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experiência do Yoga


aula de yoga parque do povo lotada
Dicas de Yoga | 20 mar 2021 | Daniel De Nardi

O QUE DEVE CONTER UMA BOA AULA DE YOGA

Claro que o caráter dessa pergunta é bem pessoal. Cada um, tem sua própria busca dentro da prática e evidentemente a resposta desta questão estará carregada pela minha visão do que é o Yoga e para onde essa prática deve me levar. O que mais valorizo dentro de uma prática, seja quando estou fazendo aula ou praticando sozinho é a exploração da vivência da técnica. A teoria é muito relevante para o praticante que quer se aprimorar, entretanto, é a vivência que fará diferença na sua vida. Quando ensino, procuro contextualizar ao máximo as técnicas, deixando claro o que elas produzirão de efeitos, mas sempre procurei priorizar a profundidade da vivência do meu aluno - neste caso, experimentar é viver. “Mas o risco de não ensinar é muito grande. Se você simplesmente ensinar as pessoas a fazer um ásana sem levá-las a estados mais profundos de percepção, os ásanas delas serão sempre uma batalha.”  Glen Black, professor de Yoga no livro A Moderna Ciência do Yoga. Deve haver atenção por parte de quem ensina, sobre a capacidade de execução da técnica por cada aluno. O melhor professor não é o que ensina o mais difícil, mas aquele que consegue estimular o aluno a chegar no máximo que ele pode naquele momento. Valorizo demais uma aula que me desafia, mas ao mesmo tempo que não faz eu sentir que aquilo não dá para mim.   Também valorizo uma aula em que eu sinta meu progresso, que sinta que, por mais sutil que tenha sido minha melhoria, ela aconteceu.   Agora, se falarmos em termos de técnicas essenciais numa aula de yoga, o critério também poderá variar bastante. Como por exemplo a questão da meditação - em uma ou outra aula podemos ficar sem fazer meditação, mas se a meta do Yoga depende da meditação, não faz sentido ficarmos muito tempo sem executá-la. Os respiratórios são essenciais em todas as aulas, mesmo que seja apenas na execução dos ásanas ou como preparatório da meditação. Pránáyáma tem que ter e ponto final, é como respirar. Ásana - as técnicas corporais costumam chamar mais a atenção das pessoas e geralmente ocupar a maior parte das aulas. Uma aula pode perfeitamente ser preenchida sem a execução de técnicas corporais. No entanto, o corpo é um veículo que temos que não podemos negligenciar, é o templo onde acontecem todas as experiências. Acho que o mais importante deste texto é dizer que a vivência é a grande chave do Yoga. É a vivência que produz insights e faz com que aprendamos mais sobre nós mesmos - vivencie Yoga e viva mais.            Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

Filosofia do Yoga | 1 dez 2020 | Daniel De Nardi

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? – Yoga Falado#24

HÁ PROVAS QUE O YOGA PODE AUMENTAR O CONTROLE EMOCIONAL? - Yoga Falado#24   Professores de Yoga costumam falar bastante sobre a utilização das técnicas, especialmente as respiratórias, no controle das emoções. Embora as evidências do que já vivenciei e os depoimentos dos meus alunos já sejam suficientemente fortes para afirmar que isso de fato funciona, fui atrás de alguma pesquisa científica que provasse isso. Pesquisas científicas não são tão comuns no Yoga e o motivos é que não há um real interesse por parte de quem normalmente financia este tipo de trabalho - Estado e indústrias. Nenhum remédio novo será desenvolvido com o que será descoberto (pode ser até que alguns tornem-se inúteis), nenhum aparelho novo poderá ser vendido, acho que deu para entender. Para nossa sorte, há alguns voluntários comprometidos em trazer à luz da ciência aquilo que acontece em cima dos mats. Muitos desses estudos foram apresentados por William J. Broad, articulista do New York Times e autor de A Nova Ciência do Yoga.      Leia mais sobre exercícios respiratórios aqui. Esta pesquisa foi realizada por Khalsa, yogin e neurofisiologista da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.   \"Khalsa trabalhou em estudos talhados para verificar se o ajustamento do estado emocional poderia ter benefícios demonstráveis para carreiras e estágios diversos da vida. Um centrou-se em músicos. Khalsa fez sua investigação com professores de Kripalu e focalizou a pesquisa em um renomado estabelecimento logo na rua dos centros de yoga de Berkshire — Tanglewood, a casa de veraneio da Orquestra Sinfônica de Boston e sua academia de estudos avançados para jovens músicos. O objetivo era verificar se fazer yoga poderia ajudar os iniciantes a dominar uma fobia de palco em geral, e, mais especificamente, ter um melhor desempenho diante do público exigente que ia à Tanglewood para os concertos de verão. Em 2005, Khalsa e Stephen Cope, de Kripalu, recrutaram dez voluntários dos prestigiados programas de bolsistas de Tanglewood. Os cinco homens e cinco mulheres tinham idades entre 21 e 30 anos, a média logo acima dos 25 anos. Isso incluía cantores, assim como aqueles que tocavam violino e viola, trompa e violoncelo. Por dois meses, os dez voluntários seguiram o treinamento de Kripalu. As opções incluíam sessões matinais e vespertinas sete dias por semana, uma sessão noturna semanal, uma sessão de meditação de manhã cedo e refeições vegetarianas em Kripalu. A pesquisa também incluía bolsistas recrutados como integrantes do grupo de controle que não tinham treinamento em yoga. Os resultados, embora não sensacionais, eram estimulantes, como Khalsa e Cope relataram em seu artigo científico de 2006. O artigo avaliava a performance da ansiedade que os músicos sentiam nas sessões de ensaios, de prática em grupos e em solos. Os yogis não apresentaram diferenças do grupo de controle em ensaios e na prática em grupo, mas de fato demonstraram uma impressionante queda da ansiedade durante os solos. Isso fazia sentido, Khalsa e Cope observaram. A pesquisa mostrou que tal nervosismo era baixo durante os ensaios, moderado em práticas em grupo e alto nas performances solo. Ele e Kripalu responderam com uma pesquisa expandida. Trinta jovens músicos fizeram imersões no yoga, meditação e Kripalu. E se revelou que a prática de dois meses deixou o estado emocional deles ainda mais elevado. Em 2009, Khalsa e seus colegas relataram que os músicos yogis, comparados ao grupo de controle, exibiram provas evidentes de não apenas menos ansiedade nas apresentações, mas significativamente menos raiva, depressão, ansiedade geral e tensão. Eles adoraram aquilo, como os seus antecessores. Além disso, os cientistas rastrearam os alunos um ano após o programa de verão e perguntaram se a vida deles tinha mudado. A maioria relatou que continuou fazendo yoga e meditação, e que toda aquela experiência tinha melhorado suas habilidades em apresentações.\" Quem já experimentou a redução do nervosismo antes de uma competição ou de uma entrevista importante sabe exatamente o que Khalsa provou. Usar as técnicas a seu favor neste momento em que as pessoas literalmente não sabem o que fazer torna-se um grande diferencial competitivo. Experimente!     Ouça também via:

Yoga e experiencia
Filosofia do Yoga | 14 nov 2020 | Daniel De Nardi

Yoga é experiência

Yoga é experiência O título pode ter diferentes interpretações. De um lado, experiência no sentido de tempo de prática, um dos fatores mais importantes para quem busca estados de meditação. Praticar com constância durante um longo período de tempo é condição sine qua non para a evolução de qualquer atividade. É o que no alpinismo chamam de volume de montanha. Se você não fez várias montanhas de 6000 metros, dificilmente alcançará o Everest. Estados de meditação também dependem de progressivas conquistas e isto só conseguimos com o treinamento de alguns anos. A mesma frase pode ter o significado de vivenciar - o Yoga acontece da pele para dentro. Quando o YogIN App vê um ginasta olímpico se apresentando no solo, sabe, que apesar do atleta atingir níveis muito superiores ao dele em termos de performance de alongamento e força, o atleta não está necessariamente praticando Yoga. O Yoga é experiência. O Yoga não acontece quando você toca a testa no joelho. O Yoga acontece quando você se sente tocando a testa no joelho. Naquele momento, se você estiver praticando Yoga verdadeiramente, estará percebendo sua respiração, mentalizando descontração para os músculos, vivendo profundamente a experiência - fazendo Yoga. Assim como não basta tocar a testa nos joelhos, tampouco adianta simplesmente fechar os olhos e ficar pensando no que está acontecendo longe do mat. O Yoga exige atenção. Como vimos acima, ele não existe sem um direcionamento de foco. Pode ser um exercício de alongamento ou uma técnica de respiração muito eficaz, mas não é Yoga. Para que a experiência da prática aconteça, você precisar se esforçar para manter-se dentro, introspecção e atenção direcionada é o que produz a experiência do Yoga. Quando feitas por um longo período de tempo, temos o título do artigo com duplo sentido.  

YogIN App
Dicas de Yoga | 31 ago 2020 | Daniel De Nardi

TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO

Mantenha a Disciplina. Pode parecer surpreendente, mas praticamente todos nós somos capazes de completar um IronMan (famosa prova de triatlo que consiste em nadar 3,6km, pedalar 180km e correr 42km ininterruptamente; vale dizer que a distância da corrida, isoladamente, corresponde a uma maratona completa): há atletas com mais de 65 anos que, a despeito de terem começado a treinar em idade avançada, conseguem, assim como os mais jovens, cruzar a chegada desta prova que leva ao extremo os limites humanos. O exemplo vale para qualquer objetivo que desejemos alcançar; pode parecer algo distante para alguém que não esteja treinando para isso hoje, mas, com bastante determinação para tanto, é possível conquistá-lo. Como dizem no golfe, “It’s a mind game”. A vida pode ser compreendida como um grande jogo mental no qual tudo tem início dentro da nossa cabeça. Os obstáculos são criados também em nossa mente; eles realmente não existem, nós é que os colocamos (ou não) em nossa realidade, a partir de nossos paradigmas, experiências e crenças pessoais. TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO Há uma outra frase, de autor desconhecido, que complementa a ideia: “Não sabia que era impossível, foi lá e fez”. No caso: se completar o IronMan do Havaí é a sua verdadeira decisão, simplesmente você começa a correr, depois a nadar e, em seguida, a pedalar; então, passará a treinar as três modalidades simultaneamente, a participar de provas curtas de triatlo, a conviver com outros atletas que também desejam concluir esta prova - agora, você já é um deles. Mais tarde, virá a conhecer atletas que já terminaram a mítica prova, e começará a se ver como um deles também. Quando der por si, depois de muito treino e envolvimento, estará numa bela manhã de primavera na Ilha de Oahu, após algumas horas de prova, finalmente cruzando a tão sonhada linha de chegada do IronMan do Havaí. Tudo é uma questão de determinação e foco, mas, principalmente, de atitude interior.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();