeto e hoje vou fazer uma pequena experiência aqui. Recentemente ouvi um podcast que é um resumo sobre o livro Mindset, a ideia do livro (vou disponibilizar tanto o link do livro quanto o do podcast) é que nós temos uma programação que foi injetada quando éramos crianças. De como devemos reagir a uma agressão, de como devemos ficar quando terminam um namoro com a gente, existe uma programação que é a junção de várias influências, seja dos nossos amigos mais próximos, seja da nossa família, dos nosso professores, e aquilo tudo vai fazer com que agimos de uma determinada forma. Mas essa maneira de agir nem sempre expressa o que de fato queremos no momento ou o que é a nossa verdadeira natureza. Muitas vezes essa maneira de expressar só é o reflexo do que se aprendeu. Por exemplo, no meu caso, o meu pai como muito rápido e eu sempre sentava na frente dele, isso fez com que eu tivesse uma tendência a me alimentar rapidamente. Existem vários desses padrões que absorvi, que faço muitas vezes involuntariamente. O livro (Mindset) tem como proposta se fazer uma reprogramação, verificar determinados pontos da vida e fazer uma reprogramação sobre eles. Não é algo fácil, ´mas é algo que se você se observar alguns tipos de comportamentos pontuais você conseguirá mudar. Você pode ver que determinado comportamento ou postura que tenha não te agrada e quando você tiver dentro da situação você poderá alterá-la a partir da consciência sobre aquele ato. Efetivamente no momento em que agimos há um segundo de lucidez, há um segundo em que a gente pode mudar de atitude e descondicionar. Existem experiências, algo que falei bastante no episódio passado, em que pesquisadores fazem uma série de perguntas para as pessoas e, dependendo de como é a reação dos neurônios daquela pessoa eles já sabem como ela vai responder. “Na década de 1980, o neurocientista Benjamin Libet fez um experimento mostrando como as decisões racionais ocorrem segundos depois de processos neurais inconscientes se ativarem, descoberta que colocou em xeque nossa capacidade de livre-arbítrio. De lá para cá, munidos de aparelhos de ressonância magnética, outros cientistas analisaram cérebros de voluntários e comprovaram a hipótese de Libet. Eles constataram que, quando uma pessoa faz uma escolha consciente, como apertar um botão, o inconsciente dela já decidiu. A atividade cerebral ligada àquela decisão começa até 10 segundos antes de você ter como verbalizar aquela decisão.” Eles colocam a foto da Malu Mader e de um Gorila, então eles perguntam “Quem é a mais bonita?” você responder que é a Malu Mader, daí eles já sabem qual é a região do seu cérebro que ativa. Em outro momento eles fazem o mesmo experimento, só que no ato da resposta trocam a foto da Malu Mader pelo do gorila, então você tenta justificar a escolha, mas no fundo a decisão já havia sido tomada, independente da coerência, só que você justifica de uma forma elaborada mentalmente. Mas uma nova pesquisa demonstrou que: “(...) Pesquisas recentes têm questionado a soberania do inconsciente. Em alguma medida, seríamos capazes de “vetar” uma escolha tomada pelo lado oculto da mente. Foi o que mostrou uma experiência do neurocientista John-Dylan Haynes, do Centro Bernstein de Neurociência, em Berlim. O cientista monitorou o cérebro de voluntários enquanto eles disputavam um jogo contra um computador (um game bem simples, de apertar um botão). O computador conseguia detectar que a pessoa ia apertar o botão, vários segundos antes de ela efetivamente apertar. A máquina tinha tempo de reagir a isso e, em tese, ganhar 100% das partidas. Mas não foi isso o que aconteceu. Os voluntários foram capazes de interceptar, e cancelar, a ordem de apertar o botão que havia sido emitida pelo inconsciente e, com isso, driblar o computador e vencer o jogo. ‘Nosso estudo mostra que a liberdade é muito menos limitada do que se pensava. No entanto, há um ponto de não retorno no processo de tomada de decisão, em que cancelar o movimento não é mais possível’, disse Haynes. Ou seja: o inconsciente está no comando, mas existe uma janela dentro da qual é possível manobrá-lo. Mesmo quando não der, não é o fim do mundo. Consciência e inconsciente, afinal, são partes da mesmíssima coisa.” Embora este condicionamento seja a coisa mais automática e mais forte, aquilo que a gente vai efetivamente responder, existe um segundo de lucidez antes, existe um segundo em que você pode mudar a atitude e mudar o seu comportamento, reprogramar a sua reação para determinadas áreas que você não está satisfeito hoje com o tipo de reação. Então esse livro é recente, acho que deve ter cerca de cinco ou dez anos, mas esse tipo de pesquisa dos condicionamentos já vem sendo trabalhado na Índia, o conceito de sâmskara e de vasanah sempre fez parte do hinduísmo, sempre fez parte da inteligência indiana, porque o que eles acabavam vendo é que se a gente só responde a uma tendência natural do comportamento, nós nunca teremos a libertação, não iremos sair desse condicionamento, vamos apenas reproduzir a vontade dos desejos e da mente e nunca conseguir fazer algo superior como, por exemplo, descansar a mente. Se a mente está condicionada a sempre pensar, você não vai conseguir simplesmente pará-la, vai precisar descondicioná-la. O descondicionamento é parte do processo de desenvolvimento indiano, à medida que você tem mais consciência e toma cada decisão com mais presença, com mais relação com a sua verdadeira natureza. E então eu escrevi um artigo há algum tempo chamado “Yoga e a Capacidade de Auto Reprogramação”. Vou ler ele. Não sei ainda como vai ser, exatamente, o modelo do Yoga Falado, aceito sugestões – se posta apenas o artigo ou se faço comentários...Embora as pessoas prefiram com comentário, acredito que ele possa induzir a uma análise do texto, como hoje estou lendo para o podcast, farei alguns comentários para finalizar. “YOGA E A CAPACIDADE DA AUTO REPROGRAMAÇÃO Patanjali, considerado o pai do Yoga, termina suas explicações escritas ensinando Kaivalya (liberdade absoluta), objetivo final do YogIN. Mas como as técnicas e os ensinamentos do Yoga, que foram evoluindo desde Patanjali podem ajudar o praticante em seu objetivo de libertação? O pensamento indiano sempre esteve muito atento a questão dos condicionamentos (vasanas) e como desfazer esses condicionamentos para se aproximar da essência (purusha). A maior parte desses condicionamentos são desenvolvidos durante a juventude. Comportamentos aprendidos a partir de observação e repetidos por puro hábito e adaptação. Imagine um programa de computador que fica sendo programado durante 10 anos e quando a tecla “Enter” é acionada, o programa entra num loop apenas repetindo funções programadas. Exagero sim, mas vale a questão do quanto temos de livre arbítrio. O YogIN parte numa aventura investigativa do que realmente é seu purusha, o seu eu, e o que lhe foi programado de fora. O Yoga pode ser comparado a um aprendizado de um tipo de programação. A programação em que nos foi colocado condicionamentos comportamentais. Se você vai usar um programa no seu computador e não conhece programação, pode apenas seguir os comandos pré-programados. Mas se você conhece a forma como os softwares são desenvolvidos (open source software que são aqueles em que o código fonte é aberto para todo mundo mexer – se não entendeu essa parte pense num Windows que todo mundo pode mexer), esse tipo de programa, open source, pode ser alterado por qualquer um. Precisa conhecer os padrões usados e como eles se repetem. Pode, assim, montar um novo programa em cima do que recebeu. O Yoga é uma forma de reprogramar o comportamento mais de acordo com as direções da consciência. Patanjali fala desse tipo de “reprogramação” no Yoga-Sutra, no versículo 3. ‘A serenidade da mente é conquistada com a amizade com os felizes, compaixão com os infelizes.’ O que se sabe, sente ou pensa pode ser reprogramado. Construir novos padrões de comportamentos dependem de auto-observação, uma habilidade bastante treinada na prática do Yoga. Numa época chamada de Renascimento do Yoga (século VII), os tântricos começaram a experimentar no corpo o direcionamento de sensações. Entenderam que se conseguissem dominar vontades, dominariam a instabilidade da mente e estariam livres para a revelação do EU. Asanas, as técnicas corporais do yoga, e os pranayamas, os respiratórios, são exemplos de exercícios que ensinam o YogIN a conduzir suas sensações. Num determinado treinamento respiratório o praticante inspira e quando sente vontade de soltar o ar, segura mais um pouco, treinando sua mente a atender a comandos pessoais. Quando o praticante deita-se em shavasana (postura de relaxamento) entra num estado de menos interferência dos sentidos externos. Pode relaxar o corpo e direcionar sua atenção para um padrão comportamental. Como há menos interferência dos sentidos (pratyahara) o YogIN observa melhor como o condicionamento foi construído e reprograma-se para agir diferentemente na próxima oportunidade. Durante este período, o conceito de Kundalini ganhou bastante visibilidade na literatura do Yoga. Como uma poderosa energia criadora parece-se muito com o conceito de Eros da psicologia. Ambas associadas a instintos e criação artística. Os YogINs não se contentam apenas em estimular a Kundalini, mas domá-la e conduzir esta energia para o caminho espiritual. O sexo tântrico, tão alardeado no Ocidente, nada mais é que uma continuação desse objetivo de conduzir ações, desejos e pensamentos. O loop dos condicionamentos dificulta qualquer mudança de rumo. Mudar condicionamentos é uma habilidade que as técnicas do Yoga estimulam. A prática do Yoga, desperta vontade de mudar hábitos. É até engraçado, pois ninguém nos obriga a isso, mas quando percebemos, estamos escolhendo alimentos mais saudáveis no supermercado. A prática desperta uma vontade de fazer coisas diferentes que você nem sabia que gostava, ou que sempre soube mas acabou nunca agindo para isso. A prática do Yoga vai nos dizendo muito mais sobre nós mesmos. Faz parte do objetivo de revelar o Eu, trazê-lo para o dia a dia, para a vida. Parar um tempo para observar a respiração é uma forma de contato com as emoções. A respiração influencia as emoções e vice-versa. Aquietar as emoções e observá-las é um dos objetivos da prática. Como cada praticante vai conduzir o aprendizado da observação é algo totalmente pessoal, mas o Yoga te dá a chave para um estado. Um estado de aquietamento e relaxamento que permite uma observação melhor de si mesmo. O Yoga ensina a observar padrões comportamentais para reconstrui-los conforme aspirações pessoais. Reprogramar-se para ser o que você sabe que pode ser.” Então aqui nós finalizamos este episódio. A minha dica é que você use esta técnica de reprogramação na sua vida, isso não é algo complexo, você vai simplesmente nos próximos dias, antes de dormir ou num estado de relaxamento durante a sua prática de yoga, escolher um único hábito e visualizá-lo. Em seguida irá visualizá-lo novamente, mas mudando a sua atitude diante dele, trocando a resposta do condicionamento, agindo de forma mais condizente com aquilo que você verdadeiramente é e não com o que foi programado nos seus comportamentos. Até a próxima, Ohm Namah Shivaya!  

Podcast de Yoga | 6 jan 2021 | Daniel De Nardi

SÁBIAS PALAVRAS – Podcast #94

SÁBIAS PALAVRAS - Podcast #94 Neste podcast falaremos sobre a força das palavras e o quanto elas podem moldar nosso mundo interno e externo.   LINKS     Curso online de Formação em Yoga https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Filme A Chegada Músico Olafur Arnalds   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa Playlist do Spotify com as músicas da série Perfil do Instagram da série Experimente o YogIN App por 14 dias https://yoginapp.com/planos/   TRANSLITERAÇÃO   Boa parte da compreensão que temos do mundo vem  de imagens. A visão é o sentido que mais colhe informações para os nossos pensamentos. Quando lemos, estamos codificando uma imagem, que compreendemos que tem um som e que signifique algo. Isso cria nossos pensamentos e conduz nossas ações. Não são só as palavras, mas imagens que mudam nosso comportamento. Esse podcast começou a ser concebido na semana passada quando comecei a utilizar para prática de pranayama o um álbum do compositor Olafur Arnalds chamado … and they have escaped the weigth of darknewss em que a capa tem uma imagem que se parece com o os caracteres que os alienígenas do filme A Chegada usam para se comunicar com os humanos. A imagem me lembrou do texto que escrevi quando vi esse filme. Comecei a reler o texto e ele remetia a um outro texto que escrevi há mais tempo no meu blog. Em Para Onde nos Levam as Palavras, uso como exemplo da força que esses códigos possuem sobre o nosso comportamento, o musical My Fair Lady, que no cinema foi interpretado por Audrey Hepburn. Esse texto que abrirá a Reflexão de hoje. Pesquisando sobre Olafur Arnalds descobri que não é dele a trilha sonora do filme, e o álbum que usa a imagem é de 2010, mas se parecem tanto, que certamente serviu de inspiração para o diretor de arte de A Chegada. Olafur Arnalds é um jovem compositor islândes que já fez turnê com o Sigur Ross o que me deu a ideia do próximo podcast, mas isso vamos deixar para semana que vem. Agora vamos falar das palavras. Olafur Arnalds é um jovem compositor islândes que já fez turnê com a banda Sigur Ross e fez a trilha sonora de um musical em homenagem a Ernest Shackleton, isso me deu a ideia do próximo podcast, mas isso vamos deixar para semana que vem. Agora vamos falar das palavras.     Para onde nos levam as palavras My Fair Lady, interpretada no cinema pela musa Audrey Hepburn, surgiu muito antes como musical da Broadway. Os musicais assim como as óperas tem um grande obstáculo na construção de enredos - a música. O principal tema, ocupa muito espaço dentro da trama o que dificulta um enredo mais elaborado. Entretanto, My Fair Lady, com a simplicidade de um musical (queria por dos anos 30 para ficar igual a música do Legião Urbana mas não deu) do início do século XX consegue passar uma mensagem a um só tempo importante e profunda. Na trama, Henry Higgins, um culto professor de fonética, conhece Eliza Doolettle, moradora de rua e vendedora de flores, e aposta com seu amigo que consegue transformá-la em uma dama (Fair Lady) em apenas 6 meses. Na sociedade de hoje, em que a classe emergente ocupa cada vez mais espaço na hierarquia social mesmo não tendo a bagagem que era exigida outrora, poderíamos questionar - Seis meses? Para que tanto, basta um banho de loja na Quinta Avenida e ela já estaria pronta. Para parecer uma dama sim, apenas um cartão de crédito ilimitado já seria suficiente para Doolete. No entanto, Henry sabia das coisas e como descobrimos ao longo da história, sua intenção não era apenas levá-la numa festa como um enfeite e enganar sua procedência.  Por onde Higgins começou? Roupas, curso de etiqueta, restaurantes e lugares badalados? Não, nada disso - linguagem. Sim, as palavras que ela usaria e como pronunciaria tais palavras, isso a mudaria de fato. Mudaria a forma que ela veria o mundo, mudaria a forma como o mundo a veria.  O professor não queria apenas que Eliza fala-se o inglês da nobreza britânica, mas desejava transformá-la. A forma como dizemos as coisas e que expressões usamos para dize-las fala muito mais sobre nós mesmos que aquilo que estamos dizendo.  E mudar significa necessariamente modificar o padrão dos pensamentos. E as palavras são a matéria-prima dos pensamentos, logo, um vocabulário mais elaborado é o que permite uma linha de pensamento mais complexa.     \"Não é exagero afirmar que um casal que haja lido Garcilaso, Petrarca, Góngora e Baudelaire ama e usufrui mais do que outro, de analfabetos semi-idiotizados pelas séries de televisão.\" Vargas Llosa  Como disse Vargas Llosa acima, a leitura, que vai nos acrescentando vocabulário e consequentemente clareza nos pensamentos e na comunicação, irá contribuir não apenas para nosso desenvolvimento profissional, mas como amantes, amigos, companheiros de conversa. As palavras são poderosas, elas mandam no mundo e mandam em nós também. Não despreze o poder das palavras elas mudam as pessoas.     A transformação pela comunicação Escrevi aqui no blog, um outro artigo sobre comunicação chamado Para onde nos levam as palavras, o título é ruim, mas a ideia central é boa e por isso vou aprofundá-la um pouco mais no texto de hoje usando como pano de fundo um outro filme. Se você ainda não leu  Para onde nos levam as palavras, vale a pena. O texto também se baseia num filme, My Fair Lady,  para explicar sobre a importância da comunicação e o poder que ela tem de transformação. A comunicação é uma ferramenta muito importante para o autoconhecimento. Conseguir exprimir em palavras aquilo que se sente ou que se pensa é essencial para a auto compreensão. O ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa em seu artigo Em Defesa do Romance fala exatamente disso (a citação longa, foi inevitável)   Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela. Nenhuma outra disciplina, nenhum outro ramo das artes, pode substituir a literatura na formação da linguagem com que as pessoas se comunicam. Os conhecimentos que nos transmitem os manuais científicos e os tratados técnicos são fundamentais; mas eles não nos ensinam a dominar as palavras nem a exprimi-las com propriedade: pelo contrário, amiúde são mal escritos e revelam certa confusão linguística porque os autores, às vezes eminências indiscutíveis em sua profissão, são literariamente incultos e não sabem se servir da linguagem para comunicar os tesouros conceituais de que são detentores. Falar bem, dispor de uma linguagem rica e variada, encontrar a expressão adequada para cada ideia ou emoção que se queira comunicar, significa estar mais preparado para pensar, ensinar, aprender, dialogar e, também, para fantasiar, sonhar, sentir e emocionar-se. De uma maneira sub-reptícia, as palavras reverberam em todas as ações da vida, até mesmo nas que parecem muito distantes da linguagem. Isso, na medida em que, graças à literatura, evoluiu até níveis elevados de refinamento e de sutileza nas nuances, elevou as possibilidades da fruição humana, e, com relação ao amor, sublimou os desejos e alçou à categoria de criação artística o ato sexual. Sem a literatura não existiria o erotismo. O amor e o prazer seriam mais pobres, privados de delicadeza e de distinção, da intensidade a que chegam todos aqueles que se educaram e estimularam com a sensibilidade e as fantasias literárias. Não é exagero afirmar que um casal que haja lido Garcilaso, Petrarca, Góngora e Baudelaire ama e usufrui mais do que outro, de analfabetos semi-idiotizados pelas séries de televisão.   Se você pensar numa divisão de mundo entre tangível (material) e intangível (ideias), a comunicação é a ponte entre esses dois universos. Sem um arsenal de palavras e construções verbais que consigam dar significado aos acontecimentos ou ideias, os dois mundo parecerão linhas paralelas que andam juntas, mas nunca se encontrarão. Sem conhecer esses códigos (palavras) a pessoa terá muita dificuldade para entender o que se passa com suas sensações e também de compreender fenômenos externos que também afetam sua vida. Estudos da psicologia consideram que a formação do EU só começa a acontecer depois que o bebe pronuncia suas primeiras palavras. Antes disso, ele não consegue vivenciar sua individualidade. Sem as palavras ainda se sente totalmente parte da mãe.   A palavra, determina. A comunicação é a ferramenta que faz ideias abstratas se tornarem realizações concretas. A palavra, seja ela pensada, escrita ou pronunciada que permite que os acontecimentos sejam compreendidos. A busca da auto compreensão passará necessariamente pelo desenvolvimento da linguagem. Dialogar com o corpo e compreender mais a fundo as sensações é algo que a prática do Yoga faz em todos os tipos de exercícios. O que é um asana se não uma forma de aprendizado do diálogo corporal. No Hinduísmo há uma crença de que para que algo exista, precisa ter nome e forma. Isso inclui também conceitos abstratos que também precisam ser nomeados e representados como símbolos visuais. O que é a sabedoria para os hindus? Saraswati. A representação envolve a imagem numa ambientação de música, arte, iluminação e poder. A linguagem visual constrói o conceito de forma mais clara, deixando pistas de como se chegar à sabedoria. O processo é o mesmo com as palavras, elas criam conceitos na nossa cabeça que aproximam nosso imaginário daquilo que estamos percebendo. Quando você sente um medo e consegue externa-lo com palavras estará mais próximo de vencê-lo, se esse for seu objetivo. O filme A Chegada, do diretor Denis Villenueve (que já produziu obras-primas como Incêndios e  Blade Runner 2, quebra todos os paradigmas da forma como nos comunicamos e como isso interfere na forma de vermos o mundo. O tema de A Chegada passa pela comunicação entre Nações e como o comportamento influencia a forma como cada indivíduo expressa o que sente.    

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