Blog

yoga


Dicas de Yoga | 6 dez 2020 | Equipe YogIN App

Corvo Invertido – Como Fazer

Corvo Invertido -- Variação de Bakasana Está parecendo difícil, não é mesmo?   No Yogin App você encontra todos os níveis de dificuldade, aulas que começam para iniciantes e vão até o nível mais avançado do Yoga!   Namastê ॐ

Filosofia do Yoga | 5 dez 2020 | Daniel De Nardi

Um grande Desafio: O Autoconhecimento

Um Grande Desafio - O Autoconhecimento Shiva, o todo-poderoso deus hindu, aparece em uma das suas representações mais conhecidas, a Natarája, dançando. Enquanto baila, com um dos pés subjuga um pequeno demônio. Vale lembrar que esse bailarino um dia viveu e morreu no Noroeste da Índia e por toda a sua contribuição para a cultura local passou à mitologia como uma divindade. O aspecto do mal no qual ele pisa, está representando o maior de todos os adversários humanos na visão indiana. Esse pequeno monstrengo se chama em sânscrito - antiga língua indiana que influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais – Avidya. O nome provem da palavra vidya, que significa conhecimento, sabedoria. Como a letra A aparece antes, e assim como no português pode representar uma partícula de negação, temos como o maior desafiante humano o não-conhecimento ou a ignorância. Mas que tipo de ignorância é essa que vencida por Shiva o tornou sublime a tudo? Qualquer tipo de desconhecimento é prejudicial, mas como não podemos ter toda a informação do mundo, isso sim seria prejudicial, ele se concentrou no ponto mais existencial e importante para a vida, o conhecimento daquilo que realmente somos. Ele conseguiu discernir que por trás de tudo o que vemos, sentimos e pensamos há uma consciência e que ela é que é o nosso verdadeiro EU. No entanto, como estamos muito envolvidos com nosso ego, pensamentos e emoções, acabamos por achar que é isso que somos, e é essa a mais profunda ignorância humana. Quando o ser humano se conhecer melhor boa parte dos problemas que existem hoje na terra desaparecerão. Quando nos conhecermos mais passaremos a cuidar mais dos nossos hábitos e com isto melhoraremos nossa saúde. Nos certificaremos que ajudando outras pessoas a se descobrirem, estaremos ampliando não apenas a felicidade delas, mas a nossa também . Quando aprendermos sobre nossa total ligação com a natureza, o homem parará de destruí-la, pois terá consciência de que nós somos parte dela e ela de nós. O grande desafio do próximo milênio é o reconhecimento da verdadeira essência que somos, conseguiremos isto através de tecnologias da consciência, entre elas posso citar com atestado prático o Yoga e o Sámkhya. No entanto, acredito que cada um deva buscar a sua forma de se aprimorar e ser cada vez mais o que verdadeiramente é.

Pranayama respiracao yogin
Dicas de Yoga | 3 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Respirar para Evoluir – Pranayama

Respirar para Evoluir! Pranayama, a quarta parte do Ashtanga Yoga de Patanjali, significa “expansão do prana”. Prana é a fonte de toda a energia no universo e está presente em todos os elementos da natureza. Prana permeia nosso corpo através do contato com raios solares, solo, água, rochas, cristais, alimentos e ar.  Absorvemos prana a cada inspiração e o redirecionarmos a cada exalação, por isso, pranayama é, através de exercicios respiratorios, utilizado para controlar e expandir essa energia. Este controle é feito nas quatro partes da respiração: a inspiração - puraka; a expiração - rechaka; a retenção cheia - kumbhaka, ou antara kumbhaka; e a retenção vazia - shunyaka, ou bahya kumbhaka.  Pranayama não é apenas realizar exercícios respiratórios de ritmo, é utilizar a respiração para afetar a energia que circula em corpo e mente. Por isso, as diferentes escolas de yoga possuem abordagem diferenciadas para o ensino e uso de pranayama nas práticas. Algumas escolas incorporam técnicas de pranayama na prática do asana desde o início, outras trabalham o corpo físico nos asanas como preparação que antecede o pranayama. Por exemplo Kundalini Yoga e Yoga Integral utilizam pranayama em todas as aulas de todos os níveis. No caso de Iyengar e Ashtanga yoga, o pranayama é ensinado lenta e cuidadosamente, como uma prática separada do asana, quando o professor entende que o corpo do aluno já está pronto para este treinamento.  O principal cuidado neste segundo caso é de verificar se o aluno está pronto para alguns efeitos poderosos do pranayama. Se praticado antes de exercitar seu sistema nervoso em uma prática consistente de asanas, há possibilidade de se tornar muito aéreo, egoico ou até mesmo ansioso com o aumento de energia que o pranayama pode trazer. Mas mesmo não sendo um yogin avançado, podemos usufruir dos benefícios do controle da respiração  Há muito tempo sabemos da influência da mente no estado emocional. A respiração tem relação direta com o estado mental, se estamos calmos, respiramos lentamente e em momentos de tensão, ansiedade e medo, a respiração fica rápida e curta. Nestes casos, o estado mental está influenciando na respiração, mas podemos retomar o controle no movimento oposto, controlando as emoções com a respiração consciente.   Se não há atenção na respiração, então há tendência em ceder as flutuações mentais, gerando emoções relativas ao estado mental descontrolado.  Sem os exercícios respiratórios, a maioria das pessoas respira inconscientemente e superficialmente utilizando apenas uma pequena parte da capacidade pulmonar. Este estado de fluir inconsciente alimenta a atividade mental, provocando ansiedade, estresse e outros males cada vez mais frequentes atualmente.  Uma cadência profunda e ritmada demonstra satisfação, segurança e serenidade. Aprendendo a modificar o ritmo respiratório, podemos sutilizar e modificar emoções, influenciando positivamente no estado de equilíbrio almejado. Entre a inspiração e a expiração acontece um ponto de repouso, um instante de completa satisfação respiratória. É neste ponto que o yogin repousa sua atenção, encontrando um estado de segurança, uma espécie de eixo. Então não importa se é um yogin avançado lidando com as retenções e controle de prana ou se está utilizando os exercícios respiratórios simples para controle mental e emocional. De qualquer forma, ao aplicar o pranayama na sua prática, está seguindo o caminho da estabilidade proposta por Patanjali.  “tataḥ kṣīyate prakāśa-āvaraṇam - Através disto (prática de pranayama) aquilo que encobre a capacidade de percepção desaparece” - Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 2 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Equilibrio, força e leveza – Ubhaya Padangusthasana

Equilibrio, força e leveza - Ubhaya Padangusthasana Quando pensamos em posturas de equilíbrio, geralmente surge na mente diversidades de posturas de pé, a maioria com apoio apenas de um dos pés no chão, como Vrksasana (postura da árvore) e Garudhasana (postura da águia)  A prática destas e outras posturas de pé são importantíssimas no desenvolvimento do equilíbrio físico e mental, mas existem outras formas de lidar com a gravidade que devem ser aprendidas na prática. Ubhaya Padangusthasana é um exemplo de equilíbrio dessa relação incomum com a gravidade.  Ubhaya significa ambos, Pada=pé, angustha = dedão do pé. E leva esse nome pelo “circuito” criado no corpo, conectando dedos das mãos e dos pés no ar. Na prática de Ashtanga Yoga, Ubhaya Padangusthasana é a vigésima oitava postura da primeira série, sendo realizada na parte final da prática. Além de ser uma postura muito bonita e significativa, onde seus pés e rosto estão apontados para o céu, como uma flor buscando a luz, ubhaya padangusthasana ajuda a liberar a energia presa na base da coluna estimulando o prana para o alto. Envolver meus dedos ao redor dos dedos dos pés também desperta tanto o espírito animal como o espírito infantil. O fortalecimento dos músculos abdominais, o alongamento dos isquiotibiais, a abertura do tórax e ombros e a tonificação dos órgãos internos são alguns dos benefícios de ubhaya padangusthasana.  A entrada na postura é feita através de um rolamento partindo de uma invertida sobre os ombros, um movimento que pode levar algum tempo para \"sair\" mas paciência e persistência  também fazem parte da prática.  Usar a sua respiração e os bandhas (a sucção do baixo ventre e a contração do períneo) é fundamental neste movimento de entrada e com o tempo você vai sentir o corpo fluir suavemente da invertida ao equilíbrio. Para entrar em ubhaya padangusthasana, sente-se no tapete, pernas estendidas a frente. Partindo de dandasana, expire e deite-se devagar. Inspire, alcance os braços acima da cabeça. Quando a próxima exalação sair do corpo, levante as pernas retas do chão, levante os quadris e coloque os pés nas mãos suavemente. Inspire , alongue a coluna. Expire com força, enrole a coluna e com um impulso para a frente, apoie entre os ísquios e o cóccix  e equilibre-se. Inspire enquanto você encontra seu ponto de equilíbrio.    Uma vez equilibrado no estado do asana, afaste as pernas do rosto, aponte os dedos do pé e resista com os braços. Crie a sustentação na coluna e no coração, como se você pudesse elevar o esterno através do espaço entre seus braços. A sensação no tronco deve ser de tentar recuar, enquanto a barriga baixa recolhe intensificando os bandhas para criar equilíbrio e estabilidade. Leve suavemente o olhar entre as sobrancelhas. Cinco respirações aqui; esse é o estado do asana. Se entrar na postura da forma tradicional está muito desafiador ainda, você pode testar seu equilíbrio começando por posturas sentadas: Partindo de Baddha Konasana, segure os dedos em suas mãos e estique as pernas para cima juntando os joelhos para dentro dos cotovelos.  Apoie-se entre os ísquios e o coxis no chão e puxe a barriga para encaixar a postura  Inspire esticando as pernas e puxe o baixo ventre mais profundamente, deixando a coluna alongada.   Para executar Ubhaya Padangusthasana, a força abdominal e o controle do core são necessários para manter as pernas 60 graus em relação ao chão, equilibrando o corpo. O alongamento dos isquiotibiais permite a extensão completa das pernas. Por isso, se você busca a correta execução da postura, mas ainda sente deficiência em um destes pontos, mantenha paschimottanasana e navasana na sua prática diária.   Conforme ganha força no tronco e segurança no equilíbrio, trabalhe para alcançar seus pés com as mãos a partir de navasana. Com a prática, Ubhaya Padangusthasana te proporcionará uma profunda conexão entre mente e corpo através deste equilíbrio e força unidos e traduzidos na leveza desta bela postura.   Boas praticas!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 1 dez 2020 | Daniel De Nardi

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? – Yoga Falado#24

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? - Yoga Falado#24   Professores de Yoga costumam falar bastante sobre a utilização das técnicas, especialmente as respiratórias, no controle das emoções. Embora as evidências do que já vivenciei e os depoimentos dos meus alunos já sejam suficientemente fortes para afirmar que isso de fato funciona, fui atrás de alguma pesquisa científica que provasse isso. Pesquisas científicas não são tão comuns no Yoga e o motivos é que não há um real interesse por parte de quem normalmente financia este tipo de trabalho - Estado e indústrias. Nenhum remédio novo será desenvolvido com o que será descoberto (pode ser até que alguns tornem-se inúteis), nenhum aparelho novo poderá ser vendido, acho que deu para entender. Para nossa sorte, há alguns voluntários comprometidos em trazer à luz da ciência aquilo que acontece em cima dos mats. Muitos desses estudos foram apresentados por William J. Broad, articulista do New York Times e autor de A Nova Ciência do Yoga.      Leia mais sobre exercícios respiratórios aqui. Esta pesquisa foi realizada por Khalsa, yogin e neurofisiologista da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.   \"Khalsa trabalhou em estudos talhados para verificar se o ajustamento do estado emocional poderia ter benefícios demonstráveis para carreiras e estágios diversos da vida. Um centrou-se em músicos. Khalsa fez sua investigação com professores de Kripalu e focalizou a pesquisa em um renomado estabelecimento logo na rua dos centros de yoga de Berkshire — Tanglewood, a casa de veraneio da Orquestra Sinfônica de Boston e sua academia de estudos avançados para jovens músicos. O objetivo era verificar se fazer yoga poderia ajudar os iniciantes a dominar uma fobia de palco em geral, e, mais especificamente, ter um melhor desempenho diante do público exigente que ia à Tanglewood para os concertos de verão. Em 2005, Khalsa e Stephen Cope, de Kripalu, recrutaram dez voluntários dos prestigiados programas de bolsistas de Tanglewood. Os cinco homens e cinco mulheres tinham idades entre 21 e 30 anos, a média logo acima dos 25 anos. Isso incluía cantores, assim como aqueles que tocavam violino e viola, trompa e violoncelo. Por dois meses, os dez voluntários seguiram o treinamento de Kripalu. As opções incluíam sessões matinais e vespertinas sete dias por semana, uma sessão noturna semanal, uma sessão de meditação de manhã cedo e refeições vegetarianas em Kripalu. A pesquisa também incluía bolsistas recrutados como integrantes do grupo de controle que não tinham treinamento em yoga. Os resultados, embora não sensacionais, eram estimulantes, como Khalsa e Cope relataram em seu artigo científico de 2006. O artigo avaliava a performance da ansiedade que os músicos sentiam nas sessões de ensaios, de prática em grupos e em solos. Os yogis não apresentaram diferenças do grupo de controle em ensaios e na prática em grupo, mas de fato demonstraram uma impressionante queda da ansiedade durante os solos. Isso fazia sentido, Khalsa e Cope observaram. A pesquisa mostrou que tal nervosismo era baixo durante os ensaios, moderado em práticas em grupo e alto nas performances solo. Ele e Kripalu responderam com uma pesquisa expandida. Trinta jovens músicos fizeram imersões no yoga, meditação e Kripalu. E se revelou que a prática de dois meses deixou o estado emocional deles ainda mais elevado. Em 2009, Khalsa e seus colegas relataram que os músicos yogis, comparados ao grupo de controle, exibiram provas evidentes de não apenas menos ansiedade nas apresentações, mas significativamente menos raiva, depressão, ansiedade geral e tensão. Eles adoraram aquilo, como os seus antecessores. Além disso, os cientistas rastrearam os alunos um ano após o programa de verão e perguntaram se a vida deles tinha mudado. A maioria relatou que continuou fazendo yoga e meditação, e que toda aquela experiência tinha melhorado suas habilidades em apresentações.\" Quem já experimentou a redução do nervosismo antes de uma competição ou de uma entrevista importante sabe exatamente o que Khalsa provou. Usar as técnicas a seu favor neste momento em que as pessoas literalmente não sabem o que fazer torna-se um grande diferencial competitivo. Experimente!     Ouça também via:

Filosofia do Yoga | 29 nov 2020 | Adri Borges

Mantenha o foco

\"Mantenha o foco não em onde quer chegar mais até onde pode ir...\"   Segundo Iyengar, a maioria das pessoas ao se alongar, simplesmente se estica até o ponto que deseja alcançar. Automaticamente me lembrei do Padangusthasana . Quando realizamos esta postura, queremos de qualquer forma, segurar os dedões dos pés, não é mesmo? Segundo ele, esquecemos de nos estender e expandir a partir do ponto onde se está.  A extensão deve produzir sensibilidade e a sensação de criar espaços em todas as direções. A hiperextensão ocorre, quando se perde contato com o centro, com o núcleo divino. O ego quer simplesmente esticar-se para poder alcançar aos mãos no chão em vez de alongar-se gradualmente desde o centro. Ele completa dizendo que, cada movimento deve ser uma arte ,da qual o Eu é o único espectador. o importantes é manter a  atenção dentro, não fora, sem se preocupar com o que os outros vêem, mais sim com o que o Eu vê. “Não se fixe em quanto gostaria de se alongar mas em alongar-se corretamente.Mantenha o foco não em onde quer chegar mais até onde pode ir com a extensão dinâmica.” A extensão não deve ser nem demais e nem de menos. Se uma coisa se estica demais, outra se estica de menos. Se a hiperextensão vem de  um ego inflado, a extensão insuficiente vem da falta de confiança. Ambas estão erradas. Alongue-se sempre a partir da fonte, do centro, do fundamento de cada asana. Essa é a arte da extensão dinâmica. Não é o yoga que causa lesões; é o jeito de prática-lo que as provoca. Se o espaço momentâneo se torna estreito, significa que você está se machucando. No asana correto não há estreiteza. Mesmo que o seu corpo esteja retesado, você precisa criar espaço. A propósito, deixo aqui registrado o passo a passo na íntegra de como executar o Padangusthasana   Pada significa pé. Angustha é o dedão do pé. Está postura é feita estando de pé e segurando os dedões. Fique de pé em tadasana . Afaste as pernas cerca de 30 centímetros. Expire incline-se para frente e segure os dedões dos pés entre o polegar e o dedo indicador e médio de modo que as palmas das mãos fiquem de frente uma para outra. Segure-os firmemente (foto 43). Mantenha a cabeça erguida, alongue o diafragma em direção ao tórax e deixe as costas o mais côncavas possível.Em vez de esticar-se para baixo a partir dos ombros flexione à frente a partir da região pélvica a fim de obter a concavidade das costas desde o cóccix. Mantenha as pernas rijas sem perder a firmeza nos joelhos e nos deões dos pés. Alongue também escápulas. Faça uma ou duas respirações nesta posição. Agora expire e traga a cabeça entre os joelhos firmando os joelhos e puxando os dedões sem tirá-los do chão (foto 44). Permaneça nesta postura por cerca de 20 segundos respirando normalmente. Inspire vá para a posição do item 2 (foto 43) solte os dedões dos pés e eleve-se.Retorne para tadasana. Os órgãos abdominais são tonificados e as secreções digestivas aumentam enquanto fígado e o baço são ativados. Pessoas que sofrem de sensação de inchaço no abdômen ou de problemas gástricos obterão benefícios com a prática desta postura. Inclua essa postura em suas práticas, Bons estudos,   Namastê |Adri Borges. Bibliografia utilizada: Luz sobre o Yoga B.K.S.Iyengar Luz na Vida B.K.S.Iyengar new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Urdva Dhanurasana
Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

Dicas de Yoga | 24 nov 2020 | Ellen Lima

Trataka: Asanas para os Olhos, Terapia para Mente

TRATAKA: ASANA PARA OS OLHOS, TERAPIA PARA A MENTE Trataka é um dos seis Kriyas (técnicas de purificação interior)  que compõe os shatkarmas descritos no capítulo II do Hatha Yoga Pradipika e capitulo I do Gheranda Samhita. Do sânscrito, Trataka significa “olhar fixamente”. Tem como objetivo limpeza e purificação dos músculos e nervos ópticos através da concentração do olhar em pontos fixos ou através de movimentos específicos com os olhos. Os benefícios físicos são limpeza e tonificação dos músculos e nervos oculares, e mentalmente é um ótimo exercício que prepara para meditação, além de desenvolver maior poder de concentração e força de vontade. O Trataka pode ser feito de três maneiras diferentes: Bahiranga Trataka: exercício externo que consiste em olhar fixamente, sem piscar, para algum ponto específico até que seus olhos lacrimejem. Sentado em posição confortável estique seu braço à frente, mantenha as mãos fechadas apenas com o dedão voltado para cima e olhe fixamente para a unha. Movimente seu braço para a direita e siga o ponto focado apenas com os olhos (sem movimentar a cabeça), primeiro para os lados, depois para cima e por fim para baixo.  Logo depois inicie o movimento circular de forma bem lenta: movimente a mão para cima, para o lado e para baixo (trocar o braço para o próximo lado) e suba pelo outro lado, completando um círculo. Ao terminar esfregue suas mãos para produzir calor e em forma de concha, de maneira que não entre luz coloque sobre os olhos sem apertar, apenas para descansá-lo.   Antaranga Trataka: exercício interno que consiste na imaginação de um símbolo (normalmente o OM) ou yantra (figuras geométricas que atuam como ferramenta para concentração, contemplação ou meditação) no ajna chakra, espaço entre as sobrancelhas, com o objetivo de visualizá-lo claramente como se estivesse olhando para ele.   Artarbahiranga Trataka: este exercício combina os dois explicados acima, realizando-o de forma alternada. O mais conhecido é o da chama da vela, que consiste em fixar o olhar na chama da vela, sem piscar, até lacrimejar e depois fechar os olhos e imaginar essa mesma chama na altura do ajna chakra.   OBSERVAÇÃO: o Trataka é contra-indicado para pessoas com glaucoma e epiléticos não devem praticar o Artarbahiranga Trataka. (Swami Satyananda Saswati – Asana Pranayama Mudra Bandha) Em uma prática de Yoga onde tive o primeiro contato de Trataka, a primeira coisa que me veio à mente foi a lembrança de uma técnica psicoterápica da qual já fui paciente, chamada EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares). A técnica foi desenvolvida na década de 80 por uma psicóloga americana chamada Francine Shapiro que consolidou este método após suas pesquisas com veteranos de guerra do Vietnã, que relataram que após a terapia que os ‘flashbacks’ de bombas e tiros que ecoavam na mente, não mais apareciam. A terapia consiste em analisar os padrões de sentimentos negativos do paciente, fobias, ansiedades, medos e traumas e colocá-los em uma escala de incômodo que após as sessões, será reavaliada. Uma especialista em EMDR diz que ‘\"com o EMDR criamos uma situação onde o próprio cérebro encontra um caminho de autorregulação”. “Segundo Francine Shapiro, quando o paciente combina a memória do trauma aos movimentos laterais dos olhos, ativa mecanismos cognitivos e fisiológicos que reprocessam o trauma e dessensibilizam a ferida, como sugere o nome da terapia.” A técnica parte do princípio que as lembranças dolorosas são armazenadas de maneira disfuncional no cérebro. Sabe-se que é durante o sono REM (Rey Rapid Moviment ou Movimento Ocular Rápido) que o cérebro reprocessa e arquiva as informações do que aconteceu. A técnica de psicoterapia ‘imita’, de uma forma acelerada, esse processo que acontece durante o sono REM, fazendo estimulação bilateral do cérebro através dos movimentos oculares, que segundo os especialistas na técnica “é o arranque para que o cérebro reprocesse a memória negativa”.  Nas ultimas fases da psicoterapia trabalha-se a troca de crenças e padrões  negativos por pensamentos positivos. O que mais chama a atenção é a semelhança entre uma técnica milenar do Yoga, o Trataka, com uma técnica de psicoterapia recente que vem demonstrando bastante eficácia. Permitindo enxergar o Yoga como uma ‘ferramenta antiga’, ousaria dizer, pelo seu respeitável tempo de existência, a mãe de todas as terapias que visam o bem estar do ser humano. Yoga é uma filosofia que se desenvolveu baseado no cuidado com o ser humano como um todo: mente, corpo físico e energético e espírito. O yoga tem como foco “cessar a instabilidade da mente” através dos asanas, pranayamas, meditações, kriyas. As perturbações ou distúrbios da mente que são pontos de análise da psicologia, que busca suas causas, já foram descritas antes mesmo de que a psicologia existisse como profissão. Patanjali descreveu essas perturbações nos Yoga Sutras. São as cinco principais causas de sofrimento da humanidade, chamados Kleshas. São eles: avydia (ignorância), asmita (ego), raga (atração), dvesha (aversão), abhinivesha (apego à vida ou medo da morte). Não seriam esses os mesmos focos das atuais técnicas de terapia?! Não venho de forma alguma através desse texto diminuir a importância da psicoterapia, tenho grande respeito por essa profissão, o objetivo é enaltecer a importância do Yoga para a saúde emocional dos seres humanos. Pessoas precisam sim de ajuda profissional na área da saúde, algumas estão tão perdidas que necessitam de um profissional para ajuda-las a se reencontrar e retomar o controle de sua vida, mas diante dos benefícios incontestáveis do Yoga e da semelhança entre o Trataka e do EMDR, penso em como seria bom se o Yoga fosse ensinado desde cedo às pessoas, muitos dos males da vida moderna poderiam ser evitados, as pessoas saberiam lidar melhor com suas emoções, saberiam respirar corretamente e dessa forma controlar a mente que salta de um lugar para outro de forma desordenada nesse mundo de tantas informações, saberiam silenciar os pensamentos ao invés de se desesperar com as imaginações que causam medo, ansiedade, aflições; entoariam um mantra ao invés de resmungar palavras de baixa energia, saberiam direcionar o fluxo de suas energias e usariam seus pensamentos como um aliado e não como um inimigo que sabota o tempo todo. Nos EUA algumas escolas já inseriram o Yoga na grade curricular, no Brasil algumas experimentam como projeto escolar, mas o fato é que os benefícios são inúmeros, basta colocar nos sites de pesquisa para ver a quantidade de reportagens que abordam tais benefícios, entre eles o que mais se destaca é a melhora de alunos com problemas de concentração. Introduzir o Yoga na vida das crianças pode ser a melhor maneira de criarmos uma sociedade mais saudável física e emocionalmente. Praticar Yoga, mesmo depois de adultos e com inúmeras crenças enraizadas, nos ajuda a descontruir paradigmas e refazer nosso ‘ambiente emocional’. Não sou mais paciente de psicoterapia há anos (em específico do EMDR), mas faço uma auto-terapia diária chamada YOGA e vejo hoje o Trataka de uma forma muito diferente, o vejo como minha sessão de ‘EMDR yogin’!  

navasana, postura do barco
Dicas de Yoga | 22 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Navasana sem preconceitos

Sem preconceitos! Navasana foi uma das posturas sugeridas por mim no texto Criando uma Base para o seu Sirsasana como uma postura preparatória, mas este asana, em si, já constitui um grande desafio para muitos praticantes. Acredito que ao lado de chaturanga dandasana, é a postura mais mal falada e temida. Dá para sentir no ar o preconceito dos alunos no momento em que o professor dita: Navasana... Podemos olhar para Navasana, como temos feito com os outros asanas, pela visão sutil, para compreender quais são esses desafios propostos na execução. Navasana exige uma boa dose de força e equilíbrio, uma sabedoria na balança do esforço e suavidade. Contribui para desenvolver coragem e determinação no praticante. Desenvolve vitalidade e calor trabalhando o manipura chakra, ou plexo solar. O Plexo Solar é o centro da vitalidade, auto afirmação e energia pessoal. Localizado acima do umbigo, próximo às costelas, é o chakra mais influenciado pelas nossas emoções, tanto positivas quanto negativas.   É essa vitalidade, e o equilíbrio das polaridades que vai permitir que seu barco não afunde. Então muito mais do que uma postura de força, Navasana te exige sabedoria na distribuição da sua atenção e esforço para manter um estado mental mais equilibrado independente do desafio a ser encarado. Essa sabedoria começa mesmo na execução da postura. Talvez você esteja forçando demais a subida de suas pernas sem dar a atenção necessária á base, no assoalho pélvico. A postura exige sim uma boa dose de força na musculatura do seu tronco, mas tudo começa no equilíbrio da pelve, onde nosso querido uddiyana bandha (a sucção do baixo ventre) dá aquela grande contribuição. O acionamento deste Bandha ajuda na estabilização do peso do seu corpo na área da pelve enquanto traz as coxas próximas ao abdome. Se você executar o movimento de aproximar as coxas do tronco sem acionar o uddiyana bandha, sua coluna naturalmente se curva e seu corpo tomba para trás. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Navasana Navasana também é uma ótima postura para avaliar a influencia do ego. Os praticantes normalmente se dividem entre aqueles que querem subir os pés esticando as pernas a todo custo e aqueles que nem tentam porque se acham fracos demais. Nos dois casos é o ego quem fala. Só se conquista um navasana estável por muitas respirações compreendendo os seus limites reais e enfrentando os desafios, ficando mais forte. Para entender a variação ideal de Navasana para você, sente-se com joelhos juntos e dobrados, as solas dos pés no chão. Ative o assoalho pélvico. Deixe que a base de sua pelve se arredonde suavemente, acomodando seu peso no espaço entre os ísquios e o cóccix. Acione mula bandha e uddiyana bandha. Se você tiver uma protuberância óssea na área do cóccix, utilize uma base mais arredondada. Em seguida, na inspiração, crie espaço entre as suas vértebra s alongando o tronco. Mantenha as mãos nos joelhos sem segurá-los e vá inclinando seu tronco para trás balanceando o peso de suas pernas na tentativa de tirar seus pés do chão. Solte um pouco as mãos dos joelhos mantendo os braços esticados paralelos ao chão e as palmas uma voltada para outra. Se esta variação ainda é um desafio, mantenha a pontinha dos pés no chão. Para quem se sente confortável, a subida das pernas vai acontecendo gradualmente até que o equilíbrio dentro da postura completa seja conquistado e você possa olhar as pontas dos dedos dos pés.   Os benefícios físicos da postura do Barco são o fortalecimento dos músculos abdominais e os flexores do quadril; a melhora da saúde de todos os órgãos abdominais, especialmente do fígado e dos rins, contribuindo na desintoxicação do corpo e estrutura o tronco, melhorando dores na coluna por má postura. Para melhorar o alongamento dos isquiotibiais e aprofundar seu navasana, trabalhe em adho mukha svanasana, o cachorro olhando para baixo, a elevação dos ísquios ao teto. Se você olhar a foto do navasana de cabeça para baixo, verá que as duas posturas possuem um ângulo de flexão de quadril similar. Na mitologia, o barco representa a travessia, a jornada a expedição. Encare navasana como essa grande viagem de autoconhecimento ao seu centro e não como um obstáculo a ser ultrapassado. Boas práticas!