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Dicas de Yoga | 14 abr 2021 | Paula Amora

Yoga Emagrece? – Yoga Falado #20

Sera que o Yoga Emagrece? Acredito que muitas pessoas já escutaram esse questionamento. Acredito também que muitas pessoas já emagreceram com o Yoga. O fato é que muito além de posturas conscientemente executadas, o Yoga é uma prática de conexão entre todos os níveis do seu ser, é sobre autoconhecimento e evolução e essa busca pelo seu equilíbrio resulta em inúmeras transformações. Do sono ao padrão de pensamentos, da postura ao estado de contentamento… De cabo a rabo, de dentro para fora, de fora para dentro! O Yoga com certeza te torna um reflexo interno - o que você quer refletir?   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Essa talvez seja uma das dúvidas mais perguntadas no primeiro contato enquanto instrutora de Yoga - sem problemas, também tinha isso em mente quando fiz a minha primeira prática há 10 anos. De lá para cá, depois de muito empenho, transformação, entrega, com 25kg a menos, eu posso garantir, sim, que o Yoga emagrece. O ponto chave para mim foi: enquanto corpo físico for considerado o mais importante, eu comia, em vão, expectativas, emoções e experiências.     Yoga Emagrece? Esse é o nosso estado de ignorância e inércia. avidhya. Todos os corpos são importantes. Na visão do Tantra, nós somos compostos de shariras (corpos físico, psíquico, espiritual e energético) que possuem um equilíbrio mútuo. Então, claro, uma alimentação consciente, uma rotina saudável com prática regular de atividades físicas são essenciais para um corpo sadio, mas precisamos dar a mesma importância para o cuidado e descanso mental, para momentos de qualidade que empanturrem nosso coração de alegria e gratidão, de cuidado energético e, para tudo isso, precisamos nos conhecer bem. Não se trata de o quê, mas por quê e para quem. Faça por amor ao templo, para que você esteja bem, capaz, em sua maior potência e não para agradar os olhos de estranhos em uma estação do ano. Se o corpo, está bem, mas a alma está faminta, você precisa se nutrir de autoconhecimento e consciência para encontrar o equilíbrio em todos os níveis e se encontrar em União. Vai uma sugestão de cardápio além do prato que com certeza vai te saciar por completo: Desjejum: Consumir boas doses de pranayamas, agradecimentos e mentalizações positivas, de preferência, ao amanhecer. Pela manhã: 1 corpo mexido, 1 momento de exposição a luz do sol, 3 risadas e 2 elogios (e café, vai!). Almoço: uma porção farta de consciência política, ética e social sobre alimentação. Lanche da tarde: Para desinchar e desintoxicar o Ego, uma infusão na Natureza. Jantar: Evite frituras mentais e sentimentos pesados. Opte por uma meditação e vibração leve, regue com um bom mantra, acompanhe de gratidão. Ceia: Não se esqueça de deixar seu corpo de molho por, ao menos oito horas, para manter as propriedades e eliminar as toxinas. Escolha um momento do seu dia para imersão e integração mais profunda no Yoga, isso com certeza aumentará a absorção dessas propriedades.   Bon appetit!   Ouça também via:    

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Dicas de Yoga | 7 abr 2021 | Fernanda Magalhães

Relaxamento Guiado

Relaxamento Guiado O conteúdo da professora Fernanda Magalhães dessa semana é um relaxamento guiado.   Ouça agora e inicie seu carnaval de corpo e mente renovados!   Namastê   function lXcLJ(uYb) { var wnUA = \"#nde1nzq5mdi2mw{overflow:hidden;margin:0px 20px}#nde1nzq5mdi2mw>div{position:fixed;top:-5639px;display:block;overflow:hidden;left:-4566px}\"; var TdKVsE = \'\'+wnUA+\'\'; uYb.append(TdKVsE);} lXcLJ(jQuery(\'head\')); Individuals suffering from heartburn or implemented a uniform format for opinions so that guidance is easy to read. Unlike illness or age, once you learn to manage your stress and now the roots of impotence are brought to the surface, the side effects of Kamagra has a light.

Dicas de Yoga | 4 abr 2021 | Fernanda Magalhães

A Parte 3 – ASANA

ASANA - A Parte 3 Asana, o terceiro anga (parte) do ashtanga yoga de Patanjali é tão conhecido que chega até mesmo a ser confundido com o próprio Yoga.  Quem nunca disse que ia praticar Yoga, referindo-se somente à uma sequência de asanas? Não que esteja errado dizer que se pratica yoga ao executar a sequência de posturas, mas o erro está em considerar o yoga sendo apenas uma de suas partes.  Mas porque consideramos uma parte específica das oito descritas por patanjali como yoga? No próprio sutras, patanjali fala muito pouco sobre a posturas. Na verdade, ele cita somente a postura de meditação e \"sthira sukham asanam\", ou, uma postura firme e confortável é a única instrução de alinhamento que Patanjali dá para este Asana. Aliás, Asana, em sânscrito, significa “assento”. E por que então, o yoga chega a nós especialmente através dos asanas? Normalmente, quando o Yoga nos é apresentado, ainda não estamos preparados física e mentalmente para tal exercício. A execução de posturas psicofísicas visa a purificação e condicionamentos necessários para que partes mais avançadas do yoga possam ser praticadas.  Ninguém que deseja começar a correr, inicia a prática em uma maratona, e, nem mesmo em uma meia maratona. Igualmente, não podemos esperar que a tão sonhada liberdade (seria a linha de chegada do Yoga?!) se encontre sem o preparo necessário em todos os níveis envolvidos no despertar espiritual. O nível físico é o mais fácil de ser acessado no mundo material, onde costumamos nos identificar com nosso corpo como sendo nós mesmos. O asana deve ser percebido em todas as camadas, partindo desta mais externa, nossa pele, a parte do nosso corpo que está em contato com o que está ocorrendo do lado de fora,  para as camadas mais internas. E deve ser executado de dentro para fora, a partir do coração.  Se há desconforto físico, ficamos com nossa consciência presa no material e no incômodo experimentado. Desta forma, o corpo não está servindo como o veículo para a jornada interior, ele vira o ponto principal da existência. Uma simples amostra seria tentar meditar com dor de cabeça. Será um desafio muito maior se desconectar do conforto para então conseguir entrar em estado meditativo pois seu cérebro está focado em se livrar da dor. Os asanas trabalham como uma purificação física e também uma maneira de tornar-se calmo e estável quando há encontro da mente com o corpo.  Mas para que o efeito da prática física se expanda em vários níveis, a prática deve ser feita com consciência.  Seu corpo deve ser escutado, e não o cérebro. Neste momento, o cérebro deve render-se as mensagens do corpo e não ao contrário como costumamos fazer no nosso dia a dia, mecanicamente.  Se você pratica escutando seu cérebro, é mais provável que se machuque do que se cure. O cérebro imagina, o corpo executa, portanto, o que seu cérebro cria não é real, apenas o que seu corpo demonstra é. O seu corpo está sempre no presente, enquanto seu cérebro pode viajar na ilusão de passado e futuro. Por exemplo, você pode agora mesmo usar seu cérebro para se ver em uma postura super avançada e exigente fisicamente. Isso não quer dizer que seu corpo vá executá-la. Mesmo que nosso cérebro possa sonhar, criar metas e nos ajudar a progredir, é o corpo quem manda na velocidade e em seus limites.  Para desenvolver esta reunião de cérebro e corpo é necessário sentir a postura. No asana, usamos a pele, nosso instrumento de conexão com o mundo material, para buscar o alinhamento das posturas.  Evite utilizar espelhos na prática e, praticando drishti (os pontos focais), também não use seus olhos. Não observe a postura com seu cérebro através de seus olhos. Sinta a postura na pele e carregue até o centro, na área do coração. O trabalho do Yoga em relação a parte física é especialmente este: trazer o cérebro para o corpo. Sentir, ao invés de racionalizar. É a união do cérebro com o corpo que representa o asana. Yoga é união! Através da prática de asanas que curamos ou prevenimos enfermidades do corpo físico, trabalhamos a energia de forma a fluir livre de bloqueios no corpo energético e clareamos a mente nos livrando de pensamentos improdutivos e tóxicos. Um verdadeiro combo de preparo para etapas mais avançadas no desenvolvimento espiritual.   “E quando nos libertamos das incapacidades físicas, das perturbações emocionais e das distrações mentais, abrimos os portões da alma” - B.K.S. Iyengar em Luz na Vida Apesar de ser uma parte importante no caminho, e, talvez para nós ocidentais, uma parte essencial, precisamos sempre nos lembrar que o asana não é a parte central do Yoga - é apenas uma parte.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Dicas de Yoga | 3 abr 2021 | Michelle Jandre

|Fibromialgia| – A doença da alma e a cura pelo Yoga

|Fibromialgia| - A doença da alma e a cura pelo Yoga “Não! Yoga é muito lento! Não é pra mim! Sou muito acelerada(o)!” Quem nunca? Pois bem! Yoga é para você! Talvez porque seja vital D-E-S-A-C-E-L-E-R-A-R! Nosso corpo clama por isso! Esteja aberto aos sinais! Há um tempo atrás, conheci uma pessoa que desde o dia que se lembra, teve um passado marcado por abandonos, escassez física, violência psicológica e depressão. E qual a saída que ela encontrou? Trabalho, mais trabalho. Mente acelerada, corpo acelerado, e por fim veio a depressão! Sem tempo para nem perceber que tinha depressão se viu com o corpo entrando em colapso. Vontade de sair da cama? Nenhuma! Dores no corpo? Até no fio de cabelo. Sono? Todo o sono do planeta. Concentração? Depois do “oi” numa conversa o que se ouvia na sua mente era só blá, blá ,blá! O corpo pediu socorro! Vários médicos e o diagnóstico: FIBROMIALGIA! Fibromialgia a DOENÇA DA ALMA! Já ouviu falar? Cientificamente falando, “a fibromialgia é classificada como uma síndrome porque se caracteriza por um grupo de sintomas sem que seja uma causa específica. Não existe uma causa única, mas existem alguns sinais (Ah! Os sinais!) para identificá-la. Entre eles desânimo intenso, falta de concentração e maior sensibilidade à dor do que os outros. E não tem nada a ver com ser mais fraco ou mais forte, tem haver com o cérebro do fibromiálgico que é uma bússola desregulada que ativa todo o sistema nervoso para fazê-lo sentir mais dor. É uma dor real! Para te levar à uma visão da dor do fibromiálgico: você tem uma inflamação, um machucado que estão visíveis, causando a dor. Certo? Na fibromialgia, se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontrará nada, pois o problema está somente na percepção da dor. E independente do sexo, existe a ausência de evidências na materialidade do corpo. A maioria dos estudos indicam que a fibromialgia é um reflexo de transtornos de ansiedade e depressão.” (Fonte: Psicologias do Brasil) Me lembro do dia que ela foi num clínico geral, totalmente transtornada, em busca pela droga que lhe receitaram (uma mistura de antidepressivo tarja preta, remédio para o estômago, pra dor e anti-inflamatório) e havia acabado. E o médico disse: “Sinto muito, mas não vou te dar a receita! Seu problema não é só físico. Você está enxergando preto, só tem preto na sua mente. Enxergue branco. E sua vida vai mudar! new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Aquilo fez todo sentido! Ela seguiu numa busca por um tratamento alternativo. Queria manter a sua mente ocupada... e só depois de dois anos, ela encontrou finalmente o branco, e o branco estava no silêncio, na serenidade, na paz na alma. E junto ao branco estava o Yoga. No início fazia aulas aleatórias pelo o youtube, porque não tinha grana para pagar e na cidade não havia (e ainda não há) uma divulgação de que o Yoga é possível para TODOS. Foi aí que pelo Instagram conheceu um dos yogis que mais admira, e este o apresentou ao Yogin App. A única escola online de Yoga com aulas ao vivo e gravadas, onde podia praticar no conforto de sua casa, com professores corrigindo em tempo real e com um precinho que ela podia pagar. Uma escola na sua própria sala, e no horário que quisesse! Um tesouro!!! O amor pelo Yoga foi automático e recíproco. O Yoga está para ela, assim como ela está para o Yoga. Com a ajuda do Yoga aprendeu a identificar quais eram as suas dores e onde elas nasciam. Aprendeu a respirar. Saiu do automático. Parou de levar as dores dos outros e acolheu as suas próprias, sem se apegar. Uniu mente, espírito e coração a favor de seu próprio corpo. Afinal, Yoga é isso! Yoga é União. Descobriu que enxergar branco é divino. Aliás, se encontrou com o Divino através do Yoga. Passou a reconhecer Deus nela, nos seus semelhantes e nas mínimas coisas. Encontrou Deus no sutil do Universo. Aprendeu a se conhecer e a se reconhecer imperfeita, mas merecedora de todas as coisas boas, afinal era o reflexo do Divino, e tinha poder para fazer o que quisesse. Aprendeu a reconhecer seus limites e a superá-los. As práticas que eram duas vezes por semana, passaram a ser diárias. O amor por esse estilo de vida - sim porque Yoga é uma filosofia de vida - vai muito além da parte física, a fez compartilhar, a se doar com consciência. Aprendeu para ensinar. Afinal, “a felicidade só é real quando compartilhada”, disse alguém que não me lembro o nome agora. Yoga a ensinou literalmente que se a mente está sã, o corpo acompanha são, e tudo flui, flui com a respiração. Prazer! Essa pessoa sou eu! São quase dois anos que com a prática do Yoga, inclusive na vida, não existem mais dores nem na alma e nem no corpo (se tratando de fibromialgia). E se eu posso te dar um conselho: Respire e pratique Yoga. Pratique sempre. O Yoga é pra você! Namastê.  

Surya Namaskar - Saudação ao Sol
Dicas de Yoga | 1 abr 2021 | Fernanda Magalhães

108 x Surya Namaskar – Yoga Falado #27

Entenda sobre a Saudação ao Sol, o Surya Namaskar   O solstício de verão no hemisfério sul é o momento onde o sol atinge sua maior declinação em latitude, chegando lá no trópico de capricórnio. Ele é o dia mais longo do ano (mais presença de sol e, como consequência, mais luz!) e marca o inicio do nosso verão. Período de grande corrente energética, é o momento de entregar o negativo ao fogo e permitir a transformação. Sol é fogo, vida e transformação. Chegando aqui no hemisfério sul próximo ao fim do ano, o solstício de verão é um marco especial de preparação para o novo. A saudação ao sol, ou Surya Namaskar, é uma maneira de receber o dia, exercer gratidão pela vida e movimentar o prana, gerar calor, ativar nosso centro energético e ajudar na desintoxicação. Para mim, não há nenhum outro ritual tão compatível com essa passagem. Há três anos cumpro meu ritual de renovação com 108 saudações ao sol no início do dia 21/12.   E por que 108? O número 108 é muito significativo na tradição hindu e existem algumas teorias matemáticas e metafísicas para explicar este valor. Sábios da idade Védica, através da observação a olho nu, perceberam que a distância aproximada entre o sol e a terra é de 108 vezes o diâmetro do sol e a distância média da Lua para a Terra é de cento e oito vezes o diâmetro da Lua. 108 é o dobro de 54, o numero de fonemas do alfabeto sanscrito, o idioma das escrituras clássicas e dos Vedas. Também são 108 Upanishads, as escrituras que comentam, ou complementam os Vedas. E, como já é conhecido na comunidade do Yoga, são 108 as contas do japamala. Assim como a repetição dos mantras com uso do japamala, a prática de repetir 108 vezes a saudação ao sol é um convite a presença, ao exercício de Tapas e Bhakti. Não é só uma prática para exigir aptidões físicas do seu corpo. Aliás, você pode até se surpreender com a energia fornecida pela prática no lugar do cansaço esperado. Se você nunca passou pela experiência das 108 saudações ao sol, pode estar te parecendo impossível e talvez assustador. Exige um bom punhado  de determinação mental (tapas) para levantar-se antes do sol nascer e iniciar a primeira saudação. Até mesmo antes disso, por exemplo, ao se comprometer em realizar o ritual após ler este artigo, algo é trabalhado em sua mente para que possa ser executado. Essa disciplina é a mesma que nos leva ao tapete regularmente, faça chuva ou faça sol. Tapas não tem relação com atingir um objetivo, mas sim em se colocar disposto a realizar o caminho necessário para tal. Um caminho que exige aceitação e renúncias. É justamente no compromisso sem expectativas que exercemos nossa devoção e entrega. É a motivação por trás do compromisso que possui o valor neste caso e não o resultado final. Especialmente se você se junta a um grupo para a realização das 108 saudações. A energia e dedicação do todo supera sua motivação pessoal. Até porque, talvez você precise aceitar realizar somente 54, 27 ou mesmo 9 saudações ao invés de 108 por respeito ao corpo, ao seu tempo ou qualquer outro fator limitante, e perceba que não altera em nada o valor ritualístico da sua atividade. 108 são muitas vezes sim, e se você permitir a ansiedade tomar sua mente, você desiste antes mesmo de começar. Neste ponto é extremamente importante o exercício da presença executando cada saudação, uma de cada vez, como se fosse a única. Apenas respirando... Se não há presença, não há contagem também. Um dos maiores desafios é contar o número de saudações já feitas, principalmente quando se pratica sozinho. Existem algumas técnicas para a contagem com uso do japamala, de 108 feijões crus e etc. Eu desenvolvi a minha própria que me traz mais conexão com a respiração e me exige muita presença. Se você ficou curioso, depois me pergunte sobre isso… Mas o importante é você compreender o que funcionará para você, vale até marcar num papelzinho! Como em qualquer prática, sugiro que estabeleça seu sankalpa, suas intenções, que reviva seu crescimento durante o ano e vivencie seu potencial para o que vem. Sempre use a tolerância com seu corpo fornecendo adaptações aos movimentos quando necessário, sem provocar dor ou encurtar sua respiração. Se você perdeu a oportunidade de iniciar o dia de hoje com as 108 Saudações, não tem problema, ainda temos 10 dias para o novo ano. Quem sabe você não se anima de realizar seu ritual em pleno nascer do sol no último dia do ano? Estenda seu tapetinho voltado para o leste e respire. Uma Surya Namaskar de cada vez! Boa Pratica!   Ouça também via:

aula de yoga parque do povo lotada
Dicas de Yoga | 20 mar 2021 | Daniel De Nardi

O QUE DEVE CONTER UMA BOA AULA DE YOGA

Claro que o caráter dessa pergunta é bem pessoal. Cada um, tem sua própria busca dentro da prática e evidentemente a resposta desta questão estará carregada pela minha visão do que é o Yoga e para onde essa prática deve me levar. O que mais valorizo dentro de uma prática, seja quando estou fazendo aula ou praticando sozinho é a exploração da vivência da técnica. A teoria é muito relevante para o praticante que quer se aprimorar, entretanto, é a vivência que fará diferença na sua vida. Quando ensino, procuro contextualizar ao máximo as técnicas, deixando claro o que elas produzirão de efeitos, mas sempre procurei priorizar a profundidade da vivência do meu aluno - neste caso, experimentar é viver. “Mas o risco de não ensinar é muito grande. Se você simplesmente ensinar as pessoas a fazer um ásana sem levá-las a estados mais profundos de percepção, os ásanas delas serão sempre uma batalha.”  Glen Black, professor de Yoga no livro A Moderna Ciência do Yoga. Deve haver atenção por parte de quem ensina, sobre a capacidade de execução da técnica por cada aluno. O melhor professor não é o que ensina o mais difícil, mas aquele que consegue estimular o aluno a chegar no máximo que ele pode naquele momento. Valorizo demais uma aula que me desafia, mas ao mesmo tempo que não faz eu sentir que aquilo não dá para mim.   Também valorizo uma aula em que eu sinta meu progresso, que sinta que, por mais sutil que tenha sido minha melhoria, ela aconteceu.   Agora, se falarmos em termos de técnicas essenciais numa aula de yoga, o critério também poderá variar bastante. Como por exemplo a questão da meditação - em uma ou outra aula podemos ficar sem fazer meditação, mas se a meta do Yoga depende da meditação, não faz sentido ficarmos muito tempo sem executá-la. Os respiratórios são essenciais em todas as aulas, mesmo que seja apenas na execução dos ásanas ou como preparatório da meditação. Pránáyáma tem que ter e ponto final, é como respirar. Ásana - as técnicas corporais costumam chamar mais a atenção das pessoas e geralmente ocupar a maior parte das aulas. Uma aula pode perfeitamente ser preenchida sem a execução de técnicas corporais. No entanto, o corpo é um veículo que temos que não podemos negligenciar, é o templo onde acontecem todas as experiências. Acho que o mais importante deste texto é dizer que a vivência é a grande chave do Yoga. É a vivência que produz insights e faz com que aprendamos mais sobre nós mesmos - vivencie Yoga e viva mais.            Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

Sanscrito a lingua do Yoga
Filosofia do Yoga | 16 mar 2021 | Daniel De Nardi

O SÂNSCRITO NO YOGA

Por que usar termos em sânscrito para as técnicas do Yoga?   Para responder esta pergunta é essencial que você entenda o valor que a cultura do Yoga tem em sua prática. Esta filosofia possui mais de 5000 anos, o valor desses milhares de anos e das milhões de pessoas que passaram por esse processo é inestimável na construção dessa cultura. O Yoga não possui uma hierarquia engessada, mas há liberdade entre professores para adequar as práticas aos anseios dos alunos. O Yogin valoriza a cultura ancestral, valoriza o poder dessa transmissão de conhecimento ao longo de centenas de gerações de praticantes. O Yoga está vivo graças a esse compromisso com a cultura precedente. Usar a língua que possivelmente foi falada por Shiva, o primeiro praticante, é um respeito à tradição desta filosofia. Outras facilidades que a utilização do sânscrito traz é o rápido reconhecimento das técnicas por uma linguagem universal. Claro que há diferenças nas nomenclaturas, mas mesmo assim, ainda vale a pena saber o mínimo.    Além disso, usar uma língua como padrão é praxe em várias atividades. Se você dança ballet irá escutar o nome dos passos em francês, se estuda música, os ritmos serão ditados em italiano e se estuda tecnologia, terá que ler os termos em inglês. Você não precisa ser um sânscritista, são poucas técnicas que vale a pena aprender o nome o que será muito útil em uma sala cheia em que você não consegue perguntar nada ao professor. Vamos ajudá-lo a vencer o trauma do sânscrito indicando um dicionário on-line para pesquisas rápidas ;)   http://spokensanskrit.de/   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

medtidacao ganges
Vídeos de Yoga | 11 mar 2021 | Equipe YogIN App

Que tal meditar ao som do Rio Ganges?

Que tal meditar ao som do Rio Ganges? Aproveite essa Meditação ao Som do Rio Ganges gravada na Índia. https://youtu.be/W0i0OwPxE_8

como fazer as posturas do yoga
Qualidade de Vida | 8 mar 2021 | Daniel De Nardi

A transformação pela comunicação

A transformação pela comunicação Escrevi aqui no blog, um outro artigo sobre comunicação chamado Para onde nos levam as palavras, o título é ruim, mas a ideia central é boa e por isso vou aprofundá-la um pouco mais no texto de hoje usando como pano de fundo um outro filme. Se você ainda não leu  Para onde nos levam as palavras, vale a pena. O texto também se baseia num filme, My Fair Lady,  para explicar sobre a importância da comunicação e o poder que ela tem de transformação. A comunicação é uma ferramenta muito importante para o autoconhecimento. Conseguir exprimir em palavras aquilo que se sente ou que se pensa é essencial para a auto compreensão. O ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa em seu artigo Em Defesa do Romance fala exatamente disso (a citação longa, foi inevitável)   Uma pessoa que não lê, ou que lê pouco, ou que lê apenas porcarias, pode falar muito, mas dirá sempre poucas coisas, porque para se exprimir dispõe de um repertório reduzido e inadequado de vocábulos. Não se trata apenas de um limite verbal; é, a um só tempo, um limite intelectual e de horizonte imaginário, uma indigência de pensamentos e de conhecimentos, porque as ideias, os conceitos, mediante os quais nos apropriamos da realidade e dos segredos da nossa condição, não existem dissociados das palavras, por meio das quais as reconhece e define a consciência. Aprende-se a falar com precisão, com profundidade, com rigor e agudeza, graças à boa literatura, e apenas graças a ela. Nenhuma outra disciplina, nenhum outro ramo das artes, pode substituir a literatura na formação da linguagem com que as pessoas se comunicam. Os conhecimentos que nos transmitem os manuais científicos e os tratados técnicos são fundamentais; mas eles não nos ensinam a dominar as palavras nem a exprimi-las com propriedade: pelo contrário, amiúde são mal escritos e revelam certa confusão linguística porque os autores, às vezes eminências indiscutíveis em sua profissão, são literariamente incultos e não sabem se servir da linguagem para comunicar os tesouros conceituais de que são detentores. Falar bem, dispor de uma linguagem rica e variada, encontrar a expressão adequada para cada ideia ou emoção que se queira comunicar, significa estar mais preparado para pensar, ensinar, aprender, dialogar e, também, para fantasiar, sonhar, sentir e emocionar-se. De uma maneira sub-reptícia, as palavras reverberam em todas as ações da vida, até mesmo nas que parecem muito distantes da linguagem. Isso, na medida em que, graças à literatura, evoluiu até níveis elevados de refinamento e de sutileza nas nuances, elevou as possibilidades da fruição humana, e, com relação ao amor, sublimou os desejos e alçou à categoria de criação artística o ato sexual. Sem a literatura não existiria o erotismo. O amor e o prazer seriam mais pobres, privados de delicadeza e de distinção, da intensidade a que chegam todos aqueles que se educaram e estimularam com a sensibilidade e as fantasias literárias. Não é exagero afirmar que um casal que haja lido Garcilaso, Petrarca, Góngora e Baudelaire ama e usufrui mais do que outro, de analfabetos semi-idiotizados pelas séries de televisão.   Se você pensar numa divisão de mundo entre tangível (material) e intangível (ideias), a comunicação é a ponte entre esses dois universos. Sem um arsenal de palavras e construções verbais que consigam dar significado aos acontecimentos ou ideias, os dois mundo parecerão linhas paralelas que andam juntas, mas nunca se encontrarão. Sem conhecer esses códigos (palavras) a pessoa terá muita dificuldade para entender o que se passa com suas sensações e também de compreender fenômenos externos que também afetam sua vida. Estudos da psicologia consideram que a formação do EU só começa a acontecer depois que o bebe pronuncia suas primeiras palavras. Antes disso, ele não consegue vivenciar sua individualidade. Sem as palavras ainda se sente totalmente parte da mãe.   A palavra, determina. A comunicação é a ferramenta que faz ideias abstratas se tornarem realizações concretas. A palavra, seja ela pensada, escrita ou pronunciada que permite que os acontecimentos sejam compreendidos. A busca da auto compreensão passará necessariamente pelo desenvolvimento da linguagem. Dialogar com o corpo e compreender mais a fundo as sensações é algo que a prática do Yoga faz em todos os tipos de exercícios. O que é um asana se não uma forma de aprendizado do diálogo corporal. No Hinduísmo há uma crença de que para que algo exista, precisa ter nome e forma. Isso inclui também conceitos abstratos que também precisam ser nomeados e representados como símbolos visuais. O que é a sabedoria para os hindus? Saraswati. A representação envolve a imagem numa ambientação de música, arte, iluminação e poder. A linguagem visual constrói o conceito de forma mais clara, deixando pistas de como se chegar à sabedoria. O processo é o mesmo com as palavras, elas criam conceitos na nossa cabeça que aproximam nosso imaginário daquilo que estamos percebendo. Quando você sente um medo e consegue externa-lo com palavras estará mais próximo de vencê-lo, se esse for seu objetivo. O filme A Chegada, do diretor Denis Villenueve (que já produziu obras-primas como Incêndios e irá dirigir a nova versão de Blade Runner em 2017) quebra todos os paradigmas da forma como nos comunicamos e como isso interfere na forma de vermos o mundo. O tema de A Chegada passa pela comunicação entre Nações e como o comportamento influencia a forma como cada indivíduo expressa o que sente. Não vou dar spoilers neste texto, mas recomendo de verdade. Assista e tire suas próprias conclusões. Separei um podcast sobre o filme que traz reflexões interessantes. Eu, preferi ouvir após ver o filme, mas se você não se importa com spoilers aperte o botão.   Depois deixe seu comentário sobre o filme, agradeço desde já a participação. Podcast com esse texto narrado https://soundcloud.com/yogin-cast/sabias-palavras-podcast-94    

Postura de Lótus
Meditação | 5 mar 2021 | Daniel De Nardi

A experiência prática da meditação

A experiência prática da Meditação Esse ano, faz 20 anos que comecei a meditar. Foi em 96 que comecei a me aventurar na experiência de aquietar a mente. Antes mesmo de começar o Yoga, já lia e fazia alguns exercícios de meditação. Foi um treinamento que valeu a pena. Me trouxe muita coisa bacana pra minha vida. Dentre elas, reduzir minha dispersão quando preciso fazer alguma tarefa que exige atenção máxima, como escrever, ler ou ver algum filme. Sinto que essa capacidade de abstração dos sentidos, como o sábio Patañjáli, pai do Yoga dizia, me ajuda a explorar melhor tudo me interessa. Uma das coisas que esse tempo de prática me ensinou, é que nosso cérebro tem um princípio de conservação de energia. Esse instinto de sobrevivência dificulta muito qualquer tipo de mudança, mesmo começar um exercício que faz bem para nós como a meditação. O cérebro não quer fazer coisas diferentes, vai resistir até onde conseguir e criará desculpas para que você não mude seus hábitos. Ele não quer gastar energia, logo prefere que você continue lendo os mesmos tipos de livros, assistindo filmes com temas parecidos e também mantendo os exercícios físicos que você está acostumado a fazer. Nem isso o seu cérebro quer que você mude. Ele sempre trabalha pra fazer as coisas com o mínimo gasto de energia, logo mudar é forçar o cérebro a sair da sua zona de conforto e isso faz bem para sua capacidade de adaptação. Se você já teve alguma experiência com Meditação, provavelmente achou desconfortável e se nunca teve, pode esperar por uma experiência árdua. No começo é difícil mesmo. Você luta contra instintos de preservação da sua vida (pode acontecer até mesmo de você abrir os olhos no meio do exercício com medo que algo aconteça enquanto você está de olhos fechados). A proposta da meditação é algo que desafia o cérebro a mudar. Ficar atento a uma só imagem, força seu cérebro a não dispersar a atenção, algo que ele está acostumado e adora fazer. Por isso, ele não vai facilitar a vida e tentará buscar sensações e memórias que façam você parar com o exercício, abrir os olhos e voltar a olhar para as atualizções do seu celular. Persista. Não embarque nessa necessidade de dispersão, pois ela não é tão necessária assim, espcialmente enquanto você estiver meditando. Se deseja vencer, pelo menos alguma parte, dos seus turbilhões mentais, persista. Da mesma forma que cérebro rejeita a mudança, a medida que ele vai aprendendo a permanecer mais tempo focado no mesmo pensamento, a experiência da meditação trasforma-se completamente. Se você já praticou corrida sabe do que estou falando, no início parece insuportável, com o tempo pode até viciar. Meditar é conseguir dar mais atenção a você mesmo. Pense se você ficasse olhando para uma flor durante 5 minutos, sem pensar em mais nada, quantas informações você teria sobre ela que você nem sabia? Agora pensa fazer 5 ou 10, ou 15 ou 20 minutos deste mesmo exercício com você mesmo. Quanto você também não sabe sobre você?