Blog

yoga em casa


Podcast de Yoga | 1 mar 2021 | Daniel De Nardi

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas E Preconceitos – Podcast #04

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas e preconceitos #04   Se você viu a foto, leu o nome Paulo Coelho e torceu nariz, talvez esse podcast seja útil pra você. Raiam é um jovem escritor brasileiro que tem como principal característica a sinceridade. Aproveitei seu último audiobook, MIssão Paulo Coelho para falar o quanto as opiniões geradas a partir de esteriótipos atrapalham nossa percepção do mundo. Mas não só isso, visões estereotipadas dificultam a convicção de que você pode trilhar sua própria história mesmo que ela não se encaixe no estereótipo. Ouça para ter sua própria opinião. https://soundcloud.com/yogin-cast/raiam-santos-e-paulo-coelho-perdas-e-preconceitos-podcast-04-reflexoes-de-um-yogin   Links App com Audiobooks em Português App com Audiobooks em Inglês Blog do Raiam Bons estudos!   Transcrição Podcast #04 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e hoje eu vou falar sobre o livro do escritor Raiam Santos chamado “Missão Paulo Coelho”, vamos falar também sobre preconceitos, clichês e o quanto isso dificulta a nossa verdadeira impressão do mundo. Certamente quando você leu o título desse podcast, se você já acompanha os outros podcast você deve ter estranhado, “Paulo Coelho?”. Nos outros podcast a gente falou sobre veda, sobre Upanishad, sobre textos antigos e clássicos da índia e agora a gente vai falar sobre Paulo coelho. Bom, esse preconceito ele pode até ter impedido você de ouvir esse podcast, pode ser que você tenha pulado ele e aí ouviu os próximos que irão acontecer, mas que ainda não aconteceram, gostou e voltou para ouvir esse porque nos próximos em algum momento eu vou remeter a este podcast porque ele é importante pra gente entender justamente o quanto a gente perde quando cria esses estereótipos e não faz uma investigação da real natureza das coisas, do que de fato está por trás das opiniões e qual é a intenção das palavras. O podcast de hoje vai falar um pouco sobre linguagem e como isso dificulta ou facilita a gente de encontrar a nossa real natureza e colocar isso em prática. Bom, eu mesmo tinha bastante preconceito em relação ao Paulo Coelho, isso é de praxe no Brasil, você não pode falar que você gosta de Paulo Coelho que você é mal visto. Então, eu de fato li algumas páginas de “Brida”, só, e criei esse estereótipo por uma conveniência pessoal como todo mundo faz. No meio literário existe isso, de falar mal do Paulo Coelho, assim como no ramo das artes tem o clichê de falar mal do Romero Britto. E eu tinha um pouco desse preconceito, porque no primeiro livro que li do Raiam e ele menciona o Paulo Coelho como uma das pessoas que influenciou muito ele, daí você já cria um preconceito dizendo que o cara ama o Paulo Coelho, logo ele é um escrito de segunda linha. Só que o que inspira o Raiam nem é a obra do Paulo Coelho, mas o fato dele ser brasileiro e conseguir ter um sucesso internacional inegável. Porque o ponto aqui é justamente esse, se o Paulo Coelho está produzindo um tipo de literatura que as pessoas estão lendo, estão gostando e estão recomendando e estão comprando outros livros é que de fato alguma coisa que ele está transmitindo tem valor pra essas pessoas, pra muita gente não tem valor e a gente não pode achar que existe algo que é mais cultural, que é mais importante para a cultura das pessoas. O que é mais importante para a cultura de cada um, só a pessoa pode saber. Por exemplo, é clichê você falar mal de religião, mas para a pessoa que adota aquele religião, que segue tal religião aquilo de alguma forma tem valor, por que senão ela não iria. Um padre, um bispo ou quem quer que seja não aponta uma arma pra cabeça da pessoa para ela ir ao culto aos domingos ela vai por espontânea vontade porque de alguma forma aquilo tem valor pra ela. Da mesma forma, ninguém é obrigado a ler um livro do Paulo Coelho, e se ele vende em mais de 30 países, 200 milhões de cópias é por que de fato a obra dele tem algum valor para as pessoas, isso é inegável. Mas você criando esse clichê, talvez a obra tivesse algum valor pra você, mas quando a gente cria o estereótipo, a gente nem dá oportunidade de entender de conhecer aquilo, como no caso do Raiam que você já acha que ele é um leitor apaixonado, mas ele pode ter lido um ou dois livros do Paulo Coelho, mas ele tem uma admiração e o Paulo Coelho merece essa admiração pelo reconhecimento internacional como escritor, não é simples você vencer no Brasil como um todo, como escritor é ainda mais difícil, então alguém que conseguiu isso merece o reconhecimento da sociedade mesmo que o tipo de literatura não agrade a todos, mas o reconhecimento como um impacto social, como um impacto de conteúdo para as pessoas isso é inegável que Paulo Coelho tenha. Pra você entender como é difícil é ser escritor no Brasil, uma vez eu estava lendo uma biografia do Jean-Paul Sartre, que é um escritor francês, e ele contou que estava tendo um caso com uma prostituta e ela perguntou pra ele o que ele fazia e ele disse que era escritor e ela disse que também pretendia ser escritora, e naquele momento eu parei e falei como assim?, como a pessoa se propõe a profissão de escritor, isso no Brasil não cabe, dificilmente você sabe da história de alguém que virou para os pais e falou vou ser escritor, isso é muito difícil, muito raro mesmo no meio literário é comum as pessoas terem outros trabalhos e não se assumirem como escritores e aí começa já uma identificação do que o Raiam tem em relação ao Paulo Coelho e que o Raiam também assumiu essa postura que ele queria ser um escritor reconhecido mundialmente e jovem, brasileiro, não é algo simples você precisa ter de fato um nível de coragem, de confiança no seu próprio mérito bastante grande pra você assumir isso, largar emprego e começar a viver de renda de livros. Isso é muito difícil no Brasil. Só que o Raiam, apesar de ele querer ser escritor e já ter isso como uma missão desde pequeno ele não frequentou oficinas literárias, ele nunca foi ao Festival de Literatura de Paraty, como pode hoje, ele que é um dos escritores mais vendidos digitais do Brasil, como pode esse escritor que é número um da Amazon em algumas categorias nunca ter feito uma oficina de arte, ter tanto sucesso e nunca ter ido ou, quem sabe ser convidado, e nunca será convidado pra esse festival que é o festival mais importante de literatura, que acontece em Paraty. Porque o meio literário também tem os seus estereótipos, o meio literário tem uma estrutura que se você não se encaixa, dificilmente você vai ascender no meio. Falando especificamente sobre a literatura no Brasil, como um todo ela tem uma média, as pessoas que emitem opinião sobre a literatura no Brasil, a média é que os personagens tem que ser pessoas urbanas, que vivem dificuldades amorosas ou financeira e que fazem muitas reflexões em cima daquela vida difícil...O padrão de literatura, de narrativa como a do Raiam, que é você seguir a sua própria vontade, você ter confiança em você mesmo, você fazer os seus sonhos se tornarem realidade, esse padrão de narrativa não é aceito no meio literário brasileiro. Pra pessoa subir no meio literário brasileiro, ser reconhecida – isso não quer dizer vender livro, não quer dizer que os especialista vão dar nota pra você, vão falar sobre você – quem ganha o prêmio jabuti, esses prêmios todos são o padrão da literatura brasileira. E o Raiam não se encaixa nisso e, talvez, se ele tivesse frequentado essas oficinas literárias ou se tivesse ido a algumas FLIP’s, isso teria dificultado a sua carreira como escritor. E aí vem quanto do meio acaba influenciando e, muitas vezes, impedindo a pessoa de realizar a sua própria natureza, porque a força do meio é muito maior que a força do indivíduo, o indivíduo tem que ter de fato um conhecimento de si, uma certeza de que o que ele produz tem valor pra ir contra o meio, pode ser que se encaixe como, por exemplo, o caso literário, não é errado esse padrão de narrativa que existe hoje no meio literário brasileiro, mas pode ser que não se encaixe com aquela pessoa, como no caso do Raiam, não é o estilo dele fazer papel de vítima ou ficar o livro inteiro falando sobre o quanto o coração dele está desiludido por conta de uma mulher. O trabalho dele, a vida dele, o que é real nele é que ele corre atrás do que acredita, busca, trabalha, faz um esforço, passa dificuldades pra realizar o que ele acredita. E ele coloca, inclusive, o conceito de magia – porque Paulo Coelho é um mago -  como a magia é a capacidade que a gente tem de transformar a nossas vontades em realizações e isso não se encaixa como padrão literário. E é muito triste isso por que você tem a perda dos dois lados, o Raiam, nesses círculos de literatura poderia ganhar, ele poderia ganhar indo a uma FLIP, mas, por outro lado, a influência poderia ser tão grande desse meio que poderia tirar a sua narrativa que é própria, verdadeira, porque ela é muito sincera. Então esse é o ponto, como o trabalho dele é de uma sinceridade, ele não está lá para agradar ou para dizer “isso o crítico de arte da folha não ia gostar” ou “eu não citei Dostoievski” , essa não é a linha dele, a linha dele é ser verdadeiro, é ser sincero com aquilo que ele acredita, e esse último livro dele Missão Paulo Coelho mostra essa busca de uma verdade de algo que e totalmente seu, totalmente pessoal, que é uma busca que todo mundo deve procurar encontrar, o que de fato é seu, como que de fato aquilo que você tem pode ajudar as outras pessoas, pode contribuir para que de alguma forma a gente tenha uma sociedade melhor. Isso não é utópico no sentido de vamos resolver todos os problemas do mundo, o ser humano sempre vai ter problemas mais complexos, vai ter dificuldades, faz parte da vida essas dificuldades, e elas são até estimulantes e importantes, mas o ponto é que cada um pode fazer um pouco a mais, e isso acaba se refletindo coo realização profissional ou pessoal. Na medida que eu li um livro (no meu caso eu ouvi, eu prefiro ouvir os livros e o Raiam tem todos os livros dele num aplicativo chamado UBook, que é um aplicativo que você assina e tem audiobooks em português e outras línguas também, não tem um acervo tão grande quanto o Audible, que é o da Amazon, mas este é só em inglês, então quem quer ouvir em português UBook, e quem gosta de ouvir em inglês Audible, são duas sugestões para audiobooks). Então a contribuição para a sociedade é mostrada a medida que eu repito, ou sugiro o trabalho daquilo que influenciou a minha vida que de alguma forma me tocou de forma positiva e que me ajudou, então eu lendo um livro do Raiam e leio outro livro, de alguma forma ele está contribuindo pra mim e estou demonstrando isso, comprando deles eu não sei como é o sistema do UBook, mas eu estou consumindo um produto dele. Então, de fato, ele está fazendo um trabalho que é sincero, que é dele e está ajudando outras pessoas, se não fosse por isso ele não seria um dos maiores vendedor de livros digitais do Brasil. Então é essencial essa busca da verdade para que você possa ajudar e contribuir com as outras pessoas, não produzir algo para as pessoas do meio verem, mas algo que seja seu, profundamente sincero, só assim você consegue contribuir, ajudar as outras pessoas e a gente tornar o mundo um lugar um pouco melhor, eu acredito que se cada um fizer um pouquinho – a minha vida é muito ajudada por pessoas que contribuem e que produzem conteúdo relevantes que me ajudam a viver melhor, mais feliz, com a mente mais tranquila e eu agradeço a essas pessoas, um agradecimento especial ao Raiam  pelos diversos livros que eu li dele e que me impactaram, que de alguma forma trouxeram algo positivo. Espero que você também consiga buscar a sua verdadeira na a narrativa, seja ela como for, seja ajudando outras pessoas com o seu trabalho, com uma ação voluntária e que e a gente possa viver num mundo melhor. Uma boa semana a todos e nos vemos no próximo podcast.

Vídeos de Yoga | 25 fev 2021 | Daniel De Nardi

Playlists de exercícios de Yoga – Grátis

Playlists de exercícios de Yoga - Grátis Sempre falamos dos benefícios do yoga como pratica meditativa, fisica e de auto estudo. Agora queremos apresentar à você instrumentos para praticar conosco gratuitamente. Conheça: Nosso Canal de Podcasts O reflexões de um yogin contemporâneo é o único podcast brasileiro focado em yoga. Alimentado semanalmente pelo head de conteúdo do Yogin App, Daniel de Nardi possui conteúdo teorico profundo sobre meditação, yoga, aprendizado, evolução humana, espiritual e curiosidades. Playlist com exercícios de meditação Faz parte dessa playlist as meditações do #projetoyogin, meditação no Japa Om, no Rio Ganges e mais; Playlist com relaxamentos e visualizações Exercícios de relaxamento para a coluna, relaxamento para serenidade e mentalizações; Playlist com exercícios de Yoga Aprenda a fazer o bhastrika - a respiração de ganho rápido de energia - e o raja pranayama Playlist com músicas para sua prática Música de yoga para a sua prática, para acompanhar você nos exercícios de relaxamento, respiração e mentalização. Playlist com audiobook Ouvir uma leitura enquanto pratica outras atividades, é um ganho de tempo e aprendizado. Outras Acompanhe também o diário de um yogin - sobre reflexões durante uma jornada na índia. Aproveite e boas práticas    

Dicas de Yoga | 13 fev 2021 | Mayara Beckhauser

Tire a tensão do pescoço

Tire a tensão do pescoço A região dos ombros e pescoço costuma ser os locais onde a maioria das pessoas sente mais \"travada\" ao final de um dia de trabalho. Seja pela postura sentada em frente ao computador ou pela sensação de levar o mundo nas costas. Na nossa plataforma temos aulas completas de yoga, mas também aulas curtas focadas em algum tema específico como fortalecer o abdômen, aliviar a lombar ou treinamento para uma postura específica.   Pratique agora:   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 23 jan 2021 | Cherrine Cardoso

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu!

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu! Chegou aquele momento inevitável para todos os praticantes de yoga. Pipocam na sua timeline do Instagram, do Facebook, emails, anúncios de retiros para vivenciar práticas e os conhecimentos desta filosofia. Mas, qual será o melhor caminho para iniciar nestes encontros de fins-de-semana ou até mais longos? Precisamos te dizer que essa escolha é muito particular, como tudo no yoga. Dar pitacos e opiniões não agregará muito, ao contrário, poderá te deixar ainda mais confuso. Entretanto há como contribuir para que você se direcione as experiências que poderão somar aquilo que você já visa em sua busca interior. A começar por estar em uma escola ou um estúdio especificamente. Se você é um praticante que diversifica os locais em que pratica, isso pode te dispersar muito quanto às opções que te aparecem. Há muitos estúdios espalhados pela cidade e cada um deles tem uma linha de atuação e trabalho, e isso influi diretamente em como será o encontro do grupo. É importante que você tenha identificação com os profissionais que dão as aulas e que por ventura estejam ministrando vivências no retiro que escolher participar. Nós nos abrimos mais quando temos empatia por quem tem algo a nos ensinar e isso é uma das recomendações mais importantes, no meu ponto de vista. E isso só é possível se você cria o hábito de praticar mais no mesmo local. E desta forma, naturalmente, acabará por se inscrever nos eventos que são oferecidos por este lugar, se sentindo mais à vontade com as pessoas e professores. Um outro ponto importante a observar é o lugar em que o retiro será realizado. Quanto menos dispersões você tiver para além da programação proposta para o encontro, melhor! É muito comum quando estamos em hotéis, pousadas, perto de praia ou em lugares agitados, nos perdermos em dispersões que nada tem a ver com a proposta do evento. Sugiro que esteja atento a onde o evento será realizado. Não que durante o período, dependendo da proposta, não possamos optar por algo diferente de uma prática ou um curso, mas sem dúvida, se queremos imersão e aprendizado, o ideal é viajar para estes retiro com este foco. O outro aspecto que considero importante é a programação proposta. Quantas práticas terão? Quantas aulas ou cursos? Quais os temas propostos? Quem são os professores? Talvez você não tenha tempo hábil ou experiência ainda para saber se tudo isso acima representa aspectos positivos ou não. Mas se você já está mais presente no espaço em que pratica ou se conhece algum profissional que vá e possa te orientar sobre a seriedade do evento, isso já é uma valia para você decidir se vale a pena ou não. E os custos? Normalmente os eventos de fim-de-semana tem tudo incluído. Desde a hospedagem/alimentação até as práticas e o que a comporta a programação. E assim os valores podem girar numa média de 2 mil de sexta à domingo. Há mais caros e há mais baratos. Isso não torna o evento nem melhor e nem pior, tudo depende de como é a organização, local, profissionais convidados, e estrutura do local que acolherá o evento. Quando são fora da sua cidade há ainda os gastos de traslados, mas não serão muito alto. E o imprescindível para qualquer evento que participe: não vá com uma polaridade julgadora. Temos um péssimo hábito a querer olhar os pontos negativos antes dos positivos. Essa é uma síndrome muito ruim do nosso ego. Uma má formação da nossa personalidade mimada de achar que tudo deveria ser perfeito, quando nem mesmo nós o somos Sendo assim, para que você tenha uma linda experiência, vá de coração aberto a aprender. Aprender não só sobre yoga, mas sobre conviver com pessoas diferentes de você! Aprender com quem sabe mais que você sobre algo que é do seu interesse, ainda que você ache que não. Quando estamos receptivos, nossa conexão é positiva e mesmo que você não concorde com tudo que verá, extrairá apenas o melhor de tudo! E precisando de dicas extras, mande-nos emails que tentaremos ajudar com as opções que haverão ao longo do ano.  

Meditação | 8 jan 2021 | Daniel De Nardi

ESPORTES E A MEDITAÇÃO

Meditação! Eu estava pedalando com um amigo que me questionou - mas o fato de você fazer esses esportes de resistência não é contraditório com a filosofia de vida que você segue? Não achei a pergunta inusitada, inusitado era o fato de lecionar Yoga há 17 anos e ninguém nunca ter me questionado isto antes. Uma vez eu fiz esse mesmo questionamento em relação ao life style de escritores, que no imaginário coletivo sempre tem uma vida boêmia e desregrada. Poderia um escritor viver de forma saudável e disciplinada? Encontrei a resposta num livro do renomado Haruki Murakami, que descobri depois ser um exímio triatleta. Em Do que eu falo quando eu falo de corrida Murakami fala dos seus longos e repetitivos treinos e como isso o ajuda no ofício da escrita. \"Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela o tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo até.\" Se você buscar no dicionário a palavra meditação, encontrará uma definição relacionada a pensar, refletir. Entretanto, meditar significa justamente o oposto, meditar é não pensar. Mas, como somos condicionados a pensar o tempo todo não conseguimos simplesmente \"parar de pensar\". Para tanto, você precisa saturar a sua mente com um único pensamento até que ela pare. Quando isso acontece, a consciência pode fluir por planos mais sutis como o da intuição. Os exercícios de meditação, são técnicas em que precisa-se repetir o mesmo som ou imagem por muito tempo até que se atinja o estado desejado. Quando você nada, pedala ou corre por horas, de alguma forma você também entra num outro estado de consciência. É interessante observar, que assim como acontece na meditação, na maior parte das vezes, o começo é mais difícil, ao longo da prática, quando você atinge esse estado, o corpo e a mente entram num fluxo de atenção contínua, é como se um escudo contra a dispersão e o cansaço tomasse conta do praticante. Você cansa muito menos e fica cada vez mais claro na sua mente onde você quer chegar. Um praticante pouco treinado na meditação, não consegue sustentar a concentração por muito tempo, dispersa rápido e sente muito desconforto tendo vontade de parar rapidamente. O atleta pouco treinado, sempre pensa que não vai conseguir, sente mais do que cansaço, um incomodo mental quando faz treinos muito longos e muitas vezes não consegue terminá-los. Mas nos dois casos, a persistência vai tornando a prática mais prazerosa, o corpo para de brigar com a mente e a coisa flui. Então para mim, aqui existe uma simbiose entre os esportes de endurance e a meditação, ambos vão se apoiando, ambos vão se ajudando a manter a nossa mente mais focada e isso permite mais tempo e mais performance no que quer que façamos.    

Filosofia do Yoga | 20 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Para Soltar o Próximo Passo

Para Soltar o Próximo Passo Muito se fala e faz na comunidade do Yoga em relação a abertura dos quadris. Essa flexibilidade é fundamental para permitir a meditação sentado por longos períodos sem desconforto. A mobilidade de quadril também é um ponto importante para a saúde e estabilidade da coluna, nossa habilidade de andar e a boa postura. Nos encontramos em postura sentada no nosso dia a dia por muitas horas seguidas, trabalhando, vendo tv ou no trânsito, o que encurta os flexores do quadril, tensiona os rotatores e enfraquece os músculos glúteos. E quando escolhemos nos exercitar, acabamos selecionando atividades que acabam tensionando ainda mais essa musculatura como ciclismo, corrida ou trekking. E para o Yoga, muito além de comprometer a saúde física, quadris rígidos representam emoções armazenadas. Há quem considere os quadris a lixeira emocional do corpo. Medo e tristeza não processados, são jogados para lá. Pense em qual a reação mais natural do seu corpo ao se sentir ameaçado ou receber uma notícia devastadora. Curvar-se recolhendo os joelhos dobrados e fechando o peito, não é? Para se defender ou chorar, não importa, adotamos a mesma postura fetal, contraindo os flexores do quadril. A rigidez do quadril está muito ligada a dificuldade de processar o passado e encarar o futuro. Quadril preso segura o “próximo passo”. A rigidez na parte da frente é relacionada ao futuro, sobre viver a nossa verdade e não expectativas externas, enquanto a parte de trás, glúteos e inferior das costas mostra um apego ao passado. Nos quadris também guardamos emoções mal processadas em relacionamentos. Todo o tipo, inclusive com nós mesmos, demonstrando uma incapacidade de nos amarmos completamente. Você está pronto para enfrentar suas emoções “jogadas para baixo do tapete”? Então pratique. As sequências de asanas em geral possuem foco no trabalho do quadril. Posturas de pé e sentadas movimentam a articulação da área liberando pouco a pouco essa tensão. Eu uso algumas preparações para a abertura e liberação de quadril para dar uma movimentada no prana. Costumo fazer em momentos sem pressa, onde posso estar consciente e presente, como, por exemplo, entre as aulas. Não há nenhum objetivo de desempenho ou grandes alinhamentos, é só um momento de soltar e se preparar para o novo. Nem sempre faço todos os movimento, às vezes seleciono apenas um, aquele que meu corpo pede, mas quando me disponho a completar minha sequência, começo sempre do mais simples e gentil e deixo aqueles que exigem mais presença para o final. Me acompanhe: Começo minha jornada rumo a liberação das emoções presas fazendo uma leve flexão a frente com as pernas cruzadas. Inspire crescendo a coluna e curve-se nas canelas exalando. Solte os braços no chão e permita a gravidade te empurrar, curvando suavemente a coluna direcionando a testa ao chão. Inspire levantando lentamente até retomar seu alinhamento. Troque a posição das pernas e repita. Retome sua cruzada de pernas costumeira e mantendo os ísquios no chão e faça giros no quadril sentindo a mobilidade da cabeça do fêmur. Gire algumas vezes para o lado direito e a mesma quantidade para o esquerdo. Variação de Bharadvajasana - Estique as pernas e traga sua perna direita em meia-lótus, ou seja, com calcanhar em cima da virilha esquerda. Dobre sua perna esquerda para fora, levando calcanhar ao lado esquerdo do quadril. Dorso do pé esquerdo no chão, tente manter os dois lados do quadril no chão. Se possível, pegue seu pé direito levando a mão direita por trás das costas e faça um gancho no dedão do pé com indicador e médio das mãos como na imagem abaixo. Se não é possível fazer o gancho, relaxe as mãos ao longo do corpo e se concentre no quadril. Faça algumas respirações e repita para o outro lado. Quadradinho - Sente-se e cruze as pernas alinhando o joelho direito em cima do tornozelo esquerdo e o joelho esquerdo em cima do tornozelo direito. Se o joelho superior estiver levantado acima do tornozelo inferior, coloque um travesseiro ou bloco sob o joelho levantado para que você possa relaxar o quadril. Se os joelhos estiverem confortavelmente apoiados nos tornozelos, leve o corpo a frente tentando enganchar os cotovelos na frente das canelas para fazer um gancho. A intenção é deitar o abdômen nas pernas. Para isso, mantenha seu baixo ventre sugado na inspiração e cresça a parte baixa das costas ganhando espaço para ir mais a frente.   Em todos os casos, descendo ou não, mantenha a base da coluna longa, empurrando os ísquios no chão. Após 10 respirações, suba o tronco inspirando e torça exalando levando seu cotovelo esquerdo acima do joelho direito com as mãos em prece. Uma mão faz pressão na outra e cotovelo empurra o joelho. Sim, nas primeiras tentativas será muito desconfortável para a maioria das pessoas, mas não tente empurrar seu joelho para baixo, se concentre no gancho da torção do tronco. Mais 10 respirações e repita tudo para o lado esquerdo. Badhakonasana - Sente-se com solas dos pés unidas e joelhos afastados. Use seus dedões para abrir as solas dos pés em direção ao teto. Cresça a coluna em uma inspiração e desça tentando levar o umbigo ao chão, não a cabeça. Se já é muito forte tentar abrir as solas dos pés e descer os joelhos ao chão com a coluna alongada, fique nesta etapa. E se por outro lado, descer o umbigo, leve o queixo ao chão, sem curvar a coluna. Depois de 5 a 10 respirações, suba inspirando, junte os joelhos e prepare a próxima. Virasana - Joelhos no chão, pés afastados mais que a largura do quadril, dorso dos pés no chão, sente-se entre os pés. Calcanhares colados ao quadril, não deixe-os abaixo, sentando sobre seus pés. Coluna longa. Se não há conforto nos joelhos, use um bloquinho para elevar o quadril, mas mantenha os alinhamentos. Se é muito confortável, intensifique deitando o corpo para trás no chão e alongando a parte frontal das coxas. Depois da sequência gosto de escutar meu corpo e me sentar por instantes da forma que for mais confortável naquele momento. Ao enfrentar trabalhos de abertura de quadril, vá devagar, com cautela e gentileza consigo. Pode ser que seja necessário algum tempo de prática constante de asanas para que você sinta essa liberação, que pode vir como uma leveza do peso a ser retirado, mas pode vir também através das lágrimas. Não é incomum posturas de abertura de quadril e peito provocarem o choro, não segure, não se assuste, mas não se identifique. Aceite essa emoção liberada e siga com a sua prática, ao finalizar virá a sensação de leveza esperada. Pronto para liberar o próximo passo. Namastê   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 8 dez 2020 | Ellen Lima

SOBRE EVOLUIR NO YOGA

SOBRE EVOLUIR NO YOGA É natural que ao iniciarmos no yoga desperte dentro de nós o desejo de evoluir na prática de asanas: primeiro as posturas fáceis, com o passar do tempo as posturas intermediárias e enfim, as tão desejadas posturas avançadas! A frustação logo vem quando o colega que começou pouco antes ou depois faz um asana que ainda não conseguimos: o Ego já aparece para cobrar e começamos exaustivamente tentar evoluir na postura física, nos frustamos e muitas vezes até nos lesionamos. Alguns desistem diante das dificuldades pensando \"yoga não é para mim\"; alguns continuam tentando evoluir com o impulso do Ego (sem perceber que já não está praticando Yoga) e há quem comece, a partir da dificuldade, praticar verdadeiramente o yoga, e compreende que evolução não é apenas aumentar a dificuldade do asana. Meditação e Pranayama muitas vezes são subestimados por muitos adeptos do yoga, mas é a partir da meditação que acalmamos a mente e a peparamos para fazer svadhiyaya (auto-estudo) durante a pratica; é através do pranayma que potencializamos a energia do corpo para realizarmos os asanas. Tem dias que a prática é fluída, asanas saem com facilidade,com estabilidade e permanência, mas também tem dias que a prática não flui como esperamos, o corpo dói, desequilibra, não encaixa e asanas que outrora eram feitos, não saem; fazer um asana mais difícil então? Impossível. Mas o que é realmente evoluir na prática? new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Depois de algum tempo o praticante que se entrega de corpo e alma aos verdadeiros ensinamentos do Yoga descobre que evoluir é na verdade aceitar a dificuldade e aproveitá-la para crescer; usa as ferramentas do yoga para se conhecer, entender, observar, estudar e então superar as barreiras mentais e físicas que aparecem ao longo do caminho. A pratica de Yoga pode comprar-se ao mar: ora nos sentimos a onda mais alta, ora a onda que desmorona, e somos esmagados pelo Ego caso ainda não tenhamos compreendido que não somos nem a onda mais alta, nem a onda que desmorona: somos o Oceano! É libertador quando descobrimos e começamos a viver a verdadeira essência do yoga. Quando percebemos que os asanas não são realizados com finalidade estética; asanas são posturas que, através do corpo físico, trabalham a energia interna. Cada pessoa tem suas barreiras e dificuldades e ninguém deve comparar-se. Seja e esteja como estiver a sua prática de hoje, lembre-se: não somos o asana, somos a energia que ele movimenta. Olha pra dentro do teu corpo e não para fora! Não somos as ondas do mar, somos o Oceano. Entregue-se à prática por completo, aceite com carinho as dificuldades que surgirem, tenha disciplina, esforço sobre si mesmo para superar-se, mas pratique com amor, com respeito, com verdade e confie no processo: jamais se esqueça a evolução é interna e invisível aos olhos! Hari Om! Ellen Lima Dharma e Yoga - a busca do proposito from YogIN App on YouTube.

1 2 3 8