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Podcast de Yoga | 1 jul 2021 | Daniel De Nardi

Liberdade de Expressão – Podcast #29

Liberdade de Expressão - Podcast #29 Liberdade de expressão é um assunto bem mais complexo do que eu conseguia imaginar. https://soundcloud.com/yogin-cast/liberdade-de-expressao-podcast-29 Links Página de Ebooks gratuitos do YogIN App https://yoginapp.com/ebook-yoga/ Grupo do Facebook - Conhecendo o Yoga a Fundo Paganini Trilha Sonora da série, Reflexões de um YogIN Contemporâneo   https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Liberdade e expressão – Podcast #29 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, essa é Hilary Hahn interpretando uma música de Paganini. Esse é o 29º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo”. Acho que dentro de todos os episódios, eu sempre acabei concluindo o tema trazido, hoje não irei concluir, o tema ficará aberto para reflexão de cada um. É sobre a liberdade de expressão. Este tema é bem delicado e atual, por conta dos acontecimentos que ocorreram nos Estados Unidos recentemente, em Charlottesville, onde ouve um embate de dois grupos supremacistas (negros e brancos) defendendo a ideia de que existe uma raça superior. O triste episódio ocorrido no EUA é de um nível tribal, como se o ser humano não tivesse compreendido nada no decorrer do tempo, sendo que como é possível determinar uma raça superior por uma questão geográfica? Por ter nascido em determinado local se seria superior? Isso vai contra tudo o que a ciência tem descoberto e que a filosofia ou as religiões acabam observando também, a gente vê no caso do yoga que o Purusha, que é a essência, está dentro de cada um, então não teria como existir uma raça superior, uma vez que todo mundo tem dentro de si, não é distinto de acordo com o local e época de nascimento. Essa essência está dentro de cada um e é o papel de cada um deixar vir, trazer, despertar. Esse assunto, que acabou criando esse embate nos EUA, é fruto de uma outra discussão que é a liberdade de expressão. Como eu disse, a liberdade de expressão é um assunto muito delicado, é necessário um estímulo dela, há uma vantagem nos ambientes em que a liberdade de expressão é possível ser explorada e, então, surgem ideias novas, surgem soluções diferentes, isso é muito visto nos locais que são abertos para as ideias em que há o desenvolvimento da sociedade muito maior do que nos locais em que todas as ideias novas são castradas e obstruídas, ficando atrás em relação ao desenvolvimento da sociedade como um todo. Por outro lado, a liberdade de expressão nos dá acesso a ideias como a de grupos extremistas como o nazismo ou qualquer outo grupo que de intitule superior racialmente. Usando como pretexto a liberdade de expressão, fala-se sobre o nazismo ou qualquer outro grupo excludente. No Brasil e em outros países, como a Alemanha, isto é proibido, não se pode criar grupos nazistas, enquanto nos EUA pode. Há leis diferentes de acordo com o entendimento de cada país com a questão. Nos EUA se parte do pressuposto de que o debate pode ocorrer desde que ele não se torne em uma ação prejudicial a alguém, no caso, como vimos, teve mortes e isso é em uma escala macro, com consequências enormes. Numa escala micro, o debate e a liberdade de expressão está em várias áreas da nossa vida. Recentemente a gente teve um caso bastante interessante com o nosso grupo de yoga no Facebook, um grupo de discussão chamado “Conhecendo o Yoga a fundo”, sempre foi um grupo em que as pessoas expuseram as ideias, havia alguma discordância, mas existia uma harmonia no grupo, até qganadosue dois integrantes o grupo começaram a atacar e falar de forma mais agressiva, alegando que os participantes do grupo estavam sendo enganados e que eles detinham a verdade sobre o que era o yoga verdadeiro. A gente tem uma dificuldade em relação ao yoga porque diferentemente de outras regiões, como Roma e Grécia que se preocupavam em data, no yoga e no hinduísmo como um todo não há essa preocupação, os textos não possuem datações. E naquela discussão do grupo no Facebook, um dos participantes se diz ser de uma tradição que antecede o yoga de Patanjali, a dos Nathas, então, segundo ele, quem teria a verdade seria os Nathas, no extremo do conhecimento acaba-se chegando num limite de fé, como neste caso. Porque se há uma história que foi contada, que seria primeiro os Vedas, depois as Upanishads, depois o começo do Tantra no século III ou IV e que vai se desenvolvendo de acordo com a dinastia Gupta. Os detentores da tradição Natha dizem que ela é anterior a Patanjali, que o que Patanjali escreveu seria consequência dessa sabedoria e aí há essa postura de um dos participantes de se colocar como alguém que sabe de algo e os outros como os ludibriados. É um pouco complicado porque, como eu falei, se restringe apenas uma visão e temos que respeitar, mas cada um deve olhar pra si e ver o que mais faz sentido dentro deste quebra-cabeça, dentro das evidências mais fortes que conseguimos construir uma verdade. Não vi totalmente o debate, como chegaram algumas reclamações acabei dando uma olhada e identifiquei esse ponto limítrofe que esbarra na fé, mas isso não acontece somente na parte histórica, mas na ciência também. O fato de eu não ter participado do debate é pelo fato de eu estar escrevendo o terceiro livro de uma série de cinco que irei publicar, este livro trata de um assunto que acaba se aproximando dessa discussão, uma ala da ciência que tenta provar que os pensamentos são apenas reflexos de uma série e estímulos anteriores no cérebro. Então a gente tem uma ideia que surge, um pensamento, que acaba gerando uma descarga ou influenciando o cérebro. Esta área da ciência, chamada de Fisicalismo, tenta provar o contrário, que no fundo tudo é consequência de estímulos cerebrais, que não temos o controle sobre esses estímulos, o que a gente tem é apenas uma justificativa consciente, o que a gente faz é uma decisão a priori com impulsos nervosos e liberações endócrinas. É um assunto bastante delicado, mas que se esbarra na questão da fé ou de reconhecimento de evidências, então existe de fato uma consciência que seria o que comanda ou simplesmente é uma enganação do tipo de estimulo que os pensamentos geram que nos dão a impressão de que a gente percebe algo antes, mas no fundo tudo acontece no nosso cérebro, sem nenhum livre arbítrio efetivo nosso. Então chega nesse ponto que é a fé, uma questão de opinião baseada numa crença, porque como se saber qual tradição veio antes ou como saber se existe tal percepção por trás, vai sendo da evidência de cada um. O ponto é que se deve liberar a discussão sobre os diferentes assuntos, tem que estimular, mas daí vem o outro lado porque na vida a gente nunca tem o ganho dos dois lados. Estamos passando agora pela era da comunicação, dos smartphones, que é interessante, a gente fala com todo mundo a na hora que em entende, mas há de convir que o mundo como um todo está ficando aparentemente mais “retardado”, com todos concentrados em seus aparelhos. Então sempre tem um lado que ganha, outro que perde. No caso da liberdade de expressão temos risco no que aconteceu nos Estados Unidos e no nosso grupo o que acaba acontecendo é que pode-se até criar fakes para mostrar ter receber apoio, e quando há pessoas te apoiando já é muita coisa. O que é complicado porque o interesse de quem faz isso pode ser financeiro, comercial. O fato é que esta pessoa teria mais tempo para trabalhar e desenvolver as ideias, o que acaba desestimulando as pessoas que se dispunham a fazer um debate mais tranquilo, que passam a se sentir desmotivadas pelo tipo de comportamento agressivo de um integrante. É uma situação delicada, o que fazer? Censurar, retirar a pessoa do grupo? Ou não, vai tentar fazer com que ela se adeque, mas enfim...Como eu disse no início, este episódio não terá uma conclusão, apenas um ponto de vista e como a liberdade de expressão tem as duas facetas e como, no geral, as duas tem em todas as coisas da nossa vida, as mudanças sempre trazem os dois lado, sempre uma ambivalência, um ganha e um perde, é isso que eu quero dizer. Pra finalizar vou deixar a música completa do Paganini, quem estiver assistindo pelo App conseguirá ver as imagens da violinista Hilary Hahn tocando Paganini que foi um violinista e compositor do século XVIII (1772 a 1840), ele tinha um virtuosismo, tocava acima dos outros, de uma forma que ninguém conseguia tocar, por esta razão foi considerado ter pacto com o diabo. Vou deixar com vocês a Caprice 24 que, em sua época, era o único que consegui tocar, mesmo não sendo uma das músicas mais lindas é das mais difíceis de tocar.  

yoga para dormir melhor
Dicas de Yoga | 4 mar 2021 | Daniel De Nardi

COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR

COMO O YOGA PODE TE AJUDAR A DORMIR MELHOR   O sono é uma das partes mais importantes da vida, passamos, pelo menos deveríamos passar, quase um terço da nossa existência dormindo - dormir com qualidade é viver com qualidade. Nem sempre conseguimos cumprir as oito horas recomendadas pelos médicos e especialistas, e nesse caso, torna-se ainda mais importante que se tenha qualidade enquanto se dorme. As técnicas que sugerimos abaixo não tomam mais de 15 minutos e fazem toda a diferença para o seu sono.       (mais…)

Podcast de Yoga | 1 mar 2021 | Daniel De Nardi

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas E Preconceitos – Podcast #04

Raiam Santos e Paulo Coelho – Perdas e preconceitos #04   Se você viu a foto, leu o nome Paulo Coelho e torceu nariz, talvez esse podcast seja útil pra você. Raiam é um jovem escritor brasileiro que tem como principal característica a sinceridade. Aproveitei seu último audiobook, MIssão Paulo Coelho para falar o quanto as opiniões geradas a partir de esteriótipos atrapalham nossa percepção do mundo. Mas não só isso, visões estereotipadas dificultam a convicção de que você pode trilhar sua própria história mesmo que ela não se encaixe no estereótipo. Ouça para ter sua própria opinião. https://soundcloud.com/yogin-cast/raiam-santos-e-paulo-coelho-perdas-e-preconceitos-podcast-04-reflexoes-de-um-yogin   Links App com Audiobooks em Português App com Audiobooks em Inglês Blog do Raiam Bons estudos!   Transcrição Podcast #04 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e hoje eu vou falar sobre o livro do escritor Raiam Santos chamado “Missão Paulo Coelho”, vamos falar também sobre preconceitos, clichês e o quanto isso dificulta a nossa verdadeira impressão do mundo. Certamente quando você leu o título desse podcast, se você já acompanha os outros podcast você deve ter estranhado, “Paulo Coelho?”. Nos outros podcast a gente falou sobre veda, sobre Upanishad, sobre textos antigos e clássicos da índia e agora a gente vai falar sobre Paulo coelho. Bom, esse preconceito ele pode até ter impedido você de ouvir esse podcast, pode ser que você tenha pulado ele e aí ouviu os próximos que irão acontecer, mas que ainda não aconteceram, gostou e voltou para ouvir esse porque nos próximos em algum momento eu vou remeter a este podcast porque ele é importante pra gente entender justamente o quanto a gente perde quando cria esses estereótipos e não faz uma investigação da real natureza das coisas, do que de fato está por trás das opiniões e qual é a intenção das palavras. O podcast de hoje vai falar um pouco sobre linguagem e como isso dificulta ou facilita a gente de encontrar a nossa real natureza e colocar isso em prática. Bom, eu mesmo tinha bastante preconceito em relação ao Paulo Coelho, isso é de praxe no Brasil, você não pode falar que você gosta de Paulo Coelho que você é mal visto. Então, eu de fato li algumas páginas de “Brida”, só, e criei esse estereótipo por uma conveniência pessoal como todo mundo faz. No meio literário existe isso, de falar mal do Paulo Coelho, assim como no ramo das artes tem o clichê de falar mal do Romero Britto. E eu tinha um pouco desse preconceito, porque no primeiro livro que li do Raiam e ele menciona o Paulo Coelho como uma das pessoas que influenciou muito ele, daí você já cria um preconceito dizendo que o cara ama o Paulo Coelho, logo ele é um escrito de segunda linha. Só que o que inspira o Raiam nem é a obra do Paulo Coelho, mas o fato dele ser brasileiro e conseguir ter um sucesso internacional inegável. Porque o ponto aqui é justamente esse, se o Paulo Coelho está produzindo um tipo de literatura que as pessoas estão lendo, estão gostando e estão recomendando e estão comprando outros livros é que de fato alguma coisa que ele está transmitindo tem valor pra essas pessoas, pra muita gente não tem valor e a gente não pode achar que existe algo que é mais cultural, que é mais importante para a cultura das pessoas. O que é mais importante para a cultura de cada um, só a pessoa pode saber. Por exemplo, é clichê você falar mal de religião, mas para a pessoa que adota aquele religião, que segue tal religião aquilo de alguma forma tem valor, por que senão ela não iria. Um padre, um bispo ou quem quer que seja não aponta uma arma pra cabeça da pessoa para ela ir ao culto aos domingos ela vai por espontânea vontade porque de alguma forma aquilo tem valor pra ela. Da mesma forma, ninguém é obrigado a ler um livro do Paulo Coelho, e se ele vende em mais de 30 países, 200 milhões de cópias é por que de fato a obra dele tem algum valor para as pessoas, isso é inegável. Mas você criando esse clichê, talvez a obra tivesse algum valor pra você, mas quando a gente cria o estereótipo, a gente nem dá oportunidade de entender de conhecer aquilo, como no caso do Raiam que você já acha que ele é um leitor apaixonado, mas ele pode ter lido um ou dois livros do Paulo Coelho, mas ele tem uma admiração e o Paulo Coelho merece essa admiração pelo reconhecimento internacional como escritor, não é simples você vencer no Brasil como um todo, como escritor é ainda mais difícil, então alguém que conseguiu isso merece o reconhecimento da sociedade mesmo que o tipo de literatura não agrade a todos, mas o reconhecimento como um impacto social, como um impacto de conteúdo para as pessoas isso é inegável que Paulo Coelho tenha. Pra você entender como é difícil é ser escritor no Brasil, uma vez eu estava lendo uma biografia do Jean-Paul Sartre, que é um escritor francês, e ele contou que estava tendo um caso com uma prostituta e ela perguntou pra ele o que ele fazia e ele disse que era escritor e ela disse que também pretendia ser escritora, e naquele momento eu parei e falei como assim?, como a pessoa se propõe a profissão de escritor, isso no Brasil não cabe, dificilmente você sabe da história de alguém que virou para os pais e falou vou ser escritor, isso é muito difícil, muito raro mesmo no meio literário é comum as pessoas terem outros trabalhos e não se assumirem como escritores e aí começa já uma identificação do que o Raiam tem em relação ao Paulo Coelho e que o Raiam também assumiu essa postura que ele queria ser um escritor reconhecido mundialmente e jovem, brasileiro, não é algo simples você precisa ter de fato um nível de coragem, de confiança no seu próprio mérito bastante grande pra você assumir isso, largar emprego e começar a viver de renda de livros. Isso é muito difícil no Brasil. Só que o Raiam, apesar de ele querer ser escritor e já ter isso como uma missão desde pequeno ele não frequentou oficinas literárias, ele nunca foi ao Festival de Literatura de Paraty, como pode hoje, ele que é um dos escritores mais vendidos digitais do Brasil, como pode esse escritor que é número um da Amazon em algumas categorias nunca ter feito uma oficina de arte, ter tanto sucesso e nunca ter ido ou, quem sabe ser convidado, e nunca será convidado pra esse festival que é o festival mais importante de literatura, que acontece em Paraty. Porque o meio literário também tem os seus estereótipos, o meio literário tem uma estrutura que se você não se encaixa, dificilmente você vai ascender no meio. Falando especificamente sobre a literatura no Brasil, como um todo ela tem uma média, as pessoas que emitem opinião sobre a literatura no Brasil, a média é que os personagens tem que ser pessoas urbanas, que vivem dificuldades amorosas ou financeira e que fazem muitas reflexões em cima daquela vida difícil...O padrão de literatura, de narrativa como a do Raiam, que é você seguir a sua própria vontade, você ter confiança em você mesmo, você fazer os seus sonhos se tornarem realidade, esse padrão de narrativa não é aceito no meio literário brasileiro. Pra pessoa subir no meio literário brasileiro, ser reconhecida – isso não quer dizer vender livro, não quer dizer que os especialista vão dar nota pra você, vão falar sobre você – quem ganha o prêmio jabuti, esses prêmios todos são o padrão da literatura brasileira. E o Raiam não se encaixa nisso e, talvez, se ele tivesse frequentado essas oficinas literárias ou se tivesse ido a algumas FLIP’s, isso teria dificultado a sua carreira como escritor. E aí vem quanto do meio acaba influenciando e, muitas vezes, impedindo a pessoa de realizar a sua própria natureza, porque a força do meio é muito maior que a força do indivíduo, o indivíduo tem que ter de fato um conhecimento de si, uma certeza de que o que ele produz tem valor pra ir contra o meio, pode ser que se encaixe como, por exemplo, o caso literário, não é errado esse padrão de narrativa que existe hoje no meio literário brasileiro, mas pode ser que não se encaixe com aquela pessoa, como no caso do Raiam, não é o estilo dele fazer papel de vítima ou ficar o livro inteiro falando sobre o quanto o coração dele está desiludido por conta de uma mulher. O trabalho dele, a vida dele, o que é real nele é que ele corre atrás do que acredita, busca, trabalha, faz um esforço, passa dificuldades pra realizar o que ele acredita. E ele coloca, inclusive, o conceito de magia – porque Paulo Coelho é um mago -  como a magia é a capacidade que a gente tem de transformar a nossas vontades em realizações e isso não se encaixa como padrão literário. E é muito triste isso por que você tem a perda dos dois lados, o Raiam, nesses círculos de literatura poderia ganhar, ele poderia ganhar indo a uma FLIP, mas, por outro lado, a influência poderia ser tão grande desse meio que poderia tirar a sua narrativa que é própria, verdadeira, porque ela é muito sincera. Então esse é o ponto, como o trabalho dele é de uma sinceridade, ele não está lá para agradar ou para dizer “isso o crítico de arte da folha não ia gostar” ou “eu não citei Dostoievski” , essa não é a linha dele, a linha dele é ser verdadeiro, é ser sincero com aquilo que ele acredita, e esse último livro dele Missão Paulo Coelho mostra essa busca de uma verdade de algo que e totalmente seu, totalmente pessoal, que é uma busca que todo mundo deve procurar encontrar, o que de fato é seu, como que de fato aquilo que você tem pode ajudar as outras pessoas, pode contribuir para que de alguma forma a gente tenha uma sociedade melhor. Isso não é utópico no sentido de vamos resolver todos os problemas do mundo, o ser humano sempre vai ter problemas mais complexos, vai ter dificuldades, faz parte da vida essas dificuldades, e elas são até estimulantes e importantes, mas o ponto é que cada um pode fazer um pouco a mais, e isso acaba se refletindo coo realização profissional ou pessoal. Na medida que eu li um livro (no meu caso eu ouvi, eu prefiro ouvir os livros e o Raiam tem todos os livros dele num aplicativo chamado UBook, que é um aplicativo que você assina e tem audiobooks em português e outras línguas também, não tem um acervo tão grande quanto o Audible, que é o da Amazon, mas este é só em inglês, então quem quer ouvir em português UBook, e quem gosta de ouvir em inglês Audible, são duas sugestões para audiobooks). Então a contribuição para a sociedade é mostrada a medida que eu repito, ou sugiro o trabalho daquilo que influenciou a minha vida que de alguma forma me tocou de forma positiva e que me ajudou, então eu lendo um livro do Raiam e leio outro livro, de alguma forma ele está contribuindo pra mim e estou demonstrando isso, comprando deles eu não sei como é o sistema do UBook, mas eu estou consumindo um produto dele. Então, de fato, ele está fazendo um trabalho que é sincero, que é dele e está ajudando outras pessoas, se não fosse por isso ele não seria um dos maiores vendedor de livros digitais do Brasil. Então é essencial essa busca da verdade para que você possa ajudar e contribuir com as outras pessoas, não produzir algo para as pessoas do meio verem, mas algo que seja seu, profundamente sincero, só assim você consegue contribuir, ajudar as outras pessoas e a gente tornar o mundo um lugar um pouco melhor, eu acredito que se cada um fizer um pouquinho – a minha vida é muito ajudada por pessoas que contribuem e que produzem conteúdo relevantes que me ajudam a viver melhor, mais feliz, com a mente mais tranquila e eu agradeço a essas pessoas, um agradecimento especial ao Raiam  pelos diversos livros que eu li dele e que me impactaram, que de alguma forma trouxeram algo positivo. Espero que você também consiga buscar a sua verdadeira na a narrativa, seja ela como for, seja ajudando outras pessoas com o seu trabalho, com uma ação voluntária e que e a gente possa viver num mundo melhor. Uma boa semana a todos e nos vemos no próximo podcast.

Yoga e experiencia
Filosofia do Yoga | 14 nov 2020 | Daniel De Nardi

Yoga é experiência

Yoga é experiência O título pode ter diferentes interpretações. De um lado, experiência no sentido de tempo de prática, um dos fatores mais importantes para quem busca estados de meditação. Praticar com constância durante um longo período de tempo é condição sine qua non para a evolução de qualquer atividade. É o que no alpinismo chamam de volume de montanha. Se você não fez várias montanhas de 6000 metros, dificilmente alcançará o Everest. Estados de meditação também dependem de progressivas conquistas e isto só conseguimos com o treinamento de alguns anos. A mesma frase pode ter o significado de vivenciar - o Yoga acontece da pele para dentro. Quando o YogIN App vê um ginasta olímpico se apresentando no solo, sabe, que apesar do atleta atingir níveis muito superiores ao dele em termos de performance de alongamento e força, o atleta não está necessariamente praticando Yoga. O Yoga é experiência. O Yoga não acontece quando você toca a testa no joelho. O Yoga acontece quando você se sente tocando a testa no joelho. Naquele momento, se você estiver praticando Yoga verdadeiramente, estará percebendo sua respiração, mentalizando descontração para os músculos, vivendo profundamente a experiência - fazendo Yoga. Assim como não basta tocar a testa nos joelhos, tampouco adianta simplesmente fechar os olhos e ficar pensando no que está acontecendo longe do mat. O Yoga exige atenção. Como vimos acima, ele não existe sem um direcionamento de foco. Pode ser um exercício de alongamento ou uma técnica de respiração muito eficaz, mas não é Yoga. Para que a experiência da prática aconteça, você precisar se esforçar para manter-se dentro, introspecção e atenção direcionada é o que produz a experiência do Yoga. Quando feitas por um longo período de tempo, temos o título do artigo com duplo sentido.  

Dicas de Yoga | 20 out 2020 | Daniel De Nardi

Disciplina, Determinação e Realização

Disciplina, Determinação e Realização Você nunca se questionou de onde vem a força das pessoas que passam por muitas dificuldades e que, apesar de tudo, perseveram em seus objetivos, conseguindo, com muita luta, realizá-los? Por outro lado, vemos pessoas com tudo aquilo de que precisam a seu alcance e que, apesar disso, levam uma vida sem rumo, nada realizando pela melhoria do mundo em que vivemos. Muitas vezes, a facilidade pode se tornar nosso maior inimigo e a dificuldade, nossa maior dádiva, dependendo apenas de nossas decisões. Fica claro que realizar não depende das condições iniciais, mas da vontade e da determinação daquele que se propôs a “colocar a ideia de pé” Acreditamos que essa força da determinação tem início com o autoconhecimento; na medida em que nos conhecemos mais, vamos descobrindo também qual é o nosso propósito de vida. Quando temos isso muito claro, fica mais fácil agirmos com uma convicção plena de que o sucesso virá, aconteça o que acontecer. Saber para que viemos ao mundo alimenta nossa motivação, tornando-a inabalável. Para chegar a esta descoberta tão íntima, cabe apenas a você o desenvolvimento de um autoestudo muito profundo. Pátañjali, grande mestre de Yoga indiano do século IV a.C., disse que para se conquistar algo extremamente difícil, como a meditação, é necessária “uma disciplina diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação”. Também é necessário “subjugar a compulsão pelas dispersões”. Este pensamento poderia ser de um grande empresário, a respeito da construção de uma empresa; ou de um medalhista olímpico, sobre suas conquistas - mas tem mais de dois mil anos. A persistência sustentada por um longo período torna-se o maior aliado daquele que busca grandes realizações, ou seja é um ativo indispensável à conquista dos nossos sonhos. Mas, afinal, que recompensa poderia ser valiosa quando conquistada num curto espaço de tempo? “O valor das conquistas está diretamente ligado à quantidade de coisas que tivemos que abrir mão para conquistá-las”. Este pensamento, atribuído a Gandhi, complementa o de Pátañjali: a cada dia, maior é a quantidade de diferentes estímulos que recebemos; podemos fazer virtualmente o que quisermos, mas nunca conseguiremos fazer tudo o que o mundo nos oferece. Cabe a cada um, portanto, conhecer suas motivações internas e não deixar que as dispersões lhe tirem do foco da meta. Temos aqui dois pontos indispensáveis para a construção de obras grandiosas ou de realizações com grande valor pessoal: permanecermos focados por muito tempo naquilo que desejamos e não nos dispersarmos com as alternativas que o mundo oferece. A sua percepção interna é que mostrará aquilo que você quer realmente. Uma vez descoberto, será a hora de começar a lutar bravamente para transformar seu desejo em realidade.  

concentracao multitarefa
Dicas de Yoga | 27 set 2020 | Daniel De Nardi

A Concentração Multitarefa

A Concentração Multitarefa Desde que a internet começou a ganhar força no final da década de 90, o senso comum estabeleceu que ser eficiente é ser multitarefa. A famosa geração Y (ou X ou Z cada hora muda, mas falo dos que nasceram após a rede) recebeu um carimbo como a geração que consegue fazer bem mil coisas ao mesmo tempo. O termo multitarefa foi trazido do computador que é um sistema que aparentemente realiza várias funções ao mesmo tempo. O ponto é que o computador não é multitarefa, quem dirá nós. O computador não realiza várias tarefas ao mesmo tempo, sua capacidade é conseguir trocar de tarefas rapidamente mas sempre operando uma de cada vez. Conosco, a história não é diferente.   Pesquisas dizem que 60% dos brasileiros veem Tv mexendo no computador Claro que é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo, especialmente se elas forem mecânicas. Entretanto, na pesquisa acima qual foi o grau de absorção do que estava passando na Tv? Ou do que se escrevia no computado? Tarefas repetitivas são possíveis de executar sem precisar prestar muito atenção, por exemplo você consegue tranquilamente dirigir e escutar rádio ao mesmo tempo. Mas e se a estrada fosse repleta de obstáculos e no rádio uma pessoa começasse a fazer perguntas com cálculos matemáticos? Pesquisas feitas por cientistas americanos provaram que a qualidade da condução do automóvel e das respostas matemáticas de quem tenta fazer essas duas coisas ao mesmo tempo se aproxima de uma pessoa embriagada. Infelizmente, ser multi tarefa quando trata-se de tarefas complexas não é possível. Não dá para ler um livro enquanto se vê Tv ou escrever um bom texto enquanto se analisa a letra de uma música. E o perigo da nossa geração está justamente no fato de estarmos tão condicionados a fazer várias coisas ao mesmo tempo que quando precisamos nos concentrar para algo importante temos muita dificuldade. O condicionamento da dispersão está cada vez mais arraigado nos seres humanos e passamos a achar normal não conseguir parar 20 minutos para executar uma única tarefa. Parece que precisamos estar o tempo todo buscando algo a mais para fazer se não, não nos sentimos produtivos. Para executar uma tarefa que dependa do seu talento e concentração, você terá que afastar as fontes de dispersão (celular, computador, Tv, barulhos etc) e manter o máximo da sua atenção naquilo que está executando naquele momento. Cada dia me convenço mais que a grande dificuldade para terminar projetos complexos não está na execução, mas em conseguir não ser interrompido (ou se interromper) enquanto faz as tarefas mais difíceis. Se você começar a se isolar, nem que seja brevemente, das interrupções, terá dado um grande passo. No entanto, há um porém - não conseguimos nos manter focados numa coisa só por muito tempo. Cada pessoa, consegue manter a concentração durante um determinado tempo e você terá que descobrir qual é esse seu tempo. Pode ser 20min, meia hora, 45min, não sugiro que passe de uma hora. Eu costumo trabalhar com 45 minutos de concentração para 15 de dispersão. A mente é como uma criança e se você quer que uma criança pare de perturbar não adianta gritar para ela calar a boca. Mais inteligente é oferecer um sorvete se ela conseguir 45minutos de quietude. A mente é dispersa por natureza e precisa desse tempo de distração para voltar ao foco com empenho. Negocie com ela deixando claro que nesses minutos o foco será numa única tarefa, mas depois ela poderá pensar em qualquer outra coisa. Durante o tempo escolhido, se quiser terminar a tarefa com excelência, isole-se ao máximo das dispersões. Desligue o som e se puder ponha o celular no modo avião (o grupo do whatssapp não vai acabar porque você deixou de vê-lo por alguns minutos) e quando o tempo se esgotar, dê a mente todas as dispersões que ela desejar, mas também por um tempo determinado. Sugiro que esse tempo de dispersão ou de execução de outras tarefas mais simples não passe de 30% do tempo que você ficou concentrado. Depois de estabelecer por quanto tempo irá se concentrar, respeite o acordo, e dê o que ela quiser. Caso contrário, da próxima vez que disser à criança para parar, mesmo que prometa um sorvete, ela não acreditará e não te deixará sossegado. O que os exercícios de concentração e meditação do Yoga desenvolvem é a capacidade de você ir aumentando o tempo e a qualidade da concentração mental sempre treinando o foco para um único ponto que às vezes é a respiração em outras alguma parte do corpo ou alguma mentalização específica. Existe inclusive um conceito dentro do Yoga chamado ekagrata que se traduz por - único ponto e é o único ponto para o qual toda consciência deve convergir. Com o treinamento, você vai aprendendo os truques que sua mente usa para gerar dispersões - monotonia, dores corporais, lembranças aparentemente urgentes e até boas ideias. Conhecendo internamente esses truques e treinando mais a meditação você irá conseguir gradualmente aumentar o tempo de foco e consequentemente executar com mais qualidade a única tarefa que deve fazer.  

YogIN App
Dicas de Yoga | 18 set 2020 | Daniel De Nardi

O QI pode aumentar com a prática do Yoga?

Você conhece o Quora? O Quora é uma rede social de perguntas fundada por dois ex-funcionários do Facebook na qual você pode fazer qualquer tipo de questionamento e ser respondido por grandes pensadores como o fundador da Wikipedia, um professor de Harvard ou outro especialista do Silicon Valley. Recentemente, o próprio Obama respondeu perguntas sobre o programa nuclear do Irã. As respostas mais votadas vão subindo no ranking e se tornam \"the answer\" para aquela questão.   Um usuário perguntou - Como eu aumento meu QI? Houve mais de 100 respostas e a mais votada, com 2.500 votos, foi do empreendedor Corobi Soyn que elencava 30 itens. Obviamente apareceu: aumento de leitura, sugestão de sempre tomar notas, hidratar-se, ver menos TV, etc. O que mais chamou a atenção foi a quantidade de técnicas do Yoga que também foram citadas.   Medite ‰- Quando você medita, acalma o cérebro. Essa paz e tranquilidade são cruciais para a construção do intelecto. Exercite-se ‰- Exercícios mantém seu corpo aperfeiçoado e energizado; isto é um ótimo caminho para aumentar sua produtividade e inteligência. Simplifique mentalmente – Inteligência é a habilidade de adquirir e aplicar conhecimentos e habilidades. Tente organizar seus pensamentos e processar as informações uma de cada vez. Você verá que ficará não apenas mais produtivo, mas com uma melhor capacidade mental. Respire ‰- Oxigênio é crucial para o cérebro e ele não consegue sobreviver muito tempo sem ele. Você deve praticar técnicas de respiração e dar ao cérebro o quanto oxigênio ele precisar.      \"Você não precisa saber as respostas. Ninguém é esperto o suficiente para fazer todas as perguntas.\" Autor desconhecido Faça pausas ‰- Seu cérebro é como um músculo e trabalhá-lo demais pode causar problemas. Faça pausas periódicas para manter seu cérebro fresco e produtivo. E nunca se esqueça de dormir. Foco ‰- Inteligência é largamente baseada em quanto foco você consegue ter num determinado período de tempo. Pratique foco nas tarefas cotidianas e lute contra as dispersões. Não desista ‰- Qualquer um pode tornar-se mais esperto e melhorar sua inteligência então, nunca desista e continue tentando. Para concluir com minhas palavras - o Yoga pode ajudá-lo muito nesse processo. Mais uma vez,  é praticar para crer.  

YogIN App
Dicas de Yoga | 31 ago 2020 | Daniel De Nardi

TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO

Mantenha a Disciplina. Pode parecer surpreendente, mas praticamente todos nós somos capazes de completar um IronMan (famosa prova de triatlo que consiste em nadar 3,6km, pedalar 180km e correr 42km ininterruptamente; vale dizer que a distância da corrida, isoladamente, corresponde a uma maratona completa): há atletas com mais de 65 anos que, a despeito de terem começado a treinar em idade avançada, conseguem, assim como os mais jovens, cruzar a chegada desta prova que leva ao extremo os limites humanos. O exemplo vale para qualquer objetivo que desejemos alcançar; pode parecer algo distante para alguém que não esteja treinando para isso hoje, mas, com bastante determinação para tanto, é possível conquistá-lo. Como dizem no golfe, “It’s a mind game”. A vida pode ser compreendida como um grande jogo mental no qual tudo tem início dentro da nossa cabeça. Os obstáculos são criados também em nossa mente; eles realmente não existem, nós é que os colocamos (ou não) em nossa realidade, a partir de nossos paradigmas, experiências e crenças pessoais. TUDO É UMA QUESTÃO DE FOCO Há uma outra frase, de autor desconhecido, que complementa a ideia: “Não sabia que era impossível, foi lá e fez”. No caso: se completar o IronMan do Havaí é a sua verdadeira decisão, simplesmente você começa a correr, depois a nadar e, em seguida, a pedalar; então, passará a treinar as três modalidades simultaneamente, a participar de provas curtas de triatlo, a conviver com outros atletas que também desejam concluir esta prova - agora, você já é um deles. Mais tarde, virá a conhecer atletas que já terminaram a mítica prova, e começará a se ver como um deles também. Quando der por si, depois de muito treino e envolvimento, estará numa bela manhã de primavera na Ilha de Oahu, após algumas horas de prova, finalmente cruzando a tão sonhada linha de chegada do IronMan do Havaí. Tudo é uma questão de determinação e foco, mas, principalmente, de atitude interior.   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();