Sapiens, comentando uma breve História – Revolução Cognitiva – Podcast #77

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Podcast de Yoga | 11 fev 2021 | Daniel De Nardi


Revolução Cognitiva.

“Sapiens, uma breve história da humanidade” é livro do professor israelense Yuval Noah Harari continua na lista dos livros mais vendidos há pelo menos 2 anos. Nesta série de podcasts farei uma revisão do livro com um capítulo a cada episódio. Começaremos pela Revolução Cognitiva, as mudanças que fizeram o Homo Sapiens se diferenciar das outras espécies de Homo.

 

 

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Sapiens – Revolução Cognitiva

  1. Um animal insignificante

Explicar que o Homo Sapiens não tinha um papel relevante na fauna há 100 mil anos.

Entendendo a nomenclatura na biologia para entendermos mudanças que veremos mais pra frente.

Os biólogos organizam os organismos em espécies. Dizem que eles pertencem a mesma espécie se caso tenham relações, deem origem a seres férteis. Cavalos e burros tiveram um ancestral em comum, mas seus descendentes, mulas e asnos não transferem as informações do seu DNA para os cavalos ou para os burros. Por isso, se considera que burros e cavalos são de espécies diferentes. Por outro lado, um bulldog e um labrador podem ser bem mais diferentes, mas ao cruzarem, irão compartilhar informações genéticas, por isso todas as raças de cachorros fazem parte da mesma espécie.

As espécies que surgiram de um ser em comum, se agrupam pelo nome de gênero. Tigres, leopardos e jaguares são espécies distintas, mas todos dentro do gênero panthera. Os biólogos constroem o nome dos animais com duas palavras latinas, o gênero e depois a espécie. O leão por exemplo chama-se, panthera leo.

O que iremos discutir nesse livro é o Homo Sapiens, o Sapiens de todo o gênero Homo. Todos os gêneros se agrupam em diferentes famílias que remontam a um ancestral comum. O gênero do elefante por exemplo divide-se em Elefantes, Mamutes e Mastodontes. O mesmo acontece com os gatos. Desde o gatinho doméstico até o Leão,  remontam aos mesmos ancestrais – panthera.

A família de gênero que o Homo Sapiens (sábios) pertence, é a família dos grandes símios. Nossos parentes vivos mais próximos são os chimpanzés, gorilas e outros macacos. Dentre todos, os chimpanzés são os mais próximos.    

O mesmo acontece no gênero Homo, no qual todas as espécies como Sapiens, Neandertal, Florensis remontam a um ancestral em comum. Esse ancestral em comum aos Homos (Humanos) surgiu na África há 6 milhões de anos.  

Homos e macacos começaram a se diferenciar entre 2 e 5 milhões de anos. Quando surge o gênero Homo que não exercia um papel no meio diferente dos elefantes, raposas, algas ou outros animais.

Somo parentes dos grandes símios. Exatamente 6M uma teve duas filhas uma se tornou a ancestral dos chimpanzés a outra é nossa avó. Como nos últimos 10 mil anos apenas nossa espécie humana, o homo sapiens, habitou a Terra, temos a sensação que nenhuma outra espécie parecida com a nossa possa ter convivido por aqui.

Entretanto, há 100 mil anos, várias espécies de Homo habitavam a Terra:  

Australopithecus foi o ancestral de todos os Homos que surgiram na África, começou a se distinguir a partir de 2 milhões de anos atrás.

Uma parte deles viajou até a Ásia e Europa e tendo que se adaptar a um clima bem diferente, formou uma outra espécie, Neandertal. Eram mais fortes e musculosos que os sapiens, pois adaptaram-se ao frio.

Já as regiões mais a Oeste da Ásia eram povoadas por outra espécie Homo Erectus. O Homem Erguido viveu por essa região por cerca de 2 milhões de anos e foi a família homo mais duradoura que já existiu.

Na Ilha de Java, Indonésia, viveu o Homo Soloensis, que estava adaptado a vida nos trópicos.

Já na Ilha das Flores, também na Indonésia, os humanos passaram por um processo de nanismo. Eles chegaram até ilha num período em que o nível do mar baixou muito. Quando voltou a subir, eles ficaram isolados e com poucos recursos para se alimentar, apenas as pessoas menores sobreviveram e assim a espécie mudou e os cientistas a denominaram Homo Floresiensis, em homenagem a Ilha. Esses indivíduos não passavam de 1m e não pesavam mais que 25 kg, mas desenvolveram ferramentas de pedra. O interessante é que nessa Ilha, aconteceu o mesmo com outros animais como elefantes, tigres e outros.

Em 2010, cientistas descobriram uma nova espécie numa caverna em Nisova, na Sibéria. Ao encontrar um dedo congelado, descobriram que ele pertencia a uma espécie até então desconhecida, o Homo denisova. Quantas espécies Homo foram perdidas ao longo da História e quantas ainda descobriremos?

Explicação não existe uma linha sucessória, como se houvesse sempre apenas um tipo de ser humano sobre a Terra. Isso só vem acontecendo de 10K para cá. As espécies habitaram simultaneamente e que umas se extinguiram e influenciaram outras.

O cérebro humano é proporcionalmente muito maior que o dos outros mamíferos, mas isso não significa necessariamente uma vantagem, tudo depende das circunstâncias. O cérebro humano é um trambolho complicado de carregar. Apesar de pesar cerca de 2% do peso corporal, absorve cerca de 25% da energia do corpo quando em repouso. Outros símios exigem apenas 8% de energia nas mesma situação.

Falar de como o crescimento do cérebro pode ter produzido o favorecimento prematuro e isso favoreceu a educação da prole e a criação de relações sociais devido a dificuldade de criar um bebê humano.

As ferramentas começaram a se desenvolver pela necessidade de quebrar ossos e chegar na medula, pois o que sobrava da caça dos grandes predadores, primeiro era devorado pelas hienas e chacais e depois é que os humanos tinha sua vez de pegar o resto do resto do resto.

Há 400 mil anos que as espécies humanas começaram a caçar presas maiores, até então estávamos no meio da cadeia alimentar.

Há 300 mil anos todas as espécies de Homos usavam o fogo de maneira cotidiana. O que era uma fonte de luz, calor e proteção contra predadores. O cozimento permitiu que alimentos que não conseguimos digerir naturalmente como trigo, soja e batata se transformassem em elementos para nossa sobrevivência. A facilidade na digestão diminuiu o intestino e aumentou o cérebro, visto que é impossível ter os dois órgãos muito desenvolvidos por causa de seus grandes gastos calóricos.

Há 150 mil anos a espécie sapiens era mais uma no meio da África e o total de humanos sobre a Terra era de menos de 1 milhão.  

Há 70 mil anos, os Sapiens que se desenvolveram no centro da África, subiram até a península arábica e depois ocuparam todo o continente euro asiático.

sEm 2010 saiu o 1º estudo do genoma de DNA de um Neandertal. Descobriu-se que há entre 1 e 4 % de DNA dos Sapiens atuais que vem dos Neandertais. O mesmo aconteceu quando tiveram as informações do genoma do dedo da Sibéria, do Homo de Nisova. E e constataram que 6% do DNA de aborígenes australianos vivos vinha dessa outra espécie de Homos.

Há 50 mil anos cada espécie de Homos era distinta, mas haviam raros cruzamentos entre elas. Neardentals tinham menos habilidades manuais e sociais e foram prejudicados pela chegada dos Sapiens.

Há 10 mil anos apenas Sapiens habitam a Terra. Por que só nós sobramos?

Provavelmente, houve muita matança entre as espécies Homos e um dos maiores diferenciais para a supremacia Sapiens, foi sua linguagem única.    

             

     2. A Árvore do Conhecimento

 

Numa 1ª tentativa, grupos de Sapiens saem na África mas não conseguem se fixar no Oriente. Uma 2ª leva, há 70 mil anos povoa todas as partes do mundo e extingue outras espécies. Entre 70 e 35 mil anos atrás, os Sapiens inventaram barcos, povoaram regiões como Austrália, inventaram lâmpadas de óleo e outras ferramentas. É desse período os início do comércio, religiões e organizações sociais.

O que gerou tantas melhorias na forma de pensar dos Sapiens e o que os fez conquistar o mundo pode ter sido fruto de conexões cerebrais totalmente aleatórias somadas a nossa genética especial para a linguagem. Os seres humanos são capazes de produzir uma grande quantidade de sons diferenciados. Isso foi essencial, mas somente isso não bastaria. Afinal, um papagaio é capaz de falar as mesmas coisas que Einstein.

O desenvolvimento da linguagem se deu especialmente pela fofoca. Os Sapiens precisam saber o que os outros estão fazendo, você acha que o sucesso das redes sociais é a toa? Sempre fomos fascinados uns pelos outros, mas além disso, os Sapiens são os únicos seres vivos a comunicar coisas que não existem no mundo real, apenas na sua fértil imaginação. Essa capacidade de criar imagens que não existem, possibilitou aos Sapiens a elaboração de mitos o que foi essencial para aumentar sua capacidade cooperar em grande número de indivíduos com mobilidade estrutural. Outros animais como as formigas também conseguem trabalhar em grandes grupos, mas só fazem com parentes próximos e de forma muito rígida. Foram os mitos que permitiram aos Sapiens se organizar em grandes grupos de cooperação.

Explicar como os mitos funcionam pelo exemplo da Lenda do Peugeot é a prova de porque os Sapiens dominam o mundo. Os 150 indivíduos.

Empresas de responsabilidade limitada, um conjunto de ideias e confiança. Comparação entre o corpo de Cristo criado pelo padre o a Empresa de Responsabilidade Limitada com os legisladores. Como uma ideia é aceita por milhões de pessoas e se torna “real”. Uma realidade imaginária não é uma mentira. O mundo é dividido entre as realidade imaginadas ou convenções e as coisas reais e ambas exercem influência na nossa vida.

Os mitos facilitaram a colaboração de grandes grupos, os movimentos sociais. Essas mudanças, nenhumas espécie conseguiu. O Homo erectus permaneceu durante 2 milhões de anos com os mesmos costumes e com as mesmas ferramentas.

Os costumes dos Sapiens se transformou em Cultura e a mudança da Cultura é o que chamamos de História. A Revolução Cognitiva é o momento em que a evolução se descola da biologia. O Homem não muda na velocidade das mutações, mas passa a produzir sua mudança.

 

3. Um dia na Vida de Adão e Eva

 

A mente caçadora/coletora ainda é a mais presente na nossas decisões.

Falar das decisões por comidas calóricas e gordurosas.

Há 15 mil anos domesticamos cachorros que eram usados para caçar e como alarme aos predadores.

Falar de como era a vida nessas tribos e como os caçadores coletores pré-era agrícola eram muito mais hábeis que nós hoje em dia. Naquela época a vida podia ser mais interessante que na era agrícola ou industrial. Havia muita morte prematura, mas os que passavam os primeiros anos viviam em média 60 anos. Tinham dieta muito variada.  

Nessa parte do livro ele fala do Yoga como um treinamento de consciência corporal. Fala também das maldades de uma tribo de caçadores coletores que foi exterminada na década de 60 no Paraguai.    

4. A Inundação

 

Há 45 mil anos os Sapiens habitaram a Austrália. Nesse momento no tornamos a espécie mais mortífera já habitara o topo da cadeia alimentar. Até então só tínhamos nos adaptado ao ambiente, sem grande impacto. Na Austrália extinguimos diversas espécies.  

A extinção produzida pela chegada dos Sapiens na Austrália não foi algo que pode ser atribuído a fatores climáticos.

Nos últimos 1 milhão de anos tem havido um período glacial a cada 100 mil anos. A última aconteceu entre 70 mil anos e 15 mil anos. Primeiro motivo para essa extinção. Os Sapiens chegaram na Austrália altamente treinados e os animais grandes australianos eram pegos desprevenidos. Segunda explicação foi que os Sapiens já dominavam o fogo e assim queimavam as florestas o que facilitava a caça e mudou totalmente o habitat local. Terceira explicação é que houve muitas mudanças climáticas nesse local.

A extinção da megafauna australiana foi a 1ª grande marca que os Sapiens deixaram no planeta e foi seguida por um desastre ecológico ainda maior na América. Os Sapiens chegaram ao continente americano a pé, mas eles não eram os melhores no frio. Desenvolveram abrigos, roupas e técnicas de caça de grandes animais como os mamutes. Quando os Sapiens chegaram à América a fauna perdeu cerca de 50% dos gêneros de mamíferos grandes.

 

 


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Daniel De Nardi>

Daniel De Nardi

Sou Professor de Yoga há mais de 25 anos certificado pelo Yoga Alliance E-RYT 500, reconhecida como uma marca registrada de treinamento de Yoga de alta qualidade, seguro, acessível e equitativo. Também sou o fundador do YogIN App Escola de Yoga Online que se divide em: YogIN App Studio - Aulas de Yoga Online YogIN App Academy - Cursos de Yoga Online Tenho interesse no estudo do Yoga e das raízes dessa Filosofia Milenar. Sou autor dos livros: Asana: Posturas do Yoga Como o Conhecimento Liberta do Sofrimento Sámkhya: Ancestral Filosofia Moderna O Yoga do Autoconhecimento As origens do Yoga e da Meditação Pra que Meditar? Como Funciona a Meditação O Yoga e o Stress Produzo a série de podcasts "Reflexões de um YogIN Contemporâneo" do YogIN Cast, o canal de podcasts de Yoga mais acessado do Brasil. Instagram: @reflexoesdeumyogin

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