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Quais asanas estimulam o chakra do coração
Filosofia do Yoga | 22 ago 2021 | Daniel De Nardi

Quais asanas estimulam o chakra do coração?

Quais técnicas do Yoga podem estimular so chakras - Descobertas da neurociência mostram que estímulos corporais modificam a estrutura do cérebro. Sim, dependendo do que sentimos mudamos o formato do órgão dentro da nossa cabeça. Quando aprendemos algo novo por exemplo, o cérebro modifica sua estrutura física para conectar os neurônios necessários na assimilação do novo conhecimento. Pode acreditar, isto está acontecendo com você agora mesmo enquanto você lê e pensa sobre esse texto. Do lado YogIN, essas investigações começaram antes, durante o período chamado de Renascimento Indiano, no séc. X d.c. Explorar o corpo era a palavra de ordem deste movimento cultural que tinha como objetivo dar mais liberdade aos indivíduos. O sistema de castas mantinha o poder nas mãos dos brahmanes, os sacerdotes que conduzem os rituais e ensinam as escrituras sagradas. Estes pregavam que a única forma de realização pessoal seria seguir exatamente o que está escrito nos Vedas e nas outras escrituras importantes. Só que um grupo de YogINs começou a questionar essa infalibilidade das escrituras. Começaram a investigar o que o corpo, em suas diferentes formas de manifestação, tem a dizer em relação às verdades de cada um. Para eles, o corpo seria o local onde estariam nossas respostas Isso incomodou os brahmanes que perderam poder à medida em que as pessoas entendiam que sentindo mais o corpo poderiam saber mais sobre elas mesmas e não ouvindo os rituais. Estas definições do corpo humano vão além do que se pode ver ou tocar. Os YogINs elaboraram explicações minuciosas de conceitos como prana, chakras e nadis. Escreveram sobre esses assuntos durante séculos até que no séc. XIX, intelectuais ocidentais como o pesquisador Sir John Woodroffe traduziram os principais deles para o inglês. Nesta época, assuntos relacionados ao Yoga eram vistos como religiosos ou filosóficos e não eram verificados por pesquisas científicas. Hoje em dia, a precisão das ferramentas de mensuração e das pesquisas tem aproximado cada vez mais as visões de corpo humano segundo os antigos indianos e o que a ciência sabe sobre nós. Muitas das comprovações podem ser encontradas no livro A  Moderna Ciência do Yoga do jornalista americano Willian Broad. Desprezar as observações feitas por toda a Índia ao longo de séculos é pensar que o conhecimento só passou a ser válido depois da criação dos métodos científicos propostos por Descartes no século XVII. Muita verdade foi relatada nesses textos, obviamente com linguagens diferentes e menos precisão que um artigo de Harvard, mas nem por isso menos valioso.   Chakras possuem estreita relação com partes importantes do nosso corpo Quando falo de importância, me refiro a quantidade de neurônios presentes na região. Possuímos neurônios espalhados pelo corpo todo; e claro, as partes que contem mais neurônios têm mais sensibilidade que as que possuem poucas terminações nervosas. Uma terminação nervosa é um acúmulo de neurônios, como se fosse um cabo formado por esse tipo de célula. Os neurônios são responsáveis por transmitir comandos de reação ao corpo. Quanto mais elaborada é a função de uma parte do corpo, mais neurônios precisará para cumprir seu papel. O cérebro é a região do corpo que mais concentra esse tipo de célula, mas também há grande quantidade deles no abdômen por causa das funções relacionadas a digestão e também ao longo da coluna. Para deixar claro, se alguém bater com bastante força a perna, a maior probabilidade é que tenha problemas apenas nessa região. Agora se a pessoa se ferir com violência em qualquer parte da coluna, corre risco de perder todos os movimentos voluntários do corpo. Regiões com grande quantidade de terminações nervosas, são as partes mais caras ao corpo. Voltando para o Oriente, os YogINs fizeram grandes descobertas de sensações relacionadas aos 6 principais chakras. Todos eles, localizados ao longo da coluna em pontos com grande quantidade de terminações nervosas. Se pensarmos de forma totalmente científica e começarmos a percorrer o corpo dos pés em direção a cabeça, qual é o primeiro ponto onde encontramos uma grande quantidade de neurônios ? No joelho? NÃO!!!!! Resposta correta = períneo; região situada entre o anus e os órgão genitais. Mesmo local em que os textos descrevem o primeiro chakra: muládhara (mula = raiz). Esta é uma parte do corpo que canaliza muitas dessas terminações nervosas para dentro da coluna, afetando diretamente o sistema nervoso central. É uma região muito sensível e essencial para o funcionamento dos órgãos genitais e de funções como o movimento das pernas. O Hatha Yoga Pradipika, importante tratado do Yoga do Renascimento Indiano, fala de um canal central no campo energético chamado sushumna. Dele brotam os principais chakras. A medula espinal é considerada um centro de transmissão de informações que recebe e transmite mensagens do cérebro para as partes periféricas e delas para o cérebro. Até mesmo as informações de estímulos involuntários como a digestão ou o piscar dos olhos, passam pela coluna. Nossa coluna funciona como um grande chip que distribui informação por aqueles canaizinhos que  partem para a borda. Tanto na visão anatômica científica quanto na visão de um corpo sutil, a parte central do corpo é essencial para o funcionamento de todo o resto. O sistema nervoso central precisa estar funcionando bem, com seus comandos sendo atendidos, para que a pessoa desempenhe suas funções, especialmente aquelas relacionadas a sensações ou pensamentos elaborados. Na visão YogIN, o canal central sushumna, tem que estar desobstruído para que uma energia situada na base da coluna chamada kundaliní seja despertada. Kundaliní é descrita como uma serpente adormecida ou como uma chama congelada. Refere-se ao potencial humano, oprimido por falta de autoconhecimento. Para que esse potencial seja despertado, tanto as funções do sistema nervoso central devem estar funcionando perfeitamente quanto na visão indiana, a sushumna deve estar desobstruídas. Há muitos outros casos em que essas duas formas de entender o corpo humano se assemelham. Por exemplo na relação entre amígdalas e o vishuddha chakra. A região da garganta é conhecida por inflamar em estados de stress quando o corpo dá respostas a algum perigo eminente. O vishuddha é relacionado aos pensamentos e como externalizá-los (voz). A ciência sabe que pensamento acelerado é um dos efeitos de altos níveis de stress. A proposta do Yoga com suas diferentes técnicas é canalizar prana (bioenergia) para os chakras. O direcionamento da atenção para uma parte do corpo, pode ampliar a circulação sanguínea naquela região. Se você não acredita, comprove com um experimento que está ao alcance das suas mãos. Ele também demonstrará a capacidade que você possui de interferir no seu corpo e que provavelmente não usa.  Olhe para as palmas das suas mãos. Se conseguir fotografe-as. Mantenha durante 5 minutos, sem nenhuma interrupção (sem Whatsapp até), toda sua atenção apenas em uma delas. Observe se não há diferença nas sensações das mãos e na cor delas. A mão que recebe mais atenção costuma aumentar a circulação de sangue. E o que isso tem a ver com os chakras? A concentração de sangue é usada no nosso corpo como um recurso para modificações. Quando uma parte do corpo começa a dar sinais de fraqueza, o corpo envia sangue como um mecanismo de resposta ao problema. Junto com o sangue, irão todos os nutrientes que o corpo possui para tentar resolver o problema. Mas não apenas quando estamos doentes o corpo usa sua capacidade de concentração sanguínea. Quando fazemos exercícios e precisamos melhorar o desempenho de algum músculo, ele também direciona mais sangue para a região trabalhada. A concentração de sangue contribui para diversos tipos de mudanças que vão desde o ganho de resistência, passando pela regeneração celular, oxigenação das células até a cura. O Yoga atua de diferentes forma para estimular os centros de força Mentalização (manaskriya) - o direcionamento de atenção para diferentes partes do corpo é parte do treinamento YogIN em qualquer tipo de prática (sadhana). Compressões de glândulas (bandhas) - compreensões estimulam a circulação do sangue (aqui você também pode fazer um teste simplesmente apertando sua mão com força por alguns segundos) esses movimentos de contração atuam em regiões com grande quantidade de neurônios. Períneo estimulado pelo mula bandha, e o plexo solar, que é região do abdômen onde há milhões de terminações nervosas por causa da digestão (manipura chakra); Posturas (asanas) - através do alongamento forçamos o corpo a direcionar sangue às partes mais trabalhadas. E finalmente respondendo a pergunta do título -  Quais asanas estimulam o chakra do coração? Portanto, não apenas o asana, mas toda técnica que estimule o fluxo de consciência/sangue/prana vai estimular o funcionamento de uma parte sensível e por isso mesmo, importante ao funcionamento do corpo. Mentalização, bandhas e asanas que atuam estimulando a região do coração ou do anahata chakra vão ajudar a trazer à tona informações que estão ali presentes e que podem ser muito úteis ao seu desenvolvimento pessoal. Boas práticas e muito amor!   Entenda mais sobre como o Prana pode ser compreendido assistindo a Live: O Prana é real?   https://youtu.be/ibNTVL5tM3A Quer saber mais sobre os Asanas, posturas do Yoga, baixe o livro gratuitamente new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Respiração e Relaxamento | 30 mar 2021 | Equipe YogIN App

Exercícios de Yoga – Relaxamento

Exercícios de Yoga - Como Fazer Relaxamento Exercícios Yoga como fazer o relaxamento. https://youtu.be/vlAfuS1HQr4 Técnicas de relaxamento possuem vários efeitos importantes para diminuir o stress e a ansiedade. Os exercícios de Yoga de relaxamento podem ser feitos antes de dormir, no final de uma prática ou em alguns minutinhos que você tenha no seu dia a dia. Para fazê-los basta um lugar confortável que você possa ficar uns minutos com os olhos fechados. O resto é a experiência da prática e sua utilização no cotidiano. Aproveite! new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Bom Relax!

Filosofia do Yoga | 6 mar 2021 | Daniel De Nardi

O tapas de Shackleton

O tapas de Shackleton O conceito de tapas (auto-superação) acompanha o Yoga desde de seu surgimento. A auto-superação pode ter infinitas variáveis, mas um único princípio - tirar-nos do conforto, gerar incômodo para que alguma mudança aconteça. Sem incômodo não há mudança. Espera-se pelo dia que bastará tomar um único remédio e poderá comer tudo o que der vontade, sem fazer nenhum esforço físico para manter-se em forma. Ou pelo dia que que tomaremos uma pílula antes de dormir e acordaremos com dezenas de assuntos assimilados e prontos para serem colocarmos em prática. YogIN App - Studio de Yoga OnLine · A Autossuperação (tapas) de Shackleton - Podcast #95   Não duvido que a ciência possa gerar esse tipo de remédio em alguns anos, mas até agora a verdade é clara - se quiser mudar, terá que estressar as áreas importantes. Stress aqui no seu conceito de esticar, ampliar, gerar desconforto para modificações. Se quer emagrecer, ainda terá que ser como sempre foi (ou faça muito exercício ou coma pouco ou os dois juntos) mas você precisa gerar um incômodo, seja por parte da fome ou do desconforto nas pernas. Se quer aprender algo novo, saiba que a primeira reação da sua mente será convencê-lo que não vale a pena, que você está bem e não precisa perder tempo com isso que não vai te levar a nada. Se mesmo assim sua mente não convencê-lo, vai tentar levar sua atenção para coisas mais simples de resolver, como zerar suas notificações na rede social. Ela vai te incomodar. Estudos do cérebro da Universidade de Ohio mostraram que novos aprendizados começam a ser identificados pelo seu cérebro pelas mesmas áreas da dor física. Para o cérebro: mudança = dor Mundo horrível esse da mudança. Mas saber que o processo terá desconforto pode ajudá-lo quando pensar em desistir. Vamos lá! Tem a parte boa também. O desconforto, tanto para aprendizado intelectual quanto para mudanças físicas vai diminuindo com o tempo até se tornar prazer. Quem nunca correu, não consegue imaginar que alguém possa sentir prazer correndo os últimos 2km de uma maratona. Mas garanto que isso é possível, apesar das primeiras experiências da corrida serem torturantes. A minha estréia na corrida, não faz muito tempo, foi em 2005. Eu não era um sedentário, praticava Yoga regularmente e depois de 2o minutos tive que parar de tanto sentir aquela dor que dá do lado da barriga. Pensei \"tudo bem fazer isso pra perder peso, mas acordar pra correr por prazer, impossível.\" Não é apenas com a corrida que isso acontece. Todo novo aprendizado, seja ele físico ou mental, passa por desconforto. Você não lembra da sua primeira experiência com os asanas ou com a meditação. As mudanças começam a se sedimentar quando nesse momento do desconforto, que todas as variáveis apontam para o bom senso da desistência, você diz - não vou tentar mais um pouco. [caption id=\"attachment_16482\" align=\"alignright\" width=\"378\"] Essa é uma das primeiras fotos do meu Instagram. Me emocionei quando vi as fotos originais de Shackleton[/caption] Isso é tapas! Tapas é quando, mesmo consciente do desconforto, você persiste por saber que o que você realmente quer está na frente do desconforto. Tapas pode ser confundido com auto mutilação. Na Índia, há sadhus fazendo as coisas mais esdrúxulas em nome de tapas, como enrolar o pênis numa cabo de ferro para demonstrar o domínio da mente sobre o corpo. Faquirismo não é sinal de uma vida bem vivida. Está muito mais pra exibicionismo que o verdadeiro significado de mudança através da auto-superação. A História, está cheia de exemplos de pessoas que venceram situações tidas como incontornáveis auto-superando-se. Um desses exemplos para mim sempre foi o aventureiro irlandês Ernest Shackleton que teve sua vida descrita em muitos livros. Conheci a vida de Shackleton pelo Amyr Klink. Amy não é apenas o maior aventureiro brasileiro, mas um estudioso e sábio. Ontem, tive a sorte de ouvir esse podcast que conta a história da expedição de Shackleton. A certeza que tudo de ruim é capaz de passar até que se chegue onde se quer é o maior ensinamento da vida de Shackleton. Podemos tudo, só depende de quanto suportamos esse querer. De brinde, abaixo do podcast, Amyr Klink completando tudo o que eu quis dizer até aqui, sem dificuldade, não há mudança. Boas viagens!   https://open.spotify.com/episode/7Hw6D20nXCEytlPEivXDTi https://youtu.be/wFfeolX-Rrg