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Sapiens


Podcast de Yoga | 21 abr 2021 | Daniel De Nardi

O Futuro da Inteligência Artificial – A fusão Homem Máquina de Harari – Episódio 01

A fusão Homem Máquina de Harari. A série \"O Futuro da Inteligência Artificial\" apresentará 3 pontos de vistas de 3 especialistas no tema. O Episódio de hoje vai apresentar as previsões de A.I. (Inteligência Artificial) do historiador Yuval Noah Harari. Harari apresenta a tese da fusão Homem/Máquina/Software que será explicada neste episódio. Próximos episódios apresentarão outros pensadores como Nick Bostrom e a previsão da Superinteligência e Kai-fu Lee, um desenvolvedor de A.I. chinês. LINKS Lista de Espera da Curso de Formção de Yoga Online do YogIN App   \"Sapiens\" livro de Yuval Noah Harari - Resumo da obra em 4 apisódios de Podcasts   \"Homo Deus\" livro de Yuval Noah Harari - Resumo da obra em 4 apisódios de Podcasts   Perfil do Podcast no Instagram   Playlist com as músicas dos episódios       https://open.spotify.com/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa?  

Podcast de Yoga | 23 mar 2021 | Daniel De Nardi

A Obra de Yuval Harari de Homo Sapiens à Homo Deus – Podcast #85

A Obra de Yuval Harari de Homo Sapiens à Homo Deus - Podcast #85   Nesse episódio converso com Marcelo Peri para comentar a obra do autor de Sapiens e Homo Deus, Yuval Noah Harari. Conversamos sobre os principais temas do seu livro e como o Yoga e a Meditação entram nessa história.   LINKS   Série de Resumo do Sapiens https://yoginapp.com/sapiens-serie-de-resumo-do-livro/#   Trailer do filme do Snowden fala sobre o fim da privacidade na internet   https://youtu.be/QlSAiI3xMh4   Instagram Marcelo Peri Podcast com a entrevista de Harari https://yoginapp.com/homo-deus-resumo-parte-01-podcast-82/#  

Podcast de Yoga | 11 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Cognitiva – Podcast #77

Revolução Cognitiva. \"Sapiens, uma breve história da humanidade\" é livro do professor israelense Yuval Noah Harari continua na lista dos livros mais vendidos há pelo menos 2 anos. Nesta série de podcasts farei uma revisão do livro com um capítulo a cada episódio. Começaremos pela Revolução Cognitiva, as mudanças que fizeram o Homo Sapiens se diferenciar das outras espécies de Homo.     LINKS Inscrição gratuita Formação - https://yoga.yoginapp.com/formacao_yoga_yoginapp   Álbum Spirit Chase, Dead Can Dance https://open.spotify.com/album/47RAClyfXj8A75clkGXB3A?si=WNhNhUo2SKy01BmxNeMX-Q   Assinatura do Ubook para Audiobook do Sapiens em espanhol Sapiens - livro O Yoga do Autoconhecimento - Podcast de lançamento do livro   https://yoginapp.com/lancamento-do-livro-o-yoga-do-autoconhecimento-podcast-54   Podcast #73 fala do aucentrismo humano   https://yoginapp.com/o-que-veneras-te-matara-podcast-73-isto-e-agua   Podcast #76 fala sobre a importância do contexto   https://yoginapp.com/a-trilogia-de-aprofundamento-no-yoga-podcast-76       Transliteração Sapiens - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Explicar que o Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. Entendendo a nomenclatura na biologia para entendermos mudanças que veremos mais pra frente. Os biólogos organizam os organismos em espécies. Dizem que eles pertencem a mesma espécie se caso tenham relações, deem origem a seres férteis. Cavalos e burros tiveram um ancestral em comum, mas seus descendentes, mulas e asnos não transferem as informações do seu DNA para os cavalos ou para os burros. Por isso, se considera que burros e cavalos são de espécies diferentes. Por outro lado, um bulldog e um labrador podem ser bem mais diferentes, mas ao cruzarem, irão compartilhar informações genéticas, por isso todas as raças de cachorros fazem parte da mesma espécie. As espécies que surgiram de um ser em comum, se agrupam pelo nome de gênero. Tigres, leopardos e jaguares são espécies distintas, mas todos dentro do gênero panthera. Os biólogos constroem o nome dos animais com duas palavras latinas, o gênero e depois a espécie. O leão por exemplo chama-se, panthera leo. O que iremos discutir nesse livro é o Homo Sapiens, o Sapiens de todo o gênero Homo. Todos os gêneros se agrupam em diferentes famílias que remontam a um ancestral comum. O gênero do elefante por exemplo divide-se em Elefantes, Mamutes e Mastodontes. O mesmo acontece com os gatos. Desde o gatinho doméstico até o Leão,  remontam aos mesmos ancestrais - panthera. A família de gênero que o Homo Sapiens (sábios) pertence, é a família dos grandes símios. Nossos parentes vivos mais próximos são os chimpanzés, gorilas e outros macacos. Dentre todos, os chimpanzés são os mais próximos.     O mesmo acontece no gênero Homo, no qual todas as espécies como Sapiens, Neandertal, Florensis remontam a um ancestral em comum. Esse ancestral em comum aos Homos (Humanos) surgiu na África há 6 milhões de anos.   Homos e macacos começaram a se diferenciar entre 2 e 5 milhões de anos. Quando surge o gênero Homo que não exercia um papel no meio diferente dos elefantes, raposas, algas ou outros animais. Somo parentes dos grandes símios. Exatamente 6M uma teve duas filhas uma se tornou a ancestral dos chimpanzés a outra é nossa avó. Como nos últimos 10 mil anos apenas nossa espécie humana, o homo sapiens, habitou a Terra, temos a sensação que nenhuma outra espécie parecida com a nossa possa ter convivido por aqui. Entretanto, há 100 mil anos, várias espécies de Homo habitavam a Terra:   Australopithecus foi o ancestral de todos os Homos que surgiram na África, começou a se distinguir a partir de 2 milhões de anos atrás. Uma parte deles viajou até a Ásia e Europa e tendo que se adaptar a um clima bem diferente, formou uma outra espécie, Neandertal. Eram mais fortes e musculosos que os sapiens, pois adaptaram-se ao frio. Já as regiões mais a Oeste da Ásia eram povoadas por outra espécie Homo Erectus. O Homem Erguido viveu por essa região por cerca de 2 milhões de anos e foi a família homo mais duradoura que já existiu. Na Ilha de Java, Indonésia, viveu o Homo Soloensis, que estava adaptado a vida nos trópicos. Já na Ilha das Flores, também na Indonésia, os humanos passaram por um processo de nanismo. Eles chegaram até ilha num período em que o nível do mar baixou muito. Quando voltou a subir, eles ficaram isolados e com poucos recursos para se alimentar, apenas as pessoas menores sobreviveram e assim a espécie mudou e os cientistas a denominaram Homo Floresiensis, em homenagem a Ilha. Esses indivíduos não passavam de 1m e não pesavam mais que 25 kg, mas desenvolveram ferramentas de pedra. O interessante é que nessa Ilha, aconteceu o mesmo com outros animais como elefantes, tigres e outros. Em 2010, cientistas descobriram uma nova espécie numa caverna em Nisova, na Sibéria. Ao encontrar um dedo congelado, descobriram que ele pertencia a uma espécie até então desconhecida, o Homo denisova. Quantas espécies Homo foram perdidas ao longo da História e quantas ainda descobriremos? Explicação não existe uma linha sucessória, como se houvesse sempre apenas um tipo de ser humano sobre a Terra. Isso só vem acontecendo de 10K para cá. As espécies habitaram simultaneamente e que umas se extinguiram e influenciaram outras. O cérebro humano é proporcionalmente muito maior que o dos outros mamíferos, mas isso não significa necessariamente uma vantagem, tudo depende das circunstâncias. O cérebro humano é um trambolho complicado de carregar. Apesar de pesar cerca de 2% do peso corporal, absorve cerca de 25% da energia do corpo quando em repouso. Outros símios exigem apenas 8% de energia nas mesma situação. Falar de como o crescimento do cérebro pode ter produzido o favorecimento prematuro e isso favoreceu a educação da prole e a criação de relações sociais devido a dificuldade de criar um bebê humano. As ferramentas começaram a se desenvolver pela necessidade de quebrar ossos e chegar na medula, pois o que sobrava da caça dos grandes predadores, primeiro era devorado pelas hienas e chacais e depois é que os humanos tinha sua vez de pegar o resto do resto do resto. Há 400 mil anos que as espécies humanas começaram a caçar presas maiores, até então estávamos no meio da cadeia alimentar. Há 300 mil anos todas as espécies de Homos usavam o fogo de maneira cotidiana. O que era uma fonte de luz, calor e proteção contra predadores. O cozimento permitiu que alimentos que não conseguimos digerir naturalmente como trigo, soja e batata se transformassem em elementos para nossa sobrevivência. A facilidade na digestão diminuiu o intestino e aumentou o cérebro, visto que é impossível ter os dois órgãos muito desenvolvidos por causa de seus grandes gastos calóricos. Há 150 mil anos a espécie sapiens era mais uma no meio da África e o total de humanos sobre a Terra era de menos de 1 milhão.   Há 70 mil anos, os Sapiens que se desenvolveram no centro da África, subiram até a península arábica e depois ocuparam todo o continente euro asiático. sEm 2010 saiu o 1º estudo do genoma de DNA de um Neandertal. Descobriu-se que há entre 1 e 4 % de DNA dos Sapiens atuais que vem dos Neandertais. O mesmo aconteceu quando tiveram as informações do genoma do dedo da Sibéria, do Homo de Nisova. E e constataram que 6% do DNA de aborígenes australianos vivos vinha dessa outra espécie de Homos. Há 50 mil anos cada espécie de Homos era distinta, mas haviam raros cruzamentos entre elas. Neardentals tinham menos habilidades manuais e sociais e foram prejudicados pela chegada dos Sapiens. Há 10 mil anos apenas Sapiens habitam a Terra. Por que só nós sobramos? Provavelmente, houve muita matança entre as espécies Homos e um dos maiores diferenciais para a supremacia Sapiens, foi sua linguagem única.                        2. A Árvore do Conhecimento   Numa 1ª tentativa, grupos de Sapiens saem na África mas não conseguem se fixar no Oriente. Uma 2ª leva, há 70 mil anos povoa todas as partes do mundo e extingue outras espécies. Entre 70 e 35 mil anos atrás, os Sapiens inventaram barcos, povoaram regiões como Austrália, inventaram lâmpadas de óleo e outras ferramentas. É desse período os início do comércio, religiões e organizações sociais. O que gerou tantas melhorias na forma de pensar dos Sapiens e o que os fez conquistar o mundo pode ter sido fruto de conexões cerebrais totalmente aleatórias somadas a nossa genética especial para a linguagem. Os seres humanos são capazes de produzir uma grande quantidade de sons diferenciados. Isso foi essencial, mas somente isso não bastaria. Afinal, um papagaio é capaz de falar as mesmas coisas que Einstein. O desenvolvimento da linguagem se deu especialmente pela fofoca. Os Sapiens precisam saber o que os outros estão fazendo, você acha que o sucesso das redes sociais é a toa? Sempre fomos fascinados uns pelos outros, mas além disso, os Sapiens são os únicos seres vivos a comunicar coisas que não existem no mundo real, apenas na sua fértil imaginação. Essa capacidade de criar imagens que não existem, possibilitou aos Sapiens a elaboração de mitos o que foi essencial para aumentar sua capacidade cooperar em grande número de indivíduos com mobilidade estrutural. Outros animais como as formigas também conseguem trabalhar em grandes grupos, mas só fazem com parentes próximos e de forma muito rígida. Foram os mitos que permitiram aos Sapiens se organizar em grandes grupos de cooperação. Explicar como os mitos funcionam pelo exemplo da Lenda do Peugeot é a prova de porque os Sapiens dominam o mundo. Os 150 indivíduos. Empresas de responsabilidade limitada, um conjunto de ideias e confiança. Comparação entre o corpo de Cristo criado pelo padre o a Empresa de Responsabilidade Limitada com os legisladores. Como uma ideia é aceita por milhões de pessoas e se torna “real”. Uma realidade imaginária não é uma mentira. O mundo é dividido entre as realidade imaginadas ou convenções e as coisas reais e ambas exercem influência na nossa vida. Os mitos facilitaram a colaboração de grandes grupos, os movimentos sociais. Essas mudanças, nenhumas espécie conseguiu. O Homo erectus permaneceu durante 2 milhões de anos com os mesmos costumes e com as mesmas ferramentas. Os costumes dos Sapiens se transformou em Cultura e a mudança da Cultura é o que chamamos de História. A Revolução Cognitiva é o momento em que a evolução se descola da biologia. O Homem não muda na velocidade das mutações, mas passa a produzir sua mudança.   3. Um dia na Vida de Adão e Eva   A mente caçadora/coletora ainda é a mais presente na nossas decisões. Falar das decisões por comidas calóricas e gordurosas. Há 15 mil anos domesticamos cachorros que eram usados para caçar e como alarme aos predadores. Falar de como era a vida nessas tribos e como os caçadores coletores pré-era agrícola eram muito mais hábeis que nós hoje em dia. Naquela época a vida podia ser mais interessante que na era agrícola ou industrial. Havia muita morte prematura, mas os que passavam os primeiros anos viviam em média 60 anos. Tinham dieta muito variada.   Nessa parte do livro ele fala do Yoga como um treinamento de consciência corporal. Fala também das maldades de uma tribo de caçadores coletores que foi exterminada na década de 60 no Paraguai.     4. A Inundação   Há 45 mil anos os Sapiens habitaram a Austrália. Nesse momento no tornamos a espécie mais mortífera já habitara o topo da cadeia alimentar. Até então só tínhamos nos adaptado ao ambiente, sem grande impacto. Na Austrália extinguimos diversas espécies.   A extinção produzida pela chegada dos Sapiens na Austrália não foi algo que pode ser atribuído a fatores climáticos. Nos últimos 1 milhão de anos tem havido um período glacial a cada 100 mil anos. A última aconteceu entre 70 mil anos e 15 mil anos. Primeiro motivo para essa extinção. Os Sapiens chegaram na Austrália altamente treinados e os animais grandes australianos eram pegos desprevenidos. Segunda explicação foi que os Sapiens já dominavam o fogo e assim queimavam as florestas o que facilitava a caça e mudou totalmente o habitat local. Terceira explicação é que houve muitas mudanças climáticas nesse local. A extinção da megafauna australiana foi a 1ª grande marca que os Sapiens deixaram no planeta e foi seguida por um desastre ecológico ainda maior na América. Os Sapiens chegaram ao continente americano a pé, mas eles não eram os melhores no frio. Desenvolveram abrigos, roupas e técnicas de caça de grandes animais como os mamutes. Quando os Sapiens chegaram à América a fauna perdeu cerca de 50% dos gêneros de mamíferos grandes.    

Sapiens - A Unificação da Humanidade
Podcast de Yoga | 9 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Unificação da Humanidade – Podcast #79

A Unificação da Humanidade - Livro Sapiens - Capítulo Final O 3º episódio da série Sapiens vai falar sobre os motivos que fizeram o mundo tornar-se uma grande aldeia. Fatores como o dinheiro, os Impérios e as Religiões foram essenciais nesse processo. LINKS Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Ridley Scot vai filmar Sapiens Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast tratando das castas na Índia   Álbum Spiritchaser da banda Dead Can Dance que foi usado como trilha de toda a série Podcast mostrando porque não há proselitismo no Hinduísmo     A Unificação da Humanidade     09 - A seta da história As pessoas desenvolveram costumes e normas compartilhadas como instintos artificiais que possibilitaram a vida em sociedade. Esses instintos artificiais são chamados de Cultura. No século III A.C. haviam mundos diferentes na terra. De forma que a capital Inca, Techicaguan abrigava 250 mil pessoas e tinha o mesmo tamanho na época que Roma e nenhuma delas sabia da existência da outra.   Em 1450 D.C a Terra, após o início das grandes navegações, ainda existiam locais inabitados como Tazmania, entretanto 90% da população mundial habitavam o mundo de Afro-EuraÁsiatico. O resto do mundo era dividido em: O mundo mesoamericano; O mundo andino; O mundo australiano; O mundo oceanico; Aproximadamente 1520 o Mundo Afro/Ásia/Europeu conquistou o mundo andino, beliscou o meso-americano e conquistou o oceânico. Em mais alguns anos, conquistou o australiano. Desde essa época, iniciou um movimento para ser regido por um único conjunto de leis. A primeira ordem foi econômica, a ordem monetária, depois foi a ordem política, a ordem imperial e por fim a ordem religiosa, uma ordem criada pelas religiões universais como budismo, cristianismo e islamismo. Para os comerciantes, os primeiros a se beneficiar diretamente com as grandes navegações, o mundo se transformara em um mercado único, no qual as todas as pessoas eram clientes em potencial. Esse foi o motivo pelo qual o dinheiro foi o primeiro unificador do mundo.     10 - O Cheiro do dinheiro O dinheiro foi capaz de unificar valores e organizar o comércio. Numa pequena aldeia, você consegue trocar facilmente o que precisa e ter sua subsistência sanada. Entretanto, numa cidade grande, a complexidade dos problemas cotidianos, foi gerando profissões especializadas que tornaram as trocas impossíveis, afinal para que uma troca acontecesse, as demandas e ofertas das mesmas pessoas precisavam ser idênticas e simultâneas. O dinheiro foi a ferramenta que intermediou isso tudo. Experimentos tentaram criar outros sistemas de trocas. Na União Soviética comunista, o governo centralizava esta organização, pegando de quem produzia para distribuir para quem precisava. O sistema fracassou tremendamente e acabou tendo que usar da violência para que esse tipo de “distribuição justa” fosse implementada. Da frase “todos trabalharão de acordo com suas capacidades e receberão de acordo com suas necessidades se transformou em “todos trabalharão o mínimo possível e receberão tudo o que possam conseguir.” A criação do dinheiro surgiu naturalmente em várias partes do planeta em momentos diferentes. A medida que as pessoas começaram a trocar mais, perceberam a dificuldade de compatibilizar aquilo que produziam com o que precisavam, e isso criou o dinhrito. O dinheiro como uma realidade intersubjetiva foi o principal responsável por unir as pessoas e fazer do mundo uma grande aldeia. O sistema em que o dinheiro funciona só é possível pois existe uma cadeia de confiança que todos vão fazer valer o valor que está ali. O dinheiro também surgiu entre os sumérios em 3000 A.C., era um dinheiro de cevada. A semente da planta funcionava como moeda para as trocas. Tudo era avaliado pelo peso da cevada e caso a pessoa não conseguisse mais trocar, poderia comê-las. A dificuldade para o transporte de grandes quantias acabou extinguindo esse sistema. Na Mesopotâmia em 300 A.C. teve início o ciclo de prata, quando esse material passou a ser usado como moeda para as trocas. A prata funcionou bem no início, mas também tinha um problema grave, podia ser raspada. Isso exigia que fosse pesada a cada transação. Como já existia um Estado constituído, criaram um sistema em que o governo é que atestava o valor da moeda, que podia ser de qualquer material. O dinheiro é uma ideia que une todos os povos e não discrimina nenhum indivíduo por religião ou gênero. Osama Bin Laden que fazia discursos de ódio contra os americanos, adorava receber dólares americanos. O problema de uma orientação voltada unicamente para o acúmulo de dinheiro é que ela pode acabar com tradições e valores que não são orientadas por algo que se pode medir como lealdade, amor etc.     11 Visões imperiais Para ser considerado Império é preciso duas características:  1 - dominar povos com culturas distintas. 2 - fronteiras flexíveis e apetite pela expansão territorial. Clichê ensinado nas aulas de História: Os impérios não funcionam. É impossível administrar um território muito grande; Se funcionam, não deveriam, pois cada povo deve ter direito a se auto-gerenciar. 476 D.C queda do Império Romano. Sempre que um império caia, isso não significava a liberdade para os povos, o que de fato acontecia era que outro via e ocupava seu lugar. Pois, alguém terá que proteger as pessoas de ataques externos e fazer com que as normas funcionem, então quando um império desaparecia, outro grupo, normalmente sem experiência é que vinha fazer esse papel. Dos Impérios vieram grandes contribuições para as Artes, Filosofia e até para a caridade. Os legados dos impérios estão enlaçados com a Cultura moderna. Como negar a contribuição filosófica da Grécia ou as contribuições jurídicas do Império Romano? O Primeiro Império a surgir foi o Mesopotâmico em 2500 A.C e dominou a região Síria, Iraque e Iran.   Na China, a ideia que nos é contada nas aulas de História que os Impérios são sempre os malvadões e responsáveis por tudo o que de ruim acontece com os indivíduos era vista como absurda e contrária à realidade. Para os chineses, o perigo era maior quando o Império se dissolvia, pois eram nesses períodos que aconteciam as maiores atrocidades. Os chineses acreditavam que a paz só acontecia na unificação de um grande império. Então toda vez que o Império se dissolvia, o povo atuava para uma reunificação. A questão de apropriação cultural é errada, pois todos os impérios absorveram parte das culturas que dominavam. 48 D.C O imperador romano Cláudio aceitou senadores galos em seu governo e em seguida houveram imperadores que não eram originalmente romanos, mas que também fizeram grandes reinados. 7 D.C Império Árabe possuia os Egípcios, Sírios e Mesopotâmios todos considerados como árabes e lutando por causas árabes. No século XX, o mundo Ocidental ampliou suas influências ideológicas de forma que suas colonizações foram contestadas com ideias e movimentos ocidentais como liberalismo, patriotismo, feminismo, socialismo e  comunismo. Ideologias modernas se propõe a destruir todas as ideias da sociedade e deixar vir à tona o que é puro nos seus indivíduos. Isso é no mínimo ingenuidade. O resultado dessas ideias quando aplicadas à sociedade apenas cria o espaço para que outras ideias sejam impostas. Não existe cultura pura. Toda cultura é fruto de heranças de impérios que por sua vez, receberam influência de diferentes costumes e culturas menores. Na época da colonização britânica na Índia (1858 - 1947) muitos indianos adotaram valores e ideias britânicas como os direitos humanos e o individualismo e começaram a usá-los como argumento para questionar o império britânico quando este não agia de acordo com seu discurso. Os britânicos cobravam altas taxas para comercializar na Índia, por outro lado foi durante sua colonização que o Estado conseguiu organizar as centenas de principados indianos numa organização única. O Império britânico construiu ferrovias e ensinou inglês nas escolas públicas,  coisas que são essenciais no funcionamento da Índia de hoje. Da mesma forma, quando a Índia ficou independente em 1947, adotou a democracia ocidental como forma de governo. O costume do chai e do críquete também são heranças dos ingleses, só que os indianos se reconhecem tomando chai e assistindo partidas de críquete tanto no seu povoado quanto nas ligas profissionais. Tentar tirar a herança cultural de um povo porque ele foi influenciado pelo colonizador é trabalhar num mundo de utopias, pois no dia a dia, as pessoas acabam adotando os costumes mais convenientes para sua vida. Na Índia, é bastante nítido, pois o país passou por muitas invasões. Qual seria a verdadeira cultura indiana? Entretanto, há uma mudança no sistema de decisões políticas que aconteceu desde que a Constituição dos Estados Unidos foi escrita em 1787 que Harari ignora, pois isso vai contra a ideia de que o globalismo seria a melhor solução para resolver os problemas globais.    Yuval apresenta o império Inglês como o último grande Estado a dominar diferentes partes do mundo. Entretanto, não pode se ignorar que aqui há uma quebra na tendência dos movimentos que ele vem apresentando. A grande mudança no sistema de decisões políticas que os Estados Unidos implementaram e que não se pode ignorar foi que as decisões mais importantes para o cidadão devem ser tomadas mais próximas a sua residência. A Democracia na América, de Alexis Toucqueville, um intelectual francês que visitou os Estados Unidos em 1830 e ficou impressionado como havia organizações locais que resolviam ali mesmo os problemas de cada cidade. Transferir o poder de decisão do cidadão para um governo global, afastado das decisões das pessoas no dia a dia me parece perigoso além de ineficiente. Isso seria uma quebra na tendência de organização governamental, pois entre o modelo chinês que centraliza todas as decisões num governo central e os Estados Unidos com suas centenas de condados, eu ainda prefiro o sistema americano. Com relação a como resolver os problemas globais na Unificação da Humanidade? Certamente eu não ignoraria as decisões locais, o dia a dia do cidadão comum que quer resolver as questões do seu bairro, essas opiniões não podem ser ignoradas, mesmo que as decisões sejam interplanetárias.   1ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade No meu ponto de vista do livro, que ele praticamente ignora o livre arbítrio humano e passa a ideia que tudo é curso da História, mas ele mesmo diz que não podemos tentar prever os rumos da História pois isso é impossível, temos que estudá-la para entender o que está acontecendo agora, só que aí ao mesmo tempo que ele diz que podemos escolher realidades imaginárias mais justas, parece pela narrativa que o indivíduo mesmo, não tem poder algum. As vantagens do globalismo para sanar problemos são globais, como aquecimento global e direitos humanos.   2ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade O problema do aquecimento global é certamente um dos maiores desafios que nossa espécie já enfrentou, entretanto trazer como solução para isso a criação de um governo global, que já está se formando, talvez não seja realmente a melhor solução para o problema. Ele mostra que os Impérios, sempre tiveram decisões centralizadas o que produziu maior engajamento e maiores conquistas e construções. Logo, como temos atualmente problemas globais como aquecimento global e crises migratórias, precisamos repetir o padrão histórico e concentrar o poder num grande governo global que resolverá esse tipo de problema.   12 A lei da religião Como os outros unificadores da Humanidade, dinheiro e Impérios são construtos imaginários, eles precisam das Religiões para legitimar suas estruturas para algo além do humano. Religiões são um sistema de normas e valores humanos que se fazem sobre a crença de uma ordem sobre humana. Ora ser uma  Religião unifversal deve ter uma ordem universal que possa ser seguida em todas as partes e um sistema de evangelização. Tem que ser universal e missioneira. Esse tipo de Religião só começou a parecer no século I A.C. Até então as crenças eram locais e não tinham interesse em fazer outras pessoas acreditarem nisso. O Hinduísmo ortodoxo não aceita conversão, pois é justamente o fato das pessoas nascerem naquele local a graça divina capaz de fazer o indivíduo se libertar.   O Animismo é um sistema ancestral de crença em que os elementos da Natureza ganham conotações divinas. Todos os símbolos usados no animismo são locais, logo todos suas crenças são regionais e não vão servir num local que não tenha os bichos ou as plantas sagrados. O Animismo praticado na revolução cognitiva não via o homem diferente dos deuses. A elaboração desses deuses aconteceu na Era Agrícola e pode ter ocorrido pelo fato de que os homens percebiam que não tinham controle total da Natureza, logo os deuses serviam de um intermediário entre os homens e a natureza. A era agrícola produziu politeísmo gerando uma constante relação dos homens com os deuses. Sendo que qualquer poderia ser punido a qualquer momento pelo erro de outros seres humanos. O politeísmo do ponto de vista de 2000 anos de monoteísmo pode parecer infantil. As religiões politeísta reconhecem um poder supremo por trás de todos os santos, deuses e rochas sagradas. Nas religiões gregas, por trás de Zeus, Hera e Apolo estavam submetido a um poder maior que todos, o destino, Moira Ananke. No hinduísmo um único princípio, atman, controla a existência divina e física. Atman é a essência de todo o Universo, de todo ser vivo e de toda ação. A diferença do politeísmo é que o princípio criador parece desinteressado das atitudes humanas. Não faz sentido pedir algo a esse tipo de deus, pois pra ele tanto faz as atitudes dos humanos, tanto faz quem vencerá a guerra ou prosperará ou que uma pessoa se cure ou morra. Os hindus não constroem templos ao Atman. Nesse caso, a lição desse tipo de crença é aceitar da melhor forma possível os desígnios da vida como a doença, a pobreza ou a morte. Os sadhus sannyasin dedicam a vida a unir-se ao atman para obter a iluminação. Se esforçam por ver o mundo do ponto de vista desse princípio fundamental para se dar-se conta que de uma perspectiva eterna, todos os desejos e temores mundanos são completamente insignificantes, sem sentido e efêmeros, mas a maioria dos hindus não são sadhus e estão preocupados com a vida mundana. Para resolver esses assuntos os hindus se aproximam dos deuses com poderes parciais. Justamente pelos poderes serem parciais é que pode haver algum tipo de prejuízos que deuses como lakshmi, ganesha e parvati dividem as atenções dos hindus. O politeísmo aceita diferentes crenças e por isso dificilmente persegue hereges. O politeísmo tende a ser um sistema mais liberal de crenças. Mesmo quando conquistaram outros impérios, os politeístas não tentaram converter seus súditos. O Império Romanos era politeísta e perseguiu apenas aqueles que queriam que apenas um Deus fosse aceito. Quando o cristianismo ganhou mais poder político. Cristãos católicos e protestantes  mataram-se mais uns aos outros entre protestantes e católicos mais que todo império romanos. A primeira Religião monoteísta surgiu no Egito em 1300 A. C quando o faraó Akhenaton declarou que um dos deuses do panteão tinha o poder supremo. Determinou que aquele era o Deus do Estado e que os outros cultos deveriam ser perseguidos. As religiões monoteísta tomaram conta do mundo e o sistema jurídico mundial é baseado no monoteísmo, mas na prática as crenças politeístas são mais comum na vida cotidiana. Outro sistema religioso que já teve mais expressividade é o Dualismo.  Esse sistema entende que há duas forças cósmicas brigando eternamente numa luta entre bem e mal. Essa visão de mundo explica uma questão mal resolvida pelas outras religiões - se Deus é bom, por que há maldade no mundo? Por que um Deus bom permite tanto sofrimento? Só que se há essa luta entre bem e mal, quem criou a ordem a luta, o motivo pelo qual brigam? O Zoroastrismo foi a primeira religião dual do mundo. Nela há uma batalha entre dois deuses, um bom e um mal e o papel dos humanos é ajudar o deus bom. Foi uma religião importante no Império Persa entre 550 A.C. a 330 A.C. Depois voltou em 220 até 600 D.C. O maniqueísmo que também era dual quase ganhou o coração do Império Romano na época pós a morte de Jesus, mas foi derrubado pelo cristianismo. Entretanto, ideias dualistas ainda são presentes em religiões monoteístas. Apesar das contradições entre entre o Deus ser onipotente e o inimigo independente. O monoteísmo se desenvolveu com características de todos os sistemas anteriores. Um cristão não praticante crê num Deus monoteísta, mas num diabo dualista, em santos politeístas e em espíritos animistas. Isso chama-se sincretismo, que pode ser considerado a única religião universal do mundo. Conta a história de Sidarta Gautama, que em 5 A.C. cria uma religião de ordem natural. Na sua visão os deuses existiam, mas tinham um papel secundário.   QUEM QUISER ENTENDER DE ONDE VIERAM AS INSPIRACOES DO PENSAMENTO DE BUDHA, ASSISTA O 1º EPISODIO DA TRILOGIA DE APROFUNDAMENTO NO YOGA. https://yoginapp.com/documentario-de-yoga/   O sofrimento na visão de Buddha é gerado pelo funcionamento da mente, que está sempre insatisfeita e inquieta. Tanto no sofrimento quanto no prazer a mente busca mais ou menos. Se quando a mente experimenta coisas prazerosas ou desagradáveis e entende que as coisas são como são, aí não há sofrimento. A sabedoria é entender que as coisas são como são. Se você sofre é por tentar mudar o estado. Quando sente prazer quer mais prazer e quando sente dor quer que a dor passe. A saída para o sofrimento, segundo Buddha, seria deixar que as manifestações aconteçam e não ser afetadas por elas. O treinamento do budismo via encarar a vida tal como ela é sem gerar expectativas ou frustrações. Passar a experimentar o que está acontecendo e não o que você gostaria que estivesse acontecendo. Para isso, os seguidores deveriam evitar o sexo, o roubo e outras coisas que atiçassem o fogo do desejo. Chegando a um estado onde os desejos se extinguem e o que sobra é um estado de plenitude chamado Nirvana. O sofrimento surge do desejo e a única forma de se livrar do sofrimento é observar a vida como ela é. O budismo não nega os deuses e os considera seres poderosos capazes de fazer chover, mas coloca a redução do sofrimento como ponto central. Os praticantes que chegam ao Nirvana são considerados bodhisattvas e dedicam a vida a ensinar a mensagem de Buddha. Só que muitos budistas vão até esses mestres para pedir coisas a esses monges que nada tem a ver com o caminho professado por Buddha. Nesse ponto Harari traça diversas analogias comparando o comunismo com um religião tais como: crer em princípios que todos deveriam seguir, escrituras sagradas, festividades, teólogos, propagadores da mensagem. Humanistas acreditam que o Homem por ser uma espécie especial é responsável por tudo o que ocorre no mundo. Exemplo: liberalismo, comunismo e nazismo. Muita gente está disposta a gerar sobre-humanos.   13 O Segredo do sucesso na Unificação da Humanidade Uma sociedade global nasceu e qual será seu modelo? O Império Romano passou por uma encruzilhada quando Constantino, percebeu que unificar o Império num sistema único de crenças poderia ser vantajoso para sua administração. Memética - a transmissão de informações da cultura (memes) é feita por cada indivíduo que passa essas ideias para frente enquanto vivo. O pós-modernismo - a transmissão de informações da cultura é feita através dos discursos. A História pode acontecer totalmente do acaso: Podemos assumir uma verdade científica e torná-la inquestionável ou pode-se assumir uma realidade imaginada que suplante inclusive a forma analítica de ver o mundo e passemos por uma guerra por crenças.  

Revolução Tecnologica - podcast 80
Podcast de Yoga | 8 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Revolução Cognitiva – Podcast #80

Sapiens, comentando uma breve História - A Revolução Cognitiva - Podcast #80 Os Sapiens irão se extinguir em breve segundo Harari, nossa espécie dará origem a uma espécie tão diferente quanto nós e os Neandertais ou os macacos. Como isso vai acontecer é o que veremos nesse episódio.   LINKS     Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram   Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast sobre a utilização da linguagem para o controle social   https://yoginapp.com/narrativas-internas-ariana-na-india-podcast-22   Podcast sobre o início do Yoga   https://yoginapp.com/o-inicio-yoga-podcast-24     Companhia do Mississípi, responsável por quebrar a França em 1717 Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento -       Revolução científica   RESUMO: A Revolução Cognitiva começa quando o Ser Humano parte das savanas da África há 70 mil anos. Povoa a Ásia e Europa e se diferencia pela sua comunicação e capacidade de criar mitos que integram mais de 150 indivíduos em causas comuns. Há 45 mil anos o Sapiens chega até a Austrália e depois à América. Há 12 mil anos inicia a Revolução Agrícola que modificou completamente a interação do homem com a Natureza e os comportamentos dos Sapiens. O excedente de produção das lavouras permitiu a construção de aldeias cada vez maiores que originaram cidades e reinados. A complexidade das cidades exigiu um sistema de trocas mais eficientes que permitissem aos indivíduos terem suas necessidades atendidas, essa necessidade dá origem ao dinheiro. Outra descoberta que é fruto da complexidade das cidades é a criação da escrita, primeiro apenas para registrar dados e depois também para ideias. Os Impérios se estabeleceram como administradores de grandes terras. Os Impérios influenciaram culturas, mas também foram influenciados por elas. As Religiões e ideologias também tiveram papel central na unificação do planeta. Esse será o episódio com mais temas pois é a partir de explicação da Revolução Tecnológica que começa com as grandes navegações do século XV que se desenrola uma enxurrada de mudanças econômicas e comportamentais no planeta. RESSALVA: a Literatura sempre retratou esse drama do Homem querendo vencer a imortalidade ou as leis naturais e no final se dando mal. É o caso da História de Ícaro, que da ganância de voar até o Sol constrói asas, que são derretidas pelo calor do Sol e terminam com seu sonho e com sua vida. Isso é uma das críticas que Harari mais recebe de críticos conservadores, pois em determinada parte do livro ele fala que a previsão é que até 2050 existam seres amortais, não são imortais nem mortais são amortais. Isso significa que esses indivíduos não morrerão do que ele chama de “problemas técnicos” que são todas as doenças que conhecemos hoje. Poderão morrer de algum acidente que parta membros, mas de doença não. Muita gente diz que isso é prepotência e que vai acabar dando ruim, como se diz. Só que nesse caso, eu estou com Harari, pelo mesmo motivo que ele apresenta no livro, em 30 anos muito provável que já consigam imprimir em laboratórios órgãos idênticos aos nossos e assim como hoje ninguém mais morre por perder uma perna, não morreremos mais se precisarmos trocar os dois pulmões. Acredito que a reflexão exposta neste último capítulo, que serve como a conclusão de todo o trabalho serve para que cada nós que não somos técnicos de AI e outras tecnologias avançadas, possam ter o mínimo de noção para poder optar, nem que seja com nossa decisão de consumo o que pode ser melhor para cada um como indivíduo e como espécie. Tentar se esconder numa casca de noz e dizer “tecnologia não é para mim” eu sou à moda antiga é o mesmo que dizer que você prefere comprar fichas telefônicas para ligar do orelhão. A realidade é que não existe mais esse de “eu não mexo com essas coisas” a tecnologia é uma ferramenta que vai nos transformar como espécie, então o melhor que podemos fazer é termos um mínimo de noção de como ela funciona.           14 A descoberta da ignorância Os últimos 500 anos foram de um empoderamento humano jamais visto anteriormente na História. Há 500 anos haviam 200 milhões de pessoas sobre a Terra, hoje há 7 bilhões. Há Revolução Cognitiva durou cerca de 70 mil anos, a Agrícola 12 mil e estamos apenas a 500 anos dentro da Revolução Tecnológica, que pode ser a última dos Sapiens. Jamais houve tanto investimento e confiança na ciência. Quais são as principais diferenças da ciência com relação aos sistemas anteriores: A disposição a admitir ignorância. Nenhum conceito é sagrado e proibido de investigação; A centralização das observações e das matemáticas; A aquisição de novos poderes (memória externa, comunicação instantânea). A revolução científica não foi prioritariamente uma revolução de conhecimento e sim da ignorância. A admissão de que não sabemos tudo, nos fez aprender mais sobre qualquer coisa. As tradições religiosas sempre disseram que tudo o que era para ser sabido já havia sido descoberto. O conhecimento apresentado por elas, sempre abarca o todo. Antigamente, quando havia uma dúvida, pensava-se que sempre haveria um sábio que poderia respondê-la. Não havia nada que não era explicado pelos demais ou pelas escrituras. Se com o tempo, as pessoas forem entendendo que os mitos são apenas criações como ficará o tecido social que une a todos? O que pode acontecer é que um sistema se abrace a uma teoria como se fosse a verdade científica e atue inquisitivamente contra os que discordam. Foi assim com o Nazismo e o Comunismo que não aceitavam que sua teoria fosse refutada. Ou irÃO abraçar uma teoria não-científica como a verdade. O que vem acontecendo é que pessoas vem seguindo a ciência como uma verdade, tal como se fazia com as religiões. As Religiões sempre montaram suas teorias em relatos. Escrituras religiosas têm poucos dados matemáticos, enquanto na ciência a comprovação através de números é essencial. Newton apresentou uma teoria que previa o movimento de todos os corpos no Universo. Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural [nota 2]é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Estudos de estatísticas e probabilidades abriram muitos campos de investigação onde é impossível ser 100% preciso, como dados demográficos. A morte está sendo vencida. Para ciência, hoje ela é considerada um problema técnico. Preveem que em 2050 existirão pessoas amortais, não imortais, amortais significa que permanecerão vivos para sempre desde que não haja nenhum tipo de trauma mortal. O aumento de investimento em tecnologia cria um ambiente fértil para novas descobertas. As descobertas de Darwin só foram possíveis pois havia interesse britânicos em pesquisas de botânica. Se Darwin não tivesse descoberto a teoria da seleção natural, outro cientista do seu tempo que fazia o mesmo tipo de investigação, Russel Wallace também a teria descoberto. Entretanto, se não houvesse o investimento em pesquisa, nenhum dos dois teria descoberto nada, por mais gênios que fossem. Esses investimentos não são pela “ciência pura” eles tem seus propósitos totalmente ligados a quem coloca o dinheiro neles. No século XIX, imperadores e banqueiros investiram milhões de dólares em explorações intercontinentais e nada em psicologia infantil, pois acreditavam que o que daria mais retorno seria conquistar novos territórios e não conhecer a psicologia infantil. Da mesma forma, na década de 40, americanos e russos colocaram bilhões de dólares em pesquisas nucleares e não em arqueologia submarina, pois ambos acreditavam que bombas nucleares dariam muito mais poder que o conhecimento do que vem acontecendo nas profundidades do oceano. Como os recursos para pesquisa são limitados, acabam sempre sendo decidido por questões pessoais, políticas ou religiosas. Se houvessem dois pesquisadores buscando financiamento para suas pesquisas. Um com o objetivo de diminuir uma infecção que aumentará a produção de leite em 10% e outro querendo medir o impacto emocional que as vacas sofrem ao serem separadas dos bezerros. A probabilidade nesse caso, é que o primeiro pesquisador que receba a verba, pois o poder político e econômico dos produtores de leite é maior que o dos protetores de animais. Entretanto se a sociedade fosse apenas hindu, onde a vaca é sagrada, pode ser que as coisas se invertessem e os recursos fossem destinados ao segundo pesquisador. A ciência não tem uma pauta definida para onde devem ir seus recursos ou suas descobertas. O que tende a conduzir suas direções são as ideologias.              15 O casamento entre ciência e império Em 1776 os cientistas precisavam observar a passagem do planeta netuno, pois com isso conseguiriam saber exatamente a distância da Terra para o Sol. Organizaram uma expedição, liderada pelo experiente navegador James Cook ao Tahiti. Vários cientistas participaram dessa expedição e muitas descobertas foram feitas. Durante a época das expedições marinhas, os marinheiros morriam de uma doença desconhecida chamada escorbuto. Na época da expedição ao Tahiti os cientistas propuseram uma solução da doença com a ingestão de alimentos cítricos. O Escorbuto, matou 12 milhões de marinheiros e era um grande dificultador das longas viagens pelo mar. Cook resolveu testar pessoalmente a solução e começou a levar frutas e hortaliças para as viagens. O remédio deu certo e seus marinheiros nunca mais morreram da doença. A cura do escorbuto contribuiu fortemente para que a Inglaterra dominasse ilhas distantes e conseguisse enviar exércitos para qualquer parte do planeta. Para a Inglaterra a expedição foi um sucesso, mas o que dizer dos nativos australianos ou o povo aborígene da Tazmania? Cook era um explorador, mas também era membro da Marinha Inglesa, que contribuiu com armas e embarcações para a expedição. A expedição de Cook foi científica, ajudada pelo governo inglês ou seria uma expedição militar com alguns cientistas junto? A revolução científica e o desenvolvimento dos impérios eram indistinguíveis. Em 1775 Ásia respondia por 80% da economia mundial. Índia e China juntas representavam 75% da produção global. Os impérios asiáticos não viam vantagens em dominar os mares e nesse período grandes impérios como os mongóis se expandiram na Índia e o império chinês também aumentou seu território. Entre 1750 e 1850 europeus travaram várias guerras e dominaram diversos territórios na Ásia de forma que em 1950 Estados Unidos e Europa Ocidental respondiam por mais da metade da produção global. A partir de 1850 a Europa começou um processo de desenvolvimento conjunto entre ciência, indústria, militarismo e imperialismo. Até essa época, a Europa não tinha muita vantagem em relação aos grandes impérios de China, Índia e Pérsia. O fato de França e Estados Unidos terem seguido rapidamente o modelo inglês e esses outros impérios só conseguirem fazer isso depois, se deve ao fato que os impérios Europeus, deixaram como legado, mitos que fortalecem o capitalismo e a ciência. O que fez a ciência se desenvolver muito mais na Europa, é que o navegador e o botânico compartilhavam de uma coisa. Ambos admitiam ignorância e punham seus esforços em ir lá e descobrir, enquanto as ideologias presentes na Ásia pensavam que tudo o que é importante, já foi descoberto. Até 1850 a Europa não tinha nenhuma vantagem em relação aos impérios asiáticos. Américo Vespucci foi quem determinou que a América era um continente desconhecido. Essa foi a grande mudança para a Era Científica, pois diferentemente de Colombo que não admitiu a ignorância e morreu achando que estava nas Índias orientais. Nesse momento os europeus passaram a ver que valia mais a pena verificar informações que acreditar em escrituras antigas. A América não havia sido descrita em nenhum desses textos. Todos os campos da ciência começaram a assumir que não sabiam muita coisa e foram atrás das investigações por todo o mundo. Em 1802 os britânicos começaram a coletar todo o todo de informação sobre a Índia. Mohenjo Dharo foi descoberta por ingleses, em 1922. Foram os britânicos que também conseguiram traduzir a escrita cuneiforme, que era parte da linguagem de toda a Ásia antiga. Willian Jones chegou na Índia em 1783, para ser juiz em Bengala. Fundou a sociedade asiática que se dedicava a estudar a cultura asiatico e especialmente indiano. Começou a estudar sânscrito e escreveu um importante livro- The Sanskrit Language no qual apresentou o conceito do tronco indo-europeu de línguas. Passou a exigir que ingleses que vinham trabalhar na Índia estudassem a cultura local. O conhecimento que os ingleses tinham da cultura local era muitas vezes maior que a dos próprios morador. Isso foi essencial para que a Inglaterra com alguns milhares de funcionários mandasse em milhões de indianos. Os primeiros falantes de sânscrito, invadiam a Índia pela Ásia Central há 3000 anos, teriam chamado a si mesmos de aryas. Os primeiros persas chamavam arya. Em seguida, os europeus determinaram que os arianos eram uma raça superior que havia buscado se misturado com os locais persas e indianos e perdido suas propriedades, mas esses arianos haviam se mantido puros na Europa e esse era o motivo pelo qual os europeus deveriam ser os colonizadores.   16 O credo capitalista A base da economia moderna é a crença no crescimento constante. Uma moça quer montar uma confeitaria, mas não tem o $. Vai ao banco e pede 1M. Os bancos nos USA podem alavancar 10X seu capital, pois acreditam que no máximo 10% das pessoas precisarão do capital ao mesmo tempo, logo tem o direito de emprestar 10X o valor que possuem de patrimônio. O que permite isso é a confiança que as pessoas têm umas nas outras. O crédito depende que se acredite que o futuro será melhor que o passado. As pessoas acreditavam que a Economia era um jogo de soma zero. Isso dificultava o crédito. Há 500 anos as pessoas começaram a acreditar mais que o mundo ia melhorar e o crédito como um todo aumentou. O aumento de crédito produz melhorias reais, e isso fez com que as pessoas passassem a acreditar mais e movimentar mais dinheiro. Entende-se que a economia é como um bolo, onde se pode aumentar a fatia de todos. A economia comprovadamente não é um jogo de soma zero no qual eu tenho que perder para você ganhar. Em 1776, Adam Smith publica, A Riqueza das Nações, o manifesto econômico mais importante de todos os tempos. No capítulo VIII, dá a explicação que se um sapateiro por interesse pessoal, melhora seu serviço e ganha mais do que gasta, irá contratar novos ajudantes e todos sairão ganhando. A ideia era que o impulso egoísta e privado era o que aumentava os ganhos coletivos. Afirmar que são os ricos é que distribuem a riqueza pela sociedade é uma das ideias mais revolucionárias de todos os tempos. Adam Smith ensinou todos a pensar que a cobiça era boa e se eu enriqueço, de alguma forma você também ganha. O egoísmo é altruísmo. A nova ética capitalista pregava que os benefícios dos empreendimentos deveriam ser revertidos em aumentar a produção. Capital são os recursos financeiros, sociais e políticos que podem ser revertidos em produção. Dessa premissa depende a tese de Smith. Os Bancos Centrais mundiais imprimem dinheiro freneticamente, esperando que da ciência venha os ganhos de produtividade. Se os laboratórios não fizerem importantes descobertas antes que uma bolha estoure, passaremos por momentos realmente duros. O segredo do êxito dos holandeses foi o crédito. Como sempre foram um povo avesso às guerras, criaram um sistema de crédito para financiar seus próprios exércitos. Os Holandeses começaram a privatizar serviços que até então só poderiam ser fornecidos pelos Estados. Eles sempre pagaram muito bem seus financista e com isso aumentaram ainda mais as ofertas de crédito. A concessão de crédito aumenta nos ambientes em que se cumpre a lei e se respeita propriedade privada e essas eram premissas daquela sociedade calvinista. História do pai que empresta dinheiro aos filhos investirem na Espanha e na Holanda. A Holanda ganha tanto crédito que os comerciantes conseguem financiar tanto o exército quanto as navegações intercontinentais. 1602 funda-se a Companhia Holandesa da Índias Orientais, uma organização privada que dominam a Indonésia por 200 anos até o governo holandês assumir o território. A Companhia Holandesa dominava uma cidade chamada Nova Amsterdan às margens do Rio Hudson até 1664 quando os ingleses a ocuparam e a renomearam para Nova York. Os restos da muralha construída pela Companhia Holandesa para se defender contra indígenas e ingleses está abaixo de Wall Street. Com o tempo, a Holanda perdeu espaço nos mares para França e INGLATERRA. Em 1717, uma Companhia do Mississipi radicada na França se propôs a ocupar o Rio Mississipi, explorar as riquezas locais e construir cidades como Nova Orleans. O dono da Companhia tinha bons contatos com Luís XV e vendeu ações no Mercado de Valores, apoiado pelo Ministro da Fazenda, John Loe para financiar seus planos. Explorar as riquezas que haviam na região. As ações começaram custando 500 libras em agosto e em dezembro já custavam 10 mil, multiplicando-se 20X em 4 meses. Até as pessoas simples de Paris queriam aproveitar aquela oportunidade, vendiam pertences e imóveis para comprar as ações da Companhia do Mississipi. Estavam convencidos de ter encontrado a fórmula para o enriquecimento fácil. Quando os grandes investidores perceberam que o valor das ações estava inflacionado, começaram a vender suas ações, que despencaram e o sistema foi a bancarrota. O governo comprou o que foi possível para não agravar a crise e acabou cheio de ações que não valiam nada e sem dinheiro para o custeio das despesas administrativas. As pessoas perderam a confiança no império francês e o dinheiro se destinou para a Inglaterra. Em 1789, Luís XVI reuniu todo o parlamento francês, algo que não fazia há décadas para tentar resolver a crise. Esse foi o início da Revolução Francesa. Enquanto a França perdia espaço, a Inglaterra crescia sua influência nos mercados. Os ingleses criaram dezenas de Companhias com ações abertas no mercado de valores de Londres. As primeiras colônias britânicas foram todas fundadas por essas companhias, tais como a Companhia de Londres, a Companhia Britânica e outras. A Companhia das Índias Orientais dominou a Índia desde 1858 por quase um século com um exército privado de 400 mil soldados, uma força maior que a força britânica. Napoleão zombava os britânicos dizendo que era um Império de lojistas, mas foram esses lojistas que derrubaram Napoleão e ergueram o Império mais amplo que o mundo já viu e isso se deveu em boa parte a capacidade desse país em financiar sua própria expansão. A medida que os financistas começaram a confiar nos governos, que não eram mais comandados por Reis e sim por membros da mesma elite financeira, o Estado começou a tomar frentes em interesses anteriormente apenas privados como aconteceu na Guerra do Ópio deflagrada entre 1840 a 42. A China proibira o tráfico de ópio, mas as companhias inglesas que comercializavam a droga, simplesmente não aceitaram as leis e continuaram comercializando. Políticos ingleses tinham ações de empresas britânicas que comercializavam drogas na China e para eles não era interessante que as vendas parassem. Interesses privados e públicos começaram a se enredar cada vez mais. Isso também poder ser visto no Egito que ao se negar a pagar a dívida aos ingleses, foi invadido por tropas britânicas que mantiveram a ocupação até depois da II Guerra Mundial. 1821 os gregos se revoltaram contra o Império Otomano. Ingleses favoráveis ao movimento, emitiram bônus da revolução grega. Caso vencessem e se libertassem, devolveriam o valor com juros aos ingleses. A medida que os investidores ingleses perceberam que sua Rainha, se necessário, invadiria terras para buscar dívidas, tornaram-se mais confiantes para financiar seus projetos. A confiança ao crédito é muito mais importante para o desenvolvimento de um país que os seus recursos naturais. Os liberais acreditam que quanto menos governo intervir melhor. Só que não existe mercado sem influência de decisões políticas. Num governo em que apenas capitalistas controlam o mercado, criarão monopólios, o governo precisará estar ali, pelo menos para impedir isso. O sistema de escravidão sempre foi financiado pelos sistemas financeiros. Não houve uma escolha por um ou outro povo e sim uma indiferença ao que estava acontecendo com um povo. Harari compara esse caso com  a ingestão de animais, que as pessoas são contra os animais e pensam em matá-los, mas quando se alimentam com suas carnes, agem com indiferença, ao consumirem financiam mais morte de animais embora os amem. O capitalismo de muitas formas, financiou barbáries pelo mundo e há a possibilidade que assim como na Era Agrícola, na qual depois de termos mergulhado por um tempo, não era mais possível voltar atrás, não consigamos reverter costumes que já estão em andamento. A duas respostas do capitalismo para a questão de há regiões em que as pessoas vivem pior agora que há 500 anos ele dá duas resposta. A outra forma de administração proposta foi o comunismo e deu tão errado que ninguém está disposto a tentar novamente; Tem que haver paciência, a medida que o mercado cresce, todos ganham. A verdade é que a expectativa de vida, ingestão calórica o ser humano tem melhorado muito desde 1914. Entretanto, para o bolo da economia continuar crescendo ele depende de matéria prima e energia, teremos esses recursos eternamente? Profetas das catástrofes dizem que não.               17 As engrenagens da indústria Até a Revolução industrial, toda produção dependia de músculos (humanos ou animais) que por sua vez dependia de vegetais que os alimentava. Por isso, a produção era extremamente limitada. A falta de madeira fez com que os ingleses buscassem o carvão e foi de dentro de uma mina de carvão que entenderam que o calor poderia produzir movimento. Os primeiros experimentos eram máquinas que precisavam de muito carvão para gerar vapor e movimentar um pistão. Com isso, era possível buscar água de poços nas minas. O sistema era extremamente ineficiente, e eram necessárias quantidades enormes de carvão para pequenos movimentos, mas nas minas o carvão era abundante e muito barato. Empreendedores ingleses adaptaram esses motores aos tecelares e estavam criadas as primeiras fábricas do mundo. Em 1825 começaram a usar o vapor para transportar trens. Disso passaram para eletricidade e energia atômica. Demorou 400 anos entre o descobrimento da pólvora por alquimistas chineses até seu uso em forma de guerra na tomada dos turcos por Constantinopla. E apenas 40 anos desde que Einstein provou que dentro de um átomo havia energia até a bomba atômica que devastou Nagasaki e Hiroshima. A Revolução Industrial também tem sido uma revolução na captação de energia, de forma que parece não haver limites para as formas de captá-la. Assim como o mercado escravocratas não cresceu a partir do racismo, a utilização dos animais como alimento também não desenvolveu da vontade de matar animais, mas pela indiferença. Entretanto, os terneiros desenvolveram formas de relação com seus pais de forma que sentem vontade de jogar. O jogo está implementado nos mamíferos como uma das formas mais essenciais para o aprendizado e os terneiros continuam sentindo isso, mesmo que a situação atual não necessite mais disso. E essa é uma regras mais importantes da Natureza, tudo o que foi desenvolvido pela evolução continuará sendo gerado, mesmo que na situação atual, aquilo não faça mais sentido. Consumismo vende a ideia que a frugalidade é uma opressão auto imposta e que os caprichos devem ser aproveitados. Como conciliar o consumismo com o capitalismo que visa reverter os excedentes em maior produção. Antigamente os reis gastavam todas as riquezas e os plebeus viviam na miséria. Isso se inverteu de forma que os ricos tomam excessivos cuidados de como reinvestir e preservar seus patrimônios, enquanto os pobres se alegram de comprar coisas que não tem necessidade.                 18 revolução permanente O grande problema que vem se construindo não é tanto o perigo de acabarem os recursos, mas do que estamos fazendo com eles após usá-los. O lixo que vem se acumulando ao longo dos anos desde a Revolução Industrial, não vai acabar com a Natureza, mas sim transformá-la, pondo em risco a própria vida humana. O crescimento populacional desde o início da Revolução Industrial 1700 - 700 milhões 1800  900 milhões 1900 - 1,8 bilhões 2000 - 6 bilhões 2018 - +de 7 bilhões Os horários da era industrial mudou a relação com o tempo, determinando um tempo exato, isso gerou mudanças na sociedade que passou a fazer as coisas a sua hora.   A família, parentes próximos e comunidade era onde tudo acontecia, com quem podia se contar. A família e a comunidade proviam quase tudo que o indivíduo precisava. Não era simples para os reis intervir no que acontecia dentro das famílias e comunidades. Na China, onde isso mais aconteceu, a forma que o governo teve para intervir foi tornar os líderes das comunidades membros do governo. Entretanto, internamente nas famílias havia muita tensão e violência, mas as pessoas não tinham muita opção. Em 1750 uma pessoa que perdesse sua família era como se estivesse morta. Teria que encontrar uma comunidade ou não teria nada. Com a melhoria nos sistemas de comunicação e o desejo do mercado de interferir mais no núcleo familiar fez com que o Estado começasse a punir práticas contra lei que podiam acontecer dentro das casas, mas que antes passariam despercebidas. O Estado e Mercado ofereceu liberdade de escolha para os indivíduos deixando-os escolher fora da tutela familiar. Os Estados são comunidades imaginárias. Isso ficou claro na determinação das fronteiras no Oriente Médio, por franceses. Outros grupos imaginários são os grupos de consumo, que se definem por tipos de consumo. Hoje vivemos a era mais pacífica de toda a História, mas não é simples percebermos isso, pois não conseguimos imaginar realmente como era o mundo há 200 anos atrás, entretanto os números mostram nitidamente esse decréscimo. O Estado foi o principal responsável pela redução da violência. Até mesmo a retirada dos impérios nos últimos séculos tem sido pacífica e organizada. Até mesmo a independência indiana, que todos reconhecem como sendo fruto do trabalho de Mahatma Gandhi, teve em grande parte responsabilidade dos ingleses. Desde a II Guerra não houve nenhuma grande invasão de territórios a não ser Iran e Iraque em 1990. Isso acontece em parte por causa dos grandes vínculos que existem entre todos os países.   19 E eles viveram felizes para sempre Somos mais felizes? Quando as coisas melhoram as expectativas aumenta e isso influencia totalmente na felicidade. A infelicidade da nossa época pode estar ligada ao fato de termos muitos modelos inalcançáveis de comparação divulgados pela mídia. Os biólogos vem a felicidade como algo independente das situações externas e acreditam que com o domínio de hormônios conseguirão mandar na felicidade. No budismo entende-se que o ser humano identifica felicidade com prazer e sofrimento com dor, então busca o máximo de prazer para ser feliz, só que no prazer também há sofrimentos, pois ou queremos aumentá-lo ou que ele não termine. Logo, todas as sensações são passageiras e vão gerar sofrimento. A libertação do sofrimento não depende de experimentar uma sensação de prazer específica, mas de entender a existência como esses estados passageiros. No fim a felicidade depende muito mais de percepção do que questões materiais. Logo o autoconhecimento que nunca foi observado ao longo da História é o que pode determinar a felicidade.   20 O fim do Homo Sapiens O Sapiens começou a mexer na seleção natural; nos outros animais e em si mesmo. As modificações podem acontecer de diferentes formas: Biológicas: mudanças internas como combinações de genes; Ciborgues: humanos com partes orgânicas e não orgânicas; Sintéticas: sistemas tecnológico. No que vamos nos converter?   Epílogo: O animal que se tornou um deus

Podcast de Yoga | 7 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo parte 01 – Podcast #82

Homo Deus. Dando continuidade à série Sapiens, resumirei o 2º livro de Yuval Noah Harari chamado Homo-Deus. Nesta primeira parte do resumo vou tratar do que a humanidade construiu até hoje e no próximo episódio mostrarei a última parte do livro que trata de quais são os riscos para a nova espécie que está sendo construída pelo Homo Sapiens.       LINKS Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Último discurso de Nicolae Ceausescu, ditador comunista da Romênia   https://www.youtube.com/watch?v=TcRWiz1PhKU       Transliteração parcial Homo-Deus   A agenda da Humanidade 01 Conquistar a imortalidade As prioridades da Humanidade atualmente podem ser divididas em 3 objetivos: a conquista da imortalidade, da felicidade e ... Nesse capítulo Harari demonstra como as principais causas das mortes dos seres humanos tem sido controladas, são elas:   Fome – até a década de 1970 as previsões eram que o aumento da expectativa de vida não iria ser acompanhado pela eficiência agrícola. Entretanto, haviam coisas que os cientistas não conseguiram prever, entre elas que existe uma tendência que não havia sido observada até então que é que a medida que as famílias vão tendo mais recursos eles vão diminuindo a taxa de natalidade. Hoje em dia, a porcentagem das pessoas que morrem de fome é baixíssima de forma que esse problema será resolvido em bem pouco tempo. Hoje em dia, se alguma população passa fome, isso se deve muito mais a fatores de decisões humanas do que pela incapacidade do povo ou do local de produzir riquezas.   Pestes – Harari apresenta vários casos em que as pestes destruíram populações, chegando a matar 1/3 em casos como da gripe espanhola ou da varíola. Entretanto ele mostra que os casos de pestes que aconteceram recentemente, como a gripe do porco ou o ebola foram resolvidos muito mais rapidamente e acabaram atingindo pouca gente. Mesmo doenças aparentemente incuráveis como a AIDS, hoje possuem tratamento que prolonga a vida da pessoa de tal forma que hoje em dia, as pessoas que possuem o vírus da Aids conseguem viver uma vida normal. Na época em que a Peste Negra devastou ¼ da Europa em 1353 até 1343, ninguém fazia ideia do que era um vírus ou uma bactéria. Todos achavam que era algum tipo de castigo divino e que tinha vindo pra dizimar a raça humana. Já quando o ebola foi considerado uma grande ameaça em 2014, em poucos meses o problema foi resolvido. Claro que estamos sujeitos a novos tipos de contágios mortais desconhecidas, mas o histórico de solução desses problemas tem diminuído cada vez mais tanto em relação ao tempo para ser sanado quanto da porcentagem da população que é afetada.  Guerras – o argumento de Harari do que vem acontecendo com relação a diminuição das Guerras é que antigamente, território era igual a riqueza. Com a Revolução Industrial isso mudou e hoje em dia o valor não está mais em algo físico, mas no conhecimento. Se os chineses invadirem o Sillicon Valley, vão gastar milhões de dólares e não terão nenhuma vantagem pois nem sequer, silício. O que há no Vale do Silício são milhares de mentes brilhantes e conhecimentos acumulados que conseguem produzir tecnologias que impactam o mundo todo. O que os chineses começaram a fazer foi aprender com os americanos e conseguir produzir tecnologias para também vender aos Estados Unidos. A Guerra de invasões de territórios é algo inaceitável nos países desenvolvidos. Vivemos a primeira época da História em que não precisamos levar em conta uma guerra quando fazemos algum tipo de planejamento de longo prazo. Isso não impede que outro tipo de guerra aconteça. Países como Irã ou Korea do Norte, podem instalar códigos que derrubam centros de energia em qualquer lugar do mundo, matando milhares de pessoas com uma mudança de programação. Esses são riscos, já alertados por Snowden, o ex-engenheiro de programação da CIA que denunciou espionagens do governo Obama.   Harari termina esse capítulo mostrando que antigamente morria-se por qualquer coisa e cada vez mais a ciência tem avançado para que a morte aconteça apenas em poucos casos. De tal forma que hoje a ciência não considera mais a morte o sentido da vida, nem algo de outro mundo. A morte é um problema técnico que será resolvido nos próximos anos.  Peter Thiel, um dos fundadores do Paypal e o primeiro investidor do Facebook já declarou que não pretende morrer. Ele está disposto a investir sua fortuna de U$2 Bi para isso. A solução desse problema não será barata e pode gerar uma grande divisão na sociedade. Aqueles que possuem recursos para comprarem sua imortalidade e aqueles que morrem. Ele apresenta alguns problemas disso, como por exemplo os ciclos de governo. Em lugares em que um mesmo governante passa muito tempo no poder dificultaria mudanças, se esse domínio da vida tivesse acontecido há 100 anos, Mao Tse Tung ainda estaria governando a China e fazendo acordos com seu vizinho Stalin até hoje   A agenda da Humanidade 02 Conquistar da Felicidade A felicidade foi um ponto descartado ao longo da História. É evidente que quando haviam os problemas de fome, pestes e guerras fica difícil pensar em felicidade. Entretanto, qual a busca mais verdadeira do Homem? Os Estados se preocupam com os indivíduos para que eles se tornem mais fiéis ao Estado e não para aumentar sua felicidade. Compare Singapura com Costa Rica. Em Singapura se ganha em média U$50K enquanto na Costa Rica U$15K. Qual povo é mais realizado? As pesquisas mostram que os costa riquenhos vivem com mais satisfação que o singapurenses. A felicidade é uma busca um tanto complexa e mais difícil do que o controle da imortalidade. Atualmente felicidade na visão científica é a produção de prazer e não vivência da dor. Isso porque a mente humana tem uma tendência natural de sempre que uma expectativa é alcançada ela passa imediatamente a desejar outra coisa, de forma que fazer uma para produzir felicidade vc tem duas alternativas Desejar menos, pois são justamente os desejos que produzem sofrimento Produzir modificações hormonais que mantenham a pessoa numa sensação contínua de felicidade. Epicuro e Buddha já alertavam que uma vida apenas pela busca do prazer pode não acabar bem, mas o que as empresas de biotecnologia estão fazendo é justamente isso. Essas modificações no estímulos do cérebro podem gerar um outro tipo de ser humano ou uma outra espécie o Homo Deus. As capacidades do Homo Deus não serão como de um Deus católico, onipresente ou onipotente, mas de deuses hindus ou gregos, que tinham poderes, mas também tem ira, apego, amor tudo em grande potência. Mas isso não vai acontecer de uma vez , elas acontecerão gradualmente Acho que podemos falar de meditação aqui. Ele fala em manipular a bioquímica humana e é isso que podemos fazer de forma barata com a meditação/yoga. “A evolução não adaptou o Homo sapiens a experimentar um prazer constante” A agenda da Humanidade Criando o Homo Deus Alguém pisa no freio Mudanças muito rápidas produzem medo e pode ser que a sociedade eleja alguém para pisar no freio. Entretanto as mudanças estão vindo de várias áreas e não há como saber qual delas pode produzir problemas. Ninguém pode frear o progresso. Inclusive porque a economia depende de crescimento e o desenvolvimento de capacidades sobre humanas são consequências da busca por imortalidade e felicidade. Todas as melhorias e interferências da ciência começam com o intuito de salvar vidas e o aprendizado nesse processo vai levando a outros mais elaborados. A cirurgia plástica surgiu das cirurgias em campos de guerra. Quando a turbulência baixou, os mesmos médicos que estavam fazendo amputações para salvar vidas, viram que também era possível pequenas modificações para quem buscava apenas a estética. Explicação de que as ideias de Marx fizeram com que os capitalistas britânicos e franceses fizessem melhorias no sistema de forma que evitassem revoluções. Isso não é verdade. As modificações ocorreriam de qualquer forma, pelo mesmo sistema da mão invisível de Adam Smith, o incentivo que faz as empresas melhorarem seu produto para vender mais é o mesmo que faz as empresas que tratam melhor os funcionário atraem mais talentos. Acho que tem um pouco de verdade por colocarem os assuntos na agenda. Harari acredita que se entendermos o curso da história podemos decidir melhor seu rumo. Ele fala do princípio do revólver dito pelo escritor russo Antonin Tchekov, no qual, se um revolver aparece no primeiro ato, ele irá disparar no 3º ato. O humanismo fez do homem o animal mais poderoso da Terra, temos várias possibilidades de revólveres para serem disparados, mas será que não podemos vencer o teorema de Tchekov e desengatilhar a arma? Aqui ele fala que historiadores estudam o passado não para poder repeti-lo, e sim para poder se libertar dele. Devemos lembrar que o Homo Sapiens está caminhando para desenvolver o Homo Deus, mas sua origem é animal. A relação mais próxima que temos para tentar entender como super humanos se relacionarão com humanos, é observar como os homens hoje se relacionam com os outros animais. Não é uma analogia perfeita, mas é o mais próximo que se pode chegar. A visão predominante no mundo é humanista de forma que o homem é o centro de tudo que acontece no Universo. Quais são as origens e consequências dessa crença? Como o Humanismo pode ser a fonte da autodestruição humana? Porque a busca pela Imortalidade e Felicidade pode abalar nossas crenças sobre a Humanidade? Quais são os sinais de algum cataclismas? Se o humanismo cair por terra, o que poderá substituí-lo? A única grande constante da história é que tudo muda. Capítulo 02 Antropocentrismo O ser humano foi a única espécie a transformar completamente o mundo. Se pegarmos o que já produzimos de transformações no ecossistema e projetarmos mais 100 anos, teremos feito o mesmo impacto no meio ambiente que o meteoro que destruiu os Dinossauros há 66 milhões de anos. As antigas religiões eram todas animistas, o que significa que não viam diferença entre seres humanos e animais. Ele apresenta evidências de que a própria Eva, era a própria serpente na história bíblica. Apesar de todas as mudanças os comportamentos dos homens continuam respondendo pelos mesmos instintos de sobrevivência. Por que adoramos sorvetes e chocolates? Porque seguimos antigos dados genéticos que até podem ser contraproducente, mas como reproduzimos comportamentos de 70 mil anos, é difícil vencer essa tendência. Dá exemplos de que todos os animais possuem instintos implantados, e que o que o homem tem feito em termos de domesticação, tem quebrado impulsos como caminhar, procriar e outros e o animal expressa isso com tristeza. Os Homens que decidem as necessidades subjetivos dos demais animais. Decidimos o tempo que viverão e quando se reproduzirão.   O que é um algoritmo e como eles estão conectados com as emoções? Os algoritmos podem ser de diferentes níveis, um simples seria somar e dividir por dois para se ter a média, esses mesmos comandos podem ser dados a uma máquina de café. Alguns biólogos consideram os seres vivos como algoritmos que tem por princípio a sobrevivência e reprodução. Alguns fatores ainda não são mensuráveis como a necessidade do vínculo com os progenitores que o ser humano trata de determinar externamente. Essa interferência começou a ser voluntária a partir da Revolução Agrícola e estimulada pelas visões religiosas surgidas daí que colocavam o homem como centro do Universo. A História bíblica de Moisés, que já era um mito mesopotâmico do início da Revolução Agrícola, mostra como as crenças determinavam o homem como o único próximo aos deuses criadores, hierarquicamente superior a todos os outros seres vivos. Ahimsa é uma norma estendida a todos os seres vivos, enquanto o mandamento “Não Matarás” refere-se apenas aos humanos. Entretanto, sempre há uma hierarquia em que o homem fica acima da natureza. No caso, hindu, quando questionados sobre a indústria lacto, dizem que as vacas como seres sagrados têm o desejo de compartilhar seu leite com os humanos. Comparando o mito da maçã bíblica e a maçã de Newton, no primeiro caso, os homens foram punidos, mas Newton que teve curiosidade para investigar, viu abrir a sua frente um universo de conhecimento. O teísmo autorizava a subjugação dos animais em nome de Deus, hoje o mesmo tem como justificativa o humanismo, o homem é o centro de tudo e tem autorização para agir sobre os animais. Isso tem mudado, sendo que hoje há muita gente questionando essa supremacia humana. Estamos dando demonstração de cuidados com manifestações de vida conhecidas como inferiores, talvez por sentirmos que podemos estar indo para o mesmo caminho. Se uma forma de tecnologia com superpoderes pudesse matar outros homens pelo seu desejo, isso seria justo? Então, porque achamos certo fazer isso com animais?       Capítulo 3 a Chispa Humana   Não há dúvida que o ser humanos é a espécie mais poderosa do mundo. Mas será que somos seres especiais? Um dos principais conceitos que sustenta isso é o conceito de uma alma eterna que apenas os homens possuem. Isso contradiz tudo o que a Ciência já pesquisou. Outro argumento é que os outros animais não possuem experiência subjetiva. Descartes argumentava que os animais eram como máquinas. Na sua época, os cientistas faziam experimentos com cachorros vivos, pois não consideravam que esses animais sofressem, por mais que as evidências estivessem à sua frente.   Pesquisas recentes começam a observar quais áreas do cérebro são estimuladas a cada sensação, de forma que também podem estimular externamente a intensidade dessas sensações.   As sensações geradas na mente é que produzem os movimentos de liberação hormonal, mas isso não é essencial e tão pouco tem relação com os estímulos da matéria. O mundo subjetivo é formado pelas memórias das experiências passadas e uma projeção do que pode acontecer no futuro. Para os cientistas, não existe uma experiência acontecendo na mente que não esteja acontecendo no cérebro, o que passa em nossa mente é fruto de conexões geradas entre os neurônios. Descartes dava explicação da mente como uma máquina vapor, porque era a referência que tinham na época e tinham que seguir essa analogia. Atualmente usamos para essa analogia os processadores. Não há diferença científica entre a subjetividade e consciência dos animais e dos homens.   Chimpanzé com conciencia de si mesmo Uma vez que a Ciência não encontrou nenhum indício de que o Homem tenha uma alma imortal ou somente ele tenha experiências subjetivas, vamos entender porque o homem se desenvolveu mais que os outros animais. Um dos principais motivos é a capacidade de se organizar em grandes grupo com indivíduos desconhecidos. Fala sobre a queda do ditador comunista Nicolae Ceausescu em 1989 e o poder não for transferido ao povo, pois o povo não possui capacidade de se organizar rapidamente. https://youtu.be/wWIbCtz_Xwk A organização mais eficiente que havia, que eram partidos próximos do partido comunista. Eles destruíram Ceausescu, venderam as empresas do governo para seus companheiros e dominaram a elite do país. Por que só os homens conseguem se organizar tão bem? O Jogo do Ultimato, uma pessoa tem U$100 e pode dividir como quiser. O outro só tem duas opções, aceitar o quanto o outro lhe deu ou rejeitar, se rejeitar, nenhum dos dois ganha nada. Racionalmente você sempre daria 99 e o outro sempre aceitaria 1, mas por não achar justo, vários testes acabaram sem nenhum ganhar. O comportamento depende de conveniências sociais. Pesquisa com dois macacos e o pepino. Os exércitos de Frederico não o atacavam, pelas Ordens imaginadas. A realidade objetiva não depende de crianças ao contrário da realidade subjetiva. Intersubjetivo quando depende de outras pessoas e continuará existindo mesmo que uma pessoa pare de acreditar nela.    

Sapiens
Podcast de Yoga | 9 dez 2020 | Daniel De Nardi

Sapiens – Resumo do Livro de Yuval Harari

Sapiens Resumo do Livro Sapiens Resumo do Bast Seller de Yuval Hararri. O livro Sapiens é dividido em 4 capítulos que tratam da História da Humanidade, desde que os primeiros Homo-sapiens começaram sua aventura há 70 mil anos até os dias de hoje.   Episódio 01 - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. https://yoginapp.com/revolucao-cognitiva-podcast-77/   Episódio 02 - Revolução Agrícola No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.   https://yoginapp.com/sapiens-historia-revolucao-agricola/ Episódio 03 - A Unificação da Humanidade. O 3º episódio da série Sapiens vai falar sobre os motivos que fizeram o mundo tornar-se uma grande aldeia. Fatores como o dinheiro, os Impérios e as Religiões foram essenciais nesse processo. https://yoginapp.com/a-unificacao-da-humanidade-podcast-79/   Episódio 04 A Revolução Cognitiva – Podcast #80 Os Sapiens irão se extinguir em breve segundo Harari, nossa espécie dará origem a uma espécie tão diferente quanto nós e os Neandertais ou os macacos. Como isso vai acontecer é o que veremos nesse episódio. https://yoginapp.com/a-revolucao-cognitiva-podcast-80/ Para quem quer comprar o livro Sapiens - Uma Breve História da Humanidade Clique Aqui Abaixo você pode ouvir toda a Série de Podcasts com o Sapiens Resumo do Bast Seller. Clique abaixo! https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Quer saber mais sobre Yoga? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5\', \'UA-68279709-2\').createForm();