Blog

cérebro


o cérebro boicotando o EU
Filosofia do Yoga | 16 ago 2020 | Daniel De Nardi

O cérebro boicotando o EU – podcast #03

O cérebro boicotando o EU! Entenda como o cérebro boicota o EU nesse é o 3° episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que estou subindo semanalmente no canal de podcast do YogIN App Hoje falo sobre como a principal função do cérebro dificulta a percepção da voz interna e quais os conflitos daí decorrentes. https://soundcloud.com/yogin-cast/cerebro-boicotando-o-eu-podcast-03-reflexoes-de-um-yogin-contemporeneo Links Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema   canal de podcast do YogIN App https://soundcloud.com/yogin-cast   Podcast citado sobre Realização do EU https://soundcloud.com/yogin-cast/la-la-land-e-a-realizacao-do-eu-reflexoes-de-um-yogin-contemporaneo-podcast-01   PDF - Yoga Sutra de Patanjali traduzido por Carlos Eduardo Barbosa   Página de planos de aulas do YogIN App   Aula Aberta de Yoga para iniciantes https://www.youtube.com/watch?v=fgzKdilzZCI&t=6s Playlist de Meditação https://soundcloud.com/yogin-cast/sets/medita-o-iniciantes   Mandukya Upanishad - PDF em português   Bons estudos!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Transcrição do podcast- Cérebro Boicotando o Eu - #03 Cérebro Boicotando o Eu - #03 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e estamos começando mais um Reflexões de um Yogin Contemporâneo” Esse é o terceiro episódio dessa série que eu gravo e o objetivo dela é sempre trazer fatos ou descobertas recentes que acontecem no nosso dia a dia, trazer e analisar pra uma visão do conhecimento do yoga, seja um conhecimento mais recente ou seja o conhecimento de textos antigos como os shastras, os textos mais antigos do hinduísmo. Hoje nós vamos falar sobre o funcionamento do cérebro e o boicote ao eu. Bom, pra começar essa explicação a gente vai ter que primeiro relembrar um conceito que nós vimos no podcast nº 1, quem não assistiu vale muito a pena que fala sobre o filme La la Land e a realização pessoal. Então lá eu falava de um texto antigo, uma Upanishad chamada Mandukya Upanishad, então a Mandukya fala sobre três eu’s: o eu do corpo, o eu da mente e o eu do coração. O eu do corpo é responsável por captar as informações que estão no mundo e trazer essas informações internamente, fazer uma boa captação, um bom funcionamento dos sentidos; já o eu da mente é responsável por escolher se ele vai seguir esses impulsos dos sentidos ou se a mente vai deixar e ouvir, de fato, a voz do coração. Então o grande conflito que existe é que a gente muitas vezes vai por essa voz da mente e não segue a nossa real voz, a voz da consciência mais interna, mais pura, que é chamada nos textos antigos de voz do coração. Essa voz não é no coração no sentido de emoção, aquela coisa dramática. Não, é o coração como centro da espiritualidade humana. Então, os textos antigos, os Shastras, especialmente o que a gente chama de cultura sânscrita é toda cultura produzida e escrita nessa língua. A cultura sânscrita considera essa região do coração, não especificamente físico, mas essa região do coração como um local de aconchego, um local pro qual a gente deve levar a nossa atenção algumas vezes ao dia, parar e meditar em cima desse local porque ali está a nossa verdadeira voz, ali está a nossa real natureza e o trabalho do yoga é trazer essa real natureza para o nosso dia a dia. E por que a gente simplesmente não faz isso? A gente não faz isso justamente por um boicote da mente. Mas a mente está ai para no ajudar e está nos atrapalhando é isso? É mais ou menos por aí. Então agora a gente vai deixar um pouco de lado a análise de Upanishad e vamos ver o que a ciência entende hoje pela mente ou entende mais especificamente pelo órgão cérebro que aí vai envolver as funções de mente nas quais essa Mandukya Upanishad fala que são os fluxos dos pensamentos, a nossa agitação interna. O nosso cérebro foi sendo formado ao longo dos milhares de anos, e a gente pode colocar aí cem mil anos de formação do cérebro humano como ele é hoje e ao longo desses cem mil anos, geração após geração, o que foi mais valioso para o cérebro, quem sobreviveu e conseguiu passar adiante os seus genes foram os cérebro das pessoas que conseguiram lutar mais pela sobrevivência, então a sobrevivência é vista na natureza como um bem e o cérebro, de alguma, forma acaba premiando isso. O nosso cérebro recebe todo o tipo de estímulo para trabalhar com a sobrevivência, para garantir a sobrevivência humana. E o que é a sobrevivência para o cérebro? Para o cérebro a melhor situação é, se ele busca a sobrevicência, o mínimo de desgaste possível e o máximo de energia acumulada. Quando você faz isso, quando você acumula energia, quando você guarda e não gasta energia, o cérebro vai te premiar praquilo. Por isso que os alimentos mais gordurosos e com mais carboidratos contém uma quantidade calórica e energética maior, eles produzem uma quantidade de prazer maior, porque é o seu cérebro trabalhando na função da sobrevivência, dizendo pro corpo, esse alimento é bom. Não necessariamente esse é o melhor alimento para o funcionamento do corpo, para a saúde, para essa voz interna não necessariamente o chocolate é o melhor alimento, às vezes vai precisar ser, mas nem sempre porque o cérebro pensa sempre no sentido de sobrevivência, mas o eu pensa no sentido de observação e de seguir a coisa mais certa praquela pessoa, então o cérebro vem estimulando olha coma chocolate eu vou te dar uma recompensa e internamente tem a voz dizendo “olha talvez esse não seja o melhor alimento agora”. E você vive constantemente este conflito, lindando e seguindo ora essa necessidade de sobrevivência, que aí ela vai se estender para outras atitudes como, por exemplo, dormir. A gente muito prazer em dormir porque essa é a função do cérebro de preservar energia, um outro ponto também, as relações sexuais. Então como o objetivo é sobrevivência, quando a gente trabalha por conta da espécie nesse sentido, da sobrevivência, o cérebro também nos dá um estímulo. Nós ficamos recebendo esse estímulo, a mente fica “vou seguir o eu do corpo, eu vou seguir as minhas vontades, eu vou seguir a opinião externa para não passar vergonha”. A mente ela tem que decidir em seguir essa voz do corpo, dessas necessidades, ou seguir a voz do coração. E a gente vive esse conflito, e se você não está escutando a voz do coração e está constantemente só atuando para trabalhar com a voz da mente e do corpo, você começa a gerar uma quantidade de conflitos. E aí nós voltamos mais uma vez a Patanjali, a gente sempre tem que falar dele quando fala de yoga, porque Patanjali identifica da onde vem, quando acontece essa má utilização da mente. Primeiro ele fala da ignorância, você desconhecer que você tem essa voz interna mais profunda, que você deve ouvi-la que você deve externa-la, que você deve realmente ir atrás da sua real natureza. Depois Patanjali fala em apego, o apego vem do desejo, vem do sentido, mostrando pra você que é um prazer e que vale a pena você repetir aquilo. Então o desejo pra mente é um prazer, o prazer é o reflexo de que você fez algo no sentido da preservação. Depois Patanjali fala da aversão, aversão é você sentir medo e não agir naquele sentido. Então é o medo que te afasta de uma atitude que muitas vezes a voz do coração está te enviado. Depois ele fala do medo da morte que aí vem em toda essa função do cérebro e do egoísmo, do egotismo. O ego muito grande impede a observação do eu, por uma questão óbvia, então ele não vai analisar a voz interna, vai seguir mais o que os outros estão pensando, vou parecer isso, vou parecer aquilo. Então, é justamente nesses conflitos que a gente vai tomando decisões erradas. Ou a gente vai não seguindo a voz do coração, indo instintivamente seguindo a voz da mente e isso vai gerando conflitos ou decisões erradas. Isso é uma coisa bem subjetiva que a gente falou, mas eu vou dar um exemplo bem prático disso pra que você entenda e observe que você está cometendo isso também muitas vezes na sua vida: Eu ando de moto em São Paulo, que é uma cidade bastante movimentada, todo mundo fala, e eu sei que moto é algo perigoso, mas eu tenho a minha velocidade, que eu me sinto seguro. Se eu estou entre os carros eu sei que uma determinada velocidade é boa pra mim, eu estou seguro, se acontecer algo eu vou conseguir evitar e quando eu ando assim eu estou muito bem. Quando começam a vir outros motorista atrás de mim, outros motociclistas e começa a buzinar, a pressionar, eu começo a acelerar mais. Eu começo a agir, não por conta do que é a minha observação, mas “o que eles vão pensar que eu tô andando devagar” ou “eu devia estar andando mais rápido, como eles”, começam a vir esses pensamentos que são bobos, mas que são primitivos porque eles buscam uma aceitação do grupo e aí eu não ajo de acordo com o que eu sei que é o mais correto pra mim, a medida que eu vou agindo com essas informações externas, que não é algo meu, que é algo externo, eu vou gerando essas incoerências internas que vão me gerando angústia, desconforto. Com isso eu tenho aquela pressão, eu estou agindo em cima da pressão a chance de eu errar é ainda maior.   Uma outra observação que também tem a ver com o que a gente tá falando sobre o coração, é porque o coração avisa, eu fico nervoso, então o meu coração acelera, então de fato eu estou saindo um pouco de mim, eu estou saindo da minha real voz, da minha observação profunda, interna, pra agir de acordo com o que outras pessoas acham que eu devo fazer que é correto, e não com o que eu sei que é o correto. O mais certo nessa situação é, no caso, eu ir para o lado, ficar tranquilo, deixar todo mundo passar, não me importar e não me afetar com a opinião dos outros porque eu sei o que é melhor pra mim, eu sei qual é a velocidade que eu posso e qual é a velocidade segura pra mim. Esse foi um exemplo simples, mas em diferentes pontos da nossa vida a gente acaba não seguindo a voz do coração por uma ignorância, por não ouvi-la por medo, medo da morte ou o que quer eu seja, ou medo do que o cérebro avisa, por um apego, então você tem muito prazer em uma determinada coisa e aquilo ali distorce a sua real vontade, você tem tanto prazer que a vontade toma conta do eu, ela não deixa a voz do eu vir à tona, o medo também, então internamente você sabe que tem de fazer alguma coisa, mas você é paralisado pelo medo. E, por fim, o egotismo, que é um ego muito grande, uma valorização muito grande pessoal, essa valorização conflita com a busca interna, com a busca da consciência. Pra deixar claro, essa função da preservação do cérebro ela não é errada e não é possível a gente viver constantemente fazendo todas as coisas da voz do coração, mas a gente tem que buscar essa voz com uma constância cada vez maior. Por que que não é possível? Porque muitas vezes a gente tem de fato que viver e agir pela sobrevivência, as vezes a gente vai ter que fazer algo que gere um conflito porque é necessário pra gente viver melhor ou para estabelecer um determinado relacionamento que você ache importante, mas esse conflito vai acontecer. A sobrevivência, o cérebro tendo uma funcionalidade de sobrevivência é essencial pra preservação da nossa espécie e pra nossa vida. Mas o tempo todo, esse é o ponto, se você está o tempo todo agindo pela sobrevivência, se você está o tempo todo agindo em relação a sua aparência, no que você vai pareceu para os outros, se você está o tempo todo em busca de prazer e não em busca de uma satisfação de uma realização a chance de você erra é bastante grande. Como o yoga se propõe a ajudar nesse processo? O yoga é um momento em que você tem paz, de observação. “Ah, mas eu tenho esse momento de paz quando eu tô correndo”, tem, de fato, é inegável que qualquer processo em que você fique sozinho ou que você repita algo durante muito tempo você vai começar a ter uma redução dessa agitação de emoções de pensamentos e vai começar a fazer uma observação mais interna. Agora, é inegável que isso é mais fácil com o corpo parado, então a gente viu que justamente o eu do corpo atrapalha, impede ou dificulta a observação do eu do coração. Então se o corpo está muito agitado ele dificulta essa auto observação, por isso a prática ela vai trabalhar bastante a estabilização do corpo pra gente criar, no corpo, um assento da mente, pra mente deixar vir à tona a voz do coração. Então é isso que o yoga se propõe e consegue realizar com suas mais diferentes técnicas, se você não conhece a prática eu sugiro que faça, eu vou deixar aqui o link de uma aula pra iniciantes, pra quem ainda nunca fez, é uma aula no YouTube que a gente tem e é uma das aulas que nós temos disponível nos planos do YogIN App, então essa aula é aberta pra você virem como funcionam as aulas, a qualidade das aulas e tudo o mais, e aí quem quiser, pode fazer no YouTube. Quem quiser mais aulas, aí conhece os planos do nosso site, mas temos playlist pra meditação e respiratórias para quem quiser praticar por podcast ou pelo nosso canal no YouTube, o YogIN TV. Eu me despeço por aqui, espero que tenha conseguido gerar uma reflexão, um despertar pra esse eu do coração e que durante essa semana você faça a sua observação e veja se de fato você está seguindo o eu do coração ou você vem seguindo vozes externas, situações externas, medo ou prazer, e está gerando um conflito interno. Quanto mais a gente segue a voz do coração, maior a nossa probabilidade de acerto.

cerebro bom exige
Dicas de Yoga | 11 ago 2020 | Daniel De Nardi

Cérebro Bom Exige, Cama Comida E Aprendizado – Podcast #02

Cérebro bom, Cama Comida e Aprendizado - Reflexões De Um YogIN Contemporâneo O que um Cérebro Bom exige? Este é o 2º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo que traz interpretações de acontecimentos na visão de diferentes ensinamentos do Yoga. Neste podcast, fiz comentários sobre uma entrevista com a neurocientista Tara Swart que fala de comportamentos que ajudam a mente a tomar melhores decisões e funcionar melhor. Se você gostou das reflexões, isso já me faz sentir com a missão cumprida. Se quiser ajudar essa mensagem chegar a mais pessoas, vou ficar muito feliz se você avaliar esse podcast na Itunes ou no seu leitor de podcast do Android.   Abaixo os links citados no podcast Meu curso Yoga, Liberdade e Aprendizado que trata desse tema Entrevista lida no podcast  Meu curso sobre aprendizado que falei no início do podcast - Yoga, Liberdade e Aprendizado Curso online de Literatura do escritor Fábio Barreto Playlist de Meditação do YogIN App Se quiser aprender como acessar e assinar um podcast CLIQUE AQUI Transcrição do Podcast #02 - Cérebro Bom Exige   Cérebro bom exige cama, comida e aprendizado #02 Olá, meu nome é Daniel De Nardi e eu sou responsável pela parte de conteúdo do YogIN App eu venho trazendo pra vocês semanalmente neste podcast reflexões que entendam o mundo contemporâneo com uma vida agitada como nós temos, de que forma este mundo pode ser compreendido, pode ser ajudado por ensinamentos antigos, do que vou chamar de cultura sânscrita, que é a cultura que deixou registrada todos os seus insights na língua sânscrita que é uma língua antiga da Índia, traz o conhecimento do yoga para nosso os dias agitados e como esse tipo de conhecimento pode, de fato, nos ajudar a ter uma vida melhor. E essa, de fato, é a proposta do yoga, a proposta do yoga como uma “salvação”, digamos, nem tanto no sentido religioso, mas uma salvação de você livrar o sofrimento seja ele qual for. Este desconforto, tudo isso era a proposta inicial que desde Patanjali, primeiro professor a registrar os seus ensinamentos sobre yoga sempre houve essa busca pela libertação, para você ter de fato uma vida mais bem vivida, uma vida mais plena. Eu vou falar um pouquinho sobre o que aconteceu nos meus últimos tempos de estudos e trabalho pra você entender sobre o que a gente vai falar hoje que o assunto é o cérebro bom exige cama, comida e aprendizado. Na metade de 2015 decidi a construir junto com outros sócios o YogIN App e eu coloquei de fato toda a minha energia, e a minha capacidade para desenvolver o projeto porque eu acreditava bastante nele. Só que eu não sabia, não tinha uma dimensão do que era uma empresa de tecnologia, de fato a gente começou a montar mesmo sem querer, mesmo sem saber só. Era uma questão que a gente acreditava muito na mensagem do yoga a gente viu que era possível aumentar essa difusão desse ensinamento através da internet  e aí nos propomos a fazer esse projeto que foi um projeto bastante inovador desde o início como, por exemplo, ele trouxe aulas ao vivo, primeiro pelo hangout do YouTube, então toda a semana tinha aula, e hoje em dia a gente tem um sistema de transmissão da aula de forma interativa que no Brasil não existe, não existe em língua portuguesa alguma então foi um trabalho bastante diferente do que eu fazia. O nível de compreensão, de  aprendizado que eu precisei ter desde então foi bastante grande, teve de ser acelerado, uma empresa de tecnologia é uma empresa cara e não é simples vender na internet como as pessoa criam fantasias ou imaginam que seja que você vai montar uma coisinha e você já vai vender e ficar milionário, existe um oferta de conteúdo grátis na internet muito grande e muito qualificado, então pra você entregar algo que realmente tenha uma diferença que seja algo a mais que aquele conteúdo grátis ali, que faça uma diferença na vida das pessoas a ponto de elas querem pagar isso não é simples, como  por exemplo, você ligar a tevê e assistir o jornal nacional ou ver qualquer programa de tevê e você ir ao cinema que você se propor um gasto extra por que você vai ter uma experiência melhor de algo que realmente vale a pena pra você. Embora todo mundo venha com essa ideia, não é fácil vender na internet e o YogIN App teve uma necessidade de um desenvolvimento rápido de aprendizado e de desenvolvimento porque senão a gente não teria dinheiro suficiente para bancar o projeto. O YogIN App não teve investidores, ele foi desenvolvido com o nosso próprio capital, a gente se orgulha bastante disso, a gente não tinha tempo pra perder e tinha que sair atrás de aprendizado, e eu lembro que logo que eu comecei o trabalho no YogIN App eu tinha um certo receio de como eu ia mudar a minha assinatura no e-mail e isso era uma coisa que pra mim era algo que eu teria que parar e pensar, algo complexo, algo chato, algo que me incomodava a fazer porque era difícil era totalmente fora do meu trabalho. Como eu falei anteriormente, como eu comecei a desenvolver uma empresa de tecnologia eu tive que de fato mergulhar e aprender sobre isso e sobre tudo que envolve tecnologia, mesmo que alguns assuntos superficialmente como inteligência artificial, que eu tenho uma noção curta, mas não sou um estudioso, mas em outra áreas deu tive de me dedicar mais e estudar e aprender um pouco mais. Então, especialmente o ano de 2016 foi o ano, pra mim, que eu mais aprendi na minha vida. E eu aprendi sobre diversas áreas, desde a parte de literatura, eu me inscrevi num curso online pra escritores, o Conti, do escritor Fábio Barreto, quem tiver interesse vale a pena procurar, ele é um professor muito bom de literatura. Eu fiz curso de vídeos, eu fiz curso de inglês online, eu estudei muito durante esse ano de 2016 e praticamente todos os dias eu estuei algo sobre o yoga. Foi um anos que realmente cresceu muito a força do yoga, eu fiz uma revisão do yoga na minha vida tentando compreender outras visões e tentando o que de fato o yoga representava na minha vida, acabou me surpreendendo por que o yoga é muito mais daquilo que aparenta ou aquilo que é uma foto de um asana. O yoga busca uma natureza própria uma identidade totalmente pessoal, de a gente buscar a nossa verdadeira natureza e, de alguma forma trazer isso à tona ao mundo e isso é um aprendizado, é um caminho para a via toda a gente sempre tá presente externalizando a nossa real natureza é algo que o yoga se propõem a ajudar seus praticantes e é algo que pra mim faz sentido como busca pra todo mundo. Então se existe técnica pra isso, existe um estudo pra isso, vale a pensa a gente aprofundar, estudar e ler sobre isso, como eu disse no início do podcast vai nos ajudar a viver melhor, eu acho que não existe esforço mais bem empregado do que o esforço para uma vida melhor e é isso que de fato o yoga se propõe e pelo menos como experiência pessoal, ele conseguiu preencher. Então, o ano de 2016 muito aprendizado pra mim, e foi um ano que eu comecei a perceber que eu tinha facilidade de aprender assuntos diversos, e isso se deve ao fato dos meus pais terem me incentivado a estudar e praticar diferentes esportes e atividade, mas se deve pelo fato de eu ter começado a lecionar cedo eu comecei a dar aula de yoga aos dezoito anos, e quando você ensina você dá uma valor maior ao conhecimento porque você sabe que aquilo que você está aprendendo você pode ensinar para outras pessoas, então o conhecimento acaba tendo um valor duplo não só pra você, que você vai poder usar de alguma forma, mas pra passar para outras pessoas. Quando você é professor, seja de qualquer área, você tem que trabalhar a capacidade de aprender e de transmitir aquele conhecimento, então, quanto mais variado for aquele conhecimento mais fácil você aprende qualquer conhecimento. Voltando, quando você se limita a estudar profundamente uma única matéria, isso é interessante, é importante, se aquilo é a sua vocação se é o que você ama você realmente deve ir nessa linha, mas estudar áreas diferentes ajuda diferentes compreensões porque você vai criando associações diferentes, então, por exemplo você estudou literatura e depois você vai estudar você consegue fazer associações com isso, se você estudou história...então você vai fazendo associações que vão fazendo você compreender mais profundamente a área que está estudando naquele momento. E isso foi uma coisa sempre presente na minha vida eu sempre me interessei por assunto diversos e eu comecei a observar que eu deveria ajudar as pessoas nesse sentido, do aprendizado ou da transmissão do aprendizado, comecei a fazer anotações, insights, fui estudando e aprofundando discursos na área, também, e acabei montando um curso que no final do ano eu fiquei vinte dias com os meus pais foi um período bastante feliz pra mim e durante esses vinte dias eu consegui produzir e concretizar esse curso que eu comecei a desenvolver lá. E esse curso começa pelo aprendizado do yoga que foi a minha experiência mais forte, a mais presente no ano de 2016, uma revisão da minha forma de ver o yoga eu começo o curso mostrando a importância dessa busca pessoal para o aprendizado, o quanto você está conectado ou se conhece, vai ajudar ao aprendizado como um todo tirando no sentido de ir mais fundo no aprendizado quanto no sentido de aprender seja o que for, por que você vai estar mais conectado. Então esse assunto eu desenvolvo bastante no curso, vou deixar um link na descrição do podcast, quem tiver interesse pode clicar lá e ver. Eu falei desse curso porque nessa semana eu recebi uma reportagem de uma amiga minha, A Regiane, que sempre me traz conteúdos bastante relevante e eu parei pra ler e a entrevista tinha tudo a ver com o que eu tenha disponibilizado como curso na semana anterior ou há duas semanas, então como foi dois assuntos casados eu decidi hoje trazer essa entrevista pra vocês. Vou ler e comentar algumas partes e já trazer junto o assunto que tem tudo a ver com o assunto que eu acabei finalizando no final do ano. Bom, quem quiser eu vou deixar também o link da entrevista. Foi uma entrevista dada para a Folha de São Paulo por uma neurocientista chamada Tara Swart, e ela é especializada em liderança. A minha leitura de liderança ela não é tanto no sentido de você ser líder de uma empresa, ou de um tipo, mais a ver com uma liderança pessoal, quem de fato está comandando a sua vida. Você está sendo líder de você mesmo? Então, isso tem mito a ver com que o curso fala sobre a voz da consciência de você ouvir e de todo o sistema de aprendizado que o curso desenvolve. Esse tipo de liderança pra mim e para o yoga é a liderança mais verdadeira, quando a gente realmente tá comandando as nossas ações e não indo com o rebanho, fazendo as coisas porque é importante para as pessoas ou por uma pessoas específica ou por um desejo prazer ou por um medo, então você está realmente liderando as duas ações, pra mim isso é a grande definição de liderança, ela é especializado em liderança então ela vai ter essa visão mais empresarial, então ela começa falando que o início da formação em negócios vai passar por cursos que oferecem yoga meditação  ginastica comida saudável, segundo  a neurocientista Tara Swart. O primeiro ponto é que a ciência começou a chegar num ponto multidisciplinar de conexões sistêmicas, as coisas estão interligadas, que não é corpo e mente, que não é o cara é intelectual e sedentário, que você tem de ter para um bom funcionamento do corpo, você precisa de uma integração do todo, de  nada adianta você estimular o cérebro e deixar o seu corpo definhar, por outro lado de que adianta você só trabalha corpo se você não faz nenhum tipo de estímulo emocional ou cerebral, então o trabalho vem como um todo e isso foi descoberto pelos yôgins em todo o seu trabalho desde Patanjali, os nathas,  que é o segundo momentos do renascimento do yoga, que a gente pode começar ali pelo século VI d.C., eles trazem essa visão do corpo, que a ciência tá começando a aprender também. Então a neurocientista começa a trazer esse tipo de informação para as pesquisasse, então a Folha pergunta: - Como a neurociência pode ser útil na vida profissional? Tara Swart: - Quando você atua como um líder, se entender algumas questões chaves sobre o funcionamento do cérebro, conseguira tomar as melhores decisões e também extrair o melhor do cérebro da outras pessoas. Mas vamos pensar no nosso próprio comportamento, o quanto que as emoções e o cansaço afetam a nossa capacidade em decidir o que realmente a gente quer, então o yoga busca um estado em que a mente consegue ficar suficiente mente tranquila, para que a gente consiga ouvir a mais profunda voz, a mais verdadeira voz que é a voz que, segundo a cultura sânscrita, é a voz que vai tomar as decisões mais acertadas. Na cultura sânscrita o mais importante é a verdade, é você de fato estar conectado com essa voz da verdade, se você estiver lá você não vai errar por que você vai agir de forma verdadeira, de forma conectada com a sua essência. E o cansaço ou uma mente muito agitada, ela vai atrapalhar esse tipo de observação dessa voz interna. Ela fala no sentido mais físico de quanto o cansaço atrapalha o funcionamento do cérebro, mas aqui a gente tá falando não só do cérebro, mas também da consciência. A gente vai falar do cérebro, mas de uma consciência por trás que é o eu, o Purusha. E aí a Folha pergunta: - Como seria a escola de negócios perfeita no ponto de vista da neurociência? Tara Swart: - Quando você ensina, neurociência, precisa sentar com os alunos para aprender da melhor forma possível. Neurociência tem muito a ver com mudar o comportamento e conhecer as coisas novas. Vou dar a minha explicação, o comportamento ou a forma como a gente age e aprende também fisicamente está relacionado a nossa forma mental de aprender, o processo é o mesmo. Nos dois casos você precisa gerar um tipo de incômodo para que aja transformação. Quem quer desenvolver força no músculo ou alongamento, sabe que se ficar sempre na zona de conforto não vai mudar. O músculo muda quando você tira ele da zona de conforto e aí começa a gerar um estresse, que é o estresse que causa a mudança, o que acontece é eu você vai mudando o tipo de comportamento. E o comportamento, nesse caso do músculo, mas se você muda o tipo de comportamento mental ele vai facilitar o aprendizado. Quando você aprende várias áreas você está treinando uma mudança do comportamento natural que seria o comportamento de aprender só uma coisa ou poucas coisas. Daí ela continua a resposta: - Fazer exercícios pela manhã, antes do início das aulas deve ser incluído no programa porque assim os alunos vão faze-lo. Em dias que você se exercita, há uma chance maior de você ser mais produtivo por que o cérebro fica mais oxigenado, lembra mais coisas, aprende melhor e pensa de forma mais criativa, também há outros aspectos: a comida que consome, a agua que bebe, se toma café ou álcool a noite, tudo isso afeta o cérebro, então é preciso dar os melhores conselhos, mas também ajudar os alunos a ter acesso a isso. Precisa disponibilizar, ter comida saudável, ter água, muita água na sala de aula, por exemplo. Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa. Então, no fim do dia, no curso do MIT temos um guia que dá uma aula para acalmar a mente, também tem esteiras para que o aluno faça os exercícios, isso ajuda no que chamamos de aprendizado espacial. É uma técnica na qual você aprende alguma coisa, para e vai aprender outra completamente diferente, como correr. Pequenas coisas, como isso, estimulam o seu cérebro a aprender mais do que se você só ficar sentado ouvindo o professor falar. Bom, mais uma vez a questão. Primeiro essa coisa sistêmica que é o trabalho como um todo, então você exercitar o físico ajuda a parte cerebral. E outro é o que ela fala da importância de você aquietar a mente para que o corpo também se estabilize, para que a mente possa decidir de forma mais correta, ela precisa estra mais calma. “Um outro nicho da neurociência que atua hoje nos modos de acalmar a mente e ajudar a focar no que realmente importa”, então como eu falei, se você está com a mente mais tranquila, você começa a identificar o que é mais importante pra você e você vai tomar as decisões mais acertadas, se você tomar a decisão em função de agitação, ansiedade e turbulência você tem mais chance de errar. Mais uma pergunta: - É possível ensinar o cérebro a liderar? Tara Swart: - Pessoas tem habilidades naturais, mas há duas opções: ou ficar nessas habilidades que possui ou aprender novos hábitos e comportamentos, sabemos hoje que o cérebro tem plasticidade e habilidade de mudar, não podemos exagerar dizer que todo mundo vai virar um líder, mas a maior parte das pessoas pode mudar e atuar no comando e fazer coisas que acham não podem fazer. Um caminho é aprender novas línguas ou um instrumentos musical, por que isso ajudar o cérebro a ficar flexível, o que permite pensar menos, solucionar problemas de maneiras diferentes e ser mais criativo. Sensacional essa resposta, porque ela fala aquilo que eu trabalho no meu curso, da importância de você desenvolver habilidades que aparentemente você não faria ou que você não se vê fazendo, você acha que não consegue fazer, mas que sabe que são importantes pra você, que gostaria de fazer. Por exemplo, tocar um instrumento ou falar uma língua que ninguém conhece ou que pouca gente fala, são habilidades interessantes de desenvolver e elas vão “remodulando” o nosso cérebro, porque o nosso cérebro é formado por neurônios, como todo mundo sabe, e esses neurônios ele vão se associando um ao outro criando caminhos de comandos cerebrais, quando você aprende novas habilidades você vai criando novos caminhos , então o cérebro de fato fisicamente ele vai se mudando, ele tem uma capacidade de plasticidade como qualquer outro músculo, de se modificar e essa modificação tem muito a ver com o tipo de estimulo que você vai dando para o cérebro. Se você vai estimulando o seu cérebro a diferentes habilidades, você vai desenvolvendo áreas que já estavam ali mas estavam adormecidas, mas você acordou por novos estímulos. No início não vai ser fácil, vai gerar um incômodo, um estresse, mas imagina isso, o quanto do seu cérebro tá dormindo e você pode acordar com coisas simples como fazer uma atividade que você não faz, estudar algo que você não estudaria, fazer um tipo de treinamento de meditação e ir evoluindo nisso para você treinar a concentração, a expansão da concentração, tudo isso você pode fazer. E por fim, a última pergunta dele é como melhorar o rendimento do cérebro. Tara Swart: - É preciso começar com parte física dele, primeiro ele precisa descansar com sete a nove horas de sono por noite. Se não fizer isso, terá um QI menor no dia seguinte, é preciso dar mis nutrientes para p cérebro, o que significa consumir uma comida mais saudável, mais alimentos como abacate, salmão, ovos, óleo de castanha de côco, chá verde e beber mais água. Mantenha o corpo mais hidratado e o cérebro oxigenado através de exercício, não precisa ser nada pesado, só não pode ficar sentado o dia todo é preciso ser ativo, se você não tiver tempo apenas medite e respire melhor, isso já ajuda a oxigenar o cérebro. Por último, é preciso levar um pouco de simplicidade para a rotina, ser um líder exige muito do tempo, então, se não se organiza o cérebro vai perder tempo com questões menos importantes como escolher qual roupa escolher para vestir no outro dia de manhã. Muito bom, ela coloca essa importância, não precisa ser alguma coisa exagerada. Eu já treinei exageradamente há uns anos e eu sei que quando você treinar muito deixa o seu cérebro lento e difícil por que você coloca uma energia tamanha pro físico que aquilo dificulta a sua capacidade intelectual por conta do cansaço. A gente pensa pior cansado, e quando você faz uma atividade que pode ser asana ou pranayama, como ela mesma falou, mas pode ser outra atividade também, você precisa regular essa atividade para que ela te traga energia e não você ficar extremante cansado. Você pode fazer isso se o seu objetivo é um desenvolvimento corporal “ok”, mas se o seu objetivo é um desenvolvimento mais completo, como ela tá falando aqui, é interessante esse trabalho de exercício física não ser desgastante, mas ele é essencial para te dar um gás pra te dar um up. Então isso ajuda a gente a pensar melhor, a tomar melhores decisões e fazer essa busca essa investigação dessa natureza interna. Então eu fico aqui, quem quiser ler a reportagem completa acessa o link abaixo e quem quiser saber do meu curso também no link abaixo. Uma boa semana a todos e nos vemos semana que vem em outro podcast.