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Filosofia do Yoga | 29 jun 2021 | Daniel De Nardi

Como o Yoga pode ajudar você a aprender

Como o Yoga pode ajudar você a aprender - Para falar de aprendizado temos que entender o princípio básico de funcionamento do cérebro, que explorei melhor nesse outro artigo, o cérebro humano foi projetado para a sobrevivência. Sendo assim o que rege suas decisões é o princípio de conservação de energia. O cérebro trabalha incansavelmente para fazer as coisas com o mínimo de esforço possível. Toda mudança significa readaptação, logo desgaste. Como o cérebro não quer desperdiçar energia, luta contra as mudança, produzindo estímulos que prejudicam a mudança na forma como fazemos as coisas. Esse princípio de preservar a energia e evitar novos aprendizados não é ruim, ele foi necessário para nossa perpetuação como espécie, especialmente quando passávamos constantemente por situações de perigo. Não podíamos aprender uma nova técnica a cada vez que nos deparássemos com um animal predador. Não dava nem para pensar, usávamos sempre o que funcionou. Inventar moda podia custar a vida. Continuamos precisando de padrões, sem eles a vida congela. Se você tentar uma nova forma de amarrar o cadarço cada vez que tiver que por um tênis, sua vida se tornará um estorvo. Só que de vez em quando, pode tentar amarrar diferente, não vai fazer mal. O condicionamento de manter padrões aprendidos e confirmados como eficientes é atávico. Para o cérebro, há pelo menos 100.000 anos continua funcionando a mesma fórmula: [ mudança = gasto de energia] [Plano de ação = produzir hormônios que estimulem análises mostrando que a mudança não vale mesmo a pena. Medo pode ajudar aqui também. Que fique claro - em time que está ganhando não se mexe.] {Conclusão: Estamos vivos, PRA QUE MUDAR????} new RDStationForms(\'e-book-o-yoga-e-o-stress-ebbbd5c51665ef24833c-html\', \'UA-68279709-2\').createForm(); Até 10 anos de idade (pode passar um pouco), o cérebro humano mantém-se extremamente propenso ao aprendizado. O mundo é uma novidade e precisamos aprender a habitá-lo. Todos os estímulos que uma criança nessa fase inicial recebe, serão determinantes para seus hábitos como adulto. O que é apresentado à criança começa a definir os caminhos no cérebro que serão revisitados ao longo da sua vida adulta. Criamos trilhas para facilitar nosso vida, temos trilhas para estímulos corporais, forma de se relacionar com as pessoas, para gostos de música ou comida. O exemplo clássico de Mozart é somente entre os milhares de gênios que tiveram uma infância repleta de estímulos nas áreas que depois despontaram. Com esses estímulos da infância o cérebro já começa a entender que não precisa mais muita coisa para se manter vivo. Aquilo que aprendeu já serve para sobreviver. Logo, qualquer coisa a mais representa gasto energético e ele tentará impedir. É como se ele tivesse já traçado suas trilhas e já sabe como chegar nos lugares que precisa. Toda vez que começamos a aprender algo novo, a primeira reação do cérebro é tentar convencê-lo de que aquilo não vai servir para nada. Desnecessário. Não há porque aprender algo novo se você já sabe se virar na vida. Borá fazer o que funciona. Devido aos estímulos iniciais tendemos a seguir essas mesmas trilhas, elas são seguras, funcionam e não geram desconforto. Novos horizontes de aprendizados demandam gasto energético e o cérebro não gosta disso. Se você gosta de filme de ação, quando começa a ver um filme de diálogos, acha a situação absolutamente inútil e desnecessária. Que Coisa Chata!!! Em 30 minutos você já dormiu ou saiu da sala. Vou chamar esses atalhos da infância de trilhas de 10 anos. Elas não são criadas apenas nas nossas habilidades mentais, mas também nas questões emocionais e corporais. O tipo de estímulo corporal que você teve nas trilhas de 10 anos é o que o cérebro entendeu que é o melhor a se fazer, mesmo que o esporte gere um monte de lesões, você continuará achando que é a melhor atividade do mundo. Atividades corporais que geram tipos de habilidades que você não está habituado a fazer são excelentes para tirar o cérebro de sua zona de conforto e começar a jogá-lo em situações que precisa se readaptar. O ásana, é um excelente exercício para forçar o cérebro a sair de sua zona de conforto. Para aprender a sair das trilhas de 10 anos você ter que forçar  sua readaptação. Isto será importante não apenas para favorecer sua capacidade de aprendizado como fará você segurar melhor a barra em situações difíceis que todos passamos. Quem não passou dificuldade até os 10 anos, deve começar a pensar em formas de incomodar um pouco o seu cérebro. Fará bem para sua vida. Quem passou, não se iluda, se perder o treino, não continuará sabendo se readaptar. mexa ele também para manter-se em forma. O cérebro precisa sair da sua zona de conforto para se manter capaz de se readaptar, se ele não for estimulado a se readaptar ficará acomodado e isso sim é perigoso, pois além de dificultar novos aprendizados, qualquer situação de stress real como relacionamentos ou saúde podem levar um cérebro acomodado à tragédia. Crianças que passam por dificuldades na infância e conseguem se adaptar tem mais tendência à felicidade. O cérebro reclama menos, aprendeu a se virar. Passou por poucas e boas e o que acontecer a parti de agora é lucro. Lugares pobres como Índia, Indonésia, Peru parecem concentram mais pessoas felizes que os desenvolvidos países europeus. Nada contra a civilidade, mas não há como negar que facilidades prejudicam o psiquismo das pessoas. Não precisamos ir longe, basta olhar para as partes mais pobres do Brasil e constatar essa relação de:   Necessidade de se adaptar   X   Reclamar menos e aproveitar mais a vida. E o que dizer de jovens mimados que passam o tempo todo reclamando de coisas inexpressivas? Podemos gerar essas necessidades de readaptação forçando o cérebro a se ajustar à situações desconhecidas. Você pode fazer isso se forçando para aprender uma língua por exemplo (onde usarei italiano?) X (se você pensar esse aprendizado novo apenas como um treino de capacidade de readaptação do cérebro que interferirá diretamente na sua felicidade, será que não vale a pena aprender italiano? De quebra pode assistir La Traviata sem precisar olhar para o letreiro.) Assistir filmes que você sabe que não gosta, experimente iranianos, japoneses, indianos. Na parte emocional é complicado gerar esse tipo de desconforto. Não posso ligar para você e dizer que seu chefe vai demiti-lo amanhã. Não será legal e talvez você bloqueie nas redes sociais. Agora garanto que se você vem se forçando a se readaptar a situações desconhecidas, você passará melhor por uma situação real de demissão ou qualquer outro stress emocional. Experiências de desconforto corporal podem ensinar ao cérebro o funcionamento da readaptação. Que tal conhecer um tipo de arte que você nunca ouviu falar ou ler revistas que nunca lê? Tal como um músculo, a medida que você vai treinando seu cérebro a aprender sobre assuntos diversos, ele começa a reclamar menos de cada novo aprendizado, tal como um músculo está mais maleável e já sabe que não vai morrer por gastar um pouco mais de energia. Mircea Eliade, falava no Yoga como uma técnica de transcender a condição humana. O que seria mais insuportável para o órgão dos comandos que parar de dar ordens? Talvez a meditação seja a tarefa que ele vai lutar mais para não fazer, mas imagina a capacidade de flexibilidade e consequentemente de aprendizado que ela pode te dar?   aaaaaaaa não vai dar...... vou morrerrrrrrrr.... não tudo menos parar os pensamentos, aprendo italiano,isso não.....      

Podcast de Yoga | 1 nov 2020 | Daniel De Nardi

Aprendizados – Podcast #20

Aprendizados - Podcast #20 - Reflexões de um YogIN Contemporâneo No 20º episódio da série Reflexões de um YogIN Contemporâneo, falo sobre a importância da habilidade de aprender para a realização do Dharma, que é o propósito de vida de cada um. https://soundcloud.com/yogin-cast/aprendizados-podcast-20 Links  Dharma e Yoga - A busca do propósito https://youtu.be/H6uD6jMPtsI?list=PL3Y5CFIJsp-zNlhOw9t2Tdf1ECwPz_lzs   Curso  https://yoginapp.com/curso/yoga-aprendizado-e-liberdade/ Debate sobre o Futuro do Trabalho  https://youtu.be/vPd91hzDQr4    Nelson Freire, após me dar uma bronca por o ter cumprimentado forte demais Página de cursos de Yoga no YogIN App https://yoginapp.com/curso-yoga    Playlist da Série Reflexões de um YogIN Contemporâneo https://open.spotify.com/user/yoginapp/playlist/2YCabHrhxWDjZAYxdVwusa   Série de Podcasts - Reflexões de um YogIN Contemporâneo   Transcrição Podcast   Aprendizados Podcast #20 Olá, o meu nome é Daniel De Nardi, estamos começando o 20º episódio de “Reflexões de um YogIN Contemporâneo” que traz assuntos do nosso cotidiano sendo interpretados por uma visão, uma cultura ancestral da Índia. Hoje o assunto é “aprendizado”, desde que eu comecei a profundar os meus estudos no yoga, especialmente após o lançamento do YogIN APP, comecei a produzir uma quantidade bastante grande de conteúdo para o site, isso foi tema de um curso que eu lancei este ano chamado “Yoga, aprendizado e liberdade”, a minha ideia por trás do curso foi trazer conceitos e coisas que eu mesmo aplicava o aprendizado, e o que  o aprendizado tem a ver com tudo isso que a gente está falando, sobre yoga e sobre esses assuntos que a gente discuti aqui no site? O yoga tem como um dos objetivos a realização do Dharma, a realização daquilo que só você pode cumprir, aquilo que é o seu papel no universo. O yoga acredita muito nessa visão do Dharma e isso é muito importante pra que a pessoa se realize ela precisa fazer um ofício que a realize, não precisa ser algo relacionado ao financeiro, mas ela tem que agir no mundo de forma coerente com a sua essência interna e assim, essa parte de realização do Dharma é parte da realização pessoal. Então eu vi que uma das grandes dificuldades da realização plena do Dharma era a capacidade que a gente tinha de aprender, à medida que a gente aprende mais a gente conseguiria colocar no nosso ofício aquilo que de fato somos, a gente conseguiria expressar melhor que somos a medida que se tem mais aprendizados em diversas áreas ou na área específica que você está atuando. Então eu montei esse curso, que é dividido em diferente módulos e que traz ideias e conceitos sobre a questão do aprendizado que eu acho essencial, não no sentido da modernidade, porque esse é um tema a que a gente traz sempre no podcast, o aprendizado está sedo cada vez valorizado, mais pelo valor pessoal e pelo desejo em aprender. No curso eu explico que no primeiro momento a mente tem uma resistência ao aprendizado, mas na medida que o tempo passa ela, tudo se torna mais prazeroso e habitual. A realização desse Dharma depende de uma expressão interna, de coisas que te agregaram na vida e se você tem o universo interno mais rico, um universo subjetivo, tudo torna-se mais fácil de expressar e de desenvolver a própria singularidade. Hoje eu estava ouvindo um podcast que eu gosto bastante (vou deixar o link), nesse podcast especificamente eles falavam sobre trabalhos no futuro, como vai funcionar, esse é um assunto bastante discutido na tecnologia, tem alguns pontos que eu discordo deles, mas, o geral, a ideia é muito boa. Uma das coisas que eles que debatem sobre o aprendizado, fazendo mais ou menos essa reflexão que estou fazendo aqui, do quanto o aprendizado será essencial para a realização da nossa vida. E o quanto você tem uma massa maior a gente vai conseguir disseminar o conhecimento. Aí tem dois pontos: o primeiro não é mais a questão do acesso, tem muita gente com acesso à internet, mas que só usa o básico. O ponto não é só o acesso, é você ter um estímulo para o aprendizado, as pessoas não sabem que hoje você tem cursos de diversas áreas que você pode fazer online, isso com diversas coisa, inclusive com o yoga. Então, além das aulas regulares de yoga, a gente tem uma página com diversos cursos. E esse tipo de aprendizado você pode buscar em diferentes áreas, o que eu estou querendo dizer é que deve a ver ume estímulo a aprendizado, não apenas ao social, a internet tem que ser uma ferramenta de crescimento pessoal e o crescimento relacionado ao Dharma passa pelo aprendizado. Então o primeiro ponto é disseminar, eu sou um viciado por cursos pela internet, se alguém tivesse me dito que daria para aprender pela internet eu teria começado muito tempo antes. Há conteúdos pagos que avaliam se o indivíduo está, de fato, apreendendo tudo o que é ensinado, o conteúdo pago vale para esses casos, se você está interessado em determinado assunto, você verá um leque de informações maior sobre ele no canal/site do professor que estiver lecionando sobre ele. Por que o MEC não reúne todos os arquivos que as pessoas devem aprender e coloque no YouTube? Acho realmente válido, mas o MEC determinando o que é conhecimento não sei se é muito valioso, claro que a proposta é que o conhecimento chegue a áreas inacessíveis, como acontecia antes com programas como Telecurso 2000, isso já está acontecendo, talvez não com o MEC, mas com outras áreas. O segundo ponto, que mudou muito também a minha capacidade de aprendizado é o inglês, que nunca foi um aprendizado fácil pra mim, eu sempre tive um inglês meia boca, mas hoje ele tem o que é mais importante pra mim. O meu nível de inglês não me permite escrever um livro todo no idioma, ou até mesmo realizar uma palestra, mas ele me permite entender o que está registrado em inglês, o que muda completamente. A gente fala que tem muita coisa na internet, não sei se você tentou pesquisar trechos de livros que você já leu, se você leu em português é muito difícil, a não ser que seja um Best seller, é muito difícil encontrar algo pela internet. Mas em inglês a opção é muito maior e mesmo grande empresas como o Google e a Amazon estão transformando tudo o que for off-line em online, então o acesso é maior. Assim como os audiobooks, que é um aprendizado que utilizo muito. Por que o conteúdo de um audiobook tem vantagem? Apesar dos saudosismos em relação ao livro físico, no meu ponto de vista, é a mensagem que se tira do conteúdo, o que você vai absorver do que está sendo dito. Não tenho apego ao papel, quando comecei a ler pelo Kindle eu percebi que era muito mais fácil, porque consigo sublinhar, marcar, se eu tiver lendo em inglês ao tocar na palavra já consigo ver a tradução, o Kindle te da todas as possibilidades, inclusive o ajuste da luz, algo que no livro físico não há. Então eu diminui a compra de livros físicos, comecei a utilizar o Kindle e agora estou ouvindo audiobook porque um livro de 500 páginas eu demoro, em média, um mês para ler, este mesmo livro terá cerca de 9 horas no audiobook ou até menos, dependendo da velocidade. Daí você me diz “Ah, você não absorve”, tem como absorver sim, depende do treinamento, começa a ouvir o meu podcast na velocidade 2, verá que é possível absorver e, depois, não terá paciência para ouvir na velocidade normal e quando o assunto é complexo, dá para voltar e ouvir novamente. Essa e outras dicas eu dou no meu curso, ele tem uma linha de pensamento mais ampla que isso e eu dou essas dicas. Queria finalizar deixando uma obra do Johann Sebastian Bach, que são os Concertos de Brandenburgo. No início você ouviu “Jesus, alegria dos Homens”, tocada pelo Nelson Freire que é um dos pianistas mais reconhecidos internacionalmente, faz concertos regularmente no Brasil. Tenho uma história interessante que na primeira vez que eu vi o Nelson Freire foi na Sala São Paulo com uma amiga minha, a Bel. E no Intervalo ele esperou para cumprimentar as pessoas, fui cumprimentá-lo e ele quando apertei a mão dele ele tirou a mão e me alertou que não poderia se cumprimentar um pianista apertando a mão fortemente, me lembrei disso porque como estamos falando sobre aprendizado fica aí uma dica, se você for cumprimentar um pianista, faço mão de bobo, se não ele ficará bravo. Vou deixar o Bah por que ele é considerado um grande aprendizado pra todos os grandes mestres da música clássica, Mozart amava, copiou e tocou Bach, Beethoven tocou Bah, hoje outro músicos tocam Bach. Com certeza o próprio Bach tinha as suas referências e que o levaram a ser considerado o compositor dos anjos, se os anjos produzissem algum tipo de música seria a do Johann Sebastian Bach, que fica aqui com vocês para finalizarmos esse podcast. Até a próxima semana. Ohm Namah Shivaya!