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Filosofia do Yoga | 11 mar 2020 | Daniel De Nardi

Mentalização e Crescimento – Podcast #06

Reflexões de um YogIN Episódio #06 Mentalização é o assunto do 6o episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo. A mentalização pode produzir auto-engano naqueles que acreditam que mentalizar resolve todos os problemas. Sem transformação, não adianta mentalizar. Entenda mais no podcast.   https://soundcloud.com/yogin-cast/mentalizacao-e-crescimento-podcast-06   Links Podcast sobre Perdas e Preconceitos   https://soundcloud.com/yogin-cast/raiam-santos-e-paulo-coelho-perdas-e-preconceitos-podcast-04-reflexoes-de-um-yogin   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Aprenda a fazer o Óculos de papelão do Google   Ou compre por R$14     YouTube 360   Transcrição do Podcast #06   Mentalização e Crescimento #6 Está começando o sexto episódio de Reflexões de um YogIN Contemporâneo. Hoje vamos mentalizar pra crescer, quem ouviu o episódio quatro dessa série que eu falo sobre preconceito e estereótipos, eu explico o quanto a gente pré-julgar uma determinada ideia, uma determinada pessoa o quanto isso dificulta a nossa real percepção daquilo, a verdadeira essência daquilo que a gente está analisando. Então há muita perda nesse sentido porque você já acha que sabe, então você já imagina alguma coisa e daí isso acaba gerando uma real dificuldade de uma real analise. Isso a gente faz, todo mundo passa por esse processo, mas esse processo de discernimento que é muito tratado no yoga que é o viveka, você discernir o verdadeiro o irreal, o ilusório e o essencial, tudo isso é um processo que o yôgin vai descobrindo e percebendo ao longo da sua jornada. Como eu também tenho preconceitos em relação a determinados temas, eu tinha preconceito em falar sobre mentalização, embora mentalização tenha feito parte da minha vida desde que eu comecei a praticar yoga, então antes de entrar no yoga eu comecei a estudar um pouco sobre mentalização, e isso foi uma coisa que eu apliquei durante a minha vida toda e sempre deu muito certo, mas a partir daquele movimento que teve com o filme O Segredo eu criei uma certa barreira, eu até mesmo tinha um curso de mentalização que eu parei de ministrar porque eu achava que tinha ficado muito forçada a ideia de O Segredo que era uma deia de que você simplesmente mentaliza e as coisas acontecem e o processo não é esse, a mentalização acabou sendo vista dessa forma e disso para o charlatanismo é um passo. Por que eu não acredito nesse processo da mentalização? A mentalização por ela mesma não faz diferença alguma, ela só vai fazer diferença a medida que haja, com ela, um processo de transformação, então eu já dei um exemplo em outro texto, que eu falo sobre mentalização, eu falava sobre o porquê das cores, por que cada cor é usada (o verde, o amarelo, o azul e por aí vai...), mas o exemplo da mentalização que é muito nítido é se você marcar uma partida de tênis contra um jogador, (Rafael) Nadal. E o Nadal não vai fazer qualquer mentalização, e você vai ficar todos os dias mentalizando, dez horas por dia fazendo esse exercício e tal, você que tem alguma chance, apesar de mentalizar muito mais, o cara nem lembra que tem o jogo contra você daqui a um ano, por exemplo, você fica mentalizando por um ano, você acha que tem alguma chance de dar certo a sua vitória? Com certeza não. Então se a mentalização não contribui para um processo de atitude de mudança comportamental ela não vai fazer diferença e por isso eu criei uma certa resistência pra falar desse assunto, porque eu só vejo a mentalização útil dessa maneira, quando ela gera um tipo de ação. Então tendo dito esse que é um ponto inicial, essencial de entendimento, vamos elaborar um pouco mais o processo. Quando a gente fecha os olhos e começa a imaginar uma determinada cena, é claro que não é exatamente a mesma sensação que é gerada, mas a gente pode se aproximar de determinadas situações que a gente pode vir a viver ou que a gente já viveu, a gente consegue fazer esse resgate a partir da memória, gerando em nosso cérebro as mesmas conexões neurais que foram feitas naquele momento e revivendo aquele momento, sempre há uma perda, porque nada se compara em termos de sensação ao real. Mas a gente pode se aproximar muito daquilo e a mentalização pode ser um processo de preparo para uma eventual situação difícil que você vai vir a enfrentar. Então, por exemplo, você ensaiar antes, digamos que você seja atriz, e você tem que se apresentar publicamente, você tem receio daquela estreia. Se você faz mentalmente esse processo, e junto com ele vem o seu estudo, a sua dedicação, a sua disciplina de decorar o texto, de fazer a melhor interpretação possível, mas a mentalização pode te ajudar a não ficar tão nervosa no momento da apresentação em que a coisa for acontecer porque você já ensaiou mentalmente isso. Não vai ser igual, como eu falei, a experiência vivida ela é incomparável, mas o processo de mentalização pode ajudar nesse preparo. E essa questão do quanto a gente pode sentir só com a mentalização ou só com a visualização agora está muito evidente com essa questão dos óculos tridimensionais. Pra quem nunca fez essa experiência, de usar óculos tridimensionais, eu vou deixar um link aqui, dá a experiência de uma forma mais simples do que vocês imaginam. A gente nos óculos tridimensionais, nesses óculos de realidade ampliada, ou realidade virtual, a gente pensa num sistema muito complexo como aqueles que o Mark Zuckerberg usa e que eles estão desenvolvendo no Facebook e outras empresas, mas existe um outro modelo feito pelo Google que é muito simples, de papelão, e com esse modelo você compra (vou deixar o link do Submarino para quem quiser, deve custar em torno de 50 reais) e acessa um canal do YouTube chamado YouTube 360 (também vou deixar um link) e lá nesse canal tem um botãozinho que imita os óculos do Google com dois visores e você pode colocar os óculos, fones de ouvido, você pode encaixar o seu celular na frente dos óculos e faz uma experiência com vários vídeos que tem lá. Tem vídeos de paraquedas, surfando...e você vê o quanto essa nossa capacidade, o quanto a gente pode replicar uma sensação sem estar realmente vivendo a realidade que a gente entende ser a única, mas a gente pode ter uma realidade em diferentes níveis, como essa realidade mental que a gente vai criar através da mentalização ou uma realidade ajudada por aparelhos como é o caso desses óculos que trabalham com ampliação de realidade, realidade virtual. O que eu queria dizer com isso, que o processo de ensaio mental ele pode ser muito eficaz pra quem tem um momento importante que vai enfrentar ou pra quem quer uma realização, daí a gente vai entrar num discurso parecido com o segredo, que nesse sentido eu acho que o filme tem agregar que é exemplificar muito essa questão de a gente criar imagens mentais e de como isso é poderoso. Você pode criar uma versão mística, uma visão sem explicação de que as coisas se atraem no universo, mas você pode ter outra visão que é de fato as coisas que são mais importantes, que estão mais presentes na nossa mente, na nossa visualização, os nossos sentidos vão dar mais atenção praquilo. Então, por exemplo, se você gosta de fusca e compra um fusca, aquilo começa a ter uma importância maior interna pra você, ter um valor pessoal pra você, e você vai acabar vendo mais isso em outras pessoas e achando pessoas que tem esse mesmo gosto que você. “Não tem essa coisa do universo? Ah, que triste”, não necessariamente, porque o processo é o mesmo, o processo é você criara uma ideia que vai te atrair, que vai te auxiliar uma realização, se você tem uma capacidade de mentalizar aquilo com constância é sinal de que isso tem um valor intrínseco pra você, se você tem uma capacidade de mentalizar e ver que aquilo é importante e aí entra aquilo que falei desde o início, colocar de alguma forma algo em prática, fazer algum tipo de modificação comportamental, passar por algum tipo de desconforto, sem isso você não vai alcançar, mas se você passar por esse processo e utilizar também a visualização, daí sim a mentalização pode produzir frutos reais, realizações, concretizações e ajudar muito porque você vai ficar com os seus sentidos mais apurados praquilo que você considerou importante pra você e você vai ter mais ímpeto quando você ver as oportunidades na sua frente, terá mais ímpeto para atuar sobre elas, por que estará mais presente na sua mente. Eu vou deixar como lição pra quem quiser realizar uma experiência sobre o nosso poder de visualização e de mentalização é a experiência do feijão que é bastante conhecida, muita gente faz e eu fiz recentemente com o filho de um amigo meu, e aí eu fui ensinando todo o processo de como a nossa mente realmente pode fazer a diferença em um ser externo, que no caso é uma planta, então internamente com o nosso corpo, no funcionamento dos nossos órgãos ou nas nossas realizações pessoais, o quanto a capacidade de visualização tem força e tem poder. Então a experiência é bem simples: você vai pegar dos copos plásticos, vai pegar uma quantidade mínima de algodão, vai colocar esse algodão no fundo igualmente e vai colocar cinco grãos de feijão em cada copo. Em um você vai escrever “cresça”, em outro você não vai escrever nada, e aí você vai deixar no mesmo lugar com a mesma temperatura, mesma iluminação, mesma quantidade de água, mas aquele que você escreveu você vai mentalizar “cresça, cresça, cresça...”, distante, quando você estiver no seu trabalho, em outros momentos. É um teste pra você ver a sua experiência pessoal, a sua capacidade de modificar o meio externo, e aí depois de uma semana você já vai começar a ver a diferença nos dois copos. Pode ser que não de resultado e você pode replicar, se quiser deixar foto da experiência nos comentários a gente vai ficar bem feliz, se não der certo eu também fico feliz porque é uma experiência e como experiência a gente tem que coletar uma grande quantidade de pessoas fazendo. Mas, não é pela experiência em si, eu já fiz isso várias vezes com os meus alunos, eu tenho registros, fotos e tudo mais, então é uma experiência pra você, acho que vale pra você ver. E agora eu reencontrei o filho do meu amigo, no final do carnaval, e a gente foi surfar junto e o menino ficava falando assim “agora eu mentalizo a onda, mentalizo, mentalizo!”, então eu acho que foi muito legal, que valeu a pena, eu queria compartilhar com vocês e gostaria muito que você fizesse a experiência pra ver a sua capacidade de alterar o mundo vendo a sua plantinha crescer mais a partir do seu poder interno do se poder pessoal. Tá bom? Uma boa semana e até o próximo Reflexões de um YogIN Contemporâneo! Om namah shivaya!

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Dicas de Yoga | 29 dez 2018 | Daniel De Nardi

Que cores mentalizar

Que cores mentalizar Por mais incrível que pareça, a visualização de cores pode interferir nas sensações. Quando o YogIN toma conhecimento dos efeitos das cores, manipula-as conforme seus objetivos na prática. Todas as cores podem ser mentalizadas. O verde por exemplo, por ser uma cor associada à natureza, favorece a regeneração celular, saúde e longevidade. Dentro da prática de ásana, posições psicofísicas, trabalha-se muito com o laranja quando há necessidade de estímulo e azul celeste para relaxamento.   Como as cores conseguem interferir nas sensações?     Quando falamos de reações corporais como as desencadeadas por este tipo de mentalização, estamos falando de sistema nervosos autônomo, o qual responde automaticamente às situações. Reagindo muitas vezes até mesmo contra à nossa \"vontade.\" Ao longo de milhares de anos, o Homem se colocou em situações em que não havia tempo para processar a melhor forma de reagir. Era preciso agir imediatamente para não perder a vida. A repetição deste tipo de situação por milhares de anos, fez com que se automatizasse determinados comportamentos para determinadas situações. Imagine você no meio da selva.  Surge à sua frente um animal enorme. Não há tempo para pensar o que seria melhor fazer - bom esse animal não é carnívoro, então não deve estar atrás de mim, basta correr moderadamente na direção leste que ele desiste. Nada disso! O corpo gera medo, uma descarga descomunal de adrenalina e milhares de outras substâncias são jogadas na corrente sanguínea, você está pronto para lutar pela sua vida, o sangue sai dos órgãos e se desloca para os músculos e imediatamente você corre o mais rápido que pode. Este é o tipo de reação gerada pelo sistema nervoso autônomo simpático, responsável pelo que nossos ancestrais viam como fuga ou luta e que hoje chamamos de stress. O sistema oposto ao simpático, o parassimpático, também reage de forma involuntária, sempre tentando frear a aceleração do simpático. O parassimpático é quem baixa a pressão sanguínea, reduz a euforia e relaxa. Assim como a sensação de pânico ativa o stress, a sensação de segurança gera o relaxamento. Não conseguimos relaxar se não nos sentimos seguros. Nossos ancestrais, foram geração após geração automatizando o comportamento - se há perigo, deve haver estímulos para a luta ou a fuga, se há segurança, pode-se descansar.   Como o ser humano se via 50 mil anos atrás? Voltemos à remota época em que vivíamos nas cavernas ou em cima das árvores. Por mais que não pareça, vivemos pelo menos 50 vezes mais tempo desta maneira do que de uma forma aproximada do estilo de vida da nossa era. Nosso corpo traz muita informação que foi introjetada durante estes milhares de anos em que vivemos com poucos recursos. O Homem olha para o lado, certamente sente desespero. Não sabe descrever verbalmente, mas consegue perceber que praticamente todos os animais são mais fortes que ele. Os predadores deslocam-se mais rápido, enxergam à noite, possuem dentes enormes e afiados e presas assassinas. Sente-se desprotegido, logo tenso, especialmente à noite. Éramos uma das espécies mais frágeis que existia. Só sobrevivemos devido a fatores, como a proximidade dos genitores que passavam anos e até hoje passam nos dando instruções de sobrevivência. O Homem foi o animal que melhor conseguiu transformar suas dificuldades em diferenciais competitivos de sobrevivência. Quando o sol se punha, ficávamos extremamente expostos aos perigos dos animais predadores que possuíam o diferencial da visão noturna. Noite era sinônimo de muita preocupação para nós. Este é um dos motivos pelos quais as crianças costumam ter tanto medo do escuro. Muitos desses medos atávicos continuam no nosso subconsciente. Quando o dia clareava, víamos o céu azul. Céu azul representa mais capacidade de proteção, segurança e consequentemente relaxamento. Por gerar sensação de segurança, o azul ativa o sistema parassimpático, responsável pela descontração. Mentalizar luz azul para uma parte do corpo enquanto você executa uma posição de alongamento é trazer a lembrança de que amanheceu e se há luz, você pode relaxar pois está menos exposto ao riscos noturnos. Do outro lado, temos o laranja. Na paleta de cores, o laranja é uma derivação branda do vermelho. A cor vermelha tinha neste passado, associação quase imediata com o sangue. Sangue significa perigo, risco, logo sistema nervoso simpático. Inclusive um dos efeitos do stress é aumentar a capacidade de coagulação do sangue. Se há perigo, há possibilidade de sangrarmos, o corpo precisa dificultar essa saída. O vermelho desperta esse sentido de urgência, dando estímulo ao sistema simpático. O laranja sendo um tom de vermelho atenuado, não possui essa forte ativação, mas gera estímulos, sem  o desespero. É a cor ideal para mentalizar em posições que exigem força ou maior nível de esforço. É a cor da energia, da euforia positiva, da força de vontade! Procure usar bastante as visualizações de cores durante a prática. Quando estiver bem treinado, aproveite-as também no seu dia a dia. Aquela força extra da auto superação pode vir junto com a mentalização do laranja e o sono pode ser embalado pela descontração do azul celeste. Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão