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meditação


medite - acordar bem
Vídeos de Yoga | 12 jun 2021 | Daniel De Nardi

Live com Dicas para Acordar Bem – Medite

Meditar para começar bem o dia! Live sobre a primeira dica para acordar bem - Medite. Nesta aula explicamos a Meditação da Memória dos Sonhos, técnica muito eficiente para o autoconhecimento. Entenda melhor assistindo o vídeo até o final.   https://youtu.be/zUB7AM4P-i4   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

bom yogin
Filosofia do Yoga | 29 maio 2021 | Willy Bugner

Você é um bom Yogin?

Como é ser um bom Yogin Ser capaz de fazer poses exóticas, invertidas e colocar as palmas das mãos no chão durante o Uttanasana significa, necessariamente, que você é um bom yogin? Não. O principal objetivo do yoga não é o aprimoramento físico, nem a flexibilidade, mas a meditação. O Yoga, segundo Patanjali, é a redução da instabilidade da mente. Significa ser capaz de direcionar a sua atenção para um ponto específico, não obstante o desconforto físico, psicológico e emocional, mantendo o foco e percebendo-se o observador externo ao corpo, mente e sentimentos. Isso é a meditação. Então basta ser capaz de meditar para ser um bom yogin? Não é só isso, mas estamos na direção correta. A meditação é o meio, o instrumental utilizado para transformação em uma melhor versão de si mesmo. A meditação é um treinamento da mente, que leva à autoavaliação. O objetivo não é meditar muito ou por muito tempo, mas se transformar em uma pessoa melhor. Se você está mais calmo, mais feliz e não se abala com as vicissitudes da vida, como acontecia anteriormente, você está no caminho certo. Se, além disso, não mais se compara a terceiros, mas sim a si próprio, de maneira gentil e responsável, está indo muito bem. Portanto, a prática constante do yoga, com asanas, pranayamas e, principalmente, meditação, permite a autorreflexão que leva ao aprimoramento moral e comportamental. Enfim, respondendo à pergunta inicial, o bom yogin é aquele que cresce durante sua jornada de autodescobrimento, iluminando a si próprio. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 28 maio 2021 | Carla Winter Afonso

Pragmatismo, ceticismo e meditação

Ceticismo e meditação! Para um cientista a palavra transcender significa elevar sob ou  ir além de um determinado limite, superar. Logo, quando pensamos que a todo o momento estamos superando limites, a todo o momento estamos transcendendo algum tipo de obstáculo. Talvez pela minha formação ou mesmo minha criação, acredito que transcender é simplesmente transpor um obstáculo, seja ele conseguir o emprego dos sonhos, ou obter o desempenho desejado num determinado esporte. Assim, quando comecei a praticar Yoga há 10 anos, sempre me fascinou a meditação, que implica em transcender matéria, corpo e se conectar com seu eu (o tão famoso self, estar presente). As ideias de estar presente, viver o agora,  essa noção Renato Russo: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque na realidade não há. Era isso que buscava quando comecei minha jornada. Era uma manhã fria quando saí de casa para minha primeira aula. Pensei, é agora que consigo ficar uma hora no silêncio dos meus pensamentos, até aquietá-los. No entanto, não foi o que aconteceu, ao contrário, fizemos uma série de exercícios físicos, alguns respiratórios e a professora, na sua calma, explicava o propósito de cada Asana e cada movimento que nosso corpo fazia. Confesso que quando saí da aula, senti que talvez não era bem aquilo que procurava, senti também partes do meu corpo que não sabia que estavam lá. Fiquei intrigada e resolvi ir uma segunda vez. Também não meditamos, fizemos alguns exercícios respiratórios que não entendi bem o propósito, fiquei montando mentalmente, para ser sincera, minhas aulas de administração que iria dar aquele dia. E assim foi por um longo tempo. Anos acho....não tenho  muita certeza. Quando tinha uns 4 ou 5 anos de prática, me mudei e também passei a frequentar outro espaço de Yoga. Tive a feliz constatação de que nesse novo espaço tinha uma aula específica para meditar. Foi então que nos primeiros 5 minutos a professora nos explicou que deveríamos liberar nossa mente de pensamentos. E fez uma brincadeira que não sabia ser uma história, uma parábola feita a outro Yogin muitos milênios atrás. Disse ela então: pessoal, meditar é simples. Fechem os olhos, se concentrem na respiração e não pensem em macacos. Mas por que diabos eu iria pensar nisso? Todos que praticam conhecem a parábola e foi exatamente isso que me aconteceu, eu só vi macacos durante uns 35/40 minutos que ficamos em silêncio. Nessa aula fizemos vários exercícios, meditações guiadas, exercícios de concentração, de memória. Eles corriam em paralelo com a prática de asanas. A prática física permitiu o vigor mental para que depois de uns 6/7 anos de prática eu finalmente conseguisse sentar confortavelmente sem dor ou formigamentos em nenhuma região. Isso vai de cada um,, cada um tem seu tempo. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Alguns efeitos interessantes que senti foram maior clareza mental, controle e tranquilidade após todas as sessões meditativas. Na prática ficamos sentados com a mente num estado interessante de”não pensar”. É a melhor descrição que pude encontrar do processo. No entanto, em sendo pragmática e cética, nunca pensei que ficar alguns minutos do dia ou algumas horas pudessem provocar algum efeito sob o corpo ou a mente. Claro que a prática física permite que você tenha resultados efetivos de força, flexibilidade, mobilidade, superação, transcendência. Mas a prática mental também. Sabemos, como cientistas, que o cérebro também pode e deve ser exercitado, sejam com exercícios matemáticos ou mesmo com exercícios de alta concentração mental. Sabemos que em se praticando podemos até produzir mais ou menos impulsos elétricos que permitem melhor funcionamento do coração, dos órgãos em geral e até mesmo do sistema imunológico. Isso tudo é comprovado, não preciso aqui me ater a isto. Tão somente quero deixar registrado um depoimento pessoal, de uma pessoa cética e pesquisadora curiosa. Sou formada em administração e nos anos que participei de pesquisa, sempre procuramos testar hipóteses. Como por exemplo, será que existe relação da variável A e B. Fácil saber:  basta você testar a relação. Mas como cientista social também sei a dificuldade de testes usando como cobaias seres humanos. Assim, com esse enquadramento mental, passei a fazer testes pessoais: meditar antes de palestras importantes, entrevistas, reuniões. Tentar usar a meditação como simplesmente aquietamento. Percebi que fico mais perceptiva e empática a outras pessoas. Isso significa que percebo melhor o que o aluno, por exemplo, quer saber, está com dúvidas. Parece simples, mas isso melhora a qualidade da aula. Seja ela uma aula de Yoga ou uma aula na faculdade de administração. No dia a dia, também percebi mudanças circunstâncias, fiquei mais calma, com a fala mais mansa, e com melhor claridade para resolver qualquer problema que por ventura ocorre. Faz muitos anos que não tenho uma explosão emocional, TPM não conta..... Mas o mais engraçado disso tudo foi como aprendi a meditar. Todas às sextas durante muitos anos faço uma aula que trabalha articulações e por acaso ela é voltada para mobilidade na terceira idade. Uma das alunas que tivemos foi a Lúcia ( que já está em outro plano, para os que acreditam). A Lucia tinha coleção de contadores de passos e vivia me contando que tinha um fascínio por contar passos, nos diversos locais que ia a pé no centro da minha cidade. Ela me mostrava seu contador sempre que chegava na sala, para dizer que tinha se exercitado, o que iria melhorar a prática dela de yoga. Sempre me contava e a professora que isso aliviava sua cabeça e a distraia, já que era muito sozinha. Numa das práticas de meditação a Lúcia me falou que contar a ajudava a relaxar. A professora sempre falava para nos fazermos isso e eu achava banal que não levaria a lugar nenhum. Daí comecei a mentalizar minha ida a pé até a universidade e contar os passo até lá....rs Ufa anos depois meditei. E te falar que o tempo não passou, como se você ficasse boiando num tempo paralelo, numa sensação de leveza. Voltei revigorada. Cada um, tenho certeza, tem a sua história com a meditação e com o Yoga. Mas meditar implica num trabalho de dedicação que não somente mental, mas também físico de flexibilização da mente e do corpo. De acordo com os textos védicos, a meditação é uma prática onde o individuo foca a mente num objetivo, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional. Talvez os textos hinduístas védicos sejam os primeiros a terem usado a meditação como forma de encontrar a libertação, ela entendido como sendo a libertação de tudo, inclusive emocional e material. É comum encontrarmos figuras e deidades em posturas meditativas dentro da tradição hinduísta. Já a chegada da meditação no ocidente trouxe a evolução do estudo sobre o self e a acuidade mental. Questões de atenção plena, desenvolvimento mental para alterar estruturas do corpo físico. Tudo isto feito numa perspectiva cientifica. Acredito que ainda temos um longo caminho a evoluir. Assim, como professora, pesquisadora e curiosa continuo nos meus estudos. E seguimos na contagem dos passos da vida para que assim possamos tranquilizar e sintonizar com nossa verdadeira essência. Namastê 

Filosofia do Yoga | 27 maio 2021 | Mahe Ferreira

Yoga e Pineal

A glândula da iluminação! Nossa prática de yoga sempre possui um objetivo final e várias consequências felizes - mas nem sempre sabemos exatamente quais elas serão. Na maioria das vezes, esses benefícios chegam até nós de forma natural: a necessidade de se alimentar melhor, a habilidade de controlar o stress do dia a dia, melhoria da relação com pessoas próximas, etc. Tudo devido ao poder que a prática de yoga possui de desbloquear canais energéticos ao longo do nosso corpo, permitindo que emoções fluam e que os insights mais interessantes e reveladores aconteçam. É claro que nosso corpo energético tem reflexo direto no corpo físico e vice-versa. Os pontos mais importantes onde se dão estes reflexos são as nossas glândulas, e cada uma dessas glândulas está associada a um chakra (roda ou ponto de energia) específico. Uma prática constante equilibra o trabalho destas glândulas, equilibra os pontos de energia e consequentemente traz boa saúde. A glândula pineal     Se formos um pouco mais além da boa saúde, percebemos um maior entendimento e conhecimento sobre nós e nosso lugar no mundo. Boa parte deste processo de despertar da consciência vem de um lugar específico do corpo, nossa glândula pineal, que é representada pelo chakra da coroa, a nossa ligação com o registro akashico e com Deus, universo ou como você preferir chamar essa força superior. A pineal é tão importante assim pelo fato de ser a única glândula que libera um hormônio num bebê no momento em que ele nasce e também em uma pessoa assim que ela morre. E é curioso pensar que a sensação desses momentos tão opostos possivelmente são muito semelhantes por conta dessa liberação, né? Esta liberação também existe no dia a dia de um ser humano conectado que vive em equilíbrio com seu dharma, pois quando fazemos o que amamos, sentimos muito prazer, entramos numa espécie de estado de transe onde não existe tempo nem espaço, não existe autocrítica e nem esforço. Pense num músico inspirado pela sua música, num pintor fazendo a sua arte, num escritor fluindo com suas palavras, em você olhando para o horizonte de um mar infinito. Controle das flutuações da mente Existem estudos sobre os benefícios deste sentimento em nossas vidas e esta sensação deve acontecer com cada vez mais frequência em nós. Este estado pode ser considerado também o Nirodhah, ou o controle das flutuações da mente. É onde, no yoga, conseguimos ultrapassar o oceano de preocupações e pensamentos e começamos a apreciar a verdadeira quietude. Atualmente, vivendo cercados de concreto, críticas, julgamentos, sentimentos tóxicos e comidas processadas, nossa glândula pineal é calcificada e isto impede que ela produza a substância exímia para uma vida próspera e saudável. Assim, o yoga pode e deve nos trazer a feliz consequência de descalcificá-la e permitir que tudo flua como deve ser.   Namastê!

Meditação | 25 maio 2021 | Equipe YogIN App

Colégio da rede pública de São Paulo adota meditação para crianças

Colégio da rede pública de São Paulo adota meditação para crianças Para diminuir a ansiedade, um colégio da rede pública de São Paulo adotou a meditação para crianças. Um método que, de acordo com especialistas, também pode beneficiar essas crianças quando elas chegarem à vida adulta. Segundo o  Wikipédia: A meditação pode ser definida como uma prática na qual o indivíduo utiliza técnicas para focar sua mente num objeto, pensamento ou atividade em particular, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional.. Sua origem é muito antiga, remontando as tradições orientais, especialmente a ioga, mas o termo também se refere a práticas adotadas por alguns caminhos espirituais ou religiões, como o budismo e cristianismo, entre outras. Textos orientais consideram a meditação como instrumento que leva em direção à libertação. Algumas distintas definições que normalmente são usadas para meditação são: prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra); uma abertura mental para o divino, objetivando a orientação de um poder mais alto; um estado de silêncio que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos; contemplação da realidade e seus aspectos, (como a impermanência, por exemplo), desenvolvimento de uma determinada qualidade mental, como energia, concentração, plena atenção, bondade, etc e pensamento sustentado e aplicado em um tema (como na meditação cristã) Assista a reportagem completa feita pelo canal RedeTv e veja os relatos das crianças sobre as melhorias que vêm sentindo em si e em sua família. Clique abaixo para assistir:   Reportagem: Rede Tv   Confira também nossa categoria aulas gravadas de RELAX E MEDITAÇÃO clicando aqui, Tire 15min, 30min ou 45min por dia para praticar  e melhore sua qualidade de vida!   Ainda não é um assinante? Acesse yoginapp.com/assinaturas e escolha a assinatura que combina melhor com o seu dia a dia. Alcance mais equilíbrio com Yoga e meditação. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Meditação | 20 maio 2021 | Daniel De Nardi

Meditação – uma reeducação cerebral

Reeduque sua Mente! Conheci Richard Dawkins em 2009. Ele veio à Paraty falar na Flip, principal festa literária brasileira. Dawkins é biólogo e escritor. Um ativista da ciência que prefere ser conhecido como um \"poeta da realidade\". Na palestra, falou principalmente na teoria contida em seu livro O Gene Egoísta.  Resumidamente, Dawkins mostra provas que somos apenas um veículo de genes. Os genes nos usam para sobreviverem e serem levados às próximas gerações. Grande parte (há quem diga que absolutamente tudo) do que fazemos tem no fundo o objetivo de preservar nosso DNA e repassá-lo aos nossos filhos. Os genes humanos que vem sendo preservados, desde que começamos a usar ferramentas e nos destacar de outras espécies, são dos indivíduos que conseguiram antecipar ou remediar melhor as situações de perigo. Viveram mais e se reproduziram à beça, espalhando seus genes pelo mundo. Reeduque sua Mente! Infelizmente, nosso cérebro não foi construído para a felicidade ou para libertação dos condicionamentos. A verdade é que desde a pré-história, ele vem sendo moldado com um único objetivo - sobreviver. No entendimento do cérebro, a melhor situação possível é aquela que o manterá vivo por mais tempo - repouso e um bom estoque de comida calórica. Condicionamos o sistema nervoso a enviar estímulos de prazer toda vez que agimos a favor da sobrevivência. Agora você entende porque é tão difícil acordar cedo e tão gostoso não sair da cama e voltar a dormir de manhã, é o seu cérebro dizendo faça a coisa certa descanse que te recompensarei. Toda vez que fazemos algo que o cérebro entende como um sinal de preservação ele nos premia liberando substâncias que geram prazer como a dopamina ou serotonina. E tal como macaquinhos de laboratórios que fazem malabarismo por algumas gotas de suco de laranja, fazemos das tripas coração para repetir a ação e sermos agraciados com mais uma dosezinha de serotonina.   Você conhece alguém viciado em salada, falei salada, não regime? E quantas pessoas você conhece (pode se incluir na conta) que não resistem ao chocolate? Alimentos gordurosos ou com altos níveis calóricos são entendidos pelo cérebro como mais estoque para a sobrevivência. Logo, se ingeridos, o indivíduo será recompensado com liberação daqueles já falados e tão desejados estímulos do prazer. Por essa lógica você também entende o vício em adrenalina. Em perigo, o corpo usa todos os recursos para tentar sair da situação. O pânico é um recurso pela vida. Um dos efeitos da adrenalina é diminuir o sangue nos órgão e aumentá-lo nas pernas e braços para que com isso você tenha mais chance lutando ou correndo. Quando o cérebro entende que você conseguiu sobreviver aquela quase morte, ele te diz em forma de estímulos neurais, você conseguiu sobreviver, quando acontecer de novo aja dessa forma, tome aqui uma bomba de dopamina.   Tem vezes que a gente está triste e chuta o balde na comida Quando algo nos abala emocionalmente, o cérebro identifica a queda de energia e providencia imediatamente estímulos para que se adquira mais estoque de alimentos e se reduza o gasto energético = chocolate, cama e isolamento.   A reeducação  O amigo de Dawkins, Lawrence Krauss, é físico e defende em O Universo a partir do Nada a criação do mundo sem nenhuma interferência (teoria que se parece muito com as ideias do Sámkhya, a mais antiga filosofia indiana) ele argumenta que uma das coisas mais incríveis de ser humano é que apesar do cérebro ter sido projetado desta forma, apenas para nos defender dos perigos da vida, ele pode sim criar coisas fantásticas como uma Teoria da Gravidade e depois vencê-la fazendo um objeto voar por kilômetros. O homem não nasceu para entender as estrelas, mas apesar disso já chegou à Lua e tecnologicamente, há bilhões de planetas. As linhas mais modernas de nutrição já começaram a entender que boa parte da dificuldade na boa alimentação está em desprogramar o cérebro para essa \"necessidade\" de manter os estoques de gordura e calorias sempre alto. Este tipo de atitude foi essencial quando vivíamos nas cavernas ou florestas e nunca sabíamos quando teríamos a próxima refeição. Só que essa urgência por comer o máximo e nesse instante, não faz mais sentido nos dias de hoje que temos qualquer tipo de alimento ao toque de um dedo no celular. Vencer condicionamentos atávicos é uma luta árdua, estamos falando de necessidades vitais, que estão armazenadas em áreas profundas do cérebro como o sistema nervoso autônomo responsável pelos instintos primitivos de sobrevivência. Quando olhamos para um copo de milk-shake, a primeira informação que processamos é a do cortex pré-frontal, área da consciência que se diferencia nos homens em relação aos outros animais. Essa parte do cérebro deixa bem claro para nós - milkshake engorda e faz mal para saúde. Só que não é difícil ignorá-la para começar a ouvir o que tem a dizer o sistema nervoso autônomo que lá do fundo do cérebro anuncia - milk-shake = sobrevivência, se você comer te darei um banho de prazer. Tomar a melhor decisão dependerá de altas doses de consciência e determinação no momento do ato. O cortex pré-frontal pode sim comandar nossa atitude quando vamos decidir entre um chocolate ou a fruta. Temos que deixar claro ao nosso cérebro (e aos nossos instintos) que hoje em dia, não há mais tanto risco para escassez de comida, não há mais necessidade de estocar, a guerra acabou! E a meditação? Esse processo de comportamento baseado em estímulos para se repetir condicionamentos ancestrais, também está acontecendo no âmbito dos pensamentos. Quem sobrevivia mais - o Homo Sapiens agitado que olhava para os lados o tempo todo e chegava ao ponto de respirar mais fundo apenas para tentar identificar mudanças no aroma e prever um ataque selvagem ou aquele que ficava apenas olhando para o tronco das árvores? Certamente os que ficavam olhando para tudo e pensando o tempo todo nos perigos foram os que mais sobreviveram, em outras palavras, os dispersos venceram. Só que assim como acontece com a alimentação, será que hoje em dia ser disperso ainda é um diferencial? Assim como o alimento não vai acabar amanhã, provavelmente um tigre não irá atacá-lo enquanto você estiver dormindo. Manter os sensores alertas e uma atenção permanente contra os perigos não é mais uma vantagem que valha a pena ser cultivada. Não foram os dispersos que criaram a Teoria da Relatividade ou o carro elétrico. Neste momento histórico, a diferenciação está do outro lado. Quem consegue se manter focado num único objetivo pelo tempo necessário até ele dar certo é que se diferencia dos demais. O foco, que a história do nosso cérebro não gosta, é hoje a grande arma da sobrevivência e do sucesso tanto pessoal (auto-observação) quanto profissional. Meditar é um processo duro porque você precisa reeducar a mente e lutar contra 100.000 anos de recompensas sendo dadas às dispersões e nunca ao foco. Manter a mente concentrada, no começo pode até doer, mas assim como com a alimentação você terá que usar mais seu cortex pré-frontal e quando aquela vontade que dá de parar o exercício e mandar um whatsapp para um amigo, ali, você terá que ser mais forte que o seu condicionamento primata e dizer: Eu não quero o milk-shake, prefiro a atenção mantida.   Saiba sobre como e quando a Meditação surgiu! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

chaturanga dandasana yoginapp blog
Dicas de Yoga | 13 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Para Compreender a Chaturanga Nossa de Cada Dia

Para Compreender a Chaturanga. A grande “culpada” pelo corpo dolorido após a primeira prática de Ashtanga Yoga, ao menos para as mulheres, é, geralmente a quantidade de repetições de Chaturanga Dandasana. É realizada dezenas de vezes na transição entre Ardha Uttanasana para Adho Mukha Svanasana, passando rapidamente por uma prancha no meio do caminho. Vem do Sânscrito: chatur = quatro, anga = membro, danda = bastão e asana =  postura é o nome mais decorado pelos alunos… Quem não sabe o que é uma chaturanga? Uma má chaturanga dandasana pode provocar lesões em punhos, ombros, lombar e um grande desconforto físico e psicológico. Se executada corretamente, fortalece músculos das costas, braços, tronco e área pélvica, com a ativação dos bandhas. Trabalhar seu Chaturanga pode provocar um efeito benéfico no corpo através da melhora na postura. Manter o alinhamento neutro contra a força da gravidade aumenta a força e estabilidade da musculatura das costas. Esta é a musculatura responsável por nos mantermos eretos ao longo do dia. Energeticamente, em chaturanga ou outras posturas de yoga, onde os braços e as mãos estão sustentando o peso do corpo, é proporcionada a sensação de estar emocionalmente apoiado e fisicamente forte. Quais as sensações despertadas pela execução do Chaturanga Dandasana na sua prática? Dor nos ombros ou punhos? Sensação de fracasso? Fraqueza? Você foge do seu chaturanga? Precisamos ser honestos com chaturangas. Principalmente à medida que repetimos várias vezes a postura e sentimos o cansaço mudando a qualidade da execução. Independente de se você é daqueles que desistem e se jogam no chão, ou se você não respeita seus próprios limites compensando o cansaço em ombros e punhos, hoje vamos desenvolver um chaturanga forte e poderoso. Para treinar nosso Chaturanga Dandasana, começaremos na postura da prancha. Punhos abaixo dos ombros, corpo firme e alinhado, dedos dos pés apoiados no chão. Mão firmes e dedos bem afastados. Visualize uma linha reta entre sua cabeça e seus pés, sem deixar seu quadril apontado para cima ou para baixo. Ative seus bandhas, sugando o baixo ventre e contraindo o períneo. Recolha suavemente o cóccix mantendo a neutralidade da lombar. Firme as escápulas e afaste-as do centro das costas. Contraia os quadríceps mantendo as pernas firmes. Estruture a musculatura abdominal e levemente deslize seu corpo a frente enquanto desce o tronco dobrando os cotovelos para trás. Os cotovelos colam na lateral do tronco e chegam até um ângulo de 90º. Os ombros estão levemente a frente das mãos e afastados das orelhas. Mantenha o corpo firme afastado do chão, não deixe a cabeça tombar e mantenha seu olhar direcionado suavemente para a ponta do seu nariz. Para continuar seu treino e conquistar mais força física, empurre o chão retornando a prancha e repita o movimento de descida algumas vezes. Há uma tendência de compensação que ocorre, às vezes, pela falta de força nos músculos estabilizadores de hiperestender a coluna lombar e elevar o cóccix ao ar. Isso acontece quando usamos os flexores do quadril, como o psoas. para sustentar a postura. Normalmente, neste caso, os ombros descem mais do que o indicado e alinham verticalmente com as mãos no chão. Esta tendência pode ser corrigida ativando o glúteo máximo e reto abdominal. O envolvimento desses músculos neutraliza a hiperextensão lombar. Ative firmemente sua musculatura abdominal e depois incorpore a contração do glúteo máximo recolhendo a lombar e inclinando a pélvis para trás e para baixo, mantendo a neutralidade. Outra falha comum na execução é soltar a ativação dos bandhas e a musculatura abdominal permitindo que o quadril desça antes do resto do tronco. Para evitar esta tendência, é necessário ativar a musculatura abdominal com se tivesse a intenção de levar seu umbigo nas costas e manter as mesmas dicas do ajuste sugerido acima, direcionando a pélvis para trás e para baixo. Entender o limite da altura dos ombros é difícil, a princípio, e pode ser treinado com uso de blocos ou qualquer outro objeto que possa limitar a descida exagerada. Este ajuste ajuda a visualizar a correta posição dos ombros à frente das mãos, evitando tensão desnecessária nos ombros, para isto, o bloco deve ser posicionado logo à frente de seus dedos. Quem anda pulando ou desistindo de Chaturanga Dandasana pela falta de força nos membros superiores pode realizar a variação com os joelhos no chão até que desenvolva a força necessária para executar a postura completa.   Nesta variação, há menos ativação de coxas e menor peso sobre os braços, mas a mesma necessidade de sustentar a musculatura do tronco e a neutralidade da lombar recolhendo suavemente o cóccix. Escolher uma variação não é demonstração de fraqueza, mas sim de amor e respeito ao próprio corpo. Finalize seu treino de chaturanga seguindo para sequência Urdhva Mukha Svanasana - Adho Mukha Svanasana - Balasana e tome algumas respirações de descanso. A postura é desafiadora para a maioria dos iniciantes, mas podemos aplicar as lições aprendidas com chaturanga a qualquer outro asana que exija mais de nós. Ouvir as emoções que nos limitam buscando sempre o autoconhecimento. O trabalho externo mantendo sempre a conexão com o interno traz progressos sólidos e duradouros. A força utilizada na prática não é um conceito apenas físico, é um recurso existente em nosso interior que precisa ser encontrado.   Boa prática! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

nao pule o shavasana
Podcast de Yoga | 12 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Não Pule o Savasana – Yoga Falado #31

Não Pule o Savasana! Para alguns, a parte mais difícil na prática e na vida é saber relaxar. Permitir a quebra, um momento de pausa e renovação é tão essencial quanto negligenciado na rotina da vida moderna. Vivemos bombardeados com estímulos externos, executando multitarefas e mantendo nossas mentes sempre em alerta. Estar ocupado é ser importante. Este estado mental superestimulado suga nossa energia e perdermos desempenho. É como se estivéssemos no piloto automático executando tudo ao mesmo tempo, não sendo capaz de voltar atenção para aquilo que é importante naquele momento, ou, focar, concentrar. Como fazemos com o computador ou o celular, também precisamos “reiniciar” quando não funcionamos direito. Mas antes que seja necessário clicar no restart, podemos criar um hábito de incluir pausas nos nossos dias, evitando chegar até o estado de fadiga física e mental para tal. Se praticamos diariamente, essa pausa acontecerá obrigatoriamente após uma sequência de asanas. Ainda que possa acontecer antes e durante também. Aparentemente fácil e desejada por muitos, o relaxamento, em algumas práticas chamado de Savanasa, é a postura mais difícil da sequência. Enquanto nos alongamos, movimentamos e executamos exercício de força, colocamos toda nossa atenção no corpo, mas no momento em que o corpo para, naturalmente a mente entra em foco. Então surgem as projeções de futuro, a lista do supermercado para quando sair da aula, a reunião no trabalho no dia seguinte ou os julgamentos do passado sobre algo que não aprovo da forma como aconteceu. Na direção oposta, alguns deitam em relaxamento e acabam adormecendo, o que também não é o objetivo no momento. O objetivo aqui é o relaxamento com consciência, e não o sono. Essa consciência é o que permite relaxar corpo e mente por esses preciosos minutos.   Mas se o relaxamento é o momento mais importante da prática, porque não ir direto para ele? Existem empecilhos físicos e mentais para que o relaxamento ocorra naturalmente, então é preciso que seu corpo e mente estejam cansados e distensionados o suficiente para condicionar a liberação do estresse. Dependendo do seu momento de vida, do que ocorreu durante o seu dia ou até mesmo como foram seus minutos antes da prática, simplesmente deitar e entrar no estado de relaxamento é muito desafiador. Eu costumo dar um pequeno relaxamento inicial nas minhas turmas de quinta-feira a noite por considerar que é um dia propício, onde as pessoas já chegam exaustas da semana que passou, e estão aptas a soltar. Mas em geral, o estado mental dos praticantes deve ser conduzido ao longo da sequência de posturas, do fogo e agitação (Yang) até a passividade e acolhimento (Yin) para que a entrega final ocorra. Além disso, trabalhar o diafragma praticando uma sequência de asanas antes de savasana permite que sua respiração flua livremente durante o relaxamento tornando-se quase invisível. Se você pratica sua sequência de asanas em turma, é possível que o professor oriente este relaxamento, guiando-o mentalmente pelo seu próprio corpo e buscando os pontos de tensão. Este direcionamento ajuda aqueles que possuem a mente hiperativa e sofrem em ficar parados. Mas se você pratica sozinho, precisará estudar e experimentar a melhor forma de trazer essa liberação física e emocional. Estender-se no chão e aguardar o tempo passar, além de ser praticamente impossível, não é suficiente, é necessário soltar o corpo e a mente e observar o estado de consciência que surge. Então, para soltar, deite-se no seu tapete. Afaste os pés um pouco mais que a largura do quadril e permita que seus dedos pesem para fora. Os braços afastam levemente do corpo e as palmas das mão voltam para cima, deixando que o dorso das mãos toque o chão. Feche os olhos e verifique seu conforto nesta postura. Se a lombar reclama, é necessário suspender os joelhos em uma almofada deixando-os levemente dobrados. Se há questões na cervical, ou na parte alta da coluna, use um travesseiro ou até mesmo suspenda o corpo em um apoio inclinado. Você é sua própria experiência neste caso, coloque-se confortável. Faça uma inspiração profunda e exale com som liberando toda tensão que puder junto com o ar. Essa respiração leva uma mensagem ao sistema nervoso parassimpático de que é seguro relaxar. Agora você está pronto para permanecer imóvel pelos próximos minutos. Quantos minutos você permanecerá na postura também deve ser negociado com sua rotina, necessidade, intensidade da prática e outros fatores, mas 10 minutos é um bom começo. Use os primeiros minutos para fazer um tour pelo seu corpo, de baixo para cima soltando todos os seus músculos, ligamentos, tendões e junções ósseas mentalmente. Não economize tempo nesta tarefa. Lembre-se daquela aula de anatomia da escola e vá visitando cada parte do seu corpo. Concentre-se na coluna. A cada exalação, intensifique a entrega física e mental. Observe aqueles pequenos instantes entre os pensamentos e vá permitindo que eles cresçam. new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   Para sair de savasana, volte a atenção ao seu corpo percebendo-o deitado ao chão. Faça uma inspiração profunda e inicie lentamente a movimentação dos dedos das mãos e dos pés. Amplie aos poucos seu movimento e espreguice, boceje ou faça o que seu corpo pedir. Mantendo olhos fechados, passe pela postura fetal, deitando para o lado direito e recolhendo os joelhos no peito por algumas respirações. Empurre o chão com a mão esquerda e direita até que se sente com a coluna alinhada. Neste momento é provável que seu corpo e mente estejam preparados para a meditação. Então, se puder, permaneça por alguns minutos em silêncio. Leve as mãos em prece ao peito, direcione o rosto para as mãos e agradeça a você mesmo pela experiência proporcionada. Um bom relaxamento ativa o sistema parassimpático diminuindo a atividade mental e o metabolismo, trazendo serenidade. Pesquisas sugerem que descansar a mente após o aprendizado permite melhor absorção do conteúdo estudado. Estudar o dia todo de forma automática e absorver pouco não é melhor que estudar poucas horas de forma eficiente. Assim também funciona com nosso auto-estudo. Durante o savasana, o prana que correu livremente pelo corpo encontra os chakras e as energias são equilibradas. É neste momento que os benefícios de sua prática são absorvidos. Já falamos sobre as crises de choro durante posturas de abertura de quadril no artigo anterior, mas não se surpreenda se ao soltar o corpo em savana, suas lágrimas rolarem livremente acompanhando ou intensificando esta entrega. Uma pausa é sempre bem vinda quando estamos em ritmo acelerado, no tapete ou fora dele. Não pule o Savasana.     Ouça também via Spotify ou Soundcloud.    

Podcast de Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Como acessar um podcast?

Como acessar um podcast? Sou declaradamente um fã de podcasts. Só que quando uso alguma referência e digo que ouvi isso num podcast, o interlocutor costuma me olhar com cara de interrogação. Já tentei resolver isso gravando um podcast pra falar como usar um podcast. Não funcionou bem, porque as pessoas já não ouviam podcasts então como iam ouvir um podcast que fala como acessar podcasts. O podcast pode ser acessado também pelo desktop com um click em um link (você pode testar com o de cima). Só que a boa utilidade dele, pelo menos para mim é usá-lo no celular. Assim posso ouvi-los no trânsito ou quando tenho que esperar. Na minha segunda tentativa como evangelizador de podcasts fiz esse vídeo que vai mostrar - como acessar um podcast do seu celular. Pra quem quer otimizar seu tempo e aprender sobre os assuntos que interessam, assista o vídeo e bons estudos!   Links Podcast sobre o que é um podcast Texto sobre Podcast  

asana para ficar sarado urdva mukha
Dicas de Yoga | 9 maio 2021 | Ellen Lima

Asana para ficar sarado

Asana para ficar sarado   Diz um ditado popular que hoje em dia é necessária muita coragem para amar e demonstrar sentimentos. Eu diria além, é preciso muita sabedoria e entendimento para entender que amar e demonstrar os sentimentos são os melhores remédios para o corpo e para o espírito, não apenas uma necessidade, mas um estado natural do verdadeiro Eu, que é puro e sábio. Em tempos onde controlamos e economizamos cada vez mais nossas emoções, chorar virou sinônimo de fraqueza, dar gargalhadas altas somos taxados de escandalosos, admitir que temos medo de algo então, cruzes! Vão dizer que sou fraco, frouxo; e a vontade dizer a alguém que está com saudade? Melhor deixar passar para não parecer sentimental fora de hora. A questão é que para tudo na vida existe equilíbrio e não falo aqui de se render ao desequilíbrio emocional, que também é desastroso, falo aqui sobre repressão. Hoje em dias as pessoas reprimem suas emoções cada dia mais para se encaixar no padrão da era dos humanos super adultos, controlados e “descolados” onde, já dizia em uma música do Leoni: “a ordem é ser feliz por toda eternidade feito prisão perpétua, entre sorrisos falsos e amenidades, momentos rasos de normalidade, não me apareça aqui com sua bagagem de infelicidade”. E assim somos obrigados a estar bem, parecer normal e passar por cima do que sentimos de verdade, aquele medo que poderia ser desfeito com uma conversa é escondido nos joelhos, aquele ressentimento e aquela situação que você não digeriu se esconde no estômago, aquela dificuldade financeira se esconde na sua lombar, e a carência na parte alta das costas; a culpa? Instala-se meio das costas. Aquela vontade de falar sobre idéia que parece que ninguém vai achar legal se esconde na garganta, e aquele projeto que não sai da sua cabeça, mas toda vez que você quer colocar ele em pratica algo da errado? Você esconde a teimosia em mudar o plano, em olhar por outros ângulos, na nuca, que enrijece e dói! As lembranças difíceis do passado que você não consegue esquecer, se escondem nas suas articulações. Chega uma hora que nem a mente e nem o corpo aguentam, sucumbem em ansiedade, desespero, dores físicas e até mesmo doenças. Aí você procura algo para aliviar e ajudar a se sentir menos o peso do fardo de reprimir tudo e não deixar os sentimentos e a vida fluir. Yoga! Afinal não há um yogIN que não tenha sido ‘salvo’ por essa tal filosofia. Chega à aula de yoga e dói o peito para respirar da forma correta (que você nem sabia mais como era), afinal é difícil mesmo colocar consciência quando a sociedade nos ensina a colocar no automático para render o tempo. Na meditação então? A concentração é prova de fogo, afinal como parar de pensar se é preciso analisar todas as atitudes, cada palavra, pensamentos, sentimentos, relações?! Aí chega a hora dos asanas. Opa, aí sim, aí é domínio físico, racional, então vai ser tranquilo. Você se coloca no asana e ele está fluindo e então você começa a se entregar, porque é bom estar ali, aparentemente no controle e com a cabeça ocupada só com o asana, (na verdade você está concentrado no momento presente e aí começa o yoga) e então você começa a respirar, a estar mais entregue, começa perceber o seu corpo, onde está rígido, onde está se soltando quando expira, começa ouvir seus batimentos cardíacos, começa sentir sua respiração e então se vê alí: você com seu corpo, o silêncio de estar olhando para dentro de você e sentindo uma conexão nunca antes sentida, e vem a inexplicável vontade de chorar. Se você passou por isso, entende o que eu estou dizendo, se você engoliu o choro, perdeu o estado de yoga, perdeu a maravilhosa oportunidade de deixar que seu corpo reprocesse suas emoções escondidas. Chora! Não saia do asana (a menos que ele esteja sendo violento para seu corpo), permaneça, se entrega, deixa o asana colocar tudo no lugar, movimentar a energia da emoção que ficou presa em algum chakra, em algum órgão, algum músculo, deixa o asana fazer efeito, e o efeito do yoga não é te dar um corpo sarado, é devolver uma alma “sarada”, curada de tudo que você reprimiu; deixa o yoga te ensinar a ouvir seu corpo, suas emoções e te aprende a deixar a energia da vida fluir pelo teu corpo e para além dele. Reaprende a liberdade de sentir e de ser. Enxerga a sua verdadeira e pura essência e permaneça no verdadeiro estado de entrega e confiança no seu verdadeiro Eu, que sabe como seguir no único caminho que viemos para trilhar e que nos leva à evolução e libertação: o caminho do AMOR! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

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