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Formação de Professores | 26 fev 2021 | Daniel De Nardi

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga

Depoimento dos alunos da 4ª turma do Curso de Formação para Professores de Yoga O Curso de Formação do YogIN App está na sua 5ª edição e este foi o vídeo da turma passada. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Veja o que os alunos acharam do Curso e as principais informações para quem quer fazer a formação online. Saiba mais sobre o curso acessando o link abaixo: https://yoginapp.com/curso-yoga-formacao-de-professores https://youtu.be/hfEPy3WXU5Q https://yoginappacademy.com/formacao-yoga-online/

Dicas de Yoga | 5 fev 2021 | Daniel De Nardi

Hatha Yoga, o Yoga da Força

Hatha Yoga, o Yoga da Força Haṭha Yoga (हठयोग) traduz-se literalmente por Yoga da Força. Na maior parte das práticas de Yoga no Ocidente, o Hatha Yoga é  frequentemente relacionado a uma prática suave e mais relaxada que outros estilos de Yoga postural. Historicamente, o Haha Yoga criado pelos Nathas é uma prática de manipulação extenuante, ascética e “vigorosa” de energias sutis dentro do humano. Na definição de um Natha, Raj Nath, \"Hathayoga é um processo de manipulação sensorial que visa a sutilizar a percepção, rumo à presença daquilo que é a mais sutil de todas as coisas a serem percebidas: a Grande Presença do Silêncio... atrás, além e apesar de todos os barulhos -- e elevar esta percepção a um ponto em que o yogi se dissolve tanto que não reste mais uma barreira entre uma pessoa percebendo e um silêncio sendo percebido e as duas coisas se tornem uma só. «Neste ponto o yogi pode dizer: ‹Eu Sou a Grande Presença Silenciosa›.\" O trabalho no Hatha Yoga é atuar tanto na mente quanto no corpo através da prática disciplinada de posturas (āsana), controle da respiração (prāṇāyāma) e, especialmente, selos corporais (mudrā) e  (bandha). Através dessas práticas dinâmicas, o yogin, cultiva e retem uma energia de força vital na coroa da cabeça ou como um despertar e elevar a energia feminina adormecida (śakti) conhecida como Kuṇḍalinī. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Como o Dr. Jason Birch sugeriu em um artigo de 2011: “Em vez da explicação metafísica de unir o sol (ha) e a lua (ṭha), é mais provável que o nome Haṭha Yoga tenha sido inspirado pelo significado \'força\'. As descrições de mover vigorosamente kuṇḍalinī, apāna ou bindu para cima através do canal central sugerem que a \'força\' de Haṭha Yoga qualifica os efeitos de suas técnicas, ao invés do esforço necessário para realizá-las. ”- Jason Birch (2011, 548) | ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O Curso de Formação de Yoga do YogIN App ensina as técnicas do Hatha Yoga além da fisiologia sutil usada no Yoga. Este curso on-line de última geração oferecerá de uma maneira personalizada e realmente acessível, algumas das mais recentes e interessantes pesquisas em estudos de Yoga - iluminando o passado e o presente dessa filosofia. Ao longo do caminho, vamos desmascarar as percepções errôneas comuns sobre a antiguidade do Yoga e descobrir as incríveis maneiras pelas quais o Yoga mudou, inovou e foi adotado por milhões de praticantes nos últimos 3800 anos! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para saber mais sobre o curso, clique no botão abaixo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Chakrasana
Filosofia do Yoga | 28 jan 2021 | Fernanda Magalhães

De Peito Aberto

De Peito Aberto Dentre todos os tipos de posturas existentes na prática de Yoga, em todos os níveis de dificuldade, as retroflexões são as que mais geram desconforto. É impressionante a quantidade de caretas que observo, como professora, no momento do retorno. Não provocando o medo racional como acontece, por exemplo, com as invertidas, os praticantes, a princípio, sentem-se encorajados a executar as retroflexões propostas pelo professor. Às vezes, até podem parecer fáceis visualmente, mas no momento que eles se deparam com o peito aberto e “exposto” é que percebem que independente do nível de dificuldade da postura, da intensidade da retroflexão e da flexibilidade da coluna, o maior desafio a vencer é emocional. Esse desconforto é provocado pelo desconhecimento desse movimento de abertura. É um movimento estranho ao nosso corpo, podendo parecer até mesmo antinatural e com certeza nada familiar. Da mesma forma que enrijecemos nossos quadris ao longo da vida com a nossa resposta ao instinto de fuga, também fechamos nosso peito. Se você ainda não leu, falei sobre as emoçoes armazenadas no quadril aqui https://yoginapp.com/para-soltar-o-proximo-passo/#axzz5hudVe6Bc A mesma postura de proteção ao perigo, curvando-se para frente e puxando as pernas de encontro ao peito, que torna nosso quadril rígido, também bloqueia nossa coragem de se entregar, curva nossos ombros para frente protegendo o peito. Ao longo da vida, os traumas,  rejeições e inseguranças que passamos vão transformando nossa postura em uma armadura. Além disso, não há atividades no nosso dia a dia que estimulem a retroflexão. Passamos nossos dias curvados e encolhidos no computador, no carro ou até mesmo na bicicleta. Assim vão se acumulando cada vez mais emoções em nosso corpo. Em nível físico, a retroflexão da coluna abre ombros e o peito, liberando tensão; alongando os flexores do quadril e aumentando a força  nas pernas, braços e músculos das costas e a mobilidade na coluna ajudando a neutralizar os danos da má postura. Analisando pelo corpo energético, a postura trabalha e ativa nosso anahata chakra, o chakra cardíaco, onde reside nosso verdadeiro Eu e onde a compaixão e o amor se manifestam. Insegurança e ansiedade contribuem para um desequilíbrio deste chakra. Então você chega na sua aula de yoga e, de repente, você executa uma abertura de peito que te provoca sensações estranhas. Você faz careta, reclama, evita expor tanto o esterno na próxima vez ou até mesmo foge das aulas. Respostas de medo naturais ao enfrentar o desafio de lidar com toda essa emoção armazenada bloqueando seu Eu. E é realmente assustador se abrir profundamente e descobrir o que está escondido sob a superfície. Partes de você que não estão conscientes são reveladas.   As retroflexões ativam o sistema nervoso, provocando uma sensação de alerta e até mesmo tensão. Com o peito exposto, emoções prontas para serem liberadas e o sistema nervoso informando situação de perigo ao seu corpo, tudo que você quer é fugir. new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Mas para que o trabalho do Yoga aconteça é necessário limpar essas camadas de proteção. As retroflexões do Yoga oferecem a oportunidade de limpar esse caminho através de desafios físicos e mentais. Exigindo coragem e entrega, em níveis físicos e emocionais, a insegurança e o medo são vencidos. Observe se seu medo de subir em Urdhva Danurasana, o arco completo, é somente por achar que não suporta o peso nas mãos. Já ouvi essa justificativa de pessoas bem fortes mas que não se sentiam capazes de tentar. Se você sente ansiedade, tristeza, angústia ou dor física quando pratica retroflexões, o segredo é aprender a lidar com a dificuldade. Foco no momento presente e na respiração (especialmente na respiração), não dê importância às emoções que afloram. Se permita sentir se for necessário, mas não entregue o controle a estas emoções. A tendência natural do ser humano é fugir quando as coisas ficam difíceis. O grande aprendizado da prática de  Yoga é encontrar o seu caminho através de quaisquer obstáculos que possam surgir em sua experiência de vida. E não há caminho sem obstáculos. É preciso coragem para permanecer aberto quando a vida nos dá razões para fechar, mas lembre-se que o arco-íris surge após uma tempestade. E, enquanto isso, banhe-se de chuva.   Namastê!      

marichyasana
Dicas de Yoga | 26 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Postura de Marichi

A Postura de Marichi Marichyasana é um grupo de posturas realizadas em sequência na primeira série do Ashtanga Yoga. São quatro variações, A, B, C e D, encaixadas logo após a sequência de janu sirsasana e antes de bhujapidasana e kurmasana. Um conjunto de asanas que trabalham a abertura do quadril, com flexões para frente e torções.   Marichyasana é a pose de Marichi que, em sânscrito, significa Raio de Luz. Marichi, era um dos filhos do Senhor Brahma, o criador divino.   Começando do princípio, falaremos sobre Marichyasana A, uma flexão para frente com um complicador: umas das pernas dobrada. Esta posição da perna dobrada dificulta a execução da postura para quem te isquiotibiais rígidos. Deve-se evitar levar o peso para a perna dobrada para que aconteça o benefício da abertura no quadril deste lado. A flexão a frente é realizada apenas com a ativação dos flexores de quadril e sustentada pelo tronco e pernas, já que os braços estão em gancho, não participando desse ajuste.   Vejo alguma dificuldade dos alunos em compreender a execução da postura durante as aulas, então, vamos ao nosso passo a passo:   Partindo de Dandasana, dobre a perna direita com o joelho para o alto e sola do pé no chão. O calcanhar chega o mais próximo possível ao seu quadril e o pé afasta da coxa esquerda mantendo quase um palmo de distância. Mantenha a perna esquerda esticada com joelho e dedos dos pés apontados para cima. A perna esquerda faz uma leve rotação para dentro, enquanto a perna direita rotaciona para fora.   Flexione o corpo a frente como se quisesse segurar seu pé esquerdo com a mão direita. Faça uma rotação interna no ombro levando o polegar em direção ao chão e envolva sua perna, com o braço direito ainda rotacionado, pela frente da canela encaixando a axila na frente do joelho. Nesse momento seu tronco faz uma leve torção para o lado esquerdo deixando o ombro direito mais a frente. Deslize o antebraço pela lateral da coxa levando sua mão em direção às costas.   Um quadril rígido pode dificultar a posição da perna atrás do ombro, então se for preciso, segure sua canela direita com a mão esquerda no momento de enlaçar a canela com o braço.   Leve agora o braço esquerdo pelas costas direcionando a mão esquerda para encontrar a mão direita. Segure, se possível, seu punho esquerdo com a mão direita. Se não chegar ao punho, faça um gancho com os dedos ou utilize uma faixa , corda ou toalha entre as mãos para vencer o espaço que falta para realizar o gancho.     Exalando leve o tronco a frente em direção a canela da perna esquerda. Mantenha a base da coluna alongada tentando levar o queixo na canela e não a testa no joelho. Seu quadril do lado direito subirá suavemente, mas mantenha a sola do pé direito firme no chão. Olhar (drishti) no dedão do pé esquerdo.   Faça algumas respirações e repita para o lado esquerdo.   A dificuldade provocada pela rigidez de quadril e isquiotibiais pode ser vencida utilizando um cobertor dobrado como assento.   Marichyasana é uma postura que acalma mente, alonga ombros e quadris. Massageia os órgão internos ajudando na digestão e aliviando os sintomas da digestão inadequada e ineficiente.   É uma ótima postura para introspecção.   As variações de Marichyasana não são posturas muito populares no mundo do Yoga ocidental, mas como boa praticante de Ashtanga, me deparei logo com o desafio de “fechar os ganchos”. Erro de principiante lutar contra o próprio corpo na tentativa de encontrar as mãos nas costas, ainda mais sem vê-las.   Foi quando compreendi que Marichyasana não é sobre fechar ganchos, mas sim, sobre seguir a direção correta para construir espaço, que aprendi a apreciar o processo. E minhas mãos, então, finalmente se encontraram.   “Pratique, pratique e tudo virá” - SRI K Pattabhi Jois   new RDStationForms(\'e-book-as-origens-da-meditacao-e-do-yoga-84b39b698136958eda59-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 21 jan 2021 | Fernanda Magalhães

A Força que abre Espaço – Apana Vayu

A Força que abre Espaço - Apana Vayu Os Vayus são correntes dentro do corpo que transportam energia em diferentes direções. Em sânscrito, Vayu significa vento, aquilo que flui, transporta ou move.   O Prana, energia criadora circula dentro do nosso corpo pelas diversas correntes - Vayus.   Existem cinco destas forças que trabalham em um nível físico, mental e emocional. Cada uma delas é responsável por controlar percepção, absorção, circulação, distribuição e eliminação em todos os níveis. Em geral, somos capazes de experimentar os Vayus no corpo, pensamentos e emoções. Por isso há uma relação direta entre doenças físicas e os bloqueios nestes fluxos.   O Apana Vayu é nosso sistema de eliminação energético e nossa força de ancoragem. Cada Vayu está ligado a um elemento e o de Apana Vayu é terra. Nos permite deixar ir fazendo-nos sentir enraizados, claros e presentes.   Junto com Prana Vayu, Apana é considerado um dos mais importantes dos 5. Os dois trabalham juntos na conexão com o todo, o que não cabe no corpo físico - enquanto Prana recebe, Apana elimina.   Ele influencia a digestão, a eliminação e a reprodução, localizando-se na área entre umbigo e pelve. E, por natureza, seu movimento é sempre descendente, para baixo, para a terra trabalhando na excreção do corpo - função renal, parto,exalação, ciclo menstrual, ejaculação, etc…   A ação de mula bandha, a contração do períneo, é associada ao movimento de Apana Vayu.   Emocional e mentalmente Apana trabalha da mesma forma, regulando a liberação de pensamentos e experiências que não nos servem no momento. Um Apana Vayu equilibrado ajuda a se desprender de pensamentos negativos, condicionamentos mentais, expectativas e julgamentos, diminuindo a bagagem emocional.   Se Apana está fraco, o apego aparece. Memórias são carregadas por muito tempo, ocupando a mente. Sobrecarregados pelo excesso de resíduos, experimentamos constipação, preguiça, ciclos menstruais irregulares, instabilidade mental e indecisão. Nos sentimos sem direção.   Quando não há eliminação dos resíduos, não há espaço para absorção e assimilação do novo.   O oposto também pode ocorrer: Um Apana muito forte promove uma liberação tão rápida que impede a assimilação no tempo natural e necessário. Pense na última vez que você teve diarreia… Se sentiu fraco, não foi? Isso aconteceu porque corpo não teve tempo de assimilar os nutrientes da alimentação antes que acontecesse a eliminação. Assim também acontece com o Prana que é absorvido pelo seu corpo quando apana está muito forte. A consequência é a falta de energia.   Especialmente por isso, na prática de asanas e pranayama, o Apana não deve ser estimulado em gestantes durante grande parte inicial da gestação ou bloqueado em mulheres durante o início do ciclo menstrual. Não é desejável acelerar a eliminação na primeira e nem impedir na segunda.   O importante é perceber seus vayus para entender quando estão desequilibrados e precisam de atenção. Levar consciência aos seus vayus através da prática de Yoga ajuda a voltar-se ao presente, principalmente com Apana e seu potencial de aterramento.   Vejo Apana, que quando equilibrado promove uma desintoxicação, nos liberando de resíduos do corpo, mente e emoções, totalmente conectado com Vairagya, o desapego.   O que você anda segurando que não te serve mais? Om Namah Shivaya new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Por que meditar parece tão difícil?
Qualidade de Vida | 14 jan 2021 | Equipe YogIN App

Yoga no Everest

Yoga no Everest Dr Jon Kedrowski alpinista profissional 🧗‍♀️ com 4 cumes do Everest (ponto mais alto do globo 🌍). Jonkedski é praticante de Yoga 🧘🏻‍♂️ e usa as técnicas nos momentos mais extremos nas expedições em montanhas 🏔 . Nesta foto, ele ensina algumas posturas a outros alpinistas do seu grupo no heliponto do acampamento 🏕 base do Everest 🏔.    

yoga na netflix
Podcast de Yoga | 22 dez 2020 | Daniel De Nardi

On Yoga, Arquitetura da Paz – Crítica do Filme – Podcast #42

On Yoga, Arquitetura da Paz - Crítica do Filme O documentário do diretor Heitor Dhalia, inspirado no livro homônimo do fotógrafo americano Michael O\'Neil, traz opiniões de diferentes gurus e professores de Yoga sobre o que significa essa filosofia de vida para cada um deles. Neste podcast, o que mais me chamou a atenção no filme de Dhalia. Asatoma Saggamaya!   https://soundcloud.com/yogin-cast/on-yoga-a-arquitetura-da-paz-comentarios-do-filme-podcast-42   LINKS   Episódio do podcast que se passa no Kailash Ashram em Rishikesh https://yoginapp.com/encontro-com-um-mestre-podcast-18     https://youtu.be/Mfbeim7Bro4 Kailash Ashram   Livro que inspirou o filme   Dharma Mitra             Mantra - asato ma sadgamaya asato ma sadgamaya tamaso ma jyotirgamaya mrtyor ma amrtam gamaya (Brhadaranyaka Upanishad — I.iii.28)     Trilha sonora da série de Podcast - Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa     Transcrição On Yoga, Arquitetura da Paz – Comentários do Filme – Podcast #42 O meu nome é Daniel De Nardi, o podcast de hoje começa com o mantra “Ohm Assatoma Sadgamaya” porque hoje nós vamos falar sobre um filme de yoga que estreou hoje mesmo em todo o Brasil. “On Yoga, Arquitetura da Paz” é o novo documentário do diretor brasileiro Heitor Dhalia, mas a histórica começa na visão de um americano, o fotógrafo Michael O’Neal que é conhecido no meio do yoga por um livro com fotos de sadhus e praticantes de yoga pela Índia e pelo mundo todo, e este livro é bastante conhecido por retratar com imagens belíssimas a experiência do yoga na prática. O Michael O’Neal abre esse documentário expondo um pouco do trabalho que eu já fez. Ele já fotografou grandes ícones de Hollywood como Scorsese, Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson e outros. Ele já publicou na capa da Times uma foto com o ator Paul Newman e outras personalidades e ele tinha um trabalho bastante exaustivo devido a rotina de viagens e os horários de trabalho, essa vida de extrema pressão fez com que ele tivesse lesões no pescoço que necessitaram de cirurgia. Após a cirurgia, ele teve uma paralisação no braço, justamente o que ele utilizava para fotografar, o próprio neurologista que o acompanhava disse que ele não conseguiria mais realizar as suas funções. Para quem trabalha e coloca toda a energia em seu ofício é devastador, mata o artista. Ele passou por um período de muita dor de muita dificuldade e nisso ele começou a ir atrás do yoga, primeiro por uma questão física, depois ele foi revendo o rumo que a vida dele poderia tomar a partir do momento em que ele não poderá mais fazer o que fazia antes. Essa busca a partir da dor é muito comum, o próprio yoga reconhece a dor como algo que está em todas as pessoas e se coloca numa proposta de resolver a questão ou de, ao menos, diminuir o sofrimento humano, assim é a história que o Heitor Dhalia começa a contar a partir da vida do Michael O’Neal. Eles vão para Índia e começam a revisitar os Sadhus que O’Neal tinha fotografado quando fez o livro há doze anos atrás. Justamente por ele ser um fotógrafo famoso, por ele ter sido financiado para produzir este tipo de foto, ele conseguiu ficar muito tempo neste tipo de inspeção e ele fala, inclusive, que tinha muita abertura com os grandes pensadores do mundo e os grandes mestres da Índia e, com isso, ele ia fotografando e tentado extrair daquelas figuras o que era mais plástico, a imagem. Mas nesse segundo momento, quando eles vão fazer o documentário, além das fotos, eles extraem entrevistas com os grandes gurus da Índia. O filme não se propõe a falar minuciosamente sobre o yoga, até porque isso poderia ir para uma linha de documentário que diminuiria o interesse do público em geral, porque isso é importante para quem já é praticante e estudioso sobre yoga, mas para quem está começando a se interessar, talvez a informação se tornaria muito massiva, e o filme sai dessa linha e vai para um depoimento dos próprios gurus sobre o que ele consideram importante dentro do yoga. O aspecto das imagens, visual do filme é belíssimo, porque o Sadhu praticando yoga é algo que chama a atenção, é muito bonito. Não só os Sadhus, como os praticantes em geral. O asana como expressão física é muito completo como consciência corporal, tem muito asana durante o filme, asanas muito bem filmados. O filme na parte visual está de parabéns, mas os depoimentos ressaltam que o yoga não é só a parte física. Isto me preocupa um pouco com relação a evolução do yoga como um todo, porque ele tem ido para essa linha física e desde a sua origem o yoga sempre foi meditação. A proposta que os gurus vão falando no filme, dessa saída do sofrimento, ela sempre passa por algo que vai além de se fazer um alongamento, um asana, é algo muito mais elevado e que envolve um processo meditativo. Como o filme não se propõe a dizer sobre uma única história do yoga, ele mostra muitas visões de diferentes linhas, de diferentes tipos de yoga e até mesmo coisas que não são yoga, como, por exemplo, aqueles sadhus que suspendem o pênis. Eles explicam que há a suspensão do pênis e o deslocamento para traz, o amarra num cabo de aço, eles mortificam a região por acreditarem que ali seja a fonte de muitos desejos e como o intuito deles é o controle dos desejos ele optam por este tipo de método. Esta é uma linha, uma visão bastante presente na Índia, simplesmente eliminar o corpo para uma ascensão espiritual. Não são todas as linha que veem desta forma, o Tantra vê de uma outra forma, vê o corpo como parte do processo. Como você pode ver, o próprio filme apresenta diferentes visões do que essa mensagem do yoga que está em diferentes áreas e linhas. O yoga, pela sua antiguidade, sempre teve esse movimento que é de ser mais libertário e ele não tem uma administração central como, por exemplo, a Igreja Católica e isso faz com que a individualidade dos próprios professores seja transmitida como forma de conhecimento, o yoga é bastante permissivo neste sentido, do professor com a sua experiência conseguir transmitir algo que não necessariamente está num livro ou em uma regra. Acho que isso producente para a evolução do yoga porque faz com que aquilo que está mais presente no nosso dia-a-dia, seja transmitido para o aluno que está ali fazendo a aula, a meditação, o que quer que seja. Embora o filme apresente muitas visões, há algo central, que é algo da cultura sânscrita, a cultura que produziu esse conhecimento desde os vedas. Essa visão central é da ilusão que existe quando nos identificamos com o que sentimos ou pensamos, quando há essa identificação, há o sofrimento e todos ali tem essa visão em comum, embora nem todos falem disso, muitos falam, que é a visão da consciência observadora, a consciência que está por trás olhando o mundo manifesto e que a consciência que observa é a verdadeira essência, é o verdadeiro eu, e a busca para a eliminação desse sofrimento é esse distanciamento, aproximando-se da consciência que vê e não estando imerso, totalmente envolvido com os sentidos, que no filme passa mesmo a sensação sobre isso. Se há uma identificação muito grande com as sensações, com os sentidos, um envolvimento com as oscilações da natureza e isso vai gerar necessariamente sofrimento. O primeiro Sadhu que aparece falando, diz para não ficar incessantemente desejando coisas, porque os desejos acabam gerando ou frustração ou um desejo ainda maior. E esse Sadhu fala sobre se ter menos (inint. 09:59), menos coisas a se atingir e ter uma aceitação da vida, como ela é. Achei interessante porque vai nesse sentido, de diminuir essa identificação para não ficar totalmente sujeito aos acontecimentos da matéria. O primeiro ashram que aparece na matéria é o Kayla Ashram. Nessa parte que aparece o ashram eles estão falando que os yôgins desde os tempos mais remotos, ou as pessoas que faziam essa busca pela espiritualidade, iam para o meio da floresta em busca de um professor ou alguém que também estivesse fazendo essa busca espiritual que pudesse ensinar algo e que nos dias de hoje esse ashram seriam essas florestas dentro das cidades, onde os suamis e os sadhus se isolam para praticar a meditação e a espiritualidade. Esse Kayla Ashram é o mais antigo de Rishikesh, eu falo desse ashram no episódio “Como Encontrar um Guru” e também um outro local que eu identifiquei que eu já fui também é um ambiente em que aparece uns yôgins de laranja praticando vários asanas, são três meninos fazendo vários asanas no rio Ganges. E aquela é uma pedra que quando se faz um rafting no Ganges, em Rishikesh, se para na pedra e dá um salto no rio, mesmo no inverno também é possível se banhar no rio e eles fazem o asana bem no local (vou deixar uma foto minha pulando na pedra). O filme se passa a maior parte do tempo em Rishikesh, que é uma cidade no noroeste da Índia, que os yôgins todos que vão para a Índia acabam conhecendo por ser um importante centro de yoga no País. Ele começou justamente com esse Kayla Ashram, os Beatles foram pra Índia, Shivananda fundou depois o seu ashram lá e por aí vai, depois vários gurus se fixaram em Rishikesh para fixar conhecimento. O Michael O’Neal fala do Yoganandadi que foi um mestre que viveu em Rishikesh, e que morreu aos 108 anos, ele tem imagens dele praticando yoga aos 98 anos. Essa parte também da longevidade dos yôgins é algo que vem impressionando as pessoas que acompanham yôgins pelo mundo. Então, efetivamente o yoga produz um ganho na nossa saúde e disposição, por que está mais próximo a você, mais conectado com as suas sensações, é natural que se tome decisões mais prudentes com o seus hábitos e com a saúde como um todo porque se a saúde não está bem, é impossível começar um processo de meditação de elevação espiritual se não foi resolvido a base. O yôgin tem essa preocupação com a saúde, e isso é bastante falado no filme. Uma outra cidade que aparece no filme é Nova York, pelo fato do próprio O’Neal viver na cidade. Eles entrevistam vários professores de yoga de Nova York, inclusive o brasileiro Dharma Mittra que ficou famoso após uma fotografia do Michael O’Neal que mostra ele fazendo um Shirsasana sem as mãos. Aliás, a contracapa do livro de O’Neal que deu origem ao filme é justamente esta foto. E na imagem de Nova York aparece um guru que está dando aula com um pano branco na cabeça e começa a falar sobre a filosofia ocidental e oriental. Achei interessante explicação porque muitas pessoas acreditam que a filosofia tem que ser algo vindo da Grécia. A explicação que ele dá é bastante interessante, ele fala que esta filosofia oriunda da Grécia é basicamente um debate acadêmico, você discute teses até que haja um conhecimento, um entendimento intelectual dos conceitos. Já a filosofia oriental ela teria também esses conceitos, mas eles teriam de ser aplicado na prática, vivido. Esse tipo de filosofia transportado para o yoga seria algo, por exemplo, o yôgin manter a estabilidade da mente nas situações mais difíceis. Ele se coloca em um asana difícil e mesmo com o incômodo, ele tenta manter a mente tranquila, a respiração profunda e o foco em manter-se atento a postura e finalizar a sua permanência. Assim teria a filosofia na prática, com o ensinamento sendo aplicado e sendo vivido nos conceitos. A minha recomendação é que vocês assistam o filme, não sei há em todas as cidade, acredito que logo mais será lançado no Rio, mas em breve estará disponível online e você poderá assistir. Acho que é um retrato muito bacana de alguém que não é um professor, é alguém de fora que pratica, o Heitor é um praticante de yoga, e que trouxe essa visão com a profundidade que é possível num filme. Acho que não dá para se esperar uma aula acadêmica ou um debate completo a partir de um filme, mas acho que o filme traz muitas reflexões sobre o nosso propósito de vida, o nosso momento de olhar para nós mesmos, as liberdades que devem ser praticadas com responsabilidade. Tudo isso é algo que pelo menos pra mim o filme tocou e me fez refletir e acho cada um vai ter a sua experiência do que é falado ali. Para finalizar, eu vou deixar um mantra que aparece no começo do filme que é o “Ohm Assatoma Sadgamaya”.  Esse mantra tem como significado justamente esse ponto em comum que eu falei anteriormente que todas as linhas acabam abraçando, da consciência observadora, “Ohm Assatoma Sadgamaya” é um pedido para que o eu saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia daquele mundo sofrido, de que a consciência observadora saia do envolvimento e do sofrimento que existe na natureza, que ele se veja como observador, como aquele que vê. Então aproveite e se quiser a letra no mantra, eu vu deixar na descrição do episódio. Ohm Assatoma Sadgamaya!

Filosofia do Yoga | 20 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Para Soltar o Próximo Passo

Para Soltar o Próximo Passo Muito se fala e faz na comunidade do Yoga em relação a abertura dos quadris. Essa flexibilidade é fundamental para permitir a meditação sentado por longos períodos sem desconforto. A mobilidade de quadril também é um ponto importante para a saúde e estabilidade da coluna, nossa habilidade de andar e a boa postura. Nos encontramos em postura sentada no nosso dia a dia por muitas horas seguidas, trabalhando, vendo tv ou no trânsito, o que encurta os flexores do quadril, tensiona os rotatores e enfraquece os músculos glúteos. E quando escolhemos nos exercitar, acabamos selecionando atividades que acabam tensionando ainda mais essa musculatura como ciclismo, corrida ou trekking. E para o Yoga, muito além de comprometer a saúde física, quadris rígidos representam emoções armazenadas. Há quem considere os quadris a lixeira emocional do corpo. Medo e tristeza não processados, são jogados para lá. Pense em qual a reação mais natural do seu corpo ao se sentir ameaçado ou receber uma notícia devastadora. Curvar-se recolhendo os joelhos dobrados e fechando o peito, não é? Para se defender ou chorar, não importa, adotamos a mesma postura fetal, contraindo os flexores do quadril. A rigidez do quadril está muito ligada a dificuldade de processar o passado e encarar o futuro. Quadril preso segura o “próximo passo”. A rigidez na parte da frente é relacionada ao futuro, sobre viver a nossa verdade e não expectativas externas, enquanto a parte de trás, glúteos e inferior das costas mostra um apego ao passado. Nos quadris também guardamos emoções mal processadas em relacionamentos. Todo o tipo, inclusive com nós mesmos, demonstrando uma incapacidade de nos amarmos completamente. Você está pronto para enfrentar suas emoções “jogadas para baixo do tapete”? Então pratique. As sequências de asanas em geral possuem foco no trabalho do quadril. Posturas de pé e sentadas movimentam a articulação da área liberando pouco a pouco essa tensão. Eu uso algumas preparações para a abertura e liberação de quadril para dar uma movimentada no prana. Costumo fazer em momentos sem pressa, onde posso estar consciente e presente, como, por exemplo, entre as aulas. Não há nenhum objetivo de desempenho ou grandes alinhamentos, é só um momento de soltar e se preparar para o novo. Nem sempre faço todos os movimento, às vezes seleciono apenas um, aquele que meu corpo pede, mas quando me disponho a completar minha sequência, começo sempre do mais simples e gentil e deixo aqueles que exigem mais presença para o final. Me acompanhe: Começo minha jornada rumo a liberação das emoções presas fazendo uma leve flexão a frente com as pernas cruzadas. Inspire crescendo a coluna e curve-se nas canelas exalando. Solte os braços no chão e permita a gravidade te empurrar, curvando suavemente a coluna direcionando a testa ao chão. Inspire levantando lentamente até retomar seu alinhamento. Troque a posição das pernas e repita. Retome sua cruzada de pernas costumeira e mantendo os ísquios no chão e faça giros no quadril sentindo a mobilidade da cabeça do fêmur. Gire algumas vezes para o lado direito e a mesma quantidade para o esquerdo. Variação de Bharadvajasana - Estique as pernas e traga sua perna direita em meia-lótus, ou seja, com calcanhar em cima da virilha esquerda. Dobre sua perna esquerda para fora, levando calcanhar ao lado esquerdo do quadril. Dorso do pé esquerdo no chão, tente manter os dois lados do quadril no chão. Se possível, pegue seu pé direito levando a mão direita por trás das costas e faça um gancho no dedão do pé com indicador e médio das mãos como na imagem abaixo. Se não é possível fazer o gancho, relaxe as mãos ao longo do corpo e se concentre no quadril. Faça algumas respirações e repita para o outro lado. Quadradinho - Sente-se e cruze as pernas alinhando o joelho direito em cima do tornozelo esquerdo e o joelho esquerdo em cima do tornozelo direito. Se o joelho superior estiver levantado acima do tornozelo inferior, coloque um travesseiro ou bloco sob o joelho levantado para que você possa relaxar o quadril. Se os joelhos estiverem confortavelmente apoiados nos tornozelos, leve o corpo a frente tentando enganchar os cotovelos na frente das canelas para fazer um gancho. A intenção é deitar o abdômen nas pernas. Para isso, mantenha seu baixo ventre sugado na inspiração e cresça a parte baixa das costas ganhando espaço para ir mais a frente.   Em todos os casos, descendo ou não, mantenha a base da coluna longa, empurrando os ísquios no chão. Após 10 respirações, suba o tronco inspirando e torça exalando levando seu cotovelo esquerdo acima do joelho direito com as mãos em prece. Uma mão faz pressão na outra e cotovelo empurra o joelho. Sim, nas primeiras tentativas será muito desconfortável para a maioria das pessoas, mas não tente empurrar seu joelho para baixo, se concentre no gancho da torção do tronco. Mais 10 respirações e repita tudo para o lado esquerdo. Badhakonasana - Sente-se com solas dos pés unidas e joelhos afastados. Use seus dedões para abrir as solas dos pés em direção ao teto. Cresça a coluna em uma inspiração e desça tentando levar o umbigo ao chão, não a cabeça. Se já é muito forte tentar abrir as solas dos pés e descer os joelhos ao chão com a coluna alongada, fique nesta etapa. E se por outro lado, descer o umbigo, leve o queixo ao chão, sem curvar a coluna. Depois de 5 a 10 respirações, suba inspirando, junte os joelhos e prepare a próxima. Virasana - Joelhos no chão, pés afastados mais que a largura do quadril, dorso dos pés no chão, sente-se entre os pés. Calcanhares colados ao quadril, não deixe-os abaixo, sentando sobre seus pés. Coluna longa. Se não há conforto nos joelhos, use um bloquinho para elevar o quadril, mas mantenha os alinhamentos. Se é muito confortável, intensifique deitando o corpo para trás no chão e alongando a parte frontal das coxas. Depois da sequência gosto de escutar meu corpo e me sentar por instantes da forma que for mais confortável naquele momento. Ao enfrentar trabalhos de abertura de quadril, vá devagar, com cautela e gentileza consigo. Pode ser que seja necessário algum tempo de prática constante de asanas para que você sinta essa liberação, que pode vir como uma leveza do peso a ser retirado, mas pode vir também através das lágrimas. Não é incomum posturas de abertura de quadril e peito provocarem o choro, não segure, não se assuste, mas não se identifique. Aceite essa emoção liberada e siga com a sua prática, ao finalizar virá a sensação de leveza esperada. Pronto para liberar o próximo passo. Namastê   new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-do-autoconhecimento-31f024e0c3c56e215246-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

Dicas de Yoga | 10 dez 2020 | Adri Borges

Quer iniciar sua prática de Yoga? – Esse texto é para você!

Quer iniciar sua prática de YOGA - Esse texto é para você! Este texto é para você que pretende iniciar suas práticas de Yoga. Segundo Iyengar, as qualidades exigidas de um praticante de yoga são disciplina, fé, tenacidade e perseverança. As práticas de Yoga devem ser regulares e sem muitas interrupções. O asana ( postura do yoga ) traz firmeza, saúde e leveza aos membros. Eles não são meros exercícios de ginástica, são posturas estáveis e agradáveis (no início pode não ser tanto dependendo da dificuldade de cada um ) confere equilíbrio mental e evita a inconstância da mente. Com a prática, você vai desenvolver agilidade, equilíbrio, resistência, vitalidade, saúde e um estado de completo equilíbrio de corpo, mente e espirito. Através da prática dos asanas você conquistará o Corpo e fará dele um veículo adequado para o espirito. Segundo Iyengar, seu Corpo é um templo que abriga a Centelha Divina. Negligenciar ou negar as necessidades do Corpo e pensar nele como algo não Divino é negligenciar ou negar a vida universal da qual você faz parte. As necessidades do Corpo são as necessidades do espirito divino que vive através do Corpo. O praticante de Yoga não olha para o céu para encontrar Deus, porque sabe que Deus encontra-se em seu interior. Como um vaso de barro que se dissolve na água se não for cozido no forno, o Corpo se degrada rapidamente. Portanto é preciso assar o Corpo no fogo da disciplina do Yoga de modo a fortalece-lo e purifica-lo. Além de exercitar os músculos do Corpo, os asanas atuam nos nervos e glândulas. Eles reduzem a fadiga e acalmam os nervos. new RDStationForms(\'e-book-treinamento-yogin-de-respiracao-bdf2969b9eeaf2b1af79-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Descrevo abaixo algumas regrinhas do antes, durante e depois da prática. O ideal é que antes de começar sua prática, você esteja com a bexiga vazia assim como tenha evacuado. Quanto menos elementos nos sistemas digestivo e excretor melhor. É preferível praticar o yoga de estomago vazio. Se for difícil, uma xícara de chá ou café, chocolate ou leite pode ser ingerida antes da prática. Caso não exista essa possibilidade experimente praticar sem desconforto uma hora após uma refeição muito leve. Alimentos podem ser ingeridos meia hora depois de terminada a prática. Os asanas são mais fáceis depois de um banho. Após a prática recomenda-se tomar outro banho cerca de 15 minutos mais tarde. Tomar um banho ou uma chuveirada tanto antes quanto depois de sua prática de yoga refresca o corpo e a mente. A melhor hora para praticar é bem cedo pela manhã ou no final da tarde. Pela manhã os asanas oferecem certa dificuldade, pois o corpo está rígido. A mente por outro lado, ainda está fresca, mas sua agilidade e determinação diminuem à medida que o tempo passa. A rigidez do corpo é vencida com a prática regular. A prática matutina ajuda a trabalhar melhor nossa vocação pessoal enquanto a vespertina remove a fadiga do esforço do dia e nos deixa revigorada e calma. Segundo Iyengar, asanas difíceis devem ser feitos pela manhã, quando a determinação é maior. Não pratique asanas depois de se expor muitas horas ao sol quente. Durante a prática não deve haver tensão nos músculos faciais, ouvidos e olhos. A expressão deve ser serena. De preferência carregue aquele leve sorriso nos lábios. Durante a prática de asanas, somente o corpo deve estar ativo, enquanto o cérebro deve permanecer passivo, vigilante e alerta. Se as posturas forem feitas com o cérebro, você não será capaz de perceber seus próprios erros. A respiração deve ser realizada apenas pelas narinas. Não segure o ar ao entrar ou ao permanecer nas posturas. A prática correta dos asanas traz leveza e alegria tanto ao corpo quanto à mente, e um sentimento de unidade de corpo, mente e alma. A prática contínua modifica a atitude do praticante, que passa a disciplinar-se na alimentação, no sexo, no asseio e no caráter e se transforma em uma nova pessoa. Uma vez dominado o asanas ele se torna fácil e sem desconforto. “Ao praticar os asanas, o corpo do aluno assume numerosas formas de vida encontradas na criação- desde o mais baixo inseto até o mais perfeito sábio- e ele compreende que o mesmo Espirito Universal- o Espírito de Deus – respira em cada uma delas. Ele olha para dentro de si enquanto pratica e sente a presença de Deus nos diferentes ásanas que realiza com um sentido de entrega aos pés do Senhor. ” Iyengar “Uma alma sem um corpo é como um pássaro privado de seu poder de voar. ” Iyengar Trechos do livro Luz sobre o Yoga B.K.S Iyengar

Filosofia do Yoga | 2 dez 2020 | Fernanda Magalhães

Equilibrio, força e leveza – Ubhaya Padangusthasana

Equilibrio, força e leveza - Ubhaya Padangusthasana Quando pensamos em posturas de equilíbrio, geralmente surge na mente diversidades de posturas de pé, a maioria com apoio apenas de um dos pés no chão, como Vrksasana (postura da árvore) e Garudhasana (postura da águia)  A prática destas e outras posturas de pé são importantíssimas no desenvolvimento do equilíbrio físico e mental, mas existem outras formas de lidar com a gravidade que devem ser aprendidas na prática. Ubhaya Padangusthasana é um exemplo de equilíbrio dessa relação incomum com a gravidade.  Ubhaya significa ambos, Pada=pé, angustha = dedão do pé. E leva esse nome pelo “circuito” criado no corpo, conectando dedos das mãos e dos pés no ar. Na prática de Ashtanga Yoga, Ubhaya Padangusthasana é a vigésima oitava postura da primeira série, sendo realizada na parte final da prática. Além de ser uma postura muito bonita e significativa, onde seus pés e rosto estão apontados para o céu, como uma flor buscando a luz, ubhaya padangusthasana ajuda a liberar a energia presa na base da coluna estimulando o prana para o alto. Envolver meus dedos ao redor dos dedos dos pés também desperta tanto o espírito animal como o espírito infantil. O fortalecimento dos músculos abdominais, o alongamento dos isquiotibiais, a abertura do tórax e ombros e a tonificação dos órgãos internos são alguns dos benefícios de ubhaya padangusthasana.  A entrada na postura é feita através de um rolamento partindo de uma invertida sobre os ombros, um movimento que pode levar algum tempo para \"sair\" mas paciência e persistência  também fazem parte da prática.  Usar a sua respiração e os bandhas (a sucção do baixo ventre e a contração do períneo) é fundamental neste movimento de entrada e com o tempo você vai sentir o corpo fluir suavemente da invertida ao equilíbrio. Para entrar em ubhaya padangusthasana, sente-se no tapete, pernas estendidas a frente. Partindo de dandasana, expire e deite-se devagar. Inspire, alcance os braços acima da cabeça. Quando a próxima exalação sair do corpo, levante as pernas retas do chão, levante os quadris e coloque os pés nas mãos suavemente. Inspire , alongue a coluna. Expire com força, enrole a coluna e com um impulso para a frente, apoie entre os ísquios e o cóccix  e equilibre-se. Inspire enquanto você encontra seu ponto de equilíbrio.    Uma vez equilibrado no estado do asana, afaste as pernas do rosto, aponte os dedos do pé e resista com os braços. Crie a sustentação na coluna e no coração, como se você pudesse elevar o esterno através do espaço entre seus braços. A sensação no tronco deve ser de tentar recuar, enquanto a barriga baixa recolhe intensificando os bandhas para criar equilíbrio e estabilidade. Leve suavemente o olhar entre as sobrancelhas. Cinco respirações aqui; esse é o estado do asana. Se entrar na postura da forma tradicional está muito desafiador ainda, você pode testar seu equilíbrio começando por posturas sentadas: Partindo de Baddha Konasana, segure os dedos em suas mãos e estique as pernas para cima juntando os joelhos para dentro dos cotovelos.  Apoie-se entre os ísquios e o coxis no chão e puxe a barriga para encaixar a postura  Inspire esticando as pernas e puxe o baixo ventre mais profundamente, deixando a coluna alongada.   Para executar Ubhaya Padangusthasana, a força abdominal e o controle do core são necessários para manter as pernas 60 graus em relação ao chão, equilibrando o corpo. O alongamento dos isquiotibiais permite a extensão completa das pernas. Por isso, se você busca a correta execução da postura, mas ainda sente deficiência em um destes pontos, mantenha paschimottanasana e navasana na sua prática diária.   Conforme ganha força no tronco e segurança no equilíbrio, trabalhe para alcançar seus pés com as mãos a partir de navasana. Com a prática, Ubhaya Padangusthasana te proporcionará uma profunda conexão entre mente e corpo através deste equilíbrio e força unidos e traduzidos na leveza desta bela postura.   Boas praticas!   new RDStationForms(\'newsletter-yogin-formulario-1c3fb174b015350a9cd5-html\', \'UA-68279709-2\').createForm();

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