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Filosofia do Yoga | 6 mar 2021 | Daniel De Nardi

O tapas de Shackleton

O tapas de Shackleton O conceito de tapas (auto-superação) acompanha o Yoga desde de seu surgimento. A auto-superação pode ter infinitas variáveis, mas um único princípio - tirar-nos do conforto, gerar incômodo para que alguma mudança aconteça. Sem incômodo não há mudança. Espera-se pelo dia que bastará tomar um único remédio e poderá comer tudo o que der vontade, sem fazer nenhum esforço físico para manter-se em forma. Ou pelo dia que que tomaremos uma pílula antes de dormir e acordaremos com dezenas de assuntos assimilados e prontos para serem colocarmos em prática. YogIN App - Studio de Yoga OnLine · A Autossuperação (tapas) de Shackleton - Podcast #95   Não duvido que a ciência possa gerar esse tipo de remédio em alguns anos, mas até agora a verdade é clara - se quiser mudar, terá que estressar as áreas importantes. Stress aqui no seu conceito de esticar, ampliar, gerar desconforto para modificações. Se quer emagrecer, ainda terá que ser como sempre foi (ou faça muito exercício ou coma pouco ou os dois juntos) mas você precisa gerar um incômodo, seja por parte da fome ou do desconforto nas pernas. Se quer aprender algo novo, saiba que a primeira reação da sua mente será convencê-lo que não vale a pena, que você está bem e não precisa perder tempo com isso que não vai te levar a nada. Se mesmo assim sua mente não convencê-lo, vai tentar levar sua atenção para coisas mais simples de resolver, como zerar suas notificações na rede social. Ela vai te incomodar. Estudos do cérebro da Universidade de Ohio mostraram que novos aprendizados começam a ser identificados pelo seu cérebro pelas mesmas áreas da dor física. Para o cérebro: mudança = dor Mundo horrível esse da mudança. Mas saber que o processo terá desconforto pode ajudá-lo quando pensar em desistir. Vamos lá! Tem a parte boa também. O desconforto, tanto para aprendizado intelectual quanto para mudanças físicas vai diminuindo com o tempo até se tornar prazer. Quem nunca correu, não consegue imaginar que alguém possa sentir prazer correndo os últimos 2km de uma maratona. Mas garanto que isso é possível, apesar das primeiras experiências da corrida serem torturantes. A minha estréia na corrida, não faz muito tempo, foi em 2005. Eu não era um sedentário, praticava Yoga regularmente e depois de 2o minutos tive que parar de tanto sentir aquela dor que dá do lado da barriga. Pensei \"tudo bem fazer isso pra perder peso, mas acordar pra correr por prazer, impossível.\" Não é apenas com a corrida que isso acontece. Todo novo aprendizado, seja ele físico ou mental, passa por desconforto. Você não lembra da sua primeira experiência com os asanas ou com a meditação. As mudanças começam a se sedimentar quando nesse momento do desconforto, que todas as variáveis apontam para o bom senso da desistência, você diz - não vou tentar mais um pouco. [caption id=\"attachment_16482\" align=\"alignright\" width=\"378\"] Essa é uma das primeiras fotos do meu Instagram. Me emocionei quando vi as fotos originais de Shackleton[/caption] Isso é tapas! Tapas é quando, mesmo consciente do desconforto, você persiste por saber que o que você realmente quer está na frente do desconforto. Tapas pode ser confundido com auto mutilação. Na Índia, há sadhus fazendo as coisas mais esdrúxulas em nome de tapas, como enrolar o pênis numa cabo de ferro para demonstrar o domínio da mente sobre o corpo. Faquirismo não é sinal de uma vida bem vivida. Está muito mais pra exibicionismo que o verdadeiro significado de mudança através da auto-superação. A História, está cheia de exemplos de pessoas que venceram situações tidas como incontornáveis auto-superando-se. Um desses exemplos para mim sempre foi o aventureiro irlandês Ernest Shackleton que teve sua vida descrita em muitos livros. Conheci a vida de Shackleton pelo Amyr Klink. Amy não é apenas o maior aventureiro brasileiro, mas um estudioso e sábio. Ontem, tive a sorte de ouvir esse podcast que conta a história da expedição de Shackleton. A certeza que tudo de ruim é capaz de passar até que se chegue onde se quer é o maior ensinamento da vida de Shackleton. Podemos tudo, só depende de quanto suportamos esse querer. De brinde, abaixo do podcast, Amyr Klink completando tudo o que eu quis dizer até aqui, sem dificuldade, não há mudança. Boas viagens!   https://open.spotify.com/episode/7Hw6D20nXCEytlPEivXDTi https://youtu.be/wFfeolX-Rrg  

Dicas de Yoga | 13 fev 2021 | Mayara Beckhauser

Tire a tensão do pescoço

Tire a tensão do pescoço A região dos ombros e pescoço costuma ser os locais onde a maioria das pessoas sente mais \"travada\" ao final de um dia de trabalho. Seja pela postura sentada em frente ao computador ou pela sensação de levar o mundo nas costas. Na nossa plataforma temos aulas completas de yoga, mas também aulas curtas focadas em algum tema específico como fortalecer o abdômen, aliviar a lombar ou treinamento para uma postura específica.   Pratique agora:   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 5 fev 2021 | Daniel De Nardi

Hatha Yoga, o Yoga da Força

Hatha Yoga, o Yoga da Força Haṭha Yoga (हठयोग) traduz-se literalmente por Yoga da Força. Na maior parte das práticas de Yoga no Ocidente, o Hatha Yoga é  frequentemente relacionado a uma prática suave e mais relaxada que outros estilos de Yoga postural. Historicamente, o Haha Yoga criado pelos Nathas é uma prática de manipulação extenuante, ascética e “vigorosa” de energias sutis dentro do humano. Na definição de um Natha, Raj Nath, \"Hathayoga é um processo de manipulação sensorial que visa a sutilizar a percepção, rumo à presença daquilo que é a mais sutil de todas as coisas a serem percebidas: a Grande Presença do Silêncio... atrás, além e apesar de todos os barulhos -- e elevar esta percepção a um ponto em que o yogi se dissolve tanto que não reste mais uma barreira entre uma pessoa percebendo e um silêncio sendo percebido e as duas coisas se tornem uma só. «Neste ponto o yogi pode dizer: ‹Eu Sou a Grande Presença Silenciosa›.\" O trabalho no Hatha Yoga é atuar tanto na mente quanto no corpo através da prática disciplinada de posturas (āsana), controle da respiração (prāṇāyāma) e, especialmente, selos corporais (mudrā) e  (bandha). Através dessas práticas dinâmicas, o yogin, cultiva e retem uma energia de força vital na coroa da cabeça ou como um despertar e elevar a energia feminina adormecida (śakti) conhecida como Kuṇḍalinī. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Como o Dr. Jason Birch sugeriu em um artigo de 2011: “Em vez da explicação metafísica de unir o sol (ha) e a lua (ṭha), é mais provável que o nome Haṭha Yoga tenha sido inspirado pelo significado \'força\'. As descrições de mover vigorosamente kuṇḍalinī, apāna ou bindu para cima através do canal central sugerem que a \'força\' de Haṭha Yoga qualifica os efeitos de suas técnicas, ao invés do esforço necessário para realizá-las. ”- Jason Birch (2011, 548) | ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação de Yoga do YogIN App ensina as técnicas do Hatha Yoga além da fisiologia sutil usada no Yoga. Este curso on-line de última geração oferecerá de uma maneira personalizada e realmente acessível, algumas das mais recentes e interessantes pesquisas em estudos de Yoga - iluminando o passado e o presente dessa filosofia. Ao longo do caminho, vamos desmascarar as percepções errôneas comuns sobre a antiguidade do Yoga e descobrir as incríveis maneiras pelas quais o Yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3800 anos! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para saber mais sobre o curso, clique no botão abaixo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

PROPS
Filosofia do Yoga | 30 jan 2021 | Fernanda Magalhães

Cuidando de nossas Raízes

Cuidando de nossas Raízes Para que uma planta cresça, é necessário que ela obtenha nutrientes do solo, direta ou indiretamente. Acredito que por isso, é comum transpor esta relação do corpo com o solo durante a prática de vrksasana - a postura da árvore. Para a expansão dos galhos, flores e folhas, é necessário uma raiz forte e saudável, capaz de absorver os nutrientes necessários para este crescimento. Assim, através de vrksasana, visualmente se torna fácil compreender que apesar de não termos raízes físicas que nos prendem ao solo, nossa conexão pela base é tão importante para nossa expansão quanto é para as plantas. Termos como enraizar ou aterrar são comumente utilizados nas posturas de pé durante a prática de asanas. Esse tipo de postura facilita nossa conexão com a terra, fornecendo base sólida para a prática e para a vida. A partir de uma base estruturada, todas as outras posturas se desenvolvem. O aterramento cria estabilidade física e emocional acalmando a mente. Esta estabilidade nos facilita lidar com situações traumáticas e estressantes. Quando estamos muito mentais, estamos “aéreos”, com a energia concentrada na área superior do corpo nos tornando confusos e dispersos. Se você já passou por um momento de indecisão, então sabe o que estar muito mental. Indecisão é falta de confiança, insegurança e medo. Todas emoções ligadas ao nosso primeiro chakra. Tudo que diz respeito à sobrevivência, está relacionado com este chakra: alimentação, dinheiro, abrigo, reprodução. O instinto de sobrevivencia gera essa ansiedade em relação a segurança com o futuro. A elaboração mental criada em um momento de decisão te impede de estar presente, pois concentra suas energias nas possibilidades futuras que sua possível escolha acarretará. Através dos asanas de pé podemos redirecionar essa energia para nosso chakra básico, ou muladhara. Não é a toa que ele também é chamado de chakra raiz. O muladhara representa nossa conexão com a terra, o mundo material. Essa conexão com o nosso corpo físico material é o que nos traz a habilidade de estar no presente.   Estar em Tadasana (ou samasthiti) é a oportunidade de sentir a estabilidade da montanha. As vezes gosto de induzir a visualização de que possuímos uma grande base enquanto estamos em tadasana, o que traz a sensação de segurança que é basica e necessaria ao ser humano. Aproveitar os asanas simples para expandir a consciência trazida pela postura é um dos pontos chave da prática de Yoga. Use seu tadasana para sentir seus pés no chão, distribua o peso uniformemente, sinta o solo tocando cada parte dos seus pés enquanto sua coluna cresce ao céu. E, se possível, leve seu tadasana para fora. Pise no solo natural. Quando estamos em conexão com a terra, nos conectamos a algo maior que nós. Lembramos que todos somos um. A gravidade nos une em um solo de onde podemos nos nutrir e experienciar a vida. Sinta suas raízes através da gravidade. Crie essa conexão com o solo natural andando descalço na grama, terra ou areia. Sinta-se pertencente a natureza e a este grande ecossistema.   Essa sensação de conexão e segurança e proteção estimula nosso chakra raiz desenvolvendo nossa potência como indivíduo.   “Beba água. Tome sol. Você é basicamente uma planta com emoções complicadas.” new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

yoga na netflix
Podcast de Yoga | 22 dez 2020 | Daniel De Nardi

On Yoga, Arquitetura da Paz – Crítica do Filme – Podcast #42

On Yoga, Arquitetura da Paz - Crítica do Filme O documentário do diretor Heitor Dhalia, inspirado no livro homônimo do fotógrafo americano Michael O\'Neil, traz opiniões de diferentes gurus e professores de Yoga sobre o que significa essa filosofia de vida para cada um deles. Neste podcast, o que mais me chamou a atenção no filme de Dhalia. Asatoma Saggamaya!   https://soundcloud.com/yogin-cast/on-yoga-a-arquitetura-da-paz-comentarios-do-filme-podcast-42   LINKS   Episódio do podcast que se passa no Kailash Ashram em Rishikesh https://yoginapp.com/encontro-com-um-mestre-podcast-18     https://youtu.be/Mfbeim7Bro4 Kailash Ashram   Livro que inspirou o filme   Dharma Mitra             Mantra - asato ma sadgamaya asato ma sadgamaya tamaso ma jyotirgamaya mrtyor ma amrtam gamaya (Brhadaranyaka Upanishad — I.iii.28)     Trilha sonora da série de Podcast - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição On Yoga, Arquitetura da Paz – Comentários do Filme – Podcast #42 O meu nome é Daniel De Nardi, o podcast de hoje começa com o mantra “Ohm Assatoma Sadgamaya” porque hoje nós vamos falar sobre um filme de yoga que estreou hoje mesmo em todo o Brasil. “On Yoga, Arquitetura da Paz” é o novo documentário do diretor brasileiro Heitor Dhalia, mas a histórica começa na visão de um americano, o fotógrafo Michael O’Neal que é conhecido no meio do yoga por um livro com fotos de sadhus e praticantes de yoga pela Índia e pelo mundo todo, e este livro é bastante conhecido por retratar com imagens belíssimas a experiência do yoga na prática. O Michael O’Neal abre esse documentário expondo um pouco do trabalho que eu já fez. Ele já fotografou grandes ícones de Hollywood como Scorsese, Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson e outros. Ele já publicou na capa da Times uma foto com o ator Paul Newman e outras personalidades e ele tinha um trabalho bastante exaustivo devido a rotina de viagens e os horários de trabalho, essa vida de extrema pressão fez com que ele tivesse lesões no pescoço que necessitaram de cirurgia. Após a cirurgia, ele teve uma paralisação no braço, justamente o que ele utilizava para fotografar, o próprio neurologista que o acompanhava disse que ele não conseguiria mais realizar as suas funções. Para quem trabalha e coloca toda a energia em seu ofício é devastador, mata o artista. Ele passou por um período de muita dor de muita dificuldade e nisso ele começou a ir atrás do yoga, primeiro por uma questão física, depois ele foi revendo o rumo que a vida dele poderia tomar a partir do momento em que ele não poderá mais fazer o que fazia antes. Essa busca a partir da dor é muito comum, o próprio yoga reconhece a dor como algo que está em todas as pessoas e se coloca numa proposta de resolver a questão ou de, ao menos, diminuir o sofrimento humano, assim é a história que o Heitor Dhalia começa a contar a partir da vida do Michael O’Neal. Eles vão para Índia e começam a revisitar os Sadhus que O’Neal tinha fotografado quando fez o livro há doze anos atrás. Justamente por ele ser um fotógrafo famoso, por ele ter sido financiado para produzir este tipo de foto, ele conseguiu ficar muito tempo neste tipo de inspeção e ele fala, inclusive, que tinha muita abertura com os grandes pensadores do mundo e os grandes mestres da Índia e, com isso, ele ia fotografando e tentado extrair daquelas figuras o que era mais plástico, a imagem. Mas nesse segundo momento, quando eles vão fazer o documentário, além das fotos, eles extraem entrevistas com os grandes gurus da Índia. O filme não se propõe a falar minuciosamente sobre o yoga, até porque isso poderia ir para uma linha de documentário que diminuiria o interesse do público em geral, porque isso é importante para quem já é praticante e estudioso sobre yoga, mas para quem está começando a se interessar, talvez a informação se tornaria muito massiva, e o filme sai dessa linha e vai para um depoimento dos próprios gurus sobre o que ele consideram importante dentro do yoga. O aspecto das imagens, visual do filme é belíssimo, porque o Sadhu praticando yoga é algo que chama a atenção, é muito bonito. Não só os Sadhus, como os praticantes em geral. O asana como expressão física é muito completo como consciência corporal, tem muito asana durante o filme, asanas muito bem filmados. O filme na parte visual está de parabéns, mas os depoimentos ressaltam que o yoga não é só a parte física. Isto me preocupa um pouco com relação a evolução do yoga como um todo, porque ele tem ido para essa linha física e desde a sua origem o yoga sempre foi meditação. A proposta que os gurus vão falando no filme, dessa saída do sofrimento, ela sempre passa por algo que vai além de se fazer um alongamento, um asana, é algo muito mais elevado e que envolve um processo meditativo. Como o filme não se propõe a dizer sobre uma única história do yoga, ele mostra muitas visões de diferentes linhas, de diferentes tipos de yoga e até mesmo coisas que não são yoga, como, por exemplo, aqueles sadhus que suspendem o pênis. Eles explicam que há a suspensão do pênis e o deslocamento para traz, o amarra num cabo de aço, eles mortificam a região por acreditarem que ali seja a fonte de muitos desejos e como o intuito deles é o controle dos desejos ele optam por este tipo de método. Esta é uma linha, uma visão bastante presente na Índia, simplesmente eliminar o corpo para uma ascensão espiritual. Não são todas as linha que veem desta forma, o Tantra vê de uma outra forma, vê o corpo como parte do processo. Como você pode ver, o próprio filme apresenta diferentes visões do que essa mensagem do yoga que está em diferentes áreas e linhas. O yoga, pela sua antiguidade, sempre teve esse movimento que é de ser mais libertário e ele não tem uma administração central como, por exemplo, a Igreja Católica e isso faz com que a individualidade dos próprios professores seja transmitida como forma de conhecimento, o yoga é bastante permissivo neste sentido, do professor com a sua experiência conseguir transmitir algo que não necessariamente está num livro ou em uma regra. Acho que isso producente para a evolução do yoga porque faz com que aquilo que está mais presente no nosso dia-a-dia, seja transmitido para o aluno que está ali fazendo a aula, a meditação, o que quer que seja. Embora o filme apresente muitas visões, há algo central, que é algo da cultura sânscrita, a cultura que produziu esse conhecimento desde os vedas. Essa visão central é da ilusão que existe quando nos identificamos com o que sentimos ou pensamos, quando há essa identificação, há o sofrimento e todos ali tem essa visão em comum, embora nem todos falem disso, muitos falam, que é a visão da consciência observadora, a consciência que está por trás olhando o mundo manifesto e que a consciência que observa é a verdadeira essência, é o verdadeiro eu, e a busca para a eliminação desse sofrimento é esse distanciamento, aproximando-se da consciência que vê e não estando imerso, totalmente envolvido com os sentidos, que no filme passa mesmo a sensação sobre isso. Se há uma identificação muito grande com as sensações, com os sentidos, um envolvimento com as oscilações da natureza e isso vai gerar necessariamente sofrimento. O primeiro Sadhu que aparece falando, diz para não ficar incessantemente desejando coisas, porque os desejos acabam gerando ou frustração ou um desejo ainda maior. E esse Sadhu fala sobre se ter menos (inint. 09:59), menos coisas a se atingir e ter uma aceitação da vida, como ela é. Achei interessante porque vai nesse sentido, de diminuir essa identificação para não ficar totalmente sujeito aos acontecimentos da matéria. O primeiro ashram que aparece na matéria é o Kayla Ashram. Nessa parte que aparece o ashram eles estão falando que os yôgins desde os tempos mais remotos, ou as pessoas que faziam essa busca pela espiritualidade, iam para o meio da floresta em busca de um professor ou alguém que também estivesse fazendo essa busca espiritual que pudesse ensinar algo e que nos dias de hoje esse ashram seriam essas florestas dentro das cidades, onde os suamis e os sadhus se isolam para praticar a meditação e a espiritualidade. Esse Kayla Ashram é o mais antigo de Rishikesh, eu falo desse ashram no episódio “Como Encontrar um Guru” e também um outro local que eu identifiquei que eu já fui também é um ambiente em que aparece uns yôgins de laranja praticando vários asanas, são três meninos fazendo vários asanas no rio Ganges. E aquela é uma pedra que quando se faz um rafting no Ganges, em Rishikesh, se para na pedra e dá um salto no rio, mesmo no inverno também é possível se banhar no rio e eles fazem o asana bem no local (vou deixar uma foto minha pulando na pedra). O filme se passa a maior parte do tempo em Rishikesh, que é uma cidade no noroeste da Índia, que os yôgins todos que vão para a Índia acabam conhecendo por ser um importante centro de yoga no País. Ele começou justamente com esse Kayla Ashram, os Beatles foram pra Índia, Shivananda fundou depois o seu ashram lá e por aí vai, depois vários gurus se fixaram em Rishikesh para fixar conhecimento. O Michael O’Neal fala do Yoganandadi que foi um mestre que viveu em Rishikesh, e que morreu aos 108 anos, ele tem imagens dele praticando yoga aos 98 anos. Essa parte também da longevidade dos yôgins é algo que vem impressionando as pessoas que acompanham yôgins pelo mundo. Então, efetivamente o yoga produz um ganho na nossa saúde e disposição, por que está mais próximo a você, mais conectado com as suas sensações, é natural que se tome decisões mais prudentes com o seus hábitos e com a saúde como um todo porque se a saúde não está bem, é impossível começar um processo de meditação de elevação espiritual se não foi resolvido a base. O yôgin tem essa preocupação com a saúde, e isso é bastante falado no filme. Uma outra cidade que aparece no filme é Nova York, pelo fato do próprio O’Neal viver na cidade. Eles entrevistam vários professores de yoga de Nova York, inclusive o brasileiro Dharma Mittra que ficou famoso após uma fotografia do Michael O’Neal que mostra ele fazendo um Shirsasana sem as mãos. Aliás, a contracapa do livro de O’Neal que deu origem ao filme é justamente esta foto. E na imagem de Nova York aparece um guru que está dando aula com um pano branco na cabeça e começa a falar sobre a filosofia ocidental e oriental. Achei interessante explicação porque muitas pessoas acreditam que a filosofia tem que ser algo vindo da Grécia. A explicação que ele dá é bastante interessante, ele fala que esta filosofia oriunda da Grécia é basicamente um debate acadêmico, você discute teses até que haja um conhecimento, um entendimento intelectual dos conceitos. Já a filosofia oriental ela teria também esses conceitos, mas eles teriam de ser aplicado na prática, vivido. Esse tipo de filosofia transportado para o yoga seria algo, por exemplo, o yôgin manter a estabilidade da mente nas situações mais difíceis. Ele se coloca em um asana difícil e mesmo com o incômodo, ele tenta manter a mente tranquila, a respiração profunda e o foco em manter-se atento a postura e finalizar a sua permanência. Assim teria a filosofia na prática, com o ensinamento sendo aplicado e sendo vivido nos conceitos. A minha recomendação é que vocês assistam o filme, não sei há em todas as cidade, acredito que logo mais será lançado no Rio, mas em breve estará disponível online e você poderá assistir. Acho que é um retrato muito bacana de alguém que não é um professor, é alguém de fora que pratica, o Heitor é um praticante de yoga, e que trouxe essa visão com a profundidade que é possível num filme. Acho que não dá para se esperar uma aula acadêmica ou um debate completo a partir de um filme, mas acho que o filme traz muitas reflexões sobre o nosso propósito de vida, o nosso momento de olhar para nós mesmos, as liberdades que devem ser praticadas com responsabilidade. Tudo isso é algo que pelo menos pra mim o filme tocou e me fez refletir e acho cada um vai ter a sua experiência do que é falado ali. Para finalizar, eu vou deixar um mantra que aparece no começo do filme que é o “Ohm Assatoma Sadgamaya”.  Esse mantra tem como significado justamente esse ponto em comum que eu falei anteriormente que todas as linhas acabam abraçando, da consciência observadora, “Ohm Assatoma Sadgamaya” é um pedido para que o eu saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia do envolvimento e do sofrimento que existe na natureza, que ele se veja como observador, como aquele que vê. Então aproveite e se quiser a letra no mantra, eu vu deixar na descrição do episódio. Ohm Assatoma Sadgamaya!

Filosofia do Yoga | 20 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Para Soltar o Próximo Passo

Para Soltar o Próximo Passo Muito se fala e faz na comunidade do Yoga em relação a abertura dos quadris. Essa flexibilidade é fundamental para permitir a meditação sentado por longos períodos sem desconforto. A mobilidade de quadril também é um ponto importante para a saúde e estabilidade da coluna, nossa habilidade de andar e a boa postura. Nos encontramos em postura sentada no nosso dia a dia por muitas horas seguidas, trabalhando, vendo tv ou no trânsito, o que encurta os flexores do quadril, tensiona os rotatores e enfraquece os músculos glúteos. E quando escolhemos nos exercitar, acabamos selecionando atividades que acabam tensionando ainda mais essa musculatura como ciclismo, corrida ou trekking. E para o Yoga, muito além de comprometer a saúde física, quadris rígidos representam emoções armazenadas. Há quem considere os quadris a lixeira emocional do corpo. Medo e tristeza não processados, são jogados para lá. Pense em qual a reação mais natural do seu corpo ao se sentir ameaçado ou receber uma notícia devastadora. Curvar-se recolhendo os joelhos dobrados e fechando o peito, não é? Para se defender ou chorar, não importa, adotamos a mesma postura fetal, contraindo os flexores do quadril. A rigidez do quadril está muito ligada a dificuldade de processar o passado e encarar o futuro. Quadril preso segura o “próximo passo”. A rigidez na parte da frente é relacionada ao futuro, sobre viver a nossa verdade e não expectativas externas, enquanto a parte de trás, glúteos e inferior das costas mostra um apego ao passado. Nos quadris também guardamos emoções mal processadas em relacionamentos. Todo o tipo, inclusive com nós mesmos, demonstrando uma incapacidade de nos amarmos completamente. Você está pronto para enfrentar suas emoções “jogadas para baixo do tapete”? Então pratique. As sequências de asanas em geral possuem foco no trabalho do quadril. Posturas de pé e sentadas movimentam a articulação da área liberando pouco a pouco essa tensão. Eu uso algumas preparações para a abertura e liberação de quadril para dar uma movimentada no prana. Costumo fazer em momentos sem pressa, onde posso estar consciente e presente, como, por exemplo, entre as aulas. Não há nenhum objetivo de desempenho ou grandes alinhamentos, é só um momento de soltar e se preparar para o novo. Nem sempre faço todos os movimento, às vezes seleciono apenas um, aquele que meu corpo pede, mas quando me disponho a completar minha sequência, começo sempre do mais simples e gentil e deixo aqueles que exigem mais presença para o final. Me acompanhe: Começo minha jornada rumo a liberação das emoções presas fazendo uma leve flexão a frente com as pernas cruzadas. Inspire crescendo a coluna e curve-se nas canelas exalando. Solte os braços no chão e permita a gravidade te empurrar, curvando suavemente a coluna direcionando a testa ao chão. Inspire levantando lentamente até retomar seu alinhamento. Troque a posição das pernas e repita. Retome sua cruzada de pernas costumeira e mantendo os ísquios no chão e faça giros no quadril sentindo a mobilidade da cabeça do fêmur. Gire algumas vezes para o lado direito e a mesma quantidade para o esquerdo. Variação de Bharadvajasana - Estique as pernas e traga sua perna direita em meia-lótus, ou seja, com calcanhar em cima da virilha esquerda. Dobre sua perna esquerda para fora, levando calcanhar ao lado esquerdo do quadril. Dorso do pé esquerdo no chão, tente manter os dois lados do quadril no chão. Se possível, pegue seu pé direito levando a mão direita por trás das costas e faça um gancho no dedão do pé com indicador e médio das mãos como na imagem abaixo. Se não é possível fazer o gancho, relaxe as mãos ao longo do corpo e se concentre no quadril. Faça algumas respirações e repita para o outro lado. Quadradinho - Sente-se e cruze as pernas alinhando o joelho direito em cima do tornozelo esquerdo e o joelho esquerdo em cima do tornozelo direito. Se o joelho superior estiver levantado acima do tornozelo inferior, coloque um travesseiro ou bloco sob o joelho levantado para que você possa relaxar o quadril. Se os joelhos estiverem confortavelmente apoiados nos tornozelos, leve o corpo a frente tentando enganchar os cotovelos na frente das canelas para fazer um gancho. A intenção é deitar o abdômen nas pernas. Para isso, mantenha seu baixo ventre sugado na inspiração e cresça a parte baixa das costas ganhando espaço para ir mais a frente.   Em todos os casos, descendo ou não, mantenha a base da coluna longa, empurrando os ísquios no chão. Após 10 respirações, suba o tronco inspirando e torça exalando levando seu cotovelo esquerdo acima do joelho direito com as mãos em prece. Uma mão faz pressão na outra e cotovelo empurra o joelho. Sim, nas primeiras tentativas será muito desconfortável para a maioria das pessoas, mas não tente empurrar seu joelho para baixo, se concentre no gancho da torção do tronco. Mais 10 respirações e repita tudo para o lado esquerdo. Badhakonasana - Sente-se com solas dos pés unidas e joelhos afastados. Use seus dedões para abrir as solas dos pés em direção ao teto. Cresça a coluna em uma inspiração e desça tentando levar o umbigo ao chão, não a cabeça. Se já é muito forte tentar abrir as solas dos pés e descer os joelhos ao chão com a coluna alongada, fique nesta etapa. E se por outro lado, descer o umbigo, leve o queixo ao chão, sem curvar a coluna. Depois de 5 a 10 respirações, suba inspirando, junte os joelhos e prepare a próxima. Virasana - Joelhos no chão, pés afastados mais que a largura do quadril, dorso dos pés no chão, sente-se entre os pés. Calcanhares colados ao quadril, não deixe-os abaixo, sentando sobre seus pés. Coluna longa. Se não há conforto nos joelhos, use um bloquinho para elevar o quadril, mas mantenha os alinhamentos. Se é muito confortável, intensifique deitando o corpo para trás no chão e alongando a parte frontal das coxas. Depois da sequência gosto de escutar meu corpo e me sentar por instantes da forma que for mais confortável naquele momento. Ao enfrentar trabalhos de abertura de quadril, vá devagar, com cautela e gentileza consigo. Pode ser que seja necessário algum tempo de prática constante de asanas para que você sinta essa liberação, que pode vir como uma leveza do peso a ser retirado, mas pode vir também através das lágrimas. Não é incomum posturas de abertura de quadril e peito provocarem o choro, não segure, não se assuste, mas não se identifique. Aceite essa emoção liberada e siga com a sua prática, ao finalizar virá a sensação de leveza esperada. Pronto para liberar o próximo passo. 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