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Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 25 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga pode ajudar na redução do Stress?

O Yoga pode ajudar na redução do Stress? Pergunte aos seus amigos, o que é o stress? Alguns dirão, nervosismo, tensão muscular, outros frio na barriga, palpitação. Eles não estão errados, mas isso são os efeitos físicos do stress; o stress mesmo começa bem antes. Quando o cérebro entende que estamos numa situação de perigo, ele avisa ao corpo para que se proteja da ameaça. Não são apenas os humanos que se estressam, todo animal possui algum tipo de defesa em casos de risco. A sensação de medo aciona o sistema simpático ( que de simpático não tem nada, pois é o sistema responsável pela luta ou fuga, o sistema simpático é responsável pelos instintos mais primitivos de sobrevivência). Quando isso acontece, todas as sensações descritas pelas pessoas, começam a aparecer, o batimento cardíaco aumenta, os vasos sanguíneos se contraem para que menos sangue seja perdido caso haja corte, os sentidos se aguçam, as pupilas de dilatam para vermos mais detalhes, o sangue sai de órgãos como estômago ou intestinos e se desloca para o cérebro e músculos. Estamos prontos para lutar bravamente pela vida, só que como será a digestão de alguém muito estressado durante vários dias?  O que desencadeia o stress é uma percepção subjetiva de um risco aparente. Cada pessoa, internamente identifica algum tipo de ameaça e aquilo vai afetá-la na proporção direta do seu medo. Em outras palavras, o stress começa por causa de alguma insegurança, um medo que quanto maior, maior o estado do stress. O stress em si não é ruim, ele já salvou nossas vidas inúmeras vezes. O ponto é que há um preço a ser pago pelo corpo por todas essas alterações hormonais. Como o corpo gasta muita energia para entrar no estado de luta ou fuga, se o estado for repetido constantemente, o sistema imunológico cai, a recuperação do corpo é prejudicada e mesmo dormindo, alguém com altas taxas de cortisol, permanece cansado. No médio prazo, pode aparecer efeitos como tristeza e depressão. A Organização Mundial de Saúde vem chamando a atenção para a gravidade de doenças relacionadas ao coração. 90% das pessoas com diabetes ou doenças cardíacas desenvolve esses sintomas por causa do estilo de vida. É uma unanimidade entre especialistas, que o maior risco de doenças cardíacas se dá em pessoas com pressão alta, altos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Fatores relacionados às respostas do stress e má alimentação.   O stress quando salva nossa vida é bem vindo, o problema é quando geramos o stress em situações desnecessárias, por motivos que não valiam esse esforço luta/fuga. Passar constantemente por situações estressantes, desequilibra a vida, tira a pessoa do eixo.   Centenas de estudos como este, demonstram melhorias importantes relacionando meditação a redução de ansiedade e depressão. Hoje é comum praticantes procurarem o Yoga para baixar os níveis de cortisol ( um hormônio que indica um estado constante de stress),   Mas será que o Yoga consegue fazer isso? A primeira definição do Yoga foi feita por Patanjali, um importante mestre de Yoga dizia que o Yoga é a suspensão das agitações mente/emoções. Numa leitura científica, Patanjali estaria dizendo que deve-se evitar usar demais o sistema simpático (aquele que ativa fuga/luta) e que também deve-se usar o outro sistema o parasimpático, responsável pelo descanso e digestão, por reabilitar o corpo, deixando revigorado. Patanjali propõe um caminho de não agitação, não stress, caminho de equilibrio entre o vigor e a calma. Uma pessoa estressada, sente-se de alguma maneira ameaçada, isso provoca agitação. Ela vive o medo, deixa de ser ela mesma e por isso, passa longe do estado sugerido por Patanjali. Por outro lado, a melhor forma de se ativar o sistema parassimpático, produzindo revigoramento físico e mental é a prática de Yoga. O Yoga apresenta muitas ferramentas para atuarmos melhor nas causas do stress e suas respostas.   Contato com sua respiração - fisiologicamente uma das respostas mais imediatas do stress sobre o corpo é a alteração da respiração. Tornar a respiração lenta e profunda muda completamente o estado interno. O cérebro entende a respiração profunda como um momento de segurança e com isso diminuiu as substâncias para defesa como adrenalina e outras.  Relaxamento físico - tanto as posições físicas quanto os exercícios de relaxamento possibilitam descontração muscular, liberando tensões e melhorando a circulação sanguínea. Meditação - o terceiro ponto, relacionado ao quanto, nossa percepção de mundo pode mudar e o quanto isso evita o stress, precisaremos voltar a Patanjali. No seu livro Yoga-Sutra, Patanjali trata de klêshas, obstáculos para alcançar a estabilidade YogIN. Para ele, o que dificulta a vivência constante do EU são esses 5 fatores:   Ignorância; Apego; Aversão Egotismo; Medo.   Podemos explorar os 5 klêshas em outro texto, mas agora, é o último que nos interessa - MEDO! Nos primeiros sutras (aforismos), Patanjali diz que o YogIN só tem duas possibilidades: ou encontra sua identidade ou irá se identificar com personagens, no caso desse klêsha, um personagem tomado pelo medo (stress). Em seguida, descreve diversos sentimentos decorrentes dessa identificação com o medo, tais como angústia, infelicidade e nervosismo. A busca do YogIN é livrar-se do que lhe afasta do EU, os klêshas que impossibilitam a estabilidade mente/psiquismo. A palavra sânscrita satya, verdade, vem de sat, ser, existir. Então a verdade de satya não é no sentido de contar uma verdade, mas de ser verdadeiro. Essa é a maior verdade, uma verdade que gera convicção, pois você é você mesmo e isso é essencial para estar seguro. Patanjali indica satya como um passo importante na libertação do YogIN. Entre todas as suas técnicas, pranayamas, asanas e especialmente na meditação, o que o Yoga se propõe a fazer é revelar o EU. Trazer ao praticante aquilo que ele já é, e sempre foi, mas nem sempre trouxe essa essência para o mundo. Quando há conexão com EU há esse sentimento de Satya, o verdadeiro sentimento de SER quem se verdadeiramente é. Para saber se você tem vivido próximo ao EU, olhe para sua vida e observe se mesmo com os altos e baixos, de uma maneira geral a direção faz sentido pra você. Quando você percebe esse sentido, passa não se incomodar tanto com os obstáculos, mas aprende com eles. A vida se tona mais leve, seu EU é mais presente. Por outro lado, se fazendo a análise você notar que há um desalinhamento, que você parece estar deslocado de lugar, fazendo algo que não gosta, vivendo uma vida que não é sua, provavelmente, por diversas razões, mas o desalinhamento por si só, põe nosso psiquismo em estado de stress.  Viver desconectado daquilo que você realmente é, gera insegurança, você pisa num terreno desconhecido, logo vê perigo a frente o tempo todo e o corpo responde com stress. Diminuir o stress requer prática dos exercícios de Yoga, mas também uma vontade do praticante de vencer esses medos. Encará-los para conseguir distinguir dentro das sensações o que é realmente seu, o que verdadeiramente ameaça-o, o que é pura construção do psiquismo. Meditar é trazer o EU para o eixo e depois tentar trazê-lo para o dia a dia. Encontrar sua estabilidade interna, para agir no mundo, seguro que o seu EU está fazendo o melhor.       Baixe GRÁTIS o e-book - O Yoga e o Stress  

Dicas de Yoga | 23 jan 2021 | Cherrine Cardoso

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu!

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu! Chegou aquele momento inevitável para todos os praticantes de yoga. Pipocam na sua timeline do Instagram, do Facebook, emails, anúncios de retiros para vivenciar práticas e os conhecimentos desta filosofia. Mas, qual será o melhor caminho para iniciar nestes encontros de fins-de-semana ou até mais longos? Precisamos te dizer que essa escolha é muito particular, como tudo no yoga. Dar pitacos e opiniões não agregará muito, ao contrário, poderá te deixar ainda mais confuso. Entretanto há como contribuir para que você se direcione as experiências que poderão somar aquilo que você já visa em sua busca interior. A começar por estar em uma escola ou um estúdio especificamente. Se você é um praticante que diversifica os locais em que pratica, isso pode te dispersar muito quanto às opções que te aparecem. Há muitos estúdios espalhados pela cidade e cada um deles tem uma linha de atuação e trabalho, e isso influi diretamente em como será o encontro do grupo. É importante que você tenha identificação com os profissionais que dão as aulas e que por ventura estejam ministrando vivências no retiro que escolher participar. Nós nos abrimos mais quando temos empatia por quem tem algo a nos ensinar e isso é uma das recomendações mais importantes, no meu ponto de vista. E isso só é possível se você cria o hábito de praticar mais no mesmo local. E desta forma, naturalmente, acabará por se inscrever nos eventos que são oferecidos por este lugar, se sentindo mais à vontade com as pessoas e professores. Um outro ponto importante a observar é o lugar em que o retiro será realizado. Quanto menos dispersões você tiver para além da programação proposta para o encontro, melhor! É muito comum quando estamos em hotéis, pousadas, perto de praia ou em lugares agitados, nos perdermos em dispersões que nada tem a ver com a proposta do evento. Sugiro que esteja atento a onde o evento será realizado. Não que durante o período, dependendo da proposta, não possamos optar por algo diferente de uma prática ou um curso, mas sem dúvida, se queremos imersão e aprendizado, o ideal é viajar para estes retiro com este foco. O outro aspecto que considero importante é a programação proposta. Quantas práticas terão? Quantas aulas ou cursos? Quais os temas propostos? Quem são os professores? Talvez você não tenha tempo hábil ou experiência ainda para saber se tudo isso acima representa aspectos positivos ou não. Mas se você já está mais presente no espaço em que pratica ou se conhece algum profissional que vá e possa te orientar sobre a seriedade do evento, isso já é uma valia para você decidir se vale a pena ou não. E os custos? Normalmente os eventos de fim-de-semana tem tudo incluído. Desde a hospedagem/alimentação até as práticas e o que a comporta a programação. E assim os valores podem girar numa média de 2 mil de sexta à domingo. Há mais caros e há mais baratos. Isso não torna o evento nem melhor e nem pior, tudo depende de como é a organização, local, profissionais convidados, e estrutura do local que acolherá o evento. Quando são fora da sua cidade há ainda os gastos de traslados, mas não serão muito alto. E o imprescindível para qualquer evento que participe: não vá com uma polaridade julgadora. Temos um péssimo hábito a querer olhar os pontos negativos antes dos positivos. Essa é uma síndrome muito ruim do nosso ego. Uma má formação da nossa personalidade mimada de achar que tudo deveria ser perfeito, quando nem mesmo nós o somos Sendo assim, para que você tenha uma linda experiência, vá de coração aberto a aprender. Aprender não só sobre yoga, mas sobre conviver com pessoas diferentes de você! Aprender com quem sabe mais que você sobre algo que é do seu interesse, ainda que você ache que não. Quando estamos receptivos, nossa conexão é positiva e mesmo que você não concorde com tudo que verá, extrairá apenas o melhor de tudo! E precisando de dicas extras, mande-nos emails que tentaremos ajudar com as opções que haverão ao longo do ano.  

Dicas de Yoga | 21 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais? Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

YOGA PARA INICIANTES - 6 DICAS PARA COMEÇAR
Dicas de Yoga | 13 jan 2021 | Daniel De Nardi

YOGA PARA INICIANTES – 6 DICAS PARA COMEÇAR

Yoga para iniciantes - 6 dicas para começar já! O começo de qualquer atividade é sempre um pouco estranho. Não conhecemos o meio em que vamos pisar, seus trejeitos particulares ou gestos ocultos. Mas também é sempre a possibilidade de novas descobertas, de outras aventuras e experiências. No final, conhecer algo novo sempre vale a pena, mesmo que seja apenas uma vez, mesmo que seja só pelo novo aprendizado. Iniciar a prática de Yoga é começar a entender um universo de conhecimento que vem crescendo por mais de cinco mil anos. É como acessar um site que vem sendo alimentado por usuários do mundo todo ao longo de séculos. Claro que você não fará o acesso todo de uma vez. Sun Tzu, autor de A arte da Guerra, falava sobre os cuidados que os guerreiros devem ter sempre que pisam em território desconhecido. É preciso ir aos pouco, mas neste caso o começo é bastante simples.   DESEJA SABER O QUE É O YOGA?   Qual melhor tipo de Yoga BLOG from YogIN App on YouTube. INVISTA EM UM BOM MAT Você já deve ter visto as pessoas andando de lá para cá com seus tapetinhos enrolados nas costas. Pois bem, o mat representa para o yogin o mesmo que uma bicicleta para um ciclista - o local onde ele vai viver suas alegrias daquela atividade. Com um tempo geramos uma relação afetiva com o objeto. Um bom mat ajudará muito na sua experiência, é um dinheiro bem gasto que vale a pena o investimento.   ENCONTRE UM LUGAR AGRADÁVEL A medida que você aprimora sua capacidade de foco e abstração dos sentidos, o local passa a ter menos importância, entretanto, especialmente para o iniciante, é essencial que o local de prática seja arejado, iluminado, de preferência pelo sol, limpo e quieto. Nas primeiras práticas, você precisará deste “isolamento” para poder prestar mais atenção no seu corpo, respiração e sensações. Quanto menos dispersão fora, mais experiências dentro.   DESLIGUE O CELULAR Mesmo que você vá usá-lo para colocar as músicas da aula, mantenha-o no modo avião. O Yoga acontece da pele para dentro. É preciso esquecer um pouco o turbilhão de coisas que estão acontecendo lá fora para se dedicar ao que acontece dentro. Deixe as dispersões para depois da prática, você terá muito tempo para elas.   new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     VIVA NO PRESENTE Essa dica pode parecer um pouco clichê, mas não há nada tão importante para a qualidade da prática do que você estar com 100% da sua consciência no momento em que executa alguma técnica. Os efeitos do Yoga muitas vezes são sutis, sensações que nos ensinam sobre nós mesmos, e se você estiver pensando em outra coisa no momento em que essas sensações vierem à tona, elas escaparão como uma mão tentando agarrar o ar.   ESCUTE SEU CORPO Um dos objetivos da prática do Yoga é ampliar a consciência corporal, então, seria discrepante se o praticante não atentasse para os sinais que o corpo envia. Para o progresso dentro da prática é essencial o constante contato com esses sinais. Vejamos, por exemplo, a evolução dentro de um alongamento. Quando alongamos, o corpo precisa de um tempo, que varia de pessoa para pessoa, para começar a se soltar. Se o praticante não presta atenção nesse tempo, irá forçar o alongamento antes da hora e o corpo irá enrijecer num grau que não haverá força que fará ele evoluir no alongamento. É preciso que se respeite este tempo interno do corpo para cada modificação, desprezar isto é adiar em meses o progresso na prática. Além disso, ouvir o corpo é a garantia evitar qualquer tipo de lesão.     ANOTE SEUS PROGRESSOS Tenha um local onde você possa anotar seus progressos. Pode ser aqueles cadernos de anotação indianos que lembram os Moleskines ou uma página no Drop Box. Fazer anotações dos seus insights durante a prática ou de aspectos puramente físicos como o ponto em que suas mãos tocaram as pernas em determinadas posições possibilitará um acompanhamento mais preciso da sua evolução na prática. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 10 jan 2021 | Livia Aranha

Psoas, Ansiedade e Equilíbrio

O músculo Psoas relação direta com o sistema nervoso e com respostas emocionais A ansiedade é algo que pode atacar qualquer um de nós de modo inesperado, todo mundo hora ou outra passa por um momento d nervosismo, preocupação e ansiedade de tempos em tempos. Sentir-se ansioso é algo tão natural quanto beber água, e quando não percebida a tempo pode tomar conta do nosso corpo, mente e alma. Semana passada, eu estava me sentindo assim muito ansiosa, bateu um bode danado. A mudança de país, a preocupação com o projeto novo, a necessidade de sair o tempo todo para conhecer pessoas, formar vínculos em uma cidade nova, tudo isso pra quem presa muito o silêncio como eu foi se acumulando dentro do meu corpo, e quando menos percebi acordei chata, triste e sem perspectiva. Acordei completamente perdida, me achando feia, me dei nomes, e me comparei aos outros. Eu não entendia o que estava acontecendo, parecia que tudo o que eu tinha aprendido entre a India e o Nepal, fazendo trilha sozinha, praticando yoga, estudando o Sutras, tudo tinha evaporado. Confesso que a minha primeira reação foi querer não fazer nada, queria passar o dia todo olhando o Instagram, mas de repente olhando minhas próprias fotos, algumas bem antigas com frases de incentivo que eu mesma escrevi, achei uma de mais ou menos um ano atrás em que eu estava em EKA PADA RAJA KAPOTASANA pela primeira vez. Era dia de filmagem, eu tinha trabalhado 14hs seguidas e mesmo assim cheguei no hotel, fiz alguns Suryas Namaskars e tentei fazer a pose. Deu certo! O que isso tem a ver com o Psoas e a minha ansiedade? Simples, essa foto me lembrou de que mesmo na correria de filmagens, trabalhando sem parar e quase sem energia, eu achava tempo para praticar yoga. Podia estar exausta, mas mesmo que fizesse práticas pequenas de 5 –10 minutos, só pelo simples fato de eu abrir um pouco meu quadril e alongar o Psoas diariamente, a minha mente era outra. Eu estava pouco preocupada se estava bonita, se era legal, se os atores com quem trabalhava ia com a minha cara ou não. Eu estava feliz e era isso que importava, ao contrário dessas últimas semanas em que passei muito tempo sentada escrevendo e sem praticar. Muitos anos atrás, em uma das minhas primeiras experiências com yoga ainda em Washington-DC, lembro da professora que já tinha seus 50 anos e muita experiência, terminar a aula na posição do Pombo - Eka Pada Rajakapotasana e dizer a seguinte frase: “Relaxa, aproveita esse momento para perceber todos os sentimentos que vão surgindo”, ali deitada sobre a perna direita e com a esquerda esticada para trás me lembro de pensar: Relaxa? Relaxar o que?! Essa mulher tá louca. Lembro também que saí daquela aula flutuando, com muita clareza e de pouco em pouco me tornei adepta a pose que aquele dia tanto me fez suar. Em uma outra aula, com outra professora, lembro de ter feito um modificação de “low lunge” na parede. “Anjanayasana - libera a raiva que está acumulada dentro de você”, dizia ela, enquanto nós todos sofriamos segurando aquela pose por 90 segundos. Não há dúvidas de que o nosso consciente e todas as nossas experiências dependem do nosso corpo, isto é a mente e o corpo são de certa forma inextricáveis. Mesmo que muitas pesquisas parecem já ter descoberto que a mente têm um poder por si só, um poder que pode ser alcançado através da meditação, reflexão, e treinos, para a maioria de nós o nosso estado mental ainda é o reflexo da nossa postura física. Depois daquela aula lembro de andar até em casa pensando – cara, que negócio incrível, quer dizer então que se guardamos todos esses sentimentos negativos pela região do psoas, não é à toa que bate aquela dor na lombar, aquela cólica forte em época de menstruação (para nós mulheres) e para aqueles que que passam muito tempo sentados em frente ao computador rola uma certa ansiedade e desespero de sair correndo depois do trabalho. Não é à toa que o Psoas é chamado o músculo da Alma. Relaxando a musculatura do Psoas, melhoramos a passagem de ar pelo corpo, melhoramos circulação e liberarmos também adrenalina, endorfina e demais toxinas que se acumulam pelo corpo e são os grandes causadores de stress, ansiedade, raiva, e todos aqueles sentimentos negativos que surgem as vezes não sabemos de onde e nem porque. Para quem não sabe o Psoas é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano, e portanto é o responsável pelo nosso equilíbrio estrutural, a amplitude dos nossos movimentos, o funcionamento dos órgãos do abdomen e a mobilidade articular. O psoas é o único músculo que conecta a sua coluna à suas pernas e está ainda ligado ao seu diafragma, ou seja é responsável por tudo mesmo – seus movimentos, sua respiração, e a passagem de sangue e linfa para as células do corpo humano. E o que isso quer dizer? Simples, o “de acordo com pesquisas recentes, o Psoas é senão um órgão de percepção composto de tecido bio inteligente que incorpora literalmente o nosso desejo mais profundo de viver.” E é claro que se esse músculo tão importante vive tensionando, preso, sem mobilidade nenhuma, nossa vontade de fazer as coisas consequentemente também diminui. Tudo aquilo de negativo que sem querer pensamos durante dias, meses, as vezes até anos no caso de uma pessoa depressiva vão se acumulando por ali. Perdemos a força para andar, temos preguiça de ir até a padaria a pé, passamos muito tempo deitada ou sentada e sentimos muitas dores pelo corpo. As células do corpo que precisam de linfa para reagirem, começam a entender que talvez a gente não precise se exercitar...e de pouco em pouco o corpo vicia em ficar parado. Isso mesmo. Ficar parado, estagnado também é um vício. Depois de passar por essa rápida crise de ansiedade  eu entendi porque o Psoas é o músculo da Alma. Levantei no dia seguinte, fui caminhar pela praia, mergulhei no mar, e fiz algumas posturas de yoga chegando em casa. Qualquer tipo de exercício, e principalmente com a prática Yoga, estamos fortalecendo nosso Psoas e gradualmente, iluminando a nossa alma. Cuidando desse músculo tão essencial  ao bem estar, com poses como os Guerreiros I, 2 e 3, a postura do Pombo e muitas outras, nós temos o poder de acariciar o nosso coração, viver mais alegres, e mudar aqueles pensamentos e hábitos negativos que tentam tomar conta da gente. Não precisamos de truques para viver uma vida equilibrada, já nascemos com muitas ferramentas embutidas que estão só esperando para serem usadas, e o Psoas é uma delas. Da próxima vez que sentir-se meio pra baixo, ou cansada, lembre-se de lavantar da cadeira, ou da cama, nem que seja pra dar uma volta pela casa, e se for possível entra na pose do Pombo ou do “Low Lunge” , em qualquer variação– o resultado é imediato !   Quer saber mais sobre Asana, as posturas do Yoga? Baixe gratuitamente o livro preenchendo o formulário abaixo. new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Cuide bem do seu corpo, cuide bem da sua alma! Namaste !

como fazer as posturas do yoga
Dicas de Yoga | 2 jan 2021 | Equipe YogIN App

Nosso objetivo é a sua evolução no Yoga

Sua evolução no Yoga é o nosso objetivo Quais são seus objetivos com a prática? Quando você se vê caminhando em direção ao que quer não é uma sensação maravilhosa? Uma das coisas que mais me faz acreditar no YogIN App é que ele foi feito por YogINs que já passaram por essas dificuldades que você possa estar passando. Nós queremos ajudá-lo a alcançar seus objetivos. Pode ser que durante as aulas você pense \"Alongamento não é para mim. Eu sou muito duro.\" Se você já teve essa sensação, pode saber que aqui você tem um cúmplice. Só que eu não desisti e posso garantir a você que valeu a pena. Não sou a pessoa mais alongada do mundo, mas depois de um tempo de prática meu corpo respondeu com músculos fortes mas relaxados e acima de tudo conscientes. O Yoga é como qualquer atividade complexa, no começo é difícil mesmo e pode até doer um pouco. Entretanto, esse esforço é recompensado. O YogIN App foi criado para levar as ferramentas milenares do Yoga a você, para te ajudar a chegar ao seu objetivo, seja ele alongamento, redução do stress, ganho de energia ou concentração. Nossa visão do Yoga prima pela liberdade, somos avessos a sermões ou fortes ideologias. Acreditamos que cada um deve fazer suas experências para saber quais os tipos de Yoga fazem você se sentir melhor. O YogIN App quer ser uma plataforma para você encontrar seu melhor estilo de vida com o Yoga. Agora para saber mais sobre a experiência do Yoga, não tem outro jeito - tem que praticar. Explore nosso Canal do YouTube com dezenas de vídeos ensinando as posições mais pedidas pelos alunos ou adquira um dos nossos PLANOS para aulas interativas onde o professor poderá orientá-lo durante a prática. Nos encontramos nas aulas. Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

medtidacao ganges
Dicas de Yoga | 23 dez 2020 | Juliana Beneton

Cansaço crônico e desânimo? Conheça os sintomas da fadiga adrenal e como o Yoga pode ajudar

Cansaço crônico e desânimo? Conheça os sintomas da fadiga adrenal e como o Yoga pode ajudar Todos nós passamos por situações de estresse - isso é completamente normal – e, muitas vezes, saudável. Nosso corpo realmente foi feito para lidar com esses tipos de situações. Por exemplo, se voltarmos no tempo e pensarmos na época em que nossos ancestrais viviam na selva e sobreviviam da caça, conseguimos entender o quão benéfico seria dispor desse mecanismo eficiente de estresse. Vejamos da seguinte forma: você está caçando, avista um animal perigoso, seu organismo entra em estado de alerta, o coração dispara e você precisa correr! Muito mais do que simplesmente sair correndo, seu organismo irá liberar uma séria de substâncias e hormônios capazes de acelerar seus batimentos e alterar seu metabolismo, ajudando você a sobreviver diante dessas situações de perigo. Bem, a diferença é que nosso corpo não foi feito para viver em constante mecanismo de alerta. As nossas glândulas adrenais (localizadas logo acima dos rins) são responsáveis pela produção de cortisol - e outros hormônios como o DHEA (dehidroepiandrosterona), que são liberados em reposta ao estresse, seja esse proveniente de estresse físico, emocional ou fisiológico. Uma vez que, nos dias de hoje, as situações do dia a dia nos levam a um estado de estresse constante, a produção desses hormônios disparam e ao longo do tempo acabam causando uma \"exaustão\" dessas glândulas, prejudicando a secreção desses hormônios. E daí o nome: fadiga adrenal.   Glândula adrenal (acima dos rins) A fadiga adrenal normalmente causa uma série de sintomas como: * sentimento de cansaço constante; * desânimo e depressão; * irritação e ansiedade; * ganho de peso (principalmente ao redor do abdômen); * dificuldade em pegar no sono; * pressão baixa ou hipoglicemia; * desejo por alimentos doces e também bem salgados; * diminuição da libido; * dificuldade de focar em tarefas do dia a dia. Os sintomas muitas vezes são confundidos com depressão ou distúrbios da tireoide. A propósito, o fato de não existir um exame específico que seja capaz de diagnosticar a fadiga adrenal, muitos pacientes entram em tratamento para depressão. Entretanto, existem análises dos níveis de cortisol que, juntamente com todos os sinais e sintomas, são capazes de traçar um possível diagnóstico. Devido à dezenas de estudos científicos envolvendo esse tema, hoje em dia, muitos profissionais da saúde, extremamente capacitados, apostam no tratamento de fadiga adrenal de forma natural e com incrível sucesso. Mas o que fazer para melhorar o funcionamento das suas glândulas adrenais? Melhorar a qualidade da sua dieta Evitar todos os alimentos industrializados que aumentam a inflamação do seu organismo. Alimentos processados, cheios de sal e/ou açúcar não entram nesse tipo de dieta. Aumentar o consumo de alimentos coloridos, proteínas de boa qualidade e grãos (de preferência sem glúten). Ir para a cama cedo Dormir antes das 23h é obrigatório para qualquer pessoa que sofra de fadiga adrenal. Técnicas de relaxamento e respiração podem ser boas aliadas nesse processo, assim como alguns suplementos capazes de auxiliar na indução do sono. Pratica de Yoga constante para a saúde das adrenais A prática de yoga é conhecida por ter um impacto positivo no que se diz respeito à ansiedade e relaxamento. Um estudo da Universidade de Medicina de Boston, demonstrou que após a prática de yoga, há um aumento nos níveis de GABA (ácido gama aminobutírico ou gamma-aminobutyric acid, em inglês), capaz de melhorar o humor e diminuir a ansiedade. [1] Além disso, yoga também é considerada uma forma de exercício e prática ajuda na liberação dos neurotrasmissores como endorfinas, responsáveis pela sensação de bem-estar. Por yoga ser uma prática mais consciente e mais gentil com o nosso corpo, é mais indicada durante o tratamento de fadiga adrenal. Aposte em suplementos Os suplementos adaptogênicos, como ginseng, rhodiola, awshagandha, licorice e holy basil são excelentes para as adrenais, além das vitaminas do complexo B, bem como as vitaminas C e D; os minerais - como magnésio, zinco e selênio; os aminoácidos - como teanina e as gorduras boas - ricas em omega 3. Aposte nos chás Camomila, melissa, valeriana e mulungu são excelentes contra ansiedade. Hidrate-se Sabe aquela sensação de que mesmo depois de tomar litros de água estamos sempre com sede e com a boca seca? Desidratação é um sintoma de fadiga adrenal. Água mineral e água de coco são as melhores opções. Outra dica é tomar água morna com limão pela manhã e, ainda, você pode adicionar uma pitadinha de sal rosa na sua garrafinha de água. Exercite-se com moderação Exercícios aeróbicos longos e de alta intensidade não são recomendados para aqueles que sofrem de fadiga adrenal. Opte por exercícios leves, como caminhadas pela manhã e yoga, duas vezes por semana. Mude suas perspectivas Hoje em dia, tantas pessoas correm em busca do tão almejado \"sucesso\". Trabalham horas sem cessar, dividem-se na execução de mil tarefas e deixam a vida pessoal em segundo plano. Mas, e você... “Qual é a sua definição de sucesso?” A maravilhosa escritoria, poeta e ativista Maya Angelou diz que: \"Sucesso é gostar de você mesmo, gostar do que você faz, e gostar de como você faz tudo isso\". Espero que você também compartilhe dessa ideia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Nota da nutricionista: A administração de qualquer suplemento deve ser feita por recomendação de um médico ou nutricionista. Alguns dos suplementos citados acima não podem ser prescritos em conjunto com antidepressivos e/ou ansiolíticos. Os sintomas de fadiga adrenal são muito mais sutis quando comparados aos de Doença de Addison, para o tratamento dessa doença, especialistas devem ser cosultados para a reposição adequada de hormônios. Referências: Mary Ann Liebert, Inc. (2010). “Yoga’s ability to improve mood and lessen anxiety is linked to increased levels of a critical brain chemical, research finds”. http://www.sciencedaily.com/releases/2010/11/101111160539.htm

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