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Paschimottanasana
Dicas de Yoga | 15 jun 2021 | Fernanda Magalhães

Paschimottanasana

Paschimottanasana Talvez você esteja se perguntando o porquê de um texto sobre uma postura tão simples. É que eu gosto das posturas simples. É muito fácil para o nosso ego se sentir estimulado a entrar em um asana difícil, ou tentar. Lutar pelo desfiador é estimulante, é o que nos move. E não me leve a mal, não é errado. Somos humanos, sem o desejo, não nos movemos, ficamos estagnados. Mas o que acontece quando praticamos focados no ego, é que as posturas ganham valores diferentes, quando, na verdade, o exercício mais importante da prática é a presença. E presença é SER, em todas as posturas com o mesmo empenho. Se você já praticou Yoga alguma vez na vida, é bem provável que você já tenha executado um paschimottanasana. Uma das mais tradicionais posturas do Hatha Yoga, descrita no Hatha Yoga Pradipika, o texto sagrado escrito há mais de 500 anos atrás, é também uma postura muito popular.  Por ser classificada como de fácil execução, aparece com frequência nas sequências de asanas sentados. Mas não se engane pela aparente simplicidade do movimento, há muito trabalho envolvido neste alongamento posterior intenso… Paschima - Oeste, considerando a parte traseira do corpo quando se é praticado conforme a tradição, voltado ao nascer do sol (leste). Uttana - Alongamento Intenso. Asana - Postura Sânscrito: पश्चिमोत्तानासन;   PASCHIMOTTANASANA   Segundo Lino Miele, no Astanga Yoga, o controle de mulabandha e uddiyanabandha durante a execução, permite que o ar estimule Sushumna Nadi. A inalação e exalação ativam o fogo digestivo (agni) ajudando a purificar os órgãos.   Paschimottanasana A, B, C e D por John Scott - Astanga Yoga, Lino Miele Sushumna Nadi é o canal mais importante do nosso corpo energético por onde passa a energia mais preciosa para a prática de Yoga, a Kundalini. Sushumna segue pelo eixo da coluna vertebral até a extremidade da cabeça. “É considerável seu efeito (de paschimottanasana) sobre baço e rins, Vitalizando os centros nervosos lombares e sacros, beneficia todos os órgãos por eles inervados (sexuais, bexiga, próstata e reto). É de excepcional eficácia contra os distúrbios do estômago, onde estimula a produção de suco gástrico. Normaliza fígado, rins e intestinos, varrendo deles o catarro, curando também a prisão de ventre. Para melhor efeito contra hemorroidas, pode-se associar a este abençoado asana o que os yoguins chamam de aswini-mudra - contrair e descontrair o esfíncter. É especificamente indicado para vencer a dilatação do baço e fígado. Controla e estabiliza o diabete e polução noturna. Vence insuficiência hepática e restaura o apetite. Tem sido constatada, por médicos de institutos da India, a cura do lumbago cronico e das dores ciáticas. Incomparável para rejuvenescimento e emagrecimento. É indicado para restaurar a força das senhoras depois de seus trabalhos diários. Tanto são os benefícios que os yoguins o chamam de - a fonte da energia vital” - Hermógenes, Autoperfeição com Hatha Yoga Paschimottanasana ainda é conhecido por energizar o manipura chakra, aumentando a autoconfiança e a energia. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Alonga toda a parte posterior do corpo dos tornozelos até a cabeça. E além de tudo isso, é uma delícia! É uma postura revigorante e introspectiva. É espetacular o quanto você consegue se sentir relaxado apesar de todas as ações que ocorrem durante a execução.   Como executar:   Como toda prática física de yoga, é ideal estar com estômagos e intestinos vazios antes de entrar no asana. Programe-se para ao menos algumas horas de jejum. Inicie sentado em Dandasana, pernas esticadas à frente, dedos dos pés flexionados em direção ao seu abdômen. Ao inspirar, sinta o espaço criado entre as suas costelas e a sacro-ilíaca. Rotacione a bacia para trás, de maneira que o cóccix fique voltado para trás. Ao exalar, incline-se para frente a partir das articulações dos quadris, não da cintura, com objetivo de levar seu queixo até canela e deitar seu abdômen em suas coxas. O ventre inferior deve tocar primeiro as coxas, depois o ventre superior, depois as costelas e a cabeça por último. Leve os dedos indicadores e médios abraçando os dedões dos pés para paschimottanasana A, ou segure os pés para as demais versões. Segure firme para ajudar a intensificar a postura, mas não tensione seus ombros. Mantenha pescoço alongado e relaxado. A cada inspiração em paschimottanasana, alongue a sua coluna permitindo-se ir mais a frente. Exalando, tente deitar o rosto entre as canelas. Desta forma, o corpo alonga e flui na postura quase imperceptivelmente junto com a respiração. Talvez você consiga até mesmo esticar os braços além dos pés no chão e segurar seus punhos. Mantenha por no minimo 5 respirações. Para sair da postura, ao inspirar alongue a coluna mantendo o gancho feito com as mãos e esticando os braços. Exale ainda nesta parcial da postura e na próxima inspiração, retorne o corpo a dandasana.   Não deixe suas coxas rotacionarem para fora ou a sola de seus pés se fecharem uma em direção a outra. Mantenha as pernas ativas como se estivesse em pé no chão Não arredonde as costas, afastando o tronco das pernas. Isso criará tensão e inibirá sua respiração, o que pode prejudicar suas costas. Se você é iniciante e/ou necessita de adaptações, dobre os joelhos para manter a coluna alongada. Para maior conforto, coloque um cobertor enrolado ou um bolster abaixo dos joelhos. Outra variação é usar uma faixa passando pela sola dos pés para manter os joelhos esticados. Não se preocupe em tocar os pés. Ou em esticar os joelhos. Escute onde o asana quer te levar mas nunca sacrifique seu corpo para “fechar” uma postura. Com a prática, e o tempo necessário, seu corpo se tornará muito mais flexível. Evite paschimottanasana se tiver asma, diarreia ou estiver grávida. Em caso de lesões nas costas, procure orientação especializada. Eu gosto de paschimottanasana, eu gosto dos asanas fáceis. Daqueles que você sente seu corpo inteirinho entrando na postura. Que você pode relaxar e sentir a expansão a cada inspiração. Que você pode sentir com facilidade. E que se deixa levar à entrega e intensidade de cada exalação. Quando sua consciência percorre cada cantinho seu, e vem um conforto de estar na sua pele. Pratique sua presença onde quer que esteje. Não importa se é em um asana fácil ou na fila do pão.   Om Namah Shivaya  

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Filosofia do Yoga | 14 jun 2021 | Cherrine Cardoso

A síndrome do “Ser Guru”

A síndrome do “Ser Guru” Estamos passando por uma fase interessante no desenvolvimento na classe humana, já reparou? Parece que estamos entrando num despertar coletivo na busca de algo que faça mais sentido para a grande dúvida do homem: quem sou eu? qual minha missão nessa vida? Pois bem, a resposta não vem de forma simples e juntamente com este despertar e com as perguntas, surgem aqueles que garantem te conduzir ao caminho das descobertas. Na verdade, os questionamentos não são recentes e nem a busca incessante por encontrar as respostas o são. Tanto que já passaram por este planetinha centenas de filósofos e profissionais ligados a psique humana para contribuir com essas dúvidas. E por conta deste ciclo, em que mais pessoas tem buscado algo que lhes auxilie nestas questões, surgem profissionais de vários calibres falando sobre autoconhecimento, alta performance, coachings, mentores, entendidos de todos os assuntos. Como em todo mercado a procura gera a demanda, né? Mas, como saber em quem confiar? Essa sim é uma pergunta difícil de responder. E por quê? Porque todos somos gurus em potencial. Todas as pessoas que somam experiências de vida, podem ser grandes professores. Cada coisa que aprendemos pode ser compartilhada e servir para alguém em sua jornada. No entanto, eu dividir com você coisas que aprendi nas fases da minha vida, não necessariamente servirão para as suas. Porque cada vida é uma e cada pessoa é um universo diferente e cheio de possibilidades. Os profissionais destas áreas, que visam contribuir para que você encontre o seu caminho e as suas verdades, têm um papel importante sim, mas é preciso um bom filtro para saber quem é o certo para você. E se a pessoa que você está seguindo têm algo real a contribuir; se só fará você se perder mais no seu caminho ou se estará fazendo você desperdiçar um tempo precioso no processo. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Não existe profissional perfeito, porque o profissional em si é uma pessoa. E todas as pessoas carregam suas imperfeições. E, não estamos imunes a elas. Mas dentro de uma gama bem ampla de opções, ainda mais nos dias de hoje com o advento da internet e redes sociais, você precisa deixar seu botão de alerta ativo, para que encontre profissionais sérios e não somente os grandes charlatões. E olha, tem vários. Bons mentores, bons professores, bons coachings são aqueles que escutam e contribuem com um norte para quem os segue, sem doutrinar ou impor as suas verdades. Profissionais sérios são aqueles que continuam estudando por toda a vida, pois só assim somam mais conhecimentos. Guru bom é o que não se vangloria de sua posição e nem guarda pra si o que aprende por medo de dividir seu conhecimento com outros, com receio de que sejam melhores do que ele. E por que esse assunto é importante? Para que seu crivo te ajude a escolher o melhor para você. Podemos ter vários gurus ao longo de nossa existência. Se parar para analisar, seus primeiros professores estavam dentro da sua casa. Foram seu espelho e referência pelos primeiros anos de sua vida até que chegassem os outros. E neste caminho, tantos puderam te levar a muitos aprendizados. Mas quando o questionamento é existencial como: quem sou eu, o que eu tenho que fazer, qual minha missão? Sua escolha deve ser cuidadosa, pois o caminho que seguir poderá te ajudar ou só deixa-lo ainda mais confuso. Uma outra dica que eu vejo como importante é: gurus que usam muito o pronome EU, talvez ainda estejam demasiadamente envoltos numa cortina de seu próprio ego. Eu sei, eu posso, eu consigo, eu conheço o melhor caminho para..., eu tenho as respostas... esse EU incessante demonstra pouca humildade e uma necessidade de reconhecimento constante. Dessa maneira, em algum momento, a admiração que temos por quem tem algo a nos ensinar, passa para uma grande frustração por alguém que promete e fala demais, mas não aplica seus próprios conhecimentos. Estamos todos neste caminho? Sim. Mas há quem reconheça que segue aprendendo, mesmo na polaridade de ensinante; e há quem já se julgue sábio o suficiente, a ponto de não precisar de feedbacks de ninguém. Destes, corra!  

Formação de Professores | 4 jun 2021 | Equipe YogIN App

Curso de Formação de Yoga – 3ª turma

Curso de Formação de Yoga - 3ª turma Este post é uma homenagem a 3ª turma do curso de Formação de Yoga do YogIN App que finalizou em 2017. As avaliações aconteceram em São Paulo e para nossa realização, todos os participantes assistiram todas as aulas do curso até o final. https://youtu.be/WwHDq5vfXVs Preparamos um vídeo com os depoimentos das alunas que participaram para que quem está pensando em fazer a próxima turma do curso que começa em agosto possa ver o que as alunas acharam. https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

chaturanga dandasana yoginapp blog
Dicas de Yoga | 13 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Para Compreender a Chaturanga Nossa de Cada Dia

Para Compreender a Chaturanga. A grande “culpada” pelo corpo dolorido após a primeira prática de Ashtanga Yoga, ao menos para as mulheres, é, geralmente a quantidade de repetições de Chaturanga Dandasana. É realizada dezenas de vezes na transição entre Ardha Uttanasana para Adho Mukha Svanasana, passando rapidamente por uma prancha no meio do caminho. Vem do Sânscrito: chatur = quatro, anga = membro, danda = bastão e asana =  postura é o nome mais decorado pelos alunos… Quem não sabe o que é uma chaturanga? Uma má chaturanga dandasana pode provocar lesões em punhos, ombros, lombar e um grande desconforto físico e psicológico. Se executada corretamente, fortalece músculos das costas, braços, tronco e área pélvica, com a ativação dos bandhas. Trabalhar seu Chaturanga pode provocar um efeito benéfico no corpo através da melhora na postura. Manter o alinhamento neutro contra a força da gravidade aumenta a força e estabilidade da musculatura das costas. Esta é a musculatura responsável por nos mantermos eretos ao longo do dia. Energeticamente, em chaturanga ou outras posturas de yoga, onde os braços e as mãos estão sustentando o peso do corpo, é proporcionada a sensação de estar emocionalmente apoiado e fisicamente forte. Quais as sensações despertadas pela execução do Chaturanga Dandasana na sua prática? Dor nos ombros ou punhos? Sensação de fracasso? Fraqueza? Você foge do seu chaturanga? Precisamos ser honestos com chaturangas. Principalmente à medida que repetimos várias vezes a postura e sentimos o cansaço mudando a qualidade da execução. Independente de se você é daqueles que desistem e se jogam no chão, ou se você não respeita seus próprios limites compensando o cansaço em ombros e punhos, hoje vamos desenvolver um chaturanga forte e poderoso. Para treinar nosso Chaturanga Dandasana, começaremos na postura da prancha. Punhos abaixo dos ombros, corpo firme e alinhado, dedos dos pés apoiados no chão. Mão firmes e dedos bem afastados. Visualize uma linha reta entre sua cabeça e seus pés, sem deixar seu quadril apontado para cima ou para baixo. Ative seus bandhas, sugando o baixo ventre e contraindo o períneo. Recolha suavemente o cóccix mantendo a neutralidade da lombar. Firme as escápulas e afaste-as do centro das costas. Contraia os quadríceps mantendo as pernas firmes. Estruture a musculatura abdominal e levemente deslize seu corpo a frente enquanto desce o tronco dobrando os cotovelos para trás. Os cotovelos colam na lateral do tronco e chegam até um ângulo de 90º. Os ombros estão levemente a frente das mãos e afastados das orelhas. Mantenha o corpo firme afastado do chão, não deixe a cabeça tombar e mantenha seu olhar direcionado suavemente para a ponta do seu nariz. Para continuar seu treino e conquistar mais força física, empurre o chão retornando a prancha e repita o movimento de descida algumas vezes. Há uma tendência de compensação que ocorre, às vezes, pela falta de força nos músculos estabilizadores de hiperestender a coluna lombar e elevar o cóccix ao ar. Isso acontece quando usamos os flexores do quadril, como o psoas. para sustentar a postura. Normalmente, neste caso, os ombros descem mais do que o indicado e alinham verticalmente com as mãos no chão. Esta tendência pode ser corrigida ativando o glúteo máximo e reto abdominal. O envolvimento desses músculos neutraliza a hiperextensão lombar. Ative firmemente sua musculatura abdominal e depois incorpore a contração do glúteo máximo recolhendo a lombar e inclinando a pélvis para trás e para baixo, mantendo a neutralidade. Outra falha comum na execução é soltar a ativação dos bandhas e a musculatura abdominal permitindo que o quadril desça antes do resto do tronco. Para evitar esta tendência, é necessário ativar a musculatura abdominal com se tivesse a intenção de levar seu umbigo nas costas e manter as mesmas dicas do ajuste sugerido acima, direcionando a pélvis para trás e para baixo. Entender o limite da altura dos ombros é difícil, a princípio, e pode ser treinado com uso de blocos ou qualquer outro objeto que possa limitar a descida exagerada. Este ajuste ajuda a visualizar a correta posição dos ombros à frente das mãos, evitando tensão desnecessária nos ombros, para isto, o bloco deve ser posicionado logo à frente de seus dedos. Quem anda pulando ou desistindo de Chaturanga Dandasana pela falta de força nos membros superiores pode realizar a variação com os joelhos no chão até que desenvolva a força necessária para executar a postura completa.   Nesta variação, há menos ativação de coxas e menor peso sobre os braços, mas a mesma necessidade de sustentar a musculatura do tronco e a neutralidade da lombar recolhendo suavemente o cóccix. Escolher uma variação não é demonstração de fraqueza, mas sim de amor e respeito ao próprio corpo. Finalize seu treino de chaturanga seguindo para sequência Urdhva Mukha Svanasana - Adho Mukha Svanasana - Balasana e tome algumas respirações de descanso. A postura é desafiadora para a maioria dos iniciantes, mas podemos aplicar as lições aprendidas com chaturanga a qualquer outro asana que exija mais de nós. Ouvir as emoções que nos limitam buscando sempre o autoconhecimento. O trabalho externo mantendo sempre a conexão com o interno traz progressos sólidos e duradouros. A força utilizada na prática não é um conceito apenas físico, é um recurso existente em nosso interior que precisa ser encontrado.   Boa prática! new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();  

Filosofia do Yoga | 10 maio 2021 | Daniel De Nardi

Os nomes das posturas do Yoga

Os nomes das posturas do Yoga Os primeiros textos a tratar de Yoga, tal como as Upanishads e o Yoga-Sutra, falam apenas de posturas sentadas (dhyanasanas) que são usadas para respiratórios (pranayamas) e meditação (samyama). Os Nathas, criadores do Hatha Yoga foram os primeiros yogins a introduzir as posturas (asanas) que conhecemos hoje nas práticas de Yoga. Os Hatha Yogins trabalham com essas posturas com o intuito de ativar a circulação da energia (prana). Duas das primeiras posturas \"não sentadas\" que apareceram nos textos são são ambas posturas de equilíbrio com nomes em sânscrito relacionados à aves. O mayūrāsana, a “pose de pavão” pode ser vista na figura acima e também o kukkuṭāsana, a “pose de galo”. ⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No curso de Formação em Yoga do YogIN App, tratamos bastante sobre a História e Filosofia do Yoga e os alunos aprendem mais sobre o desenvolvimento e a cronologia das posturas de Yoga. Estudamos os principais nomes das posturas do Yoga com detalhes de execução e história. Saiba mais, acessando a página do curso no botão abaixo     ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Meditação | 3 maio 2021 | Daniel De Nardi

Ebook – Como funciona a Meditação

Ebook ! Este livro é o 3º da série Yoga e Meditação e ele aborda o ponto como - A consciência pode ser medida? Se não pode ser medida, pode-se afirmar que existe? O livro traz esse embate de ideias científicas e filosóficas tendo a Meditação como um instrumento de verificação dessas verdades. Baixe gratuitamente o livro Como funciona a Meditação clicando no botão abaixo.    

pés de yogins
Dicas de Yoga | 1 maio 2021 | Fernanda Magalhães

Pés de Yogins

Pés de Yogins Há alguns meses a Adri Borges escreveu um artigo sobre um assunto tão importante quanto negligenciado no Yoga e na vida, sobre como ficar corretamente de pé. Porque como acontece no tapete, acontece fora dele, temos tendência a não observar os detalhes mais importantes e básicos quando não estamos exercitando a presença. A ansiedade gerada pelo fluxo constante de estímulos e cobranças do mundo moderno faz com que a gente queira resultados rápidos olhando sempre tão a frente que acabamos por pular etapas de uma construção de caminho.   Se você ainda não leu “A Maneira Correta de Ficar em Pé” da Adri, segue o link: https://yoginapp.com/454684-2/#axzz5Y34P253S . Lendo este artigo, me veio a mente que precisávamos falar sobre nosso pés! Prestar atenção no modo como seus pés se conectam com a Terra pode corrigir problemas nos pés e tornozelos. Sendo nossa base, eles têm o poder de impactar todo o resto de nossa estrutura física, sobrecarregando joelhos e a coluna vertebral quando usados em desequilíbrio.   Conceitualmente todos sabemos quanto importante é a base em um projeto (seja um negócio, um asana ou a criação de uma criança), mas na prática, e digo isso também com minha experiência como arquiteta e não só como professora de Yoga, colocamos todo o valor no que vem acima. Porque, às vezes, a base de uma construção não é nem mesmo possível de ser vista.   Nossos pés são a parte do corpo mais distante de nossa cabeça, talvez por isso tenhamos a tendência a negligenciá-los tanto. Eles ficam alí, o tempo todo só sustentando todo o peso do seu corpo até que você machuca um de seus pés e percebe sua importância. O desequilíbrio de ter um dos pés em funcionamento alterado é um impacto enorme no esforço da sua musculatura para se reequilibrar. E, posso dizer por experiência (após machucar o dedo do pé caindo do pincha mayurasana) a sua musculatura sofre, e você sente!   Agora imagina o impacto de levar uma vida com os pés em desequilíbrio? É claro que todos temos as nossas compensações no corpo como consequência da falta de simetria entre os lados direito e esquerdo, mas existe uma grande quantidade de ações impactando esse desequilíbrio que podem ser suavizadas com uso de consciência corporal.   Os pés são uma das partes do meu corpo que mais mudou com o Yoga. Não só sua forma, mas também como posiciono eles no chão. Lógico que reduzir o uso de sapatos apertados nesse período contribuiu, mas eu considero inclusive essa redução, uma consequência do ganho de consciência corporal. Porque só é possível maltratar seus pés em um sapato apertado se estivermos desconectados do sentir.   Então, o primeiro passo para essa nova consciência é trazer a atenção para os pés. Em Tadasana, como você sente os seus pés no chão? Feche os olhos e observe. Talvez você tenha tendência a colocar seu peso na borda interna do pé, fazendo as pernas se curvarem para dentro, ou na borda externa, fazendo um leve giro externo nos joelhos. E talvez ainda esteja tão desconectado do sentir seus pés que não consiga perceber, então, olhe a sola dos seus sapatos. Eles tendem a estar mais gastos onde você coloca mais pressão e peso.   Use essa análise ao entrar em tadasana e comece a brincar com a mudança do peso para cada parte dos seus pés. Tente sempre separar bem os seus dedos e espalhar o pé no chão. Se ajudar, puxe seu metatarso (ali, na linha do dedão) com as mãos para o mais distante possível da borda externa dos seus pés. Assim, com os pés bem espalhados, ative o arco de seus pés como se “sugasse” eles para o alto. Para quem está familiarizado com o uddiyana bandha, é como se fosse aplicado algo similar no arco dos pés, você vai realizar uma troca com o chão. Enquanto seu peso empurra o chão igualmente em todas as partes do seu pé que estão apoiadas, você tem a sensação de puxar a energia do chão com o arco dos pés.   Assim como a má distribuição do peso corporal pode gerar compensações no corpo durante nossa vida, o alinhamento dos pés durante a execução de ásanas pode ter um impacto profundo na postura como um todo. As posturas executadas em pé podem ajudar a construir uma base sólida e estável nos pés, quando executadas com essa consciência. Alongamentos podem aliviar os músculos tensos, os ligamentos e os tendões.   Vamos agora cuidar de nossos pés com algumas posturas, alongamentos ativos e passivos e até massagens. Lembre-se sempre de exercitar a presença em cada uma das atividades sugeridas a seguir.   Adho Mukha Svanasana - Cachorro olhando para baixo Asana excelente para alongar toda a parte posterior do corpo, e em especial, tratando-se dos pés, as panturrilhas e o tendão de aquiles. Aqui o importante é tentar levar seus calcanhares ao chão, mesmo que estejam distantes. A intenção é o que importa e não de fato que eles toquem o chão (quem sabe um dia? ;)) Aproveite para dobrar o joelho direito em direção ao esquerdo levando mais peso para o calcanhar esquerdo e repita do outro lado.   Virasana - Herói Ajoelhe-se com joelhos posicionados na largura do quadril e afaste um pouco os pés para que possa se sentar entre eles. Seus calcanhares ficarão bem ao lado do quadril, um de cada lado. Se seu quadril não conseguir alcançar confortavelmente o chão ou se sentir dor nos joelhos, coloque um bolster ou um bloco entre as pernas para apoio do quadril. Virasana com bloco   Vrksasana -  árvore (variação com bloco) Com um dos pés sobre um bloco eleve a outra perna com o joelho dobrado e rotacionado para fora, apoiando o pé no tornozelo, canela ou coxa (nunca no joelho) da perna que está suportando o peso do seu corpo. O bloco vai desestabilizar o equilíbrio do pé que suporta o peso e ajudar a fortalecer os músculos. Certifique-se de não agarrar o bloco com os dedos dos pés como na foto:   Dandasana - Bastão Sente-se com a coluna longa e pernas estendidas à frente. Talvez, dependendo do seu nível de alongamento, seja necessário elevar o assento com um bloco ou almofada para manter ao mesmo tempo as pernas estendidas e a coluna alinhada. Braços ao longo do corpo, se possivel, mãos apoiadas no chão. Coxas ativas. Empurre os calcanhares para longe do corpo enquanto puxe seus dedos em direção ao seu abdômen. Não esqueça de manter seus dedos afastados e a sola dos seus pés como se estivessem apoiados no chão, não permitindo que elas estejam suavemente direcionadas uma para a outra. O mesmo trabalho pode ser feito de forma mais intensa em paschimottanasana.   Ainda em dandasana, afastando um pouco os pés, podemos trabalhar a mobilidade flexionando e estendendo os pés lentamente e circulando os pés para fora e para dentro.   Traga seu tornozelo direito na coxa esquerda e tente entrelaçar os dedos das mãos nos dedos dos pés. Se te provoca dor entrelaçar todos os dedos, tente tres dedos por vez. Com esse gancho, segure seu pé e massageie a articulação do tornozelo girando  ele para um lado e para o outro. Solte o entrelace e massageie a sola do seu pé e seus dedos com os dedões das mãos. Pare em qualquer ponto de tensão que encontrar. Leve a massagem até os calcanhares e suba para a junção com o tornozelo fazendo movimentos circulares com dedos em pinça. Repita com o pé esquerdo. Liberação da fascia Fique em pé em uma bola de tênis e role-a para frente e para trás sob o pé, trabalhando os dedos dos pés, a bola do pé, o arco e o calcanhar.  Pare a bola um pouco abaixo da almofada dos dedos e permita soltar o peso do seu corpo por um ou dois minutos ali. Após esse tempo, deslize a bola mais para o centro da sola do pé e direcione novamente seu peso por mais um ou dois minutos. Faça isso até onde for possível em direção ao calcanhar. Essa pressão libera a fascia.   Ainda há diversas outras maneiras de cuidar dos seus pés. Experimente a calmaria após um escalda pés com água morna e sais. E esteja presente. Durante o exercício ou o relaxamento, esteja conectado com o sentir. Quanto mais sólida a base, mais firme é a construção. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Formação de Professores | 20 abr 2021 | Equipe YogIN App

Depoimento das Alunas da 6ª turma do Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App

Depoimento das Alunas da 6ª turma do Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App Você sabia que o Curso de Formação de Professores de Yoga do YogIN App pode ser feito 100% online? Ele é, sem dúvidas, o maior  e melhor do Brasil! Nesse vídeo você tem alguns depoimentos das alunas que participaram da 6ª turma do Curso que terminou em dezembro de 2018. Atualmente estamos estudando com a 7ª turma que iniciou em março de 2019. Se você tiver interesse em participar da 8ª (8 é o número do Yoga) que começa em setembro de 2019, acesse o site do Curso:

Dicas de Yoga | 17 abr 2021 | Adri Borges

A importância da música como ferramenta para o bem – estar

A importância da música como ferramenta para o bem - estar Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autocuidado e do bem-estar para a nossa saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. A saúde plena é uma forma de total bem-estar, alcançado não apenas através da prevenção ou do tratamento de doenças, mas sim através de qualidade de vida, incluindo emocional e social. O hábito de praticar Yoga regularmente e ouvir música clássica nos ajuda a elevar nosso nível de saúde. Procuro manter o hábito de realizar minhas práticas de Yoga ao som de música clássica. Você já experimentou? Ouvir música clássica mobiliza os sentidos e causa sensações mentais e, até mesmo, físicas, ajustando frequências de ondas cerebrais, nos inspirando, dando prazer, acalmando, e elevando nosso espírito. Ter o hábito de ouvir música nos deixa mais felizes. Neste processo o cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que gera o bem-estar. Pesquisas realizadas por neurocientistas mostram, através de tomografias,  grandes quantidades de dopamina que foram liberadas durante o processo de ouvir música  o que levou os participantes da pesquisa sentirem emoções como felicidade e excitação. Ouvir música clássica diminui os níveis do hormônio do estresse cortisol em nosso corpo. A música clássica, tem efeitos relaxantes e positivos sobre nosso humor. Estudos também mostram que ouvir música clássica relaxante durante 45 minutos antes de dormir,  nos ajuda a manter uma boa noite de sono, combatendo assim a insônia. Imagine então uma prática de Yoga relaxante com música clássica antes de dormir? new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Outras pesquisas mostraram que a música pode diminuir a dor em pacientes em cuidados intensivos e pacientes de cuidados geriátricos. Quando ouvimos música, o cérebro libera os neurotransmissores ligados ao prazer, de modo a aliviar dores e proporcionar sensação de bem-estar. Segundo uma pesquisa do Psicólogo Dr. Jim Coan, da Universidade da Virginia, quando ouvimos música, é possível temporariamente melhorarmos o desempenho espacial do nosso cérebro. Ele responde liberando endorfinas e outras substâncias que permitem melhorar temporariamente o foco, a habilidade de raciocínio e até as habilidades criativas. Já é comprovado que a música pode alterar nossa fisiologia, elevando ou baixando a pressão sanguínea e aumentando ou diminuindo os batimentos cardíacos. Estudos realizados na Universidade de Brunel, em Londres , comprovam que o organismo entra em sintonia com os sons ambientes. Algumas composições musicais podem ser relaxantes outras estimulantes ou estressantes. A musicoterapia recomenda certos gêneros musicais. Composições clássicas de Bach, Vivaldi e Handel, nos trazem a sensação de segurança e estabilidade. Mas de todo os sons do universo, o mais benéfico e restaurador é o som do silêncio. Sente-se confortavelmente com as pernas cruzadas e com a coluna ereta. Feche seus olhos e leve toda a sua atenção para a sua respiração. Ouça seus sons internos. Ouça as batidas do seu coração. Ouça o som da sua respiração. Mentalize OMMMMMM.   Aí vai uma playlist pra você: Momento SAVASANA de Adriana Borges   E também uma do YogIN App:  

Tradução Yoga
Formação de Professores | 16 abr 2021 | Daniel De Nardi

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? – Yoga Falado #19

Qual a melhor tradução para a palavra Yoga? - Yoga Falado #19   Você sabia que a palavra Yoga tem uma gama mais ampla de significados do que qualquer outra palavra em todo o idioma sânscrito? ⠀   A palavra Yoga pode significar bem mais que União, a tradução mais usada por professores e praticantes. Listamos mais de 37 traduções da palavra Yoga presentes no dicionário de sânscrito do pesquisador Sir Monier Willians,considerado a maior autoridade no assunto. Isso se deve ao fato do Yoga ter mais de 3800 anos de História e poder de fato significar muita coisa em diferentes áreas. O Yoga como um processo de desenvolvimento espiritual sempre esteve associado à Meditação e isso pode ser visto também nas traduções, como essa  \"Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação\" Os primeiros textos (Vedas e Upanishads) a tratar do Yoga como um processo para a busca da libertação,  relaciona o Yoga ao processo meditativo. Com o passar dos séculos, o método foi se aprimorando e surgiram as técnicas do Hatha Yoga como asanas e pranayamas. O poder de si mesmo, é  um dos exemplos de como se pode chamar de Yoga. E isso tem muito a ver com o Hatha Yoga que através dessas técnicas visa controlar impulsos naturais, como o fluxo dos pensamentos, para alcançar objetivos no auto-estudo. Há diversos outros exemplos de tradução da palavra Yoga em outras áreas da sabedoria indiana. Os indianos foram os primeiros povos a estudar e escrever sobre astronomia, foi a partir desse conhecimento que eles criaram também a astrologia. Na astronomia, uma conjunção de planetas ou estrelas, bem como uma constelação, é chamado de Yoga.  Já na Aritmética, outra ciência surgida na Índia, Yoga significa adição, soma ou total e na gramática, a conexão de palavras ou a dependência sintática de uma palavra. Abaixo você pode ver outras 37 diferentes traduções para a palavra Yoga segundo o Dicionário Sanskrit-English de Monier-Williams, página 856:  1.  O ato de unir, unir, prender, aproveitar. 2  Um jugo, equipe, veículo, transporte. 3 Emprego, uso, aplicação, desempenho. 4 Equipar. 5 Fixação (de uma flecha na corda do arco). 6 Colocar em (de armadura). 7 Um remédio, cura. 8 Um meio, expediente, dispositivo, maneira, maneira, método. 9 Um meio sobrenatural, encanto, encantamento, arte mágica. 10 Um truque, estratégia, fraude, engano. 11 Empresa, negócios, trabalho. 12 Aquisição, ganho, lucro, riqueza, propriedade. 13 Ocasião, oportunidade. 14 Qualquer junção, união, combinação. 15 Concordar, consentir, concordar com qualquer coisa. 16 Mistura de vários materiais, mistura. 17 Participando, possuindo. 18 Conexão, relação. 19 Reunindo, arranjo, disposição, sucessão regular. 20 Montagem em conjunto, adequação, adequação, adequação. 21 Esforço, diligência, zelo, diligência, indústria, cuidado, atenção, tenazmente, assiduamente; com todos os poderes, com zelo transbordante 22 Aplicação ou concentração dos pensamentos, contemplação, meditação, (como ensinado no Yoga-Sutra de Patañjali); o segundo dos dois sistemas Saṃkhya. 23 Qualquer ato simples ou ritual relacionado ao Yoga ou Meditação 24 Yoga personificado (como o filho de Dharma e Kriyā). 25 Um seguidor do sistema de Yoga. 26 A união da alma com a matéria. 27 A união da alma individual com a alma universal 28 Devoção, busca piedosa de Deus 29 ( Jainas) entre em contato ou misturando com o mundo exterior 30 (Astronomia.) conjunção, conjuntura de sorte. uma constelação, asterismo (estes, com a lua, são chamados de cāndra-yogāḥ e são 13 em número; sem a lua eles são chamados de kha-yogāḥ ou nābhasa-yogāḥ) 31 A estrela principal de um asterismo lunar. 32 N. de uma divisão variável do tempo (durante a qual o movimento articular na longitude do sol e da lua equivale a 13 graus e 20 minutos; existem 27 tais Yogas começando com viṣkambha e terminando com vaidhṛti) 33 (Aritmética) adição, soma, total 34 (Gramática) a conexão de palavras, dependência sintática de uma palavra, construção. 35 Uma regra gramatical combinada ou concentrada ou aforismo. 36 A conexão de uma palavra com sua raiz, significado original ou etimológico. 37 Um violador de confiança, espião.   Se você gosta de estudar sobre Yoga ou deseja tornar-se professor, conheça o Curso de Formação de Yoga online do YogIN App. Clique no botão abaixo para saber mais sobre o curso.     https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores/   Ouça também via:

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