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meditação


Postura de Lótus
Meditação | 5 mar 2021 | Daniel De Nardi

A experiência prática da meditação

A experiência prática da Meditação Esse ano, faz 20 anos que comecei a meditar. Foi em 96 que comecei a me aventurar na experiência de aquietar a mente. Antes mesmo de começar o Yoga, já lia e fazia alguns exercícios de meditação. Foi um treinamento que valeu a pena. Me trouxe muita coisa bacana pra minha vida. Dentre elas, reduzir minha dispersão quando preciso fazer alguma tarefa que exige atenção máxima, como escrever, ler ou ver algum filme. Sinto que essa capacidade de abstração dos sentidos, como o sábio Patañjáli, pai do Yoga dizia, me ajuda a explorar melhor tudo me interessa. Uma das coisas que esse tempo de prática me ensinou, é que nosso cérebro tem um princípio de conservação de energia. Esse instinto de sobrevivência dificulta muito qualquer tipo de mudança, mesmo começar um exercício que faz bem para nós como a meditação. O cérebro não quer fazer coisas diferentes, vai resistir até onde conseguir e criará desculpas para que você não mude seus hábitos. Ele não quer gastar energia, logo prefere que você continue lendo os mesmos tipos de livros, assistindo filmes com temas parecidos e também mantendo os exercícios físicos que você está acostumado a fazer. Nem isso o seu cérebro quer que você mude. Ele sempre trabalha pra fazer as coisas com o mínimo gasto de energia, logo mudar é forçar o cérebro a sair da sua zona de conforto e isso faz bem para sua capacidade de adaptação. Se você já teve alguma experiência com Meditação, provavelmente achou desconfortável e se nunca teve, pode esperar por uma experiência árdua. No começo é difícil mesmo. Você luta contra instintos de preservação da sua vida (pode acontecer até mesmo de você abrir os olhos no meio do exercício com medo que algo aconteça enquanto você está de olhos fechados). A proposta da meditação é algo que desafia o cérebro a mudar. Ficar atento a uma só imagem, força seu cérebro a não dispersar a atenção, algo que ele está acostumado e adora fazer. Por isso, ele não vai facilitar a vida e tentará buscar sensações e memórias que façam você parar com o exercício, abrir os olhos e voltar a olhar para as atualizções do seu celular. Persista. Não embarque nessa necessidade de dispersão, pois ela não é tão necessária assim, espcialmente enquanto você estiver meditando. Se deseja vencer, pelo menos alguma parte, dos seus turbilhões mentais, persista. Da mesma forma que cérebro rejeita a mudança, a medida que ele vai aprendendo a permanecer mais tempo focado no mesmo pensamento, a experiência da meditação trasforma-se completamente. Se você já praticou corrida sabe do que estou falando, no início parece insuportável, com o tempo pode até viciar. Meditar é conseguir dar mais atenção a você mesmo. Pense se você ficasse olhando para uma flor durante 5 minutos, sem pensar em mais nada, quantas informações você teria sobre ela que você nem sabia? Agora pensa fazer 5 ou 10, ou 15 ou 20 minutos deste mesmo exercício com você mesmo. Quanto você também não sabe sobre você?

yoga para dormir melhor
Dicas de Yoga | 4 mar 2021 | Daniel De Nardi

COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR

COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR   O sono é uma das partes mais importantes da vida, passamos, pelo menos deveríamos passar, quase um terço da nossa existência dormindo - dormir com qualidade é viver com qualidade. Nem sempre conseguimos cumprir as oito horas recomendadas pelos médicos e especialistas, e nesse caso, torna-se ainda mais importante que se tenha qualidade enquanto se dorme. As técnicas que sugerimos abaixo não tomam mais de 15 minutos e fazem toda a diferença para o seu sono.       (mais…)

Dicas de Yoga | 3 mar 2021 | Daniel De Nardi

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA

COMO COMECEI A DAR AULAS DE YOGA Eu e meu irmão começamos a praticar Yoga em 97 e juntos nos apaixonamos pela prática. Temos uma casa na praia de Ibiraquera que quando éramos jovens estava sempre lotada de amigos que iam para lá para surfar. Praticávamos todos os dias e nos finais de semana não era diferente. Só que nossos amigos não faziam Yoga então para não atrapalhar nossa disciplina, tínhamos a condição \"ou vocês praticam conosco ou terão que ficar em silêncio.\" Como adolescentes não sabem ficar em silêncio, preferiam praticar conosco. Um dia era eu que dava a aula e no outro o Lucas. Agora, graças ao Yogin App, poderei voltar a fazer a aula dele que certamente é um dos melhores professores do Brasil.   Assista ao depoimento das alunas que fizeram o curso de Formação de Yoga online do YogIN App

Podcast de Yoga | 1 mar 2021 | Daniel De Nardi

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas E Preconceitos – Podcast #04

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas e preconceitos #04   Se você viu a foto, leu o nome Paulo Coelho e torceu nariz, talvez esse podcast seja útil pra você. Raiam é um jovem escritor brasileiro que tem como principal característica a sinceridade. Aproveitei seu último audiobook, MIssão Paulo Coelho para falar o quanto as opiniões geradas a partir de esteriótipos atrapalham nossa percepção do mundo. Mas não só isso, visões estereotipadas dificultam a convicção de que você pode trilhar sua própria história mesmo que ela não se encaixe no estereótipo. Ouça para ter sua própria opinião. https://soundcloud.com/yogin-cast/raiam-santos-e-paulo-coelho-perdas-e-preconceitos-podcast-04-reflexoes-de-um-yogin   Links App com Audiobooks em Português App com Audiobooks em Inglês Blog do Raiam Bons estudos!   Transcrição Podcast #04 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e hoje eu vou falar sobre o livro do escritor Raiam Santos chamado “Missão Paulo Coelho”, vamos falar também sobre preconceitos, clichês e o quanto isso dificulta a nossa verdadeira impressão do mundo. Certamente quando você leu o título desse podcast, se você já acompanha os outros podcast você deve ter estranhado, “Paulo Coelho?”. Nos outros podcast a gente falou sobre veda, sobre Upanishad, sobre textos antigos e clássicos da índia e agora a gente vai falar sobre Paulo coelho. Bom, esse preconceito ele pode até ter impedido você de ouvir esse podcast, pode ser que você tenha pulado ele e aí ouviu os próximos que irão acontecer, mas que ainda não aconteceram, gostou e voltou para ouvir esse porque nos próximos em algum momento eu vou remeter a este podcast porque ele é importante pra gente entender justamente o quanto a gente perde quando cria esses estereótipos e não faz uma investigação da real natureza das coisas, do que de fato está por trás das opiniões e qual é a intenção das palavras. O podcast de hoje vai falar um pouco sobre linguagem e como isso dificulta ou facilita a gente de encontrar a nossa real natureza e colocar isso em prática. Bom, eu mesmo tinha bastante preconceito em relação ao Paulo Coelho, isso é de praxe no Brasil, você não pode falar que você gosta de Paulo Coelho que você é mal visto. Então, eu de fato li algumas páginas de “Brida”, só, e criei esse estereótipo por uma conveniência pessoal como todo mundo faz. No meio literário existe isso, de falar mal do Paulo Coelho, assim como no ramo das artes tem o clichê de falar mal do Romero Britto. E eu tinha um pouco desse preconceito, porque no primeiro livro que li do Raiam e ele menciona o Paulo Coelho como uma das pessoas que influenciou muito ele, daí você já cria um preconceito dizendo que o cara ama o Paulo Coelho, logo ele é um escrito de segunda linha. Só que o que inspira o Raiam nem é a obra do Paulo Coelho, mas o fato dele ser brasileiro e conseguir ter um sucesso internacional inegável. Porque o ponto aqui é justamente esse, se o Paulo Coelho está produzindo um tipo de literatura que as pessoas estão lendo, estão gostando e estão recomendando e estão comprando outros livros é que de fato alguma coisa que ele está transmitindo tem valor pra essas pessoas, pra muita gente não tem valor e a gente não pode achar que existe algo que é mais cultural, que é mais importante para a cultura das pessoas. O que é mais importante para a cultura de cada um, só a pessoa pode saber. Por exemplo, é clichê você falar mal de religião, mas para a pessoa que adota aquele religião, que segue tal religião aquilo de alguma forma tem valor, por que senão ela não iria. Um padre, um bispo ou quem quer que seja não aponta uma arma pra cabeça da pessoa para ela ir ao culto aos domingos ela vai por espontânea vontade porque de alguma forma aquilo tem valor pra ela. Da mesma forma, ninguém é obrigado a ler um livro do Paulo Coelho, e se ele vende em mais de 30 países, 200 milhões de cópias é por que de fato a obra dele tem algum valor para as pessoas, isso é inegável. Mas você criando esse clichê, talvez a obra tivesse algum valor pra você, mas quando a gente cria o estereótipo, a gente nem dá oportunidade de entender de conhecer aquilo, como no caso do Raiam que você já acha que ele é um leitor apaixonado, mas ele pode ter lido um ou dois livros do Paulo Coelho, mas ele tem uma admiração e o Paulo Coelho merece essa admiração pelo reconhecimento internacional como escritor, não é simples você vencer no Brasil como um todo, como escritor é ainda mais difícil, então alguém que conseguiu isso merece o reconhecimento da sociedade mesmo que o tipo de literatura não agrade a todos, mas o reconhecimento como um impacto social, como um impacto de conteúdo para as pessoas isso é inegável que Paulo Coelho tenha. Pra você entender como é difícil é ser escritor no Brasil, uma vez eu estava lendo uma biografia do Jean-Paul Sartre, que é um escritor francês, e ele contou que estava tendo um caso com uma prostituta e ela perguntou pra ele o que ele fazia e ele disse que era escritor e ela disse que também pretendia ser escritora, e naquele momento eu parei e falei como assim?, como a pessoa se propõe a profissão de escritor, isso no Brasil não cabe, dificilmente você sabe da história de alguém que virou para os pais e falou vou ser escritor, isso é muito difícil, muito raro mesmo no meio literário é comum as pessoas terem outros trabalhos e não se assumirem como escritores e aí começa já uma identificação do que o Raiam tem em relação ao Paulo Coelho e que o Raiam também assumiu essa postura que ele queria ser um escritor reconhecido mundialmente e jovem, brasileiro, não é algo simples você precisa ter de fato um nível de coragem, de confiança no seu próprio mérito bastante grande pra você assumir isso, largar emprego e começar a viver de renda de livros. Isso é muito difícil no Brasil. Só que o Raiam, apesar de ele querer ser escritor e já ter isso como uma missão desde pequeno ele não frequentou oficinas literárias, ele nunca foi ao Festival de Literatura de Paraty, como pode hoje, ele que é um dos escritores mais vendidos digitais do Brasil, como pode esse escritor que é número um da Amazon em algumas categorias nunca ter feito uma oficina de arte, ter tanto sucesso e nunca ter ido ou, quem sabe ser convidado, e nunca será convidado pra esse festival que é o festival mais importante de literatura, que acontece em Paraty. Porque o meio literário também tem os seus estereótipos, o meio literário tem uma estrutura que se você não se encaixa, dificilmente você vai ascender no meio. Falando especificamente sobre a literatura no Brasil, como um todo ela tem uma média, as pessoas que emitem opinião sobre a literatura no Brasil, a média é que os personagens tem que ser pessoas urbanas, que vivem dificuldades amorosas ou financeira e que fazem muitas reflexões em cima daquela vida difícil...O padrão de literatura, de narrativa como a do Raiam, que é você seguir a sua própria vontade, você ter confiança em você mesmo, você fazer os seus sonhos se tornarem realidade, esse padrão de narrativa não é aceito no meio literário brasileiro. Pra pessoa subir no meio literário brasileiro, ser reconhecida – isso não quer dizer vender livro, não quer dizer que os especialista vão dar nota pra você, vão falar sobre você – quem ganha o prêmio jabuti, esses prêmios todos são o padrão da literatura brasileira. E o Raiam não se encaixa nisso e, talvez, se ele tivesse frequentado essas oficinas literárias ou se tivesse ido a algumas FLIP’s, isso teria dificultado a sua carreira como escritor. E aí vem quanto do meio acaba influenciando e, muitas vezes, impedindo a pessoa de realizar a sua própria natureza, porque a força do meio é muito maior que a força do indivíduo, o indivíduo tem que ter de fato um conhecimento de si, uma certeza de que o que ele produz tem valor pra ir contra o meio, pode ser que se encaixe como, por exemplo, o caso literário, não é errado esse padrão de narrativa que existe hoje no meio literário brasileiro, mas pode ser que não se encaixe com aquela pessoa, como no caso do Raiam, não é o estilo dele fazer papel de vítima ou ficar o livro inteiro falando sobre o quanto o coração dele está desiludido por conta de uma mulher. O trabalho dele, a vida dele, o que é real nele é que ele corre atrás do que acredita, busca, trabalha, faz um esforço, passa dificuldades pra realizar o que ele acredita. E ele coloca, inclusive, o conceito de magia – porque Paulo Coelho é um mago -  como a magia é a capacidade que a gente tem de transformar a nossas vontades em realizações e isso não se encaixa como padrão literário. E é muito triste isso por que você tem a perda dos dois lados, o Raiam, nesses círculos de literatura poderia ganhar, ele poderia ganhar indo a uma FLIP, mas, por outro lado, a influência poderia ser tão grande desse meio que poderia tirar a sua narrativa que é própria, verdadeira, porque ela é muito sincera. Então esse é o ponto, como o trabalho dele é de uma sinceridade, ele não está lá para agradar ou para dizer “isso o crítico de arte da folha não ia gostar” ou “eu não citei Dostoievski” , essa não é a linha dele, a linha dele é ser verdadeiro, é ser sincero com aquilo que ele acredita, e esse último livro dele Missão Paulo Coelho mostra essa busca de uma verdade de algo que e totalmente seu, totalmente pessoal, que é uma busca que todo mundo deve procurar encontrar, o que de fato é seu, como que de fato aquilo que você tem pode ajudar as outras pessoas, pode contribuir para que de alguma forma a gente tenha uma sociedade melhor. Isso não é utópico no sentido de vamos resolver todos os problemas do mundo, o ser humano sempre vai ter problemas mais complexos, vai ter dificuldades, faz parte da vida essas dificuldades, e elas são até estimulantes e importantes, mas o ponto é que cada um pode fazer um pouco a mais, e isso acaba se refletindo coo realização profissional ou pessoal. Na medida que eu li um livro (no meu caso eu ouvi, eu prefiro ouvir os livros e o Raiam tem todos os livros dele num aplicativo chamado UBook, que é um aplicativo que você assina e tem audiobooks em português e outras línguas também, não tem um acervo tão grande quanto o Audible, que é o da Amazon, mas este é só em inglês, então quem quer ouvir em português UBook, e quem gosta de ouvir em inglês Audible, são duas sugestões para audiobooks). Então a contribuição para a sociedade é mostrada a medida que eu repito, ou sugiro o trabalho daquilo que influenciou a minha vida que de alguma forma me tocou de forma positiva e que me ajudou, então eu lendo um livro do Raiam e leio outro livro, de alguma forma ele está contribuindo pra mim e estou demonstrando isso, comprando deles eu não sei como é o sistema do UBook, mas eu estou consumindo um produto dele. Então, de fato, ele está fazendo um trabalho que é sincero, que é dele e está ajudando outras pessoas, se não fosse por isso ele não seria um dos maiores vendedor de livros digitais do Brasil. Então é essencial essa busca da verdade para que você possa ajudar e contribuir com as outras pessoas, não produzir algo para as pessoas do meio verem, mas algo que seja seu, profundamente sincero, só assim você consegue contribuir, ajudar as outras pessoas e a gente tornar o mundo um lugar um pouco melhor, eu acredito que se cada um fizer um pouquinho – a minha vida é muito ajudada por pessoas que contribuem e que produzem conteúdo relevantes que me ajudam a viver melhor, mais feliz, com a mente mais tranquila e eu agradeço a essas pessoas, um agradecimento especial ao Raiam  pelos diversos livros que eu li dele e que me impactaram, que de alguma forma trouxeram algo positivo. Espero que você também consiga buscar a sua verdadeira na a narrativa, seja ela como for, seja ajudando outras pessoas com o seu trabalho, com uma ação voluntária e que e a gente possa viver num mundo melhor. Uma boa semana a todos e nos vemos no próximo podcast.

Vídeos de Yoga | 25 fev 2021 | Daniel De Nardi

Playlists de exercícios de Yoga – Grátis

Playlists de exercícios de Yoga - Grátis Sempre falamos dos benefícios do yoga como pratica meditativa, fisica e de auto estudo. Agora queremos apresentar à você instrumentos para praticar conosco gratuitamente. Conheça: Nosso Canal de Podcasts O reflexões de um yogin contemporâneo é o único podcast brasileiro focado em yoga. Alimentado semanalmente pelo head de conteúdo do Yogin App, Daniel de Nardi possui conteúdo teorico profundo sobre meditação, yoga, aprendizado, evolução humana, espiritual e curiosidades. Playlist com exercícios de meditação Faz parte dessa playlist as meditações do #projetoyogin, meditação no Japa Om, no Rio Ganges e mais; Playlist com relaxamentos e visualizações Exercícios de relaxamento para a coluna, relaxamento para serenidade e mentalizações; Playlist com exercícios de Yoga Aprenda a fazer o bhastrika - a respiração de ganho rápido de energia - e o raja pranayama Playlist com músicas para sua prática Música de yoga para a sua prática, para acompanhar você nos exercícios de relaxamento, respiração e mentalização. Playlist com audiobook Ouvir uma leitura enquanto pratica outras atividades, é um ganho de tempo e aprendizado. Outras Acompanhe também o diário de um yogin - sobre reflexões durante uma jornada na índia. Aproveite e boas práticas    

Podcast de Yoga | 4 fev 2021 | Daniel De Nardi

Meditação, Ansiedade e Ciência – Podcast #32

Meditação, Ansiedade e Ciência - Podcast #32 A neurociência tem feito descobertas interessantes sobre como a Meditação pode modificar nosso cérebro. Entenda mais sobre essas pesquisas nesse podcast.   https://soundcloud.com/yogin-cast/meditacao-ansiedade-e-ciencia-podcast-32   Links Podcast Fronteiras da Ciência sobre Meditação e Ansiedade    Página de livros gratuitos do YogIN App https://yoginapp.com/ebook-yoga/   Ebook - As Origens do Yoga e da Meditação https://yoginapp.com/e-book-as-origens-do-yoga-e-da-meditacao   Ebook - Pra que Meditar? Ebook - Como Funciona a Meditação Curso de especialização para professores de Yoga https://yoginapp.com/curso/especializacao-em-yoga-curso-para-professores-de-yoga/ Podcast Fronteira da Ciência Pesquisas sobre efeitos da Meditação       Transcrição do Podcast #32   Meditação, Ansiedade e Ciência - Podcast # 32 Desde que o YogIN App surgiu, nós sempre oferecemos e-books gratuitos, são diversos que já oferecemos e agora tem uma área no site que são esses e-books expostos para baixar aquele que você quiser. Nessa área todos os e-book estão gratuitos, mas esse livros tem um valor, inclusive estão marcados e, eventualmente, podem ser cobrados. Então, se você tiver interesse em aprender, pode ir na página e baixar os livros, poderá ir em qualquer momento oportuno. Então, eu estou fazendo uma série chamada “Yoga e a Meditação” que será composta por cinco e-books, já publiquei três deles, e eles contam um pouco a história e a estrutura do yoga e da meditação, o primeiro deles começa com a origem do yoga e da meditação, tratando sobre as primeiras escrituras a falarem disso, depois, o segundo livro, se chama “Pra quê meditar?”, fala sobre os efeitos que a meditação produz. E agora, recentemente, acabei e publicar o terceiro livro chamado “Como se funciona a meditação” e ele fala do processo que acontece durante a nossa meditação, como é a explicação fisiológica e cientifica do processo meditativo e o que a gente pode ver também como uma explicação filosófica mais profunda da meditação, há explicações técnicas que revelam quais partes do cérebro se envolvem no processo meditativo. Se você se interessa pelo assunto, eu vou deixar na descrição os três livros para que baixe depois. Um outro recado é que no dia 22, daqui a alguns dias, nós vamos lançar o curso de especialização para professores de yoga, então é um curso para quem já realizou uma formação e quer se aprofundar, quer mais dicas de como dar aula de como fidelizar o aluno, de como adequar a aula para o tipo de ambiente. Seja na academia, uma aula particular, na empresa, seja aula pra gestantes, ou até uma adequação para o aluno, um aluno que quer um treinamento mais forte, uma aula com mais alongamento, um aluno que tem dor nas costas...então, a gente vai trabalhando nesses diversos ambientes, nessas diversas dificuldades que o professor tem no dia-a-dia. É um curso que tem 24 horas gravadas, com sei professores do YogIN App e será lançado no dia 22 de setembro. E, nesta semana, saiu uma entrevista no podcast Fronteiras da Ciência com a responsável pela maior pesquisa que já se fez no Brasil sobre Mindfullness, feita pela Universidade do Rio Grande do Sul. Eles estão medindo os efeitos da meditação Mindfullness sobre a ansiedade. Como eles determinam que é este tipo de meditação? Que é a meditação do yoga, e é a meditação que a gente pratica em outras técnicas não só na meditação, mas, por exemplo, quando se faz uma respiração bem feita, acaba tendo muito desses elementos ou mesmo numa postura, então o yoga como um todo vai trabalhando com pequenas meditações, para que no fina haja uma meditação focada, concentrada, com treino prévio, preparação prévia que os outros exercícios já deram. Então dentro desta pesquisa do Mindfullness, ele consideram como meditação levar a sua atenção de uma forma diferente para aquilo que foi determinado por você, esta meditação tem um foco com uma intenção. Ela vai trabalhar a sustentação da atenção, que não é algo comum, e ela busca o não julgamento, a simples observação sem julgamento. Isso, efetivamente, é a meditação do yoga, quando a gente faz um meditação a gente sempre tem o intuito de sustentar a concentração, de manter a mente mais como uma observadora, e não analisando cada um dos fatos. Internamente, dentro do cérebro, como esse processo acontece? Quando a gente começa a meditar, a primeira área que ativada é a frontal, que é o córtex frontal, responsável pelas nossas decisões mais deliberadas, aquelas que a gente pensa, projeta a longo prazo, aquelas decisões que a gente toma de forma mais consciente e não instintiva. O córtex pré-frontal no processo meditativo, primeiro é ativado e, aos poucos, começa a desligar a sua relação com as partes mais internas, ligados os instintos. Na entrevista, ela fala sobre a amidala e no meu livro eu falo sobre o tálamo, que são duas partes do cérebro na área mais interna chamada de área reptiliana, responsável por responder de forma instintiva aos estímulos, por exemplo, quando passa uma cobra em um ambiente, não há controle, haverá a liberação de cortisol, eriçamento na pele, dilatamento das pupilas, então há uma resposta instintiva de sobrevivência, que não necessariamente passou pelo córtex pré-frontal, não se decide ter  ou não medo da cobra, ele simplesmente existe e é mais forte e surge. Mas o que acontece é que uma cobra, um medo real, é bastante raro na vida, a maior parte dos nossos medos e daquilo que gera ansiedade, é criado dentro da nossa cabeça, não é um perigo real porque desde a origem o ser humano sobreviveu graças a sua capacidade de prever alguma catástrofe, algum perigo eminente e começar a se preparar para aquilo. Por outro lado nós usamos também muito a visão do passado, que na entrevista ela chama de “ruminar o passado”, então o ser humano fica numa questão de proteção até mesmo da sua sobrevivência, do seu cérebro, tentando pensar em algum problema que vai dar ou trazendo do passado. Esta projeção gera um nível de ansiedade grande e quem não tem muito esta parte do corte pré-frontal instintiva, então ele não vai pensar de maneira mais consciente “a chance de um avião cair é muito menor do que de eu ser atropelado na rua, isso é uma decisão mais consciente. Mas quando o medo se apodera de quem tem medo de avião, não há argumentos, ele vai para o instinto,, por esses estímulos do sistema reptiliano o mais interno, na entrevista eles falando da amídala, no livro eu falo do tálamo, mas são duas áreas responsáveis por sobrevivência, simplesmente você responder de forma instintiva a sobrevivência, mas como eu falei, essa questão da sobrevivência é essencial para a nossa vida, mas se a gente ficar o tempo inteiro com esse tipo de resposta, acaba gerando um desgaste emocional, uma ansiedade muito grande. Então o processo de meditação desta forma faz com que as áreas mais internas sejam desligadas, e que a influencia na hora das nossas decisões seja menos pelo instinto e mais pela consciência, simplesmente observar e verificar qual é a melhor decisão a ser tomada, sem ruminar o passado – porque temos o hábito de buscar padrões, “Ah, isso já aconteceu assim, vai acontecer de novo”, na vida real não acontece, ela é algo aleatório, a gente vai buscando esses padrões, então manter uma observação e não ter uma resposta do que já foi ruminado do passado e projetado para o futuro, é uma decisão mais consciente, mais relacionada com o córtex pré-frontal que é a primeira região a ser estimulada com a meditação. Há pesquisas, inclusive, do reforço desta região por pessoas que meditam com regularidade. Então a meditação feita desta forma, sem julgamento, com sustentação da atenção e com a intenção de reduzir a atividade da mente, vai criando um novo caminho do córtex pré-frontal para o sistema reptiliano, e esse caminho vai criando uma estrutura de uma tomada de decisão não tão determinada pelos instintos, mas mais por uma decisão consciente, e isso vai reduzindo bastante a ansiedade que, como eu falei, é um processo de ruminar o passado, de buscando padrões  e repetições, ou prevendo catástrofes  que vão acontecer. Quando você tem o seu córtex pré-frontal, a sua decisão com mais atenção, com mais plenitude, não há tanta afetação por esses instintos, então se consegue manter uma tranquilidade, afinal a vida não estará em risco e isso estará bem claro. É mais uma prova de que a ciência está chegando, do quanto as técnicas meditativas – porque essa questão de não julgamento, sustentar a atenção sempre foi tema da literatura do yoga, sempre foi tema do trabalho como um todo do yôgin, de ele conseguir, no momento da meditação, tentar não usar aquilo que ele já tem como background, de memória e simplesmente viver o momento, estar presente e não ficar pensando no passado. A ciência chega a prova de que isto é bem efetivo para a melhoria da qualidade de vida, redução da ansiedade e para a tomada de decisões mais conscientes, então, eu fico bem feliz de isso estar acontecendo porque é uma demonstração do que a gente faz, sempre foi encarado como algo místico, sem comprovação e sem seriedade. Agora, com o desenvolvimento da neurociência, em que você consegue colocar eletrodos no cérebro e medir os efeitos quando a pessoa está meditando, esse desenvolvimento da ciência está trazendo todos os efeitos positivos que a meditação tem, não só na ansiedade, mas também na nossa vida, viver melhor, de uma forma consciente, uma forma com menos decisões baseadas em instintos de sobrevivência, porque no passado, tínhamos que viver assim, a gente tinha problemas eminentes, a qualquer momento poderia aparecer um tigre e nos matar, hoje temos problemas que são reais, mas a maior parte deles, a boa carga deles, é criado dentro da nossa cabeça. Se você explicar para alguém o soeu problema e este analisar de forma fria, provavelmente ele não vai achar que é tão grande quanto você está ali sentindo ele, então talvez ele não seja tão grande, talvez na realidade internamente você tenha criado isso por trabalhar  nessa área reptiliana, por trazer mais os instintos, por trazer mais o medo, mas na realidade efetivamente você não tem  todo esse problema tão grande, e aí, uma decisão mais consciente, observar a situação, tentando se colocar de fora, sem julgar, vai te trazer bastante benefício nesse sendo. A música de hoje é de Phillip Glass, como eu falei. Vou contar uma história do Phillip Glass que escrevi no meu blog há um tempo, que é bastante interessante para mostrar o quanto é importante a gente ser independente para criar aquilo que a gente realmente acredita, à medida que a gente depende de uma situação específica a gente sempre está numa situação em que não há liberdade, não há expressão total. O que o Phillip Glass queria, era criar uma nova forma de música que poderia acontecer, e que depois tomou os cinemas porque ele criou uma trilha repetitiva que acabou sendo usada em todas as trilhas sonoras que a gente vê hoje. Então o Phillip Glass, justamente com Reich, foram um dos primeiros compositores a criar um tipo de música minimalista, que se repete e que hoje é bastante usada em trilhas de filmes. Então o texto que escrevi há alguns anos sobre ele diz assim: “Phillip Glass e Reich no início da década de 1960, começaram um movimento musical que, depois, foi chamado de minimalista, mas eles mesmos, não sabiam o que estava fazendo, simplesmente acreditavam que aquilo era a evolução da música. Como disse o escritor Alex Ross, a irradiou dos anos 1980 e1990 a ponto de ser possível ouvir em qualquer boutique de moda, em algum momento, um balbucio distante um distante, semelhante a Music for 80 musician, de Reich. Entretanto, nem toda a vanguarda não é facilmente aceita pelo mercado, e se o artista sede aquilo que as pessoas querem, jamais conseguirá emplacar o que realmente acredita, nunca fará uma inovação marcante. Phillip Glass e Reich, há eram muito conhecidos no meio música, entretanto, as suas melodias ainda não faziam sucesso para o grande público, por isso, a única forma de preservá-las era fazer trabalhos que dessem sustento para poderem criar livremente. Assim como Reich, Glass ganhava a vida fora da academia musical, dirigindo taxi e fazendo serviços exóticos. Os dois minimalistas formaram por algum tempo uma companhia chamada Chelsea Light Moving em que trabalhavam para garantir uma renda carregando mobília para cima e para baixo nas estreitas escadarias de Nova Iorque. Glass trabalhou também como encanador e, um dia, instalou uma lavadora de pratos no apartamento do crítico de arte Robert Hughes que não conseguiu entender porque o famoso compositor do Soho estava se arrastando no chão da sua cozinha.  

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Filosofia do Yoga | 25 jan 2021 | Daniel De Nardi

O Yoga pode ajudar na redução do Stress?

O Yoga pode ajudar na redução do Stress? Pergunte aos seus amigos, o que é o stress? Alguns dirão, nervosismo, tensão muscular, outros frio na barriga, palpitação. Eles não estão errados, mas isso são os efeitos físicos do stress; o stress mesmo começa bem antes. Quando o cérebro entende que estamos numa situação de perigo, ele avisa ao corpo para que se proteja da ameaça. Não são apenas os humanos que se estressam, todo animal possui algum tipo de defesa em casos de risco. A sensação de medo aciona o sistema simpático ( que de simpático não tem nada, pois é o sistema responsável pela luta ou fuga, o sistema simpático é responsável pelos instintos mais primitivos de sobrevivência). Quando isso acontece, todas as sensações descritas pelas pessoas, começam a aparecer, o batimento cardíaco aumenta, os vasos sanguíneos se contraem para que menos sangue seja perdido caso haja corte, os sentidos se aguçam, as pupilas de dilatam para vermos mais detalhes, o sangue sai de órgãos como estômago ou intestinos e se desloca para o cérebro e músculos. Estamos prontos para lutar bravamente pela vida, só que como será a digestão de alguém muito estressado durante vários dias?  O que desencadeia o stress é uma percepção subjetiva de um risco aparente. Cada pessoa, internamente identifica algum tipo de ameaça e aquilo vai afetá-la na proporção direta do seu medo. Em outras palavras, o stress começa por causa de alguma insegurança, um medo que quanto maior, maior o estado do stress. O stress em si não é ruim, ele já salvou nossas vidas inúmeras vezes. O ponto é que há um preço a ser pago pelo corpo por todas essas alterações hormonais. Como o corpo gasta muita energia para entrar no estado de luta ou fuga, se o estado for repetido constantemente, o sistema imunológico cai, a recuperação do corpo é prejudicada e mesmo dormindo, alguém com altas taxas de cortisol, permanece cansado. No médio prazo, pode aparecer efeitos como tristeza e depressão. A Organização Mundial de Saúde vem chamando a atenção para a gravidade de doenças relacionadas ao coração. 90% das pessoas com diabetes ou doenças cardíacas desenvolve esses sintomas por causa do estilo de vida. É uma unanimidade entre especialistas, que o maior risco de doenças cardíacas se dá em pessoas com pressão alta, altos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Fatores relacionados às respostas do stress e má alimentação.   O stress quando salva nossa vida é bem vindo, o problema é quando geramos o stress em situações desnecessárias, por motivos que não valiam esse esforço luta/fuga. Passar constantemente por situações estressantes, desequilibra a vida, tira a pessoa do eixo.   Centenas de estudos como este, demonstram melhorias importantes relacionando meditação a redução de ansiedade e depressão. Hoje é comum praticantes procurarem o Yoga para baixar os níveis de cortisol ( um hormônio que indica um estado constante de stress),   Mas será que o Yoga consegue fazer isso? A primeira definição do Yoga foi feita por Patanjali, um importante mestre de Yoga dizia que o Yoga é a suspensão das agitações mente/emoções. Numa leitura científica, Patanjali estaria dizendo que deve-se evitar usar demais o sistema simpático (aquele que ativa fuga/luta) e que também deve-se usar o outro sistema o parasimpático, responsável pelo descanso e digestão, por reabilitar o corpo, deixando revigorado. Patanjali propõe um caminho de não agitação, não stress, caminho de equilibrio entre o vigor e a calma. Uma pessoa estressada, sente-se de alguma maneira ameaçada, isso provoca agitação. Ela vive o medo, deixa de ser ela mesma e por isso, passa longe do estado sugerido por Patanjali. Por outro lado, a melhor forma de se ativar o sistema parassimpático, produzindo revigoramento físico e mental é a prática de Yoga. O Yoga apresenta muitas ferramentas para atuarmos melhor nas causas do stress e suas respostas.   Contato com sua respiração - fisiologicamente uma das respostas mais imediatas do stress sobre o corpo é a alteração da respiração. Tornar a respiração lenta e profunda muda completamente o estado interno. O cérebro entende a respiração profunda como um momento de segurança e com isso diminuiu as substâncias para defesa como adrenalina e outras.  Relaxamento físico - tanto as posições físicas quanto os exercícios de relaxamento possibilitam descontração muscular, liberando tensões e melhorando a circulação sanguínea. Meditação - o terceiro ponto, relacionado ao quanto, nossa percepção de mundo pode mudar e o quanto isso evita o stress, precisaremos voltar a Patanjali. No seu livro Yoga-Sutra, Patanjali trata de klêshas, obstáculos para alcançar a estabilidade YogIN. Para ele, o que dificulta a vivência constante do EU são esses 5 fatores:   Ignorância; Apego; Aversão Egotismo; Medo.   Podemos explorar os 5 klêshas em outro texto, mas agora, é o último que nos interessa - MEDO! Nos primeiros sutras (aforismos), Patanjali diz que o YogIN só tem duas possibilidades: ou encontra sua identidade ou irá se identificar com personagens, no caso desse klêsha, um personagem tomado pelo medo (stress). Em seguida, descreve diversos sentimentos decorrentes dessa identificação com o medo, tais como angústia, infelicidade e nervosismo. A busca do YogIN é livrar-se do que lhe afasta do EU, os klêshas que impossibilitam a estabilidade mente/psiquismo. A palavra sânscrita satya, verdade, vem de sat, ser, existir. Então a verdade de satya não é no sentido de contar uma verdade, mas de ser verdadeiro. Essa é a maior verdade, uma verdade que gera convicção, pois você é você mesmo e isso é essencial para estar seguro. Patanjali indica satya como um passo importante na libertação do YogIN. Entre todas as suas técnicas, pranayamas, asanas e especialmente na meditação, o que o Yoga se propõe a fazer é revelar o EU. Trazer ao praticante aquilo que ele já é, e sempre foi, mas nem sempre trouxe essa essência para o mundo. Quando há conexão com EU há esse sentimento de Satya, o verdadeiro sentimento de SER quem se verdadeiramente é. Para saber se você tem vivido próximo ao EU, olhe para sua vida e observe se mesmo com os altos e baixos, de uma maneira geral a direção faz sentido pra você. Quando você percebe esse sentido, passa não se incomodar tanto com os obstáculos, mas aprende com eles. A vida se tona mais leve, seu EU é mais presente. Por outro lado, se fazendo a análise você notar que há um desalinhamento, que você parece estar deslocado de lugar, fazendo algo que não gosta, vivendo uma vida que não é sua, provavelmente, por diversas razões, mas o desalinhamento por si só, põe nosso psiquismo em estado de stress.  Viver desconectado daquilo que você realmente é, gera insegurança, você pisa num terreno desconhecido, logo vê perigo a frente o tempo todo e o corpo responde com stress. Diminuir o stress requer prática dos exercícios de Yoga, mas também uma vontade do praticante de vencer esses medos. Encará-los para conseguir distinguir dentro das sensações o que é realmente seu, o que verdadeiramente ameaça-o, o que é pura construção do psiquismo. Meditar é trazer o EU para o eixo e depois tentar trazê-lo para o dia a dia. Encontrar sua estabilidade interna, para agir no mundo, seguro que o seu EU está fazendo o melhor.       Baixe GRÁTIS o e-book - O Yoga e o Stress  

Meditação | 8 jan 2021 | Daniel De Nardi

ESPORTES E A MEDITAÇÃO

Meditação! Eu estava pedalando com um amigo que me questionou - mas o fato de você fazer esses esportes de resistência não é contraditório com a filosofia de vida que você segue? Não achei a pergunta inusitada, inusitado era o fato de lecionar Yoga há 17 anos e ninguém nunca ter me questionado isto antes. Uma vez eu fiz esse mesmo questionamento em relação ao life style de escritores, que no imaginário coletivo sempre tem uma vida boêmia e desregrada. Poderia um escritor viver de forma saudável e disciplinada? Encontrei a resposta num livro do renomado Haruki Murakami, que descobri depois ser um exímio triatleta. Em Do que eu falo quando eu falo de corrida Murakami fala dos seus longos e repetitivos treinos e como isso o ajuda no ofício da escrita. \"Por mais mundana que uma ação possa parecer, fique nela o tempo suficiente e ela se tornará um ato contemplativo, meditativo até.\" Se você buscar no dicionário a palavra meditação, encontrará uma definição relacionada a pensar, refletir. Entretanto, meditar significa justamente o oposto, meditar é não pensar. Mas, como somos condicionados a pensar o tempo todo não conseguimos simplesmente \"parar de pensar\". Para tanto, você precisa saturar a sua mente com um único pensamento até que ela pare. Quando isso acontece, a consciência pode fluir por planos mais sutis como o da intuição. Os exercícios de meditação, são técnicas em que precisa-se repetir o mesmo som ou imagem por muito tempo até que se atinja o estado desejado. Quando você nada, pedala ou corre por horas, de alguma forma você também entra num outro estado de consciência. É interessante observar, que assim como acontece na meditação, na maior parte das vezes, o começo é mais difícil, ao longo da prática, quando você atinge esse estado, o corpo e a mente entram num fluxo de atenção contínua, é como se um escudo contra a dispersão e o cansaço tomasse conta do praticante. Você cansa muito menos e fica cada vez mais claro na sua mente onde você quer chegar. Um praticante pouco treinado na meditação, não consegue sustentar a concentração por muito tempo, dispersa rápido e sente muito desconforto tendo vontade de parar rapidamente. O atleta pouco treinado, sempre pensa que não vai conseguir, sente mais do que cansaço, um incomodo mental quando faz treinos muito longos e muitas vezes não consegue terminá-los. Mas nos dois casos, a persistência vai tornando a prática mais prazerosa, o corpo para de brigar com a mente e a coisa flui. Então para mim, aqui existe uma simbiose entre os esportes de endurance e a meditação, ambos vão se apoiando, ambos vão se ajudando a manter a nossa mente mais focada e isso permite mais tempo e mais performance no que quer que façamos.    

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