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Dicas de Yoga | 3 mar 2021 | Daniel De Nardi

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA Eu e meu irmão começamos a praticar Yoga em 97 e juntos nos apaixonamos pela prática. Temos uma casa na praia de Ibiraquera que quando éramos jovens estava sempre lotada de amigos que iam para lá para surfar. Praticávamos todos os dias e nos finais de semana não era diferente. Só que nossos amigos não faziam Yoga então para não atrapalhar nossa disciplina, tínhamos a condição \"ou vocês praticam conosco ou terão que ficar em silêncio.\" Como adolescentes não sabem ficar em silêncio, preferiam praticar conosco. Um dia era eu que dava a aula e no outro o Lucas. Agora, graças ao Yogin App, poderei voltar a fazer a aula dele que certamente é um dos melhores professores do Brasil.   Assista ao depoimento das alunas que fizeram o curso de Formação de Yoga online do YogIN App

Formação de Professores | 26 fev 2021 | Daniel De Nardi

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga O Curso de Formação do YogIN App está na sua 5ª edição e este foi o vídeo da turma passada. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Saiba mais sobre o curso acessando o link abaixo: https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores https://youtu.be/hfEPy3WXU5Q https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

Vídeos de Yoga | 25 fev 2021 | Daniel De Nardi

Playlists de exercícios de Yoga – Grátis

Playlists de exercícios de Yoga - Grátis Sempre falamos dos benefícios do yoga como pratica meditativa, fisica e de auto estudo. Agora queremos apresentar à você instrumentos para praticar conosco gratuitamente. Conheça: Nosso Canal de Podcasts O reflexões de um yogin contemporâneo é o único podcast brasileiro focado em yoga. Alimentado semanalmente pelo head de conteúdo do Yogin App, Daniel de Nardi possui conteúdo teorico profundo sobre meditação, yoga, aprendizado, evolução humana, espiritual e curiosidades. Playlist com exercícios de meditação Faz parte dessa playlist as meditações do #projetoyogin, meditação no Japa Om, no Rio Ganges e mais; Playlist com relaxamentos e visualizações Exercícios de relaxamento para a coluna, relaxamento para serenidade e mentalizações; Playlist com exercícios de Yoga Aprenda a fazer o bhastrika - a respiração de ganho rápido de energia - e o raja pranayama Playlist com músicas para sua prática Música de yoga para a sua prática, para acompanhar você nos exercícios de relaxamento, respiração e mentalização. Playlist com audiobook Ouvir uma leitura enquanto pratica outras atividades, é um ganho de tempo e aprendizado. Outras Acompanhe também o diário de um yogin - sobre reflexões durante uma jornada na índia. Aproveite e boas práticas    

Dicas de Yoga | 5 fev 2021 | Daniel De Nardi

Hatha Yoga, o Yoga da Força

Hatha Yoga, o Yoga da Força Haṭha Yoga (हठयोग) traduz-se literalmente por Yoga da Força. Na maior parte das práticas de Yoga no Ocidente, o Hatha Yoga é  frequentemente relacionado a uma prática suave e mais relaxada que outros estilos de Yoga postural. Historicamente, o Haha Yoga criado pelos Nathas é uma prática de manipulação extenuante, ascética e “vigorosa” de energias sutis dentro do humano. Na definição de um Natha, Raj Nath, \"Hathayoga é um processo de manipulação sensorial que visa a sutilizar a percepção, rumo à presença daquilo que é a mais sutil de todas as coisas a serem percebidas: a Grande Presença do Silêncio... atrás, além e apesar de todos os barulhos -- e elevar esta percepção a um ponto em que o yogi se dissolve tanto que não reste mais uma barreira entre uma pessoa percebendo e um silêncio sendo percebido e as duas coisas se tornem uma só. «Neste ponto o yogi pode dizer: ‹Eu Sou a Grande Presença Silenciosa›.\" O trabalho no Hatha Yoga é atuar tanto na mente quanto no corpo através da prática disciplinada de posturas (āsana), controle da respiração (prāṇāyāma) e, especialmente, selos corporais (mudrā) e  (bandha). Através dessas práticas dinâmicas, o yogin, cultiva e retem uma energia de força vital na coroa da cabeça ou como um despertar e elevar a energia feminina adormecida (śakti) conhecida como Kuṇḍalinī. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Como o Dr. Jason Birch sugeriu em um artigo de 2011: “Em vez da explicação metafísica de unir o sol (ha) e a lua (ṭha), é mais provável que o nome Haṭha Yoga tenha sido inspirado pelo significado \'força\'. As descrições de mover vigorosamente kuṇḍalinī, apāna ou bindu para cima através do canal central sugerem que a \'força\' de Haṭha Yoga qualifica os efeitos de suas técnicas, ao invés do esforço necessário para realizá-las. ”- Jason Birch (2011, 548) | ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação de Yoga do YogIN App ensina as técnicas do Hatha Yoga além da fisiologia sutil usada no Yoga. Este curso on-line de última geração oferecerá de uma maneira personalizada e realmente acessível, algumas das mais recentes e interessantes pesquisas em estudos de Yoga - iluminando o passado e o presente dessa filosofia. Ao longo do caminho, vamos desmascarar as percepções errôneas comuns sobre a antiguidade do Yoga e descobrir as incríveis maneiras pelas quais o Yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3800 anos! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para saber mais sobre o curso, clique no botão abaixo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 25 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga pode ajudar na redução do Stress?

O Yoga pode ajudar na redução do Stress? Pergunte aos seus amigos, o que é o stress? Alguns dirão, nervosismo, tensão muscular, outros frio na barriga, palpitação. Eles não estão errados, mas isso são os efeitos físicos do stress; o stress mesmo começa bem antes. Quando o cérebro entende que estamos numa situação de perigo, ele avisa ao corpo para que se proteja da ameaça. Não são apenas os humanos que se estressam, todo animal possui algum tipo de defesa em casos de risco. A sensação de medo aciona o sistema simpático ( que de simpático não tem nada, pois é o sistema responsável pela luta ou fuga, o sistema simpático é responsável pelos instintos mais primitivos de sobrevivência). Quando isso acontece, todas as sensações descritas pelas pessoas, começam a aparecer, o batimento cardíaco aumenta, os vasos sanguíneos se contraem para que menos sangue seja perdido caso haja corte, os sentidos se aguçam, as pupilas de dilatam para vermos mais detalhes, o sangue sai de órgãos como estômago ou intestinos e se desloca para o cérebro e músculos. Estamos prontos para lutar bravamente pela vida, só que como será a digestão de alguém muito estressado durante vários dias?  O que desencadeia o stress é uma percepção subjetiva de um risco aparente. Cada pessoa, internamente identifica algum tipo de ameaça e aquilo vai afetá-la na proporção direta do seu medo. Em outras palavras, o stress começa por causa de alguma insegurança, um medo que quanto maior, maior o estado do stress. O stress em si não é ruim, ele já salvou nossas vidas inúmeras vezes. O ponto é que há um preço a ser pago pelo corpo por todas essas alterações hormonais. Como o corpo gasta muita energia para entrar no estado de luta ou fuga, se o estado for repetido constantemente, o sistema imunológico cai, a recuperação do corpo é prejudicada e mesmo dormindo, alguém com altas taxas de cortisol, permanece cansado. No médio prazo, pode aparecer efeitos como tristeza e depressão. A Organização Mundial de Saúde vem chamando a atenção para a gravidade de doenças relacionadas ao coração. 90% das pessoas com diabetes ou doenças cardíacas desenvolve esses sintomas por causa do estilo de vida. É uma unanimidade entre especialistas, que o maior risco de doenças cardíacas se dá em pessoas com pressão alta, altos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Fatores relacionados às respostas do stress e má alimentação.   O stress quando salva nossa vida é bem vindo, o problema é quando geramos o stress em situações desnecessárias, por motivos que não valiam esse esforço luta/fuga. Passar constantemente por situações estressantes, desequilibra a vida, tira a pessoa do eixo.   Centenas de estudos como este, demonstram melhorias importantes relacionando meditação a redução de ansiedade e depressão. Hoje é comum praticantes procurarem o Yoga para baixar os níveis de cortisol ( um hormônio que indica um estado constante de stress),   Mas será que o Yoga consegue fazer isso? A primeira definição do Yoga foi feita por Patanjali, um importante mestre de Yoga dizia que o Yoga é a suspensão das agitações mente/emoções. Numa leitura científica, Patanjali estaria dizendo que deve-se evitar usar demais o sistema simpático (aquele que ativa fuga/luta) e que também deve-se usar o outro sistema o parasimpático, responsável pelo descanso e digestão, por reabilitar o corpo, deixando revigorado. Patanjali propõe um caminho de não agitação, não stress, caminho de equilibrio entre o vigor e a calma. Uma pessoa estressada, sente-se de alguma maneira ameaçada, isso provoca agitação. Ela vive o medo, deixa de ser ela mesma e por isso, passa longe do estado sugerido por Patanjali. Por outro lado, a melhor forma de se ativar o sistema parassimpático, produzindo revigoramento físico e mental é a prática de Yoga. O Yoga apresenta muitas ferramentas para atuarmos melhor nas causas do stress e suas respostas.   Contato com sua respiração - fisiologicamente uma das respostas mais imediatas do stress sobre o corpo é a alteração da respiração. Tornar a respiração lenta e profunda muda completamente o estado interno. O cérebro entende a respiração profunda como um momento de segurança e com isso diminuiu as substâncias para defesa como adrenalina e outras.  Relaxamento físico - tanto as posições físicas quanto os exercícios de relaxamento possibilitam descontração muscular, liberando tensões e melhorando a circulação sanguínea. Meditação - o terceiro ponto, relacionado ao quanto, nossa percepção de mundo pode mudar e o quanto isso evita o stress, precisaremos voltar a Patanjali. No seu livro Yoga-Sutra, Patanjali trata de klêshas, obstáculos para alcançar a estabilidade YogIN. Para ele, o que dificulta a vivência constante do EU são esses 5 fatores:   Ignorância; Apego; Aversão Egotismo; Medo.   Podemos explorar os 5 klêshas em outro texto, mas agora, é o último que nos interessa - MEDO! Nos primeiros sutras (aforismos), Patanjali diz que o YogIN só tem duas possibilidades: ou encontra sua identidade ou irá se identificar com personagens, no caso desse klêsha, um personagem tomado pelo medo (stress). Em seguida, descreve diversos sentimentos decorrentes dessa identificação com o medo, tais como angústia, infelicidade e nervosismo. A busca do YogIN é livrar-se do que lhe afasta do EU, os klêshas que impossibilitam a estabilidade mente/psiquismo. A palavra sânscrita satya, verdade, vem de sat, ser, existir. Então a verdade de satya não é no sentido de contar uma verdade, mas de ser verdadeiro. Essa é a maior verdade, uma verdade que gera convicção, pois você é você mesmo e isso é essencial para estar seguro. Patanjali indica satya como um passo importante na libertação do YogIN. Entre todas as suas técnicas, pranayamas, asanas e especialmente na meditação, o que o Yoga se propõe a fazer é revelar o EU. Trazer ao praticante aquilo que ele já é, e sempre foi, mas nem sempre trouxe essa essência para o mundo. Quando há conexão com EU há esse sentimento de Satya, o verdadeiro sentimento de SER quem se verdadeiramente é. Para saber se você tem vivido próximo ao EU, olhe para sua vida e observe se mesmo com os altos e baixos, de uma maneira geral a direção faz sentido pra você. Quando você percebe esse sentido, passa não se incomodar tanto com os obstáculos, mas aprende com eles. A vida se tona mais leve, seu EU é mais presente. Por outro lado, se fazendo a análise você notar que há um desalinhamento, que você parece estar deslocado de lugar, fazendo algo que não gosta, vivendo uma vida que não é sua, provavelmente, por diversas razões, mas o desalinhamento por si só, põe nosso psiquismo em estado de stress.  Viver desconectado daquilo que você realmente é, gera insegurança, você pisa num terreno desconhecido, logo vê perigo a frente o tempo todo e o corpo responde com stress. Diminuir o stress requer prática dos exercícios de Yoga, mas também uma vontade do praticante de vencer esses medos. Encará-los para conseguir distinguir dentro das sensações o que é realmente seu, o que verdadeiramente ameaça-o, o que é pura construção do psiquismo. Meditar é trazer o EU para o eixo e depois tentar trazê-lo para o dia a dia. Encontrar sua estabilidade interna, para agir no mundo, seguro que o seu EU está fazendo o melhor.       Baixe GRÁTIS o e-book - O Yoga e o Stress  

Dicas de Yoga | 23 jan 2021 | Cherrine Cardoso

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu!

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu! Chegou aquele momento inevitável para todos os praticantes de yoga. Pipocam na sua timeline do Instagram, do Facebook, emails, anúncios de retiros para vivenciar práticas e os conhecimentos desta filosofia. Mas, qual será o melhor caminho para iniciar nestes encontros de fins-de-semana ou até mais longos? Precisamos te dizer que essa escolha é muito particular, como tudo no yoga. Dar pitacos e opiniões não agregará muito, ao contrário, poderá te deixar ainda mais confuso. Entretanto há como contribuir para que você se direcione as experiências que poderão somar aquilo que você já visa em sua busca interior. A começar por estar em uma escola ou um estúdio especificamente. Se você é um praticante que diversifica os locais em que pratica, isso pode te dispersar muito quanto às opções que te aparecem. Há muitos estúdios espalhados pela cidade e cada um deles tem uma linha de atuação e trabalho, e isso influi diretamente em como será o encontro do grupo. É importante que você tenha identificação com os profissionais que dão as aulas e que por ventura estejam ministrando vivências no retiro que escolher participar. Nós nos abrimos mais quando temos empatia por quem tem algo a nos ensinar e isso é uma das recomendações mais importantes, no meu ponto de vista. E isso só é possível se você cria o hábito de praticar mais no mesmo local. E desta forma, naturalmente, acabará por se inscrever nos eventos que são oferecidos por este lugar, se sentindo mais à vontade com as pessoas e professores. Um outro ponto importante a observar é o lugar em que o retiro será realizado. Quanto menos dispersões você tiver para além da programação proposta para o encontro, melhor! É muito comum quando estamos em hotéis, pousadas, perto de praia ou em lugares agitados, nos perdermos em dispersões que nada tem a ver com a proposta do evento. Sugiro que esteja atento a onde o evento será realizado. Não que durante o período, dependendo da proposta, não possamos optar por algo diferente de uma prática ou um curso, mas sem dúvida, se queremos imersão e aprendizado, o ideal é viajar para estes retiro com este foco. O outro aspecto que considero importante é a programação proposta. Quantas práticas terão? Quantas aulas ou cursos? Quais os temas propostos? Quem são os professores? Talvez você não tenha tempo hábil ou experiência ainda para saber se tudo isso acima representa aspectos positivos ou não. Mas se você já está mais presente no espaço em que pratica ou se conhece algum profissional que vá e possa te orientar sobre a seriedade do evento, isso já é uma valia para você decidir se vale a pena ou não. E os custos? Normalmente os eventos de fim-de-semana tem tudo incluído. Desde a hospedagem/alimentação até as práticas e o que a comporta a programação. E assim os valores podem girar numa média de 2 mil de sexta à domingo. Há mais caros e há mais baratos. Isso não torna o evento nem melhor e nem pior, tudo depende de como é a organização, local, profissionais convidados, e estrutura do local que acolherá o evento. Quando são fora da sua cidade há ainda os gastos de traslados, mas não serão muito alto. E o imprescindível para qualquer evento que participe: não vá com uma polaridade julgadora. Temos um péssimo hábito a querer olhar os pontos negativos antes dos positivos. Essa é uma síndrome muito ruim do nosso ego. Uma má formação da nossa personalidade mimada de achar que tudo deveria ser perfeito, quando nem mesmo nós o somos Sendo assim, para que você tenha uma linda experiência, vá de coração aberto a aprender. Aprender não só sobre yoga, mas sobre conviver com pessoas diferentes de você! Aprender com quem sabe mais que você sobre algo que é do seu interesse, ainda que você ache que não. Quando estamos receptivos, nossa conexão é positiva e mesmo que você não concorde com tudo que verá, extrairá apenas o melhor de tudo! E precisando de dicas extras, mande-nos emails que tentaremos ajudar com as opções que haverão ao longo do ano.  

Dicas de Yoga | 21 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais? Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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