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Sapiens Resumo


Sapiens - A Unificação da Humanidade
Podcast de Yoga | 9 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Unificação da Humanidade – Podcast #79

A Unificação da Humanidade - Livro Sapiens - Capítulo Final O 3º episódio da série Sapiens vai falar sobre os motivos que fizeram o mundo tornar-se uma grande aldeia. Fatores como o dinheiro, os Impérios e as Religiões foram essenciais nesse processo. LINKS Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Ridley Scot vai filmar Sapiens Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast tratando das castas na Índia   Álbum Spiritchaser da banda Dead Can Dance que foi usado como trilha de toda a série Podcast mostrando porque não há proselitismo no Hinduísmo     A Unificação da Humanidade     09 - A seta da história As pessoas desenvolveram costumes e normas compartilhadas como instintos artificiais que possibilitaram a vida em sociedade. Esses instintos artificiais são chamados de Cultura. No século III A.C. haviam mundos diferentes na terra. De forma que a capital Inca, Techicaguan abrigava 250 mil pessoas e tinha o mesmo tamanho na época que Roma e nenhuma delas sabia da existência da outra.   Em 1450 D.C a Terra, após o início das grandes navegações, ainda existiam locais inabitados como Tazmania, entretanto 90% da população mundial habitavam o mundo de Afro-EuraÁsiatico. O resto do mundo era dividido em: O mundo mesoamericano; O mundo andino; O mundo australiano; O mundo oceanico; Aproximadamente 1520 o Mundo Afro/Ásia/Europeu conquistou o mundo andino, beliscou o meso-americano e conquistou o oceânico. Em mais alguns anos, conquistou o australiano. Desde essa época, iniciou um movimento para ser regido por um único conjunto de leis. A primeira ordem foi econômica, a ordem monetária, depois foi a ordem política, a ordem imperial e por fim a ordem religiosa, uma ordem criada pelas religiões universais como budismo, cristianismo e islamismo. Para os comerciantes, os primeiros a se beneficiar diretamente com as grandes navegações, o mundo se transformara em um mercado único, no qual as todas as pessoas eram clientes em potencial. Esse foi o motivo pelo qual o dinheiro foi o primeiro unificador do mundo.     10 - O Cheiro do dinheiro O dinheiro foi capaz de unificar valores e organizar o comércio. Numa pequena aldeia, você consegue trocar facilmente o que precisa e ter sua subsistência sanada. Entretanto, numa cidade grande, a complexidade dos problemas cotidianos, foi gerando profissões especializadas que tornaram as trocas impossíveis, afinal para que uma troca acontecesse, as demandas e ofertas das mesmas pessoas precisavam ser idênticas e simultâneas. O dinheiro foi a ferramenta que intermediou isso tudo. Experimentos tentaram criar outros sistemas de trocas. Na União Soviética comunista, o governo centralizava esta organização, pegando de quem produzia para distribuir para quem precisava. O sistema fracassou tremendamente e acabou tendo que usar da violência para que esse tipo de “distribuição justa” fosse implementada. Da frase “todos trabalharão de acordo com suas capacidades e receberão de acordo com suas necessidades se transformou em “todos trabalharão o mínimo possível e receberão tudo o que possam conseguir.” A criação do dinheiro surgiu naturalmente em várias partes do planeta em momentos diferentes. A medida que as pessoas começaram a trocar mais, perceberam a dificuldade de compatibilizar aquilo que produziam com o que precisavam, e isso criou o dinhrito. O dinheiro como uma realidade intersubjetiva foi o principal responsável por unir as pessoas e fazer do mundo uma grande aldeia. O sistema em que o dinheiro funciona só é possível pois existe uma cadeia de confiança que todos vão fazer valer o valor que está ali. O dinheiro também surgiu entre os sumérios em 3000 A.C., era um dinheiro de cevada. A semente da planta funcionava como moeda para as trocas. Tudo era avaliado pelo peso da cevada e caso a pessoa não conseguisse mais trocar, poderia comê-las. A dificuldade para o transporte de grandes quantias acabou extinguindo esse sistema. Na Mesopotâmia em 300 A.C. teve início o ciclo de prata, quando esse material passou a ser usado como moeda para as trocas. A prata funcionou bem no início, mas também tinha um problema grave, podia ser raspada. Isso exigia que fosse pesada a cada transação. Como já existia um Estado constituído, criaram um sistema em que o governo é que atestava o valor da moeda, que podia ser de qualquer material. O dinheiro é uma ideia que une todos os povos e não discrimina nenhum indivíduo por religião ou gênero. Osama Bin Laden que fazia discursos de ódio contra os americanos, adorava receber dólares americanos. O problema de uma orientação voltada unicamente para o acúmulo de dinheiro é que ela pode acabar com tradições e valores que não são orientadas por algo que se pode medir como lealdade, amor etc.     11 Visões imperiais Para ser considerado Império é preciso duas características:  1 - dominar povos com culturas distintas. 2 - fronteiras flexíveis e apetite pela expansão territorial. Clichê ensinado nas aulas de História: Os impérios não funcionam. É impossível administrar um território muito grande; Se funcionam, não deveriam, pois cada povo deve ter direito a se auto-gerenciar. 476 D.C queda do Império Romano. Sempre que um império caia, isso não significava a liberdade para os povos, o que de fato acontecia era que outro via e ocupava seu lugar. Pois, alguém terá que proteger as pessoas de ataques externos e fazer com que as normas funcionem, então quando um império desaparecia, outro grupo, normalmente sem experiência é que vinha fazer esse papel. Dos Impérios vieram grandes contribuições para as Artes, Filosofia e até para a caridade. Os legados dos impérios estão enlaçados com a Cultura moderna. Como negar a contribuição filosófica da Grécia ou as contribuições jurídicas do Império Romano? O Primeiro Império a surgir foi o Mesopotâmico em 2500 A.C e dominou a região Síria, Iraque e Iran.   Na China, a ideia que nos é contada nas aulas de História que os Impérios são sempre os malvadões e responsáveis por tudo o que de ruim acontece com os indivíduos era vista como absurda e contrária à realidade. Para os chineses, o perigo era maior quando o Império se dissolvia, pois eram nesses períodos que aconteciam as maiores atrocidades. Os chineses acreditavam que a paz só acontecia na unificação de um grande império. Então toda vez que o Império se dissolvia, o povo atuava para uma reunificação. A questão de apropriação cultural é errada, pois todos os impérios absorveram parte das culturas que dominavam. 48 D.C O imperador romano Cláudio aceitou senadores galos em seu governo e em seguida houveram imperadores que não eram originalmente romanos, mas que também fizeram grandes reinados. 7 D.C Império Árabe possuia os Egípcios, Sírios e Mesopotâmios todos considerados como árabes e lutando por causas árabes. No século XX, o mundo Ocidental ampliou suas influências ideológicas de forma que suas colonizações foram contestadas com ideias e movimentos ocidentais como liberalismo, patriotismo, feminismo, socialismo e  comunismo. Ideologias modernas se propõe a destruir todas as ideias da sociedade e deixar vir à tona o que é puro nos seus indivíduos. Isso é no mínimo ingenuidade. O resultado dessas ideias quando aplicadas à sociedade apenas cria o espaço para que outras ideias sejam impostas. Não existe cultura pura. Toda cultura é fruto de heranças de impérios que por sua vez, receberam influência de diferentes costumes e culturas menores. Na época da colonização britânica na Índia (1858 - 1947) muitos indianos adotaram valores e ideias britânicas como os direitos humanos e o individualismo e começaram a usá-los como argumento para questionar o império britânico quando este não agia de acordo com seu discurso. Os britânicos cobravam altas taxas para comercializar na Índia, por outro lado foi durante sua colonização que o Estado conseguiu organizar as centenas de principados indianos numa organização única. O Império britânico construiu ferrovias e ensinou inglês nas escolas públicas,  coisas que são essenciais no funcionamento da Índia de hoje. Da mesma forma, quando a Índia ficou independente em 1947, adotou a democracia ocidental como forma de governo. O costume do chai e do críquete também são heranças dos ingleses, só que os indianos se reconhecem tomando chai e assistindo partidas de críquete tanto no seu povoado quanto nas ligas profissionais. Tentar tirar a herança cultural de um povo porque ele foi influenciado pelo colonizador é trabalhar num mundo de utopias, pois no dia a dia, as pessoas acabam adotando os costumes mais convenientes para sua vida. Na Índia, é bastante nítido, pois o país passou por muitas invasões. Qual seria a verdadeira cultura indiana? Entretanto, há uma mudança no sistema de decisões políticas que aconteceu desde que a Constituição dos Estados Unidos foi escrita em 1787 que Harari ignora, pois isso vai contra a ideia de que o globalismo seria a melhor solução para resolver os problemas globais.    Yuval apresenta o império Inglês como o último grande Estado a dominar diferentes partes do mundo. Entretanto, não pode se ignorar que aqui há uma quebra na tendência dos movimentos que ele vem apresentando. A grande mudança no sistema de decisões políticas que os Estados Unidos implementaram e que não se pode ignorar foi que as decisões mais importantes para o cidadão devem ser tomadas mais próximas a sua residência. A Democracia na América, de Alexis Toucqueville, um intelectual francês que visitou os Estados Unidos em 1830 e ficou impressionado como havia organizações locais que resolviam ali mesmo os problemas de cada cidade. Transferir o poder de decisão do cidadão para um governo global, afastado das decisões das pessoas no dia a dia me parece perigoso além de ineficiente. Isso seria uma quebra na tendência de organização governamental, pois entre o modelo chinês que centraliza todas as decisões num governo central e os Estados Unidos com suas centenas de condados, eu ainda prefiro o sistema americano. Com relação a como resolver os problemas globais na Unificação da Humanidade? Certamente eu não ignoraria as decisões locais, o dia a dia do cidadão comum que quer resolver as questões do seu bairro, essas opiniões não podem ser ignoradas, mesmo que as decisões sejam interplanetárias.   1ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade No meu ponto de vista do livro, que ele praticamente ignora o livre arbítrio humano e passa a ideia que tudo é curso da História, mas ele mesmo diz que não podemos tentar prever os rumos da História pois isso é impossível, temos que estudá-la para entender o que está acontecendo agora, só que aí ao mesmo tempo que ele diz que podemos escolher realidades imaginárias mais justas, parece pela narrativa que o indivíduo mesmo, não tem poder algum. As vantagens do globalismo para sanar problemos são globais, como aquecimento global e direitos humanos.   2ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade O problema do aquecimento global é certamente um dos maiores desafios que nossa espécie já enfrentou, entretanto trazer como solução para isso a criação de um governo global, que já está se formando, talvez não seja realmente a melhor solução para o problema. Ele mostra que os Impérios, sempre tiveram decisões centralizadas o que produziu maior engajamento e maiores conquistas e construções. Logo, como temos atualmente problemas globais como aquecimento global e crises migratórias, precisamos repetir o padrão histórico e concentrar o poder num grande governo global que resolverá esse tipo de problema.   12 A lei da religião Como os outros unificadores da Humanidade, dinheiro e Impérios são construtos imaginários, eles precisam das Religiões para legitimar suas estruturas para algo além do humano. Religiões são um sistema de normas e valores humanos que se fazem sobre a crença de uma ordem sobre humana. Ora ser uma  Religião unifversal deve ter uma ordem universal que possa ser seguida em todas as partes e um sistema de evangelização. Tem que ser universal e missioneira. Esse tipo de Religião só começou a parecer no século I A.C. Até então as crenças eram locais e não tinham interesse em fazer outras pessoas acreditarem nisso. O Hinduísmo ortodoxo não aceita conversão, pois é justamente o fato das pessoas nascerem naquele local a graça divina capaz de fazer o indivíduo se libertar.   O Animismo é um sistema ancestral de crença em que os elementos da Natureza ganham conotações divinas. Todos os símbolos usados no animismo são locais, logo todos suas crenças são regionais e não vão servir num local que não tenha os bichos ou as plantas sagrados. O Animismo praticado na revolução cognitiva não via o homem diferente dos deuses. A elaboração desses deuses aconteceu na Era Agrícola e pode ter ocorrido pelo fato de que os homens percebiam que não tinham controle total da Natureza, logo os deuses serviam de um intermediário entre os homens e a natureza. A era agrícola produziu politeísmo gerando uma constante relação dos homens com os deuses. Sendo que qualquer poderia ser punido a qualquer momento pelo erro de outros seres humanos. O politeísmo do ponto de vista de 2000 anos de monoteísmo pode parecer infantil. As religiões politeísta reconhecem um poder supremo por trás de todos os santos, deuses e rochas sagradas. Nas religiões gregas, por trás de Zeus, Hera e Apolo estavam submetido a um poder maior que todos, o destino, Moira Ananke. No hinduísmo um único princípio, atman, controla a existência divina e física. Atman é a essência de todo o Universo, de todo ser vivo e de toda ação. A diferença do politeísmo é que o princípio criador parece desinteressado das atitudes humanas. Não faz sentido pedir algo a esse tipo de deus, pois pra ele tanto faz as atitudes dos humanos, tanto faz quem vencerá a guerra ou prosperará ou que uma pessoa se cure ou morra. Os hindus não constroem templos ao Atman. Nesse caso, a lição desse tipo de crença é aceitar da melhor forma possível os desígnios da vida como a doença, a pobreza ou a morte. Os sadhus sannyasin dedicam a vida a unir-se ao atman para obter a iluminação. Se esforçam por ver o mundo do ponto de vista desse princípio fundamental para se dar-se conta que de uma perspectiva eterna, todos os desejos e temores mundanos são completamente insignificantes, sem sentido e efêmeros, mas a maioria dos hindus não são sadhus e estão preocupados com a vida mundana. Para resolver esses assuntos os hindus se aproximam dos deuses com poderes parciais. Justamente pelos poderes serem parciais é que pode haver algum tipo de prejuízos que deuses como lakshmi, ganesha e parvati dividem as atenções dos hindus. O politeísmo aceita diferentes crenças e por isso dificilmente persegue hereges. O politeísmo tende a ser um sistema mais liberal de crenças. Mesmo quando conquistaram outros impérios, os politeístas não tentaram converter seus súditos. O Império Romanos era politeísta e perseguiu apenas aqueles que queriam que apenas um Deus fosse aceito. Quando o cristianismo ganhou mais poder político. Cristãos católicos e protestantes  mataram-se mais uns aos outros entre protestantes e católicos mais que todo império romanos. A primeira Religião monoteísta surgiu no Egito em 1300 A. C quando o faraó Akhenaton declarou que um dos deuses do panteão tinha o poder supremo. Determinou que aquele era o Deus do Estado e que os outros cultos deveriam ser perseguidos. As religiões monoteísta tomaram conta do mundo e o sistema jurídico mundial é baseado no monoteísmo, mas na prática as crenças politeístas são mais comum na vida cotidiana. Outro sistema religioso que já teve mais expressividade é o Dualismo.  Esse sistema entende que há duas forças cósmicas brigando eternamente numa luta entre bem e mal. Essa visão de mundo explica uma questão mal resolvida pelas outras religiões - se Deus é bom, por que há maldade no mundo? Por que um Deus bom permite tanto sofrimento? Só que se há essa luta entre bem e mal, quem criou a ordem a luta, o motivo pelo qual brigam? O Zoroastrismo foi a primeira religião dual do mundo. Nela há uma batalha entre dois deuses, um bom e um mal e o papel dos humanos é ajudar o deus bom. Foi uma religião importante no Império Persa entre 550 A.C. a 330 A.C. Depois voltou em 220 até 600 D.C. O maniqueísmo que também era dual quase ganhou o coração do Império Romano na época pós a morte de Jesus, mas foi derrubado pelo cristianismo. Entretanto, ideias dualistas ainda são presentes em religiões monoteístas. Apesar das contradições entre entre o Deus ser onipotente e o inimigo independente. O monoteísmo se desenvolveu com características de todos os sistemas anteriores. Um cristão não praticante crê num Deus monoteísta, mas num diabo dualista, em santos politeístas e em espíritos animistas. Isso chama-se sincretismo, que pode ser considerado a única religião universal do mundo. Conta a história de Sidarta Gautama, que em 5 A.C. cria uma religião de ordem natural. Na sua visão os deuses existiam, mas tinham um papel secundário.   QUEM QUISER ENTENDER DE ONDE VIERAM AS INSPIRACOES DO PENSAMENTO DE BUDHA, ASSISTA O 1º EPISODIO DA TRILOGIA DE APROFUNDAMENTO NO YOGA. https://yoginapp.com/documentario-de-yoga/   O sofrimento na visão de Buddha é gerado pelo funcionamento da mente, que está sempre insatisfeita e inquieta. Tanto no sofrimento quanto no prazer a mente busca mais ou menos. Se quando a mente experimenta coisas prazerosas ou desagradáveis e entende que as coisas são como são, aí não há sofrimento. A sabedoria é entender que as coisas são como são. Se você sofre é por tentar mudar o estado. Quando sente prazer quer mais prazer e quando sente dor quer que a dor passe. A saída para o sofrimento, segundo Buddha, seria deixar que as manifestações aconteçam e não ser afetadas por elas. O treinamento do budismo via encarar a vida tal como ela é sem gerar expectativas ou frustrações. Passar a experimentar o que está acontecendo e não o que você gostaria que estivesse acontecendo. Para isso, os seguidores deveriam evitar o sexo, o roubo e outras coisas que atiçassem o fogo do desejo. Chegando a um estado onde os desejos se extinguem e o que sobra é um estado de plenitude chamado Nirvana. O sofrimento surge do desejo e a única forma de se livrar do sofrimento é observar a vida como ela é. O budismo não nega os deuses e os considera seres poderosos capazes de fazer chover, mas coloca a redução do sofrimento como ponto central. Os praticantes que chegam ao Nirvana são considerados bodhisattvas e dedicam a vida a ensinar a mensagem de Buddha. Só que muitos budistas vão até esses mestres para pedir coisas a esses monges que nada tem a ver com o caminho professado por Buddha. Nesse ponto Harari traça diversas analogias comparando o comunismo com um religião tais como: crer em princípios que todos deveriam seguir, escrituras sagradas, festividades, teólogos, propagadores da mensagem. Humanistas acreditam que o Homem por ser uma espécie especial é responsável por tudo o que ocorre no mundo. Exemplo: liberalismo, comunismo e nazismo. Muita gente está disposta a gerar sobre-humanos.   13 O Segredo do sucesso na Unificação da Humanidade Uma sociedade global nasceu e qual será seu modelo? O Império Romano passou por uma encruzilhada quando Constantino, percebeu que unificar o Império num sistema único de crenças poderia ser vantajoso para sua administração. Memética - a transmissão de informações da cultura (memes) é feita por cada indivíduo que passa essas ideias para frente enquanto vivo. O pós-modernismo - a transmissão de informações da cultura é feita através dos discursos. A História pode acontecer totalmente do acaso: Podemos assumir uma verdade científica e torná-la inquestionável ou pode-se assumir uma realidade imaginada que suplante inclusive a forma analítica de ver o mundo e passemos por uma guerra por crenças.  

Podcast de Yoga | 7 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo parte 01 – Podcast #82

Homo Deus. Dando continuidade à série Sapiens, resumirei o 2º livro de Yuval Noah Harari chamado Homo-Deus. Nesta primeira parte do resumo vou tratar do que a humanidade construiu até hoje e no próximo episódio mostrarei a última parte do livro que trata de quais são os riscos para a nova espécie que está sendo construída pelo Homo Sapiens.       LINKS Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Último discurso de Nicolae Ceausescu, ditador comunista da Romênia   https://www.youtube.com/watch?v=TcRWiz1PhKU       Transliteração parcial Homo-Deus   A agenda da Humanidade 01 Conquistar a imortalidade As prioridades da Humanidade atualmente podem ser divididas em 3 objetivos: a conquista da imortalidade, da felicidade e ... Nesse capítulo Harari demonstra como as principais causas das mortes dos seres humanos tem sido controladas, são elas:   Fome – até a década de 1970 as previsões eram que o aumento da expectativa de vida não iria ser acompanhado pela eficiência agrícola. Entretanto, haviam coisas que os cientistas não conseguiram prever, entre elas que existe uma tendência que não havia sido observada até então que é que a medida que as famílias vão tendo mais recursos eles vão diminuindo a taxa de natalidade. Hoje em dia, a porcentagem das pessoas que morrem de fome é baixíssima de forma que esse problema será resolvido em bem pouco tempo. Hoje em dia, se alguma população passa fome, isso se deve muito mais a fatores de decisões humanas do que pela incapacidade do povo ou do local de produzir riquezas.   Pestes – Harari apresenta vários casos em que as pestes destruíram populações, chegando a matar 1/3 em casos como da gripe espanhola ou da varíola. Entretanto ele mostra que os casos de pestes que aconteceram recentemente, como a gripe do porco ou o ebola foram resolvidos muito mais rapidamente e acabaram atingindo pouca gente. Mesmo doenças aparentemente incuráveis como a AIDS, hoje possuem tratamento que prolonga a vida da pessoa de tal forma que hoje em dia, as pessoas que possuem o vírus da Aids conseguem viver uma vida normal. Na época em que a Peste Negra devastou ¼ da Europa em 1353 até 1343, ninguém fazia ideia do que era um vírus ou uma bactéria. Todos achavam que era algum tipo de castigo divino e que tinha vindo pra dizimar a raça humana. Já quando o ebola foi considerado uma grande ameaça em 2014, em poucos meses o problema foi resolvido. Claro que estamos sujeitos a novos tipos de contágios mortais desconhecidas, mas o histórico de solução desses problemas tem diminuído cada vez mais tanto em relação ao tempo para ser sanado quanto da porcentagem da população que é afetada.  Guerras – o argumento de Harari do que vem acontecendo com relação a diminuição das Guerras é que antigamente, território era igual a riqueza. Com a Revolução Industrial isso mudou e hoje em dia o valor não está mais em algo físico, mas no conhecimento. Se os chineses invadirem o Sillicon Valley, vão gastar milhões de dólares e não terão nenhuma vantagem pois nem sequer, silício. O que há no Vale do Silício são milhares de mentes brilhantes e conhecimentos acumulados que conseguem produzir tecnologias que impactam o mundo todo. O que os chineses começaram a fazer foi aprender com os americanos e conseguir produzir tecnologias para também vender aos Estados Unidos. A Guerra de invasões de territórios é algo inaceitável nos países desenvolvidos. Vivemos a primeira época da História em que não precisamos levar em conta uma guerra quando fazemos algum tipo de planejamento de longo prazo. Isso não impede que outro tipo de guerra aconteça. Países como Irã ou Korea do Norte, podem instalar códigos que derrubam centros de energia em qualquer lugar do mundo, matando milhares de pessoas com uma mudança de programação. Esses são riscos, já alertados por Snowden, o ex-engenheiro de programação da CIA que denunciou espionagens do governo Obama.   Harari termina esse capítulo mostrando que antigamente morria-se por qualquer coisa e cada vez mais a ciência tem avançado para que a morte aconteça apenas em poucos casos. De tal forma que hoje a ciência não considera mais a morte o sentido da vida, nem algo de outro mundo. A morte é um problema técnico que será resolvido nos próximos anos.  Peter Thiel, um dos fundadores do Paypal e o primeiro investidor do Facebook já declarou que não pretende morrer. Ele está disposto a investir sua fortuna de U$2 Bi para isso. A solução desse problema não será barata e pode gerar uma grande divisão na sociedade. Aqueles que possuem recursos para comprarem sua imortalidade e aqueles que morrem. Ele apresenta alguns problemas disso, como por exemplo os ciclos de governo. Em lugares em que um mesmo governante passa muito tempo no poder dificultaria mudanças, se esse domínio da vida tivesse acontecido há 100 anos, Mao Tse Tung ainda estaria governando a China e fazendo acordos com seu vizinho Stalin até hoje   A agenda da Humanidade 02 Conquistar da Felicidade A felicidade foi um ponto descartado ao longo da História. É evidente que quando haviam os problemas de fome, pestes e guerras fica difícil pensar em felicidade. Entretanto, qual a busca mais verdadeira do Homem? Os Estados se preocupam com os indivíduos para que eles se tornem mais fiéis ao Estado e não para aumentar sua felicidade. Compare Singapura com Costa Rica. Em Singapura se ganha em média U$50K enquanto na Costa Rica U$15K. Qual povo é mais realizado? As pesquisas mostram que os costa riquenhos vivem com mais satisfação que o singapurenses. A felicidade é uma busca um tanto complexa e mais difícil do que o controle da imortalidade. Atualmente felicidade na visão científica é a produção de prazer e não vivência da dor. Isso porque a mente humana tem uma tendência natural de sempre que uma expectativa é alcançada ela passa imediatamente a desejar outra coisa, de forma que fazer uma para produzir felicidade vc tem duas alternativas Desejar menos, pois são justamente os desejos que produzem sofrimento Produzir modificações hormonais que mantenham a pessoa numa sensação contínua de felicidade. Epicuro e Buddha já alertavam que uma vida apenas pela busca do prazer pode não acabar bem, mas o que as empresas de biotecnologia estão fazendo é justamente isso. Essas modificações no estímulos do cérebro podem gerar um outro tipo de ser humano ou uma outra espécie o Homo Deus. As capacidades do Homo Deus não serão como de um Deus católico, onipresente ou onipotente, mas de deuses hindus ou gregos, que tinham poderes, mas também tem ira, apego, amor tudo em grande potência. Mas isso não vai acontecer de uma vez , elas acontecerão gradualmente Acho que podemos falar de meditação aqui. Ele fala em manipular a bioquímica humana e é isso que podemos fazer de forma barata com a meditação/yoga. “A evolução não adaptou o Homo sapiens a experimentar um prazer constante” A agenda da Humanidade Criando o Homo Deus Alguém pisa no freio Mudanças muito rápidas produzem medo e pode ser que a sociedade eleja alguém para pisar no freio. Entretanto as mudanças estão vindo de várias áreas e não há como saber qual delas pode produzir problemas. Ninguém pode frear o progresso. Inclusive porque a economia depende de crescimento e o desenvolvimento de capacidades sobre humanas são consequências da busca por imortalidade e felicidade. Todas as melhorias e interferências da ciência começam com o intuito de salvar vidas e o aprendizado nesse processo vai levando a outros mais elaborados. A cirurgia plástica surgiu das cirurgias em campos de guerra. Quando a turbulência baixou, os mesmos médicos que estavam fazendo amputações para salvar vidas, viram que também era possível pequenas modificações para quem buscava apenas a estética. Explicação de que as ideias de Marx fizeram com que os capitalistas britânicos e franceses fizessem melhorias no sistema de forma que evitassem revoluções. Isso não é verdade. As modificações ocorreriam de qualquer forma, pelo mesmo sistema da mão invisível de Adam Smith, o incentivo que faz as empresas melhorarem seu produto para vender mais é o mesmo que faz as empresas que tratam melhor os funcionário atraem mais talentos. Acho que tem um pouco de verdade por colocarem os assuntos na agenda. Harari acredita que se entendermos o curso da história podemos decidir melhor seu rumo. Ele fala do princípio do revólver dito pelo escritor russo Antonin Tchekov, no qual, se um revolver aparece no primeiro ato, ele irá disparar no 3º ato. O humanismo fez do homem o animal mais poderoso da Terra, temos várias possibilidades de revólveres para serem disparados, mas será que não podemos vencer o teorema de Tchekov e desengatilhar a arma? Aqui ele fala que historiadores estudam o passado não para poder repeti-lo, e sim para poder se libertar dele. Devemos lembrar que o Homo Sapiens está caminhando para desenvolver o Homo Deus, mas sua origem é animal. A relação mais próxima que temos para tentar entender como super humanos se relacionarão com humanos, é observar como os homens hoje se relacionam com os outros animais. Não é uma analogia perfeita, mas é o mais próximo que se pode chegar. A visão predominante no mundo é humanista de forma que o homem é o centro de tudo que acontece no Universo. Quais são as origens e consequências dessa crença? Como o Humanismo pode ser a fonte da autodestruição humana? Porque a busca pela Imortalidade e Felicidade pode abalar nossas crenças sobre a Humanidade? Quais são os sinais de algum cataclismas? Se o humanismo cair por terra, o que poderá substituí-lo? A única grande constante da história é que tudo muda. Capítulo 02 Antropocentrismo O ser humano foi a única espécie a transformar completamente o mundo. Se pegarmos o que já produzimos de transformações no ecossistema e projetarmos mais 100 anos, teremos feito o mesmo impacto no meio ambiente que o meteoro que destruiu os Dinossauros há 66 milhões de anos. As antigas religiões eram todas animistas, o que significa que não viam diferença entre seres humanos e animais. Ele apresenta evidências de que a própria Eva, era a própria serpente na história bíblica. Apesar de todas as mudanças os comportamentos dos homens continuam respondendo pelos mesmos instintos de sobrevivência. Por que adoramos sorvetes e chocolates? Porque seguimos antigos dados genéticos que até podem ser contraproducente, mas como reproduzimos comportamentos de 70 mil anos, é difícil vencer essa tendência. Dá exemplos de que todos os animais possuem instintos implantados, e que o que o homem tem feito em termos de domesticação, tem quebrado impulsos como caminhar, procriar e outros e o animal expressa isso com tristeza. Os Homens que decidem as necessidades subjetivos dos demais animais. Decidimos o tempo que viverão e quando se reproduzirão.   O que é um algoritmo e como eles estão conectados com as emoções? Os algoritmos podem ser de diferentes níveis, um simples seria somar e dividir por dois para se ter a média, esses mesmos comandos podem ser dados a uma máquina de café. Alguns biólogos consideram os seres vivos como algoritmos que tem por princípio a sobrevivência e reprodução. Alguns fatores ainda não são mensuráveis como a necessidade do vínculo com os progenitores que o ser humano trata de determinar externamente. Essa interferência começou a ser voluntária a partir da Revolução Agrícola e estimulada pelas visões religiosas surgidas daí que colocavam o homem como centro do Universo. A História bíblica de Moisés, que já era um mito mesopotâmico do início da Revolução Agrícola, mostra como as crenças determinavam o homem como o único próximo aos deuses criadores, hierarquicamente superior a todos os outros seres vivos. Ahimsa é uma norma estendida a todos os seres vivos, enquanto o mandamento “Não Matarás” refere-se apenas aos humanos. Entretanto, sempre há uma hierarquia em que o homem fica acima da natureza. No caso, hindu, quando questionados sobre a indústria lacto, dizem que as vacas como seres sagrados têm o desejo de compartilhar seu leite com os humanos. Comparando o mito da maçã bíblica e a maçã de Newton, no primeiro caso, os homens foram punidos, mas Newton que teve curiosidade para investigar, viu abrir a sua frente um universo de conhecimento. O teísmo autorizava a subjugação dos animais em nome de Deus, hoje o mesmo tem como justificativa o humanismo, o homem é o centro de tudo e tem autorização para agir sobre os animais. Isso tem mudado, sendo que hoje há muita gente questionando essa supremacia humana. Estamos dando demonstração de cuidados com manifestações de vida conhecidas como inferiores, talvez por sentirmos que podemos estar indo para o mesmo caminho. Se uma forma de tecnologia com superpoderes pudesse matar outros homens pelo seu desejo, isso seria justo? Então, porque achamos certo fazer isso com animais?       Capítulo 3 a Chispa Humana   Não há dúvida que o ser humanos é a espécie mais poderosa do mundo. Mas será que somos seres especiais? Um dos principais conceitos que sustenta isso é o conceito de uma alma eterna que apenas os homens possuem. Isso contradiz tudo o que a Ciência já pesquisou. Outro argumento é que os outros animais não possuem experiência subjetiva. Descartes argumentava que os animais eram como máquinas. Na sua época, os cientistas faziam experimentos com cachorros vivos, pois não consideravam que esses animais sofressem, por mais que as evidências estivessem à sua frente.   Pesquisas recentes começam a observar quais áreas do cérebro são estimuladas a cada sensação, de forma que também podem estimular externamente a intensidade dessas sensações.   As sensações geradas na mente é que produzem os movimentos de liberação hormonal, mas isso não é essencial e tão pouco tem relação com os estímulos da matéria. O mundo subjetivo é formado pelas memórias das experiências passadas e uma projeção do que pode acontecer no futuro. Para os cientistas, não existe uma experiência acontecendo na mente que não esteja acontecendo no cérebro, o que passa em nossa mente é fruto de conexões geradas entre os neurônios. Descartes dava explicação da mente como uma máquina vapor, porque era a referência que tinham na época e tinham que seguir essa analogia. Atualmente usamos para essa analogia os processadores. Não há diferença científica entre a subjetividade e consciência dos animais e dos homens.   Chimpanzé com conciencia de si mesmo Uma vez que a Ciência não encontrou nenhum indício de que o Homem tenha uma alma imortal ou somente ele tenha experiências subjetivas, vamos entender porque o homem se desenvolveu mais que os outros animais. Um dos principais motivos é a capacidade de se organizar em grandes grupo com indivíduos desconhecidos. Fala sobre a queda do ditador comunista Nicolae Ceausescu em 1989 e o poder não for transferido ao povo, pois o povo não possui capacidade de se organizar rapidamente. https://youtu.be/wWIbCtz_Xwk A organização mais eficiente que havia, que eram partidos próximos do partido comunista. Eles destruíram Ceausescu, venderam as empresas do governo para seus companheiros e dominaram a elite do país. Por que só os homens conseguem se organizar tão bem? O Jogo do Ultimato, uma pessoa tem U$100 e pode dividir como quiser. O outro só tem duas opções, aceitar o quanto o outro lhe deu ou rejeitar, se rejeitar, nenhum dos dois ganha nada. Racionalmente você sempre daria 99 e o outro sempre aceitaria 1, mas por não achar justo, vários testes acabaram sem nenhum ganhar. O comportamento depende de conveniências sociais. Pesquisa com dois macacos e o pepino. Os exércitos de Frederico não o atacavam, pelas Ordens imaginadas. A realidade objetiva não depende de crianças ao contrário da realidade subjetiva. Intersubjetivo quando depende de outras pessoas e continuará existindo mesmo que uma pessoa pare de acreditar nela.