Blog

meditação


YogIN App
Filosofia do Yoga | 24 jun 2016 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga? Acredito que uma das coisas mais fascinantes do Yoga, foi ele ter passado por todos esses anos de história com liberdade para sua definição. Nem mesmo Patanjali, considerado o pai do Yoga, conseguiu determinar exatamente o que é essa prática. Isto permitiu que o Yoga fosse evoluindo conforme as necessidades dos seus praticantes ao logo da História. Não tenho a mínima pretensão de fazer uma definição definitiva, mas um pouco do conhecimento da História pode ajudar o iniciante que ainda se vê perdido nesse emaranhado de conceitos. O primeiro tratado sobre Yoga foi escrito por um sábio chamado Patanjali, no século III A.C. Em seu livro, Yoga- Sutra, ele define o Yoga como um processo para reduzir as instabilidades da consciência e encontrar sua verdadeira identidade. Patanjali acreditava que quando não estamos conectados com essa identidade, vivemos diferentes tipos de angústias (klêshas) tais como ignorância, apego, aversão, egoísmo e medo. SE QUISER VER O VIDEO SOBRE ESSA DEFINIÇÃO DO YOGA CLIQUE AQUI O Yoga de Patanjali, tinha um caráter de debates. Discutia-se sobre a existência de uma \"alma imortal\" que o YogIN deveria descobrir através da meditação e quais seriam as consequências para quem vivia enredado nos papeis que a sociedade impõe. As únicas pessoas que podiam fazer parte dessas discussões eram os brahmanes, sacerdotes que conheciam sânscrito (língua dos textos sagrados), conduziam os rituais e escreviam as escrituras. Aproximadamente no século VII D.C. um grupo de revolucionários chamados de Nathas, começaram a questionar a autoridade dos Shastras (escrituras dos Brahmanes). Para eles, o que estava escrito era secundário, o importante é o que sentiam quando praticavam. A escritura é mais reveladora de todas só poderia ser o próprio corpo, com suas sensações e memórias de tudo o que vivemos. Tudo está no corpo, experiências, traumas, prazeres... Não como mentir para seu corpo, ele é a sua autobiografia. E o Yoga é uma ferramenta para entender a si mesmo a partir de um contato corporal mais íntimo com seu próprio corpo. Segundo os Nathas, a doença acontece por algum tipo de desequilíbrio energético, seja por maus hábitos, emoções viscosas ou pensamentos negativos. Logo, o YogIN deve praticar asanas para liberar pontos de tensão que podem geram esses desequilíbrios. Os Nathas criaram boa parte dos asanas que conhecemos hoje e também vários tipos de pranayamas, respiratórios para aumentar a energia corporal. No início do século XX, professores de Yoga começam a dialogar com acadêmicos britânicos e levam YogINs para dentro de laboratórios. Seu objetivo era provar os efeitos que o Yoga gera no corpo e na mente. Obtém-se muitos êxitos com essas pesquisas e o Yoga passa a ser difundido com embasamento científico para o Ocidente. Mesmo com todas as modificações que o Yoga sofreu desde a época de Patanjali, os YogINs continuam praticando com o intuito de se aproximar mais da sua verdadeira identidade. Os exercícios corporais, respiratórios e meditações ampliam percepções corporais e melhoram a saúde o que ajuda na conexão com essa essência. Nos dias de hoje, o YogIN usa a prática como um meio de lidar melhor com o stress e com outras situações emocionais turbulentas. A prática traz o YogIN de volta ao seu eixo, ou seu equilíbrio. Independentemente do tipo de Yoga que você pratica, a busca será sempre uma aproximação desse EU e o YogIN tem o objetivo de trazer esse EU para o dia a dia e não deixar que essa experiência dure apenas o tempo da sua meditação. Ser você mesmo nas situações cotidianas é o que o Yoga mais deseja despertar em você.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão  

YogIN App
Meditação | 21 out 2017 | Mayara Beckhauser

Meditação guiada online

Meditar é o estado conhecido no Yoga como Dhyana. Dhyana é parar as flutuações da mente. É quando não há mais a dualidade de concentrar em algo, é um passo além da concentração, é o mergulho em se tornar um com o objeto de concentração. A definição de Yoga segundo Patanjali, o primeiro compilador de uma obra de Yoga, é exatamente esta: Yoga é parar as flutuações da mente. Dessa forma, Yoga é meditação. Não existe Yoga e meditação, como coisas separadas. Meditação online Em nossa plataforma, temos diferente tipos de técnicas de meditação, de diferentes durações: 5, 10 e 15 minutos. Existem diferentes formas para chegar ao estado meditativo: concentração no som, concentração em imagem, concentração na respiração, concentração em isolar os sentidos, atenção plena, etc. Você encontra todas elas aqui em nossa plataforma. Meditar proporciona ferramentas para atuarmos fisiologicamente no corpo e diminuirmos a somatização do stress no corpo. Meditar estimula o sistema para-simpático, contrário ao simpático que gera o stress. Meditar faz os níveis de cortisol baixar conforme as pesquisas de Rinad Minvallev, um fisiologista da Universidade de São Petersburgo que chegaram a detectar até 33% de redução com a prática do Yoga.  Leia nesse texto os efeitos de meditar à noite. Pratique a nova aula de meditação de nossa plataforma: O isolamento da pecepção

YogIN App
Filosofia do Yoga | 11 fev 2018 | Daniel De Nardi

O QUE É O YOGA?

O QUE É O YOGA? Esta é uma pergunta (o que é o Yoga?) que muita gente faz para nós, profissionais, mesmo com a quantidade de informações que vêm saindo na mídia nos últimos anos. O Yoga deixou de ser uma moda para se tornar uma tendência, e vem provando seu valor desde muito antes que Sylvia Rank, a superstar de La Dolce Vita, obra-prima de Fellini, ao ser questionada sobre o que faz para manter o corpo em forma, responde simplesmente: Yoga. Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto. Seguindo seu exemplo,  vou adotar a definição mais clássica do Yoga, feita por Pátañjali, importante mestre indiano do século III A.C. Pátañjali tem uma importância grande dentro da história desta filosofia. Foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sutra. O livro serve até hoje para pesquisa de yogins de todas as linhas. Escrito em forma de aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começa desta forma, na tradução do professor Luis Carlos Barbosa.   I - 1 Eis os postulados mais elevados do Yoga I - 2 O Yoga é o recolhimento dos meios de expressão da mente   Para Pátañjali, o Yoga é tudo aquilo que conduza o praticante a uma parada das ondas mentais, mas não no sentido de parada cerebral, mas apenas dos pensamentos para que a consciência possa fluir por uma canal mais sutil que é a intuição. A intuição ensina muito sobre nós mesmos. Quando diminui-se as influências externas (veja a definição de Patanjali), brota algo próprio. Aquilo que só você poderia produzir ou pensar, aquilo que mais te representa. A intuição só acontece quando há um contato direto do praticante com aquilo que ele verdadeiramente é. A intuição é tão falada no meio do Yoga, pois ela é o que mais aproxima o YogIN da sua essência, chamado no Yoga de purusha.   Para Pátãnjali, o que importava era esse caminho para o praticante chegar a meta e por isso os capítulos do seu livro são chamados de páda, que em sânscrito significam passos ou caminho.   LEIA AQUI SOBRE AS DEFINIÇÕES DO YOGA - O QUE É O YOGA?   Praticar Yoga é buscar estabilidade física, emocional ou mental. Em determinada parte da prática, os yogins aprendem a direcionar sua atenção para um som (mantra) em outra para a respiração (pránáyáma), depois para uma única imagem (dhyána) ou para o corpo (ásana). Esse treinamento de deslocamento da atenção para as diferentes partes é um dos mais importantes aprendizados da prática. Melhorando isso durante as aulas, conseguirá fazer o mesmo no seu trabalho, focando no que é mais importante, na leitura, conseguindo ler sem precisar voltar páginas ou mesmo numa troca de carinho tornando a experiência mais proveitosa. Yoga para mim é isso, um grande universo de descobertas, experiências e aprendizados. Um despertar da essência, um encontro consigo mesmo.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

Dicas de Yoga | 10 mar 2018 | Daniel De Nardi

Como começar a Meditar

Como começar a Meditar - Passo a Passo do YogIN Todo novo aluno do YogIN App recebe uma série de aulas para saber praticar as partes fundamentais do Yoga. Chamamos esse programa de Passo a Passo do YogIN e nele são ensinados os principais respiratórios, técnicas de relaxamento e meditação. Nesta aula, a professora Mayara Beckhauser ensina os primeiros passos para quem está começando a meditar.   https://www.youtube.com/watch?v=FaRAVonbs_o ---------------------- YogIN App é a primeira plataforma online do Brasil com aulas de Yoga interativas. Nossos professores podem corrigi-lo durante a prática. ॐ  

YogIN App
Filosofia do Yoga | 25 mar 2018 | Daniel De Nardi

O que é o Yoga?

O que é o Yoga? Não é simples definir uma filosofia que vence o tempo e perdura por mais de 5mil anos. Como você pode ver NESTE VÍDEO, o Yoga vem se resinificando ao longo da história, mudando sua linguagem, incorporando técnicas e conceitos mas mantendo sua proposta original, dar subsídios para que o YogIN conquiste um estado de libertação (moksha) quando o YogIN toma consciência de sua verdadeira essência e consegue manifestá-la no dia a dia. As primeiras escrituras (Vedas e Yoga-Sutra) a falar sobre Yoga tratam de liberdade (kaivalya) como o objetivo final desta prática. Para se vivenciar a liberdade é preciso entender o que nos aprisiona. O que nos impede de revelar o EU? O Yoga reconhece que o ser humano possui uma grande carga de condicionamentos (vasanas) que lhe impedem de manifestar o EU (purusha). Os condicionamentos são impostos pela educação dentro de uma sociedade e muitas vezes eles são contrários aos anseios da essência (Purusha). A vida condicionada impede o desenvolvimento do potencial e gera angústias (klêshas). O processo não é ignorar toda a educação recebida, mas identificar dentro dos comportamentos que foram impostos, quais são realmente favoráveis e alinhados com o EU e quais não. O Yoga vê o ser humano como um sistema integrado no qual, corpo, emoções, pensamentos e intuição possuem relações diretas. Cada uma dessas partes, interfere diretamente na outra e para alcançar o objetivo da revelação do EU, a prática tem que atuar nestes diferentes aspectos. Os asanas (posturas) atuam mais no nosso aspecto físico, entretanto, irão também atuar na parte emocional, diminuindo a agitação do corpo e reduzindo a ansiedade. Os pranayamas (respiratórios) priorizam o aspecto emocional, pois as emoções estão diretamente associadas à respiração. Uma pessoa ansiosa respira de forma superficial e acelerada. Por outro lado, um estado de serenidade combina mais com respirações mais profundas e lentas. A meditação (dhyana) faz uma expedição pela intuição exigindo que o praticante concentre-se apenas nele mesmo para trazer à tona o que é puramente seu. Um tipo de manifestação da intuição são insights que a meditação desenvolve em seus praticantes. O Yoga é uma grande aventura. Uma aventura num terreno um tanto desconhecido, uma busca por essa revelação que pode também ser chamada de realização espiritual, a união consigo mesmo. Alcançada a partir da tomada de consciência de aspectos comportamentais profundos que estavam inconscientes e que a prática despertou. Uma transformação integral (físico, emocional, mental e intuicional). A palavra Yoga, vem do sânscrito e possui muitas traduções. Dentre elas, União e Disciplina. Disciplina do corpo e da mente, unindo e integrando as diferentes manifestações do ser humano para que ele possa revelar seu verdadeiro EU e trazê-lo para o dia a dia. Somente assim, integrando a prática com sua vivência do dia a dia, é que o YogIN consegue se realizar e ser quem realmente é em sua essência.     Para receber conteúdo de Yoga semanalmente no seu email clique no botão

YogIN App
Filosofia do Yoga | 2 jul 2018 | Daniel De Nardi

Yoga – definições

Yoga - definições Quando os antigos sábios começavam a falar de um determinado assunto, faziam questão de definir o que entendiam por tal matéria. Patañjáli, criador do Yoga-Clássico, fez isso pegando emprestada uma definição de um texto ainda mais antigo a   Yogashara Upanishad e disse que Yoga é a supressão da instabilidade da consciência. Uma ótima definição, uma vez que buscamos no Yoga, através da estabilidade de todos os nossos planos de consciência, conhecer aquilo que realmente somos.   PARA SABER MAIS LEIA O ARTIGO - O QUE É O YOGA   Minha capacidade de síntese ainda não alcançou o patamar dos grandes Mestres, mas vou me atrever a fazer a minha definição de Yoga. Antes de qualquer coisa gostaria de esclarecer que o Yoga atua em esferas muito profundas do ser humano. Talvez nosso conhecimento intelectual, jamais chegue a entender o manancial de sabedoria que as técnicas do Yoga possuem. O Yoga é, por excelência, uma filosofia que busca revelar-nos nossa verdadeira identidade. É um processo desencadeado pelas práticas de auto-percepção e de permissão que a consciência se manifeste no dia-a-dia. Sinto que quando estou em um período de maior constância de práticas, meu cotidiano se torna uma grande prática e, se passo um tempo sem praticar, acabo por me afastar de minha consciência e me torno menos eu mesmo e conseqüentemente menos feliz. Talvez essa felicidade seja o melhor indicador para a evolução nessa filosofia. Uma felicidade que independe de situações externas, uma felicidade que necessita ser compartilhada e que com mais práticas se torna cada vez mais presente em minha vida.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão  

YogIN App
Dicas de Yoga | 29 dez 2018 | Daniel De Nardi

Que cores mentalizar

Que cores mentalizar Por mais incrível que pareça, a visualização de cores pode interferir nas sensações. Quando o YogIN toma conhecimento dos efeitos das cores, manipula-as conforme seus objetivos na prática. Todas as cores podem ser mentalizadas. O verde por exemplo, por ser uma cor associada à natureza, favorece a regeneração celular, saúde e longevidade. Dentro da prática de ásana, posições psicofísicas, trabalha-se muito com o laranja quando há necessidade de estímulo e azul celeste para relaxamento.   Como as cores conseguem interferir nas sensações?     Quando falamos de reações corporais como as desencadeadas por este tipo de mentalização, estamos falando de sistema nervosos autônomo, o qual responde automaticamente às situações. Reagindo muitas vezes até mesmo contra à nossa \"vontade.\" Ao longo de milhares de anos, o Homem se colocou em situações em que não havia tempo para processar a melhor forma de reagir. Era preciso agir imediatamente para não perder a vida. A repetição deste tipo de situação por milhares de anos, fez com que se automatizasse determinados comportamentos para determinadas situações. Imagine você no meio da selva.  Surge à sua frente um animal enorme. Não há tempo para pensar o que seria melhor fazer - bom esse animal não é carnívoro, então não deve estar atrás de mim, basta correr moderadamente na direção leste que ele desiste. Nada disso! O corpo gera medo, uma descarga descomunal de adrenalina e milhares de outras substâncias são jogadas na corrente sanguínea, você está pronto para lutar pela sua vida, o sangue sai dos órgãos e se desloca para os músculos e imediatamente você corre o mais rápido que pode. Este é o tipo de reação gerada pelo sistema nervoso autônomo simpático, responsável pelo que nossos ancestrais viam como fuga ou luta e que hoje chamamos de stress. O sistema oposto ao simpático, o parassimpático, também reage de forma involuntária, sempre tentando frear a aceleração do simpático. O parassimpático é quem baixa a pressão sanguínea, reduz a euforia e relaxa. Assim como a sensação de pânico ativa o stress, a sensação de segurança gera o relaxamento. Não conseguimos relaxar se não nos sentimos seguros. Nossos ancestrais, foram geração após geração automatizando o comportamento - se há perigo, deve haver estímulos para a luta ou a fuga, se há segurança, pode-se descansar.   Como o ser humano se via 50 mil anos atrás? Voltemos à remota época em que vivíamos nas cavernas ou em cima das árvores. Por mais que não pareça, vivemos pelo menos 50 vezes mais tempo desta maneira do que de uma forma aproximada do estilo de vida da nossa era. Nosso corpo traz muita informação que foi introjetada durante estes milhares de anos em que vivemos com poucos recursos. O Homem olha para o lado, certamente sente desespero. Não sabe descrever verbalmente, mas consegue perceber que praticamente todos os animais são mais fortes que ele. Os predadores deslocam-se mais rápido, enxergam à noite, possuem dentes enormes e afiados e presas assassinas. Sente-se desprotegido, logo tenso, especialmente à noite. Éramos uma das espécies mais frágeis que existia. Só sobrevivemos devido a fatores, como a proximidade dos genitores que passavam anos e até hoje passam nos dando instruções de sobrevivência. O Homem foi o animal que melhor conseguiu transformar suas dificuldades em diferenciais competitivos de sobrevivência. Quando o sol se punha, ficávamos extremamente expostos aos perigos dos animais predadores que possuíam o diferencial da visão noturna. Noite era sinônimo de muita preocupação para nós. Este é um dos motivos pelos quais as crianças costumam ter tanto medo do escuro. Muitos desses medos atávicos continuam no nosso subconsciente. Quando o dia clareava, víamos o céu azul. Céu azul representa mais capacidade de proteção, segurança e consequentemente relaxamento. Por gerar sensação de segurança, o azul ativa o sistema parassimpático, responsável pela descontração. Mentalizar luz azul para uma parte do corpo enquanto você executa uma posição de alongamento é trazer a lembrança de que amanheceu e se há luz, você pode relaxar pois está menos exposto ao riscos noturnos. Do outro lado, temos o laranja. Na paleta de cores, o laranja é uma derivação branda do vermelho. A cor vermelha tinha neste passado, associação quase imediata com o sangue. Sangue significa perigo, risco, logo sistema nervoso simpático. Inclusive um dos efeitos do stress é aumentar a capacidade de coagulação do sangue. Se há perigo, há possibilidade de sangrarmos, o corpo precisa dificultar essa saída. O vermelho desperta esse sentido de urgência, dando estímulo ao sistema simpático. O laranja sendo um tom de vermelho atenuado, não possui essa forte ativação, mas gera estímulos, sem  o desespero. É a cor ideal para mentalizar em posições que exigem força ou maior nível de esforço. É a cor da energia, da euforia positiva, da força de vontade! Procure usar bastante as visualizações de cores durante a prática. Quando estiver bem treinado, aproveite-as também no seu dia a dia. Aquela força extra da auto superação pode vir junto com a mentalização do laranja e o sono pode ser embalado pela descontração do azul celeste. Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão  

Filosofia do Yoga | 8 maio 2019 | Daniel De Nardi

O CORPO E O ÁSANA

O Corpo e o Ásana UM POUCO DE HISTÓRIA A proposta deste texto é falar sobre a parte corporal do Yoga, o ásana. O Yoga é uma filosofia de vida que tem como objetivo o perceber sua verdadeira identidade uma Identificação com o EU. Para alcançar essa meta, o Yoga dispõe de uma variedade de técnicas que vão obrigando o YogIN a prestar mais a atenção em si mesmo. É como se o YogIN ligasse uma chave de consciência e a deslocasse ora para respiração ora para uma parte do corpo. Com isso o YogIN aprende a lidar com sua capacidade de observador, característica da identificação com a consciência - observar-se mais.  As técnicas para que o o YogIN aprenda a habilidade de comandar a direção do seu complexo (mente/emoção) vão desde exercícios com as mãos (mudrás) até meditação (samyama), podemos também citar os respiratórios (pranáyámás), vocalização de sons e ultra-sons (mantras) e a técnica corporal (ásana), a qual iremos abordar. Cada uma dessas técnicas atua em diferentes áreas do ser humano a fim de que ele possa ampliar sua capacidade de auto observação e ganhar mais energia vital para realizar seus objetivos. O Tantra divide as técnicas em dois gurpos  Shivas - voltadas para a aproximação desta consciência pura  Shaktis - técnicas de geração de energia, processo indispensável ao desenvolvimento do YogIN. Apesar de poder se meditar em um ásana (dhyanásanas), a prática de ásanas que envolvem movimentação e diferentes níveis de esforço tem como objetivo esse movimento da energia no corpo, prána. Tanto para desobstruir canais de energia (nadís) quanto para gerar mesmo energia, com bandhas e outras técnicas. Quando o yogin começa a fazer uma posição é muito importante que ele se sinta bem executando-a, pois no Yoga valoriza-se a permanência e é muito difícil permanecer muito tempo se você não está se sentindo bem na posição. Da permanência longa depende a evolução na execução, ganhando-se alongamento, força e flexibilidade e também a ampliação a capacidade de auto-observação já citada como um dos objetivos da prática. Mencionei também os respiratórios (pránáyámas) que podem ser praticados a parte, em qualquer posição sentada, ou dentro do ásana. Escolas como o Ashtanga, aconselham a execução do ujjay um respiratório que aquece o corpo e produz um soa parecido com ressoar. A respiração é uma das ferramentas mais importantes do Yoga. “A mente é senhora dos sentidos, mas a expiração é senhora da mente.” diz o Hatha Yoga Pradipika, principal obra de ásanas no Yoga. Com a respiração consciente, consegue-se atuar na melhor administração do emocional e na redução do desgaste, seja este físico ou por uma situação de stress. O princípio disso é que assim como o nosso emocional influencia a respiração, podemos fazer o caminho inverso e a partir da respiração também influenciar o emocional. Não significa que você vai parar de sentir ou que nunca ficará cansado, mas o fato é que sempre quando sentimos um stress muito grande ou um cansaço forte o corpo fica se desgastando para se recuperar. Liberando diversas substâncias, nem sempre saudáveis para as células. Essa recuperação poderá ser mais rápida a medida que se controla o processo respiratório. Dentro do ásana a respiração vai contribuir nesses dois sentidos, diminuindo o desgaste físico e permitindo um mergulho maior para dentro de si a medida que se executa a posição. Além disso, pode-se aplicar vocalizações (mantras), meditações em alguma parte do corpo (samyama) e mentalizações. Tudo isso, amplia a vivência e os efeitos de cada posição. O QUE AS ANTIGAS ESCRITURAS HINDUS DIZEM DO ÁSANA Que fique bem claro: não se trata em absoluto de convidar os doutos europeus a praticar Yoga (o que aliás é menos fácil do que dão a entender certos amadores), nem de propor às diversas disciplinas ocidentais que aplique métodos do Yoga ou adotem sua ideologia. Uma possibilidade que nos parece bem mais fecunda é estudar o mais atentamente possível os resultados obtidos por tais métodos de investigação da psique. Assim, abre-se ao pesquisador europeu toda uma experiência imemorial referente ao comportamento humano em geral. Seria imprudência não se tirar proveito disso. Mircea Eliade, Yoga Imortalidade e liberdade.   Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto que iriam abordar. Seguindo seu exemplo, vou começar pela definição de Yoga mais clássica que existe, feita por Pátañjali um importante mestre que viveu na Índia no século III A.C. Pátãnjali tem uma importância muito grande dentro da história desta filosofia, é considerado o pai do Yoga pois ele foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sútra. Este livro é escrito em aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começando desta forma. I - 1 Agora o conhecimento do Yoga I - 2 Yoga é a supressão da instabilidade da consciência Então para o Yoga o importante é reduzir todas as formas de instabilidade, sejam elas físicas, emocionais ou mentais para que a consciência em sua forma mais limpa possa ser vislumbrada. Esse processo vai sendo conquistado de diferentes formas, os yogins aprendem a direcionar sua atenção ora para um som (mantras) ora para a respiração (pránáyáma), ora para uma única imagem (samyama) ou para o corpo (ásana) e neste último ponto que começa o nosso trabalho. O corpo é portanto, uma importante ferramenta para que o yoga atinja sua meta. O ÁSANA Começaremos mais uma vez usando uma definição de Patáñjali para ásana, feita no Yoga Sútra capítulo II, versículo 46 \"ásana é toda posição firme e agradável.\" Patánjáli viveu em uma sociedade extremamente patriarcal. No século III A.C., a cultura do guerreiro era bastante presente na Índia. Os arianos haviam dominado o país e imposto sua filosofia comportamental, na qual, a repressão ao prazer era prática regular. Treinamentos militares primitivos eram comuns entre os jovens e os guerreiros gozavam de prestígio dentro da sociedade. Apesar disso tudo, Patánjali define a parte corporal da filosofia que desejava propagar como algo \"agradável\", portanto prazeroso. Isto certamente deve ter gerado muitos questionamentos quando foi apresentado. Entretanto, Patánjáli não estava criando um método novo. O Yoga já existia na Índia há pelo menos dois mil anos antes dele escrever seu livro. Os textos mais antigos do hinduísmo, Vêdas, Ithásas e Upanishads já citavam expressamente suas técnicas e efeitos.   \"É por isso que o YogIN une dessa maneira o prána, a sílaba OM e este universo com todas as suas inumeráveis formas [...], razão pela qual esse processo chama-se Yoga. A unidade da respiração da consciência e dos sentidos, seguida pela extinção de todos os conceitos: isso é o Yoga,\" Maitri Upanishad (VI, 25)   Além disso, selos que datam mais de 6000 anos e que eram usados para marcar mercadorias mostram imagens de YogINs em posições de meditação. O outro ponto citado por Pátañjali é a firmeza, \"firme e confortável.\" Essa cartacterística é relacionada com a busca pela estabilidade \"supressão da instabilidade da consciência\" citada no início. No capítulo 2 versículo 47 Pátañjali fala da técnica corporal \"Ela é dominada quando elimina-se a tensão e medita-se no infinito.\" Se a permanência fosse sofrida, pois neste caso a luta interna seria para se livrar daquela sensação e não por aprofundá-la. O trabalho de Patáñjali foi resgatar um conhecimento bem mais antigo que ele, de uma civilização anterior a ariana chamada drávida ou harapiana. Esse povo, ao contrário dos arianos, era avesso à guerra e consequentemente valorizava o prazer. Por conta disso, não havia como tirar o prazer da técnica corporal. Do prazer durante a prática, dependia a evolução nessa filosofia. Somente quando o YogIN consegue se sentir bem executando uma posição ele consegue estabelecer uma relação mais íntima com seu corpo, consegue aprofundar a experiência de senti-lo na totalidade. Quando o YogIN se coloca num ásana, é essencial que ali permaneça por bastante tempo para que os efeitos de descobertas e autoconhecimento venham a tona. Isto seria impossível sem o conforto e a permanência longa. Cada vez mais a medicina e a psicologia modernas tem observado que tudo o que sentimos, de alguma forma fica impregnado no nosso corpo. Uma tensão emocional gera uma tensão dos músculos, assim como uma situação descontraída faz com que eles relaxem. Sendo assim, hoje algumas linhas de psicologia, como a de Reich, tem usado um trabalho corporal para liberar tensões ou até traumas do pisiquismo dos pacientes. O Yoga já vem trabalhando nesse sentido há todos esses anos. Atuando não necessariamente em casos extremos como Reich, mas para todas as pessoas que desejam se conhecer mais. A medida que paramos alguns minutos numa posição e observamos às reações do nosso corpo à ela, conseguimos obter informações importantes para a nossa melhoria como ser humano. Uma pessoa ansiosa por exemplo, que consiga se superar no sentido de estabilizar o corpo por um tempo, terá invariavelmente um reflexo positivo disso em seu comportamento. Além disso como o corpo é agitado e arritmico por natureza, movimentando-se até mesmo quando dormimos, estabilizá-lo pode significar um controle sobre humano. O Yoga tem essa ambição de tornar seus praticantes mais que simples viventes, mas pessoas que conseguem algo a mais que simplesmente seguir seus condicionamentos e boa parte desses resultados é conquistado graças ao ásana.      (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({ google_ad_client: \"ca-pub-2658722709412110\", enable_page_level_ads: true }); Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

YogIN App
Vídeos de Yoga | 14 maio 2019 | Equipe YogIN App

Passo a Passo do YogIN – Sinta-se guiado ao iniciar sua prática de Yoga

Passo a Passo do YogIN - Sinta-se guiado para iniciar sua prática de Yoga Iniciar a prática de yoga não é tão simples quanto imaginávamos ao ver as fotos de praticantes de nível avançado não é mesmo? Além de percebermos as limitações físicas, também geramos muitos estímulos mentais talvez nunca antes experimentados. Foi pensando nisso que nós do YogIN App criamos uma categoria de aulas gravadas especialmente para alunos iniciantes, que vai assegurar que você inicie a sua jornada de prática confortavelmente. A série de aulas, conduzidas pelos professores Fernanda Degilio e Daniel De Nardi, já conta com 19ª  passos e você pode praticar clicando AQUI. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Ainda não é aluno? Acesse yoginapp.com/assinaturas e escolha a sua!  

YogIN App
Filosofia do Yoga | 28 maio 2019 | Equipe YogIN App

Curso Satsang – Autoconhecimento no Yoga

Curso Satsang - Autoconhecimento no Yoga SatSang é tradicionalmente uma conversa de investigação pessoal. Um bate papo sobre autoconhecimento e como a tradição em questão vê a saída do sofrimento. Neste curso, o professor Daniel De Nardi fala como o Yoga propõe essa saída e o que um praticante deve saber para chegar lá.     Clique no botão abaixo e adquira esse curso agora mesmo!

1 2 3 10