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Sapiens livro resumido


Podcast de Yoga | 10 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Agrícola – Podcast #78

Revolução Agrícola. No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.       [caption id=\"attachment_451606\" align=\"aligncenter\" width=\"382\"] Göbekli Tepe é considerada a cidade mais antiga do mundo. Situada na Turquia, esse centro reuniu centenas de sumérios que cultivavam trigo e outras plantas. Estima-se que Göbekli Tepe tenha surgido em 9500 A.C.[/caption] LINKS   Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga   1º Episódio da série Sapiens que fala da Revolução Cognitiva - Podcast #77   https://yoginapp.com/sapiens-comentando-uma-breve-historia-revolucao-cognitiva-podcast-77   Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Código de Hamurabi Declaração de Independência dos Estados Unidos Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Revolução Agrícola   05 A Maior Fraude da História Neste episódio trataremos da Revolução agrícola, que o autor considera a maior fraude da História e nós entenderemos isso ao longo deste capítulo. O estilo de vida dos caçadores/coletores era muito ativo e repleto de riscos diários. Isso era vantajoso em alguns aspectos como a saúde, pois além de nos mantermos ativos, comíamos uma grande variedade de alimentos. Por outro lado, mudar constantemente de habitat dificultava a gestação.   A facilidade de não precisar se esforçar para poder comer e não necessariamente a qualidade do alimento ou um melhor estilo de vida, foi o que fez com que o homem fosse ao longo dos anos trocando o estilo de vida coletor/caçador pelo sedentário. A Revolução Agrícola começou há 11 mil anos, quando as pessoas começaram a trocar o risco da caça, pela facilidade de domesticar plantas e animais próximos a residências fixas. A evolução desse processo foi extremamente rápida se comparada às dezenas de milhares de anos que demoravam as modificações na Revolução Cognitiva. A aceleração com que cada movimento acontece foi aumentando muito ao longo do tempo e isso ficará nítido ao longo da série. Até 3500 A.C (5500 anos atrás) todas as espécies de plantas e animais que nos interessavam haviam sido domesticadas. Até hoje 90% das calorias que consumimos vem das mesmas plantas que foram cultivadas nessa época. Trigo, batata, cevada, arroz etc. Há 18 mil anos durante uma época de aquecimento global, essa planta se desenvolveu muito na área do Oriente Médio. Quando os homens saiam para caçar e pegavam trigo, ele crescia próximo a aldeia. Quando queimavam as florestas, isso também favorecia o crescimento do trigo. Göbekli Tepe cidade de 9500 a.C. e centro do cultivo de uma das espécies de trigo. Quem mais se beneficiou com a Revolução Agrícola do ponto de vista evolucionista e individual foi o trigo. Animais cresceram em números mas se ferraram, ser humano cresceu em população mas ficou mais doente. Apesar de parecer contra-intuitivo, havia mais violência entre os agricultores na Revolução Agrícola do que entre caçadores/coletores, pois tinha algo mais a proteger, suas propriedades. Havia melhor proteção contra predadores e contra o frio, mas para uma pessoa média a vida como agricultor era muito mais difícil do que como caçador/coletor. Até construírem os grandes Estados organizados. A era agrícola possibilitou o crescimento da população, que vivia pior, mas cresceu muito mais que na Revolução Cognitiva. Em 8500 A.C haviam centenas de aldeias no Oriente Médio como Jericó, em que os habitantes passavam a maior parte do tempo cultivando plantas domesticadas. As mulheres que quando caçadoras/coletoras tinham 1 filho a cada 4 anos, na Era Agrícola passaram a poder ter uma cada ano. A mortalidade infantil também cresceu muito nesse período, mas como o número de filhos feitos superava os perdidos, as mulher foram tendo um número cada vez maior de filhos. Ele mostra que os homens não voltaram aos costumes anteriores porque a medida que a família crescia, ele tinha que trabalhar mais e assim se envolvia mais com o processo agrícola. Esse é o ponto mais delicado da argumentação de Harari, pois muita coisa que ele vai afirmar mais para frente está relacionado com essa ideia de que a Era Agrícola poderia estar sendo pior para o ser humano, mas ele já estava tão envolvido nela que não havia mais como retornar. Hoje em dia ninguém cogita voltar a ter hábitos caçadores para ter uma vida melhor e sim, trabalhar mais duro no sistema que já existe. Surgiram tribos de pastores, que cultivavam animais o que não era tão normal quanto cultivar o campo. Algumas espécies como vacas, ovelhas, porcos e galinhas cresceram muito no período agrícola. No ponto de vista evolucionista, foi uma época próspera para eles e para os humanos, mas será que individualmente isso é verdade?   06 Construindo Pirâmides Agricultura fez a população crescer tão rápido que se tornou impossível voltar ao sistema antigo de caça e coleta. Em 10.000 A.C. a Terra tinha entre 5 e 8 milhões de coletores/caçadores. No século I D.C. tinha apenas 1 a 2 milhões contra 250 milhões de agricultores em todo o Mundo. As pessoas passaram a desenvolver a cidade alterando completamente o habitat e valorizar muito sua casa e não o ambiente como um todo. Isso tornou o ser humano muito mais egocêntrico. O futuro também passou a ser muito mais importante durante a Revolução Agrícola, pois as plantações são sempre planejadas em forma de estações. Os camponeses tentavam acumular ao máximo pois sabiam que sempre vinha uma safra ruim, então tinham que estar estocados ou morreriam. Durante a Revolução Agrícola, 90% das pessoas dedicaram suas vidas às funções agrícolas, porém o excedente de alimentos produzido acabava destinando-se a uma elite de políticos, soldados, sacerdotes, pensadores, artistas que foram os responsáveis por registrar e fazer parte dos principais fatos da História. As mudanças produzidas nesse período, como grandes cidades e impérios, só foram possíveis porque a grande maioria da população trabalhava de sol a sol para manter as lavouras funcionando. Foram os excedentes produzidos pelos camponeses que permitiram que as pessoas se reunisse em aldeias cada vez maiores que deram origem às cidades e reinados. O fato de todos terem o que comer não significava que os conflitos entres os indivíduos não existissem. A transição de pequenos grupos de caçadores até milhares de pessoas numa cidade foi bastante rápida e não fez com que o ser humano desenvolvesse um senso de cooperação em comum. Grupos mais complexos exigiam mitos mais elaborados como divindades, Estado e Leis, tudo isso parte do mundo imaginário. Em 3000 A.C. próximo ao Rio Nilo, houve a primeiro unificação de um império que cobria milhares de quilômetros e abarcava centenas de milhares de pessoas. Depois outros impérios foram ainda maiores como o babilônico, sírio, chinês e romano todos esses passaram de 1 milhão de súditos. Esses impérios foram fundados em cima de grandes ordens imaginárias. Mitos compartilhados que faziam as pessoas seguirem e agirem de determinada forma. 3500 A.C - Código de Hamurabi - era um exemplo de justiça para época. As leis ditadas pelo Imperador determinavam que se alguém matasse a filha de outrem, sua filha também deveria ser morta. O fato de uma criança ser punida com a própria vida por um ato que não fez, apesar de hoje soar estúpido, parecia ser a atitude mais justa a ser tomada. O código era vistos pelos sábios de outros reinados da época como um exemplo de evolução intelectual. Leis que classificavam os homens entre inferiores e superiores era a forma mais justa, segundo Hamurabi, de não prejudicar nenhum cidadão. 1776 D.C. - Declaração de independência dos Estados Unidos. Moradores de 13 colônias britânicas. Achavam que o Rei da Inglaterra os tratava injustamente. Então, no dia 4 de julho de 1776 na cidade de Filadélfia escreveram um dos textos mais influentes da História. “Todos são iguais e têm direito à vida, à liberdade e a busca pela felicidade.”  Só que alguns dos founders fathers, os pais criadores da América eram donos de escravos e não viam incoerência entre declarar liberdade a todos os indivíduos e manter negros escravizados. É fácil moralizar esses julgamentos do momentos atual, no entanto podemos estar cometendo esses mesmos tipos de incoerências sem que percebamos, pois o conceito de justiça, muda no decorrer dos tempos.   Os dois tratados procuraram ser o mais justos possíveis dentro da visão no seu tempo. Só que a justiça, só existe dentro de normas criadas pelos Sapiens. Na vida natural, não existe justiça. Crer nessas realidades imaginárias nos ajuda a cooperar e tentar atuar para uma realidade mais justa, mas nos mecanismos físicos da vida, não há igualdades. Só que as ordens imaginadas são os mitos atuais, a única forma que um grande número de pessoas conseguirá atuar de forma conjunta e minimamente ordenada. As ordens imaginárias são frágeis e podem deixar de existir a partir do momento que as pessoas deixam de acreditar nela. Legisladores, juízes e tribunais trabalham para que a ordem imaginária se mantenha viva, mas no fundo ela não passa de imaginação. É necessário certo grau de violência e coação para manter a ordem imaginária, mas ela não se sustenta apenas com a violência, que é a forma mais difícil de organizar os homens. O que mantém mesmo essa ordem são os verdadeiros crentes. Por que é tão difícil perceber que estamos incrustados numa realidade imaginária? Porque ela está enlaçada com o mundo material. Individualismo atualmente é um grande valor. Se alguém recebe bullying os pais e professores dizem para a criança não se importar e que somente cada pessoa conhece o seu valor. Esse crença é transferida para a arquitetura sendo que hoje em dia as crianças já nascem com seu quarto próprio e isolado. Uma habitação privada e individualizada. Na Idade Média, o valor de alguém era determinado pela sua posição social e pelo que as outras pessoas falavam de você. Os nobres ensinavam seus filhos a defender o nome a qualquer preço. Castelos não tinham habitação privadas ou porta s fechadas que seus pais não podiam abrir. Dormiam em sala com muitos outros jovens e cresciam com a certeza que o que importava na vida eram as opiniões dos outros sobre você e seu grau na hierarquia social.     Todos nascemos em ordens imaginárias já existentes e nossos desejos são determinados por essas ideias. Atualmente existe o mito de que para se desenvolver temos que ter o máximo de experiências possíveis. Isso criou uma “necessidade” de viagens ao exterior e as atividades mais variadas. Aqui ele cita novamente o Yoga como uma opção para experiências diferentes que as pessoas sentem necessidade de fazer.   A ordem imaginada inter subjetivo. Um fenômeno objetivo acontecem independente das crenças humanas. Radioatividade acontece mesmo que a descobridora não acredite Marie Curie.   Subjetivo - algo que só existe na cabeça de um único indivíduo, como o amigo imaginário de uma criança. Inter-subjetivo acontece na cabeça, mas de várias pessoas o que faz o fenômeno parecer mais real, pois está sendo observado por outras testemunhas.  Se um indivíduo para de acreditar nisso, o fenômeno continua existindo. Não são brincadeiras ou charadas, são realidades diferentes que exercem forte impacto sobre a realidade objetiva. A Peugeot não existe porque o diretor acredita nela, se ele deixar de acreditar será substituído e os investidores, funcionários e sociedade continuarão acreditando. O mesmo acontece com o dólar, os Estados Unidos, os direitos humanos e não há um único indivíduo capaz de ameaçar sua existência. Para destruir uma realidade imaginária você precisa reunir um grande grupo de pessoas que por sua vez também precisarão acreditar em mitos de outra realidade imaginária para agir dessa forma. Quem pode destruir a Peugeot? Uma realidade imaginária maior que a empresa - as leis francesas. Quem pode destruir as leis francesas, o Estado francês. Então por mais que se liberte de uma realidade imaginária adentra-se a outra ainda mais abrangente. É como se a saída da prisão fosse apenas a saída do pátio de uma prisão maior.   07 Sobrecarga de memória Os cachorros não precisam saber regras para brincarem, mesmo que violentamente. Essas regras assim como o funcionamento de uma colméia, já tem introjetado como os espécimes devem se comportar nessas situações. Já o homem, não tem em sua genética a informação para instintivamente jogar futebol. Isso só é possível porque todos conhecem as regras, elas são imaginárias, mas são regras simples e qualquer um pode guardar. Já as regras de funcionamento de uma sociedade são impossíveis de serem guardadas por um único indivíduo. Por isso existe a burocracia estatal para guardar e garantir todas essas regras. Os agrupamentos cada vez maiores passaram a exigir cada vez mais dados (transações, registros, informações, estudos) que antes eram desnecessários aos coletores. No início, os profissionais da memória conseguiam fazer esse trabalho, mas guardar informação apenas no cérebro dos humanos não é eficaz. Em 3000 A.C. os sumérios, um povo do sul da Mesopotâmia, desenvolveu um sistema para armazenar dados fora do seu cérebro, as Escrituras. Um método de armazenar informações mediante signos materiais. Usavam um sistema numérico de base 6 e 10. Outros signos representavam animais, construções e aspectos da natureza. As primeiras gravações só registravam as informações essenciais. Como dívidas, pagamento de impostos e informações comerciais. Os Incas, um império de 10 milhões de pessoas por toda o continente americano também usavam uma linguagem parcial, como a matemática e as notas musicais e não sentiram necessidade de evoluir a comunicação. Usavam os Quipus, um sistema de dados armazenados em nós de lã. O sistema era tão eficiente que foi usado pelos espanhóis quando colonizaram a América. Em 2500A.C., os Mesopotâmios começaram a escrever algo que não era apenas os dados matemáticos. Essas linguagens chamadas coniformes apareceram também em vários outros locais do planeta. São linguagens completas que conseguem expressar ideias. Fala de várias escrituras, inclusive o Mahabharata que eram parte da tradição oral e teriam sido preservadas mesmo que a linguagem não fosse inventada. Só que as informações mais importantes eram registradas pela linguagem parcial dos números.      Os números arábicos, que foram inventados pelos indianos no século IX são a linguagem mais usada no mundo. Em seguida o código binário.   08 Não existe justiça na história Aqui ele fala da crença de que tudo nasceu do purusha e que as castas eram frutos de vontades divinas. Fala das 4 castas sendo que os brahmanes , sacerdotes teriam nascido da boca. Os kshatriyas, guerreiros, dos seus braços. Os Vaishyas, camponeses e comerciantes dos os suas coxas e shudryas das pernas. Vimos sobre o conceito de castas no episódio #62 da série Reflexões. As leis e normas é que acabam determinando a hierarquia da sociedade. Todas as sociedades complexas criam discriminação e preconceitos. Fala da discriminação que os negros sofrem nos Estados Unidos e agora que a mulher sempre teve menos direitos nas sociedade. Divisão entre sexo e gênero. Patriarcalismo se perpetua: a) homens são mais fortes fisicamente b) homens são mais violentos Por outro lado, chefes de crimes organizados nunca são os mais fortes e nem os mais violentos. No próximo episódio falaremos como os Homo Sapiens se espalharam pelo mundo.  

Revolução Tecnologica - podcast 80
Podcast de Yoga | 8 fev 2021 | Daniel De Nardi

Sapiens, comentando uma breve História – A Revolução Cognitiva – Podcast #80

Sapiens, comentando uma breve História - A Revolução Cognitiva - Podcast #80 Os Sapiens irão se extinguir em breve segundo Harari, nossa espécie dará origem a uma espécie tão diferente quanto nós e os Neandertais ou os macacos. Como isso vai acontecer é o que veremos nesse episódio.   LINKS     Inscrição gratuita para a série de Aprofundamento no Yoga Assinatura do Ubook para ouvir Sapiens em audiobook Livro Sapiens na Estante Virtual Perfil da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo no Instagram   Playlist com as músicas da série https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Podcast sobre a utilização da linguagem para o controle social   https://yoginapp.com/narrativas-internas-ariana-na-india-podcast-22   Podcast sobre o início do Yoga   https://yoginapp.com/o-inicio-yoga-podcast-24     Companhia do Mississípi, responsável por quebrar a França em 1717 Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento -       Revolução científica   RESUMO: A Revolução Cognitiva começa quando o Ser Humano parte das savanas da África há 70 mil anos. Povoa a Ásia e Europa e se diferencia pela sua comunicação e capacidade de criar mitos que integram mais de 150 indivíduos em causas comuns. Há 45 mil anos o Sapiens chega até a Austrália e depois à América. Há 12 mil anos inicia a Revolução Agrícola que modificou completamente a interação do homem com a Natureza e os comportamentos dos Sapiens. O excedente de produção das lavouras permitiu a construção de aldeias cada vez maiores que originaram cidades e reinados. A complexidade das cidades exigiu um sistema de trocas mais eficientes que permitissem aos indivíduos terem suas necessidades atendidas, essa necessidade dá origem ao dinheiro. Outra descoberta que é fruto da complexidade das cidades é a criação da escrita, primeiro apenas para registrar dados e depois também para ideias. Os Impérios se estabeleceram como administradores de grandes terras. Os Impérios influenciaram culturas, mas também foram influenciados por elas. As Religiões e ideologias também tiveram papel central na unificação do planeta. Esse será o episódio com mais temas pois é a partir de explicação da Revolução Tecnológica que começa com as grandes navegações do século XV que se desenrola uma enxurrada de mudanças econômicas e comportamentais no planeta. RESSALVA: a Literatura sempre retratou esse drama do Homem querendo vencer a imortalidade ou as leis naturais e no final se dando mal. É o caso da História de Ícaro, que da ganância de voar até o Sol constrói asas, que são derretidas pelo calor do Sol e terminam com seu sonho e com sua vida. Isso é uma das críticas que Harari mais recebe de críticos conservadores, pois em determinada parte do livro ele fala que a previsão é que até 2050 existam seres amortais, não são imortais nem mortais são amortais. Isso significa que esses indivíduos não morrerão do que ele chama de “problemas técnicos” que são todas as doenças que conhecemos hoje. Poderão morrer de algum acidente que parta membros, mas de doença não. Muita gente diz que isso é prepotência e que vai acabar dando ruim, como se diz. Só que nesse caso, eu estou com Harari, pelo mesmo motivo que ele apresenta no livro, em 30 anos muito provável que já consigam imprimir em laboratórios órgãos idênticos aos nossos e assim como hoje ninguém mais morre por perder uma perna, não morreremos mais se precisarmos trocar os dois pulmões. Acredito que a reflexão exposta neste último capítulo, que serve como a conclusão de todo o trabalho serve para que cada nós que não somos técnicos de AI e outras tecnologias avançadas, possam ter o mínimo de noção para poder optar, nem que seja com nossa decisão de consumo o que pode ser melhor para cada um como indivíduo e como espécie. Tentar se esconder numa casca de noz e dizer “tecnologia não é para mim” eu sou à moda antiga é o mesmo que dizer que você prefere comprar fichas telefônicas para ligar do orelhão. A realidade é que não existe mais esse de “eu não mexo com essas coisas” a tecnologia é uma ferramenta que vai nos transformar como espécie, então o melhor que podemos fazer é termos um mínimo de noção de como ela funciona.           14 A descoberta da ignorância Os últimos 500 anos foram de um empoderamento humano jamais visto anteriormente na História. Há 500 anos haviam 200 milhões de pessoas sobre a Terra, hoje há 7 bilhões. Há Revolução Cognitiva durou cerca de 70 mil anos, a Agrícola 12 mil e estamos apenas a 500 anos dentro da Revolução Tecnológica, que pode ser a última dos Sapiens. Jamais houve tanto investimento e confiança na ciência. Quais são as principais diferenças da ciência com relação aos sistemas anteriores: A disposição a admitir ignorância. Nenhum conceito é sagrado e proibido de investigação; A centralização das observações e das matemáticas; A aquisição de novos poderes (memória externa, comunicação instantânea). A revolução científica não foi prioritariamente uma revolução de conhecimento e sim da ignorância. A admissão de que não sabemos tudo, nos fez aprender mais sobre qualquer coisa. As tradições religiosas sempre disseram que tudo o que era para ser sabido já havia sido descoberto. O conhecimento apresentado por elas, sempre abarca o todo. Antigamente, quando havia uma dúvida, pensava-se que sempre haveria um sábio que poderia respondê-la. Não havia nada que não era explicado pelos demais ou pelas escrituras. Se com o tempo, as pessoas forem entendendo que os mitos são apenas criações como ficará o tecido social que une a todos? O que pode acontecer é que um sistema se abrace a uma teoria como se fosse a verdade científica e atue inquisitivamente contra os que discordam. Foi assim com o Nazismo e o Comunismo que não aceitavam que sua teoria fosse refutada. Ou irÃO abraçar uma teoria não-científica como a verdade. O que vem acontecendo é que pessoas vem seguindo a ciência como uma verdade, tal como se fazia com as religiões. As Religiões sempre montaram suas teorias em relatos. Escrituras religiosas têm poucos dados matemáticos, enquanto na ciência a comprovação através de números é essencial. Newton apresentou uma teoria que previa o movimento de todos os corpos no Universo. Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural [nota 2]é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Estudos de estatísticas e probabilidades abriram muitos campos de investigação onde é impossível ser 100% preciso, como dados demográficos. A morte está sendo vencida. Para ciência, hoje ela é considerada um problema técnico. Preveem que em 2050 existirão pessoas amortais, não imortais, amortais significa que permanecerão vivos para sempre desde que não haja nenhum tipo de trauma mortal. O aumento de investimento em tecnologia cria um ambiente fértil para novas descobertas. As descobertas de Darwin só foram possíveis pois havia interesse britânicos em pesquisas de botânica. Se Darwin não tivesse descoberto a teoria da seleção natural, outro cientista do seu tempo que fazia o mesmo tipo de investigação, Russel Wallace também a teria descoberto. Entretanto, se não houvesse o investimento em pesquisa, nenhum dos dois teria descoberto nada, por mais gênios que fossem. Esses investimentos não são pela “ciência pura” eles tem seus propósitos totalmente ligados a quem coloca o dinheiro neles. No século XIX, imperadores e banqueiros investiram milhões de dólares em explorações intercontinentais e nada em psicologia infantil, pois acreditavam que o que daria mais retorno seria conquistar novos territórios e não conhecer a psicologia infantil. Da mesma forma, na década de 40, americanos e russos colocaram bilhões de dólares em pesquisas nucleares e não em arqueologia submarina, pois ambos acreditavam que bombas nucleares dariam muito mais poder que o conhecimento do que vem acontecendo nas profundidades do oceano. Como os recursos para pesquisa são limitados, acabam sempre sendo decidido por questões pessoais, políticas ou religiosas. Se houvessem dois pesquisadores buscando financiamento para suas pesquisas. Um com o objetivo de diminuir uma infecção que aumentará a produção de leite em 10% e outro querendo medir o impacto emocional que as vacas sofrem ao serem separadas dos bezerros. A probabilidade nesse caso, é que o primeiro pesquisador que receba a verba, pois o poder político e econômico dos produtores de leite é maior que o dos protetores de animais. Entretanto se a sociedade fosse apenas hindu, onde a vaca é sagrada, pode ser que as coisas se invertessem e os recursos fossem destinados ao segundo pesquisador. A ciência não tem uma pauta definida para onde devem ir seus recursos ou suas descobertas. O que tende a conduzir suas direções são as ideologias.              15 O casamento entre ciência e império Em 1776 os cientistas precisavam observar a passagem do planeta netuno, pois com isso conseguiriam saber exatamente a distância da Terra para o Sol. Organizaram uma expedição, liderada pelo experiente navegador James Cook ao Tahiti. Vários cientistas participaram dessa expedição e muitas descobertas foram feitas. Durante a época das expedições marinhas, os marinheiros morriam de uma doença desconhecida chamada escorbuto. Na época da expedição ao Tahiti os cientistas propuseram uma solução da doença com a ingestão de alimentos cítricos. O Escorbuto, matou 12 milhões de marinheiros e era um grande dificultador das longas viagens pelo mar. Cook resolveu testar pessoalmente a solução e começou a levar frutas e hortaliças para as viagens. O remédio deu certo e seus marinheiros nunca mais morreram da doença. A cura do escorbuto contribuiu fortemente para que a Inglaterra dominasse ilhas distantes e conseguisse enviar exércitos para qualquer parte do planeta. Para a Inglaterra a expedição foi um sucesso, mas o que dizer dos nativos australianos ou o povo aborígene da Tazmania? Cook era um explorador, mas também era membro da Marinha Inglesa, que contribuiu com armas e embarcações para a expedição. A expedição de Cook foi científica, ajudada pelo governo inglês ou seria uma expedição militar com alguns cientistas junto? A revolução científica e o desenvolvimento dos impérios eram indistinguíveis. Em 1775 Ásia respondia por 80% da economia mundial. Índia e China juntas representavam 75% da produção global. Os impérios asiáticos não viam vantagens em dominar os mares e nesse período grandes impérios como os mongóis se expandiram na Índia e o império chinês também aumentou seu território. Entre 1750 e 1850 europeus travaram várias guerras e dominaram diversos territórios na Ásia de forma que em 1950 Estados Unidos e Europa Ocidental respondiam por mais da metade da produção global. A partir de 1850 a Europa começou um processo de desenvolvimento conjunto entre ciência, indústria, militarismo e imperialismo. Até essa época, a Europa não tinha muita vantagem em relação aos grandes impérios de China, Índia e Pérsia. O fato de França e Estados Unidos terem seguido rapidamente o modelo inglês e esses outros impérios só conseguirem fazer isso depois, se deve ao fato que os impérios Europeus, deixaram como legado, mitos que fortalecem o capitalismo e a ciência. O que fez a ciência se desenvolver muito mais na Europa, é que o navegador e o botânico compartilhavam de uma coisa. Ambos admitiam ignorância e punham seus esforços em ir lá e descobrir, enquanto as ideologias presentes na Ásia pensavam que tudo o que é importante, já foi descoberto. Até 1850 a Europa não tinha nenhuma vantagem em relação aos impérios asiáticos. Américo Vespucci foi quem determinou que a América era um continente desconhecido. Essa foi a grande mudança para a Era Científica, pois diferentemente de Colombo que não admitiu a ignorância e morreu achando que estava nas Índias orientais. Nesse momento os europeus passaram a ver que valia mais a pena verificar informações que acreditar em escrituras antigas. A América não havia sido descrita em nenhum desses textos. Todos os campos da ciência começaram a assumir que não sabiam muita coisa e foram atrás das investigações por todo o mundo. Em 1802 os britânicos começaram a coletar todo o todo de informação sobre a Índia. Mohenjo Dharo foi descoberta por ingleses, em 1922. Foram os britânicos que também conseguiram traduzir a escrita cuneiforme, que era parte da linguagem de toda a Ásia antiga. Willian Jones chegou na Índia em 1783, para ser juiz em Bengala. Fundou a sociedade asiática que se dedicava a estudar a cultura asiatico e especialmente indiano. Começou a estudar sânscrito e escreveu um importante livro- The Sanskrit Language no qual apresentou o conceito do tronco indo-europeu de línguas. Passou a exigir que ingleses que vinham trabalhar na Índia estudassem a cultura local. O conhecimento que os ingleses tinham da cultura local era muitas vezes maior que a dos próprios morador. Isso foi essencial para que a Inglaterra com alguns milhares de funcionários mandasse em milhões de indianos. Os primeiros falantes de sânscrito, invadiam a Índia pela Ásia Central há 3000 anos, teriam chamado a si mesmos de aryas. Os primeiros persas chamavam arya. Em seguida, os europeus determinaram que os arianos eram uma raça superior que havia buscado se misturado com os locais persas e indianos e perdido suas propriedades, mas esses arianos haviam se mantido puros na Europa e esse era o motivo pelo qual os europeus deveriam ser os colonizadores.   16 O credo capitalista A base da economia moderna é a crença no crescimento constante. Uma moça quer montar uma confeitaria, mas não tem o $. Vai ao banco e pede 1M. Os bancos nos USA podem alavancar 10X seu capital, pois acreditam que no máximo 10% das pessoas precisarão do capital ao mesmo tempo, logo tem o direito de emprestar 10X o valor que possuem de patrimônio. O que permite isso é a confiança que as pessoas têm umas nas outras. O crédito depende que se acredite que o futuro será melhor que o passado. As pessoas acreditavam que a Economia era um jogo de soma zero. Isso dificultava o crédito. Há 500 anos as pessoas começaram a acreditar mais que o mundo ia melhorar e o crédito como um todo aumentou. O aumento de crédito produz melhorias reais, e isso fez com que as pessoas passassem a acreditar mais e movimentar mais dinheiro. Entende-se que a economia é como um bolo, onde se pode aumentar a fatia de todos. A economia comprovadamente não é um jogo de soma zero no qual eu tenho que perder para você ganhar. Em 1776, Adam Smith publica, A Riqueza das Nações, o manifesto econômico mais importante de todos os tempos. No capítulo VIII, dá a explicação que se um sapateiro por interesse pessoal, melhora seu serviço e ganha mais do que gasta, irá contratar novos ajudantes e todos sairão ganhando. A ideia era que o impulso egoísta e privado era o que aumentava os ganhos coletivos. Afirmar que são os ricos é que distribuem a riqueza pela sociedade é uma das ideias mais revolucionárias de todos os tempos. Adam Smith ensinou todos a pensar que a cobiça era boa e se eu enriqueço, de alguma forma você também ganha. O egoísmo é altruísmo. A nova ética capitalista pregava que os benefícios dos empreendimentos deveriam ser revertidos em aumentar a produção. Capital são os recursos financeiros, sociais e políticos que podem ser revertidos em produção. Dessa premissa depende a tese de Smith. Os Bancos Centrais mundiais imprimem dinheiro freneticamente, esperando que da ciência venha os ganhos de produtividade. Se os laboratórios não fizerem importantes descobertas antes que uma bolha estoure, passaremos por momentos realmente duros. O segredo do êxito dos holandeses foi o crédito. Como sempre foram um povo avesso às guerras, criaram um sistema de crédito para financiar seus próprios exércitos. Os Holandeses começaram a privatizar serviços que até então só poderiam ser fornecidos pelos Estados. Eles sempre pagaram muito bem seus financista e com isso aumentaram ainda mais as ofertas de crédito. A concessão de crédito aumenta nos ambientes em que se cumpre a lei e se respeita propriedade privada e essas eram premissas daquela sociedade calvinista. História do pai que empresta dinheiro aos filhos investirem na Espanha e na Holanda. A Holanda ganha tanto crédito que os comerciantes conseguem financiar tanto o exército quanto as navegações intercontinentais. 1602 funda-se a Companhia Holandesa da Índias Orientais, uma organização privada que dominam a Indonésia por 200 anos até o governo holandês assumir o território. A Companhia Holandesa dominava uma cidade chamada Nova Amsterdan às margens do Rio Hudson até 1664 quando os ingleses a ocuparam e a renomearam para Nova York. Os restos da muralha construída pela Companhia Holandesa para se defender contra indígenas e ingleses está abaixo de Wall Street. Com o tempo, a Holanda perdeu espaço nos mares para França e INGLATERRA. Em 1717, uma Companhia do Mississipi radicada na França se propôs a ocupar o Rio Mississipi, explorar as riquezas locais e construir cidades como Nova Orleans. O dono da Companhia tinha bons contatos com Luís XV e vendeu ações no Mercado de Valores, apoiado pelo Ministro da Fazenda, John Loe para financiar seus planos. Explorar as riquezas que haviam na região. As ações começaram custando 500 libras em agosto e em dezembro já custavam 10 mil, multiplicando-se 20X em 4 meses. Até as pessoas simples de Paris queriam aproveitar aquela oportunidade, vendiam pertences e imóveis para comprar as ações da Companhia do Mississipi. Estavam convencidos de ter encontrado a fórmula para o enriquecimento fácil. Quando os grandes investidores perceberam que o valor das ações estava inflacionado, começaram a vender suas ações, que despencaram e o sistema foi a bancarrota. O governo comprou o que foi possível para não agravar a crise e acabou cheio de ações que não valiam nada e sem dinheiro para o custeio das despesas administrativas. As pessoas perderam a confiança no império francês e o dinheiro se destinou para a Inglaterra. Em 1789, Luís XVI reuniu todo o parlamento francês, algo que não fazia há décadas para tentar resolver a crise. Esse foi o início da Revolução Francesa. Enquanto a França perdia espaço, a Inglaterra crescia sua influência nos mercados. Os ingleses criaram dezenas de Companhias com ações abertas no mercado de valores de Londres. As primeiras colônias britânicas foram todas fundadas por essas companhias, tais como a Companhia de Londres, a Companhia Britânica e outras. A Companhia das Índias Orientais dominou a Índia desde 1858 por quase um século com um exército privado de 400 mil soldados, uma força maior que a força britânica. Napoleão zombava os britânicos dizendo que era um Império de lojistas, mas foram esses lojistas que derrubaram Napoleão e ergueram o Império mais amplo que o mundo já viu e isso se deveu em boa parte a capacidade desse país em financiar sua própria expansão. A medida que os financistas começaram a confiar nos governos, que não eram mais comandados por Reis e sim por membros da mesma elite financeira, o Estado começou a tomar frentes em interesses anteriormente apenas privados como aconteceu na Guerra do Ópio deflagrada entre 1840 a 42. A China proibira o tráfico de ópio, mas as companhias inglesas que comercializavam a droga, simplesmente não aceitaram as leis e continuaram comercializando. Políticos ingleses tinham ações de empresas britânicas que comercializavam drogas na China e para eles não era interessante que as vendas parassem. Interesses privados e públicos começaram a se enredar cada vez mais. Isso também poder ser visto no Egito que ao se negar a pagar a dívida aos ingleses, foi invadido por tropas britânicas que mantiveram a ocupação até depois da II Guerra Mundial. 1821 os gregos se revoltaram contra o Império Otomano. Ingleses favoráveis ao movimento, emitiram bônus da revolução grega. Caso vencessem e se libertassem, devolveriam o valor com juros aos ingleses. A medida que os investidores ingleses perceberam que sua Rainha, se necessário, invadiria terras para buscar dívidas, tornaram-se mais confiantes para financiar seus projetos. A confiança ao crédito é muito mais importante para o desenvolvimento de um país que os seus recursos naturais. Os liberais acreditam que quanto menos governo intervir melhor. Só que não existe mercado sem influência de decisões políticas. Num governo em que apenas capitalistas controlam o mercado, criarão monopólios, o governo precisará estar ali, pelo menos para impedir isso. O sistema de escravidão sempre foi financiado pelos sistemas financeiros. Não houve uma escolha por um ou outro povo e sim uma indiferença ao que estava acontecendo com um povo. Harari compara esse caso com  a ingestão de animais, que as pessoas são contra os animais e pensam em matá-los, mas quando se alimentam com suas carnes, agem com indiferença, ao consumirem financiam mais morte de animais embora os amem. O capitalismo de muitas formas, financiou barbáries pelo mundo e há a possibilidade que assim como na Era Agrícola, na qual depois de termos mergulhado por um tempo, não era mais possível voltar atrás, não consigamos reverter costumes que já estão em andamento. A duas respostas do capitalismo para a questão de há regiões em que as pessoas vivem pior agora que há 500 anos ele dá duas resposta. A outra forma de administração proposta foi o comunismo e deu tão errado que ninguém está disposto a tentar novamente; Tem que haver paciência, a medida que o mercado cresce, todos ganham. A verdade é que a expectativa de vida, ingestão calórica o ser humano tem melhorado muito desde 1914. Entretanto, para o bolo da economia continuar crescendo ele depende de matéria prima e energia, teremos esses recursos eternamente? Profetas das catástrofes dizem que não.               17 As engrenagens da indústria Até a Revolução industrial, toda produção dependia de músculos (humanos ou animais) que por sua vez dependia de vegetais que os alimentava. Por isso, a produção era extremamente limitada. A falta de madeira fez com que os ingleses buscassem o carvão e foi de dentro de uma mina de carvão que entenderam que o calor poderia produzir movimento. Os primeiros experimentos eram máquinas que precisavam de muito carvão para gerar vapor e movimentar um pistão. Com isso, era possível buscar água de poços nas minas. O sistema era extremamente ineficiente, e eram necessárias quantidades enormes de carvão para pequenos movimentos, mas nas minas o carvão era abundante e muito barato. Empreendedores ingleses adaptaram esses motores aos tecelares e estavam criadas as primeiras fábricas do mundo. Em 1825 começaram a usar o vapor para transportar trens. Disso passaram para eletricidade e energia atômica. Demorou 400 anos entre o descobrimento da pólvora por alquimistas chineses até seu uso em forma de guerra na tomada dos turcos por Constantinopla. E apenas 40 anos desde que Einstein provou que dentro de um átomo havia energia até a bomba atômica que devastou Nagasaki e Hiroshima. A Revolução Industrial também tem sido uma revolução na captação de energia, de forma que parece não haver limites para as formas de captá-la. Assim como o mercado escravocratas não cresceu a partir do racismo, a utilização dos animais como alimento também não desenvolveu da vontade de matar animais, mas pela indiferença. Entretanto, os terneiros desenvolveram formas de relação com seus pais de forma que sentem vontade de jogar. O jogo está implementado nos mamíferos como uma das formas mais essenciais para o aprendizado e os terneiros continuam sentindo isso, mesmo que a situação atual não necessite mais disso. E essa é uma regras mais importantes da Natureza, tudo o que foi desenvolvido pela evolução continuará sendo gerado, mesmo que na situação atual, aquilo não faça mais sentido. Consumismo vende a ideia que a frugalidade é uma opressão auto imposta e que os caprichos devem ser aproveitados. Como conciliar o consumismo com o capitalismo que visa reverter os excedentes em maior produção. Antigamente os reis gastavam todas as riquezas e os plebeus viviam na miséria. Isso se inverteu de forma que os ricos tomam excessivos cuidados de como reinvestir e preservar seus patrimônios, enquanto os pobres se alegram de comprar coisas que não tem necessidade.                 18 revolução permanente O grande problema que vem se construindo não é tanto o perigo de acabarem os recursos, mas do que estamos fazendo com eles após usá-los. O lixo que vem se acumulando ao longo dos anos desde a Revolução Industrial, não vai acabar com a Natureza, mas sim transformá-la, pondo em risco a própria vida humana. O crescimento populacional desde o início da Revolução Industrial 1700 - 700 milhões 1800  900 milhões 1900 - 1,8 bilhões 2000 - 6 bilhões 2018 - +de 7 bilhões Os horários da era industrial mudou a relação com o tempo, determinando um tempo exato, isso gerou mudanças na sociedade que passou a fazer as coisas a sua hora.   A família, parentes próximos e comunidade era onde tudo acontecia, com quem podia se contar. A família e a comunidade proviam quase tudo que o indivíduo precisava. Não era simples para os reis intervir no que acontecia dentro das famílias e comunidades. Na China, onde isso mais aconteceu, a forma que o governo teve para intervir foi tornar os líderes das comunidades membros do governo. Entretanto, internamente nas famílias havia muita tensão e violência, mas as pessoas não tinham muita opção. Em 1750 uma pessoa que perdesse sua família era como se estivesse morta. Teria que encontrar uma comunidade ou não teria nada. Com a melhoria nos sistemas de comunicação e o desejo do mercado de interferir mais no núcleo familiar fez com que o Estado começasse a punir práticas contra lei que podiam acontecer dentro das casas, mas que antes passariam despercebidas. O Estado e Mercado ofereceu liberdade de escolha para os indivíduos deixando-os escolher fora da tutela familiar. Os Estados são comunidades imaginárias. Isso ficou claro na determinação das fronteiras no Oriente Médio, por franceses. Outros grupos imaginários são os grupos de consumo, que se definem por tipos de consumo. Hoje vivemos a era mais pacífica de toda a História, mas não é simples percebermos isso, pois não conseguimos imaginar realmente como era o mundo há 200 anos atrás, entretanto os números mostram nitidamente esse decréscimo. O Estado foi o principal responsável pela redução da violência. Até mesmo a retirada dos impérios nos últimos séculos tem sido pacífica e organizada. Até mesmo a independência indiana, que todos reconhecem como sendo fruto do trabalho de Mahatma Gandhi, teve em grande parte responsabilidade dos ingleses. Desde a II Guerra não houve nenhuma grande invasão de territórios a não ser Iran e Iraque em 1990. Isso acontece em parte por causa dos grandes vínculos que existem entre todos os países.   19 E eles viveram felizes para sempre Somos mais felizes? Quando as coisas melhoram as expectativas aumenta e isso influencia totalmente na felicidade. A infelicidade da nossa época pode estar ligada ao fato de termos muitos modelos inalcançáveis de comparação divulgados pela mídia. Os biólogos vem a felicidade como algo independente das situações externas e acreditam que com o domínio de hormônios conseguirão mandar na felicidade. No budismo entende-se que o ser humano identifica felicidade com prazer e sofrimento com dor, então busca o máximo de prazer para ser feliz, só que no prazer também há sofrimentos, pois ou queremos aumentá-lo ou que ele não termine. Logo, todas as sensações são passageiras e vão gerar sofrimento. A libertação do sofrimento não depende de experimentar uma sensação de prazer específica, mas de entender a existência como esses estados passageiros. No fim a felicidade depende muito mais de percepção do que questões materiais. Logo o autoconhecimento que nunca foi observado ao longo da História é o que pode determinar a felicidade.   20 O fim do Homo Sapiens O Sapiens começou a mexer na seleção natural; nos outros animais e em si mesmo. As modificações podem acontecer de diferentes formas: Biológicas: mudanças internas como combinações de genes; Ciborgues: humanos com partes orgânicas e não orgânicas; Sintéticas: sistemas tecnológico. No que vamos nos converter?   Epílogo: O animal que se tornou um deus

Podcast de Yoga | 7 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo parte 01 – Podcast #82

Homo Deus. Dando continuidade à série Sapiens, resumirei o 2º livro de Yuval Noah Harari chamado Homo-Deus. Nesta primeira parte do resumo vou tratar do que a humanidade construiu até hoje e no próximo episódio mostrarei a última parte do livro que trata de quais são os riscos para a nova espécie que está sendo construída pelo Homo Sapiens.       LINKS Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Último discurso de Nicolae Ceausescu, ditador comunista da Romênia   https://www.youtube.com/watch?v=TcRWiz1PhKU       Transliteração parcial Homo-Deus   A agenda da Humanidade 01 Conquistar a imortalidade As prioridades da Humanidade atualmente podem ser divididas em 3 objetivos: a conquista da imortalidade, da felicidade e ... Nesse capítulo Harari demonstra como as principais causas das mortes dos seres humanos tem sido controladas, são elas:   Fome – até a década de 1970 as previsões eram que o aumento da expectativa de vida não iria ser acompanhado pela eficiência agrícola. Entretanto, haviam coisas que os cientistas não conseguiram prever, entre elas que existe uma tendência que não havia sido observada até então que é que a medida que as famílias vão tendo mais recursos eles vão diminuindo a taxa de natalidade. Hoje em dia, a porcentagem das pessoas que morrem de fome é baixíssima de forma que esse problema será resolvido em bem pouco tempo. Hoje em dia, se alguma população passa fome, isso se deve muito mais a fatores de decisões humanas do que pela incapacidade do povo ou do local de produzir riquezas.   Pestes – Harari apresenta vários casos em que as pestes destruíram populações, chegando a matar 1/3 em casos como da gripe espanhola ou da varíola. Entretanto ele mostra que os casos de pestes que aconteceram recentemente, como a gripe do porco ou o ebola foram resolvidos muito mais rapidamente e acabaram atingindo pouca gente. Mesmo doenças aparentemente incuráveis como a AIDS, hoje possuem tratamento que prolonga a vida da pessoa de tal forma que hoje em dia, as pessoas que possuem o vírus da Aids conseguem viver uma vida normal. Na época em que a Peste Negra devastou ¼ da Europa em 1353 até 1343, ninguém fazia ideia do que era um vírus ou uma bactéria. Todos achavam que era algum tipo de castigo divino e que tinha vindo pra dizimar a raça humana. Já quando o ebola foi considerado uma grande ameaça em 2014, em poucos meses o problema foi resolvido. Claro que estamos sujeitos a novos tipos de contágios mortais desconhecidas, mas o histórico de solução desses problemas tem diminuído cada vez mais tanto em relação ao tempo para ser sanado quanto da porcentagem da população que é afetada.  Guerras – o argumento de Harari do que vem acontecendo com relação a diminuição das Guerras é que antigamente, território era igual a riqueza. Com a Revolução Industrial isso mudou e hoje em dia o valor não está mais em algo físico, mas no conhecimento. Se os chineses invadirem o Sillicon Valley, vão gastar milhões de dólares e não terão nenhuma vantagem pois nem sequer, silício. O que há no Vale do Silício são milhares de mentes brilhantes e conhecimentos acumulados que conseguem produzir tecnologias que impactam o mundo todo. O que os chineses começaram a fazer foi aprender com os americanos e conseguir produzir tecnologias para também vender aos Estados Unidos. A Guerra de invasões de territórios é algo inaceitável nos países desenvolvidos. Vivemos a primeira época da História em que não precisamos levar em conta uma guerra quando fazemos algum tipo de planejamento de longo prazo. Isso não impede que outro tipo de guerra aconteça. Países como Irã ou Korea do Norte, podem instalar códigos que derrubam centros de energia em qualquer lugar do mundo, matando milhares de pessoas com uma mudança de programação. Esses são riscos, já alertados por Snowden, o ex-engenheiro de programação da CIA que denunciou espionagens do governo Obama.   Harari termina esse capítulo mostrando que antigamente morria-se por qualquer coisa e cada vez mais a ciência tem avançado para que a morte aconteça apenas em poucos casos. De tal forma que hoje a ciência não considera mais a morte o sentido da vida, nem algo de outro mundo. A morte é um problema técnico que será resolvido nos próximos anos.  Peter Thiel, um dos fundadores do Paypal e o primeiro investidor do Facebook já declarou que não pretende morrer. Ele está disposto a investir sua fortuna de U$2 Bi para isso. A solução desse problema não será barata e pode gerar uma grande divisão na sociedade. Aqueles que possuem recursos para comprarem sua imortalidade e aqueles que morrem. Ele apresenta alguns problemas disso, como por exemplo os ciclos de governo. Em lugares em que um mesmo governante passa muito tempo no poder dificultaria mudanças, se esse domínio da vida tivesse acontecido há 100 anos, Mao Tse Tung ainda estaria governando a China e fazendo acordos com seu vizinho Stalin até hoje   A agenda da Humanidade 02 Conquistar da Felicidade A felicidade foi um ponto descartado ao longo da História. É evidente que quando haviam os problemas de fome, pestes e guerras fica difícil pensar em felicidade. Entretanto, qual a busca mais verdadeira do Homem? Os Estados se preocupam com os indivíduos para que eles se tornem mais fiéis ao Estado e não para aumentar sua felicidade. Compare Singapura com Costa Rica. Em Singapura se ganha em média U$50K enquanto na Costa Rica U$15K. Qual povo é mais realizado? As pesquisas mostram que os costa riquenhos vivem com mais satisfação que o singapurenses. A felicidade é uma busca um tanto complexa e mais difícil do que o controle da imortalidade. Atualmente felicidade na visão científica é a produção de prazer e não vivência da dor. Isso porque a mente humana tem uma tendência natural de sempre que uma expectativa é alcançada ela passa imediatamente a desejar outra coisa, de forma que fazer uma para produzir felicidade vc tem duas alternativas Desejar menos, pois são justamente os desejos que produzem sofrimento Produzir modificações hormonais que mantenham a pessoa numa sensação contínua de felicidade. Epicuro e Buddha já alertavam que uma vida apenas pela busca do prazer pode não acabar bem, mas o que as empresas de biotecnologia estão fazendo é justamente isso. Essas modificações no estímulos do cérebro podem gerar um outro tipo de ser humano ou uma outra espécie o Homo Deus. As capacidades do Homo Deus não serão como de um Deus católico, onipresente ou onipotente, mas de deuses hindus ou gregos, que tinham poderes, mas também tem ira, apego, amor tudo em grande potência. Mas isso não vai acontecer de uma vez , elas acontecerão gradualmente Acho que podemos falar de meditação aqui. Ele fala em manipular a bioquímica humana e é isso que podemos fazer de forma barata com a meditação/yoga. “A evolução não adaptou o Homo sapiens a experimentar um prazer constante” A agenda da Humanidade Criando o Homo Deus Alguém pisa no freio Mudanças muito rápidas produzem medo e pode ser que a sociedade eleja alguém para pisar no freio. Entretanto as mudanças estão vindo de várias áreas e não há como saber qual delas pode produzir problemas. Ninguém pode frear o progresso. Inclusive porque a economia depende de crescimento e o desenvolvimento de capacidades sobre humanas são consequências da busca por imortalidade e felicidade. Todas as melhorias e interferências da ciência começam com o intuito de salvar vidas e o aprendizado nesse processo vai levando a outros mais elaborados. A cirurgia plástica surgiu das cirurgias em campos de guerra. Quando a turbulência baixou, os mesmos médicos que estavam fazendo amputações para salvar vidas, viram que também era possível pequenas modificações para quem buscava apenas a estética. Explicação de que as ideias de Marx fizeram com que os capitalistas britânicos e franceses fizessem melhorias no sistema de forma que evitassem revoluções. Isso não é verdade. As modificações ocorreriam de qualquer forma, pelo mesmo sistema da mão invisível de Adam Smith, o incentivo que faz as empresas melhorarem seu produto para vender mais é o mesmo que faz as empresas que tratam melhor os funcionário atraem mais talentos. Acho que tem um pouco de verdade por colocarem os assuntos na agenda. Harari acredita que se entendermos o curso da história podemos decidir melhor seu rumo. Ele fala do princípio do revólver dito pelo escritor russo Antonin Tchekov, no qual, se um revolver aparece no primeiro ato, ele irá disparar no 3º ato. O humanismo fez do homem o animal mais poderoso da Terra, temos várias possibilidades de revólveres para serem disparados, mas será que não podemos vencer o teorema de Tchekov e desengatilhar a arma? Aqui ele fala que historiadores estudam o passado não para poder repeti-lo, e sim para poder se libertar dele. Devemos lembrar que o Homo Sapiens está caminhando para desenvolver o Homo Deus, mas sua origem é animal. A relação mais próxima que temos para tentar entender como super humanos se relacionarão com humanos, é observar como os homens hoje se relacionam com os outros animais. Não é uma analogia perfeita, mas é o mais próximo que se pode chegar. A visão predominante no mundo é humanista de forma que o homem é o centro de tudo que acontece no Universo. Quais são as origens e consequências dessa crença? Como o Humanismo pode ser a fonte da autodestruição humana? Porque a busca pela Imortalidade e Felicidade pode abalar nossas crenças sobre a Humanidade? Quais são os sinais de algum cataclismas? Se o humanismo cair por terra, o que poderá substituí-lo? A única grande constante da história é que tudo muda. Capítulo 02 Antropocentrismo O ser humano foi a única espécie a transformar completamente o mundo. Se pegarmos o que já produzimos de transformações no ecossistema e projetarmos mais 100 anos, teremos feito o mesmo impacto no meio ambiente que o meteoro que destruiu os Dinossauros há 66 milhões de anos. As antigas religiões eram todas animistas, o que significa que não viam diferença entre seres humanos e animais. Ele apresenta evidências de que a própria Eva, era a própria serpente na história bíblica. Apesar de todas as mudanças os comportamentos dos homens continuam respondendo pelos mesmos instintos de sobrevivência. Por que adoramos sorvetes e chocolates? Porque seguimos antigos dados genéticos que até podem ser contraproducente, mas como reproduzimos comportamentos de 70 mil anos, é difícil vencer essa tendência. Dá exemplos de que todos os animais possuem instintos implantados, e que o que o homem tem feito em termos de domesticação, tem quebrado impulsos como caminhar, procriar e outros e o animal expressa isso com tristeza. Os Homens que decidem as necessidades subjetivos dos demais animais. Decidimos o tempo que viverão e quando se reproduzirão.   O que é um algoritmo e como eles estão conectados com as emoções? Os algoritmos podem ser de diferentes níveis, um simples seria somar e dividir por dois para se ter a média, esses mesmos comandos podem ser dados a uma máquina de café. Alguns biólogos consideram os seres vivos como algoritmos que tem por princípio a sobrevivência e reprodução. Alguns fatores ainda não são mensuráveis como a necessidade do vínculo com os progenitores que o ser humano trata de determinar externamente. Essa interferência começou a ser voluntária a partir da Revolução Agrícola e estimulada pelas visões religiosas surgidas daí que colocavam o homem como centro do Universo. A História bíblica de Moisés, que já era um mito mesopotâmico do início da Revolução Agrícola, mostra como as crenças determinavam o homem como o único próximo aos deuses criadores, hierarquicamente superior a todos os outros seres vivos. Ahimsa é uma norma estendida a todos os seres vivos, enquanto o mandamento “Não Matarás” refere-se apenas aos humanos. Entretanto, sempre há uma hierarquia em que o homem fica acima da natureza. No caso, hindu, quando questionados sobre a indústria lacto, dizem que as vacas como seres sagrados têm o desejo de compartilhar seu leite com os humanos. Comparando o mito da maçã bíblica e a maçã de Newton, no primeiro caso, os homens foram punidos, mas Newton que teve curiosidade para investigar, viu abrir a sua frente um universo de conhecimento. O teísmo autorizava a subjugação dos animais em nome de Deus, hoje o mesmo tem como justificativa o humanismo, o homem é o centro de tudo e tem autorização para agir sobre os animais. Isso tem mudado, sendo que hoje há muita gente questionando essa supremacia humana. Estamos dando demonstração de cuidados com manifestações de vida conhecidas como inferiores, talvez por sentirmos que podemos estar indo para o mesmo caminho. Se uma forma de tecnologia com superpoderes pudesse matar outros homens pelo seu desejo, isso seria justo? Então, porque achamos certo fazer isso com animais?       Capítulo 3 a Chispa Humana   Não há dúvida que o ser humanos é a espécie mais poderosa do mundo. Mas será que somos seres especiais? Um dos principais conceitos que sustenta isso é o conceito de uma alma eterna que apenas os homens possuem. Isso contradiz tudo o que a Ciência já pesquisou. Outro argumento é que os outros animais não possuem experiência subjetiva. Descartes argumentava que os animais eram como máquinas. Na sua época, os cientistas faziam experimentos com cachorros vivos, pois não consideravam que esses animais sofressem, por mais que as evidências estivessem à sua frente.   Pesquisas recentes começam a observar quais áreas do cérebro são estimuladas a cada sensação, de forma que também podem estimular externamente a intensidade dessas sensações.   As sensações geradas na mente é que produzem os movimentos de liberação hormonal, mas isso não é essencial e tão pouco tem relação com os estímulos da matéria. O mundo subjetivo é formado pelas memórias das experiências passadas e uma projeção do que pode acontecer no futuro. Para os cientistas, não existe uma experiência acontecendo na mente que não esteja acontecendo no cérebro, o que passa em nossa mente é fruto de conexões geradas entre os neurônios. Descartes dava explicação da mente como uma máquina vapor, porque era a referência que tinham na época e tinham que seguir essa analogia. Atualmente usamos para essa analogia os processadores. Não há diferença científica entre a subjetividade e consciência dos animais e dos homens.   Chimpanzé com conciencia de si mesmo Uma vez que a Ciência não encontrou nenhum indício de que o Homem tenha uma alma imortal ou somente ele tenha experiências subjetivas, vamos entender porque o homem se desenvolveu mais que os outros animais. Um dos principais motivos é a capacidade de se organizar em grandes grupo com indivíduos desconhecidos. Fala sobre a queda do ditador comunista Nicolae Ceausescu em 1989 e o poder não for transferido ao povo, pois o povo não possui capacidade de se organizar rapidamente. https://youtu.be/wWIbCtz_Xwk A organização mais eficiente que havia, que eram partidos próximos do partido comunista. Eles destruíram Ceausescu, venderam as empresas do governo para seus companheiros e dominaram a elite do país. Por que só os homens conseguem se organizar tão bem? O Jogo do Ultimato, uma pessoa tem U$100 e pode dividir como quiser. O outro só tem duas opções, aceitar o quanto o outro lhe deu ou rejeitar, se rejeitar, nenhum dos dois ganha nada. Racionalmente você sempre daria 99 e o outro sempre aceitaria 1, mas por não achar justo, vários testes acabaram sem nenhum ganhar. O comportamento depende de conveniências sociais. Pesquisa com dois macacos e o pepino. Os exércitos de Frederico não o atacavam, pelas Ordens imaginadas. A realidade objetiva não depende de crianças ao contrário da realidade subjetiva. Intersubjetivo quando depende de outras pessoas e continuará existindo mesmo que uma pessoa pare de acreditar nela.