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Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

pranayama respiração
Filosofia do Yoga | 23 nov 2020 | Fernanda Magalhães

O primeiro de oito passos – Yama

O primeiro de oito passos - Yama   Ainda seguindo nossa temática sobre os Yoga Sutras de Patanjali, hoje nosso texto vem trazer o primeiro passo a ser dado em direção a transformação mental. No segundo capítulo dos Sutras, Patanjali aborda o processo espiritual em oito etapas de desenvolvimento (ashtanga), onde Yama é a primeira. Yama (sanscrito) é uma palavra que deriva da raíz YAM, que significa refrear, domar, dominar. Por isso pode ser comparado com restrições, por descrever o que deve ser evitado para o crescimento espiritual. “ahiṁsāsatyāsteyabrahmacaryāparigrahāḥ yamāḥ” - Yoga Sutras de Patanjali, 2:30 Não agir com violência (ahimsā); falar a verdade (satya); não roubar (asteya); não desvirtuar a sexualidade (brahmācārya); e não praticar o apego (aparigrāha) tratam das nossas relações com o mundo..  Os domínios a serem refreados com conhecimento dos Yamas referem-se aos impulsos naturais e inerentes dos seres vivos, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação: braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores. Estes instintos, se soltos e desregrados, provocam como consequência, o sofrimento. São considerados códigos de ética do Yoga por permitir que se viva em paz e harmonia com tudo que nos rodeia. Por trazer esse benefício em relação a vida em sociedade ao serem seguidos, os Yamas às vezes são confundidos com regras como as morais e religiosas. Esta comparação não reflete a verdade, pois o principal objetivo de Yama é eliminar perturbações mentais e emocionais e tornar o pensamento coerente.  Como estar com a mente centrada se há preocupações em relação às suas ações perante outro ser? Pessoas com saúde mental não encontram a paz se mentem, roubam e causam danos a outras pessoas. É preciso limitar as perturbações antes de prosseguir no caminho do controle da mente. Mas essa mudança precisa vir de uma busca voluntária e tolerante consigo mesmo. Ahimsa por exemplo, a não violência, precisa começar consigo mesmo se privando de hábitos destrutivos, pensamentos negativos e emoções reprimidas. As vezes, colocar muito esforço em uma postura de Yoga pode ser uma forma de violência.  Não é simplesmente uma forma passiva de não violência ao refrear seus impulsos, mas sim uma mudança interna refletida no exterior e na relação com o outro. Assim também acontece com todos os demais Yamas. Como falar a verdade (satya) se não a conhecemos? A “sua” verdade é real ou estabelecida pelas convenções do seu meio social?  Para não criar máscaras e assumir comportamentos hipócritas, antes precisamos praticar o autoconhecimento.  Asteya - não se apropriar do que não te pertence nasce na libertação do desejo naquilo que não é seu. Tem muita proximidade com aparigraha, o não apego. Se não há desejo pelo o que está além do essencial, não há desejo posse do que não te pertence. Bens materiais, status social, memórias, pensamentos, sensações, aversões e finalmente, outros seres vivos, o que te pertence? Revendo os conceitos do que realmente te pertence, se nessa existência tudo é passageiro, estamos todos temporariamente utilizando os objetos materiais, incluindo nosso próprio corpo?   Brahmacharya é reconhecer que a energia sexual é tão preciosa que não deve ser desperdiçada, mas sim direcionada para a criação. E isto pode não ter relação com o ato sexual. Há muitos celibatários que não praticam brahmacharya. Então para mim, os yamas são muito mais do que codigos de etica. São reflexos de uma mudança interna de desprogramação de condicionamentos resultantes de ideologias, tradições e valores impostos pela sociedade dando uma liberdade além dos preconceitos. Reflete a forma com que nos relacionamos conosco para que possamos transbordar para o outro, demonstrando essa consciência e solidariedade.  Yama é o inicio e a base da reforma interna.    Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

navasana, postura do barco
Dicas de Yoga | 22 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Navasana sem preconceitos

Sem preconceitos! Navasana foi uma das posturas sugeridas por mim no texto Criando uma Base para o seu Sirsasana como uma postura preparatória, mas este asana, em si, já constitui um grande desafio para muitos praticantes. Acredito que ao lado de chaturanga dandasana, é a postura mais mal falada e temida. Dá para sentir no ar o preconceito dos alunos no momento em que o professor dita: Navasana... Podemos olhar para Navasana, como temos feito com os outros asanas, pela visão sutil, para compreender quais são esses desafios propostos na execução. Navasana exige uma boa dose de força e equilíbrio, uma sabedoria na balança do esforço e suavidade. Contribui para desenvolver coragem e determinação no praticante. Desenvolve vitalidade e calor trabalhando o manipura chakra, ou plexo solar. O Plexo Solar é o centro da vitalidade, auto afirmação e energia pessoal. Localizado acima do umbigo, próximo às costelas, é o chakra mais influenciado pelas nossas emoções, tanto positivas quanto negativas.   É essa vitalidade, e o equilíbrio das polaridades que vai permitir que seu barco não afunde. Então muito mais do que uma postura de força, Navasana te exige sabedoria na distribuição da sua atenção e esforço para manter um estado mental mais equilibrado independente do desafio a ser encarado. Essa sabedoria começa mesmo na execução da postura. Talvez você esteja forçando demais a subida de suas pernas sem dar a atenção necessária á base, no assoalho pélvico. A postura exige sim uma boa dose de força na musculatura do seu tronco, mas tudo começa no equilíbrio da pelve, onde nosso querido uddiyana bandha (a sucção do baixo ventre) dá aquela grande contribuição. O acionamento deste Bandha ajuda na estabilização do peso do seu corpo na área da pelve enquanto traz as coxas próximas ao abdome. Se você executar o movimento de aproximar as coxas do tronco sem acionar o uddiyana bandha, sua coluna naturalmente se curva e seu corpo tomba para trás. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Navasana Navasana também é uma ótima postura para avaliar a influencia do ego. Os praticantes normalmente se dividem entre aqueles que querem subir os pés esticando as pernas a todo custo e aqueles que nem tentam porque se acham fracos demais. Nos dois casos é o ego quem fala. Só se conquista um navasana estável por muitas respirações compreendendo os seus limites reais e enfrentando os desafios, ficando mais forte. Para entender a variação ideal de Navasana para você, sente-se com joelhos juntos e dobrados, as solas dos pés no chão. Ative o assoalho pélvico. Deixe que a base de sua pelve se arredonde suavemente, acomodando seu peso no espaço entre os ísquios e o cóccix. Acione mula bandha e uddiyana bandha. Se você tiver uma protuberância óssea na área do cóccix, utilize uma base mais arredondada. Em seguida, na inspiração, crie espaço entre as suas vértebra s alongando o tronco. Mantenha as mãos nos joelhos sem segurá-los e vá inclinando seu tronco para trás balanceando o peso de suas pernas na tentativa de tirar seus pés do chão. Solte um pouco as mãos dos joelhos mantendo os braços esticados paralelos ao chão e as palmas uma voltada para outra. Se esta variação ainda é um desafio, mantenha a pontinha dos pés no chão. Para quem se sente confortável, a subida das pernas vai acontecendo gradualmente até que o equilíbrio dentro da postura completa seja conquistado e você possa olhar as pontas dos dedos dos pés.   Os benefícios físicos da postura do Barco são o fortalecimento dos músculos abdominais e os flexores do quadril; a melhora da saúde de todos os órgãos abdominais, especialmente do fígado e dos rins, contribuindo na desintoxicação do corpo e estrutura o tronco, melhorando dores na coluna por má postura. Para melhorar o alongamento dos isquiotibiais e aprofundar seu navasana, trabalhe em adho mukha svanasana, o cachorro olhando para baixo, a elevação dos ísquios ao teto. Se você olhar a foto do navasana de cabeça para baixo, verá que as duas posturas possuem um ângulo de flexão de quadril similar. Na mitologia, o barco representa a travessia, a jornada a expedição. Encare navasana como essa grande viagem de autoconhecimento ao seu centro e não como um obstáculo a ser ultrapassado. Boas práticas!

Respiração Ujjayi
Dicas de Yoga | 16 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Ansiedade?

Yoga é para Ansiedade? Você certamente já ouviu anunciar uma aula de Yoga para ansiedade ou foi, ou conhece alguém que foi, direcionado para o Yoga como tratamento coadjuvante para ansiedade, não é mesmo?   Quantas pessoas chegam a sala para a primeira prática de Yoga e dizem: eu vim porque preciso relaxar.   E por que será que não simplesmente deitam em seus sofás ao invés de suar copiosamente durante uma ou uma hora e meia? Não seria mais relaxante não fazer nada?   A grande questão é que estas pessoas não estão cansadas somente fisicamente, estão cansadas de suas próprias mentes, ou, da falta de controle sobre elas. A mente comanda a nossa vida ao invés de ser comandada por nós quando estamos inconscientes, e isso é exaustivo.   Ansiedade, medo e preocupação são essenciais para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Não conseguir dormir direito na noite anterior a prova, olhar o celular toda hora aguardando uma resposta importante ou sentir o coração pulsar mais rápido antes de falar em público são aquelas ansiedades pontuais e comuns a quase todos durante a vida.   O grande problema é que acabamos nos identificando com essas emoções passageiras e transformando-as em sofrimento. É como se essa identificação fosse o alimento para os pensamentos que se multiplicam e perdem o controle. A mente cria uma realidade paralela ao agora enquanto vislumbra um futuro e nós nos permitimos nos envolver completamente com este devaneio, podendo chegar a expressar fisicamente esse descontrole através de batimentos cardíacos acelerados, visão turva, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, formigamentos e etc.   Se você nunca teve uma crise de pânico, se considere sortudo pois, segundo a OMS (organização mundial da saúde), 33% da população mundial sofre de ansiedade e 4% é diagnosticada com sindrome do panico, fazendo com que as doenças mentais sejam consideradas o mal do século.   Se são o mal do século, como podem ser tratadas com aplicação de uma filosofia milenar? Como pode existir esse “Yoga para ansiedade”?   O Yoga exercita a presença através do controle dos vrittis “Yogash chitta vritti nirodhah” - Yoga é o controle das flutuações da mente.   Nos Sutras de Patanjali, são descritos 5 tipos de Vrittis: pramana, os meios de conhecimento válido; viparyaya, o erro; vikalpa, a fantasia; nidra, o sono e smrtayah, a memória.   “Vrttayah pancatayyah klistaklistah” - “estas modificações da mente são de cinco tipos; são causadoras de sofrimento e não causadoras de sofrimento” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.   Vamos nos concentrar no terceiro tipo de Vritti, a fantasia ou Vikalpa. Essa fantasia é algo criado na nossa mente sem a presença de um objeto. É como quando alguém te fala de outra pessoa e quando você finalmente a conhece ela não tem nenhuma relação com a imagem mental que você havia feito dela. A imagem mental não é real é Vikalpa.   Assim funciona a nossa mente com ansiedade, criando diversas imagens mentais, fantasias. A mente está hiperativa, turbulenta, descontrolada. Não é possível enxergar a realidade com discernimento. Identificados com nossos pensamentos, crenças, medos, condicionamentos e sentimentos acreditamos em uma realidade fantasiosa e sofremos. E se… eu ficar sozinho, perder o emprego, ficar doente? E se…   O objetivo da prática de Yoga é cortar esse “e se” trazendo a conexão mente-corpo de volta. Sendo a ansiedade o excesso de futuro, trazer a mente para o agora se torna remédio. Mesmo que sua mente viaje entre lembranças e expectativas, o seu corpo está no agora. Não há outro tempo onde seu corpo possa estar.   Nos sutras de Patanjali são apresentados caminhos para o controle destes movimentos mentais e no I:12 é dito que “ o controle daqueles movimentos da mente se dá pela repetição e pelo desapego”. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A prática de asanas exige que você esteja conectado ao presente, ao corpo, sem esperar nada da próxima postura ou até mesmo da próxima respiração (desapego). Se você luta contra seu corpo, você se machuca e tudo se torna mais difícil. As lesões acontecem quando você realiza asanas sem Yoga, porque a mente não está conectada ao corpo, está no futuro, buscando desempenho.   “Você observa o que é sem preferência pelo que surge. Se o pânico estiver presente, você observa que o pânico está presente. Se a felicidade está presente, Você observa que a felicidade está presente. Mas você não luta contra o negativo e não se apega ao positivo. Você simplesmente permanece na experiência conforme ela se desdobra. Você aprende a estar totalmente presente.” - Kino MacGregor   Além de tudo, a prática de ásanas ajuda a alongar e liberar a tensão muscular provocada pela ansiedade e junto com a meditação são ferramentas aplicadas ao nível físico que exercitam a atenção no momento presente, quebrando a elaboração das fantasias mentais.   Os exercícios respiratórios são outra ferramenta de controle mental que trabalha também o prana. Reduzindo a velocidade da respiração e a tornando consciente, reduzimos a velocidade da atividade mental e dos pensamentos descontrolados, permitindo que a calma nos abrace.   A disciplina do Yoga (repetição) te torna forte para comandar sua mente e controlar os desvios da realidade. Com a experiência da presença, é desenvolvida uma percepção antecipada de que estamos em estado de inconsciência.   Eu tive minha primeira crise de ansiedade há alguns meses. Coração acelerado, falta de ar, tontura. Me disseram que eu estava pálida e parecia que eu ia parar de respirar. Há alguns anos atrás, poderia ter entrado em desespero, mas eu respirei, e só soube que tudo não aquilo passava de uma identificação minha com os vrittis por causa do Yoga. Se eu reconheço a minha mente como um animal selvagem a ser domado, posso escolher doma-lo. Mesmo que às vezes esse instinto selvagem possa dar o ar da graça. Sim, não nos tornamos invencíveis quando praticamos, apenas ganhamos conhecimento para o controle destas turbulências naturais da mente.     Já existem diversos estudos comprovando que o Yoga é eficaz no alívio da ansiedade. Mas não existe esse tal Yoga para ansiedade. Yoga é presença e “qualquer Yoga” que você faça, vai te dar as ferramentas para trabalhar os pontos deficientes dos seus processos mentais que desencadeiam a ansiedade.   O Yoga nos ensina quem realmente somos. Não somos emoções, pensamentos e lembranças, portanto, podemos dominá-los.   Apenas respire.  

Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 | Adri Borges

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Filosofia do Yoga | 7 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Muladhara

Muladhara No artigo passado falamos sobre a relação entre as posturas de pé e o chakra básico, o muladhara chakra. O chakra básico, sendo o primeiro da fila, está mais conectado ao material, à terra e nossas necessidades de sobrevivência. Se nosso objetivo no yoga é crescimento espiritual, tendemos muito a valorizar os chakras superiores, que estariam ligados à iluminação, dando pouca atenção aos chakras inferiores. Mas calma, vamos passar rapidamente por alguns conceitos sobre os chakras para compreender a importância da nossa raiz. Chakras são os vórtices circulares de energia espalhados por todo nosso corpo energético. Sete deles, são os mais importantes e estão posicionados em sete pontos diferentes ao longo da coluna vertebral. Eles são carregados e recarregados através do contato com a corrente de energia cósmica na atmosfera ou Prana. Então, considerando o alinhamento dos sete principais chakras na coluna é como se possuíssemos um tubo que permite a energia subir e descer do topo da cabeça a base do assoalho pélvico. Podemos considerar que somos como flores, nos voltamos a luz pelo topo, mas nos alimentamos da terra a partir da base. Essa conexão entre nossa raiz e a luz é feita nesse “tubo de energia”. Nosso nosso tubo energético “entope” ocasionalmente por causa de questões emocionais, causando problemas físicos ou mentais. Estes problemas podem se apresentar na forma de fechamentos emocionais e físicos. Como os ombros para frente e para baixo de quem está deprimido e sentindo-se só, “protegendo” seu chakra cardíaco. Ou com a hiperatividade de um chakra laríngeo, por exemplo, que faz uma pessoa falar demais deixando-a com dificuldade de ouvir o outro. Podemos cuidar para manter livre o fluxo de energia através do equilíbrio entre os sete chakras através da prática de asanas, pranayama e meditação. Nosso chakra raiz, que fica na base da coluna, simboliza nosso relacionamento com a terra e com o material, influenciando nossa vitalidade, paixão, vontade de viver e instinto de sobrevivência. Está relacionado com nossos sentimentos mais básicos e primários e instintos primitivos. Ele traz a necessidade do pensamento lógico e da ordem em nossas vidas. Há também uma relação deste chakra com nossas estruturas de sustentação, pés, pernas, quadril, coluna, ossos e músculos. Por isso, um muladhara chakra desequilibrado gera insegurança.   Nosso primeiro chakra carrega registros de nossos ancestrais e praticamente todos experimentamos desequilíbrio neste chakra iniciando a existência a partir de memórias de guerra, fome e desastres naturais. Passando de geração a geração padrões inconscientes. O mais instintivo de todos os chakras, é o que inicia a reação de fuga frente a uma ameaça. Quando em desequilíbrio, gera a resposta de reação a ameaças não reais, incluindo as reações aos padrões inconscientes herdados de gerações anteriores e grupos sociais onde estamos inseridos. Pessoas com mente inquieta possuem dificuldade de “aterrar”, necessitando de estímulos para este chakra. Como dito no texto da semana passada, vivem mais na mente do que no corpo gerando dificuldade de materializar as ideias.   Clique abaixo e conheça o Curso - Práticas para os Chakras       Muita atividade no muladhara provoca agressividade e materialismo, muito apego ao corpo e dificuldade de conectar com a sensibilidade. Mudanças, que simbolicamente tiram nossas raízes, podem gerar o desequilíbrio do muladhara. Não só mudanças físicas de residência, cidade ou país, mas também demissões, alterações na constituição da família ou no corpo provocam a sensação de insegurança típica do desequilíbrio energético do chakra básico. Neste desequilíbrio nasce o medo e, as vezes, o apego. A necessidade de se sentir seguro através de um objeto exterior ao próprio corpo é a prova da falta de confiança de que tudo que precisa será fornecido a você através de suas próprias raízes. Este objeto pode ser dinheiro, um emprego estável, um cônjuge ou nossos pais. Qualquer coisa onde podemos segurar e criar a falsa sensação de que estamos salvos ali. O grande propósito deste chakra, é nos desafiar a praticar o desapego e vencer os medos. Para toda transformação há necessidade de estabelecer base firme e permitir florescer. As posturas que trabalham nossos pés, pernas e base da coluna nos trazem a sensação de estar em casa em nosso próprio corpo desenvolvendo coragem de enfrentar os desafios. Os sete chakras são importantes e, equilibrar um chakra pode provocar mudanças em outro chakra, mas antes de tentar trabalhar nossos chakras superiores, é importante equilibrar o raiz primeiro. Sem este chakra equilibrado, não temos a estabilidade e a segurança necessária para a transformação.   Namaste!   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Dicas de Yoga | 22 out 2020 | Equipe YogIN App

Como Fazer – Chai indiano

Chai, o Chai indiano O chai é uma bebida muito tradicional na Índia, é servida quente e é consumida em qualquer ocasião pelos indianos. Ele equivale ao nosso cafezinho. A bebida é deliciosa e bem fácil de fazer, perfeita para esse friozinho! Na mistura vão especiarias como gengibre e cardamomo com leite e chá preto. Assista o vídeo com a receita completa e faça em casa para provar.   https://youtu.be/UHIK7XKji3s     Ingredientes 1 colher (sopa) de erva-doce 1 colher (sopa) de cardamomo 1 colher (sopa) de cravo 2 paus de canela 1 pedaço de 2cm de gengibre ½ colher (chá) de raspa de laranja 1 litro de água (se possível, misture com ashwaganda) 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo 4 sachês de chá preto 2 copos de leita   Modo de preparo Coloque as especiarias com a água na panela e deixe ferver por 10 minutos. Desligue o fogo e adicione o chá preto. Deixe amornar por 10 minutos. Coloque em uma jarra e adicione o açúcar e o leite de amêndoa e misture.   Bom proveito!     new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Postura de Lótus
Dicas de Yoga | 18 out 2020 | Adri Borges

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição

Como o Yoga pode ajudar na sua intuição Você acredita no seu poder de intuição? Sabe como o Yoga pode te ajudar? A princípio, você sabe o que é intuição? Segundo o dicionário intuição é: substantivo feminino 1. faculdade ou ato de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. 2. forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, a uma dimensão metafísica ou à realidade concreta. 3. visão clara e direta de Deus como a que possuem os bem-aventurados.Apesar de sermos Corpo Mente e Espírito, quando nos encontramos em algum momento desafiador ou de stress, a tendência é nos focar em nosso lado racional. Quando focamos nosso lado racional, perdemos nossa conexão com nosso lado criativo, com nossas emoções e consequentemente com nosso poder de intuição. Segundo Bill George,Professor da Harvard Bussiness School, jamais deixaremos nossa intuição fluir se não nos observarmos. Ele ainda completa que todas as decisões são intuitivas. Se não fossem poderíamos procurar no computador e teríamos todas as respostas. Muitas vezes nosso pensamento racional domina a situação. Tomamos nossas decisões baseado na nossa mente consciente. Com o ritmo alucinante das grandes cidades, overdoses diárias de informações e obrigações o tempo se torna escasso. Não há tempo para respirar, silenciar e nos observar. Sem esta observação perdemos nossa conexão e nos fechamos para nossa habilidade de intuir. Sobrecarregamos nossa agenda com inúmeras programações: compromissos sociais e profissionais, atividades físicas, projetos intermináveis e happy hours com pessoas que muitas vezes nem nos lembramos os nomes. Todas essas distrações nós chamamos de entretenimento. E são elas que muitas vezes nos afastam de nós mesmos impedindo-nos de nos observar e deixar a intuição fluir. Mas qual seria a importância da intuição em nossa vida? Segundo o psiquiatra e autor Iain Mac Glchirist, a intuição é a tomada da consciência das coisas sutis que estão fora do foco da atenção. Coisas das quais temos consciência de forma inconsciente. Ele ainda completa que se passamos muito tempo focados na nossa mente consciente não vemos o que deveria ser importante e consequentemente, eliminamos essa informação. O que me surpreendeu nesta entrevista, foi quando ele disse que bem pouco de nosso processo mental é consciente. 95% possivelmente 99% não é nada consciente e agem para nos alertar de coisas que nossa mente não está ciente. São portanto coisas implícitas, coisas sútis. Como o Yoga pode te ajudar a despertar sua intuição? A prática da meditação é uma importante ferramenta para que você possa se observar e trabalhar sua intuição. Que tal experimentar? Permaneça sentado com as pernas cruzadas (postura meditativa). Mantenha seus olhos fechados e sua coluna bem ereta. Repouse suas mãos sob seus joelhos mantendo seus ombros voltados para baixo e para trás. Permaneça com seu queixo paralelo ao solo. Agora apenas inspire e expire. É chegado o momento de você se aquietar. Mantenha sua respiração nasal, lenta, profunda e consciente. Através dela você irá cessar o fluxo de pensamentos permanecendo assim em seu momento presente. Preste atenção em sua respiração estabelecendo assim uma conexão com seu mundo interior. Abstraia-se de ruídos externos temperatura do ambiente e peso do seu corpo. Agora apenas se observe. Sem se julgar e se envolver com seus pensamentos. Apenas observe! Quando entramos em estado meditativo e começamos a nos observar não há lugar para escapar exceto em si mesmo. Quando esta conexão se estabelece você realmente começa a ser você mesmo. Você começa a entrar em contato com o que há de mais verdadeiro, a essência do seu ser. A partir da sua observação você abre as portas para sua intuição fluir. Vamos meditar? Namastê.

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Filosofia do Yoga | 28 ago 2020 | Adri Borges

Quando entendi o significado de NAMASTÊ

Quando entendi o significado de NAMASTÊ O Yoga chegou até mim através de imagens de posturas desafiadoras onde mostravam pessoas de corpos esbeltos, tatuados e com um enorme e lindo sorriso no rosto. Comprei de cara a ideia. A partir de então eu não tinha ideia do que poderia acontecer dentro de uma sala de prática entre 4 paredes. Fui totalmente atraída por aquelas imagens de plasticidade únicas e rara beleza. Confesso que me encanto sempre com a beleza das formas. Mal sabia que a partir de uma bela postura entraria em um mundo tão repleto de possibilidades. Pelas posturas asanas conheci literalmente o real significado do \" silenciar a mente\", \" mantenha-se no seu momento presente\" e \" inspire, expire apenas pelas suas narinas\". Através daquelas posturas  desafiadoras publicadas em alguma mídia social comecei minha trajetória dentro do Yoga. Entre um sirsasana e um bakasana percebi minhas limitações, dons e potencialidades. Fechei meus olhos ,inspirei ,expirei profundamente, e através do silêncio profundo mensagens sutis de orientação começaram a aparecer bem  diante do meu nariz. Daquela mistura mágica de posturas desafiadoras alinhadas com minha respiração percebi uma nova forma de comunicação. Vi-me em plena consciência sendo levada a um lugar onde as fronteiras do corpo e a plasticidade das formas não eram tão importantes e nem limitantes. Foi aí que tudo se fez oração. Quando entendi o significado de NAMASTÊ. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você. Foi naquele exato momento que me dei conta de que quando a nossa mente se une com a mente de Deus tomamos a consciência de que Deus está em todas as coisas, inclusive e primordialmente dentro de nós. Segundo Hermógenes a postura do yoga apesar de parecer simplesmente uma atitude do corpo é muito mais do que isso é uma expressão do homem holístico manifestando-o em todos os seus níveis: no corpo no pensamento na emoção na ação no corpo sutil e no espírito. Assim como uma postura expressa um determinado estado de alma reciprocamente com o aperfeiçoamento desta arte ao assumir determinada postura o praticante é induzido ao estado psicológico a ela ligado como se fosse um psicotrópico isto é algo capaz de mover (trópico)  a alma (psiquê). Para Iyengar o yogi conquista o corpo pela prática dos asanas e faz dele um veículo adequado para o espírito. Ele sabe que o corpo é um veículo necessário para o espírito. Uma alma sem um corpo é como um pássaro privado de seu poder de voar . Ele ainda completa dizendo que o corpo é um templo que abriga a Centelha Divina. Negligenciar ou negar as necessidades do corpo e pensar nele como algo não divino é negligenciar ou negar a vida universal da qual faz parte. As necessidades do corpo são as necessidades do espírito divino que vive através do corpo. O yogi não olhar para o céu para encontrar Deus porque sabe que Deus encontra-se em seu interior.   Namastê. Adri Borges @plienamaste @plienamastestudio  

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