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estabilidade da mente


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Filosofia do Yoga | 11 fev 2018 | Daniel De Nardi

O QUE É O YOGA?

O QUE É O YOGA? Esta é uma pergunta (o que é o Yoga?) que muita gente faz para nós, profissionais, mesmo com a quantidade de informações que vêm saindo na mídia nos últimos anos. O Yoga deixou de ser uma moda para se tornar uma tendência, e vem provando seu valor desde muito antes que Sylvia Rank, a superstar de La Dolce Vita, obra-prima de Fellini, ao ser questionada sobre o que faz para manter o corpo em forma, responde simplesmente: Yoga. Os antigos sábios hindus gostavam de começar suas explanações definindo o que entendiam pelo assunto. Seguindo seu exemplo,  vou adotar a definição mais clássica do Yoga, feita por Pátañjali, importante mestre indiano do século III A.C. Pátañjali tem uma importância grande dentro da história desta filosofia. Foi o primeiro a escrever um livro falando somente desta prática, o famoso Yoga Sutra. O livro serve até hoje para pesquisa de yogins de todas as linhas. Escrito em forma de aforismos, frases concisas repletas de conhecimento, começa desta forma, na tradução do professor Luis Carlos Barbosa.   I - 1 Eis os postulados mais elevados do Yoga I - 2 O Yoga é o recolhimento dos meios de expressão da mente   Para Pátañjali, o Yoga é tudo aquilo que conduza o praticante a uma parada das ondas mentais, mas não no sentido de parada cerebral, mas apenas dos pensamentos para que a consciência possa fluir por uma canal mais sutil que é a intuição. A intuição ensina muito sobre nós mesmos. Quando diminui-se as influências externas (veja a definição de Patanjali), brota algo próprio. Aquilo que só você poderia produzir ou pensar, aquilo que mais te representa. A intuição só acontece quando há um contato direto do praticante com aquilo que ele verdadeiramente é. A intuição é tão falada no meio do Yoga, pois ela é o que mais aproxima o YogIN da sua essência, chamado no Yoga de purusha.   Para Pátãnjali, o que importava era esse caminho para o praticante chegar a meta e por isso os capítulos do seu livro são chamados de páda, que em sânscrito significam passos ou caminho.   LEIA AQUI SOBRE AS DEFINIÇÕES DO YOGA - O QUE É O YOGA?   Praticar Yoga é buscar estabilidade física, emocional ou mental. Em determinada parte da prática, os yogins aprendem a direcionar sua atenção para um som (mantra) em outra para a respiração (pránáyáma), depois para uma única imagem (dhyána) ou para o corpo (ásana). Esse treinamento de deslocamento da atenção para as diferentes partes é um dos mais importantes aprendizados da prática. Melhorando isso durante as aulas, conseguirá fazer o mesmo no seu trabalho, focando no que é mais importante, na leitura, conseguindo ler sem precisar voltar páginas ou mesmo numa troca de carinho tornando a experiência mais proveitosa. Yoga para mim é isso, um grande universo de descobertas, experiências e aprendizados. Um despertar da essência, um encontro consigo mesmo.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão

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Dicas de Yoga | 1 dez 2018 | Daniel De Nardi

O Yoga e seus ritmos respiratórios

O Yoga e seus ritmos respiratórios Você já parou para pensar o quanto sua respiração é afetada pelas suas emoções? A ansiedade, por exemplo, produz uma respiração mais curta e acelerada, já um estado de serenidade produz uma respiração mais profunda e lenta. É inegável a relação entre padrões respiratórios e estados emocionais ou de consciência. Os YogINs perceberam desde muito cedo antigo povo que criou as técnicas usadas no Yoga, perceberam que se dominassem a respiração conseguiriam interferir nos estados de consciência e controlar melhor suas emoções. LEIA SOBRE O RESPIRATORIO ALTERNADO E SEUS EFEITOS Deixando as coisas mais práticas, quando, por exemplo, você exala o ar mais devagar você se recupera mais rápido, seja de um cansaço físico ou um stress emocional. Não é que você vai deixar de sentir cansaço ou mesmo de ter essa sensação emocional, mas o fato é que existe um desgaste tanto para o cansaço físico quanto emocional. Quando sentimos emoções pesadas, como ódio, medo, stress etc. internamente liberamos uma grande quantidade de toxinas, que, se liberadas em excesso, se tornam prejudiciais à nossa saúde. Além disso, fisicamente, quanto mais rápido nos recuperamos de um cansaço, melhor. Então, o simples fato de conseguirmos controlar melhor a saída do ar, tomando consciência do movimento muscular envolvido na respiração e fazendo com que o ar saia mais devagar, podemos reduzir esse desgaste tanto no âmbito físico como emocional. Os YogINs catalogaram diferentes proporções de ritmos respiratórios para gerar diferentes estados de consciência. O ritmo é sempre descrito como uma proporção e sempre com a ordem Inspiração - Retenção com Ar - Expiração - Retenção sem ar. Quando escreve-se o número pode-se colocar qualquer valor desde que a proporção seja respeitada. Exemplo, ritmo 1-1-1-0. Você deve inspirar, reter o ar e expirar no mesmo tempo e não fará retenção sem ar. Portanto, se inspirar em 4 segundos vai manter a mesma proporção também nas demais fases que tem o número 1.   Os principais ritmos são: 1-1-1-1 - Nossa respiração é arrítmica por natureza e isso interfere também no fluxo inconstante dos nossos pensamentos. Disciplinar a respiração a manter uma cadência é disciplinar a mente a manter foco. O ritmo é algo que nossa mente não gosta. Ela prefere a distração. Veja, por exemplo, quando você começa a batucar uma música. Em sua introdução é mais fácil manter o ritmo. Quando a voz entra entonando a melodia, se você não estiver muito concentrado naquilo irá se atrapalhar e perder a cadência. Concluindo, manter o mesmo tempo para todas as fases contribui para o foco mental e um estado de estabilidade. 1-2-1-2 - Esse ritmo é importante para dar ao corpo mais tempo de assimilação do oxigênio e energia que estão sendo captados na respiração. Dobrar o tempo das retenções produz, na retenção com ar, essa assimilação, e na retenção sem ar, um tempo para uma maior introspecção, pois é isso que a parada sem ar nos pulmões produz. 1-2-3-0 - Essa proporção amplia a saída do ar dos pulmões e isto como já foi explicado ajuda na recuperação do desgaste. Seja ele físico ou emocional. 1-4-2-0 - Esse é o ritmo mais avançado que existe daqueles que foram catalogados e testados por milhares de anos. Segundo as escrituras que descrevem tais técnicas, esta proporção é associada a estados meditativos e à expansão da consciência. Respirar é viver, quem respira melhor vive melhor. Respirando com mais consciência você não estará apenas ampliando sua consciência corporal, mas também emocional e do fluxo dos seus pensamentos. Dominar ritmos respiratórios vai totalmente ao encontro desse propósito, pois a mente gosta de diversificação e manter uma cadência respiratória é discipliná-la para mais foco e produtividade.   Para saber mais sobre conteúdo de Yoga aperte este botão