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Urdva Dhanurasana
Dicas de Yoga | 28 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Disciplina é Liberdade

Disciplina é Liberdade! Te parece estranho ouvir que a disciplina pode te levar a liberdade? Talvez porque você tenha comprado a ideia de que a liberdade é fazer tudo que tem vontade, não é? Comer o que quer, ir onde tem vontade, só fazer o que gosta. Você já parou para pensar as consequências disso? Na vida real, não existem ações sem consequências. Se você tem um objetivo, precisa fazer escolhas e abrir mão de alguns prazeres momentâneos em nome de algo maior. Patanjali parece já ter percebido isso, há séculos atrás, quando compilou o primeiro grande tratado de Yoga e descreveu o caminho para liberdade em 8 passos, ou o Ashtanga Yoga. No Yoga sutras, Samadhi é considerado o objetivo do Yoga e são apresentados alguns passos que devem ser seguidos para se chegar lá. Samadhi é a libertação do ego, a absorção em purusha, o degrau mais alto dos oito. Para chegar em Samadhi, Patanjali descreve passos que determinam limites e exigem disciplina. Na verdade, o caminho para Samadhi, ou, o Yoga, começa com disciplina. Os dois primeiros passos, inclusive, são aqueles que te ajudam a construir a estrutura, a base para o caminho. São aqueles que ninguém vê, mas que se fazem fundamentais na jornada. Estes passos estabelecem limites, controles e restrições para que seu comportamento interno, consigo mesmo e no relacionamento com os demais, seja ajustado de forma a te direcionar corretamente até a libertação. Segundo Patanjali, nossa mente conturbada, agitada e indisciplinada é impura, nos impedindo de ver a verdade. Como o lago que quando com ondulações não fornece um reflexo nítido. A proposta do Ashtanga Yoga é a correção da mente através desta disciplina para que estejamos prontos para aplicar os passos práticos. Em ordem, os passos do Ashtanga Yoga são: Yama - O controle dos impulsos naturais que se manifestam através de nossos órgãos de ação Niyama - As disciplinas ou observâncias internas que o Yogi deve seguir. Asana - As posturas psicofisicas Pranayama - O controle do prana através de respiração consciente Partyahara - A Abstração dos sentidos Dharana - A concentração Dhyana - A meditação Samadhi - A libertação Yama e Niyama preparam o praticante a lidar consigo mesmo e estar pronto a aplicar asana e pranayama, que por sua vez, equilibram o fluxo da energia no organismo, e o preparam para as técnicas que seguem. Por exemplo, como sentar em meditação para trabalhar os próximos passos se seu quadril é tão rígido que não permite relaxar com a coluna alongada? Até este ponto, as etapas sugeridas por patanjali preparam o corpo fortalecendo o sistema nervoso e melhorando a qualidade da respiração e o emocional controlando pensamentos e atitudes para que o Yogin possa chegar a etapa central que fica entre as esferas de trabalho externo e interno do caminho - Pratyahara. Pratyahara é a transição entre o corpo (asana e pranayama) e a mente (dharana). Esta abstração dos sentidos tem o objetivo de te levar de fora para dentro. ignorar a influência dos objetos internos te deixa absorto na sua mente para Dharana. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A partir daqui tudo acontece internamente e os três próximos passos são chamados de Samyama e acontecem consecutivamente, como um sendo o aprofundamento do outro. Em Dharana, seu trabalho é se concentrar em um ponto só, limitando a atividade da consciência. Em Dhyana, o objeto de concentração ocupa sua atenção parando o fluxo de pensamentos para então chegar em Samadhi e a união com o objeto e o ato de meditar se concretizar. Em Samadhi, o contemplador é absorvido na consciência universal, livre do ego. Como qualquer caminho, o início é sempre mais difícil. É necessário fazer as alterações de comportamento e renúncias (Yamas e Niyamas), a aplicação de práticas que tornem possível trilhar o caminho desejado, (Asana, Pranayama e Pratyahara), para então começar um processo progressivo e mais fluido na direção correta (Samyama) até o objetivo final. O caminho tem sempre a mesma estrutura básica, não importando seu objetivo. O grande impulso para a disciplina é saber qual o caminho você quer trilhar. A verdadeira liberdade está em seguir tudo que você escolheu. A vida sem limites e disciplina não te faz livre, te faz escravo dos desejos e dos sentidos. Se você quer correr uma meia maratona não vai poder sair com os amigos toda noite e beber, se você quer ter um diploma universitário vai abrir mão de muitos programas e até oportunidades durante o período de estudo. Controlar o passageiro visando o objetivo maior. Assim é, no Yoga e na vida. O domínio de si é instrumento para a liberdade. Não importando se seu objetivo é a libertação espiritual ou qualquer outro na vida material, a disciplina e o autocontrole são instrumentos para manter o caminho claro. A liberdade exige disciplina até que não haja mais necessidade de esforço em abrir mão do que não te leva ao seu caminho. Se você segue seu interior, seu desejo íntimo, nada mais é sacrifício, é feito com coração, com verdade. E então você é livre.    

Dicas de Yoga | 26 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Para Incluir a Prática na sua Rotina

Para Incluir a Prática na sua Rotina Eu sempre recebo perguntas sobre como manter a prática ou como retomar após um tempo parado… Acredito que por ser praticante de Ashtanga Yoga e me beneficiar da prática diária e individual, as pessoas imaginam que eu saiba a “receita”. Digo receita por que nossa sociedade atual espera tudo pronto e fácil como se juntar ingredientes fosse fazer funcionar, quando na verdade, a mudança de hábitos é uma responsabilidade e um caminho exclusivamente seu. Sabe, eu nunca tive muitas dificuldades em ter disciplina, e provavelmente esta característica é até mesmo um defeito meu. Não se permitir falhar é um fardo grande onde não existe perfeição. Mas nessa luta para equilibrar tanta disciplina entre Tapas (autodisciplina) e Ahimsa (a não violência), eu estou aqui escrevendo para ajudar meus colegas Yogis que tem a dificuldade contrária, de criar novos hábitos, sair da zona de conforto, na intenção de dividir um pouco desse fogo transformador. A autodisciplina também faz parte dos 8 passos do Yoga descrito por Patanjali no Yoga Sutras. Tapas é um dos 5 Nyamas, as observâncias internas que o Yogi deve ter para seguir com sucesso o caminho do Yoga. Tapas é o esforço envolvido em todo processo de transformação, muitas vezes descrito como o fogo que queima as impurezas. É fazer o que deve ser feito, porque sim. Sabe quando, na infância, sua mãe te mandava fazer algo sem escapatória? Então, Tapas é sua mãe mental, que não deixa seu cérebro entrar na zona de conforto e comanda a execução do que é necessário.   “Tapas são disciplinas, na forma de votos ou decisões que negam a você mesmo alguma coisa que você gosta. Através da disciplina nasce o poder de lidar com os pequenos sofrimentos da vida diária aqui descritos como impurezas“ Gloria Arieira - O Yoga que conduz à plenitude   Certamente você usa essa autodisciplina diariamente para executar tarefas como sair para o trabalho no horário, escovar os dentes e etc. A principal dica que posso dar é que você encare sua prática como uma destas tarefas que são obrigatórias e naturalmente ela se tornará um hábito. Se você pratica em estúdio de yoga ou academia, realizar a matrícula como comprometimento inicial é muito fácil, mas ainda há o desafio de comparecer às aulas. Algumas das dicas abaixo também ajudarão quem precisa sair de casa para praticar, mas a intenção deste artigo realmente é ajudar aquelas pessoas que praticam em casa, e que enfrentam um desafio ainda maior de manter seu comprometimento mesmo distante dos olhos alheios. Então, vamos à elas:   Estabeleça um objetivo Não pratique Yoga para conseguir fazer posturas específicas. Existem atividades físicas muito mais eficientes para te ajudar a se tornar um contorcionista ou um expert em parada de mão. Se praticar pelas posturas a desistência será quase certa. Alguns dias seu corpo vai estar incrivelmente flexível e vai te dar prazer executar asanas difíceis, no outro será penoso tentar as mesmas posturas que você já está acostumado a fazer. O que vai te fazer manter a prática mesmo passando por uma fase física ruim, como durante o tratamento de uma lesão, por exemplo, é seu objetivo. Pratique com um objetivo maior e compreenda que a prática diária é um comprometimento de longa data com você mesmo e sua evolução. No início seu objetivo pode ser algo mais simples como relaxar para dormir bem, mas sua prática pode ser sua terapia, sua reza, seu auto-estudo e tudo ao mesmo tempo. Entenda o porque você quer praticar e mantenha esse foco em mente. Mantenha um horário fixo e pratique diariamente. Mesmo que por pouco tempo, comparecer em seu tapetinho todos os dias no mesmo horário estabelece um hábito. Idealmente se pratica de manhã, ao acordar, em jejum. Sim, o ótimo é inimigo do bom, e da mesma maneira que você não vai deixar de praticar se tiver somente 15 minutos livres, não deixe de praticar se seu cronograma não permite uma prática matutina.   Ajuste seu tempo de prática com suas atividades diárias e determine o melhor horário para este compromisso. Você pode ter 2hs para executar asanas 3 dias da sua semana, mas nos outros dias tudo que você consegue são 15 minutos de meditação, e tá tudo bem! Sabe aquele dia em que você jura que não consegue praticar, seja por cansaço, dor no corpo, doença ou estresse? Pratique! Talvez você se surpreenda com a sua prática neste dia, talvez você tenha um colapso emocional e traga a tona o que era preciso para se renovar energeticamente, ou talvez você desista no meio e deite no sofá. O importante é não criar expectativas de como sua prática vai se desenrolar, o foco aqui é praticar diariamente. Simplesmente faça! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Siga uma orientação precisa Não espere acordar antes do necessário para sua rotina diária e estar disposto a desenvolver uma prática do zero. Receita para o fracasso é acordar mais cedo ou chegar em casa cansado de um dia de trabalho e não estar certo do que vai fazer. Se você pretende seguir o caminho da prática em casa, e não pode assistir as aulas ao vivo do YoginApp, opte por seguir um método com séries fixas, como o Ashtanga ou utilize video aulas. Praticar por aulas gravadas traz um trabalho extra de programação do que você pretende fazer com certa antecedência. Crie uma lista com 5 aulas para a semana, por exemplo, e siga durante 1 ou 2 meses, depois renove sua lista para os próximos meses. Crie um ritual: Tome banho, acerte o nível de luz e acenda um incenso, ou qualquer outra coisa que faça você se conectar com o momento. Tomar um banho antes de praticar é realmente uma dica importante que dou para meus alunos. Retirar a energia pesada do sono ou de tudo que ocorreu durante o dia do seu corpo através de água corrente é renovador. E nunca pratique na cama ou com a mesma roupa que usou para dormir. Se puder, deixe tudo semi-pronto para o horário em que você se comprometeu, talvez seu tapete já estendido no chão e sua roupa de prática dobrada na bancada do banheiro para quando você acordar ou chegar em casa. O “cenário” funcionará como um gatilho para o seu cérebro fazendo-o lembrar da recompensa, que é como você se sente ao final da prática Pratique a presença e esqueça passado ou futuro no momento que antecede sua prática. A expectativa de sucesso ou fracasso baseada em experiências prévias ou a esperança de futuro podem contribuir para a procrastinação. Se você é daquele tipo de pessoa que vai começar na segunda, esquece. Inicie já. Sempre haverá um amanhã na sua mente para você adiar seus planos, mas seu corpo não conhece os dias de semana. Seu corpo está sempre no presente, ele não conhece esse seu amanhã, aprenda com ele. Pratique sempre como se fosse a primeira e última vez. Você conhece o plano das 24h dos alcoólicos anônimos? Ou, “só por hoje”? Trabalhe com expectativas de curto prazo e diariamente aplique a mesma meta. Se por acaso você falhar com seus compromissos em um dia, retorne no dia seguinte novamente como único, primeiro e último.   E acima de tudo, trabalhe sua auto-estima. Estar no tapetinho diariamente é uma demonstração de amor próprio. Não se esqueça de que praticamos também para nos tornarmos melhores para todos, partindo do princípio que nos tornamos primeiramente melhores para nós mesmos. Apesar de ser uma jornada solitária e desafiadora, a prática diária te torna altamente conectado consigo e independente.   Boas Práticas!  

pranayama respiração
Filosofia do Yoga | 23 nov 2020 | Fernanda Magalhães

O primeiro de oito passos – Yama

O primeiro de oito passos - Yama   Ainda seguindo nossa temática sobre os Yoga Sutras de Patanjali, hoje nosso texto vem trazer o primeiro passo a ser dado em direção a transformação mental. No segundo capítulo dos Sutras, Patanjali aborda o processo espiritual em oito etapas de desenvolvimento (ashtanga), onde Yama é a primeira. Yama (sanscrito) é uma palavra que deriva da raíz YAM, que significa refrear, domar, dominar. Por isso pode ser comparado com restrições, por descrever o que deve ser evitado para o crescimento espiritual. “ahiṁsāsatyāsteyabrahmacaryāparigrahāḥ yamāḥ” - Yoga Sutras de Patanjali, 2:30 Não agir com violência (ahimsā); falar a verdade (satya); não roubar (asteya); não desvirtuar a sexualidade (brahmācārya); e não praticar o apego (aparigrāha) tratam das nossas relações com o mundo..  Os domínios a serem refreados com conhecimento dos Yamas referem-se aos impulsos naturais e inerentes dos seres vivos, que se manifestam através dos cinco órgãos de ação: braços, pernas, boca, órgãos sexuais e excretores. Estes instintos, se soltos e desregrados, provocam como consequência, o sofrimento. São considerados códigos de ética do Yoga por permitir que se viva em paz e harmonia com tudo que nos rodeia. Por trazer esse benefício em relação a vida em sociedade ao serem seguidos, os Yamas às vezes são confundidos com regras como as morais e religiosas. Esta comparação não reflete a verdade, pois o principal objetivo de Yama é eliminar perturbações mentais e emocionais e tornar o pensamento coerente.  Como estar com a mente centrada se há preocupações em relação às suas ações perante outro ser? Pessoas com saúde mental não encontram a paz se mentem, roubam e causam danos a outras pessoas. É preciso limitar as perturbações antes de prosseguir no caminho do controle da mente. Mas essa mudança precisa vir de uma busca voluntária e tolerante consigo mesmo. Ahimsa por exemplo, a não violência, precisa começar consigo mesmo se privando de hábitos destrutivos, pensamentos negativos e emoções reprimidas. As vezes, colocar muito esforço em uma postura de Yoga pode ser uma forma de violência.  Não é simplesmente uma forma passiva de não violência ao refrear seus impulsos, mas sim uma mudança interna refletida no exterior e na relação com o outro. Assim também acontece com todos os demais Yamas. Como falar a verdade (satya) se não a conhecemos? A “sua” verdade é real ou estabelecida pelas convenções do seu meio social?  Para não criar máscaras e assumir comportamentos hipócritas, antes precisamos praticar o autoconhecimento.  Asteya - não se apropriar do que não te pertence nasce na libertação do desejo naquilo que não é seu. Tem muita proximidade com aparigraha, o não apego. Se não há desejo pelo o que está além do essencial, não há desejo posse do que não te pertence. Bens materiais, status social, memórias, pensamentos, sensações, aversões e finalmente, outros seres vivos, o que te pertence? Revendo os conceitos do que realmente te pertence, se nessa existência tudo é passageiro, estamos todos temporariamente utilizando os objetos materiais, incluindo nosso próprio corpo?   Brahmacharya é reconhecer que a energia sexual é tão preciosa que não deve ser desperdiçada, mas sim direcionada para a criação. E isto pode não ter relação com o ato sexual. Há muitos celibatários que não praticam brahmacharya. Então para mim, os yamas são muito mais do que codigos de etica. São reflexos de uma mudança interna de desprogramação de condicionamentos resultantes de ideologias, tradições e valores impostos pela sociedade dando uma liberdade além dos preconceitos. Reflete a forma com que nos relacionamos conosco para que possamos transbordar para o outro, demonstrando essa consciência e solidariedade.  Yama é o inicio e a base da reforma interna.    Namastê!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Respiração Ujjayi
Dicas de Yoga | 16 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Ansiedade?

Yoga é para Ansiedade? Você certamente já ouviu anunciar uma aula de Yoga para ansiedade ou foi, ou conhece alguém que foi, direcionado para o Yoga como tratamento coadjuvante para ansiedade, não é mesmo?   Quantas pessoas chegam a sala para a primeira prática de Yoga e dizem: eu vim porque preciso relaxar.   E por que será que não simplesmente deitam em seus sofás ao invés de suar copiosamente durante uma ou uma hora e meia? Não seria mais relaxante não fazer nada?   A grande questão é que estas pessoas não estão cansadas somente fisicamente, estão cansadas de suas próprias mentes, ou, da falta de controle sobre elas. A mente comanda a nossa vida ao invés de ser comandada por nós quando estamos inconscientes, e isso é exaustivo.   Ansiedade, medo e preocupação são essenciais para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Não conseguir dormir direito na noite anterior a prova, olhar o celular toda hora aguardando uma resposta importante ou sentir o coração pulsar mais rápido antes de falar em público são aquelas ansiedades pontuais e comuns a quase todos durante a vida.   O grande problema é que acabamos nos identificando com essas emoções passageiras e transformando-as em sofrimento. É como se essa identificação fosse o alimento para os pensamentos que se multiplicam e perdem o controle. A mente cria uma realidade paralela ao agora enquanto vislumbra um futuro e nós nos permitimos nos envolver completamente com este devaneio, podendo chegar a expressar fisicamente esse descontrole através de batimentos cardíacos acelerados, visão turva, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, formigamentos e etc.   Se você nunca teve uma crise de pânico, se considere sortudo pois, segundo a OMS (organização mundial da saúde), 33% da população mundial sofre de ansiedade e 4% é diagnosticada com sindrome do panico, fazendo com que as doenças mentais sejam consideradas o mal do século.   Se são o mal do século, como podem ser tratadas com aplicação de uma filosofia milenar? Como pode existir esse “Yoga para ansiedade”?   O Yoga exercita a presença através do controle dos vrittis “Yogash chitta vritti nirodhah” - Yoga é o controle das flutuações da mente.   Nos Sutras de Patanjali, são descritos 5 tipos de Vrittis: pramana, os meios de conhecimento válido; viparyaya, o erro; vikalpa, a fantasia; nidra, o sono e smrtayah, a memória.   “Vrttayah pancatayyah klistaklistah” - “estas modificações da mente são de cinco tipos; são causadoras de sofrimento e não causadoras de sofrimento” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.   Vamos nos concentrar no terceiro tipo de Vritti, a fantasia ou Vikalpa. Essa fantasia é algo criado na nossa mente sem a presença de um objeto. É como quando alguém te fala de outra pessoa e quando você finalmente a conhece ela não tem nenhuma relação com a imagem mental que você havia feito dela. A imagem mental não é real é Vikalpa.   Assim funciona a nossa mente com ansiedade, criando diversas imagens mentais, fantasias. A mente está hiperativa, turbulenta, descontrolada. Não é possível enxergar a realidade com discernimento. Identificados com nossos pensamentos, crenças, medos, condicionamentos e sentimentos acreditamos em uma realidade fantasiosa e sofremos. E se… eu ficar sozinho, perder o emprego, ficar doente? E se…   O objetivo da prática de Yoga é cortar esse “e se” trazendo a conexão mente-corpo de volta. Sendo a ansiedade o excesso de futuro, trazer a mente para o agora se torna remédio. Mesmo que sua mente viaje entre lembranças e expectativas, o seu corpo está no agora. Não há outro tempo onde seu corpo possa estar.   Nos sutras de Patanjali são apresentados caminhos para o controle destes movimentos mentais e no I:12 é dito que “ o controle daqueles movimentos da mente se dá pela repetição e pelo desapego”. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A prática de asanas exige que você esteja conectado ao presente, ao corpo, sem esperar nada da próxima postura ou até mesmo da próxima respiração (desapego). Se você luta contra seu corpo, você se machuca e tudo se torna mais difícil. As lesões acontecem quando você realiza asanas sem Yoga, porque a mente não está conectada ao corpo, está no futuro, buscando desempenho.   “Você observa o que é sem preferência pelo que surge. Se o pânico estiver presente, você observa que o pânico está presente. Se a felicidade está presente, Você observa que a felicidade está presente. Mas você não luta contra o negativo e não se apega ao positivo. Você simplesmente permanece na experiência conforme ela se desdobra. Você aprende a estar totalmente presente.” - Kino MacGregor   Além de tudo, a prática de ásanas ajuda a alongar e liberar a tensão muscular provocada pela ansiedade e junto com a meditação são ferramentas aplicadas ao nível físico que exercitam a atenção no momento presente, quebrando a elaboração das fantasias mentais.   Os exercícios respiratórios são outra ferramenta de controle mental que trabalha também o prana. Reduzindo a velocidade da respiração e a tornando consciente, reduzimos a velocidade da atividade mental e dos pensamentos descontrolados, permitindo que a calma nos abrace.   A disciplina do Yoga (repetição) te torna forte para comandar sua mente e controlar os desvios da realidade. Com a experiência da presença, é desenvolvida uma percepção antecipada de que estamos em estado de inconsciência.   Eu tive minha primeira crise de ansiedade há alguns meses. Coração acelerado, falta de ar, tontura. Me disseram que eu estava pálida e parecia que eu ia parar de respirar. Há alguns anos atrás, poderia ter entrado em desespero, mas eu respirei, e só soube que tudo não aquilo passava de uma identificação minha com os vrittis por causa do Yoga. Se eu reconheço a minha mente como um animal selvagem a ser domado, posso escolher doma-lo. Mesmo que às vezes esse instinto selvagem possa dar o ar da graça. Sim, não nos tornamos invencíveis quando praticamos, apenas ganhamos conhecimento para o controle destas turbulências naturais da mente.     Já existem diversos estudos comprovando que o Yoga é eficaz no alívio da ansiedade. Mas não existe esse tal Yoga para ansiedade. Yoga é presença e “qualquer Yoga” que você faça, vai te dar as ferramentas para trabalhar os pontos deficientes dos seus processos mentais que desencadeiam a ansiedade.   O Yoga nos ensina quem realmente somos. Não somos emoções, pensamentos e lembranças, portanto, podemos dominá-los.   Apenas respire.  

Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 | Adri Borges

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Filosofia do Yoga | 7 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Muladhara

Muladhara No artigo passado falamos sobre a relação entre as posturas de pé e o chakra básico, o muladhara chakra. O chakra básico, sendo o primeiro da fila, está mais conectado ao material, à terra e nossas necessidades de sobrevivência. Se nosso objetivo no yoga é crescimento espiritual, tendemos muito a valorizar os chakras superiores, que estariam ligados à iluminação, dando pouca atenção aos chakras inferiores. Mas calma, vamos passar rapidamente por alguns conceitos sobre os chakras para compreender a importância da nossa raiz. Chakras são os vórtices circulares de energia espalhados por todo nosso corpo energético. Sete deles, são os mais importantes e estão posicionados em sete pontos diferentes ao longo da coluna vertebral. Eles são carregados e recarregados através do contato com a corrente de energia cósmica na atmosfera ou Prana. Então, considerando o alinhamento dos sete principais chakras na coluna é como se possuíssemos um tubo que permite a energia subir e descer do topo da cabeça a base do assoalho pélvico. Podemos considerar que somos como flores, nos voltamos a luz pelo topo, mas nos alimentamos da terra a partir da base. Essa conexão entre nossa raiz e a luz é feita nesse “tubo de energia”. Nosso nosso tubo energético “entope” ocasionalmente por causa de questões emocionais, causando problemas físicos ou mentais. Estes problemas podem se apresentar na forma de fechamentos emocionais e físicos. Como os ombros para frente e para baixo de quem está deprimido e sentindo-se só, “protegendo” seu chakra cardíaco. Ou com a hiperatividade de um chakra laríngeo, por exemplo, que faz uma pessoa falar demais deixando-a com dificuldade de ouvir o outro. Podemos cuidar para manter livre o fluxo de energia através do equilíbrio entre os sete chakras através da prática de asanas, pranayama e meditação. Nosso chakra raiz, que fica na base da coluna, simboliza nosso relacionamento com a terra e com o material, influenciando nossa vitalidade, paixão, vontade de viver e instinto de sobrevivência. Está relacionado com nossos sentimentos mais básicos e primários e instintos primitivos. Ele traz a necessidade do pensamento lógico e da ordem em nossas vidas. Há também uma relação deste chakra com nossas estruturas de sustentação, pés, pernas, quadril, coluna, ossos e músculos. Por isso, um muladhara chakra desequilibrado gera insegurança.   Nosso primeiro chakra carrega registros de nossos ancestrais e praticamente todos experimentamos desequilíbrio neste chakra iniciando a existência a partir de memórias de guerra, fome e desastres naturais. Passando de geração a geração padrões inconscientes. O mais instintivo de todos os chakras, é o que inicia a reação de fuga frente a uma ameaça. Quando em desequilíbrio, gera a resposta de reação a ameaças não reais, incluindo as reações aos padrões inconscientes herdados de gerações anteriores e grupos sociais onde estamos inseridos. Pessoas com mente inquieta possuem dificuldade de “aterrar”, necessitando de estímulos para este chakra. Como dito no texto da semana passada, vivem mais na mente do que no corpo gerando dificuldade de materializar as ideias.   Clique abaixo e conheça o Curso - Práticas para os Chakras       Muita atividade no muladhara provoca agressividade e materialismo, muito apego ao corpo e dificuldade de conectar com a sensibilidade. Mudanças, que simbolicamente tiram nossas raízes, podem gerar o desequilíbrio do muladhara. Não só mudanças físicas de residência, cidade ou país, mas também demissões, alterações na constituição da família ou no corpo provocam a sensação de insegurança típica do desequilíbrio energético do chakra básico. Neste desequilíbrio nasce o medo e, as vezes, o apego. A necessidade de se sentir seguro através de um objeto exterior ao próprio corpo é a prova da falta de confiança de que tudo que precisa será fornecido a você através de suas próprias raízes. Este objeto pode ser dinheiro, um emprego estável, um cônjuge ou nossos pais. Qualquer coisa onde podemos segurar e criar a falsa sensação de que estamos salvos ali. O grande propósito deste chakra, é nos desafiar a praticar o desapego e vencer os medos. Para toda transformação há necessidade de estabelecer base firme e permitir florescer. As posturas que trabalham nossos pés, pernas e base da coluna nos trazem a sensação de estar em casa em nosso próprio corpo desenvolvendo coragem de enfrentar os desafios. Os sete chakras são importantes e, equilibrar um chakra pode provocar mudanças em outro chakra, mas antes de tentar trabalhar nossos chakras superiores, é importante equilibrar o raiz primeiro. Sem este chakra equilibrado, não temos a estabilidade e a segurança necessária para a transformação.   Namaste!   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Dicas de Yoga | 26 out 2020 | Daniel De Nardi

4 exercícios de Yoga para acordar melhor

4 exercícios de Yoga para acordar melhor Acordar é uma tarefa um tanto simples para alguns, mas tão difícil para outros. Há quem precise colocar o despertador 40 minutos antes da hora apenas para usar o botão de snooze. E se você usasse só 20min e nos outros fosse meditar? Os resultados são incríveis e você logo vai perceber que vale a pena. Dedique esses 20 minutos iniciais para você! O acordar é o nascer da vida, onde tudo começa. E se pudéssemos despertar com mais disposição, a vida não seria melhor? No curto prazo, há um nítido ganho de energia, no médio, irá sentir a diferença na sua concentração e clareza dos pensamentos. Como o Yoga, com seus 5.000 mil anos de know-how, pode te ajudar nisso: LEIA SOBRE COMO O YOGA PODE AJUDA-LO DORMIR MELHOR   Medite Logo que acordamos e sentamos para meditar, a quantidade de imagens que conseguimos lembrar dos sonhos é incomparavelmente maior que em qualquer outro momento do dia. Uma vez que os sonhos sejam mensagens cifradas do nosso inconsciente, lembrar e meditar sobre os sonhos é um excelente exercício de autoconhecimento. Sente-se numa posição firme e confortável, com a coluna ereta e os olhos fechados. Traga à tona todos os sonhos que você consiga lembrar. Vá montando aos poucos a linha cronológica do que você sonhou na noite passada. Se nunca fez este exercício, ficará impressionado com a quantidade de imagens que será capaz de lembrar. Guarde essas memórias para analisá-las no decorrer do dia. O que elas significam para você? O que dizem sobre seus medos, ambições e comportamentos? Como você pode agir para melhorar algum defeito que foi apontado?       Respire Trazer uma porção extra de energia para dentro do corpo não faz mal a ninguém. Especialmente neste momento tão importante do nosso dia. Para executar este exercício: Coloque as mãos no abdômen e observe a seguinte regra - quando o ar ENTRA o abdômen SAI, quando o ar SAI abdômen ENTRA. Depois de ter dominado essa ordem de movimentação, comece a acelerar a respiração, abdômen para dentro e para fora produzindo ruído, mas sempre mantendo a observação da regra. Acelere até a velocidade máxima em que consiga manter a coordenação. Faça isso duas vezes por um minuto. A sensação de energia interna será facilmente percebida. Inspire profundamente e retenha o ar nos pulmões o máximo de tempo que aguentar sem desconforto.     Espreguice-se O espreguiçamento é o alongamento espontâneo dos animais. Infelizmente, por questões sociais, reduzimos muito os espreguiçamentos espontâneos. Ninguém veria com bons olhos um executivo que parasse uma reunião para abrir ao máximo os braços, tombando a cabeça para trás e soltando um longo bocejo. Espreguiçar é essencial quando os músculos ficam por muito tempo sem se movimentar. Quem já comparou a diferença de praticar pela manhã e a noite entende o que estou falando. O corpo fica muito mais rígido, logo depois que acordamos. Espreguiçar é uma forma simples e eficaz para despertar o corpo com eficácia.      Limpe-se A educação ocidental nos ensina claramente a importância de limpezas corporais externas tais como tomar banho, escovar os dentes, assoar o nariz, mas quem cogita uma limpeza que acontecesse por dentro do corpo? Talvez, apenas os yogins. Mesmo vivendo num tempo em que não existia Coca-Cola ou delivery de pizza, eles já se preocupavam em ter um corpo limpo internamente. Para os YogINs, o verdadeiro detox deve ir além de uma alimentação saudável, deve se atentar para o que já foi ingerido e limpar tudo, com o máximo de profundidade. Criaram técnicas, chamadas de kriyás, que atuam internamente limpando órgãos a partir de movimentações musculares. Esta última dica é bastante simples, embora elaborada no sentido dos seus efeitos. Iremos atuar na limpeza e melhor funcionamento dos intestinos e órgãos do sistema digestivo. Aceleraremos o movimento peristáltico facilitando a eliminação de detritos que não estão saindo no ritmo de movimentação natural e que depois serão filtrados nos rins e sairão no aparelho excretor. Flexione os joelhos inclinando o tronco a frente, apóie as mãos nas coxas. Soltando o ar, traga seu abdômen o mais para dentro que conseguir, criando uma grande cavidade na região abdominal. Repita isso algumas vezes até sentir que dominou a contração. Depois disso, sempre que estiver sem ar, comece a contrair e relaxar o abdômen diversas vezes. Rápido, mas sem deixar de ser profundo. Repita o exercício dinamicamente por mais 10X.       Estas quatro técnicas não tomarão mais de 20 minutos da sua manhã, mas farão uma grande diferença no seu dia. APROVEITE!     new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 12 out 2020 | Ellen Lima

Yoga: você pratica e nem imagina!

Yoga: você pratica e nem imagina! Quando alguém fala em praticar yoga logo vem à mente pessoas de corpos esguios, flexíveis e fazendo asanas (posturas) complicados, mas a verdade é que Yoga vai além de asanas lindos, difíceis e cheios de flexibilidade. O asana é a ponta do iceberg que todo mundo enxerga, uma parte importante do yoga, porém existe todo o resto escondido, submerso e tão maior do que se vê e que são práticas tão importantes quanto os asanas. Na realidade não existe nada separado no Yoga, é um estilo de vida que você aplica à sua rotina, desde a hora que acorda até o momento do seu sono. É bem possível que você, mesmo sem conhecer, mesmo senso sedentário, pratique um pouco de yoga em algum momento do seu dia, de forma inconsciente. Se você acorda e antes de qualquer coisa começa a imaginar tudo que terá que fazer durante seu dia e já deseja e mentaliza tudo dando certo, você coloca uma intenção para que seu dia seja bom, no yoga isso se chama Sankalpa. Criar uma intenção direciona o fluxo de energia para aquilo que você pensou, por isso a importância de mantermos bons pensamentos com a gente. Durante uma meditação, um ralaxamento ou até mesmo durante a prática de asanas criar um sankalpa é extremamente importante, já que você está concentrado e focado durante aquele momento. Você se espreguiça. Você já pensou o que isso significa para seu corpo?! Um bom espreguiçamento promove uma pequena tração das vértebras da coluna, movimenta a energia pelo corpo, acorda o cérebro, libera endorfina, alonga os músculos; a prática de asanas no yoga tem como foco a coluna vertebral, trabalhando seus movimentos, melhorando a flexibilidade e juntamente, promovendo o alongamento dos músculos e o fortalecimento de todo seu corpo físico, energético e mental. Você respira fundo tomando fôlego para encarar o dia; por um instante você colocou consciência e atuou na sua respiração. O yoga trabalha a respiração consciente, o chamado Pranayama, que é o controle da respiração e através dela, a expansão do fluxo de prana, energia vital que absorvemos através da respiração . Existem inúmeros tipos de pranaymas e com finalidades diversas: ganho de energia, diminuição do fluxo de pensamentos. A frase de Iyengar ressalta muito bem a importância da respiração: “A mente é o rei dos sentidos, a respiração é o rei da mente.” Quando você toma banho, escova os dentes, assoa o nariz, lava os olhos, você pratica Saucha, purificação externa. Existem ainda purificações internas de grande valor para a saúde e que poucas pessoas tem conhecimento, são os chamados Kriyas, que são técnicas que visam a limpeza e purificação de órgãos como os olhos, o intestino, os pulmões, o estômago. Yoga é ser tolerante e praticar a não violência, Ahimsa, com aqueles que são diferentes e não pensam como você, é aplicar ahimsa com você mesmo, quando você não alcança os resultados esperados. É ser sempre verdadeiro, praticar Satya, com você, com os outros, com a vida; Satya nas ações, sentimentos e pensamentos. É ser grato e manter uma atitude positiva, de contentamento, Santosha . É observar-se, enxergar-se, conhecer-se, praticar Swádhyaya, para buscar ser melhor. É não desistir diante das dificuldades, é se auto-superar, é praticar Tapas. É ter humildade para reconhecer que, mesmo depois de tanto esforço, se algo não aconteceu é porque existe uma Inteligência Superior que rege o Universo; manter a calma diante dessas situações é aplicar Iswara Pranidhana, entregar-se e confiar nessa Inteligência Superior. A verdade é que yoga não é só aquele momento que você faz no seu tapetinho por uma ou duas horas, desconectado do mundo. Yoga é um estado de espírito, um modo de vida que quando você decide conhecer, se dedicar, praticar e viver, muda não as coisas à nossa volta, mas a maneira como enxergamos e reagimos à vida. Se você já pratica de forma inconsciente, algumas das inúmeras atitudes da filosofia yogin, conhecer essa filosofia e praticar de forma consciente pode mudar a sua vida. A qualidade da sua respiração influencia diretamente no seu estado psicológico, portanto a prática de pranayamas ajuda a ampliar a consciência e o auto-controle; a prática de Kriyas, limpeza interna, melhora sua visão, sua respiração, o funcionamento do seu intestino, fígado, vesícula e pâncreas; a prática dos asanas fortalece seu corpo, ajuda no equilíbrio, movimenta sua energia, estimula seus órgãos e glândulas e afeta diretamente todo seu sistema fisiológico, mental e energético. Aprender Yoga é reaprender a fazer todas as coisas essenciais que fazemos de maneira automática e sem qualidade. Yoga é o respirar, é o pensar, o falar, o fazer, o sentir e também é o aprender a cessar todas essas coisas, yoga é também o asana. Yoga é o caminho para desfrutar e fazer jus ao sopro de vida que existe em cada um de nós!   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

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Dicas de Yoga | 31 ago 2020 | Daniel De Nardi

TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO

Mantenha a Disciplina. Pode parecer surpreendente, mas praticamente todos nós somos capazes de completar um IronMan (famosa prova de triatlo que consiste em nadar 3,6km, pedalar 180km e correr 42km ininterruptamente; vale dizer que a distância da corrida, isoladamente, corresponde a uma maratona completa): há atletas com mais de 65 anos que, a despeito de terem começado a treinar em idade avançada, conseguem, assim como os mais jovens, cruzar a chegada desta prova que leva ao extremo os limites humanos. O exemplo vale para qualquer objetivo que desejemos alcançar; pode parecer algo distante para alguém que não esteja treinando para isso hoje, mas, com bastante determinação para tanto, é possível conquistá-lo. Como dizem no golfe, “It’s a mind game”. A vida pode ser compreendida como um grande jogo mental no qual tudo tem início dentro da nossa cabeça. Os obstáculos são criados também em nossa mente; eles realmente não existem, nós é que os colocamos (ou não) em nossa realidade, a partir de nossos paradigmas, experiências e crenças pessoais. TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO Há uma outra frase, de autor desconhecido, que complementa a ideia: “Não sabia que era impossível, foi lá e fez”. No caso: se completar o IronMan do Havaí é a sua verdadeira decisão, simplesmente você começa a correr, depois a nadar e, em seguida, a pedalar; então, passará a treinar as três modalidades simultaneamente, a participar de provas curtas de triatlo, a conviver com outros atletas que também desejam concluir esta prova - agora, você já é um deles. Mais tarde, virá a conhecer atletas que já terminaram a mítica prova, e começará a se ver como um deles também. Quando der por si, depois de muito treino e envolvimento, estará numa bela manhã de primavera na Ilha de Oahu, após algumas horas de prova, finalmente cruzando a tão sonhada linha de chegada do IronMan do Havaí. Tudo é uma questão de determinação e foco, mas, principalmente, de atitude interior.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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