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Podcast de Yoga | 7 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo parte 01 – Podcast #82

Homo Deus. Dando continuidade à série Sapiens, resumirei o 2º livro de Yuval Noah Harari chamado Homo-Deus. Nesta primeira parte do resumo vou tratar do que a humanidade construiu até hoje e no próximo episódio mostrarei a última parte do livro que trata de quais são os riscos para a nova espécie que está sendo construída pelo Homo Sapiens.       LINKS Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Último discurso de Nicolae Ceausescu, ditador comunista da Romênia   https://www.youtube.com/watch?v=TcRWiz1PhKU       Transliteração parcial Homo-Deus   A agenda da Humanidade 01 Conquistar a imortalidade As prioridades da Humanidade atualmente podem ser divididas em 3 objetivos: a conquista da imortalidade, da felicidade e ... Nesse capítulo Harari demonstra como as principais causas das mortes dos seres humanos tem sido controladas, são elas:   Fome – até a década de 1970 as previsões eram que o aumento da expectativa de vida não iria ser acompanhado pela eficiência agrícola. Entretanto, haviam coisas que os cientistas não conseguiram prever, entre elas que existe uma tendência que não havia sido observada até então que é que a medida que as famílias vão tendo mais recursos eles vão diminuindo a taxa de natalidade. Hoje em dia, a porcentagem das pessoas que morrem de fome é baixíssima de forma que esse problema será resolvido em bem pouco tempo. Hoje em dia, se alguma população passa fome, isso se deve muito mais a fatores de decisões humanas do que pela incapacidade do povo ou do local de produzir riquezas.   Pestes – Harari apresenta vários casos em que as pestes destruíram populações, chegando a matar 1/3 em casos como da gripe espanhola ou da varíola. Entretanto ele mostra que os casos de pestes que aconteceram recentemente, como a gripe do porco ou o ebola foram resolvidos muito mais rapidamente e acabaram atingindo pouca gente. Mesmo doenças aparentemente incuráveis como a AIDS, hoje possuem tratamento que prolonga a vida da pessoa de tal forma que hoje em dia, as pessoas que possuem o vírus da Aids conseguem viver uma vida normal. Na época em que a Peste Negra devastou ¼ da Europa em 1353 até 1343, ninguém fazia ideia do que era um vírus ou uma bactéria. Todos achavam que era algum tipo de castigo divino e que tinha vindo pra dizimar a raça humana. Já quando o ebola foi considerado uma grande ameaça em 2014, em poucos meses o problema foi resolvido. Claro que estamos sujeitos a novos tipos de contágios mortais desconhecidas, mas o histórico de solução desses problemas tem diminuído cada vez mais tanto em relação ao tempo para ser sanado quanto da porcentagem da população que é afetada.  Guerras – o argumento de Harari do que vem acontecendo com relação a diminuição das Guerras é que antigamente, território era igual a riqueza. Com a Revolução Industrial isso mudou e hoje em dia o valor não está mais em algo físico, mas no conhecimento. Se os chineses invadirem o Sillicon Valley, vão gastar milhões de dólares e não terão nenhuma vantagem pois nem sequer, silício. O que há no Vale do Silício são milhares de mentes brilhantes e conhecimentos acumulados que conseguem produzir tecnologias que impactam o mundo todo. O que os chineses começaram a fazer foi aprender com os americanos e conseguir produzir tecnologias para também vender aos Estados Unidos. A Guerra de invasões de territórios é algo inaceitável nos países desenvolvidos. Vivemos a primeira época da História em que não precisamos levar em conta uma guerra quando fazemos algum tipo de planejamento de longo prazo. Isso não impede que outro tipo de guerra aconteça. Países como Irã ou Korea do Norte, podem instalar códigos que derrubam centros de energia em qualquer lugar do mundo, matando milhares de pessoas com uma mudança de programação. Esses são riscos, já alertados por Snowden, o ex-engenheiro de programação da CIA que denunciou espionagens do governo Obama.   Harari termina esse capítulo mostrando que antigamente morria-se por qualquer coisa e cada vez mais a ciência tem avançado para que a morte aconteça apenas em poucos casos. De tal forma que hoje a ciência não considera mais a morte o sentido da vida, nem algo de outro mundo. A morte é um problema técnico que será resolvido nos próximos anos.  Peter Thiel, um dos fundadores do Paypal e o primeiro investidor do Facebook já declarou que não pretende morrer. Ele está disposto a investir sua fortuna de U$2 Bi para isso. A solução desse problema não será barata e pode gerar uma grande divisão na sociedade. Aqueles que possuem recursos para comprarem sua imortalidade e aqueles que morrem. Ele apresenta alguns problemas disso, como por exemplo os ciclos de governo. Em lugares em que um mesmo governante passa muito tempo no poder dificultaria mudanças, se esse domínio da vida tivesse acontecido há 100 anos, Mao Tse Tung ainda estaria governando a China e fazendo acordos com seu vizinho Stalin até hoje   A agenda da Humanidade 02 Conquistar da Felicidade A felicidade foi um ponto descartado ao longo da História. É evidente que quando haviam os problemas de fome, pestes e guerras fica difícil pensar em felicidade. Entretanto, qual a busca mais verdadeira do Homem? Os Estados se preocupam com os indivíduos para que eles se tornem mais fiéis ao Estado e não para aumentar sua felicidade. Compare Singapura com Costa Rica. Em Singapura se ganha em média U$50K enquanto na Costa Rica U$15K. Qual povo é mais realizado? As pesquisas mostram que os costa riquenhos vivem com mais satisfação que o singapurenses. A felicidade é uma busca um tanto complexa e mais difícil do que o controle da imortalidade. Atualmente felicidade na visão científica é a produção de prazer e não vivência da dor. Isso porque a mente humana tem uma tendência natural de sempre que uma expectativa é alcançada ela passa imediatamente a desejar outra coisa, de forma que fazer uma para produzir felicidade vc tem duas alternativas Desejar menos, pois são justamente os desejos que produzem sofrimento Produzir modificações hormonais que mantenham a pessoa numa sensação contínua de felicidade. Epicuro e Buddha já alertavam que uma vida apenas pela busca do prazer pode não acabar bem, mas o que as empresas de biotecnologia estão fazendo é justamente isso. Essas modificações no estímulos do cérebro podem gerar um outro tipo de ser humano ou uma outra espécie o Homo Deus. As capacidades do Homo Deus não serão como de um Deus católico, onipresente ou onipotente, mas de deuses hindus ou gregos, que tinham poderes, mas também tem ira, apego, amor tudo em grande potência. Mas isso não vai acontecer de uma vez , elas acontecerão gradualmente Acho que podemos falar de meditação aqui. Ele fala em manipular a bioquímica humana e é isso que podemos fazer de forma barata com a meditação/yoga. “A evolução não adaptou o Homo sapiens a experimentar um prazer constante” A agenda da Humanidade Criando o Homo Deus Alguém pisa no freio Mudanças muito rápidas produzem medo e pode ser que a sociedade eleja alguém para pisar no freio. Entretanto as mudanças estão vindo de várias áreas e não há como saber qual delas pode produzir problemas. Ninguém pode frear o progresso. Inclusive porque a economia depende de crescimento e o desenvolvimento de capacidades sobre humanas são consequências da busca por imortalidade e felicidade. Todas as melhorias e interferências da ciência começam com o intuito de salvar vidas e o aprendizado nesse processo vai levando a outros mais elaborados. A cirurgia plástica surgiu das cirurgias em campos de guerra. Quando a turbulência baixou, os mesmos médicos que estavam fazendo amputações para salvar vidas, viram que também era possível pequenas modificações para quem buscava apenas a estética. Explicação de que as ideias de Marx fizeram com que os capitalistas britânicos e franceses fizessem melhorias no sistema de forma que evitassem revoluções. Isso não é verdade. As modificações ocorreriam de qualquer forma, pelo mesmo sistema da mão invisível de Adam Smith, o incentivo que faz as empresas melhorarem seu produto para vender mais é o mesmo que faz as empresas que tratam melhor os funcionário atraem mais talentos. Acho que tem um pouco de verdade por colocarem os assuntos na agenda. Harari acredita que se entendermos o curso da história podemos decidir melhor seu rumo. Ele fala do princípio do revólver dito pelo escritor russo Antonin Tchekov, no qual, se um revolver aparece no primeiro ato, ele irá disparar no 3º ato. O humanismo fez do homem o animal mais poderoso da Terra, temos várias possibilidades de revólveres para serem disparados, mas será que não podemos vencer o teorema de Tchekov e desengatilhar a arma? Aqui ele fala que historiadores estudam o passado não para poder repeti-lo, e sim para poder se libertar dele. Devemos lembrar que o Homo Sapiens está caminhando para desenvolver o Homo Deus, mas sua origem é animal. A relação mais próxima que temos para tentar entender como super humanos se relacionarão com humanos, é observar como os homens hoje se relacionam com os outros animais. Não é uma analogia perfeita, mas é o mais próximo que se pode chegar. A visão predominante no mundo é humanista de forma que o homem é o centro de tudo que acontece no Universo. Quais são as origens e consequências dessa crença? Como o Humanismo pode ser a fonte da autodestruição humana? Porque a busca pela Imortalidade e Felicidade pode abalar nossas crenças sobre a Humanidade? Quais são os sinais de algum cataclismas? Se o humanismo cair por terra, o que poderá substituí-lo? A única grande constante da história é que tudo muda. Capítulo 02 Antropocentrismo O ser humano foi a única espécie a transformar completamente o mundo. Se pegarmos o que já produzimos de transformações no ecossistema e projetarmos mais 100 anos, teremos feito o mesmo impacto no meio ambiente que o meteoro que destruiu os Dinossauros há 66 milhões de anos. As antigas religiões eram todas animistas, o que significa que não viam diferença entre seres humanos e animais. Ele apresenta evidências de que a própria Eva, era a própria serpente na história bíblica. Apesar de todas as mudanças os comportamentos dos homens continuam respondendo pelos mesmos instintos de sobrevivência. Por que adoramos sorvetes e chocolates? Porque seguimos antigos dados genéticos que até podem ser contraproducente, mas como reproduzimos comportamentos de 70 mil anos, é difícil vencer essa tendência. Dá exemplos de que todos os animais possuem instintos implantados, e que o que o homem tem feito em termos de domesticação, tem quebrado impulsos como caminhar, procriar e outros e o animal expressa isso com tristeza. Os Homens que decidem as necessidades subjetivos dos demais animais. Decidimos o tempo que viverão e quando se reproduzirão.   O que é um algoritmo e como eles estão conectados com as emoções? Os algoritmos podem ser de diferentes níveis, um simples seria somar e dividir por dois para se ter a média, esses mesmos comandos podem ser dados a uma máquina de café. Alguns biólogos consideram os seres vivos como algoritmos que tem por princípio a sobrevivência e reprodução. Alguns fatores ainda não são mensuráveis como a necessidade do vínculo com os progenitores que o ser humano trata de determinar externamente. Essa interferência começou a ser voluntária a partir da Revolução Agrícola e estimulada pelas visões religiosas surgidas daí que colocavam o homem como centro do Universo. A História bíblica de Moisés, que já era um mito mesopotâmico do início da Revolução Agrícola, mostra como as crenças determinavam o homem como o único próximo aos deuses criadores, hierarquicamente superior a todos os outros seres vivos. Ahimsa é uma norma estendida a todos os seres vivos, enquanto o mandamento “Não Matarás” refere-se apenas aos humanos. Entretanto, sempre há uma hierarquia em que o homem fica acima da natureza. No caso, hindu, quando questionados sobre a indústria lacto, dizem que as vacas como seres sagrados têm o desejo de compartilhar seu leite com os humanos. Comparando o mito da maçã bíblica e a maçã de Newton, no primeiro caso, os homens foram punidos, mas Newton que teve curiosidade para investigar, viu abrir a sua frente um universo de conhecimento. O teísmo autorizava a subjugação dos animais em nome de Deus, hoje o mesmo tem como justificativa o humanismo, o homem é o centro de tudo e tem autorização para agir sobre os animais. Isso tem mudado, sendo que hoje há muita gente questionando essa supremacia humana. Estamos dando demonstração de cuidados com manifestações de vida conhecidas como inferiores, talvez por sentirmos que podemos estar indo para o mesmo caminho. Se uma forma de tecnologia com superpoderes pudesse matar outros homens pelo seu desejo, isso seria justo? Então, porque achamos certo fazer isso com animais?       Capítulo 3 a Chispa Humana   Não há dúvida que o ser humanos é a espécie mais poderosa do mundo. Mas será que somos seres especiais? Um dos principais conceitos que sustenta isso é o conceito de uma alma eterna que apenas os homens possuem. Isso contradiz tudo o que a Ciência já pesquisou. Outro argumento é que os outros animais não possuem experiência subjetiva. Descartes argumentava que os animais eram como máquinas. Na sua época, os cientistas faziam experimentos com cachorros vivos, pois não consideravam que esses animais sofressem, por mais que as evidências estivessem à sua frente.   Pesquisas recentes começam a observar quais áreas do cérebro são estimuladas a cada sensação, de forma que também podem estimular externamente a intensidade dessas sensações.   As sensações geradas na mente é que produzem os movimentos de liberação hormonal, mas isso não é essencial e tão pouco tem relação com os estímulos da matéria. O mundo subjetivo é formado pelas memórias das experiências passadas e uma projeção do que pode acontecer no futuro. Para os cientistas, não existe uma experiência acontecendo na mente que não esteja acontecendo no cérebro, o que passa em nossa mente é fruto de conexões geradas entre os neurônios. Descartes dava explicação da mente como uma máquina vapor, porque era a referência que tinham na época e tinham que seguir essa analogia. Atualmente usamos para essa analogia os processadores. Não há diferença científica entre a subjetividade e consciência dos animais e dos homens.   Chimpanzé com conciencia de si mesmo Uma vez que a Ciência não encontrou nenhum indício de que o Homem tenha uma alma imortal ou somente ele tenha experiências subjetivas, vamos entender porque o homem se desenvolveu mais que os outros animais. Um dos principais motivos é a capacidade de se organizar em grandes grupo com indivíduos desconhecidos. Fala sobre a queda do ditador comunista Nicolae Ceausescu em 1989 e o poder não for transferido ao povo, pois o povo não possui capacidade de se organizar rapidamente. https://youtu.be/wWIbCtz_Xwk A organização mais eficiente que havia, que eram partidos próximos do partido comunista. Eles destruíram Ceausescu, venderam as empresas do governo para seus companheiros e dominaram a elite do país. Por que só os homens conseguem se organizar tão bem? O Jogo do Ultimato, uma pessoa tem U$100 e pode dividir como quiser. O outro só tem duas opções, aceitar o quanto o outro lhe deu ou rejeitar, se rejeitar, nenhum dos dois ganha nada. Racionalmente você sempre daria 99 e o outro sempre aceitaria 1, mas por não achar justo, vários testes acabaram sem nenhum ganhar. O comportamento depende de conveniências sociais. Pesquisa com dois macacos e o pepino. Os exércitos de Frederico não o atacavam, pelas Ordens imaginadas. A realidade objetiva não depende de crianças ao contrário da realidade subjetiva. Intersubjetivo quando depende de outras pessoas e continuará existindo mesmo que uma pessoa pare de acreditar nela.    

Podcast de Yoga | 3 fev 2021 | Daniel De Nardi

Homo Deus – Resumo – parte final – Podcast #84

Homo Deus. Na 3ª parte de Homo Deus, vamos finalizar o resumo do livro. Neste episódio discutiremos a construção dessa nova espécie que vem surgindo a partir dos Sapiens, o Homo Deus. LINKS   Podcast sobre a Reprogramação dos Condicionamentos https://yoginapp.com/o-yoga-e-reprogramacao-de-condicionamentos-podcast-47/     Série Sapiens   https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Audiobook - O Yoga do Autoconhecimento Assinatura da Ubook Ebook - O Yoga do Autoconhecimento Audiobooks do Harari em português Álbum Chants and Dances of Native Americans   https://open.spotify.com/album/4AjUn2beXTE1wY3BOGL5qe?si=w_wQcrvKT3CrBMGhOw16TQ Transliteração parcial Homo Sapiens perde o Controle   O ser humano poderá continuar fazendo o mundo funcionar e conseguirá dar-lhe algum sentido para a vida? Como  a tecnologia pode ameaçar o humanismo? Que outra religião poderia substituir o humanismo?   CAPÍTULO 08 A bomba do tempo no laboratório Em 2018 , a ideologia dominante é do individualismo, dos direitos humanos, a democracia e o mercado livre. A ciência no século XX gerou a estrutura para o liberalismo. Os liberais acreditam que o indivíduo possui livre-arbítrio e que suas decisões não são deterministas. Quando o indivíduo compra ou vota, ele exerce sua liberdade. Entretanto, a ciência tem feito descobertas que vão contra essa ideia de que o ser humano é livre quando toma decisões. O embate entre a ideia de liberdade individual e o que a ciência vem descobrindo nas pesquisas é o grande elefante no laboratório. No século XVIII, as reações humanas eram um grande mistério, por isso, quando alguém cometia um crime, a explicação que se dava era que o indivíduo tinha feito aquilo por decisão pessoal. As pesquisas científicas começaram a demonstrar que internamente, não havia alma, nem livre arbítrio, nem sequer um eu. O que havia eram apenas genes e hormônios que seguem as mesmas leis físicas que o restante da realidade. Hoje em dia quando alguém comete um crime, os cientistas tentam demonstrar que aquilo não foi uma decisão, mas fruto de estímulos que vem desde impulsos evolutivos, passando por construções genéticas somado a eventos aleatórios. A decisão pode ter ou não influência do aleatório, mas para a Ciência atual, nunca são livres. Quando se dispara uma carga elétrica no cérebro, pode ser algo determinista ou ter sido influenciado por algum evento externo aleatório. Nenhuma das decisões deixa margem para o livre-arbítrio. Quando as decisões combinam estímulos deterministas com eventos aleatórios, elas passam a ser probabilistas. Isso é o oposto de liberdade. Essa visão mostra que o poder de decisão do que tem mais desejo é igual no homem do que em outros animais. Não elegemos os desejos, a sensação que temos um poder na hora que decidimos é parte dos estímulos criados no cérebro para reforçar que existe liberdade. Mesmo em decisões mais elaboradas, a construção que leva a decisão é gerada por pensamentos que não foram construídos deliberadamente. A experiência de qual interruptor apertar é determinada antes e depois há a sensação de que a decisão foi pessoal. Os cientistas conseguem saber antes qual será a decisão que será tomada. Logo, não se elege algo, simplesmente se responde por um impulso e depois que vem a sensação que a decisão foi livre. A visão da ciência é que a consciência é um continuum de sensações que altera-se com eventos aleatórios, mas não existe um EU emanando esses desejos. O que há é uma reação aos acontecimentos e a produção de uma sensação de livre-arbítrio a cada decisão. Só que as decisões não são eleitas, elas são uma cadeia que envolve estímulos e respostas determinados pela construção prévia dessa cadeia de consciência. Yuval sugere uma experiência também propostas por Eckhart Tolle e que está em escrituras indianas, na qual você observa os pensamentos surgindo e percebe que não possui controle sobre qual será o próximo pensamento. Os pensamentos surgem espontaneamente e não é possível prever qual será o próximo pensamento. Entretanto, ele propôe que se somos donos dos pensamentos podemos provar ficando 60 segundos sem pensar em nada. Nós meditantes sabemos que isso é possível. Harari traz o exemplo de um experimento feito na Universidade de Estadual de Nova York no qual se instala eletrodos no cérebro de ratas e consegue-se determinar se elas irão para a esquerda ou direita, se subir numa grade ou correr na esteira. Quando questionados se não estariam mal tratando as ratas, o chefe do experimento disse que não, pois ao final eles produzem um bom tempo de estímulos de prazer. Empresas têm interesses nessas ratas, para investigar túneis, desarmar bombas e levar materiais a locais de difícil acesso. A questão que fica é que se a rata fosse questionada pelo seu livre arbítrio ela diria “é claro que eu possuo livre arbítrio, eu decidi vir até essa grade” se sua decisão foi tomada por estímulos elétricos ou hormonais, o que muda? Assim como as ratas, os humanos também podem passar por esse tipo de processo e inclusive extinguir memórias e reduzir ou aumentar sensações como ira, ódio e prazer. Esse tipo de experimento já foi reproduzido com seres humanos. Um deles acontece em Israel e é patrocinado pelo governo americano para tratar soldados com casos pós-traumáticos. Instala-se eletrodos no cérebro e no coração. Quando o detector do coração recebe a informação que um estado de melancolia está começando, ele avisa os eletrodos do cérebro para que diminuam a atividade da região responsável pela liberação de substâncias que produzem essa sensação. O projeto ainda é incipiente e produz mais alardes que resultados, mas de fato, muitos soldados descrevem que a sensação de angústia que vivenciavam, simplesmente desapareceu. NUm desses casos que teve sucesso por um tempo, começou a ter fortes recaídas para a depressão. Ao procurar os técnicos para ver o que poderia estar acontecendo, descobriram que a bateria de um dos detectores estava falhando. Ele conta também o caso da jornalista Lana Rayan que visitou um centro de treinamento do exército no qual produz-se simulação de situações de guerra em que utiliza-se estímulos cerebrais através de um capacete capaz de melhorar a concentração e diminuir a sensação de medo. A repórter conta que a primeira vez que fez a simulação e que não havia os estímulos do capacete, teve muito medo na simulação e errou quase todos os tiros. Na segunda vez, ao ativar o capacete, sentiu-se segura, via as coisas com mais clareza e nem sequer percebeu o tempo passar. Acertou todos os disparos. Após a simulação Lana, sentiu vontade de voltar a simulação, nunca havia se sentido tão segura de si anteriormente. Se ao fazer a simulação com o capacete tinha foco absoluto e nenhuma dispersão, perguntou-se sobre o que eram aquelas vozes que a amedrontavam-na na primeira tentativa? A conclusão é que eram vozes que misturavam traumas da infância, vergonha de amigos, instruções dos pais e professores. Lana fez um profundo questionamento de quem era o seu EU. A ciência tem demonstrado que cada decisão que tomamos leva em conta estímulos e tendências diferentes que muitas vezes entram em contradição interna. Experimento de Kanemman. Parte curta 14 graus 1min   Parte longa outra mão com 14 graus 1m Colocava água quente subia 15   Depois de 7min perguntavam qual preferiam e 80% preferiam a parte longa.   O experimento mostra existÊncia de 2 EUS, o narrador e o experimentador. O experimentador sabe que a opção longa não é a melhor, mas tem o EU narrador, focado no passado e futuro, esse toma muitos atalhos, e narra apenas os momento culminantes e  o os finais. Quando EU narrador toma decisões leva em conta e lembra apenas dos momentos culminante e do final. Apaga a experiência como um todo e foca apenas no que foi mais marcante. A ciência tem provado que o livre arbítrio não existe, mas isso não vai terminar com o liberalismo. Entretanto, todas as modificações tecnológicas irão aumentar ainda mais essa evidência da não liberdade do homem.        CAPÌTULO 09 A grande desconexão Liberais consideram a democracia e o mercado livre valores essenciais, pois acreditam no valor das decisões individuais, no entanto, os próximo avanços tecnológicos mudarão alguns fatores importantes como a necessidade de humanos para executar tarefas simples ou para combater em exércitos. O carro autônomo e o mundo interior de um taxista. Como funciona o Watson, novo sistema de IA da IBM. Os primeiros algoritmos usados no mercado financeiro já foi desportista, escolheu empresas que usavam algoritmo.   Se as realidades intersubjetivas podem dominar o mundo porque os algoritmos não poderão fazer? Dificilmente saberemos a dimensão que os algoritmos podem desejar e por isso,a espécie corre um grande risco a medida que algoritmos forem sendo programados para ignorar fatores para chegar a um resultado pré-determinado.   80% de probabilidade   Como os algoritmos conseguem analisar uma quantidade de dados instantaneamente muito maiores que qualquer pessoa, eles começam a ser considerados os melhores tomadores de decisões até mesmo para nós. Um exemplo é a lista de músicas do spotify que identifica o seu gosto. O IBM também toma as melhores decisões para questões de saúde dos pacientes. Google pode prever epidemias pelo cruzamento de dados dos emails com as buscas. Com o tempo o Google conseguirá criar um algoritmo que consiga tomar uma decisão por você melhor que você mesmo. Ele vai levar em conta todo o seu histórico e inclusive os níveis de dopamina e cortisol que você liberará em cada escolha. O Facebook consegue determinar exatamente quem são os eleitores  indecisos em cada eleição. Cortana, NOw, Siri, Alexa - estão usando algoritmos para escolher, mas há quem eles estão servindo? A ciências biológicas têm comprovado que a forma como os homens reagem aos estímulos é exatamente igual a forma como um algoritmo é montado.         CAPÌTULO 10 O Oceano da consciência É muito provável que uma nova religião surja no Silicon Valley. O Tecnohumanismo é a construção de um novo homem, que pode experimentar diferentes estados mentais.    Psicología positivista está crescendo. Estamos perdendo a capacidade de observar o entorno  e de sonhar. A criação de smartphones diminui a capacidade de apreensão do mundo, da mesma forma, o uso constante de capacetes pelos soldados do exército, pode torná-los mais indiferentes aos sentimentos das pessoas. Poderemos controlar a intensidade das vozes internas.     CAPÌTULO 11 A Religião dos dados O dataísmo é um sistema de crenças que vê tudo a partir dos dados gerados e coletados. Essa ideologia poderá unir todas as ciências e determinar o rumo dos acontecimentos. Os dataistas acreditam que o homem tem capacidade de tomada de decisões muito inferiores aos sistemas, logo os dados é que determinam as decisões. Há duas ciências que são a base do dataísmo, a informática e a biologia.   Todos os sistemas estarão conectados para produzir os dados mais precisos. Isso de alguma forma já acontece com os preços. A construção dos preços num mercado livre segundo Hayek e a construção dos preços no comunismo. O  geneticista Lisenco, acreditava que o DNA adquirido numa geração, passará a próxima, isso agradava a narrativa comunista, embora não tivesse vínculo com a realidade. Então ele enviou uma parte das plantações para a Sibéria, para que se adaptassem ao frio. A teoria não funcionou e a União Soviética teve que importar comida dos Estados Unidos. O capitalismo venceu o comunismo por ter um sistema de dados distribuído que até a invenção de supercomputadores, era melhor fazer sem centralização. Exemplo do especialista de Gorbachov que foi a Londres. O sistema é tão complexo que ninguém consegue o controlar. Políticos têm ficado cada vez mais longe de projetos de mudar completamente a sociedade, como foi o caso de Hitler e Stalin e tem se entendido apenas de questões burocráticas como déficit e folhas de pagamento. Isso isenta-os de debates de AI ou aquecimento global.  O fato é que dificilmente há um grupo que está controlando as diretrizes do mundo, pois não é possível atuar em todos os dados para gerar modificações em diversas áreas simultaneamente. Uma das formas de medir a evolução segundo o dataísmo é a quantidade de processadores de dados ao longo do tempo. Mais dados, mais processamento = mais evolução. O dataísmo começou como uma ideologia neutra, mas já se transformou numa religião que pretende determinar o que é certo ou errado. Se decidimos que o objetivo individual é a felicidade, os dados devem fluir com maior intensidade para que esse tipo de objetivo seja produzido. Internet de todas as coisas é uma interconexão de todas as informações dos homens e do planeta, conectados e integrados além da Terra por satélites. Algo como a reconstrução de um Deus onisciente, pois terá todas as informações. O dataísmo prevê que uma vez que tudo esteja conectado, cada movimento pode ser pre determinado, Se você tem desejo de comer ovos, será enviado uma informação para a produção do número de ovos que você deseja. O dataísmo vê como um pecado o bloqueio no fluxo de informações, pois quem não compartilha os dados, pode estar prejudicando a descoberta de alguma epidemias, por exemplo. O que é a morte se não o momento em que não se tem acesso a mais nenhuma informação? O dataísmo pode ser considerada a primeira religião a trazer algo novo para o debate desde que o humanismo começou a lutar pela liberdade individual, que incluia liberdade de expressão, propriedade privada e direitos humanos. Para o dataísmo, a premissa essencial, é a liberdade dos dados, pois somente assim o indivíduo poderá ser livre. Aaron Swartz, suicidou-se com 28 anos em NY, escreveu o manifesto do fluxo de informações, levantada ideias de compartilhamento de informações.  Temos que lutar pela guerrilha de open access. A liberdade de informações é proporcional à prosperidade dos países. As pessoas sentem cada vez mais uma necessidade de fazer parte do fluxo de produção de informações do mundo, mesmo que isso acarrete perda de privacidade. Quanto mais informação é produzida, mais emails e notificações aparecem exigindo mais produção de informações. A produção dessas informações vai conduzindo a resolução de outros problemas e habilidades que jamais se havia pensado antes. Esse fluxo de dados, produzindo resultados imprevisíveis, é considerado pelos dataístas como a mão invisível do mercado, ou a capacidade de omnisciência de Deus. Hoje o sentido da vida, não é mais construído internamente. O sentido é construído a partir das interações dos compartilhamentos de informações. Se estamos na índia e vemos um elefante não nos preocupamos em perceber o que sentimos ao ver o elefante se não, em pegar o telefone para compartilhar a experiência. O dataísmo vê tudo como informações, logo é possível determinar qual experiência musical é melhor a partir de uma análise dos dados. Pode-se saber qual produz mais informações ao ser ouvida por cada indivíduo. Da mesma forma, o dataísmo consegue ver na criação musical, um algoritmo que pode ser copiado e melhorado. Esse algoritmo poderá criar músicas melhores que a dos mais talentosos compositores, o argumento que a vida subjetiva humana não pode ser comparada, será rapidamente refutada com dados que metrificam a quantidade de informações produzidas durante qualquer experiência humana. Logo, o algoritmo que compõe música pode possuir tanta informação quanto um humano, e por que isso não seria sua vida subjetiva? Essa revolução dataísta pode levar algumas décadas ou talvez uns 2 séculos, mas a mudança de foco para o homem, também não aconteceu da noite para o dia. Os organismos são algoritmo tem consequências práticas. Até agora, o poder eram as informações, hoje o poder significa saber ler os dados. A ciência se converge num dogma Universal que prova que organismos são algoritmos e a vida não passa de um processamento de dados. A inteligência se desconecta da consciência. Algoritmos poderão nos conhecer melhor que nós mesmos. QUESTIONE-SE É mentira que os organismos são algoritmos e que a vida não passa de processamento de dados? O que tem mais valor, a inteligência ou a consciência? O que acontecerá com a política e a sociedade se algoritmos que nos conhecem mais que nós mesmos controlem as ações dos homens?    

Sapiens
Podcast de Yoga | 9 dez 2020 | Daniel De Nardi

Sapiens – Resumo do Livro de Yuval Harari

Sapiens Resumo do Livro Sapiens Resumo do Bast Seller de Yuval Hararri. O livro Sapiens é dividido em 4 capítulos que tratam da História da Humanidade, desde que os primeiros Homo-sapiens começaram sua aventura há 70 mil anos até os dias de hoje.   Episódio 01 - Revolução Cognitiva Um animal insignificante Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos. https://yoginapp.com/revolucao-cognitiva-podcast-77/   Episódio 02 - Revolução Agrícola No 2º episódio da série Sapiens, falaremos da Revolução Agrícola, mudanças no estilo de vida dos humanos fizeram com que ele mudasse completamente todo o habitat em que permanecia. Mudamos a estrutura dos ecossistemas e passamos a atuar cade fez mais no comportamento da fauna e da flora para nossos benefícios.   https://yoginapp.com/sapiens-historia-revolucao-agricola/ Episódio 03 - A Unificação da Humanidade. O 3º episódio da série Sapiens vai falar sobre os motivos que fizeram o mundo tornar-se uma grande aldeia. Fatores como o dinheiro, os Impérios e as Religiões foram essenciais nesse processo. https://yoginapp.com/a-unificacao-da-humanidade-podcast-79/   Episódio 04 A Revolução Cognitiva – Podcast #80 Os Sapiens irão se extinguir em breve segundo Harari, nossa espécie dará origem a uma espécie tão diferente quanto nós e os Neandertais ou os macacos. Como isso vai acontecer é o que veremos nesse episódio. https://yoginapp.com/a-revolucao-cognitiva-podcast-80/ Para quem quer comprar o livro Sapiens - Uma Breve História da Humanidade Clique Aqui Abaixo você pode ouvir toda a Série de Podcasts com o Sapiens Resumo do Bast Seller. Clique abaixo! https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/sapiens-comentando-uma-breve   Quer saber mais sobre Yoga? new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5\', \'UA-68279709-2\').createForm();