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Filosofia do Yoga | 15 fev 2020 | Daniel De Nardi

Qual a definição de Yoga?

Qual a definição de Yoga? Yoga (योग) da raiz sânscrita √yuj (fazer jugo, consertar, unir, aproveitar, adequar concentrar-se) é uma palavra com múltiplas traduções e com significado amplo, embora hoje em dia nos círculos modernos de Yoga, a tradução mais comum seja “união”. As definições de Yoga são tão diversas quanto seus praticantes, eu mesmo já publiquei aqui diversos vídeos, textos e podcasts dando diferentes definições de Yoga. Nas antigas escrituras como as Upanishads, o termo Yoga frequentemente se refere ao objetivo da prática Yogi  ou, a disciplina para atingir esse objetivo. Abaixo você pode ler 4 diferentes definições de Yoga tiradas de escrituras importantes. “Quando os sentidos estão firmemente dominados, isso é Yoga” (tāṃ yogam iti sthirām indriyadhāraṇām) - Kaṭha Upaniṣad 6.11 “Yoga é a parada das agitações da mente (Yogaś cittavṛttinirodhaḥ) - Yogasūtra 1.2 “Yoga é a união do Eu e da alma” (ātmeśvarasaṃyogo yogaḥ) - Pañcārthabhāṣya 1.1.43 “Yoga é equanimidade” (samatvaṃ yoga ucyate) - Bhagavadgītā 2.48 Ouça o podcast - O que é o Yoga e entenda mais sobre a definição.   https://yoginapp.com/o-que-e-o-yoga-podcast-61 No próximo curso de Formação de Yoga aprofundamos esse assunto trazendo o contexto histórico das definições. Saiba mais sobre a evolução da História do Yoga e os vários significados do Yoga acessando à pagina do curso.   https://yoginapp.com/aulas-abertas-do-curso-de-formacao

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Filosofia do Yoga | 25 abr 2020 | Equipe YogIN App

Prática de Yoga preserva memória e auxilia envelhecimento

Prática de Yoga preserva memória e auxilia envelhecimento Neste blog já apresentamos inúmeras pesquisas sobre os benefícios do Yoga. O mais interessante dessa nova pesquisa é que ela foi feita no Brasil, no Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, envolveu prática de Hatha Yoga, com exercícios físicos e respiratórios, os quais você pode encontrar nas aulas do aplicativo YogIN App. O estudo constatou que praticantes dessa modalidade tinham um desenvolvimento córtex pré-frontal maior da região do cérebro “Os exames mostraram que o córtex pré-frontal das mulheres que praticavam hatha-yoga há pelo menos oito anos era mais espesso quando comparado ao das não praticantes. Esse resultado sugere que o exercício tenha um papel de neuroproteção, retardando a degeneração cerebral que ocorre com a idade da mesma maneira que retarda a perda de massa muscular”, disse Rui Afonso, primeiro autor do artigo com resultados do estudo publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience.   Para ler a reportagem completa que saiu na Revista ExaMe - CLIQUE AQUI

Dicas de Yoga | 7 maio 2020 | Equipe YogIN App

Como Fazer Bakasana, a postura da garça

Como a postura da garça! O bakasana é uma das posturas mais estéticas do Yoga. É uma postura que treina diferentes habilidades no yogin, entre elas concentração, equilíbrio e força. Aproveite essa aula que além de ensinar tecnicamente a postura dá dicas de treinamento para aperfeiçoamento da execução. Fique de olho nos próximos episódios da série COMO FAZER e deixe nos comentários quais posturas você gostaria de treinar mais? Boa prática !   https://youtu.be/vPvKuiCHdlc   Saiba mais sobre as posturas do Yoga, os Asanas. Baixe gratuitamente o new RDStationForms(\'ebook-asana-posturas-do-yoga-20927af5b3e8c03b81b9\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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Filosofia do Yoga | 7 jun 2020 | Daniel De Nardi

A Evolução da Serpente

O Bhujangasana é uma das posturas mais tradicionais do Yoga. A descrição dessa postura aparece em um dos mais importantes textos do Hatha Yoga.  A Gheranda Samhita, uma das três escrituras clássicas do Hatha Yoga, apresenta as posturas que são a base de muitas práticas do Yoga contemporâneo e menciona o Bhujangasana tal como o conhecemos hoje. Bhujanga significa serpente e refere-se a Naja, um tipo de cobra comum na Índia e ícone bastante presente na espiritualidade indiana.  A serpente naja também é símbolo de uma energia chamada kundalini. A Kundalini é uma força que os yogins trabalham para despertar. O desenvolvimento da kundaliní tem como efeitos o aumento do vigor, expressividade e consciência da presença do silêncio interno. A serpente é usada como símbolo da kundalini, pois em diferentes momentos do seu caminho, o yogin é tentado a desviar-se, seja por apego, medo, desejos ou outras distrações, mas para seguir progredindo, não pode negar essas tentações, mas ter ciência, que passam e o que permanece é sua consciência observadora. A naja sobe sua cabeça oscilando sempre para um lado e depois para o outro, mas sua direção é a elevação, mesmo desviando um pouco ela continua sua subida contínua.

Documentário de Yoga - Trilogia de Aprofundamento no Yoga
Filosofia do Yoga | 18 ago 2020 | Equipe YogIN App

Documentário de Yoga – Trilogia de Aprofundamento no Yoga

Trilogia de Aprofundamento no Yoga - Documentário de Yoga! Documentário de Yoga produzido pelo YogIN App. Esta documentário de Yoga de 3 vídeos tem o intuito de apresentar uma visão mais ampla do que é o Yoga. O primeiro episódio traz a origem do Yoga na Índia, o segundo explica como esta prática se expandiu no Ocidente e o terceiro vídeo explica como é o dia a dia de quem dá aulas. O 1º Documentário de Yoga do YogIN App Assista aos 3 vídeos e saiba mais sobre essa filosofia que há milênios produz benefícios aos seus praticantes. O Yoga na Índia - episódio 01 Esta a 1ª aula da série de aprofundamento. Nela trataremos das raízes desta filosofia e como ele se desenvolveu por toda Índia. Na 1ª parte do documentério de Yoga do YogIN App voltamos 4 mil anos no tempo para entender como a Índia começou a investigar a espiritualidade humana. Assista clicando AQUI. https://youtu.be/8_3KRJL3-XE O Yoga no Ocidente - episódio 02 O 2º episódio da série explica como o Yoga foi trazido para Ocidente e como se desenvolveu por aqui. Além disso, esta aula traz estudos científicos sobre os efeitos da prática e da Meditação e apresenta depoimentos de praticantes. A profissão de Professor de Yoga - episódio 03 Nesse último episódio,  você vai entender melhor o que faz um professor, como produz dinheiro, qual o tipo de aula que dá e com quais públicos trabalha. Ao final da aula gravamos depoimentos de professores que já atuam na área para que você se familiarize. E para o fechamento da série e esclarecimento de qualquer dúvida teremos um webinário (ao vivo) na semana que vem com um dos ministrantes do Curso de Formação. A Profissão de Professor de Yoga - Episódio 03 da Trilogia from YogIN App on YouTube.   Webinário de revisão do conteúdo  Nesta aula fizemos uma revisão de todos os temas abortados nesse documentário de Yoga. Além disso tiramos dúvidas dos alunos que participaram ao vivo dessa aula.   Livros de Yoga Se você tem interesse em conhecer o Yoga mais a fundo fizemos um post com 6 melhores livros de Yoga na nossa opinião. CLIQUE AQUI PARA SABER QUAIS SÃO.   https://yoginapp.com/livros-de-yoga/ Deixe seu email no formulário abaixo e mandaremos mais dicas de Yoga para você! new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Vídeos de Yoga | 24 ago 2020 | Daniel De Nardi

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA

COMO FAZER PASCHMOTTANASANA O paschmottanasana é postura que mais produz relaxamento por alongamento ao longo do corpo. Paschmottana significa alongamento posterior, a palavra diz sobre o local de atuação da postura. O treinamento desse asana produz relaxamento em toda musculatura posterior das pernas, coxas, glúteos, costas e pescoço. É ótimo para desfazer dores e desconfortos nas costas.  

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Filosofia do Yoga | 11 nov 2020 |

Você sabe o que é DHARANA?

Você sabe o que é DHARANA? DHARANA em Sânscrito significa CONCENTRAR. A CONCENTRAÇÃO é um dos pré-requisitos para a MEDITAÇÃO. Ela é uma das partes do Yoga, citadas por Patanjali, em o Yoga Sutras. DHARANA concentração, DHYANA a meditação e SAMADHI a absorção, são conjuntamente chamados de Samyama. Os 3 constituem o processo natural de meditação. A CONCENTRAÇÃO é o ato de fixar a mente em algum lugar. Segundo Gloria Arieira, não se trata somente de fixá-la em um ponto, mas de estabilizá- la em algum assunto como exercício. A mente pode focar um ponto, como o ponto entre as sobrancelhas, o coração, ou o topo da cabeça. Através deste exercício de firmar a mente, ela pode aprender a se libertar da agitação. O exercício de concentração, disciplina a mente, possibilitando a meditação como diz Sri Krsna no verso 6.26 da Bhagavadgita: “Seja qual for a razão pela qual a mente inconstante e sempre em movimento se disperse, que a pessoa afastando a mente dessa razão, traga-a de volta sob seu controle.” CONCENTRAR é um estado da mente e significa que a mente está focada em um único ponto. Em geral nossa mente está sempre se movendo e quando ela se move é desafiador pensar apenas em um assunto. Concentrar é ser capaz de esquecer o mundo à volta e colocar toda a sua consciência em uma única coisa. Segundo Osho a CONCENTRAÇÃO é a restrição da sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna mais poderosa ela será. Para se concentrar é necessário esforço. A concentração não é natural para a mente. É natural da mente se dispersar. Segundo Iyengar, em Luz sobre o Yoga, DHARANA é quando o indivíduo está totalmente concentrado e um único ponto ou tarefa que o absorve completamente. Ele completa dizendo que é preciso pacificar a mente para atingir esse estado de completa absorção. A mente é um instrumento que classifica, julga e coordena as impressões do mundo exterior assim como as que surgem dentro do indivíduo. Uma das mais poderosas técnicas utilizadas nas práticas de Yoga para ajudar a mente a se concentrar é a RESPIRAÇÃO CONSCIENTE – PRANAYAMA. Leve toda a sua atenção para a sua respiração. Apenas observe a entrada e saída de ar através de suas narinas. Coloque uma mesma contagem mental para sua inspiração e sua expiração. Leve toda a sua atenção para a sua contagem mental. Quando levamos nossa atenção para nossa respiração, há um cessar das oscilações da mente nos permitindo assim estar em nosso momento presente. Outra técnica utilizada para a CONCENTRAÇÃO é a repetição de mantras que pode ser tanto mental ou por meio da vocalização. O OM é o som sagrado e primordial que nos conecta ao divino. A vocalização através de repetições ajuda no cessar das oscilações da mente mantendo-a concentrada induzindo assim a um estado meditativo. Sua vibração sonora produz efeitos também no corpo físico e energético Nas escrituras sagradas da Índia, a recomendação é vocalizar OM 11 X diariamente. Esta prática traz vitalidade,poder e proteção. Sente-se com suas pernas cruzadas, coluna ereta, queixo paralelo ao solo e mentalmente repita o mantra OM. Experimente também, sentar-se com a pernas cruzadas, mantendo seu olhar fixo à chama de uma vela. Esta exercício de limpeza do globo ocular (kriya) denominado TRATAKA , também é uma ótima maneira para você praticar a CONCENTRAÇÃO. Coloque uma vela à sua frente e mantenha seu olhar fixo à chama da vela por alguns minutos. É importante você colocar a vela em um posicionamento onde seu queixo permaneça paralelo ao solo e sua coluna alinhada. Feche seus olhos e continue mesmo que mentalmente visualizando a chama da vela entre suas sobrancelhas.   Clique aqui e assista agora uma Aula Restaurativa. Boa Prática.

Dicas de Yoga | 10 dez 2020 |

Quer iniciar sua prática de Yoga? – Esse texto é para você!

Quer iniciar sua prática de YOGA - Esse texto é para você! Este texto é para você que pretende iniciar suas práticas de Yoga. Segundo Iyengar, as qualidades exigidas de um praticante de yoga são disciplina, fé, tenacidade e perseverança. As práticas de Yoga devem ser regulares e sem muitas interrupções. O asana ( postura do yoga ) traz firmeza, saúde e leveza aos membros. Eles não são meros exercícios de ginástica, são posturas estáveis e agradáveis (no início pode não ser tanto dependendo da dificuldade de cada um ) confere equilíbrio mental e evita a inconstância da mente. Com a prática, você vai desenvolver agilidade, equilíbrio, resistência, vitalidade, saúde e um estado de completo equilíbrio de corpo, mente e espirito. Através da prática dos asanas você conquistará o Corpo e fará dele um veículo adequado para o espirito. Segundo Iyengar, seu Corpo é um templo que abriga a Centelha Divina. Negligenciar ou negar as necessidades do Corpo e pensar nele como algo não Divino é negligenciar ou negar a vida universal da qual você faz parte. As necessidades do Corpo são as necessidades do espirito divino que vive através do Corpo. O praticante de Yoga não olha para o céu para encontrar Deus, porque sabe que Deus encontra-se em seu interior. Como um vaso de barro que se dissolve na água se não for cozido no forno, o Corpo se degrada rapidamente. Portanto é preciso assar o Corpo no fogo da disciplina do Yoga de modo a fortalece-lo e purifica-lo. Além de exercitar os músculos do Corpo, os asanas atuam nos nervos e glândulas. Eles reduzem a fadiga e acalmam os nervos. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Descrevo abaixo algumas regrinhas do antes, durante e depois da prática. O ideal é que antes de começar sua prática, você esteja com a bexiga vazia assim como tenha evacuado. Quanto menos elementos nos sistemas digestivo e excretor melhor. É preferível praticar o yoga de estomago vazio. Se for difícil, uma xícara de chá ou café, chocolate ou leite pode ser ingerida antes da prática. Caso não exista essa possibilidade experimente praticar sem desconforto uma hora após uma refeição muito leve. Alimentos podem ser ingeridos meia hora depois de terminada a prática. Os asanas são mais fáceis depois de um banho. Após a prática recomenda-se tomar outro banho cerca de 15 minutos mais tarde. Tomar um banho ou uma chuveirada tanto antes quanto depois de sua prática de yoga refresca o corpo e a mente. A melhor hora para praticar é bem cedo pela manhã ou no final da tarde. Pela manhã os asanas oferecem certa dificuldade, pois o corpo está rígido. A mente por outro lado, ainda está fresca, mas sua agilidade e determinação diminuem à medida que o tempo passa. A rigidez do corpo é vencida com a prática regular. A prática matutina ajuda a trabalhar melhor nossa vocação pessoal enquanto a vespertina remove a fadiga do esforço do dia e nos deixa revigorada e calma. Segundo Iyengar, asanas difíceis devem ser feitos pela manhã, quando a determinação é maior. Não pratique asanas depois de se expor muitas horas ao sol quente. Durante a prática não deve haver tensão nos músculos faciais, ouvidos e olhos. A expressão deve ser serena. De preferência carregue aquele leve sorriso nos lábios. Durante a prática de asanas, somente o corpo deve estar ativo, enquanto o cérebro deve permanecer passivo, vigilante e alerta. Se as posturas forem feitas com o cérebro, você não será capaz de perceber seus próprios erros. A respiração deve ser realizada apenas pelas narinas. Não segure o ar ao entrar ou ao permanecer nas posturas. A prática correta dos asanas traz leveza e alegria tanto ao corpo quanto à mente, e um sentimento de unidade de corpo, mente e alma. A prática contínua modifica a atitude do praticante, que passa a disciplinar-se na alimentação, no sexo, no asseio e no caráter e se transforma em uma nova pessoa. Uma vez dominado o asanas ele se torna fácil e sem desconforto. “Ao praticar os asanas, o corpo do aluno assume numerosas formas de vida encontradas na criação- desde o mais baixo inseto até o mais perfeito sábio- e ele compreende que o mesmo Espirito Universal- o Espírito de Deus – respira em cada uma delas. Ele olha para dentro de si enquanto pratica e sente a presença de Deus nos diferentes ásanas que realiza com um sentido de entrega aos pés do Senhor. ” Iyengar “Uma alma sem um corpo é como um pássaro privado de seu poder de voar. ” Iyengar Trechos do livro Luz sobre o Yoga B.K.S Iyengar

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Podcast de Yoga | 22 dez 2020 | Daniel De Nardi

On Yoga, Arquitetura da Paz – Crítica do Filme – Podcast #42

On Yoga, Arquitetura da Paz - Crítica do Filme O documentário do diretor Heitor Dhalia, inspirado no livro homônimo do fotógrafo americano Michael O\'Neil, traz opiniões de diferentes gurus e professores de Yoga sobre o que significa essa filosofia de vida para cada um deles. Neste podcast, o que mais me chamou a atenção no filme de Dhalia. Asatoma Saggamaya!   https://soundcloud.com/yogin-cast/on-yoga-a-arquitetura-da-paz-comentarios-do-filme-podcast-42   LINKS   Episódio do podcast que se passa no Kailash Ashram em Rishikesh https://yoginapp.com/encontro-com-um-mestre-podcast-18     https://youtu.be/Mfbeim7Bro4 Kailash Ashram   Livro que inspirou o filme   Dharma Mitra             Mantra - asato ma sadgamaya asato ma sadgamaya tamaso ma jyotirgamaya mrtyor ma amrtam gamaya (Brhadaranyaka Upanishad — I.iii.28)     Trilha sonora da série de Podcast - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição On Yoga, Arquitetura da Paz – Comentários do Filme – Podcast #42 O meu nome é Daniel De Nardi, o podcast de hoje começa com o mantra “Ohm Assatoma Sadgamaya” porque hoje nós vamos falar sobre um filme de yoga que estreou hoje mesmo em todo o Brasil. “On Yoga, Arquitetura da Paz” é o novo documentário do diretor brasileiro Heitor Dhalia, mas a histórica começa na visão de um americano, o fotógrafo Michael O’Neal que é conhecido no meio do yoga por um livro com fotos de sadhus e praticantes de yoga pela Índia e pelo mundo todo, e este livro é bastante conhecido por retratar com imagens belíssimas a experiência do yoga na prática. O Michael O’Neal abre esse documentário expondo um pouco do trabalho que eu já fez. Ele já fotografou grandes ícones de Hollywood como Scorsese, Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson e outros. Ele já publicou na capa da Times uma foto com o ator Paul Newman e outras personalidades e ele tinha um trabalho bastante exaustivo devido a rotina de viagens e os horários de trabalho, essa vida de extrema pressão fez com que ele tivesse lesões no pescoço que necessitaram de cirurgia. Após a cirurgia, ele teve uma paralisação no braço, justamente o que ele utilizava para fotografar, o próprio neurologista que o acompanhava disse que ele não conseguiria mais realizar as suas funções. Para quem trabalha e coloca toda a energia em seu ofício é devastador, mata o artista. Ele passou por um período de muita dor de muita dificuldade e nisso ele começou a ir atrás do yoga, primeiro por uma questão física, depois ele foi revendo o rumo que a vida dele poderia tomar a partir do momento em que ele não poderá mais fazer o que fazia antes. Essa busca a partir da dor é muito comum, o próprio yoga reconhece a dor como algo que está em todas as pessoas e se coloca numa proposta de resolver a questão ou de, ao menos, diminuir o sofrimento humano, assim é a história que o Heitor Dhalia começa a contar a partir da vida do Michael O’Neal. Eles vão para Índia e começam a revisitar os Sadhus que O’Neal tinha fotografado quando fez o livro há doze anos atrás. Justamente por ele ser um fotógrafo famoso, por ele ter sido financiado para produzir este tipo de foto, ele conseguiu ficar muito tempo neste tipo de inspeção e ele fala, inclusive, que tinha muita abertura com os grandes pensadores do mundo e os grandes mestres da Índia e, com isso, ele ia fotografando e tentado extrair daquelas figuras o que era mais plástico, a imagem. Mas nesse segundo momento, quando eles vão fazer o documentário, além das fotos, eles extraem entrevistas com os grandes gurus da Índia. O filme não se propõe a falar minuciosamente sobre o yoga, até porque isso poderia ir para uma linha de documentário que diminuiria o interesse do público em geral, porque isso é importante para quem já é praticante e estudioso sobre yoga, mas para quem está começando a se interessar, talvez a informação se tornaria muito massiva, e o filme sai dessa linha e vai para um depoimento dos próprios gurus sobre o que ele consideram importante dentro do yoga. O aspecto das imagens, visual do filme é belíssimo, porque o Sadhu praticando yoga é algo que chama a atenção, é muito bonito. Não só os Sadhus, como os praticantes em geral. O asana como expressão física é muito completo como consciência corporal, tem muito asana durante o filme, asanas muito bem filmados. O filme na parte visual está de parabéns, mas os depoimentos ressaltam que o yoga não é só a parte física. Isto me preocupa um pouco com relação a evolução do yoga como um todo, porque ele tem ido para essa linha física e desde a sua origem o yoga sempre foi meditação. A proposta que os gurus vão falando no filme, dessa saída do sofrimento, ela sempre passa por algo que vai além de se fazer um alongamento, um asana, é algo muito mais elevado e que envolve um processo meditativo. Como o filme não se propõe a dizer sobre uma única história do yoga, ele mostra muitas visões de diferentes linhas, de diferentes tipos de yoga e até mesmo coisas que não são yoga, como, por exemplo, aqueles sadhus que suspendem o pênis. Eles explicam que há a suspensão do pênis e o deslocamento para traz, o amarra num cabo de aço, eles mortificam a região por acreditarem que ali seja a fonte de muitos desejos e como o intuito deles é o controle dos desejos ele optam por este tipo de método. Esta é uma linha, uma visão bastante presente na Índia, simplesmente eliminar o corpo para uma ascensão espiritual. Não são todas as linha que veem desta forma, o Tantra vê de uma outra forma, vê o corpo como parte do processo. Como você pode ver, o próprio filme apresenta diferentes visões do que essa mensagem do yoga que está em diferentes áreas e linhas. O yoga, pela sua antiguidade, sempre teve esse movimento que é de ser mais libertário e ele não tem uma administração central como, por exemplo, a Igreja Católica e isso faz com que a individualidade dos próprios professores seja transmitida como forma de conhecimento, o yoga é bastante permissivo neste sentido, do professor com a sua experiência conseguir transmitir algo que não necessariamente está num livro ou em uma regra. Acho que isso producente para a evolução do yoga porque faz com que aquilo que está mais presente no nosso dia-a-dia, seja transmitido para o aluno que está ali fazendo a aula, a meditação, o que quer que seja. Embora o filme apresente muitas visões, há algo central, que é algo da cultura sânscrita, a cultura que produziu esse conhecimento desde os vedas. Essa visão central é da ilusão que existe quando nos identificamos com o que sentimos ou pensamos, quando há essa identificação, há o sofrimento e todos ali tem essa visão em comum, embora nem todos falem disso, muitos falam, que é a visão da consciência observadora, a consciência que está por trás olhando o mundo manifesto e que a consciência que observa é a verdadeira essência, é o verdadeiro eu, e a busca para a eliminação desse sofrimento é esse distanciamento, aproximando-se da consciência que vê e não estando imerso, totalmente envolvido com os sentidos, que no filme passa mesmo a sensação sobre isso. Se há uma identificação muito grande com as sensações, com os sentidos, um envolvimento com as oscilações da natureza e isso vai gerar necessariamente sofrimento. O primeiro Sadhu que aparece falando, diz para não ficar incessantemente desejando coisas, porque os desejos acabam gerando ou frustração ou um desejo ainda maior. E esse Sadhu fala sobre se ter menos (inint. 09:59), menos coisas a se atingir e ter uma aceitação da vida, como ela é. Achei interessante porque vai nesse sentido, de diminuir essa identificação para não ficar totalmente sujeito aos acontecimentos da matéria. O primeiro ashram que aparece na matéria é o Kayla Ashram. Nessa parte que aparece o ashram eles estão falando que os yôgins desde os tempos mais remotos, ou as pessoas que faziam essa busca pela espiritualidade, iam para o meio da floresta em busca de um professor ou alguém que também estivesse fazendo essa busca espiritual que pudesse ensinar algo e que nos dias de hoje esse ashram seriam essas florestas dentro das cidades, onde os suamis e os sadhus se isolam para praticar a meditação e a espiritualidade. Esse Kayla Ashram é o mais antigo de Rishikesh, eu falo desse ashram no episódio “Como Encontrar um Guru” e também um outro local que eu identifiquei que eu já fui também é um ambiente em que aparece uns yôgins de laranja praticando vários asanas, são três meninos fazendo vários asanas no rio Ganges. E aquela é uma pedra que quando se faz um rafting no Ganges, em Rishikesh, se para na pedra e dá um salto no rio, mesmo no inverno também é possível se banhar no rio e eles fazem o asana bem no local (vou deixar uma foto minha pulando na pedra). O filme se passa a maior parte do tempo em Rishikesh, que é uma cidade no noroeste da Índia, que os yôgins todos que vão para a Índia acabam conhecendo por ser um importante centro de yoga no País. Ele começou justamente com esse Kayla Ashram, os Beatles foram pra Índia, Shivananda fundou depois o seu ashram lá e por aí vai, depois vários gurus se fixaram em Rishikesh para fixar conhecimento. O Michael O’Neal fala do Yoganandadi que foi um mestre que viveu em Rishikesh, e que morreu aos 108 anos, ele tem imagens dele praticando yoga aos 98 anos. Essa parte também da longevidade dos yôgins é algo que vem impressionando as pessoas que acompanham yôgins pelo mundo. Então, efetivamente o yoga produz um ganho na nossa saúde e disposição, por que está mais próximo a você, mais conectado com as suas sensações, é natural que se tome decisões mais prudentes com o seus hábitos e com a saúde como um todo porque se a saúde não está bem, é impossível começar um processo de meditação de elevação espiritual se não foi resolvido a base. O yôgin tem essa preocupação com a saúde, e isso é bastante falado no filme. Uma outra cidade que aparece no filme é Nova York, pelo fato do próprio O’Neal viver na cidade. Eles entrevistam vários professores de yoga de Nova York, inclusive o brasileiro Dharma Mittra que ficou famoso após uma fotografia do Michael O’Neal que mostra ele fazendo um Shirsasana sem as mãos. Aliás, a contracapa do livro de O’Neal que deu origem ao filme é justamente esta foto. E na imagem de Nova York aparece um guru que está dando aula com um pano branco na cabeça e começa a falar sobre a filosofia ocidental e oriental. Achei interessante explicação porque muitas pessoas acreditam que a filosofia tem que ser algo vindo da Grécia. A explicação que ele dá é bastante interessante, ele fala que esta filosofia oriunda da Grécia é basicamente um debate acadêmico, você discute teses até que haja um conhecimento, um entendimento intelectual dos conceitos. Já a filosofia oriental ela teria também esses conceitos, mas eles teriam de ser aplicado na prática, vivido. Esse tipo de filosofia transportado para o yoga seria algo, por exemplo, o yôgin manter a estabilidade da mente nas situações mais difíceis. Ele se coloca em um asana difícil e mesmo com o incômodo, ele tenta manter a mente tranquila, a respiração profunda e o foco em manter-se atento a postura e finalizar a sua permanência. Assim teria a filosofia na prática, com o ensinamento sendo aplicado e sendo vivido nos conceitos. A minha recomendação é que vocês assistam o filme, não sei há em todas as cidade, acredito que logo mais será lançado no Rio, mas em breve estará disponível online e você poderá assistir. Acho que é um retrato muito bacana de alguém que não é um professor, é alguém de fora que pratica, o Heitor é um praticante de yoga, e que trouxe essa visão com a profundidade que é possível num filme. Acho que não dá para se esperar uma aula acadêmica ou um debate completo a partir de um filme, mas acho que o filme traz muitas reflexões sobre o nosso propósito de vida, o nosso momento de olhar para nós mesmos, as liberdades que devem ser praticadas com responsabilidade. Tudo isso é algo que pelo menos pra mim o filme tocou e me fez refletir e acho cada um vai ter a sua experiência do que é falado ali. Para finalizar, eu vou deixar um mantra que aparece no começo do filme que é o “Ohm Assatoma Sadgamaya”.  Esse mantra tem como significado justamente esse ponto em comum que eu falei anteriormente que todas as linhas acabam abraçando, da consciência observadora, “Ohm Assatoma Sadgamaya” é um pedido para que o eu saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia do envolvimento e do sofrimento que existe na natureza, que ele se veja como observador, como aquele que vê. Então aproveite e se quiser a letra no mantra, eu vu deixar na descrição do episódio. Ohm Assatoma Sadgamaya!

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Dicas de Yoga | 8 jan 2021 |

Adho Mukha Svanasana, uma das posturas que faz parte da sequência do Surya Namaskar.

Adho Mukha Svanasa, entenda a postura.  Ao praticar os asanas, o corpo do yogui assume formas que se assemelham à diversas criaturas. É portanto desta forma que sua mente aprende a não desprezar nenhuma criatura, pois sabe que o mesmo Espírito Universal sopra em toda a criação,desde o menor inseto até o sábio mais perfeito. Algumas posturas têm nome de plantas, outras de insetos, animais aquáticos, quadrúpedes ou anfíbios. A postura Adho Mukha Svanasana, lembra a de um cachorro estendendo-se com a cabeça e as patas dianteiras para baixo e a traseira para cima. Adho Mukha significa ter a cara virada para baixo.Svana significa cachorro. Esta postura é popularmente conhecida como a postura do cachorro olhando para baixo. Segundo B.K.S.Iyengar a postura é especialmente apropriada para corredores cansados após uma corrida dura. Ela proporciona aos velocistas rapidez e leveza nas pernas. Ele completa dizendo que uma longa permanência nesta postura, quando se está exausto,remove a fadiga e recupera a energia perdida. A postura alivia a dor e a rigidez nos calcanhares e ajuda a suavizar esporões do calcâneo. Ela fortalece os tornozelos e modela as pernas. A prática deste asana auxilia a erradicar a rigidez na região das escápulas e aliviar a artrite nas articulações dos ombros. Os músculos abdominais são tonificadas e levados em direção à coluna. Como o diafragma é levado para a cavidade do tórax, a frequência cardíaca é reduzida.  Ao abaixar o tronco,aumentamos o fluxo de sangue para a parte superior do corpo retirando a pressão do coração,fazendo fluir o sangue para o cérebro. Esta é uma postura estimulante. Durante a execução,os músculos isquiotibiais assim como os glúteos se alongam e a coluna se mantém de forma neutra completamente alinhada. Os ombros se mantém rotacionados para fora distantes das orelhas, enquanto que os cotovelos rotacionados para dentro. Nesta postura as articulações dos ombros assim como dos quadris se flexionam enquanto que as articulações dos joelhos e cotovelos se estendem. Os Chakras Sahasrara, Manipura e Muladhara estão completamente envolvidos nessa postura. Acompanhe no vídeo como fazer com o auxílio da parede. Espero ter contribuído com sua prática. Namastê. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();    Bibliografia Utilizada: Luz sobre o Yoga | B. K. S Iyengar. Yogasana The Encyclopedia of Yoga Poses | Yogrishi Vishvketu Anatomia da Yoga | Leslie Kaminoff e Amy Matthews