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Filosofia do Yoga | 27 abr 2021 | Daniel De Nardi

Yoga e Saúde – Podcast #11

Podcast Yoga e Saúde e entenda como. No dia 7 de abril, é comemorado em todo o mundo o dia Mundial da Saúde e gravamos este podcast especialmente para esse dia Atualmente, o Yoga é reconhecidamente um sistema que aprimora a saúde dos seus praticantes e dezenas de pesquisas já comprovaram isso. Nem sempre foi assim. Essa relação de cuidado do corpo e observação da saúde não fazia parte do Yoga em suas escrituras iniciais. O cuidado com a saúde começa a fazer parte das observações dos yogins a partir do movimento tantrico. O tantrismo surge na Índia por volta do século VII como um movimento de protesto contra o poder que os brahmanes detinham, pois eram os únicos com acesso às escrituras. Os tântricos começaram a questionar essa infalibilidade dos Shastras (escrituras) e difundir que o que realmente importava não era o que estava escrito nas escrituras, mas o que se percebia. O que o corpo manifestava, pois o que acontece de verdade, acontece no corpo. O movimento tântrico é fruto de uma misturas de várias linhas de pensamento que também ganhavam força na Índia neste período conhecido com renascimento indiano. Entre as linhas de pensamento estavam o budismo e jayanismo, dois sistemas que questionavam a divisão da sociedade em castas. Os tântricas absorveram muito destas culturas e também emprestaram maneiras de entendimento a esses sistemas. Outro sistema que influenciou muito o movimento tântrico foi a medicina ayurvédica. Como o corpo era sagrado e o local onde as coisas verdadeiramente aconteciam, nada mais lógico do que cuidar desse templo pessoal. Junto com os ensinamentos da medicina ayurvedica o movimento tantrico começa a usar posturas do Yoga e dá origem ao Hatha Yoga. A visão de que o corpo é um identificador de conflitos internos é fruto desse movimento. Para o Yoga, quando por exemplo agimos em dissonância com a consciência, desequilibramos  e o corpo demonstra isso em forma de uma doença. As doenças são por tanto produzidas por nós a partir de conflitos entre o que sabemos que é o certo a ser feito e aquilo que queremos fazer. A saúde torna-se um excelente termômetro se estamos vivendo uma vida de acordo com nossa verdadeira natureza. Não trata-se de cuidados excessivos, pois isso também é fruto de desequilíbrio. Cuidar da saúde é muito mais auto-observação das escolhas que tomar 3 sucos verdes ao dia. Claro que devemos  ponderar casos em que não como a pessoa ter gerado esse tipo de desequilíbrio para gerar doenças graves, e aí entra o fator imponderável da Natureza ou pode-se acreditar em outras coisas. O que podemos comemorar nesse dia mundial da saúde é que o Yoga tem ajudado muita gente a viver uma vida mais saudável. O Yoga ensina exercícios saudáveis e promove a saúde em todos os seus praticantes. Seus exercícios ativam orgãos profundos e ajudam na melhora do funcionamento do corpo como um todo. Yoga é tudo de bom para a saúde. Outro ponto que também podemos comemorar é que o Yoga ensina seus praticantes a estarem mais atentos ao que fazem, especialmente diante de decisões. As decisões corretas conduzem a um corpo saudável e isso o Yoga também pode nos ajudar.     Links do Podcast     Playlist da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição do podcast   Yoga e Saúde #11 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, esta é a serenata de cordas de Tchaikovsky e está começando o 11º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Nós vamos falar sobre yoga e saúde. Hoje, dia 7 de abril, é o dia mundial da saúde. Quando você fala para alguém que está fazendo yoga, muitas vezes ela pode falar “ah, também preciso porque não estou muito bem da saúde”. Qual seria a relação do yoga com a saúde? Qual seria a visão que o yoga tem em relação a essa parte importante, uma vez que todo mundo considera o yoga como uma prática que faz bem? Primeiro a gente tem que separar os pontos e saber se de fato faz bem à saúde. Isso é comprovado em intermináveis pesquisas científicas, e uma das coisas que é detectado nas pesquisas, com pessoas que praticam yoga, é que a prática faz com que você diminua o nível de Cortisol. O que seria o cortisol? A gente uma liberação dessa substância para executar as tarefas diárias, pra ter realmente força pra lutar pela vida, a vida de ninguém é fácil, a vida é uma luta, uma força de potências e isso faz com que a gente precise ter energia e o cortisol produz, digamos, essa agressividade. A medida que você tem uma liberação maior que o natural a sua força torna-se maior também, mas é aquela coisa “não há almoço grátis”, sempre que você tira de um lado, você perde do outro, não há como produzir só vantagens. Nesse caso, a liberação de cortisol faz com que pessoa tenha mais disposição nos momentos de luta, mas por outro lado, abaixa o sistema imunológico. O sistema imunológico é responsável por defender o no nosso corpo contra as ações das bactérias, dos vírus, das doenças e das infecções. Então a gente tem um sistema que determina o nosso nível de saúde, se você tem um sistema bem resistente, não é qualquer doença que irá te afetar e, comprovadamente como eu falei, o yoga baixando o cortisol faz com que haja uma melhoria no sistema imunológico, então os yôgins são pessoas mais saudáveis que a média porque a prática auxilia na redução da liberação de cortisol, consequentemente na redução do estresse e por conta disso, um reforço no sistema imunológico, então a pessoa fica menos doente. Mas a gente precisa observar que saúde pela definição da Organização Mundial de Saúde não é apenas você não ter doença, mas viver com uma sensação de bem estar. E mais uma vez a gente a prática trabalhando neste sentido, é óbvio que quando temos tensões relacionadas ao dia-a-dia, que são naturais e fazem parte do dia de qualquer pessoa, ela podem não gerar doenças, podem atrapalhar a nossa vida. A OMS coloca a sensação, o bem estar como parte da saúde e quando você trabalha o relaxamento e aumenta o bem estar, acaba tendo mais saúde na visão da organização. O yoga acaba reforçando a nossa saúde, faz bem, é saudável, e não produz efeitos colaterais como outros exercícios produzem, ele faz bem esse papel de fazer com o que o praticante usufrua da prática por muitos anos. Há determinados esportes e atividades que são limitados a idade, mas o yoga tem como filosofia que o praticante o leve para o resto da vida, como um estilo, que independentemente de onde estiver, o praticante consiga realizar os seus asanas, as suas posturas, uma respiração para acalmar, fazer um relaxamento, meditar e, além disso, usar a filosofia em seu dia-a-dia. Então o yoga tem essa proposta de longevidade, mas não é uma prática apenas para jovens, melhora a nossa saúde (além do cortisol, há a compressão dos órgãos por meio dos asanas que estimula a circulação sanguínea). Então você vê esse outro ponto de melhoria, o yoga vai desfazendo as tensões não só nos órgãos como no corpo todo, a tensão muscular dificulta a circulação sanguínea, ela dificulta a levada de nutrientes para a região, no primeiro momento gera desconforto, dor, é desagradável e a longo prazo pode gerar algum tipo de doença. O yoga pode ser praticado por mais velhos e pelos mais jovens que querem ter um corpo mais saudável. Não é ser obcecado em relação ao próprio corpo, até porque isso é um desequilíbrio, o ponto bom da saúde é quando você não precisa se preocupar com ela, toma decisões coerentes com o que sente e isso não causa danos a sua saúde, à medida que for aparecendo sinais de desequilíbrio   você observa qual é a relação disso com os seus hábitos, mais pra frente a gente vai ver que a gente acaba desenvolvendo no nosso corpo desequilíbrio e, consequentemente, doenças. Mas será que o yoga sempre teve relacionado a saúde? Originalmente não, a saúde acaba sendo uma consequência pelo bem estar, claro que você pode fazer pensado na saúde, as técnicas são maravilhosas, elas tem milhares de benefícios que podem ser usados em aspectos específicos para quem está precisando, não tem como descartar a capacidade de relaxamento que o yoga pode produzir. Mas a proposta do yoga é da revelação do eu, de a gente chegar no que já somos, mas não descobrimos, a busca de uma voz verdadeira que te acompanha, mas que você boicota, é o processo de você trazer a voz e as ações condizentes com essa voz para a sua vida fazendo com que ela se torne plena e melhor. Então, originalmente, a saúde não aparecia nos textos, não há associação ou orientação nos Vedas e Upanishads, tem alguma coisa pra saúde generalizada, o yoga era voltado a espiritualidade, ao equilíbrio mental. Começa-se a associar yoga e saúde a partir de um movimento surgido na Índia a partir do século V d.C., o Tantra. O que é o Tantra? É um conjunto de textos produzidos por sábios e deram origem ao movimento filosófico. Um grupo de pessoas que estavam descontentes com determinados comportamentos da sociedade. Os líderes e sábios que começaram a criar textos próprios e debates para questionar o status quo. Os tântricos questionavam as escrituras que passaram a ser escritas na Índia desde 3500 a.C. com o Rigveda tem um grande valor para o indiano, quem domina a capacidade de interpretar e de reproduzir rituais que as escrituras citam é o brâmane, que é o sacerdote que transmite para as pessoas os mantras e conhecimentos – os tântricos passam a questionar a infalibilidade dos textos, “será que realmente tudo que e gente está vivendo foi dito há 3000 anos?”, eles questionaram e trouxeram para o corpo o valor das coisas. O tantra é esse movimento, não existe movimento tântrico antes, nenhuma escritura relacionada ao tantra antes dos tantras. Esses sábios começam a juntar o conhecimento deles com outras áreas que estava ganhando relevância na Índia naquele momento, havia, pelo menos, dois sistemas que combatiam o sistema de castas. Nas castas você nasce em determinado grupo social e pertence a ele até o fim da vida, hoje este sistema é contra a lei. Os budistas que estavam crescendo na época questionavam o sistema de castas assim como os jayamistas, estes são dois movimentos indianos internos surgidos do hinduísmo e que criam sua própria linha filosófica. O tantra conversava com as outras linhas de pensamento que questionavam o status quo da sociedade, ele assume ideias do budismo e do jayamismo e empresta conceitos que os sábios debatiam. Junto a isso, soma-se ao estudo da medicina ayurvédica que ganhava bastante força. Como os tântricos acreditavam no valor do corpo ele absorvem conceitos e técnicas do ayurveda e começam a observar a saúde de maneira mais plena. Dessa influência (do tantra se juntando ao ayurveda e com o budismo) nasce o Hatha Yoga, que é uma pratica do yoga que trabalha muito a parte dos asanas, todo o foco em auto-observação surge por conta de uma valorização do corpo, o corpo é visto como a biografia humana, se há um desequilíbrio em outras áreas isso se reflete no nosso corpo e há sempre uma relação, que você pode observar, entre as nossas atitudes e as nossas decisões. Esse trabalho de percepção também é voltado para a melhoria da saúde, a medida que você é mais consciente da suas ações, você toma decisões de acordo com as necessidades do seu corpo, não se alimenta de forma desenfreada por exemplo, fica atento ao nível da sua fome. O corpo mostra a dissonância da voz interna, se você apenas a voz do corpo e da mente, acaba ignorando a voz interna, gerando um desequilíbrio. Se você é viciado em um alimento que não te faz bem, com o tempo você vai apresentando um desequilíbrio e o corpo pode desenvolver uma doença. Assim como o medo, em que você enrijece a sua postura, e pode acabar desenvolvendo um trauma para a coluna ou algo mais grave. Para esse entendimento do yoga tudo passa pelo indivíduo, que tem a saúde plena, mas que desequilibra conforme as decisões dissonantes ao eu. O processo da saúde é um bom demonstrativo se você está a caminho dessa voz interna, quando a gente está bem ou feliz é porque a gente está seguindo aquilo que realmente é verdadeiro em nós. Se você seguir a voz dos outros, ou a vontades alheias sem se atentar a voz interna o yoga vai ensinando que esta atitude tem consequências para saúde. A prática dos asanas, assim como dos pranayama, também produz saúde, além da meditação que abaixa o cortisol, aumenta o sistema imunológico e faz com que a gente viva uma vida mais saudável, que é um bom indicativo de uma vida mais plena. Serenata de corda pra Tchaikovisky, dessa música eu não conheço nenhuma história especial, mas é uma música que eu acho bonita. Tchaikovisky teve uma vida muito difícil, ele não gostava de compor balé, mas compôs os balés mais bonitos, vivia em uma época de muita discriminação. Tinha uma grande paixão pela mãe, era homossexual, e a obra dele é uma descrição dessa dor, mas ao mesmo tempo algo puro e belo como uma dança, e essa música expressa muito bem isso, eu vou deixar apenas um movimento aqui, mas vale a pena você ouvir a música inteira. Ele faz movimentos muito parecidos ao de Mozart, algo que você pode ver se ouvir a música inteira. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya! https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Como montar uma seita
Podcast de Yoga | 25 mar 2021 | Daniel De Nardi

Como montar uma Seita – Podcast #08

Como montar uma Seita - Podcast #08 Esse podcast vai falar sobre o perigo de sistemas coletivistas usando como exemplo o maravilhoso filme com Edward Norton e Brad Pitt - Clube da Luta.   Links Podcast falando de Chuck Palaniuk Playlist da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo  Meu curso - Yoga, Aprendizado e Liberdade Namastê!   Transcrição do Podcast #08 Como montar uma seita #08 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando mais um “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”, o episódio de hoje vai falar em como montar uma seita. A busca do yoga é sempre uma busca por uma identidade pessoal, a busca por você encontra a sua real natureza e conseguir, de alguma forma, levar isso pro mundo, trazer isso à tona, externalizar aquilo que você tem apenas seu, e tem uma coisa que pode atrapalhar bastante o yôgin nesse objetivo que são ideias coletivistas, você seguir demais uma ideia que não é sua, uma ideia que é de um grupo, ou é formada por alguém e ditada como sendo de um grupo, isso vai automaticamente dificultar você expressar a sua real natureza, a gente vai entender bastante isso que esse é o sistema básico de funcionamento de uma seita, que é você ter ideias coletivista, ideias que aparentemente valem para todo mundo. E no yoga isso é muito presente, existem várias seitas dentro do yoga, grupos que utilizam essa busca das pessoas por um conhecimento diferenciado, e esses mestres ditos avançados, evoluídos acabam gerando uma espécie de doutrina muito particular que nem sempre tem a ver com a identidade de seus participantes. Então como funciona a construção de uma seita ou de qualquer outro grupo coletivista? Acaba-se assinando com algo que aparente é muito bom, existe a necessidade de naquele momento você resolver um problema bastante grande. No caso do yoga, fala-se muito dessa busca por uma vida melhor, de iluminação. De fato o yoga pode conduzir a isso, ele pode gerar nos seus praticantes um bem estar e uma busca e uma vida melhor. Só que isso não necessariamente vai passar por um processo coletivista, algum líder acena com essa resolução de um problema bastante difícil, começa a colocar a mensagem dele pessoal, junto com as técnicas do yoga porque o yoga por ele mesmo já vai produzir isso, ele não precisa da condução de um mestre tão direcionada assim, a prática em si já vai despertando no praticante essa busca de identidade, ele já vai sacando a partir da execução das técnicas o que de fato ali ele está buscando, o que de fato ele é, o que é melhor nele e o que precisa ser mais trabalhado. Pra gente deslocar um pouquinho e tentar entender melhor como esse movimento coletivista acontece, não no yoga, mas em outras áreas, a gente tem nitidamente isso acontecendo na área política, Então fala-se assim “eu vou resolver o problema dos pobres” e aí as pessoas acreditam nisso sem questionar aquela ideia e acabam tendo que seguir as outras coisas que esse líder queria e na verdade esse objetivo não era resolver o problema dos pobres, era um poder pessoal, riqueza pessoal, ele não estava preocupado com a resolução daquele problema.  Então se você tem um problema bastante utópico é mais fácil você vender uma ideia que as pessoas vão acreditar, a mudança ela vai acontecer de um pra um: o professor dando aula para um aluno e o aluno praticando. A mudança não acontece de maneira coletivista, o yoga não tem essa proposta de mudar todas as pessoas, é a pessoa praticando e ela vivenciando a sua própria mudança pessoal. Ela descobrindo a partir da meditação do estado de relaxamento, descobrindo a sua verdadeira natureza e, de alguma forma, externalizando isso. Esse é o processo do yoga, que não é uma pessoa mudando toda a comunidade, é a pessoa buscando a sua própria real natureza. Aí vem um outro ponto, que é dentro da cultura do Sankhya que é a cultura naturalista do yoga, você tem que externalizar essa consciência mais pura, você tem que coloca-la pra fora porque, dessa forma, você está fazendo o melhor uso, melhor proveito da sua vida. Quando você obstrui essa real natureza de ir pra fora você está prejudicando o andamento do mundo, uma rápida explicação, simplificando o sistema do Sankhya. Então na política isso também acontece e isso é muito perigoso, a individualidade não pode ser construída a partir da ideia de uma outra pessoa, ela precisa ser construída a partir de muitas referências que acabam construindo algo que ninguém consegue juntar, porque você tem muitas referências. A partir do momento que você segue uma única ideal coletivista eu faz todo o sentido pra você em todas as áreas da sua vida, a probabilidade de isso estar errado é muito grande porque como eu falei nós somos feitos de referências, se você sempre ouve os meus podcast concorda com tudo que eu falo, tem algo errado não pode estar certo. Eu faço construções a partir do que eu vivi e você não pode pegar tudo o que eu estou falando e achar que descobriu a forma de ser, a forma de ser você tem que construir a partir da sua vivência pessoal, do seu estudo, da sua busca por mais conhecimento, por entendimento próprio e por entendimento das coisas que o rodeiam. Então o ponto é que você tem que ouvir o que estou falando e falar “até entendo o porquê ele está falando sobre isso mas não concordo porque eu tenho um outro ponto de vista”, não ficar um chato questionando tudo, mas se você aceita tudo o que o seu guru está falando, tudo o que ele fala é verdade, não pode porque aquilo pode ser verdade só para ele mesmo, não pode ser mais verdade para outras pessoas. E aí como é que você vai ser essa construção, se ninguém pode te dizer? A construção ela tem que ser pessoal e precisa ser gerada a partir de, como eu falei, de diversas referências, de diversas influências e estudos e que alguns vão fazer sentido para a sua forma de ver o mundo, outros não. Mas se você segue uma única linha coletivista que te fala tudo, isso pode ter uma grande probabilidade de erro, não faz sentido todas as ideias de alguém serem totalmente de acordo com as suas, o mínimo de raciocínio a gente já pode entender sobre isso. Pra deixar uma ilustração mais clara exatamente do que a gente está falando aqui, eu poderia contar a história antes pra depois trazer o conceito, mas eu preferi falar do conceito porque agora a gente tem mais referência para analisar melhor a história. Aí tem um outro ponto, também, que quem não assistiu a esse filme e quer ver pela primeira vez, pode parar o podcast agora e ouvir depois, a partir desse momento, porque agora a gente contar toda a história do Clube da Luta, que é um filme muito famoso, vou falar detalhes sobre ele. Então se você quiser assistir o Clube da Luta pela primeira vez sem saber da história, pare o podcast agora, se você já viu esse filme, eu sugiro que ouça mesmo assim por que a gente vai ver pontos que você não tenha percebido e, também, se mesmo que você tenha visto é interessante depois dessa análise você rever o filme porque é um filme brilhante, com sacadas brilhantes que nos ensina muito sobre a vida, de como a gente segue coisas que não são nossas. O Clube da Luta é um filme bastante famoso no mundo do cinema, ele é muito respeitado como um filme que fez várias inovações, mas no Brasil, especialmente no cinema, ele não fez sucesso porque quando ele foi lançado teve um tiroteio no Shopping Morumbi, não sei exatamente a data, (talvez em 2000) mas naquele ano teve um tiroteio durante a exibição de filme e atirou e matou várias pessoas, uma tragédia aqui em São Paulo. Isso acabou afastando as pessoas desse filme, eu mesmo, depois de ver o atentando eu não vi, só vi depois em DVD. Mas desde a primeira vez que assisti ele já entrou na lista dos meus filmes preferidos, vi como uma ideia brilhante porque foi um filme que quando eu terminei eu pensei “quem de fato sou eu?” eu poderia dizer que foi o filme que mais gerou esse tipo de questionamento, de impacto em que foi qual é a minha real construção? Apesar de eu ser bem novo na época, eu lembro que aquilo reverberou, eu fui dormir com a sensação de quando o filme terminou, porque ele termina com um impacto muito grande, o final é muito forte. Esse filme é adaptado de um livro de um escritor americano chamado Chuck Palahniuk, ele é bem reverenciado no mundo literário, os escritores gostam muito da obra dele. Eu vou deixar um podcast como referência que é sobre um outro assunto que é a Jornada do Herói, que eu estou estudando agora par um outro curso que eu estou produzindo e, nesse podcast, eles falam sobre o obra do Palahniuk porque é uma obra que contradiz a linha do herói. Mas voltando ao Clube da Luta, o filme foi escrito por esse escritor brilhante, e filmado pelo David Fincher, de Seven, ele produziu também o filme sobre o Facebook, O Curioso caso de Benjamim Button, ele é o diretor d House of Cards, então é um diretor que na época o Seven já tinha saído, então ele já tinha uma certa fama, nunca ganhou o Oscar, mas é um diretor super famoso e tem uma obra que mostra muita construção e vale a pena ser vista. O filme começa, a primeira cena, pra quem não lembra exatamente, eu assisti agora recentemente na casa da minha tia, ela disse que nunca tinha assistido e eu fiquei com uma certa inveja, porque eu queria estar assistindo ao Clube da Luta pela primeira vez, depois que eu vi pela primeira vez eu alguns trechos do filme, mas não tinha assistido ao filme inteiro pela primeira vez. Como é um filme de memória e de mudança de personalidade, ele só fica interessante quando você vê pela primeira vez, como no caso de Os Suspeitos ou daquele outro do menino que vê os mortos, sãos filmes que quando você vê pela segunda vez ele ficam mais interessantes, porque você passa a entender a perspectiva de um outro ponto de vista agora que você já sabe o final. Então vale a pena assistir, eu indico muito, porque o filme é de uma sabedoria para o nosso envolvimento com o grupo e entendimento de ideias coletivistas fantástico. A primeira cena do filme é ele nos prédios, a noite, e ele está preparando para explodir os prédios e ai ele fala isso tudo aconteceu por causa da Marla, aí você se pergunta por que pela Marla? Bom, aí começa a história desde o começo, ele era um rapaz que tinha sido abandonado pelo pai, ele não demonstrava mas isso afetava muito ele, e ele era muito consumista, ele queria ter todas as coisas de lojas famosas, ele era um cara super metódico, super certinho, mas ele não ia até o ponto daquela dor dele, ele não investigava aquela dor daquela vida extremamente vazia e ele tentava resolver isso a partir de remédios porque ele não conseguia dormir, então ele tinha essa aflição. Só que quando ele retornou ao médico, este passou a negar os remédios, dizendo que não havia motivo para prescrição, à medida que ele não tinha dor, pelo contrário, tinha um emprego estável e coisas maravilhosas que todo mundo quer e se ele queria saber, de fato, quem tinha dor de verdade, poderia a ir uma reunião de homens com câncer de próstata. Ele vai por curiosidade, e ali tem outras pessoas que se confessam em exercícios, se abraçam e externalizam o que estão sentindo. Então ele entra numa catarse emocional, e põem pra fora toda a angústia, ele se libera, deixa vir à tona um pouco aquela dor e dorme como nunca tivesse dormido, então ele conclui que a solução para dormir é ir a esses encontros e chorar compulsivamente. Então ele começa a ir ao todo tipo de encontro, homens câncer, caras que não tem grana, viciados em sexo, ele passa a ir a esses encontros para chorar e poder dormir. Só que aparece uma menina, que é o arquétipo da maluca, a Marla, que acabou sendo namorada dele, quando ela chega aos encontros ele percebe que ela é uma farsa, exatamente igual a ele, e isso o deixa constrangido e ele não consegue mais colocar pra fora as angústias dele porque é como se alguém tivesse vendo a farsa. Ele não está colocando de forma legitima, ele está mascarando com um outro sofrimento e deixando a dor vir à tona. A Marla obstrui isso, o que o deixa maluco porque ele passa a não ir mais aos encontros e passa a não dormir mais uma vez. Quando a gente dorme, a gente dá um tempo para o nosso consciente se reorganizar e a gente dá também uma possibilidade de receber informações do nosso inconsciente, essa informação não pode vir a tona, de uma só vez, as informações do consciente devem ser trabalhadas e sendo liberadas gradualmente. No podcast passado eu falei sobre o curso do Roberto que eu estava editando, e eu vou fazer uma referência ao curso dele porque ele conta uma passagem muito interessante lá que é sobre esse retiros de um final de semana, e ele fala que o problema disso é justamente porque funciona ficar um tempo externalizando aquilo, botando pra fora, fazendo dança, liberando, fazendo uma hora de respiração, duras horas de meditação, coisa que você nunca fez antes e , de alguma forma, você traz coisas do inconsciente. Ok! Isso é bom e a gente não pode reprimir essa informação que a gente tem no subconsciente, mas a forma de a gente trazer, sem nenhum filtro, sem nada, ela pode ser bem prejudicial. Então você tem esse caso, de utilização de drogas, as drogas mais alucinógenas pode deixar a psiquê confusa e a pessoa a partir disso ter problemas psicológicos porque vem muita informação de uma vez só. Aí ele fala desses encontros, que informação de uma vez só, e que muitas pessoas acabam tendo consequências desastrosas porque veio muita coisa e, as vezes, ela não queria e o Roberto menciona no curso que o próprio Freud no final da vida falou que “tem coisas que é melhor deixar ali”. No filme, quando você já conhece a história, quando você vê a segunda vez, você começa a entender que quando você não dorme, você começa a trazer muita informação do subconsciente e começa a confundir a sua psiquê. O sono é a parte muito importante para a saúde mental, porque você dorme você reorganiza os seus pensamentos, você libera esse tipo de informação que tem que vir de forma filtrada, você não recebe tudo de uma vez. O narrador na verdade não tem nome – o personagem do Edward Norton é o narrador –, então ele começa a trazer tanta informação dentro do psiquismo dele que ele passa a ser outra pessoa, Tyler Durden, que é o personagem do Brad Pitt, um cara justamente o oposto dele. Então ele sempre tem diálogos em que o Tyler fala “Eu sou o que você queria ser”, então ele coloca todas as “podreiras” que o narrador, de repente, queria fazer: ele trabalha como garçom e faz xixi no prato dos ricos; ele recorta frames, corta na película um pênis, para as pessoas receberem aquele tipo de mensagem sem filtro, porque aquilo é tão rápido que ninguém vê, ele faz todo o tipo de coisa fora do padrão social que eventualmente o narrador queria fazer, mas que ele não conseguia por pra fora e aí ele acabava sendo uma outra pessoa que é o “certinho”. De fato o Tyler é a personalidade real dele ou ele é aquele cara certinho, porque o Tyler traz vários tipos de problemas pra ele, ele sendo dessa forma traz vários tipos de problemas que começam justamente nesse período que ele não tá conseguindo dormir e o Tyler toma conta dele e funda um clube de luta, a ideia do clube era lutar, colocar a sua energia pra fora, ninguém estava ali para se matar ou se machucar, as pessoas estava ali para externalizar as suas angústias, as suas tensões na forma da luta. E aí aquilo passa a ser muito bom para todo mundo que passa pela experiência que passa a ter gratidão pelo fundador, pelo Tyler, e aí dentro do movimento deixava as pessoas mais descontraídas, vivendo uma vida melhor (ele fala, inclusive que como ele passava por dificuldade na luta, o dia a dia do trabalho dele era muito simples porque a luta era difícil) e deram muita voz pra ele, Tyler. Aí surge as ideias coletivistas, porque o Tyler a partir do momento que ele libera a tensão das pessoas, elas passam a admirá-lo e a segui-lo mais ativos no clube da luta, passaram a seguir todas a ideias dele e ele tinha ideias absolutamente malucas. Ele fundou uma seita na casa dele e as pessoas ficavam trabalhando lá e produzindo sabões (ele sabia a fórmula do sabão – eles roubavam gordura das pessoas e produziam um sabão de melhor qualidade) com isso eles começaram a ter mais dinheiro e poder fazer essas loucuras do Tyler cada vez mais, chegando ao ponto de planejar a destruição de todo o sistema financeiro do mundo porque eles queriam destruir as máquinas e os prédios das principais operadoras de cartão e daí aquilo iria dar um bug no mundo. Com essa ideia por trás que ele tinha, que estava resolvendo a vida das pessoas, elas começaram a aceitar tudo o eu ele dizia sem nenhum tipo de questionamento. Então, o grupo tinha algo de repetição, eles repetiam ideias sem questionar, qualquer coisa que o Tyler dizia virava um mantra que ficava sendo repetido pelas pessoas lá de dentro como se fosse a maior verdade, todos falavam aquela mesma verdade e elas eram as verdades do próprio Tyler e aí você começa a perceber que projetos coletivistas sempre partem do objetivo do líder. Chega um momento que o Tyler quer ser demitido do trabalho e ele sabe que para isso acontecer ele precisa apanhar do chefe dele, mas ele sabe que isso não vai acontecer, então chega o ao grupo e diz a ele que todos precisam arranjar uma briga (no filme a ideia é interessante, ele fala de como as pessoas evitam brigas e isso é muito bacana porque as pessoas entendem que ninguém merece ser agredido, então faz-se um pacto por alguns direitos que são de todos, por exemplo, cumprir coisas de um contrato, falar a verdade, isso é um pacto social, todos aceitam e é um direito de todo mundo, isso não é um da ideia coletivista, é um direito de todo o ser humano: não ser agredido, cumprir as suas promessas e seus acordos, não roubar e ser roubado – existem direitos que são naturais, mas existem ideias que não são de todos que esses movimentos coletivistas acabam empurrando como algo bom pra todo mundo) então como o Tyler precisava ser demitido ele inventou isso, todos tentam arranjar uma briga, aí ele vai até o chefe e ele vai até o chefe e se automutila, começa a se dar soco e tudo o mais, mas era uma vontade dele e ele  transfere para o grupo. E chega um momento que o narrador percebe o que está fazendo, especialmente quando um amigo morre, o primeiro amigo que ele chora abraçado, não me lembro o nome dele agora, mas é um obeso, que fazia fisiculturismo e ficou com peitos enormes devido ao uso de anabolizantes, este foi um dos primeiros caras que começou a trabalhar na seita do sabão, ele toma um tiro. E o personagem do Edward Norton chega e vê as pessoas trabalhando e fazendo algo normal, empacotando o cara porque ele está morto, e ele fala “cara, o que eu vocês estão fazendo?”, eles respondem “ele estava participando de uma operação e morreu”, “mas ele é um ser humano” porque ele está se dando conta de que aquele inconsciente dele, que era o Tyler, estava fazendo. Então, como eu falei, botar tudo pra fora não é necessariamente uma coisa boa, mas a vida que ele vivia, angustiante de “certinho”, seguindo todas as normas da sociedade também não é, ele tinha que ter referencias diferentes pra essa construção pessoal do significado de vida. Eles mataram o cara, ele tomou um tiro de um policial, na verdade eles estavam botando ele num saco pra enterrar na casa e ele falou “isso não pode, ele era meu amigo” e eles falam pra ele “ninguém tem nome nas operações, senhor”, então você vê que esses processos coletivista não dá valor para o indivíduo, se de fato os coletivistas querem apoiar as minorias, como eles dizem, eles deveriam apoiar a menor minoria que é o indivíduo, se você tem os seus direitos naturais preservados, você não precisa de um outro direito, se você tem o direito à vida, o direito a sua felicidade pessoal, o direito aos seus bens, você não precisa de outros movimentos te protegendo, aqueles direitos bem protegidos eles já são suficientes para a sua felicidade, mas aqueles movimentos coletivistas falam “não vamos ter isso, aquilo mais”, a busca tem de ser da pessoa, ela que tem de busca o seu espaço , ela não pode dar pra outro essa possibilidade de construção, tanto de mérito quanto de satisfação pessoal, e ali e começa a perceber que esse movimento coletivista estava dando problemas, estava morrendo gente e as pessoas estavam tratando como algo normal, ele falava, não esse cara tem nome sim, o nome dele é John D, por exemplo, não me lembro o nome dele agora. E aí você vê que esse sistema de crenças simplifica as coisas, então os membros do clube não pararam pra pensar e falar “morreu um cara, será que isso não significa alguma coisa?”. Não, eles pegam e falam “na morte, os componentes passam a ter nome” e começam a repetir o nome dele como um mantra e ficam repetindo como se fosse uma verdade e se fosse algo inquestionável. Como eu disse a verdade só é inquestionável pra cada um, vindo do outro ela é em parte verdade ou não, a gente tem que aceitar que sempre as coisas podem estar erradas, se a gente parte desse pressuposto que é um pressuposto cientifico, as coisas podem estar erradas, eu estou provando cientificamente, mas pode estar errado, assim como eu estou falando tudo isso aqui, mas pode estar errado, porque pode ser que todos os seus valores casem realmente com o grupo, isso pode acontecer, pensa que a probabilidade é muito pequena, porque cada pessoa constrói a sua vida e seus valores pessoas, vai gostar de determinadas pessoas ou não, tem um grupo que tem determinado comportamento, a cara é perfeita alinha certinho com você, pode ser,  mas isso também tem chance de estar errado. Então como eu estou falando aqui que a construção tem que ser de diferentes referências eu posso estar errado nisso porque pode ser que você tem uma única referência a vida inteira e vive bem, sempre tem uma possibilidade de erro, a gente que aceitar isso e por isso que vale a pena refletir pensando no outro lado. No caso do Clube da Luta ele agia de duas formas, a própria Marla: ele tinha um desejo sexual por ela ele transava muito com ela quando ele era o Tyler, com vinha a vontade do inconsciente, aquele tesão, quando o sexo acabava ele voltava a ser o narrador, o Edward Norton e ele nem queria falar com ela, como um não sabia do outro, ele só acabava sabendo no final, ele não entendia quando ela tratava ele mal, para ele, ele estava sendo ele mesmo, que não tinha nenhuma relação com ela, mas pra Marla ele era o Tyler, com quem acabara de transar loucamente. Ele era duas pessoas em dois momentos diferentes. Então o Edward Norton começa a se conscientizar do processo todo, e vai atrás e descobre que fez operações em várias cidades, então quando ele achava que ele estava dormindo ele estava nas operações em vária cidades como Tyler Durden, ele tenta desfazer as coisas que o Tyler fez, mas as pessoas não deixam, não aceitam a mudança de ideia “não cara, você mesmo falou que ia mudar de ideia, mas não pode mudar de ideia, então a gente vai cortar o seu saco”, ele dá mesmo essa real pra eles. Então a pergunta que fica no final é: será que o Tyler é a real natureza do narrador, será que o Tyler é de fato o que o Edward Norton deveria ser? Eu acho que não, porque quando, no final, ele dá um tiro na boca o Tyler morre, o que demonstra que o Tyler não era ele, sua real identidade, porque se não essa identidade que ficaria, ela sobreviveria. E quem fica é um cara mais equilibrado, um cara que deixou algumas coisas virem à tona e também não seguiram totalmente o sistema, só que aí é tarde, ele já se deu um tiro na cabeça e a obra está construída assim, na verdade a grande merda (a palavra certa é essa) oi feita e os prédios acabam caindo, uma loucura dele porque ele era tão contra o sistema porque a vida dele era baseada naquilo, ele simplesmente  seguia o sistema, então ele criou uma revolta grande em cima disso e ele quis destruí-lo. Só que o sistema era ruim pra ele porque ele via o sistema de forma equivocada, o sistema não era ruim pra todo mundo, ele não tinha o direito de romper e querer destruir totalmente o sistema e usar um monte de pessoas dentro da sua ideia de revolução porque ele não gostava do sistema, porque ele não se adequava ao que estava imperando e que era bom pra muita gente, o sistema que dava liberdade de consumo para um monte de gente. Então aí fica essa questão, vejam o filme, a minha dica é essa e pra finalizar, agora eu comecei a comentar sobre as músicas, essa música como eu tinha planejado essa música para esse podcast eu já até deixei na playlist do podcast, então quem quiser ir lá consultar, é só ir lá, é a última música chamada Leningrado e porque eu escolhi essa música? Ela é de um compositor bastante conhecido no meio musical chamado Shostakovich, ele foi muito grande na época dele, mas ele foi um cara que ficou muito tempo preso no regime comunista, ele não conseguiu sair como outros (Prokofiev; Rachmaninoff; Stravinski, que foi pra França), ele ficou preso no sistema, mas ele ficou ali lutando contra esse sistema que era coletivista que entendia que todos os indivíduos serviam para o estado, um estado que ia resolver o problema das diferenças sociais e tudo o mais, e o Shostakovich ficou preso lá e tentando lutar com isso com a sua música. Leningrado foi bastante criticado na época, porque ela arrebatava as plateias, por onde ela passava ela levava um monte de gente para os concertos, ela fez um renascimento da música porque a música estava num período chato, experimentais com músicas atonais e, por conta disso, por Shostakovich fazer muito sucesso e tocar o público, o povão, na época ele foi considerado um charlatão porque não estava seguindo essa tendência revolucionaria de músicas atonais e tudo o mais. Mas, hoje em dia, tem pesquisadores como Leandro Oliveira, que é um grande pesquisador de música erudita, que considera o Shostakovich o maior e mais influente compositor do século XX, e é um período que tem bastante talento a gente tem o Mahler, tem o Strauss, tem o Sibelius, o Stavinski, que eu mencionei antes, tem o Gershwin, que é um americano que fazia música com jazz e música clássica, então tem muita gente boa e ele considera Shostakovich o melhor porque, de fato, ele tem uma obra forte, e essa música foi feita com o intuito de movimentar o povo mesmo, de fazer uma marcha para a libertação ela, inclusive foi chamada de “O Grito de Libertação” e o Shostakovich deixou uma palavra sobre essa música, ele deixou escrito o seguinte: “A peça não deve ser entendida contra as forças opressoras alemãs, mas contra todas as forças opressoras do mundo”” A música se chama Leningrado que também é um campo de batalha muito grande da Segunda Guerra e agora vou deixar com você o que é mais importante que é ouvi-la. Uma boa semana a todos, a atividade desta semana é assisti ao filme, pensar com a sua própria cabeça e tomar suas decisões, se quiser deixar algum comentário sobre o que você achou do filme, deixe o seu comentário aqui.