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Respiração Ujjayi
Dicas de Yoga | 16 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Yoga é para Ansiedade?

Yoga é para Ansiedade? Você certamente já ouviu anunciar uma aula de Yoga para ansiedade ou foi, ou conhece alguém que foi, direcionado para o Yoga como tratamento coadjuvante para ansiedade, não é mesmo?   Quantas pessoas chegam a sala para a primeira prática de Yoga e dizem: eu vim porque preciso relaxar.   E por que será que não simplesmente deitam em seus sofás ao invés de suar copiosamente durante uma ou uma hora e meia? Não seria mais relaxante não fazer nada?   A grande questão é que estas pessoas não estão cansadas somente fisicamente, estão cansadas de suas próprias mentes, ou, da falta de controle sobre elas. A mente comanda a nossa vida ao invés de ser comandada por nós quando estamos inconscientes, e isso é exaustivo.   Ansiedade, medo e preocupação são essenciais para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Não conseguir dormir direito na noite anterior a prova, olhar o celular toda hora aguardando uma resposta importante ou sentir o coração pulsar mais rápido antes de falar em público são aquelas ansiedades pontuais e comuns a quase todos durante a vida.   O grande problema é que acabamos nos identificando com essas emoções passageiras e transformando-as em sofrimento. É como se essa identificação fosse o alimento para os pensamentos que se multiplicam e perdem o controle. A mente cria uma realidade paralela ao agora enquanto vislumbra um futuro e nós nos permitimos nos envolver completamente com este devaneio, podendo chegar a expressar fisicamente esse descontrole através de batimentos cardíacos acelerados, visão turva, falta de ar, tontura, sudorese excessiva, formigamentos e etc.   Se você nunca teve uma crise de pânico, se considere sortudo pois, segundo a OMS (organização mundial da saúde), 33% da população mundial sofre de ansiedade e 4% é diagnosticada com sindrome do panico, fazendo com que as doenças mentais sejam consideradas o mal do século.   Se são o mal do século, como podem ser tratadas com aplicação de uma filosofia milenar? Como pode existir esse “Yoga para ansiedade”?   O Yoga exercita a presença através do controle dos vrittis “Yogash chitta vritti nirodhah” - Yoga é o controle das flutuações da mente.   Nos Sutras de Patanjali, são descritos 5 tipos de Vrittis: pramana, os meios de conhecimento válido; viparyaya, o erro; vikalpa, a fantasia; nidra, o sono e smrtayah, a memória.   “Vrttayah pancatayyah klistaklistah” - “estas modificações da mente são de cinco tipos; são causadoras de sofrimento e não causadoras de sofrimento” Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.   Vamos nos concentrar no terceiro tipo de Vritti, a fantasia ou Vikalpa. Essa fantasia é algo criado na nossa mente sem a presença de um objeto. É como quando alguém te fala de outra pessoa e quando você finalmente a conhece ela não tem nenhuma relação com a imagem mental que você havia feito dela. A imagem mental não é real é Vikalpa.   Assim funciona a nossa mente com ansiedade, criando diversas imagens mentais, fantasias. A mente está hiperativa, turbulenta, descontrolada. Não é possível enxergar a realidade com discernimento. Identificados com nossos pensamentos, crenças, medos, condicionamentos e sentimentos acreditamos em uma realidade fantasiosa e sofremos. E se… eu ficar sozinho, perder o emprego, ficar doente? E se…   O objetivo da prática de Yoga é cortar esse “e se” trazendo a conexão mente-corpo de volta. Sendo a ansiedade o excesso de futuro, trazer a mente para o agora se torna remédio. Mesmo que sua mente viaje entre lembranças e expectativas, o seu corpo está no agora. Não há outro tempo onde seu corpo possa estar.   Nos sutras de Patanjali são apresentados caminhos para o controle destes movimentos mentais e no I:12 é dito que “ o controle daqueles movimentos da mente se dá pela repetição e pelo desapego”. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();   A prática de asanas exige que você esteja conectado ao presente, ao corpo, sem esperar nada da próxima postura ou até mesmo da próxima respiração (desapego). Se você luta contra seu corpo, você se machuca e tudo se torna mais difícil. As lesões acontecem quando você realiza asanas sem Yoga, porque a mente não está conectada ao corpo, está no futuro, buscando desempenho.   “Você observa o que é sem preferência pelo que surge. Se o pânico estiver presente, você observa que o pânico está presente. Se a felicidade está presente, Você observa que a felicidade está presente. Mas você não luta contra o negativo e não se apega ao positivo. Você simplesmente permanece na experiência conforme ela se desdobra. Você aprende a estar totalmente presente.” - Kino MacGregor   Além de tudo, a prática de ásanas ajuda a alongar e liberar a tensão muscular provocada pela ansiedade e junto com a meditação são ferramentas aplicadas ao nível físico que exercitam a atenção no momento presente, quebrando a elaboração das fantasias mentais.   Os exercícios respiratórios são outra ferramenta de controle mental que trabalha também o prana. Reduzindo a velocidade da respiração e a tornando consciente, reduzimos a velocidade da atividade mental e dos pensamentos descontrolados, permitindo que a calma nos abrace.   A disciplina do Yoga (repetição) te torna forte para comandar sua mente e controlar os desvios da realidade. Com a experiência da presença, é desenvolvida uma percepção antecipada de que estamos em estado de inconsciência.   Eu tive minha primeira crise de ansiedade há alguns meses. Coração acelerado, falta de ar, tontura. Me disseram que eu estava pálida e parecia que eu ia parar de respirar. Há alguns anos atrás, poderia ter entrado em desespero, mas eu respirei, e só soube que tudo não aquilo passava de uma identificação minha com os vrittis por causa do Yoga. Se eu reconheço a minha mente como um animal selvagem a ser domado, posso escolher doma-lo. Mesmo que às vezes esse instinto selvagem possa dar o ar da graça. Sim, não nos tornamos invencíveis quando praticamos, apenas ganhamos conhecimento para o controle destas turbulências naturais da mente.     Já existem diversos estudos comprovando que o Yoga é eficaz no alívio da ansiedade. Mas não existe esse tal Yoga para ansiedade. Yoga é presença e “qualquer Yoga” que você faça, vai te dar as ferramentas para trabalhar os pontos deficientes dos seus processos mentais que desencadeiam a ansiedade.   O Yoga nos ensina quem realmente somos. Não somos emoções, pensamentos e lembranças, portanto, podemos dominá-los.   Apenas respire.  

Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 | Adri Borges

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

Dicas de Yoga | 8 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Padangusthasana

Padangusthasana   Quem já fez minha aula sabe que Padangusthasana está incluída em 99% das vezes. Não só por usar como base o conhecimento proveniente do Ashtanga Yoga, mas também por considerá-la uma postura ao mesmo tempo fácil e intensa. Assim como ocorre na prática do ashtanga (Padangusthasana é a primeira postura da série fundamental) costumo colocá-la no início da prática para “acordar o corpo. Segundo Lino Miele, junto com Padahastasana, Padangusthasana possui um papel importante para o início do processo de purificação. Padangusthasana é uma flexão em pé para a frente. O nome é derivado do sânscrito pada= pé, angustha= dedão do pé, sendo a postura segurando o dedão do pé. A postura trabalha especialmente dois chakras, o Ajna Chakra (o terceiro olho) e o Swadhisthana (o Chakra sacral ou sexual), trabalhando sabedoria, intuição e emoções inconscientes. A posição mais baixa da cabeça ajuda a irrigação sanguínea da área e facilita a concentração, equilibrando mente e corpo, sendo um excelente asana de preparação para meditação. Para executar a postura: Inicie de pé, em tadasana. Afaste os pés na largura de seus quadris, ou com aproximadamente 15cm entre eles. Mantenha os pés paralelos, com Arcos elevados e dedos ativos. Contraia o quadríceps, subindo a patela dos joelhos. Mantendo esta atividade nas pernas, incline-se para a frente a partir do quadril, mantendo as costas alongadas, o máximo que for possível. Enganche os dedões dos pés com os dedos indicador e médio das mãos. Se precisar dobrar os joelhos para chegar aos dedões, faça, mantendo a coluna alongada, como se quisesse colar o abdome nas coxas. As vezes, é útil realizar uma inspiração alongando ainda mais a coluna e esticando os braços, já com os dedos em gancho, criando espaço antes de descer na exalação. Desça o tronco como se quisesse deitar nas suas coxas e levar o topo de sua cabeça entre os pés no chão. Libere os isquiotibiais fazendo uma leve espiral para dentro nas pernas. Ative seu uddiyana bandha para criar mais espaço na coluna e aproximar mais o abdômen das coxas. Verifique se seu peso está bem distribuído nos pés e traga seu quadril para o alinhamento dos tornozelos. Ao descer, dobre os cotovelos e puxe o gancho entre mãos e pés. Relaxe os ombros e mantenha o espaço no pescoço. Se seus isquiotibiais estão encurtados, não curve a coluna para tentar descer mais a cabeça. Mantenha sua base da coluna bem alinhada e ísquios apontados para trás. Mantenha a postura por, no mínimo 5 respirações e siga para padahastasana, ou suba na inspiração com a coluna ainda alongada. Padangusthasana trabalha os órgãos internos do abdômen, estimula fígado e rins, alonga isquiotibiais e panturrilha, fortalece coxas, melhora a digestão e alivia dores de cabeça e insônia. Evite a postura se sentir dores nas costas ou pescoço ao executar. Padangusthasana apesar de simples é capaz de alongar diversos músculos do seu corpo trabalhando ele por completo. Entre as ações de puxar e empurrar, a tensão pode ser aliviada, tornando a postura relaxante e prazerosa. As flexões para a frente em geral estão relacionadas a nossa capacidade de se entregar e confiar. Aprendendo a confiar que há uma inteligência que mantém tudo em ordem, mesmo que não pareça a nossos olhos. Entregue-se a Pagangusthasa!   Boa prática!   new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    

Filosofia do Yoga | 7 nov 2020 | Fernanda Magalhães

Muladhara

Muladhara No artigo passado falamos sobre a relação entre as posturas de pé e o chakra básico, o muladhara chakra. O chakra básico, sendo o primeiro da fila, está mais conectado ao material, à terra e nossas necessidades de sobrevivência. Se nosso objetivo no yoga é crescimento espiritual, tendemos muito a valorizar os chakras superiores, que estariam ligados à iluminação, dando pouca atenção aos chakras inferiores. Mas calma, vamos passar rapidamente por alguns conceitos sobre os chakras para compreender a importância da nossa raiz. Chakras são os vórtices circulares de energia espalhados por todo nosso corpo energético. Sete deles, são os mais importantes e estão posicionados em sete pontos diferentes ao longo da coluna vertebral. Eles são carregados e recarregados através do contato com a corrente de energia cósmica na atmosfera ou Prana. Então, considerando o alinhamento dos sete principais chakras na coluna é como se possuíssemos um tubo que permite a energia subir e descer do topo da cabeça a base do assoalho pélvico. Podemos considerar que somos como flores, nos voltamos a luz pelo topo, mas nos alimentamos da terra a partir da base. Essa conexão entre nossa raiz e a luz é feita nesse “tubo de energia”. Nosso nosso tubo energético “entope” ocasionalmente por causa de questões emocionais, causando problemas físicos ou mentais. Estes problemas podem se apresentar na forma de fechamentos emocionais e físicos. Como os ombros para frente e para baixo de quem está deprimido e sentindo-se só, “protegendo” seu chakra cardíaco. Ou com a hiperatividade de um chakra laríngeo, por exemplo, que faz uma pessoa falar demais deixando-a com dificuldade de ouvir o outro. Podemos cuidar para manter livre o fluxo de energia através do equilíbrio entre os sete chakras através da prática de asanas, pranayama e meditação. Nosso chakra raiz, que fica na base da coluna, simboliza nosso relacionamento com a terra e com o material, influenciando nossa vitalidade, paixão, vontade de viver e instinto de sobrevivência. Está relacionado com nossos sentimentos mais básicos e primários e instintos primitivos. Ele traz a necessidade do pensamento lógico e da ordem em nossas vidas. Há também uma relação deste chakra com nossas estruturas de sustentação, pés, pernas, quadril, coluna, ossos e músculos. Por isso, um muladhara chakra desequilibrado gera insegurança.   Nosso primeiro chakra carrega registros de nossos ancestrais e praticamente todos experimentamos desequilíbrio neste chakra iniciando a existência a partir de memórias de guerra, fome e desastres naturais. Passando de geração a geração padrões inconscientes. O mais instintivo de todos os chakras, é o que inicia a reação de fuga frente a uma ameaça. Quando em desequilíbrio, gera a resposta de reação a ameaças não reais, incluindo as reações aos padrões inconscientes herdados de gerações anteriores e grupos sociais onde estamos inseridos. Pessoas com mente inquieta possuem dificuldade de “aterrar”, necessitando de estímulos para este chakra. Como dito no texto da semana passada, vivem mais na mente do que no corpo gerando dificuldade de materializar as ideias.   Clique abaixo e conheça o Curso - Práticas para os Chakras       Muita atividade no muladhara provoca agressividade e materialismo, muito apego ao corpo e dificuldade de conectar com a sensibilidade. Mudanças, que simbolicamente tiram nossas raízes, podem gerar o desequilíbrio do muladhara. Não só mudanças físicas de residência, cidade ou país, mas também demissões, alterações na constituição da família ou no corpo provocam a sensação de insegurança típica do desequilíbrio energético do chakra básico. Neste desequilíbrio nasce o medo e, as vezes, o apego. A necessidade de se sentir seguro através de um objeto exterior ao próprio corpo é a prova da falta de confiança de que tudo que precisa será fornecido a você através de suas próprias raízes. Este objeto pode ser dinheiro, um emprego estável, um cônjuge ou nossos pais. Qualquer coisa onde podemos segurar e criar a falsa sensação de que estamos salvos ali. O grande propósito deste chakra, é nos desafiar a praticar o desapego e vencer os medos. Para toda transformação há necessidade de estabelecer base firme e permitir florescer. As posturas que trabalham nossos pés, pernas e base da coluna nos trazem a sensação de estar em casa em nosso próprio corpo desenvolvendo coragem de enfrentar os desafios. Os sete chakras são importantes e, equilibrar um chakra pode provocar mudanças em outro chakra, mas antes de tentar trabalhar nossos chakras superiores, é importante equilibrar o raiz primeiro. Sem este chakra equilibrado, não temos a estabilidade e a segurança necessária para a transformação.   Namaste!   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Vídeos de Yoga | 24 ago 2020 | Daniel De Nardi

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA O paschmottanasana é postura que mais produz relaxamento por alongamento ao longo do corpo. Paschmottana significa alongamento posterior, a palavra diz sobre o local de atuação da postura. O treinamento desse asana produz relaxamento em toda musculatura posterior das pernas, coxas, glúteos, costas e pescoço. É ótimo para desfazer dores e desconfortos nas costas.  

5 pranas
Filosofia do Yoga | 26 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Shankha Prakshalana – O Detox do Yoga

Shankha Prakshalana - Como Fazer o Detox do Yoga O Shankha Prakshalana é uma técnica de purificação muito antiga. Nosso estilo de vida e consumo atual provoca em parte das pessoas uma ânsia por desintoxicação de tudo aquilo que foi adicionado ao nosso corpo devido a industrialização de nossos processos e a poluição ambiental ao longo das últimas décadas. A velocidade da sociedade moderna foi atropelando os ritmos naturais da produção de alimentos tornando a alimentação mais um dos processos acelerados e industrializados que vivenciamos. Começamos a consumir produtos que não seriam naturalmente ingeridos pelo ser humano sem o auxílio de tecnologia. Após anos de consumo inconsciente voltado para os industrializados e processados, temos milhares de pessoas com sensibilidade e até mesmo doenças provocadas por esta intoxicação. E então entramos na era do detox. Dietas e suplementos com objetivo de realizar limpeza interna são a moda de quem se preocupa com a saúde hoje em dia. E sim, retirar o máximo possível de produtos químicos da alimentação, como um retorno ao mais natural é o melhor caminho para não se “intoxicar”. Mas, mesmo com todo cuidado com o que ingerimos, nosso corpo, como qualquer máquina, precisa de limpeza periódica em nossos canais de conexão com o exterior. O intestino é o nosso grande órgão do aparelho digestivo que precisa lidar com todo o “lixo”, tóxico ou não, sofrendo em doses homeopáticas de envenenamento que podem resultar em doenças mais graves ou desconfortos e intolerâncias alimentares. A ciência e as pesquisas médicas têm demonstrado através de estudos recentes a importância do intestino, para a manutenção da saúde e do bem estar. Passou a ser reconhecido como um \'\'órgão inteligente\'\' chegando a ser denominado por especialistas como um \'\'segundo cérebro\'\' por sua capacidade de executar funções independentemente do Sistema Nervoso Central. Apesar de nosso corpo ser uma máquina inteligente, a combinação de pregas e microvilosidades existentes no intestino não são limpas automaticamente. O acúmulo de matérias nessas reentrâncias é o que provoca doenças e sensibilidades. Se quiser saber sobre o Jejum Intermitente e Meditação - CLIQUE AQUI https://yoginapp.com/jejum-intermitente-e-meditacao/ Parece que os Yogis da antiguidade já sabiam disto... No Hatha Yoga existem alguns procedimentos para a purificação do corpo físico que incluem a limpeza completa dos intestinos. Os procedimentos de limpeza do Hatha Yoga removem impurezas que estão no caminho para a clareza e concentração. São divididos em seis grupos principais e chamados Shat Karma. Alguns dos métodos mais simples são, por exemplo, escovar os dentes e limpar o couro cabeludo. Estes seis grupos de procedimentos incluem a limpeza do nariz - neti, do estômago e reto - Dhauti e Basti, exercícios abdominais, para massagem dos órgãos - nauli, exercícios para os olhos - trataka e exercício de respiração - Kapalabhati, para limpeza dos pulmões. new RDStationForms(\'e-book-yamas-e-niyamas-1f965e8db29fe9c4625b-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); E há também, um krya de limpeza intestinal, não incluído nos Shat karmas do hatha yoga pradipika, o Shanka prakshalana que proporciona uma renovação em todo o aparelho digestivo. Shankha, significa intestinos; Prakshalana, significa limpar completamente. Na verdade, Shankha Prakshalana não apenas limpa os intestinos, mas limpa todo o sistema digestivo, começando pela boca até o ânus. Em certos textos, Shankha Prakshalana é chamado de Varisara Dhauti. Shankha Prakshalana é um método para desintoxicação do corpo físico a partir de uma lavagem intestinal por método não invasivo e não agressivo que consiste em ingerir água salgada morna na mesma concentração do soro fisiológico para não ser absorvida pela mucosa intestinal. A ingestão de água salgada é seguida de uma série de movimentos para facilitar o deslocamento e a velocidade da água pelo aparelho digestivo até ser eliminada pela evacuação. A ingestão da mistura é alternada com os movimentos até que que a água eliminada pela evacuação esteja completamente limpa. O fluxo de água promove a lavagem total e profunda dos órgãos internos. Você provavelmente irá começar a visitar o banheiro após o quinto ou sexto copo, e a partir deste ponto, intercalar as idas ao banheiro com mais ingestão de água salgada e exercícios. Esta auto lavagem deve ser feita em jejum, ao acordar e dura, em média, de uma hora e meia a duas horas. Após a lavagem do sistema digestivo, sugere-se que a alimentação seja leve, sem comidas cruas, processados, alimentos integrais ou laticínios. A primeira refeição deve ser realizada de 30 minutos a 1 hora após a limpeza e deve conter gordura, como azeite ou ghee, para lubrificação dos intestinos. A refeição ideal é arroz bem cozido com lentilhas e ghee para ajudar o processo digestivo a começar de novo de uma forma suave e equilibrada. Descanse por 30 minutos após o procedimento e não faça sua prática de asanas ou outras atividades fisicamente desgastantes no dia. O método deve ser realizado quatro vezes por ano, na mudança de estações e a primeira vez indica-se que seja orientado e supervisionado por um professor experiente. Mas há uma versão mais leve da limpeza, Laghooprakshalana, que pode ser realizada com mais frequência, por pessoas com condições de saúde que não permitem a limpeza completa e com independência. Neste caso, apenas 6 a 8 copos de água morna com sal são ingeridos em grupos de 2 copos por sequência de movimentos. Pode ser realizado semanalmente ou com maior frequência para casos de constipação. As orientações são similares à da limpeza completa, devendo seguir os exercícios descritos abaixo entre a ingestão dos copos de água e as idas ao banheiro. A Sequência do Shankha Prakshalana Tadasana - Entrelace as mãos, levante os braços com as palmas voltadas para cima e suba nas pontas dos pés. Em seguida, desça-os imediatamente e coloque as mãos sobre a cabeça. Repita 8 a 10 vezes. Tiryaka tadasana - Comece em Tadasana. Estenda as mãos sobre a cabeça entrelace os dedos e volte as palmas para o céu, incline-se para a esquerda, retorne ao centro e incline-se para a direita. Continue indo da esquerda para a direita. Repita 8 a 10 vezes. Kati Chakrasana - Possui duas formas de execução. Para a primeira fique em pé com os pés afastados e braços pendurados ao lado do corpo. Comece a balançar os braços de um lado para o outro, torcendo o corpo. Quando você girar para a direita, olhe tanto quanto puder sobre o ombro direito - depois gire para a esquerda olhando também sobre o ombro. Agora balance tão rápido que sua mão esquerda termina em seu ombro direito e a mão direita balança atrás de suas costas e toca sua cintura no lado esquerdo, e vice-versa. Seus braços devem estar tão relaxados que se movem horizontalmente para fora do corpo. Para a segunda forma, Comece também de pé com pés afastados na largura do quadril. Eleve os cotovelos na altura dos ombros e junte a ponta dos dedos do meio das mãos na frente do peito. Palmas voltadas para o peito, não tocando o corpo. Exale torcendo para a direita esticando o braço direito para trás. Olhe para seu dedão direito e tente manter o quadril voltado para a frente. Inspire voltando ao centro e exale torcendo para o lado esquerdo. Este exercício também é feito de oito a dez vezes para cada lado. Tiryaka Bhujangasana - Deite-se de barriga para baixo com as pernas afastadas. Levante o corpo com os braços retos e torça a cabeça e o tronco para que você possa olhar por cima do ombro direito e ver o calcanhar esquerdo. Retorne ao centro e olhe por cima do ombro esquerdo para ver o calcanhar direito. Repita 8 a 10 vezes. Udarakarshanasana - Agache-se na ponta dos pés e descanse as nádegas nos calcanhares. Mantenha os joelhos afastados e as mãos apoiadas nos joelhos. Traga o joelho esquerdo para o chão com a ajuda da mão esquerda. Volte para o centro e traga o joelho direito para o chão. Repita 8 a 10 vezes. Outra versão ainda mais leve é apenas ingerir os copos de água morna e salgada intercalando com exercícios de contrações abdominais: nauli kriya e uddiyana bandha, no lugar dos cinco movimentos descritos. Laghoo é recomendado para aqueles que sofrem de desordens digestivas como constipação, flatulência, acidez, indigestão e outros males digestivos. A vantagem dessa limpeza é a recuperação do movimento peristáltico dos intestinos, sem os efeitos danosos que os laxantes causam. Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral. Aproveite esta purificação para iniciar uma jornada mais equilibrada na sua alimentação com alimentos naturais utilizando a menor quantidade de processados possíveis. Cuide do seu sistema digestivo mantendo uma alimentação mais energética e sáttwica. E lembre-se que há uma relação direta entre a saúde do intestino e o equilíbrio emocional. O intestino produz e armazena 90% da serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bom humor e memória. O Yoga acontece no equilíbrio entre as borboletas no estômago e o frio na barriga. Namastê Quer assinar o Canal do YogIN App no YouTube? 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Dicas de Yoga | 21 jul 2020 | Fernanda Magalhães

Sankalpa-Estabeleça!

Estabeleça seu Sankalpa   Tudo nasce do desejo.Sankalpa é a oportunidade de nos conectarmos com esse desejo, inclusive, foi o desejo que iniciou a criação do universo. Sem desejo, não estaríamos vivenciando este mundo material que nos proporciona a oportunidade do desenvolvimento espiritual.   No material temos a possibilidade de discernir nossos impulsos instintivos e desejos verdadeiros, atravessando nossa experiência humana objetivando um propósito maior. Não há necessidade de negar os impulsos instintivos, provenientes do ego, mas sim de reconhecê-los e honrá-los para que as nossas decisões em segui-los ou não sejam baseadas em verdade.   O Sankalpa é a oportunidade de nos conectarmos com estes desejos verdadeiros, a intenção mais elevada do coração.   Sankalpa é uma frase clara, curta, objetiva e positiva feita mentalmente mas que é proveniente do coração. É realizada no início da prática como intenção daquele momento onde você estará dedicado ao seu trabalho espiritual.   O sankalpa não é impulsionado pelo ego como nossos desejos usuais do dia a dia e tem mais relação com a energia que queremos entregar ao mundo.   O termo em sânscrito vem de San - conexão com a verdade e Kalpa - voto ou regra a ser seguida. Sankalpa é nosso compromisso com a verdade.   Existem duas formas de realizar seu sankalpa. A primeira, através de afirmações positivas que não requerem movimento e mudanças, apenas como reconhecimento da verdade interior como “eu sou amor”. A segunda forma reflete a intenção de desenvolver características positivas ou ajustar as negativas em um nível subconsciente, através de metas. Como, quando há alguma doença a ser superada em seu corpo físico, repetir “estou curado” funciona como impulsionador dessa mudança.   Independente do tipo de sankalpa, deve ser realizado sempre através de afirmações positivas, evitando a negatividade.   Entrar em contato com nossos verdadeiros desejos é investigar através dos desejos do ego o que realmente buscamos. Quando desejamos ser aceitos através de qualquer anseio usual como emagrecer ou ser bem sucedido financeiramente, precisamos ouvir o que este desejo nos sinaliza. O que há para ser nutrido por baixo desta superficialidade?   Seguindo este exemplo, precisar ser aceito através de comprovações materiais aprovadas pela sociedade talvez esconda uma crença de que não merecemos amor. Quando na verdade, o amor incondicional não necessita de comprovações, ele apenas existe, disponível para todos.   Trabalhando desde o superficial até o interior desenvolvemos nosso sankalpa de forma mais profunda a cada etapa de autoconhecimento ultrapassada. Podemos começar com “Tudo vem a mim com facilidade” passando para “Eu mereço ser amado”, para “Eu sou amado” até chegar ao “Eu sou amor”. Do material, emoções e questionamentos humanos até o Ser.   Estando relacionado a uma busca da verdade e autoconhecimento, o sankalpa é realizado no momento presente, pois nenhum outro momento é real e nossa mente subconsciente não reconhece outro tempo que não o presente. Não deve ser realizado como pedido ou oração, mas pode surgir em forma de agradecimento.   Usando o momento presente também somos lembrados de que tudo que nos é necessário já existe em nós.   Toda nossa busca humana gira em torno de cessar o sofrimento causado por estes anseios do ego. Se nos permitimos ser soterrados pelas emoções, nos perdemos no caminho da verdade, residente no Ser.   No momento de estabelecer seu sankalpa, traga a sua mente para um estado de unidade, relaxada e calma. Não verbalize seu sankalpa, mas repita mentalmente tres vezes para reafirmar sua intenção. Concentre-se e mantenha o foco com uma intenção de cada vez. Não multiplique desejos a cada etapa de mudança e crescimento e mantenha a mesma direção durante alguns meses. Uma imagem também pode ser associada ao seu sankalpa para fortalecê-lo.   Mudar não é fácil e a resistência é esperada. Use a conexão com seu poder pessoal, residente em seu manipura chakra para impulsionar a mudança desejada. Conecte-se com sua verdade no centro do peito e sua determinação na área logo acima do umbigo no momento de mentalizar seu sankalpa.   Para encontrar seu sankalpa, é necessário apenas focar a mente e conectar-se com seus desejos mais verdadeiros, canalizando a energia para dentro.   Boa prática!     Baixe grátis o e-book  - O YOGA DO AUTOCONHECIMENTO  

Invertida sobre a Cabeça Como fazer shirshasana
Vídeos de Yoga | 1 jul 2020 | Daniel De Nardi

Invertida sobre a Cabeça – Como Fazer Sirshasana

Aprenda a fazer a Invertida sobre a Cabeça. O sirshasana ou invertida sobre a cabeça é uma das posturas mais icônicas do Yoga. Todo yogin sonha em dominar a invertida. É uma postura de longa permanência (+ de 5min) exige que o praticante esteja preparado. Nessa aula, ensinamos como cair da invertida sem riscos de lesões e como subir com a tranquilidade necessária para uma longa permanência. Quer saber como da postura surgiu? Clique ABAIXO E ENTENDA O NOME SIRSHASANA https://yoginapp.com/o-nome-sirshasana/ Aprenda tudo isso e mais dicas neste vídeo com os professores Daniel De Nardi e Fernanda Degilio. https://youtu.be/sNvROeMMaOQ Quer saber mais sobre Yoga? Deixe seu email abixao! new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 27 maio 2020 | Daniel De Nardi

Como Fazer – Bhujangasana, a postura da Cobra

Como Fazer Bhujangasana Conhecida como postura da cobra, o bhujangasana é um dos asanas mais importantes do Yoga. Uma excelente compensação de posturas como o paschmottanasana e adho mukha. A professora Fernanda Degilio explica como executar perfeitamente essa postura no vídeo abaixo. Confira:   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();      

Dicas de Yoga | 7 maio 2020 | Equipe YogIN App

Como Fazer Bakasana, a postura da garça

Como a postura da garça! O bakasana é uma das posturas mais estéticas do Yoga. É uma postura que treina diferentes habilidades no yogin, entre elas concentração, equilíbrio e força. Aproveite essa aula que além de ensinar tecnicamente a postura dá dicas de treinamento para aperfeiçoamento da execução. Fique de olho nos próximos episódios da série COMO FAZER e deixe nos comentários quais posturas você gostaria de treinar mais? Boa prática !   https://youtu.be/vPvKuiCHdlc   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os Asanas. Baixe gratuitamente o new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();