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Filosofia do Yoga | 27 jun 2021 | Daniel De Nardi

O Oriente encontra o Ocidente, o início do Yoga por aqui – Podcast #13

Como o Yoga começou por aqui - Podcast #13 No podcast de hoje vamos entender quando o Yoga chega ao ocidente trazido pela influência de um violinista. O desconhecido no mundo do Yoga e famoso no mundo da música Yehudi Menuhin, primeiro aluno ocidental de B.K.S. Iyengar. A primeira aparição do Yoga no ocidente acontece em 1893 na Conferência Internacional das Religiões em Chicago. Vivekanada, o yogin que primeiro falou sobre o Yoga no ocidente foi homenageado com o nome dessa rua na cidade onde a conferência aconteceu. Depois disso, as ideias do Yoga não criaram raízes no pensamento ocidental. A prática de Yoga começa a ganhar força apenas na década de 50 quando o violinista Yehudi conhece Iyengar e começa a traze-lo regularmente para palestrar no ocidente. Primeiro na Suíça em 1952 e depois em várias cidades americanas, onde funda escolas e começa a difusão do Yoga no Ocidente. Iyengar conheceu Menuhin em 1952 em Bombaim, Índia. Menuhin estudou com Krishnamurti que recomendou que Iyengar ensinasse Yoga ao violinista. Quando se encontraram, Menuhin disse que estava muito cansado e que não ia poder ficar muito tempo com o professor. Iyengar lhe ensinou uma invertida e o músico executou. Menuhin adorou a técnica e ficou praticando por mais uma hora com Iyengar. Menuhin começou a perceber que o Yoga melhorava sua performance na música. Tornou-se um yogin disciplinado e estudioso. Manteve contato com Iyengar por toda a vida dedicando seu mais famoso livro - Light on Yoga ao seu aluno Äo meu melhor professor de violino.\"B.K.S. Iyengar.             Links Álbum gravado por Yehudi e Ravi Shankar - West Meets East Curso de Formação do YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores Trilha Sonora da série - Reflexões de um YogIN Contemporâneo Praça de Chicago onde há uma ruela homenageando Vivekananda   Documentário sobre Menuhin Yehudian https://youtu.be/sMTFMVvzHfQ Curso de Mantra com Sandro Shankar - Audiobookm de Iyengar B.K.S. Iyengar O que Iyengar pensa da evolução do Yoga https://youtu.be/mv4SkZVGxU8 Iyengar foi homenageado na página do Goolge em seu \"97\" aniversário https://youtu.be/Jot8PoRASh0   https://yoginapp.com/aulas/hatha-yoga-com-props/   Yoga com Props com Mariel Gunsch Aulas YogIN App Apresentação da aula de Yoga com Props no YouTube https://youtu.be/4DwvplhcYJg   Planos de assinatura de aulas de Yoga online Boas reflexões e até o próximo Reflexões de um YogIN Contemporâneo. Transcrição do Podcast   O Oriente Encontra o Ocidente, O Início do Yoga por Aqui #13 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi e hoje é o dia em que a gente vai unir a música clássica com o nascimento do yoga no ocidente ou a vinda do yoga para o ocidente. No curso de formação do YogIN App, nós temos uma aula bem extensa que explica detalhadamente qual é o contexto histórico tanto na índia quanto no ocidente quando o yoga passa a ser difundido e praticado e reconhecido. Hoje a gente vai falar um trecho desta história porque vamos comentar sobre quem canta esta música com Ravi Shankar, é um violinista chamado Yehudi Menuhin, podemos considerá-lo o padrinho do yoga no ocidente. Oficialmente o yoga chega ao ocidente em 1893, na Conferência Internacional da Religiões, um grande mestre de yoga indiano chamado Vivekananda é convidado para falar sobre o yoga e o hinduísmo e ali se pode dizer que o yoga foi explicado como conceito pela primeira vez no ocidente, em Chicago. Inclusive, na praça principal da cidade, onde tem alargada da maratona de Chicago, tem uma ruela chamada Vivekananda way, em homenagem ao mestre, por ter trazido o yoga ao ocidente. Mas após a palestra o assunto não fica presente, não cria raiz, tanto que passa-se muitos anos e demora para que se tenha uma escola de yoga por aqui. Fala-se que em 1940 abriu a primeira escola de yoga, de uma russa em Cuba, porém não foi nada expressivo. O yoga começa de fato ser conhecido no ocidente a partir desse violinista, o Yehudi que eu já mencionei. Yehudi Menuhin não é muito conhecido como popstar, mas dentro do meio da música clássica ele é bastante reconhecido, ele foi um dos maiores violinistas do mundo de sua época, ele nasceu em 1916 e morreu em 1999, e ele era um prodígio desde o início de sua carreira ele tocava de forma magnifica, começou muito cedo e tinha muita habilidade para aquilo. E ele esgotou os recursos da música ocidental e começou a pesquisar os padrões orientais, ele começou a observar que a Índia não seguia o mesmo padrão de notas musicais e ritmos, e passou a estudar a música inicialmente indiana, mas você fizer um estudo profundo sobre a música indiana (e a gente tem um outro curso de mantra do Sandro Shankara que pesquisa a música indiana clássica) vem junto muitos conceitos do hinduísmo não é só a música pura. E, a partir dali, Menuhin começa a travar contato com a inteligência indiana, filosofia, modo de viver, especulações sobre a vida, então ele começou a estudar um autor famoso no ocidente chamado Krishnamurti que recomendou a ele que conhecesse o Iyengar e praticasse yoga. Um dia Menuhin estava na Índia e chamou o Iyengar para fazer algumas posições pra ele (esta história é conhecida ela, inclusive, está na página do Iyengar), ele estava muito cansado e, então, o Iyengar chegou lá e disse que ensinaria um exercício que iria melhorar o cansaço dele, pediu para que ele levantasse as pernas, provavelmente pediu para que ele fizesse um sarvangasana – uma invertida sobre os ombros – , Menuhin gostou daquilo, sentiu os efeitos e ficou mais de uma hora praticando com Iyengar. Depois passou a chamá-lo porque sentiu-se muito bem, assim tornou-se um exímio praticante. Em 1952 ele chama Iyengar para ir a Suíça para dar uma palestra, foi aí que o yoga começou, realmente, a criar raiz no ocidente.  Depois Iyengar vai para os EUA e começa a fundar as primeiras escolas de yoga, então o yoga funda-se realmente como uma estrutura, como uma marca indiana no ocidente, a partir desse movimento desses dois importantes ícones da cultura do yoga e foi esse acaso que fez com que o yoga fosse difundido, porque ele ganha corpo no ocidente com o Iyengar que, inclusive em 2004, entrou para a lista da revista Times como um dos cem homens mais importantes do mundo, ele chegou a um patamar que nenhum outro mestre de yoga chegou, e talvez chegue, ele foi mundialmente reconhecido e quando você vê entrevistas ou estuda a obra dele (eu sempre falo da audible, que tem muitos livros dele para quem gosta de ouvir, mas que gosta e ler tem a obra toda traduzida para o português) percebe que e não era a intenção dele ficar conhecido no mundo todo, tanto que ele ficou morando na cidade dele a vida toda. Ele era um difusor, ele sobre levar a mensagem do yoga com um aspecto terapêutico, mostrando fato os efeitos que prática fazia nos praticantes e adequando a pratica como um estilo de vida para a vida inteira. Ele inclui props que são aquele bloquinhos e também faixas. Se você for muito tradicionalista você vai dizer “ah, imagina, na antiguidade não se praticava com bloco e nem com faixas” mas e daí? Na antiguidade se dormia na pedra, então vamos dormir também? Isso não faz sentido, o yoga é um filosofia que venceu ao tempo justamente pela sua adequação, ele não ficou preso a dogmas inflexíveis, e foi mantendo o centro essa busca por uma paz interna, por uma sensação de auto-observação mais precisa, o yoga manteve isso apesar das técnicas irem mudando ao longo do tempo e isso se preservou e isso é o que se tem de mais valioso no yoga, agora, “não vou usar o props porque os primeiros praticantes não tinham” isso eu acho uma besteira muito grande, eu uso e me ajuda muito na prática, assim como as faixas, determinadas posições você não consegue realizar (como alcançar o pé ou levantar a perna)  e você não vai usar a faixa porque é um tradicionalista, mas se usasse conseguiria realizar a posição, relaxando o músculo sem fazer força, qual é a escolha mais inteligente? Então o Iyengar trouxe esses materiais e a adequação do yoga como um estilo de vida para as pessoas praticarem ao longo dos anos, inclusive ele era um crítico dos altos, no Ashtanga ele dizia “como é que você vai saltar aos 80 anos?”. A prática dele tem esse objetivo, ficar a vida inteira praticando (como ele, existe imagens dele bem velhinho praticando) porque ele usou desse método, se o yoga é uma prática que desenvolve longevidade, precisa ser uma prática que você consiga levar para a longevidade, então o estilo de yoga do Iyengar faz esse trabalho. A gente tem uma aula de yoga com props da professora Mariel, eu vou deixar o link pra quem for aluno e quiser praticar, pra quem não for aluno eu vou deixar uma apresentação dessa aula que a gente tem o YouTube e também o link das nossas aulas, pra você ver quantas aulas o YogIN App tem disponível. A gente mais de cem aulas e o aluno pode escolher por diferentes períodos e estilos, você poderá fazer uma triagem de acordo com as suas necessidades, praticar quantas vezes quiser, salvar nos favoritos, então você poderá acessar facilmente essa aula e fazer tudo isso pelo aplicativo ou pelo site. Quem não conhece e quer conhecer aproveita que a gente está por um período, que eu não sei quanto tempo irá durar, para baixar o aplicativo e tem trinta dias grátis para experimentar, pode cancelar antes dos trinta dias, sem custo. Uma oportunidade para você que não pratica yoga começar. A ideia não é substituir a aula presencial, algumas pessoas não tem a possibilidade de frequentar aulas de yoga, às vezes não tem na cidade delas, então para ela seria interessante. Quem  faz em uma escola pode conciliar, aulas online tem essa vantagem de a gente fazer na hora que a gente quiser ou nos momentos em que não tem aula, hoje, por exemplo, eu estou gravando numa sexta-feira de feriado e muitas escolas podem estar fechadas e quando o aluno quiser praticar ele tem a opção do yoga on line, pode fazer um plano simples, tem planos a partir de R$29,00 e escolher um plano pra você ter como um plano B. E pra quem faz regularmente e só tem essa opção, eu sugiro que faça um plano que vocês consigam interagir com os professores (é uma opção, você pode continuar com a aula gravada), o plano Premium a gente consegue interagir e vê-los durante a prática. Então eu encerro por aqui, esse foi mais um Reflexões de um YogIN Contemporâneo, e eu vou deixar o link do álbum que eles gravaram do Menuhin com Ravi Shankar que começa a ligação do yoga com o ocidente, vou deixar o álbum pra quem quiser ouvir. Até o próximo podcast. Om Namah Shivaya!     https://yoginapp.com/reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-serie-de-podcasts-yoga-pro-seu-dia-dia

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Filosofia do Yoga | 20 set 2020 | Daniel De Nardi

Karma e Reencarnação

Karma e Reencarnação O hinduísmo passou por fortes rupturas ao longo da sua história, tais como a transferência de poder religioso quando Lutero traduz a Bíblia para o alemão. A Igreja Católica detinha o conhecimento da língua, o latim, e para acessar os ensinamentos de Deus, era necessário uma intermediação dos seus representantes diretos da Igreja. Ao traduzir a Bíblia, Lutero libera aquele conhecimento a qualquer um que soubesse ler. Entretanto, assunto como o perdão e a fé continuaram sendo debates centrais em todas as derivações religiosas que decorreram daquele rompimento. No hinduísmo, o tema do karma e reencarnação continuam sendo centrais desde suas primeiras escrituras. A casta mais alta da Índia é a dos sacerdotes que conhecem os rituais hindus, os brâmanes. Por muito tempo, os brâmanes se posicionaram como os únicos detentores da verdade. No século VII, pensadores e revolucionários indianos começam a questionar a implacabilidade dos Vedas. Esse grupo, os tântricos, criaram seus próprios textos, sua simbologia e trocaram muita informação com jainistas, budistas e ayurvedicos. Nesse caldeirão cultural surge o Hatha Yoga como uma releitura tântrica do Yoga de Patanjali. Nessa releitura, os YogINs tiram a verdade infalível dos textos e a trazem para o corpo. O que sinto e não o que está escrito é que tem valor. Desde aquela época, os YogINs observaram algo que vem sendo comprovado pela neuro ciência, o corpo tem memórias sensoriais. O corpo acumula muita informação sobre nós mesmos e pode nos ensinar sobre traumas e comportamentos condicionados. Além disso, o corpo também envia sinais. quando por exemplo tomamos algum tipo de atitude que sabemos que não é correta ou emocionalmente conflitante, o corpo responde com sintomas de desconforto ou algum tipo de doença. Para os YogINs essas são demonstração de algum tipo de desequilíbrio, energético, emocional ou mental. Tente se lembrar de ter ficado gripado quando estava numa fase muito feliz. Os asanas (posturas) começaram a ser mais explorados pelo Hatha Yoga pois entendeu-se que aumentando a observação das sensações corporais pode-se perceber antes pequenos desequilíbrios e poupar o corpo de desenvolver algo mais grave. Ao longo dos meus 20 anos de ensino e prática de Yoga, pude observar em mim e confirmar com meus alunos essa relação desequilíbrios/doenças e há estudos demonstrando quadros de tristeza com redução do sistema imunológico. O karma é visto no hinduísmo como um conceito de causa e efeito, uma lei universal na qual quando você causa algum tipo de sensação seja angústia ou felicidade aquilo de alguma forma retornará a você. Tem relação também com as respostas do corpo, dependendo do que você gera, terá o retorno. Só que o karma, dependendo da visão filosófica pode ou não ser transmitido para outra vida. A ideia de negar a reencarnação é chamativa, pois é uma ideologia na qual não se tem provas para afirmar. Seria mais racional pensar que o que se tem nessa vida foi o que se plantou, o karma é implacável. Só que quando  vejo casos de crianças, sem nenhuma chance de ter tomado uma atitude tão conflitante a ponto de gerar doenças devastadoras como o câncer, não consigo negar que possa existir reencarnação. Também é cruel pensar que aquela criança, de alguma forma tem que aprender algo dentro do seu caminho de libertação. Acredito que por mais adversa que seja a condição que fomos colocados no mundo, o caminho da liberdade depende apenas de cada um. É claro que o ser humano precisa de condições básicas para desenvolver seu pleno potencial. Não devemos nos cansar de ir ao encontro de própria identidade. Para o hinduismo, é o encontro com a essência (purúsha) que encerra o ciclo de reencarnações, interrompendo o karma e todo o sofrimento residual.    

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Meditação | 20 jul 2020 | Equipe YogIN App

Meditação no som do Rio Ganges – Índia

Exercício de Meditação no som do Rio Ganges na Índia! Pratique uma Meditação neste som. Meditar é uma forma excelente para você treinar sua concentração e atingir um estado de profundo aquietamento. O som contínuo do Rio irá ajudar você a silenciar a mente e gerar um estado de consciência propício ao autoconhecimento. Experimente fazer esse exercício de Meditação clicando na IMAGEM AQUI     YogIN App - Escola de Yoga OnLine · #ProjetoYogIN - Meditação ao som do Rio Ganges Este exercíco de Meditação faz parte do Canal de Podcasts do YogIN App. Se quiser fazer outros exercícios como esse e ainda aprender mais sobre a teoria do Yoga. CLIQUE ABAIXO. https://yoginapp.com/podcast-de-yoga-2 Para ficar sabendo mais sobre o Universo do Yoga, deixe seu email no formulário abaixo que indicaremos mais exercícios para você fazer. new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Filosofia do Yoga | 15 mar 2020 | Daniel De Nardi

Yoga e a capacidade da Auto Reprogramação

Yoga e a capacidade da Auto Reprogramação Patanjali, considerado o pai do Yoga, termina suas explicações escritas ensinando Kaivalya (liberdade absoluta), objetivo final do YogIN. Mas como as técnicas e os ensinamentos do Yoga, que foram evoluindo desde Patanjali podem ajudar o praticante em seu objetivo? O pensamento indiano sempre esteve muito atento a questão dos condicionamentos (vasanas) e como desfazer esses condicionamentos para se aproximar da essência (purusha). A maior parte desses condicionamentos são desenvolvidos durante a juventude. Comportamentos aprendidos a partir de observação e repetidos por puro hábito e adaptação. Imagine um programa de computador que fica sendo programado durante 10 anos e quando o Enter é dado, o programa entra num loop apenas repetindo funções programadas. Exagero sim, mas vale a questão do quanto temos de livre arbítrio. O YogIN parte numa aventura investigativa do que realmente é seu (purusha) e o que lhe foi \"programado\". O Yoga pode ser comparado a um aprendizado de um tipo de programação. O processo de condicionamento dos comportamentos. Se você vai usar um programa no seu computador e não conhece programação, pode apenas seguir os comandos pré-programados. Mas se você conhece a forma como os softwares são desenvolvidos (open source software, se não entendeu essa parte pense num Windows que todo mundo pode mexer) pode alterá-los. Precisa conhecer os padrões usados e como eles se repetem. Pode montar um novo programa em cima do que recebeu. O Yoga é uma forma de reprogramar o comportamento mais de acordo com as direções da consciência. Patanjali fala desse tipo de \"reprogramação\" no I, 33 do Yoga-Sutra. \"A serenidade da mente é conquistada com a amizade com os felizes, compaixão com os infelizes.\" O que se sabe, sente ou pensa por ser reprogramado. Construir novos padrões de comportamentos dependem de auto-observação, uma habilidade bastante treinada na prática do Yoga. Numa época chamada de Renascimento do Yoga (século VII),  os tântricos  começaram a experimentar no corpo o direcionamento de sensações. Entenderam que se conseguissem dominar vontades, dominariam a instabilidade da mente e estariam livres para a revelação do EU (purusha). Asanas e pranayamas,  são exemplos de exercícios que ensinam o YogIN a conduzir suas sensações. Num determinado treinamento respiratório o praticante inspira e quando sente vontade de soltar o ar, segura mais um pouco, treinando sua mente a atender a comandos pessoais. Quando o praticante deita-se em shavasana (postura de relaxamento) entra num estado de menos interferência dos sentidos externos. Pode relaxar o corpo e direcionar sua atenção para um padrão comportamental. Como há menos interferência dos sentidos (pratyahara) o YogIN observa melhor como o condicionamento foi construído e reprograma-se para agir diferentemente na próxima oportunidade. Durante este período, o conceito de kundalini ganhou bastante visibilidade na literatura do Yoga. O conceito de kundalini como uma poderosa energia criadora parece-se muito com o conceito de Eros da psicologia. Ambas associadas a instintos e criação artística. Os YogINs não se contentam apenas em estimular a Kundalini, mas domá-la conduzir esta energia para o caminho espiritual. O sexo tântrico, tão alardeado no Ocidente, nada mais é que uma continuação desse objetivo de conduzir ações, desejos e pensamentos. O loop dos condicionamentos dificulta qualquer mudança de rumo. Mudar condicionamentos é uma habilidade que as técnicas do Yoga estimulam demais. A prática do Yoga, desperta vontade de mudar hábitos. É até engraçado, pois ninguém nos obriga a isso, mas quando percebemos, estamos escolhendo alimentos mais saudáveis no supermercado. A prática desperta uma vontade de fazer coisas diferentes que você nem sabia que gostava, ou que sempre soube mas acabou nunca agindo pra isso. A prática do Yoga vai nos dizendo muito mais sobre nós mesmos. Faz parte do objetivo de revelar o Eu, trazê-lo para o dia a dia, para a vida. Parar um tempo para observar a respiração é uma forma de contato com as emoções. A respiração influencia as emoções e vice-versa. Aquietar as emoções e observa-las é um dos objetivos da prática. Como cada praticante vai conduzir o aprendizado da observação é algo totalmente pessoal, mas o Yoga te dá a chave para um estado. Um estado de aquietamento e relaxamento que permite uma melhor observação de si mesmo. O Yoga ensina a observar padrões comportamentais para reconstrui-los conforme aspirações pessoais. Reprogramar-se para ser o que você sabe que pode ser.    new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();