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pranayama


Dicas de Yoga | 3 mar 2021 | Daniel De Nardi

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA Eu e meu irmão começamos a praticar Yoga em 97 e juntos nos apaixonamos pela prática. Temos uma casa na praia de Ibiraquera que quando éramos jovens estava sempre lotada de amigos que iam para lá para surfar. Praticávamos todos os dias e nos finais de semana não era diferente. Só que nossos amigos não faziam Yoga então para não atrapalhar nossa disciplina, tínhamos a condição \"ou vocês praticam conosco ou terão que ficar em silêncio.\" Como adolescentes não sabem ficar em silêncio, preferiam praticar conosco. Um dia era eu que dava a aula e no outro o Lucas. Agora, graças ao Yogin App, poderei voltar a fazer a aula dele que certamente é um dos melhores professores do Brasil.   Assista ao depoimento das alunas que fizeram o curso de Formação de Yoga online do YogIN App

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 23 jan 2021 | Cherrine Cardoso

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu!

Hora de experienciar um retiro? Saiba como escolher o seu! Chegou aquele momento inevitável para todos os praticantes de yoga. Pipocam na sua timeline do Instagram, do Facebook, emails, anúncios de retiros para vivenciar práticas e os conhecimentos desta filosofia. Mas, qual será o melhor caminho para iniciar nestes encontros de fins-de-semana ou até mais longos? Precisamos te dizer que essa escolha é muito particular, como tudo no yoga. Dar pitacos e opiniões não agregará muito, ao contrário, poderá te deixar ainda mais confuso. Entretanto há como contribuir para que você se direcione as experiências que poderão somar aquilo que você já visa em sua busca interior. A começar por estar em uma escola ou um estúdio especificamente. Se você é um praticante que diversifica os locais em que pratica, isso pode te dispersar muito quanto às opções que te aparecem. Há muitos estúdios espalhados pela cidade e cada um deles tem uma linha de atuação e trabalho, e isso influi diretamente em como será o encontro do grupo. É importante que você tenha identificação com os profissionais que dão as aulas e que por ventura estejam ministrando vivências no retiro que escolher participar. Nós nos abrimos mais quando temos empatia por quem tem algo a nos ensinar e isso é uma das recomendações mais importantes, no meu ponto de vista. E isso só é possível se você cria o hábito de praticar mais no mesmo local. E desta forma, naturalmente, acabará por se inscrever nos eventos que são oferecidos por este lugar, se sentindo mais à vontade com as pessoas e professores. Um outro ponto importante a observar é o lugar em que o retiro será realizado. Quanto menos dispersões você tiver para além da programação proposta para o encontro, melhor! É muito comum quando estamos em hotéis, pousadas, perto de praia ou em lugares agitados, nos perdermos em dispersões que nada tem a ver com a proposta do evento. Sugiro que esteja atento a onde o evento será realizado. Não que durante o período, dependendo da proposta, não possamos optar por algo diferente de uma prática ou um curso, mas sem dúvida, se queremos imersão e aprendizado, o ideal é viajar para estes retiro com este foco. O outro aspecto que considero importante é a programação proposta. Quantas práticas terão? Quantas aulas ou cursos? Quais os temas propostos? Quem são os professores? Talvez você não tenha tempo hábil ou experiência ainda para saber se tudo isso acima representa aspectos positivos ou não. Mas se você já está mais presente no espaço em que pratica ou se conhece algum profissional que vá e possa te orientar sobre a seriedade do evento, isso já é uma valia para você decidir se vale a pena ou não. E os custos? Normalmente os eventos de fim-de-semana tem tudo incluído. Desde a hospedagem/alimentação até as práticas e o que a comporta a programação. E assim os valores podem girar numa média de 2 mil de sexta à domingo. Há mais caros e há mais baratos. Isso não torna o evento nem melhor e nem pior, tudo depende de como é a organização, local, profissionais convidados, e estrutura do local que acolherá o evento. Quando são fora da sua cidade há ainda os gastos de traslados, mas não serão muito alto. E o imprescindível para qualquer evento que participe: não vá com uma polaridade julgadora. Temos um péssimo hábito a querer olhar os pontos negativos antes dos positivos. Essa é uma síndrome muito ruim do nosso ego. Uma má formação da nossa personalidade mimada de achar que tudo deveria ser perfeito, quando nem mesmo nós o somos Sendo assim, para que você tenha uma linda experiência, vá de coração aberto a aprender. Aprender não só sobre yoga, mas sobre conviver com pessoas diferentes de você! Aprender com quem sabe mais que você sobre algo que é do seu interesse, ainda que você ache que não. Quando estamos receptivos, nossa conexão é positiva e mesmo que você não concorde com tudo que verá, extrairá apenas o melhor de tudo! E precisando de dicas extras, mande-nos emails que tentaremos ajudar com as opções que haverão ao longo do ano.  

Dicas de Yoga | 21 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais? Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

YOGA PARA INICIANTES - 6 DICAS PARA COMEÇAR
Dicas de Yoga | 13 jan 2021 | Daniel De Nardi

YOGA PARA INICIANTES – 6 DICAS PARA COMEÇAR

Yoga para iniciantes - 6 dicas para começar já! O começo de qualquer atividade é sempre um pouco estranho. Não conhecemos o meio em que vamos pisar, seus trejeitos particulares ou gestos ocultos. Mas também é sempre a possibilidade de novas descobertas, de outras aventuras e experiências. No final, conhecer algo novo sempre vale a pena, mesmo que seja apenas uma vez, mesmo que seja só pelo novo aprendizado. Iniciar a prática de Yoga é começar a entender um universo de conhecimento que vem crescendo por mais de cinco mil anos. É como acessar um site que vem sendo alimentado por usuários do mundo todo ao longo de séculos. Claro que você não fará o acesso todo de uma vez. Sun Tzu, autor de A arte da Guerra, falava sobre os cuidados que os guerreiros devem ter sempre que pisam em território desconhecido. É preciso ir aos pouco, mas neste caso o começo é bastante simples.   DESEJA SABER O QUE É O YOGA?   Qual melhor tipo de Yoga BLOG from YogIN App on YouTube. INVISTA EM UM BOM MAT Você já deve ter visto as pessoas andando de lá para cá com seus tapetinhos enrolados nas costas. Pois bem, o mat representa para o yogin o mesmo que uma bicicleta para um ciclista - o local onde ele vai viver suas alegrias daquela atividade. Com um tempo geramos uma relação afetiva com o objeto. Um bom mat ajudará muito na sua experiência, é um dinheiro bem gasto que vale a pena o investimento.   ENCONTRE UM LUGAR AGRADÁVEL A medida que você aprimora sua capacidade de foco e abstração dos sentidos, o local passa a ter menos importância, entretanto, especialmente para o iniciante, é essencial que o local de prática seja arejado, iluminado, de preferência pelo sol, limpo e quieto. Nas primeiras práticas, você precisará deste “isolamento” para poder prestar mais atenção no seu corpo, respiração e sensações. Quanto menos dispersão fora, mais experiências dentro.   DESLIGUE O CELULAR Mesmo que você vá usá-lo para colocar as músicas da aula, mantenha-o no modo avião. O Yoga acontece da pele para dentro. É preciso esquecer um pouco o turbilhão de coisas que estão acontecendo lá fora para se dedicar ao que acontece dentro. Deixe as dispersões para depois da prática, você terá muito tempo para elas.   new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();     VIVA NO PRESENTE Essa dica pode parecer um pouco clichê, mas não há nada tão importante para a qualidade da prática do que você estar com 100% da sua consciência no momento em que executa alguma técnica. Os efeitos do Yoga muitas vezes são sutis, sensações que nos ensinam sobre nós mesmos, e se você estiver pensando em outra coisa no momento em que essas sensações vierem à tona, elas escaparão como uma mão tentando agarrar o ar.   ESCUTE SEU CORPO Um dos objetivos da prática do Yoga é ampliar a consciência corporal, então, seria discrepante se o praticante não atentasse para os sinais que o corpo envia. Para o progresso dentro da prática é essencial o constante contato com esses sinais. Vejamos, por exemplo, a evolução dentro de um alongamento. Quando alongamos, o corpo precisa de um tempo, que varia de pessoa para pessoa, para começar a se soltar. Se o praticante não presta atenção nesse tempo, irá forçar o alongamento antes da hora e o corpo irá enrijecer num grau que não haverá força que fará ele evoluir no alongamento. É preciso que se respeite este tempo interno do corpo para cada modificação, desprezar isto é adiar em meses o progresso na prática. Além disso, ouvir o corpo é a garantia evitar qualquer tipo de lesão.     ANOTE SEUS PROGRESSOS Tenha um local onde você possa anotar seus progressos. Pode ser aqueles cadernos de anotação indianos que lembram os Moleskines ou uma página no Drop Box. Fazer anotações dos seus insights durante a prática ou de aspectos puramente físicos como o ponto em que suas mãos tocaram as pernas em determinadas posições possibilitará um acompanhamento mais preciso da sua evolução na prática. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 20 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Para Soltar o Próximo Passo

Para Soltar o Próximo Passo Muito se fala e faz na comunidade do Yoga em relação a abertura dos quadris. Essa flexibilidade é fundamental para permitir a meditação sentado por longos períodos sem desconforto. A mobilidade de quadril também é um ponto importante para a saúde e estabilidade da coluna, nossa habilidade de andar e a boa postura. Nos encontramos em postura sentada no nosso dia a dia por muitas horas seguidas, trabalhando, vendo tv ou no trânsito, o que encurta os flexores do quadril, tensiona os rotatores e enfraquece os músculos glúteos. E quando escolhemos nos exercitar, acabamos selecionando atividades que acabam tensionando ainda mais essa musculatura como ciclismo, corrida ou trekking. E para o Yoga, muito além de comprometer a saúde física, quadris rígidos representam emoções armazenadas. Há quem considere os quadris a lixeira emocional do corpo. Medo e tristeza não processados, são jogados para lá. Pense em qual a reação mais natural do seu corpo ao se sentir ameaçado ou receber uma notícia devastadora. Curvar-se recolhendo os joelhos dobrados e fechando o peito, não é? Para se defender ou chorar, não importa, adotamos a mesma postura fetal, contraindo os flexores do quadril. A rigidez do quadril está muito ligada a dificuldade de processar o passado e encarar o futuro. Quadril preso segura o “próximo passo”. A rigidez na parte da frente é relacionada ao futuro, sobre viver a nossa verdade e não expectativas externas, enquanto a parte de trás, glúteos e inferior das costas mostra um apego ao passado. Nos quadris também guardamos emoções mal processadas em relacionamentos. Todo o tipo, inclusive com nós mesmos, demonstrando uma incapacidade de nos amarmos completamente. Você está pronto para enfrentar suas emoções “jogadas para baixo do tapete”? Então pratique. As sequências de asanas em geral possuem foco no trabalho do quadril. Posturas de pé e sentadas movimentam a articulação da área liberando pouco a pouco essa tensão. Eu uso algumas preparações para a abertura e liberação de quadril para dar uma movimentada no prana. Costumo fazer em momentos sem pressa, onde posso estar consciente e presente, como, por exemplo, entre as aulas. Não há nenhum objetivo de desempenho ou grandes alinhamentos, é só um momento de soltar e se preparar para o novo. Nem sempre faço todos os movimento, às vezes seleciono apenas um, aquele que meu corpo pede, mas quando me disponho a completar minha sequência, começo sempre do mais simples e gentil e deixo aqueles que exigem mais presença para o final. Me acompanhe: Começo minha jornada rumo a liberação das emoções presas fazendo uma leve flexão a frente com as pernas cruzadas. Inspire crescendo a coluna e curve-se nas canelas exalando. Solte os braços no chão e permita a gravidade te empurrar, curvando suavemente a coluna direcionando a testa ao chão. Inspire levantando lentamente até retomar seu alinhamento. Troque a posição das pernas e repita. Retome sua cruzada de pernas costumeira e mantendo os ísquios no chão e faça giros no quadril sentindo a mobilidade da cabeça do fêmur. Gire algumas vezes para o lado direito e a mesma quantidade para o esquerdo. Variação de Bharadvajasana - Estique as pernas e traga sua perna direita em meia-lótus, ou seja, com calcanhar em cima da virilha esquerda. Dobre sua perna esquerda para fora, levando calcanhar ao lado esquerdo do quadril. Dorso do pé esquerdo no chão, tente manter os dois lados do quadril no chão. Se possível, pegue seu pé direito levando a mão direita por trás das costas e faça um gancho no dedão do pé com indicador e médio das mãos como na imagem abaixo. Se não é possível fazer o gancho, relaxe as mãos ao longo do corpo e se concentre no quadril. Faça algumas respirações e repita para o outro lado. Quadradinho - Sente-se e cruze as pernas alinhando o joelho direito em cima do tornozelo esquerdo e o joelho esquerdo em cima do tornozelo direito. Se o joelho superior estiver levantado acima do tornozelo inferior, coloque um travesseiro ou bloco sob o joelho levantado para que você possa relaxar o quadril. Se os joelhos estiverem confortavelmente apoiados nos tornozelos, leve o corpo a frente tentando enganchar os cotovelos na frente das canelas para fazer um gancho. A intenção é deitar o abdômen nas pernas. Para isso, mantenha seu baixo ventre sugado na inspiração e cresça a parte baixa das costas ganhando espaço para ir mais a frente.   Em todos os casos, descendo ou não, mantenha a base da coluna longa, empurrando os ísquios no chão. Após 10 respirações, suba o tronco inspirando e torça exalando levando seu cotovelo esquerdo acima do joelho direito com as mãos em prece. Uma mão faz pressão na outra e cotovelo empurra o joelho. Sim, nas primeiras tentativas será muito desconfortável para a maioria das pessoas, mas não tente empurrar seu joelho para baixo, se concentre no gancho da torção do tronco. Mais 10 respirações e repita tudo para o lado esquerdo. Badhakonasana - Sente-se com solas dos pés unidas e joelhos afastados. Use seus dedões para abrir as solas dos pés em direção ao teto. Cresça a coluna em uma inspiração e desça tentando levar o umbigo ao chão, não a cabeça. Se já é muito forte tentar abrir as solas dos pés e descer os joelhos ao chão com a coluna alongada, fique nesta etapa. E se por outro lado, descer o umbigo, leve o queixo ao chão, sem curvar a coluna. Depois de 5 a 10 respirações, suba inspirando, junte os joelhos e prepare a próxima. Virasana - Joelhos no chão, pés afastados mais que a largura do quadril, dorso dos pés no chão, sente-se entre os pés. Calcanhares colados ao quadril, não deixe-os abaixo, sentando sobre seus pés. Coluna longa. Se não há conforto nos joelhos, use um bloquinho para elevar o quadril, mas mantenha os alinhamentos. Se é muito confortável, intensifique deitando o corpo para trás no chão e alongando a parte frontal das coxas. Depois da sequência gosto de escutar meu corpo e me sentar por instantes da forma que for mais confortável naquele momento. Ao enfrentar trabalhos de abertura de quadril, vá devagar, com cautela e gentileza consigo. Pode ser que seja necessário algum tempo de prática constante de asanas para que você sinta essa liberação, que pode vir como uma leveza do peso a ser retirado, mas pode vir também através das lágrimas. Não é incomum posturas de abertura de quadril e peito provocarem o choro, não segure, não se assuste, mas não se identifique. Aceite essa emoção liberada e siga com a sua prática, ao finalizar virá a sensação de leveza esperada. Pronto para liberar o próximo passo. Namastê   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 1 dez 2020 | Daniel De Nardi

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? – Yoga Falado#24

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? - Yoga Falado#24   Professores de Yoga costumam falar bastante sobre a utilização das técnicas, especialmente as respiratórias, no controle das emoções. Embora as evidências do que já vivenciei e os depoimentos dos meus alunos já sejam suficientemente fortes para afirmar que isso de fato funciona, fui atrás de alguma pesquisa científica que provasse isso. Pesquisas científicas não são tão comuns no Yoga e o motivos é que não há um real interesse por parte de quem normalmente financia este tipo de trabalho - Estado e indústrias. Nenhum remédio novo será desenvolvido com o que será descoberto (pode ser até que alguns tornem-se inúteis), nenhum aparelho novo poderá ser vendido, acho que deu para entender. Para nossa sorte, há alguns voluntários comprometidos em trazer à luz da ciência aquilo que acontece em cima dos mats. Muitos desses estudos foram apresentados por William J. Broad, articulista do New York Times e autor de A Nova Ciência do Yoga.      Leia mais sobre exercícios respiratórios aqui. Esta pesquisa foi realizada por Khalsa, yogin e neurofisiologista da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.   \"Khalsa trabalhou em estudos talhados para verificar se o ajustamento do estado emocional poderia ter benefícios demonstráveis para carreiras e estágios diversos da vida. Um centrou-se em músicos. Khalsa fez sua investigação com professores de Kripalu e focalizou a pesquisa em um renomado estabelecimento logo na rua dos centros de yoga de Berkshire — Tanglewood, a casa de veraneio da Orquestra Sinfônica de Boston e sua academia de estudos avançados para jovens músicos. O objetivo era verificar se fazer yoga poderia ajudar os iniciantes a dominar uma fobia de palco em geral, e, mais especificamente, ter um melhor desempenho diante do público exigente que ia à Tanglewood para os concertos de verão. Em 2005, Khalsa e Stephen Cope, de Kripalu, recrutaram dez voluntários dos prestigiados programas de bolsistas de Tanglewood. Os cinco homens e cinco mulheres tinham idades entre 21 e 30 anos, a média logo acima dos 25 anos. Isso incluía cantores, assim como aqueles que tocavam violino e viola, trompa e violoncelo. Por dois meses, os dez voluntários seguiram o treinamento de Kripalu. As opções incluíam sessões matinais e vespertinas sete dias por semana, uma sessão noturna semanal, uma sessão de meditação de manhã cedo e refeições vegetarianas em Kripalu. A pesquisa também incluía bolsistas recrutados como integrantes do grupo de controle que não tinham treinamento em yoga. Os resultados, embora não sensacionais, eram estimulantes, como Khalsa e Cope relataram em seu artigo científico de 2006. O artigo avaliava a performance da ansiedade que os músicos sentiam nas sessões de ensaios, de prática em grupos e em solos. Os yogis não apresentaram diferenças do grupo de controle em ensaios e na prática em grupo, mas de fato demonstraram uma impressionante queda da ansiedade durante os solos. Isso fazia sentido, Khalsa e Cope observaram. A pesquisa mostrou que tal nervosismo era baixo durante os ensaios, moderado em práticas em grupo e alto nas performances solo. Ele e Kripalu responderam com uma pesquisa expandida. Trinta jovens músicos fizeram imersões no yoga, meditação e Kripalu. E se revelou que a prática de dois meses deixou o estado emocional deles ainda mais elevado. Em 2009, Khalsa e seus colegas relataram que os músicos yogis, comparados ao grupo de controle, exibiram provas evidentes de não apenas menos ansiedade nas apresentações, mas significativamente menos raiva, depressão, ansiedade geral e tensão. Eles adoraram aquilo, como os seus antecessores. Além disso, os cientistas rastrearam os alunos um ano após o programa de verão e perguntaram se a vida deles tinha mudado. A maioria relatou que continuou fazendo yoga e meditação, e que toda aquela experiência tinha melhorado suas habilidades em apresentações.\" Quem já experimentou a redução do nervosismo antes de uma competição ou de uma entrevista importante sabe exatamente o que Khalsa provou. Usar as técnicas a seu favor neste momento em que as pessoas literalmente não sabem o que fazer torna-se um grande diferencial competitivo. Experimente!     Ouça também via:

Urdva Dhanurasana
Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

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