Blog

Sapiens Resumo Livro


Podcast de Yoga | 11 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Cognitiva – Podcast #77

Revolução Cognitiva. \"Sapiens, uma breve história da humanidade\" é livro do professor israelense Yuval Noah Harari continua na lista dos livros mais vendidos há pelo menos 2 anos. Nesta série de podcasts farei uma revisão do livro com um capítulo a cada episódio. Começaremos pela Revolução Cognitiva, as mudanças que fizeram o Homo Sapiens se diferenciar das outras espécies de Homo.     LINKS Inscrição gratuita Formação - https://yoga.yoginapp.com/formacao_yoga_yoginapp   Álbum Spirit Chase, Dead Can Dance https://open.spotify.com/album/47RAClyfXj8A75clkGXB3A?si=WNhNhUo2SKy01BmxNeMX-Q   Assinatura do Ubook para Audiobook do Sapiens em espanhol Sapiens - livro O Yoga do Autoconhecimento - Podcast de lançamento do livro   https://yoginapp.com/lancamento-do-livro-o-yoga-do-autoconhecimento-podcast-54   Podcast #73 fala do aucentrismo humano   https://yoginapp.com/o-que-veneras-te-matara-podcast-73-isto-e-agua   Podcast #76 fala sobre a importância do contexto   https://yoginapp.com/a-trilogia-de-aprofundamento-no-yoga-podcast-76       Transliteração Sapiens - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Explicar que o Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. Entendendo a nomenclatura na biologia para entendermos mudanças que veremos mais pra frente. Os biólogos organizam os organismos em espécies. Dizem que eles pertencem a mesma espécie se caso tenham relações, deem origem a seres férteis. Cavalos e burros tiveram um ancestral em comum, mas seus descendentes, mulas e asnos não transferem as informações do seu DNA para os cavalos ou para os burros. Por isso, se considera que burros e cavalos são de espécies diferentes. Por outro lado, um bulldog e um labrador podem ser bem mais diferentes, mas ao cruzarem, irão compartilhar informações genéticas, por isso todas as raças de cachorros fazem parte da mesma espécie. As espécies que surgiram de um ser em comum, se agrupam pelo nome de gênero. Tigres, leopardos e jaguares são espécies distintas, mas todos dentro do gênero panthera. Os biólogos constroem o nome dos animais com duas palavras latinas, o gênero e depois a espécie. O leão por exemplo chama-se, panthera leo. O que iremos discutir nesse livro é o Homo Sapiens, o Sapiens de todo o gênero Homo. Todos os gêneros se agrupam em diferentes famílias que remontam a um ancestral comum. O gênero do elefante por exemplo divide-se em Elefantes, Mamutes e Mastodontes. O mesmo acontece com os gatos. Desde o gatinho doméstico até o Leão,  remontam aos mesmos ancestrais - panthera. A família de gênero que o Homo Sapiens (sábios) pertence, é a família dos grandes símios. Nossos parentes vivos mais próximos são os chimpanzés, gorilas e outros macacos. Dentre todos, os chimpanzés são os mais próximos.     O mesmo acontece no gênero Homo, no qual todas as espécies como Sapiens, Neandertal, Florensis remontam a um ancestral em comum. Esse ancestral em comum aos Homos (Humanos) surgiu na África há 6 milhões de anos.   Homos e macacos começaram a se diferenciar entre 2 e 5 milhões de anos. Quando surge o gênero Homo que não exercia um papel no meio diferente dos elefantes, raposas, algas ou outros animais. Somo parentes dos grandes símios. Exatamente 6M uma teve duas filhas uma se tornou a ancestral dos chimpanzés a outra é nossa avó. Como nos últimos 10 mil anos apenas nossa espécie humana, o homo sapiens, habitou a Terra, temos a sensação que nenhuma outra espécie parecida com a nossa possa ter convivido por aqui. Entretanto, há 100 mil anos, várias espécies de Homo habitavam a Terra:   Australopithecus foi o ancestral de todos os Homos que surgiram na África, começou a se distinguir a partir de 2 milhões de anos atrás. Uma parte deles viajou até a Ásia e Europa e tendo que se adaptar a um clima bem diferente, formou uma outra espécie, Neandertal. Eram mais fortes e musculosos que os sapiens, pois adaptaram-se ao frio. Já as regiões mais a Oeste da Ásia eram povoadas por outra espécie Homo Erectus. O Homem Erguido viveu por essa região por cerca de 2 milhões de anos e foi a família homo mais duradoura que já existiu. Na Ilha de Java, Indonésia, viveu o Homo Soloensis, que estava adaptado a vida nos trópicos. Já na Ilha das Flores, também na Indonésia, os humanos passaram por um processo de nanismo. Eles chegaram até ilha num período em que o nível do mar baixou muito. Quando voltou a subir, eles ficaram isolados e com poucos recursos para se alimentar, apenas as pessoas menores sobreviveram e assim a espécie mudou e os cientistas a denominaram Homo Floresiensis, em homenagem a Ilha. Esses indivíduos não passavam de 1m e não pesavam mais que 25 kg, mas desenvolveram ferramentas de pedra. O interessante é que nessa Ilha, aconteceu o mesmo com outros animais como elefantes, tigres e outros. Em 2010, cientistas descobriram uma nova espécie numa caverna em Nisova, na Sibéria. Ao encontrar um dedo congelado, descobriram que ele pertencia a uma espécie até então desconhecida, o Homo denisova. Quantas espécies Homo foram perdidas ao longo da História e quantas ainda descobriremos? Explicação não existe uma linha sucessória, como se houvesse sempre apenas um tipo de ser humano sobre a Terra. Isso só vem acontecendo de 10K para cá. As espécies habitaram simultaneamente e que umas se extinguiram e influenciaram outras. O cérebro humano é proporcionalmente muito maior que o dos outros mamíferos, mas isso não significa necessariamente uma vantagem, tudo depende das circunstâncias. O cérebro humano é um trambolho complicado de carregar. Apesar de pesar cerca de 2% do peso corporal, absorve cerca de 25% da energia do corpo quando em repouso. Outros símios exigem apenas 8% de energia nas mesma situação. Falar de como o crescimento do cérebro pode ter produzido o favorecimento prematuro e isso favoreceu a educação da prole e a criação de relações sociais devido a dificuldade de criar um bebê humano. As ferramentas começaram a se desenvolver pela necessidade de quebrar ossos e chegar na medula, pois o que sobrava da caça dos grandes predadores, primeiro era devorado pelas hienas e chacais e depois é que os humanos tinha sua vez de pegar o resto do resto do resto. Há 400 mil anos que as espécies humanas começaram a caçar presas maiores, até então estávamos no meio da cadeia alimentar. Há 300 mil anos todas as espécies de Homos usavam o fogo de maneira cotidiana. O que era uma fonte de luz, calor e proteção contra predadores. O cozimento permitiu que alimentos que não conseguimos digerir naturalmente como trigo, soja e batata se transformassem em elementos para nossa sobrevivência. A facilidade na digestão diminuiu o intestino e aumentou o cérebro, visto que é impossível ter os dois órgãos muito desenvolvidos por causa de seus grandes gastos calóricos. Há 150 mil anos a espécie sapiens era mais uma no meio da África e o total de humanos sobre a Terra era de menos de 1 milhão.   Há 70 mil anos, os Sapiens que se desenvolveram no centro da África, subiram até a península arábica e depois ocuparam todo o continente euro asiático. sEm 2010 saiu o 1º estudo do genoma de DNA de um Neandertal. Descobriu-se que há entre 1 e 4 % de DNA dos Sapiens atuais que vem dos Neandertais. O mesmo aconteceu quando tiveram as informações do genoma do dedo da Sibéria, do Homo de Nisova. E e constataram que 6% do DNA de aborígenes australianos vivos vinha dessa outra espécie de Homos. Há 50 mil anos cada espécie de Homos era distinta, mas haviam raros cruzamentos entre elas. Neardentals tinham menos habilidades manuais e sociais e foram prejudicados pela chegada dos Sapiens. Há 10 mil anos apenas Sapiens habitam a Terra. Por que só nós sobramos? Provavelmente, houve muita matança entre as espécies Homos e um dos maiores diferenciais para a supremacia Sapiens, foi sua linguagem única.                        2. A Árvore do Conhecimento   Numa 1ª tentativa, grupos de Sapiens saem na África mas não conseguem se fixar no Oriente. Uma 2ª leva, há 70 mil anos povoa todas as partes do mundo e extingue outras espécies. Entre 70 e 35 mil anos atrás, os Sapiens inventaram barcos, povoaram regiões como Austrália, inventaram lâmpadas de óleo e outras ferramentas. É desse período os início do comércio, religiões e organizações sociais. O que gerou tantas melhorias na forma de pensar dos Sapiens e o que os fez conquistar o mundo pode ter sido fruto de conexões cerebrais totalmente aleatórias somadas a nossa genética especial para a linguagem. Os seres humanos são capazes de produzir uma grande quantidade de sons diferenciados. Isso foi essencial, mas somente isso não bastaria. Afinal, um papagaio é capaz de falar as mesmas coisas que Einstein. O desenvolvimento da linguagem se deu especialmente pela fofoca. Os Sapiens precisam saber o que os outros estão fazendo, você acha que o sucesso das redes sociais é a toa? Sempre fomos fascinados uns pelos outros, mas além disso, os Sapiens são os únicos seres vivos a comunicar coisas que não existem no mundo real, apenas na sua fértil imaginação. Essa capacidade de criar imagens que não existem, possibilitou aos Sapiens a elaboração de mitos o que foi essencial para aumentar sua capacidade cooperar em grande número de indivíduos com mobilidade estrutural. Outros animais como as formigas também conseguem trabalhar em grandes grupos, mas só fazem com parentes próximos e de forma muito rígida. Foram os mitos que permitiram aos Sapiens se organizar em grandes grupos de cooperação. Explicar como os mitos funcionam pelo exemplo da Lenda do Peugeot é a prova de porque os Sapiens dominam o mundo. Os 150 indivíduos. Empresas de responsabilidade limitada, um conjunto de ideias e confiança. Comparação entre o corpo de Cristo criado pelo padre o a Empresa de Responsabilidade Limitada com os legisladores. Como uma ideia é aceita por milhões de pessoas e se torna “real”. Uma realidade imaginária não é uma mentira. O mundo é dividido entre as realidade imaginadas ou convenções e as coisas reais e ambas exercem influência na nossa vida. Os mitos facilitaram a colaboração de grandes grupos, os movimentos sociais. Essas mudanças, nenhumas espécie conseguiu. O Homo erectus permaneceu durante 2 milhões de anos com os mesmos costumes e com as mesmas ferramentas. Os costumes dos Sapiens se transformou em Cultura e a mudança da Cultura é o que chamamos de História. A Revolução Cognitiva é o momento em que a evolução se descola da biologia. O Homem não muda na velocidade das mutações, mas passa a produzir sua mudança.   3. Um dia na Vida de Adão e Eva   A mente caçadora/coletora ainda é a mais presente na nossas decisões. Falar das decisões por comidas calóricas e gordurosas. Há 15 mil anos domesticamos cachorros que eram usados para caçar e como alarme aos predadores. Falar de como era a vida nessas tribos e como os caçadores coletores pré-era agrícola eram muito mais hábeis que nós hoje em dia. Naquela época a vida podia ser mais interessante que na era agrícola ou industrial. Havia muita morte prematura, mas os que passavam os primeiros anos viviam em média 60 anos. Tinham dieta muito variada.   Nessa parte do livro ele fala do Yoga como um treinamento de consciência corporal. Fala também das maldades de uma tribo de caçadores coletores que foi exterminada na década de 60 no Paraguai.     4. A Inundação   Há 45 mil anos os Sapiens habitaram a Austrália. Nesse momento no tornamos a espécie mais mortífera já habitara o topo da cadeia alimentar. Até então só tínhamos nos adaptado ao ambiente, sem grande impacto. Na Austrália extinguimos diversas espécies.   A extinção produzida pela chegada dos Sapiens na Austrália não foi algo que pode ser atribuído a fatores climáticos. Nos últimos 1 milhão de anos tem havido um período glacial a cada 100 mil anos. A última aconteceu entre 70 mil anos e 15 mil anos. Primeiro motivo para essa extinção. Os Sapiens chegaram na Austrália altamente treinados e os animais grandes australianos eram pegos desprevenidos. Segunda explicação foi que os Sapiens já dominavam o fogo e assim queimavam as florestas o que facilitava a caça e mudou totalmente o habitat local. Terceira explicação é que houve muitas mudanças climáticas nesse local. A extinção da megafauna australiana foi a 1ª grande marca que os Sapiens deixaram no planeta e foi seguida por um desastre ecológico ainda maior na América. Os Sapiens chegaram ao continente americano a pé, mas eles não eram os melhores no frio. Desenvolveram abrigos, roupas e técnicas de caça de grandes animais como os mamutes. Quando os Sapiens chegaram à América a fauna perdeu cerca de 50% dos gêneros de mamíferos grandes.    

Podcast de Yoga | 10 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Agrícola – Podcast #78

Revolução Agrícola. No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.       [caption id=\"attachment_451606\" align=\"aligncenter\" width=\"382\"] Göbekli Tepe é considerada a cidade mais antiga do mundo. Situada na Turquia, esse centro reuniu centenas de sumérios que cultivavam trigo e outras plantas. Estima-se que Göbekli Tepe tenha surgido em 9500 A.C.[/caption] LINKS   Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga   1º Episódio da série Sapiens que fala da Revolução Cognitiva - Podcast #77   https://yoginapp.com/sapiens-comentando-uma-breve-historia-revolucao-cognitiva-podcast-77   Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Código de Hamurabi Declaração de Independência dos Estados Unidos Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Revolução Agrícola   05 A Maior Fraude da História Neste episódio trataremos da Revolução agrícola, que o autor considera a maior fraude da História e nós entenderemos isso ao longo deste capítulo. O estilo de vida dos caçadores/coletores era muito ativo e repleto de riscos diários. Isso era vantajoso em alguns aspectos como a saúde, pois além de nos mantermos ativos, comíamos uma grande variedade de alimentos. Por outro lado, mudar constantemente de habitat dificultava a gestação.   A facilidade de não precisar se esforçar para poder comer e não necessariamente a qualidade do alimento ou um melhor estilo de vida, foi o que fez com que o homem fosse ao longo dos anos trocando o estilo de vida coletor/caçador pelo sedentário. A Revolução Agrícola começou há 11 mil anos, quando as pessoas começaram a trocar o risco da caça, pela facilidade de domesticar plantas e animais próximos a residências fixas. A evolução desse processo foi extremamente rápida se comparada às dezenas de milhares de anos que demoravam as modificações na Revolução Cognitiva. A aceleração com que cada movimento acontece foi aumentando muito ao longo do tempo e isso ficará nítido ao longo da série. Até 3500 A.C (5500 anos atrás) todas as espécies de plantas e animais que nos interessavam haviam sido domesticadas. Até hoje 90% das calorias que consumimos vem das mesmas plantas que foram cultivadas nessa época. Trigo, batata, cevada, arroz etc. Há 18 mil anos durante uma época de aquecimento global, essa planta se desenvolveu muito na área do Oriente Médio. Quando os homens saiam para caçar e pegavam trigo, ele crescia próximo a aldeia. Quando queimavam as florestas, isso também favorecia o crescimento do trigo. Göbekli Tepe cidade de 9500 a.C. e centro do cultivo de uma das espécies de trigo. Quem mais se beneficiou com a Revolução Agrícola do ponto de vista evolucionista e individual foi o trigo. Animais cresceram em números mas se ferraram, ser humano cresceu em população mas ficou mais doente. Apesar de parecer contra-intuitivo, havia mais violência entre os agricultores na Revolução Agrícola do que entre caçadores/coletores, pois tinha algo mais a proteger, suas propriedades. Havia melhor proteção contra predadores e contra o frio, mas para uma pessoa média a vida como agricultor era muito mais difícil do que como caçador/coletor. Até construírem os grandes Estados organizados. A era agrícola possibilitou o crescimento da população, que vivia pior, mas cresceu muito mais que na Revolução Cognitiva. Em 8500 A.C haviam centenas de aldeias no Oriente Médio como Jericó, em que os habitantes passavam a maior parte do tempo cultivando plantas domesticadas. As mulheres que quando caçadoras/coletoras tinham 1 filho a cada 4 anos, na Era Agrícola passaram a poder ter uma cada ano. A mortalidade infantil também cresceu muito nesse período, mas como o número de filhos feitos superava os perdidos, as mulher foram tendo um número cada vez maior de filhos. Ele mostra que os homens não voltaram aos costumes anteriores porque a medida que a família crescia, ele tinha que trabalhar mais e assim se envolvia mais com o processo agrícola. Esse é o ponto mais delicado da argumentação de Harari, pois muita coisa que ele vai afirmar mais para frente está relacionado com essa ideia de que a Era Agrícola poderia estar sendo pior para o ser humano, mas ele já estava tão envolvido nela que não havia mais como retornar. Hoje em dia ninguém cogita voltar a ter hábitos caçadores para ter uma vida melhor e sim, trabalhar mais duro no sistema que já existe. Surgiram tribos de pastores, que cultivavam animais o que não era tão normal quanto cultivar o campo. Algumas espécies como vacas, ovelhas, porcos e galinhas cresceram muito no período agrícola. No ponto de vista evolucionista, foi uma época próspera para eles e para os humanos, mas será que individualmente isso é verdade?   06 Construindo Pirâmides Agricultura fez a população crescer tão rápido que se tornou impossível voltar ao sistema antigo de caça e coleta. Em 10.000 A.C. a Terra tinha entre 5 e 8 milhões de coletores/caçadores. No século I D.C. tinha apenas 1 a 2 milhões contra 250 milhões de agricultores em todo o Mundo. As pessoas passaram a desenvolver a cidade alterando completamente o habitat e valorizar muito sua casa e não o ambiente como um todo. Isso tornou o ser humano muito mais egocêntrico. O futuro também passou a ser muito mais importante durante a Revolução Agrícola, pois as plantações são sempre planejadas em forma de estações. Os camponeses tentavam acumular ao máximo pois sabiam que sempre vinha uma safra ruim, então tinham que estar estocados ou morreriam. Durante a Revolução Agrícola, 90% das pessoas dedicaram suas vidas às funções agrícolas, porém o excedente de alimentos produzido acabava destinando-se a uma elite de políticos, soldados, sacerdotes, pensadores, artistas que foram os responsáveis por registrar e fazer parte dos principais fatos da História. As mudanças produzidas nesse período, como grandes cidades e impérios, só foram possíveis porque a grande maioria da população trabalhava de sol a sol para manter as lavouras funcionando. Foram os excedentes produzidos pelos camponeses que permitiram que as pessoas se reunisse em aldeias cada vez maiores que deram origem às cidades e reinados. O fato de todos terem o que comer não significava que os conflitos entres os indivíduos não existissem. A transição de pequenos grupos de caçadores até milhares de pessoas numa cidade foi bastante rápida e não fez com que o ser humano desenvolvesse um senso de cooperação em comum. Grupos mais complexos exigiam mitos mais elaborados como divindades, Estado e Leis, tudo isso parte do mundo imaginário. Em 3000 A.C. próximo ao Rio Nilo, houve a primeiro unificação de um império que cobria milhares de quilômetros e abarcava centenas de milhares de pessoas. Depois outros impérios foram ainda maiores como o babilônico, sírio, chinês e romano todos esses passaram de 1 milhão de súditos. Esses impérios foram fundados em cima de grandes ordens imaginárias. Mitos compartilhados que faziam as pessoas seguirem e agirem de determinada forma. 3500 A.C - Código de Hamurabi - era um exemplo de justiça para época. As leis ditadas pelo Imperador determinavam que se alguém matasse a filha de outrem, sua filha também deveria ser morta. O fato de uma criança ser punida com a própria vida por um ato que não fez, apesar de hoje soar estúpido, parecia ser a atitude mais justa a ser tomada. O código era vistos pelos sábios de outros reinados da época como um exemplo de evolução intelectual. Leis que classificavam os homens entre inferiores e superiores era a forma mais justa, segundo Hamurabi, de não prejudicar nenhum cidadão. 1776 D.C. - Declaração de independência dos Estados Unidos. Moradores de 13 colônias britânicas. Achavam que o Rei da Inglaterra os tratava injustamente. Então, no dia 4 de julho de 1776 na cidade de Filadélfia escreveram um dos textos mais influentes da História. “Todos são iguais e têm direito à vida, à liberdade e a busca pela felicidade.”  Só que alguns dos founders fathers, os pais criadores da América eram donos de escravos e não viam incoerência entre declarar liberdade a todos os indivíduos e manter negros escravizados. É fácil moralizar esses julgamentos do momentos atual, no entanto podemos estar cometendo esses mesmos tipos de incoerências sem que percebamos, pois o conceito de justiça, muda no decorrer dos tempos.   Os dois tratados procuraram ser o mais justos possíveis dentro da visão no seu tempo. Só que a justiça, só existe dentro de normas criadas pelos Sapiens. Na vida natural, não existe justiça. Crer nessas realidades imaginárias nos ajuda a cooperar e tentar atuar para uma realidade mais justa, mas nos mecanismos físicos da vida, não há igualdades. Só que as ordens imaginadas são os mitos atuais, a única forma que um grande número de pessoas conseguirá atuar de forma conjunta e minimamente ordenada. As ordens imaginárias são frágeis e podem deixar de existir a partir do momento que as pessoas deixam de acreditar nela. Legisladores, juízes e tribunais trabalham para que a ordem imaginária se mantenha viva, mas no fundo ela não passa de imaginação. É necessário certo grau de violência e coação para manter a ordem imaginária, mas ela não se sustenta apenas com a violência, que é a forma mais difícil de organizar os homens. O que mantém mesmo essa ordem são os verdadeiros crentes. Por que é tão difícil perceber que estamos incrustados numa realidade imaginária? Porque ela está enlaçada com o mundo material. Individualismo atualmente é um grande valor. Se alguém recebe bullying os pais e professores dizem para a criança não se importar e que somente cada pessoa conhece o seu valor. Esse crença é transferida para a arquitetura sendo que hoje em dia as crianças já nascem com seu quarto próprio e isolado. Uma habitação privada e individualizada. Na Idade Média, o valor de alguém era determinado pela sua posição social e pelo que as outras pessoas falavam de você. Os nobres ensinavam seus filhos a defender o nome a qualquer preço. Castelos não tinham habitação privadas ou porta s fechadas que seus pais não podiam abrir. Dormiam em sala com muitos outros jovens e cresciam com a certeza que o que importava na vida eram as opiniões dos outros sobre você e seu grau na hierarquia social.     Todos nascemos em ordens imaginárias já existentes e nossos desejos são determinados por essas ideias. Atualmente existe o mito de que para se desenvolver temos que ter o máximo de experiências possíveis. Isso criou uma “necessidade” de viagens ao exterior e as atividades mais variadas. Aqui ele cita novamente o Yoga como uma opção para experiências diferentes que as pessoas sentem necessidade de fazer.   A ordem imaginada inter subjetivo. Um fenômeno objetivo acontecem independente das crenças humanas. Radioatividade acontece mesmo que a descobridora não acredite Marie Curie.   Subjetivo - algo que só existe na cabeça de um único indivíduo, como o amigo imaginário de uma criança. Inter-subjetivo acontece na cabeça, mas de várias pessoas o que faz o fenômeno parecer mais real, pois está sendo observado por outras testemunhas.  Se um indivíduo para de acreditar nisso, o fenômeno continua existindo. Não são brincadeiras ou charadas, são realidades diferentes que exercem forte impacto sobre a realidade objetiva. A Peugeot não existe porque o diretor acredita nela, se ele deixar de acreditar será substituído e os investidores, funcionários e sociedade continuarão acreditando. O mesmo acontece com o dólar, os Estados Unidos, os direitos humanos e não há um único indivíduo capaz de ameaçar sua existência. Para destruir uma realidade imaginária você precisa reunir um grande grupo de pessoas que por sua vez também precisarão acreditar em mitos de outra realidade imaginária para agir dessa forma. Quem pode destruir a Peugeot? Uma realidade imaginária maior que a empresa - as leis francesas. Quem pode destruir as leis francesas, o Estado francês. Então por mais que se liberte de uma realidade imaginária adentra-se a outra ainda mais abrangente. É como se a saída da prisão fosse apenas a saída do pátio de uma prisão maior.   07 Sobrecarga de memória Os cachorros não precisam saber regras para brincarem, mesmo que violentamente. Essas regras assim como o funcionamento de uma colméia, já tem introjetado como os espécimes devem se comportar nessas situações. Já o homem, não tem em sua genética a informação para instintivamente jogar futebol. Isso só é possível porque todos conhecem as regras, elas são imaginárias, mas são regras simples e qualquer um pode guardar. Já as regras de funcionamento de uma sociedade são impossíveis de serem guardadas por um único indivíduo. Por isso existe a burocracia estatal para guardar e garantir todas essas regras. Os agrupamentos cada vez maiores passaram a exigir cada vez mais dados (transações, registros, informações, estudos) que antes eram desnecessários aos coletores. No início, os profissionais da memória conseguiam fazer esse trabalho, mas guardar informação apenas no cérebro dos humanos não é eficaz. Em 3000 A.C. os sumérios, um povo do sul da Mesopotâmia, desenvolveu um sistema para armazenar dados fora do seu cérebro, as Escrituras. Um método de armazenar informações mediante signos materiais. Usavam um sistema numérico de base 6 e 10. Outros signos representavam animais, construções e aspectos da natureza. As primeiras gravações só registravam as informações essenciais. Como dívidas, pagamento de impostos e informações comerciais. Os Incas, um império de 10 milhões de pessoas por toda o continente americano também usavam uma linguagem parcial, como a matemática e as notas musicais e não sentiram necessidade de evoluir a comunicação. Usavam os Quipus, um sistema de dados armazenados em nós de lã. O sistema era tão eficiente que foi usado pelos espanhóis quando colonizaram a América. Em 2500A.C., os Mesopotâmios começaram a escrever algo que não era apenas os dados matemáticos. Essas linguagens chamadas coniformes apareceram também em vários outros locais do planeta. São linguagens completas que conseguem expressar ideias. Fala de várias escrituras, inclusive o Mahabharata que eram parte da tradição oral e teriam sido preservadas mesmo que a linguagem não fosse inventada. Só que as informações mais importantes eram registradas pela linguagem parcial dos números.      Os números arábicos, que foram inventados pelos indianos no século IX são a linguagem mais usada no mundo. Em seguida o código binário.   08 Não existe justiça na história Aqui ele fala da crença de que tudo nasceu do purusha e que as castas eram frutos de vontades divinas. Fala das 4 castas sendo que os brahmanes , sacerdotes teriam nascido da boca. Os kshatriyas, guerreiros, dos seus braços. Os Vaishyas, camponeses e comerciantes dos os suas coxas e shudryas das pernas. Vimos sobre o conceito de castas no episódio #62 da série Reflexões. As leis e normas é que acabam determinando a hierarquia da sociedade. Todas as sociedades complexas criam discriminação e preconceitos. Fala da discriminação que os negros sofrem nos Estados Unidos e agora que a mulher sempre teve menos direitos nas sociedade. Divisão entre sexo e gênero. Patriarcalismo se perpetua: a) homens são mais fortes fisicamente b) homens são mais violentos Por outro lado, chefes de crimes organizados nunca são os mais fortes e nem os mais violentos. No próximo episódio falaremos como os Homo Sapiens se espalharam pelo mundo.  

Sapiens - A Unificação da Humanidade
Podcast de Yoga | 9 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Unificação da Humanidade – Podcast #79

A Unificação da Humanidade - Livro Sapiens - Capítulo Final O 3º episódio da série Sapiens vai falar sobre os motivos que fizeram o mundo tornar-se uma grande aldeia. Fatores como o dinheiro, os Impérios e as Religiões foram essenciais nesse processo. LINKS Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Ridley Scot vai filmar Sapiens Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast tratando das castas na Índia   Álbum Spiritchaser da banda Dead Can Dance que foi usado como trilha de toda a série Podcast mostrando porque não há proselitismo no Hinduísmo     A Unificação da Humanidade     09 - A seta da história As pessoas desenvolveram costumes e normas compartilhadas como instintos artificiais que possibilitaram a vida em sociedade. Esses instintos artificiais são chamados de Cultura. No século III A.C. haviam mundos diferentes na terra. De forma que a capital Inca, Techicaguan abrigava 250 mil pessoas e tinha o mesmo tamanho na época que Roma e nenhuma delas sabia da existência da outra.   Em 1450 D.C a Terra, após o início das grandes navegações, ainda existiam locais inabitados como Tazmania, entretanto 90% da população mundial habitavam o mundo de Afro-EuraÁsiatico. O resto do mundo era dividido em: O mundo mesoamericano; O mundo andino; O mundo australiano; O mundo oceanico; Aproximadamente 1520 o Mundo Afro/Ásia/Europeu conquistou o mundo andino, beliscou o meso-americano e conquistou o oceânico. Em mais alguns anos, conquistou o australiano. Desde essa época, iniciou um movimento para ser regido por um único conjunto de leis. A primeira ordem foi econômica, a ordem monetária, depois foi a ordem política, a ordem imperial e por fim a ordem religiosa, uma ordem criada pelas religiões universais como budismo, cristianismo e islamismo. Para os comerciantes, os primeiros a se beneficiar diretamente com as grandes navegações, o mundo se transformara em um mercado único, no qual as todas as pessoas eram clientes em potencial. Esse foi o motivo pelo qual o dinheiro foi o primeiro unificador do mundo.     10 - O Cheiro do dinheiro O dinheiro foi capaz de unificar valores e organizar o comércio. Numa pequena aldeia, você consegue trocar facilmente o que precisa e ter sua subsistência sanada. Entretanto, numa cidade grande, a complexidade dos problemas cotidianos, foi gerando profissões especializadas que tornaram as trocas impossíveis, afinal para que uma troca acontecesse, as demandas e ofertas das mesmas pessoas precisavam ser idênticas e simultâneas. O dinheiro foi a ferramenta que intermediou isso tudo. Experimentos tentaram criar outros sistemas de trocas. Na União Soviética comunista, o governo centralizava esta organização, pegando de quem produzia para distribuir para quem precisava. O sistema fracassou tremendamente e acabou tendo que usar da violência para que esse tipo de “distribuição justa” fosse implementada. Da frase “todos trabalharão de acordo com suas capacidades e receberão de acordo com suas necessidades se transformou em “todos trabalharão o mínimo possível e receberão tudo o que possam conseguir.” A criação do dinheiro surgiu naturalmente em várias partes do planeta em momentos diferentes. A medida que as pessoas começaram a trocar mais, perceberam a dificuldade de compatibilizar aquilo que produziam com o que precisavam, e isso criou o dinhrito. O dinheiro como uma realidade intersubjetiva foi o principal responsável por unir as pessoas e fazer do mundo uma grande aldeia. O sistema em que o dinheiro funciona só é possível pois existe uma cadeia de confiança que todos vão fazer valer o valor que está ali. O dinheiro também surgiu entre os sumérios em 3000 A.C., era um dinheiro de cevada. A semente da planta funcionava como moeda para as trocas. Tudo era avaliado pelo peso da cevada e caso a pessoa não conseguisse mais trocar, poderia comê-las. A dificuldade para o transporte de grandes quantias acabou extinguindo esse sistema. Na Mesopotâmia em 300 A.C. teve início o ciclo de prata, quando esse material passou a ser usado como moeda para as trocas. A prata funcionou bem no início, mas também tinha um problema grave, podia ser raspada. Isso exigia que fosse pesada a cada transação. Como já existia um Estado constituído, criaram um sistema em que o governo é que atestava o valor da moeda, que podia ser de qualquer material. O dinheiro é uma ideia que une todos os povos e não discrimina nenhum indivíduo por religião ou gênero. Osama Bin Laden que fazia discursos de ódio contra os americanos, adorava receber dólares americanos. O problema de uma orientação voltada unicamente para o acúmulo de dinheiro é que ela pode acabar com tradições e valores que não são orientadas por algo que se pode medir como lealdade, amor etc.     11 Visões imperiais Para ser considerado Império é preciso duas características:  1 - dominar povos com culturas distintas. 2 - fronteiras flexíveis e apetite pela expansão territorial. Clichê ensinado nas aulas de História: Os impérios não funcionam. É impossível administrar um território muito grande; Se funcionam, não deveriam, pois cada povo deve ter direito a se auto-gerenciar. 476 D.C queda do Império Romano. Sempre que um império caia, isso não significava a liberdade para os povos, o que de fato acontecia era que outro via e ocupava seu lugar. Pois, alguém terá que proteger as pessoas de ataques externos e fazer com que as normas funcionem, então quando um império desaparecia, outro grupo, normalmente sem experiência é que vinha fazer esse papel. Dos Impérios vieram grandes contribuições para as Artes, Filosofia e até para a caridade. Os legados dos impérios estão enlaçados com a Cultura moderna. Como negar a contribuição filosófica da Grécia ou as contribuições jurídicas do Império Romano? O Primeiro Império a surgir foi o Mesopotâmico em 2500 A.C e dominou a região Síria, Iraque e Iran.   Na China, a ideia que nos é contada nas aulas de História que os Impérios são sempre os malvadões e responsáveis por tudo o que de ruim acontece com os indivíduos era vista como absurda e contrária à realidade. Para os chineses, o perigo era maior quando o Império se dissolvia, pois eram nesses períodos que aconteciam as maiores atrocidades. Os chineses acreditavam que a paz só acontecia na unificação de um grande império. Então toda vez que o Império se dissolvia, o povo atuava para uma reunificação. A questão de apropriação cultural é errada, pois todos os impérios absorveram parte das culturas que dominavam. 48 D.C O imperador romano Cláudio aceitou senadores galos em seu governo e em seguida houveram imperadores que não eram originalmente romanos, mas que também fizeram grandes reinados. 7 D.C Império Árabe possuia os Egípcios, Sírios e Mesopotâmios todos considerados como árabes e lutando por causas árabes. No século XX, o mundo Ocidental ampliou suas influências ideológicas de forma que suas colonizações foram contestadas com ideias e movimentos ocidentais como liberalismo, patriotismo, feminismo, socialismo e  comunismo. Ideologias modernas se propõe a destruir todas as ideias da sociedade e deixar vir à tona o que é puro nos seus indivíduos. Isso é no mínimo ingenuidade. O resultado dessas ideias quando aplicadas à sociedade apenas cria o espaço para que outras ideias sejam impostas. Não existe cultura pura. Toda cultura é fruto de heranças de impérios que por sua vez, receberam influência de diferentes costumes e culturas menores. Na época da colonização britânica na Índia (1858 - 1947) muitos indianos adotaram valores e ideias britânicas como os direitos humanos e o individualismo e começaram a usá-los como argumento para questionar o império britânico quando este não agia de acordo com seu discurso. Os britânicos cobravam altas taxas para comercializar na Índia, por outro lado foi durante sua colonização que o Estado conseguiu organizar as centenas de principados indianos numa organização única. O Império britânico construiu ferrovias e ensinou inglês nas escolas públicas,  coisas que são essenciais no funcionamento da Índia de hoje. Da mesma forma, quando a Índia ficou independente em 1947, adotou a democracia ocidental como forma de governo. O costume do chai e do críquete também são heranças dos ingleses, só que os indianos se reconhecem tomando chai e assistindo partidas de críquete tanto no seu povoado quanto nas ligas profissionais. Tentar tirar a herança cultural de um povo porque ele foi influenciado pelo colonizador é trabalhar num mundo de utopias, pois no dia a dia, as pessoas acabam adotando os costumes mais convenientes para sua vida. Na Índia, é bastante nítido, pois o país passou por muitas invasões. Qual seria a verdadeira cultura indiana? Entretanto, há uma mudança no sistema de decisões políticas que aconteceu desde que a Constituição dos Estados Unidos foi escrita em 1787 que Harari ignora, pois isso vai contra a ideia de que o globalismo seria a melhor solução para resolver os problemas globais.    Yuval apresenta o império Inglês como o último grande Estado a dominar diferentes partes do mundo. Entretanto, não pode se ignorar que aqui há uma quebra na tendência dos movimentos que ele vem apresentando. A grande mudança no sistema de decisões políticas que os Estados Unidos implementaram e que não se pode ignorar foi que as decisões mais importantes para o cidadão devem ser tomadas mais próximas a sua residência. A Democracia na América, de Alexis Toucqueville, um intelectual francês que visitou os Estados Unidos em 1830 e ficou impressionado como havia organizações locais que resolviam ali mesmo os problemas de cada cidade. Transferir o poder de decisão do cidadão para um governo global, afastado das decisões das pessoas no dia a dia me parece perigoso além de ineficiente. Isso seria uma quebra na tendência de organização governamental, pois entre o modelo chinês que centraliza todas as decisões num governo central e os Estados Unidos com suas centenas de condados, eu ainda prefiro o sistema americano. Com relação a como resolver os problemas globais na Unificação da Humanidade? Certamente eu não ignoraria as decisões locais, o dia a dia do cidadão comum que quer resolver as questões do seu bairro, essas opiniões não podem ser ignoradas, mesmo que as decisões sejam interplanetárias.   1ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade No meu ponto de vista do livro, que ele praticamente ignora o livre arbítrio humano e passa a ideia que tudo é curso da História, mas ele mesmo diz que não podemos tentar prever os rumos da História pois isso é impossível, temos que estudá-la para entender o que está acontecendo agora, só que aí ao mesmo tempo que ele diz que podemos escolher realidades imaginárias mais justas, parece pela narrativa que o indivíduo mesmo, não tem poder algum. As vantagens do globalismo para sanar problemos são globais, como aquecimento global e direitos humanos.   2ª CONFUSÃO NA NARRATIVA na Unificação da Humanidade O problema do aquecimento global é certamente um dos maiores desafios que nossa espécie já enfrentou, entretanto trazer como solução para isso a criação de um governo global, que já está se formando, talvez não seja realmente a melhor solução para o problema. Ele mostra que os Impérios, sempre tiveram decisões centralizadas o que produziu maior engajamento e maiores conquistas e construções. Logo, como temos atualmente problemas globais como aquecimento global e crises migratórias, precisamos repetir o padrão histórico e concentrar o poder num grande governo global que resolverá esse tipo de problema.   12 A lei da religião Como os outros unificadores da Humanidade, dinheiro e Impérios são construtos imaginários, eles precisam das Religiões para legitimar suas estruturas para algo além do humano. Religiões são um sistema de normas e valores humanos que se fazem sobre a crença de uma ordem sobre humana. Ora ser uma  Religião unifversal deve ter uma ordem universal que possa ser seguida em todas as partes e um sistema de evangelização. Tem que ser universal e missioneira. Esse tipo de Religião só começou a parecer no século I A.C. Até então as crenças eram locais e não tinham interesse em fazer outras pessoas acreditarem nisso. O Hinduísmo ortodoxo não aceita conversão, pois é justamente o fato das pessoas nascerem naquele local a graça divina capaz de fazer o indivíduo se libertar.   O Animismo é um sistema ancestral de crença em que os elementos da Natureza ganham conotações divinas. Todos os símbolos usados no animismo são locais, logo todos suas crenças são regionais e não vão servir num local que não tenha os bichos ou as plantas sagrados. O Animismo praticado na revolução cognitiva não via o homem diferente dos deuses. A elaboração desses deuses aconteceu na Era Agrícola e pode ter ocorrido pelo fato de que os homens percebiam que não tinham controle total da Natureza, logo os deuses serviam de um intermediário entre os homens e a natureza. A era agrícola produziu politeísmo gerando uma constante relação dos homens com os deuses. Sendo que qualquer poderia ser punido a qualquer momento pelo erro de outros seres humanos. O politeísmo do ponto de vista de 2000 anos de monoteísmo pode parecer infantil. As religiões politeísta reconhecem um poder supremo por trás de todos os santos, deuses e rochas sagradas. Nas religiões gregas, por trás de Zeus, Hera e Apolo estavam submetido a um poder maior que todos, o destino, Moira Ananke. No hinduísmo um único princípio, atman, controla a existência divina e física. Atman é a essência de todo o Universo, de todo ser vivo e de toda ação. A diferença do politeísmo é que o princípio criador parece desinteressado das atitudes humanas. Não faz sentido pedir algo a esse tipo de deus, pois pra ele tanto faz as atitudes dos humanos, tanto faz quem vencerá a guerra ou prosperará ou que uma pessoa se cure ou morra. Os hindus não constroem templos ao Atman. Nesse caso, a lição desse tipo de crença é aceitar da melhor forma possível os desígnios da vida como a doença, a pobreza ou a morte. Os sadhus sannyasin dedicam a vida a unir-se ao atman para obter a iluminação. Se esforçam por ver o mundo do ponto de vista desse princípio fundamental para se dar-se conta que de uma perspectiva eterna, todos os desejos e temores mundanos são completamente insignificantes, sem sentido e efêmeros, mas a maioria dos hindus não são sadhus e estão preocupados com a vida mundana. Para resolver esses assuntos os hindus se aproximam dos deuses com poderes parciais. Justamente pelos poderes serem parciais é que pode haver algum tipo de prejuízos que deuses como lakshmi, ganesha e parvati dividem as atenções dos hindus. O politeísmo aceita diferentes crenças e por isso dificilmente persegue hereges. O politeísmo tende a ser um sistema mais liberal de crenças. Mesmo quando conquistaram outros impérios, os politeístas não tentaram converter seus súditos. O Império Romanos era politeísta e perseguiu apenas aqueles que queriam que apenas um Deus fosse aceito. Quando o cristianismo ganhou mais poder político. Cristãos católicos e protestantes  mataram-se mais uns aos outros entre protestantes e católicos mais que todo império romanos. A primeira Religião monoteísta surgiu no Egito em 1300 A. C quando o faraó Akhenaton declarou que um dos deuses do panteão tinha o poder supremo. Determinou que aquele era o Deus do Estado e que os outros cultos deveriam ser perseguidos. As religiões monoteísta tomaram conta do mundo e o sistema jurídico mundial é baseado no monoteísmo, mas na prática as crenças politeístas são mais comum na vida cotidiana. Outro sistema religioso que já teve mais expressividade é o Dualismo.  Esse sistema entende que há duas forças cósmicas brigando eternamente numa luta entre bem e mal. Essa visão de mundo explica uma questão mal resolvida pelas outras religiões - se Deus é bom, por que há maldade no mundo? Por que um Deus bom permite tanto sofrimento? Só que se há essa luta entre bem e mal, quem criou a ordem a luta, o motivo pelo qual brigam? O Zoroastrismo foi a primeira religião dual do mundo. Nela há uma batalha entre dois deuses, um bom e um mal e o papel dos humanos é ajudar o deus bom. Foi uma religião importante no Império Persa entre 550 A.C. a 330 A.C. Depois voltou em 220 até 600 D.C. O maniqueísmo que também era dual quase ganhou o coração do Império Romano na época pós a morte de Jesus, mas foi derrubado pelo cristianismo. Entretanto, ideias dualistas ainda são presentes em religiões monoteístas. Apesar das contradições entre entre o Deus ser onipotente e o inimigo independente. O monoteísmo se desenvolveu com características de todos os sistemas anteriores. Um cristão não praticante crê num Deus monoteísta, mas num diabo dualista, em santos politeístas e em espíritos animistas. Isso chama-se sincretismo, que pode ser considerado a única religião universal do mundo. Conta a história de Sidarta Gautama, que em 5 A.C. cria uma religião de ordem natural. Na sua visão os deuses existiam, mas tinham um papel secundário.   QUEM QUISER ENTENDER DE ONDE VIERAM AS INSPIRACOES DO PENSAMENTO DE BUDHA, ASSISTA O 1º EPISODIO DA TRILOGIA DE APROFUNDAMENTO NO YOGA. https://yoginapp.com/documentario-de-yoga/   O sofrimento na visão de Buddha é gerado pelo funcionamento da mente, que está sempre insatisfeita e inquieta. Tanto no sofrimento quanto no prazer a mente busca mais ou menos. Se quando a mente experimenta coisas prazerosas ou desagradáveis e entende que as coisas são como são, aí não há sofrimento. A sabedoria é entender que as coisas são como são. Se você sofre é por tentar mudar o estado. Quando sente prazer quer mais prazer e quando sente dor quer que a dor passe. A saída para o sofrimento, segundo Buddha, seria deixar que as manifestações aconteçam e não ser afetadas por elas. O treinamento do budismo via encarar a vida tal como ela é sem gerar expectativas ou frustrações. Passar a experimentar o que está acontecendo e não o que você gostaria que estivesse acontecendo. Para isso, os seguidores deveriam evitar o sexo, o roubo e outras coisas que atiçassem o fogo do desejo. Chegando a um estado onde os desejos se extinguem e o que sobra é um estado de plenitude chamado Nirvana. O sofrimento surge do desejo e a única forma de se livrar do sofrimento é observar a vida como ela é. O budismo não nega os deuses e os considera seres poderosos capazes de fazer chover, mas coloca a redução do sofrimento como ponto central. Os praticantes que chegam ao Nirvana são considerados bodhisattvas e dedicam a vida a ensinar a mensagem de Buddha. Só que muitos budistas vão até esses mestres para pedir coisas a esses monges que nada tem a ver com o caminho professado por Buddha. Nesse ponto Harari traça diversas analogias comparando o comunismo com um religião tais como: crer em princípios que todos deveriam seguir, escrituras sagradas, festividades, teólogos, propagadores da mensagem. Humanistas acreditam que o Homem por ser uma espécie especial é responsável por tudo o que ocorre no mundo. Exemplo: liberalismo, comunismo e nazismo. Muita gente está disposta a gerar sobre-humanos.   13 O Segredo do sucesso na Unificação da Humanidade Uma sociedade global nasceu e qual será seu modelo? O Império Romano passou por uma encruzilhada quando Constantino, percebeu que unificar o Império num sistema único de crenças poderia ser vantajoso para sua administração. Memética - a transmissão de informações da cultura (memes) é feita por cada indivíduo que passa essas ideias para frente enquanto vivo. O pós-modernismo - a transmissão de informações da cultura é feita através dos discursos. A História pode acontecer totalmente do acaso: Podemos assumir uma verdade científica e torná-la inquestionável ou pode-se assumir uma realidade imaginada que suplante inclusive a forma analítica de ver o mundo e passemos por uma guerra por crenças.