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Quais asanas estimulam o chakra do coração
Filosofia do Yoga | 22 ago 2021 | Daniel De Nardi

Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras - Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor!   Entenda mais sobre como o Prana pode ser compreendido assistindo a Live: O Prana é real?   https://youtu.be/ibNTVL5tM3A Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livro gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Podcast de Yoga | 1 jul 2021 | Daniel De Nardi

Liberdade de Expressão – Podcast #29

Liberdade de Expressão - Podcast #29 Liberdade de expressão é um assunto bem mais complexo do que eu conseguia imaginar. https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-de-expressao-podcast-29 Links Página de Ebooks gratuitos do YogIN App https://yoginapp.com/ebook-yoga/ Grupo do Facebook - Conhecendo o Yoga a Fundo Paganini Trilha Sonora da série, Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Liberdade e expressão – Podcast #29 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, essa é Hilary Hahn interpretando uma música de Paganini. Esse é o 29º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Acho que dentro de todos os episódios, eu sempre acabei concluindo o tema trazido, hoje não irei concluir, o tema ficará aberto para reflexão de cada um. É sobre a liberdade de expressão. Este tema é bem delicado e atual, por conta dos acontecimentos que ocorreram nos Estados Unidos recentemente, em Charlottesville, onde ouve um embate de dois grupos supremacistas (negros e brancos) defendendo a ideia de que existe uma raça superior. O triste episódio ocorrido no EUA é de um nível tribal, como se o ser humano não tivesse compreendido nada no decorrer do tempo, sendo que como é possível determinar uma raça superior por uma questão geográfica? Por ter nascido em determinado local se seria superior? Isso vai contra tudo o que a ciência tem descoberto e que a filosofia ou as religiões acabam observando também, a gente vê no caso do yoga que o Purusha, que é a essência, está dentro de cada um, então não teria como existir uma raça superior, uma vez que todo mundo tem dentro de si, não é distinto de acordo com o local e época de nascimento. Essa essência está dentro de cada um e é o papel de cada um deixar vir, trazer, despertar. Esse assunto, que acabou criando esse embate nos EUA, é fruto de uma outra discussão que é a liberdade de expressão. Como eu disse, a liberdade de expressão é um assunto muito delicado, é necessário um estímulo dela, há uma vantagem nos ambientes em que a liberdade de expressão é possível ser explorada e, então, surgem ideias novas, surgem soluções diferentes, isso é muito visto nos locais que são abertos para as ideias em que há o desenvolvimento da sociedade muito maior do que nos locais em que todas as ideias novas são castradas e obstruídas, ficando atrás em relação ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Por outro lado, a liberdade de expressão nos dá acesso a ideias como a de grupos extremistas como o nazismo ou qualquer outo grupo que de intitule superior racialmente. Usando como pretexto a liberdade de expressão, fala-se sobre o nazismo ou qualquer outro grupo excludente. No Brasil e em outros países, como a Alemanha, isto é proibido, não se pode criar grupos nazistas, enquanto nos EUA pode. Há leis diferentes de acordo com o entendimento de cada país com a questão. Nos EUA se parte do pressuposto de que o debate pode ocorrer desde que ele não se torne em uma ação prejudicial a alguém, no caso, como vimos, teve mortes e isso é em uma escala macro, com consequências enormes. Numa escala micro, o debate e a liberdade de expressão está em várias áreas da nossa vida. Recentemente a gente teve um caso bastante interessante com o nosso grupo de yoga no Facebook, um grupo de discussão chamado “Conhecendo o Yoga a fundo”, sempre foi um grupo em que as pessoas expuseram as ideias, havia alguma discordância, mas existia uma harmonia no grupo, até qganadosue dois integrantes o grupo começaram a atacar e falar de forma mais agressiva, alegando que os participantes do grupo estavam sendo enganados e que eles detinham a verdade sobre o que era o yoga verdadeiro. A gente tem uma dificuldade em relação ao yoga porque diferentemente de outras regiões, como Roma e Grécia que se preocupavam em data, no yoga e no hinduísmo como um todo não há essa preocupação, os textos não possuem datações. E naquela discussão do grupo no Facebook, um dos participantes se diz ser de uma tradição que antecede o yoga de Patanjali, a dos Nathas, então, segundo ele, quem teria a verdade seria os Nathas, no extremo do conhecimento acaba-se chegando num limite de fé, como neste caso. Porque se há uma história que foi contada, que seria primeiro os Vedas, depois as Upanishads, depois o começo do Tantra no século III ou IV e que vai se desenvolvendo de acordo com a dinastia Gupta. Os detentores da tradição Natha dizem que ela é anterior a Patanjali, que o que Patanjali escreveu seria consequência dessa sabedoria e aí há essa postura de um dos participantes de se colocar como alguém que sabe de algo e os outros como os ludibriados. É um pouco complicado porque, como eu falei, se restringe apenas uma visão e temos que respeitar, mas cada um deve olhar pra si e ver o que mais faz sentido dentro deste quebra-cabeça, dentro das evidências mais fortes que conseguimos construir uma verdade. Não vi totalmente o debate, como chegaram algumas reclamações acabei dando uma olhada e identifiquei esse ponto limítrofe que esbarra na fé, mas isso não acontece somente na parte histórica, mas na ciência também. O fato de eu não ter participado do debate é pelo fato de eu estar escrevendo o terceiro livro de uma série de cinco que irei publicar, este livro trata de um assunto que acaba se aproximando dessa discussão, uma ala da ciência que tenta provar que os pensamentos são apenas reflexos de uma série e estímulos anteriores no cérebro. Então a gente tem uma ideia que surge, um pensamento, que acaba gerando uma descarga ou influenciando o cérebro. Esta área da ciência, chamada de Fisicalismo, tenta provar o contrário, que no fundo tudo é consequência de estímulos cerebrais, que não temos o controle sobre esses estímulos, o que a gente tem é apenas uma justificativa consciente, o que a gente faz é uma decisão a priori com impulsos nervosos e liberações endócrinas. É um assunto bastante delicado, mas que se esbarra na questão da fé ou de reconhecimento de evidências, então existe de fato uma consciência que seria o que comanda ou simplesmente é uma enganação do tipo de estimulo que os pensamentos geram que nos dão a impressão de que a gente percebe algo antes, mas no fundo tudo acontece no nosso cérebro, sem nenhum livre arbítrio efetivo nosso. Então chega nesse ponto que é a fé, uma questão de opinião baseada numa crença, porque como se saber qual tradição veio antes ou como saber se existe tal percepção por trás, vai sendo da evidência de cada um. O ponto é que se deve liberar a discussão sobre os diferentes assuntos, tem que estimular, mas daí vem o outro lado porque na vida a gente nunca tem o ganho dos dois lados. Estamos passando agora pela era da comunicação, dos smartphones, que é interessante, a gente fala com todo mundo a na hora que em entende, mas há de convir que o mundo como um todo está ficando aparentemente mais “retardado”, com todos concentrados em seus aparelhos. Então sempre tem um lado que ganha, outro que perde. No caso da liberdade de expressão temos risco no que aconteceu nos Estados Unidos e no nosso grupo o que acaba acontecendo é que pode-se até criar fakes para mostrar ter receber apoio, e quando há pessoas te apoiando já é muita coisa. O que é complicado porque o interesse de quem faz isso pode ser financeiro, comercial. O fato é que esta pessoa teria mais tempo para trabalhar e desenvolver as ideias, o que acaba desestimulando as pessoas que se dispunham a fazer um debate mais tranquilo, que passam a se sentir desmotivadas pelo tipo de comportamento agressivo de um integrante. É uma situação delicada, o que fazer? Censurar, retirar a pessoa do grupo? Ou não, vai tentar fazer com que ela se adeque, mas enfim...Como eu disse no início, este episódio não terá uma conclusão, apenas um ponto de vista e como a liberdade de expressão tem as duas facetas e como, no geral, as duas tem em todas as coisas da nossa vida, as mudanças sempre trazem os dois lado, sempre uma ambivalência, um ganha e um perde, é isso que eu quero dizer. Pra finalizar vou deixar a música completa do Paganini, quem estiver assistindo pelo App conseguirá ver as imagens da violinista Hilary Hahn tocando Paganini que foi um violinista e compositor do século XVIII (1772 a 1840), ele tinha um virtuosismo, tocava acima dos outros, de uma forma que ninguém conseguia tocar, por esta razão foi considerado ter pacto com o diabo. Vou deixar com vocês a Caprice 24 que, em sua época, era o único que consegui tocar, mesmo não sendo uma das músicas mais lindas é das mais difíceis de tocar.  

Podcast de Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Como acessar um podcast?

Como acessar um podcast? Sou declaradamente um fã de podcasts. Só que quando uso alguma referência e digo que ouvi isso num podcast, o interlocutor costuma me olhar com cara de interrogação. Já tentei resolver isso gravando um podcast pra falar como usar um podcast. Não funcionou bem, porque as pessoas já não ouviam podcasts então como iam ouvir um podcast que fala como acessar podcasts. O podcast pode ser acessado também pelo desktop com um click em um link (você pode testar com o de cima). Só que a boa utilidade dele, pelo menos para mim é usá-lo no celular. Assim posso ouvi-los no trânsito ou quando tenho que esperar. Na minha segunda tentativa como evangelizador de podcasts fiz esse vídeo que vai mostrar - como acessar um podcast do seu celular. Pra quem quer otimizar seu tempo e aprender sobre os assuntos que interessam, assista o vídeo e bons estudos!   Links Podcast sobre o que é um podcast Texto sobre Podcast  

Dicas de Yoga | 27 fev 2021 | Juliana Beneton

Mindful Eating – O que é comer consciente?

Mindful Eating – O que é comer consciente?   Você às vezes se encontra comendo porque está entediado, triste, feliz, ou simplesmente porque teve um dia difícil? A boa notícia é que você não está sozinho. Comer demais, de vez em quando é normal, no entanto, comer de forma emocional pode facilmente sair do controle e levar ao ganho de peso e outros problemas de saúde. Mindfulness vai além de disciplina e força de vontade, e tem a ver com o poder de estar completamente presente no momento, sem julgamentos e sem críticas. Desse princípio surgiu o Mindfulness eating, que tem como foco encorajar as pessoas a se tornarem adeptas de hábitos alimentares mais saudáveis. A prática ensina a estar presente no momento da refeição, apreciando o cheiro, cores e sabores do alimento. Ensina também a lidar com as emoções e escutar a própria intuição, fazendo com que assim as pessoas consigam ter prazer em comer e como consequência ainda perder peso. Os princípios básicos de Mindful Eating: para poder praticar o mindful eating, é muito importante que você esteja consciente das distrações ao seu redor, sempre trazendo sua atenção de volta para a comida. Essa prática ensina a estar presente com a sua comida e seu corpo antes de começar a comer, enquanto você esta comendo, e irá determinar quando parar de comer. Mindful eating não é mágica e nem traz resultados da noite para o dia, apenas requer que você esteja conscientemente empenhado em estar presente e observar. Mas afinal, como aplico essa teoria à prática? Alguns autores que estudam métodos de mindful eating normalmente sugerem iniciar com esses seis conselhos básicos: 1 – Respire e confira se você realmente tem fome 2 – Observe a sua comida 3 – Desacelere 4 – Investigue a sua fome durante a refeição 5 – Mastigue bem 6 – Aprecie a sua comida Respire e sinta seu estômago. Antes de começar a comer, respire bem fundo e relaxe o seu corpo. A maioria das pessoas hoje em dia não presta atenção na respiração e não tem idéia da importância desse hábito. Note se você realmente tem fome, sem julgar, sem tentar bloquear o que você esta sentindo. De uma nota de 0 a 10 para a fome, sendo 0 “nenhuma fome” e 10 “a maior fome que já senti”. Sente que poderia comer qualquer coisa para satisfazer a fome ou tem desejos específicos? Coma apenas quando tiver fome de verdade. Se você sente desejos específicos, quer comer a qualquer custo mesmo sem estar com fome, se pergunte: por que quero comer sem fome? O que realmente estou precisando que acho que vou encontrar na comida? Não se preocupe em encontrar respostas imediatas, como comentei acima, esse é um processo de aprendizado sobre a sua relação com a comida e com você mesmo. Observe a sua comida Pare por um ou dois minutos para observar a comida. A apresentação, as cores, o cheiro… Comer de forma distraída acontece muito rapidamente e quando você se da conta, na maioria das vezes, nem sabe o que comeu, nem que gosto ou forma o alimento tinha. Não pense na quantidade de carboidratos, proteína e gordura presentes na comida. Desacelere e vá com calma Comer devagar ajuda a apreciar a refeição e curtir os sabores. Algumas coisas que ajudam nessa prática são: comer longe da televisão, sem o celular na mão, apoiar os talheres entre uma garfada e outra, parar para respirar e mastigar bem a comida. Se você está comendo na presença de outras pessoas, tente ouvir a outra pessoa sem ficar com os talheres na mão ou comendo enquanto a outra pessoa fala. Você acabará notando até uma melhora na digestão da comida. Investigue a sua fome durante a refeição. Quando estiver na metade da refeição, investigue se ainda tem fome. Se dê permissão para continuar ou parar de acordo com a sua fome e não por causa de regras como “você precisa limpar o prato”, “não pode jogar comida fora, tanta gente passando fome no mundo”. Não me leve a mal, o problema de miséria e fome é algo seríssimo e muito triste, mas vamos combinar que você “limpando o prato” não estará contribuindo em nada com a fome mundial. Se você nota que tem desperdiçado muita comida, nas próximas vezes que for ao supermercado ou restaurante, opte por comprar menos comida ou pedir porções menores. Mastigue bem a sua comida Essa todo mundo está cansado de escutar, porém, quantas pessoas realmente mastigam bem a comida? Preste atenção em todas as sensações enquanto mastiga. Você consegue perceber que sua digestão está começando e a fome aos poucos desaparece? Quando você mastiga, a comida começa a se quebrar em pedaços menores e enzimas começam a agir. Comida bem digerida significa mais nutrição para as nossas células e consequentemente mais energia. Aprecie a sua comida Comer a comida com prazer significa que você esta comendo algo que verdadeiramente lhe satisfaz. Apreciar a comida e comer com prazer acontece apenas quando você esta totalmente presente durante o ato de comer. Mas e se você só fica satisfeito comendo uma pizza ou uma barra de chocolate inteira? Bom, alguns estudos demonstram que gosto é algo que se adquire. Ninguém nasce gostando apenas de determinados alimentos, ou seja, se você cresceu comendo sempre as mesmas coisas, provavelmente adquiriu gosto por esses alimentos e se acostumou a comer aquilo. No entanto, quando você começa esse processo de treinar sua mente para comer de forma consciente, irá notar que muitas comidas que acreditava adorar, agora nem se parecem mais tão saborosas. Para saber se esse é realmente o caso, aprecie e coma com prazer as comidas que gosta e veja como se sente.   Mindful eating pode realmente ajudar a fazer as pazes com a comida de forma com que você coma apenas quando tem fome e em menores quantidades. Com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da prática, note como seu entendimento sobre seus sentimentos em relação à comida mudam e amadurecem.   Nota: é importante mencionar que pessoas que sofrem de distúrbios alimentares devem sempre procure ajuda profissional. Uma equipe multidisciplinar com psicólogos e nutricionistas podem ajudar, porém muitas vezes apoio médico também é necessário.

Podcasts de yoga
Podcast de Yoga | 5 nov 2019 | Daniel De Nardi

Playlist de podcasts – Relaxamento e Mentalização [SÉRIE DE CONTEÚDOS]

Playlist de podcasts - Relaxamento e Mentalização [SÉRIES DE CONTEÚDOS] Pratique exercícios de relaxamento do Yoga com seu celular. Acessando essa playlist, você pode fazer o relaxamento antes de dormir ou em alguma pausa do trabalho. Basta colocar um fone, fechar os olhos e relaxar ouvindo a mentalização induzida. Se precisar voltar a trabalhar, terá dado um bom descanso a sua mente. Se fizer a descontração antes de dormir, entrará mais facilmente num estado de sono profundo. O YogIN App possui mais aulas dedicadas ao relaxamento e você pode acessá-las facilmente via aplicativo. Se você ainda não é nosso aluno, minha sugestão é que comece experimentando fazer os exercícios de relaxamento dessa playlist. Se gostar, poderá escolher melhor um plano de assinatura no YogIN App que dá direito a dezenas de aulas de relaxamento e meditação, além da possibilidade de praticar ao vivo todos os dias do conforto da sua casa!   Acompanhe a playlist no nosso canal de Podcasts.       Nunca acessou um podcast? Quer aprender? assista o vídeo abaixo ;)   https://youtu.be/t4CDnbc6KM8   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 8 maio 2019 | Daniel De Nardi

O CORPO E O ÁSANA

O Corpo e o Ásana UM POUCO DE HISTÓRIA A proposta deste texto é falar sobre a parte corporal do Yoga, o ásana. O Yoga é uma filosofia de vida que tem como objetivo o perceber sua verdadeira identidade uma Identificação com o EU. Para alcançar essa meta, o Yoga dispõe de uma variedade de técnicas que vão obrigando o YogIN a prestar mais a atenção em si mesmo. É como se o YogIN ligasse uma chave de consciência e a deslocasse ora para respiração ora para uma parte do corpo. Com isso o YogIN aprende a lidar com sua capacidade de observador, característica da identificação com a consciência - observar-se mais.  As técnicas para que o o YogIN aprenda a habilidade de comandar a direção do seu complexo (mente/emoção) vão desde exercícios com as mãos (mudrás) até meditação (samyama), podemos também citar os respiratórios (pranáyámás), vocalização de sons e ultra-sons (mantras) e a técnica corporal (ásana), a qual iremos abordar. Cada uma dessas técnicas atua em diferentes áreas do ser humano a fim de que ele possa ampliar sua capacidade de auto observação e ganhar mais energia vital para realizar seus objetivos. O Tantra divide as técnicas em dois gurpos  Shivas - voltadas para a aproximação desta consciência pura  Shaktis - técnicas de geração de energia, processo indispensável ao desenvolvimento do YogIN. Apesar de poder se meditar em um ásana (dhyanásanas), a prática de ásanas que envolvem movimentação e diferentes níveis de esforço tem como objetivo esse movimento da energia no corpo, prána. Tanto para desobstruir canais de energia (nadís) quanto para gerar mesmo energia, com bandhas e outras técnicas. Quando o yogin começa a fazer uma posição é muito importante que ele se sinta bem executando-a, pois no Yoga valoriza-se a permanência e é muito difícil permanecer muito tempo se você não está se sentindo bem na posição. Da permanência longa depende a evolução na execução, ganhando-se alongamento, força e flexibilidade e também a ampliação a capacidade de auto-observação já citada como um dos objetivos da prática. Mencionei também os respiratórios (pránáyámas) que podem ser praticados a parte, em qualquer posição sentada, ou dentro do ásana. Escolas como o Ashtanga, aconselham a execução do ujjay um respiratório que aquece o corpo e produz um soa parecido com ressoar. A respiração é uma das ferramentas mais importantes do Yoga. “A mente é senhora dos sentidos, mas a expiração é senhora da mente.” diz o Hatha Yoga Pradipika, principal obra de ásanas no Yoga. Com a respiração consciente, consegue-se atuar na melhor administração do emocional e na redução do desgaste, seja este físico ou por uma situação de stress. O princípio disso é que assim como o nosso emocional influencia a respiração, podemos fazer o caminho inverso e a partir da respiração também influenciar o emocional. Não significa que você vai parar de sentir ou que nunca ficará cansado, mas o fato é que sempre quando sentimos um stress muito grande ou um cansaço forte o corpo fica se desgastando para se recuperar. Liberando diversas substâncias, nem sempre saudáveis para as células. Essa recuperação poderá ser mais rápida a medida que se controla o processo respiratório. Dentro do ásana a respiração vai contribuir nesses dois sentidos, diminuindo o desgaste físico e permitindo um mergulho maior para dentro de si a medida que se executa a posição. Além disso, pode-se aplicar vocalizações (mantras), meditações em alguma parte do corpo (samyama) e mentalizações. Tudo isso, amplia a vivência e os efeitos de cada posição. O QUE AS ANTIGAS ESCRITURAS HINDUS DIZEM DO ÁSANA Que fique bem claro: não se trata em absoluto de convidar os doutos europeus a praticar Yoga (o que aliás é menos fácil do que dão a entender certos amadores), nem de propor às diversas disciplinas ocidentais que aplique métodos do Yoga ou adotem sua ideologia. Uma possibilidade que nos parece bem mais fecunda é estudar o mais atentamente possível os resultados obtidos por tais métodos de investigação da psique. Assim, abre-se ao pesquisador europeu toda uma experiência imemorial referente ao comportamento humano em geral. Seria imprudência não se tirar proveito disso. Mircea Eliade, Yoga Imortalidade e liberdade.   Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto que iriam abordar. Seguindo seu exemplo, vou começar pela definição de Yoga mais clássica que existe, feita por Pátañjali um importante mestre que viveu na Índia no século III A.C. Pátãnjali tem uma importância muito grande dentro da história desta filosofia, é considerado o pai do Yoga pois ele foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sútra. Este livro é escrito em aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começando desta forma. I - 1 Agora o conhecimento do Yoga I - 2 Yoga é a supressão da instabilidade da consciência Então para o Yoga o importante é reduzir todas as formas de instabilidade, sejam elas físicas, emocionais ou mentais para que a consciência em sua forma mais limpa possa ser vislumbrada. Esse processo vai sendo conquistado de diferentes formas, os yogins aprendem a direcionar sua atenção ora para um som (mantras) ora para a respiração (pránáyáma), ora para uma única imagem (samyama) ou para o corpo (ásana) e neste último ponto que começa o nosso trabalho. O corpo é portanto, uma importante ferramenta para que o yoga atinja sua meta. O ÁSANA Começaremos mais uma vez usando uma definição de Patáñjali para ásana, feita no Yoga Sútra capítulo II, versículo 46 \"ásana é toda posição firme e agradável.\" Patánjáli viveu em uma sociedade extremamente patriarcal. No século III A.C., a cultura do guerreiro era bastante presente na Índia. Os arianos haviam dominado o país e imposto sua filosofia comportamental, na qual, a repressão ao prazer era prática regular. Treinamentos militares primitivos eram comuns entre os jovens e os guerreiros gozavam de prestígio dentro da sociedade. Apesar disso tudo, Patánjali define a parte corporal da filosofia que desejava propagar como algo \"agradável\", portanto prazeroso. Isto certamente deve ter gerado muitos questionamentos quando foi apresentado. Entretanto, Patánjáli não estava criando um método novo. O Yoga já existia na Índia há pelo menos dois mil anos antes dele escrever seu livro. Os textos mais antigos do hinduísmo, Vêdas, Ithásas e Upanishads já citavam expressamente suas técnicas e efeitos.   \"É por isso que o YogIN une dessa maneira o prána, a sílaba OM e este universo com todas as suas inumeráveis formas [...], razão pela qual esse processo chama-se Yoga. A unidade da respiração da consciência e dos sentidos, seguida pela extinção de todos os conceitos: isso é o Yoga,\" Maitri Upanishad (VI, 25)   Além disso, selos que datam mais de 6000 anos e que eram usados para marcar mercadorias mostram imagens de YogINs em posições de meditação. O outro ponto citado por Pátañjali é a firmeza, \"firme e confortável.\" Essa cartacterística é relacionada com a busca pela estabilidade \"supressão da instabilidade da consciência\" citada no início. No capítulo 2 versículo 47 Pátañjali fala da técnica corporal \"Ela é dominada quando elimina-se a tensão e medita-se no infinito.\" Se a permanência fosse sofrida, pois neste caso a luta interna seria para se livrar daquela sensação e não por aprofundá-la. O trabalho de Patáñjali foi resgatar um conhecimento bem mais antigo que ele, de uma civilização anterior a ariana chamada drávida ou harapiana. Esse povo, ao contrário dos arianos, era avesso à guerra e consequentemente valorizava o prazer. Por conta disso, não havia como tirar o prazer da técnica corporal. Do prazer durante a prática, dependia a evolução nessa filosofia. Somente quando o YogIN consegue se sentir bem executando uma posição ele consegue estabelecer uma relação mais íntima com seu corpo, consegue aprofundar a experiência de senti-lo na totalidade. Quando o YogIN se coloca num ásana, é essencial que ali permaneça por bastante tempo para que os efeitos de descobertas e autoconhecimento venham a tona. Isto seria impossível sem o conforto e a permanência longa. Cada vez mais a medicina e a psicologia modernas tem observado que tudo o que sentimos, de alguma forma fica impregnado no nosso corpo. Uma tensão emocional gera uma tensão dos músculos, assim como uma situação descontraída faz com que eles relaxem. Sendo assim, hoje algumas linhas de psicologia, como a de Reich, tem usado um trabalho corporal para liberar tensões ou até traumas do pisiquismo dos pacientes. O Yoga já vem trabalhando nesse sentido há todos esses anos. Atuando não necessariamente em casos extremos como Reich, mas para todas as pessoas que desejam se conhecer mais. A medida que paramos alguns minutos numa posição e observamos às reações do nosso corpo à ela, conseguimos obter informações importantes para a nossa melhoria como ser humano. Uma pessoa ansiosa por exemplo, que consiga se superar no sentido de estabilizar o corpo por um tempo, terá invariavelmente um reflexo positivo disso em seu comportamento. Além disso como o corpo é agitado e arritmico por natureza, movimentando-se até mesmo quando dormimos, estabilizá-lo pode significar um controle sobre humano. O Yoga tem essa ambição de tornar seus praticantes mais que simples viventes, mas pessoas que conseguem algo a mais que simplesmente seguir seus condicionamentos e boa parte desses resultados é conquistado graças ao ásana.      (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({ google_ad_client: \"ca-pub-2658722709412110\", enable_page_level_ads: true }); Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

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Filosofia do Yoga | 25 mar 2018 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga? Não é simples definir uma filosofia que vence o tempo e perdura por mais de 5mil anos. Como você pode ver NESTE VÍDEO, o Yoga vem se resinificando ao longo da história, mudando sua linguagem, incorporando técnicas e conceitos mas mantendo sua proposta original, dar subsídios para que o YogIN conquiste um estado de libertação (moksha) quando o YogIN toma consciência de sua verdadeira essência e consegue manifestá-la no dia a dia. As primeiras escrituras (Vedas e Yoga-Sutra) a falar sobre Yoga tratam de liberdade (kaivalya) como o objetivo final desta prática. Para se vivenciar a liberdade é preciso entender o que nos aprisiona. O que nos impede de revelar o EU? O Yoga reconhece que o ser humano possui uma grande carga de condicionamentos (vasanas) que lhe impedem de manifestar o EU (purusha). Os condicionamentos são impostos pela educação dentro de uma sociedade e muitas vezes eles são contrários aos anseios da essência (Purusha). A vida condicionada impede o desenvolvimento do potencial e gera angústias (klêshas). O processo não é ignorar toda a educação recebida, mas identificar dentro dos comportamentos que foram impostos, quais são realmente favoráveis e alinhados com o EU e quais não. O Yoga vê o ser humano como um sistema integrado no qual, corpo, emoções, pensamentos e intuição possuem relações diretas. Cada uma dessas partes, interfere diretamente na outra e para alcançar o objetivo da revelação do EU, a prática tem que atuar nestes diferentes aspectos. Os asanas (posturas) atuam mais no nosso aspecto físico, entretanto, irão também atuar na parte emocional, diminuindo a agitação do corpo e reduzindo a ansiedade. Os pranayamas (respiratórios) priorizam o aspecto emocional, pois as emoções estão diretamente associadas à respiração. Uma pessoa ansiosa respira de forma superficial e acelerada. Por outro lado, um estado de serenidade combina mais com respirações mais profundas e lentas. A meditação (dhyana) faz uma expedição pela intuição exigindo que o praticante concentre-se apenas nele mesmo para trazer à tona o que é puramente seu. Um tipo de manifestação da intuição são insights que a meditação desenvolve em seus praticantes. O Yoga é uma grande aventura. Uma aventura num terreno um tanto desconhecido, uma busca por essa revelação que pode também ser chamada de realização espiritual, a união consigo mesmo. Alcançada a partir da tomada de consciência de aspectos comportamentais profundos que estavam inconscientes e que a prática despertou. Uma transformação integral (físico, emocional, mental e intuicional). A palavra Yoga, vem do sânscrito e possui muitas traduções. Dentre elas, União e Disciplina. Disciplina do corpo e da mente, unindo e integrando as diferentes manifestações do ser humano para que ele possa revelar seu verdadeiro EU e trazê-lo para o dia a dia. Somente assim, integrando a prática com sua vivência do dia a dia, é que o YogIN consegue se realizar e ser quem realmente é em sua essência.     Para receber conteúdo de Yoga semanalmente no seu email clique no botão