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Respirar para Evoluir – Pranayama

Respirar para Evoluir – Pranayama

Pranayama, a quarta parte do Ashtanga Yoga de Patanjali, significa “expansão do prana”.

 

Prana é a fonte de toda a energia no universo e está presente em todos os elementos da natureza. Prana permeia nosso corpo através do contato com raios solares, solo, água, rochas, cristais, alimentos e ar. 

 

Absorvemos prana a cada inspiração e o redirecionarmos a cada exalação, por isso, pranayama é, através de exercicios respiratorios, utilizado para controlar e expandir essa energia.

 

Este controle é feito nas quatro partes da respiração: a inspiração – puraka; a expiração – rechaka; a retenção cheia – kumbhaka, ou antara kumbhaka; e a retenção vazia – shunyaka, ou bahya kumbhaka

 

Pranayama não é apenas realizar exercícios respiratórios de ritmo, é utilizar a respiração para afetar a energia que circula em corpo e mente.

 

Por isso, as diferentes escolas de yoga possuem abordagem diferenciadas para o ensino e uso de pranayama nas práticas. Algumas escolas incorporam técnicas de pranayama na prática do asana desde o início, outras trabalham o corpo físico nos asanas como preparação que antecede o pranayama.

 

Por exemplo Kundalini Yoga e Yoga Integral utilizam pranayama em todas as aulas de todos os níveis. No caso de Iyengar e Ashtanga yoga, o pranayama é ensinado lenta e cuidadosamente, como uma prática separada do asana, quando o professor entende que o corpo do aluno já está pronto para este treinamento. 

 

O principal cuidado neste segundo caso é de verificar se o aluno está pronto para alguns efeitos poderosos do pranayama. Se praticado antes de exercitar seu sistema nervoso em uma prática consistente de asanas, há possibilidade de se tornar muito aéreo, egoico ou até mesmo ansioso com o aumento de energia que o pranayama pode trazer.

 

Mas mesmo não sendo um yogin avançado, podemos usufruir dos benefícios do controle da respiração. 

 

Há muito tempo sabemos da influência da mente no estado emocional. A respiração tem relação direta com o estado mental, se estamos calmos, respiramos lentamente e em momentos de tensão, ansiedade e medo, a respiração fica rápida e curta. Nestes casos, o estado mental está influenciando na respiração, mas podemos retomar o controle no movimento oposto, controlando as emoções com a respiração consciente.  

 

Se não há atenção na respiração, então há tendência em ceder as flutuações mentais, gerando emoções relativas ao estado mental descontrolado. 

Sem os exercícios respiratórios, a maioria das pessoas respira inconscientemente e superficialmente utilizando apenas uma pequena parte da capacidade pulmonar.

 

Este estado de fluir inconsciente alimenta a atividade mental, provocando ansiedade, estresse e outros males cada vez mais frequentes atualmente. 

 

Uma cadência profunda e ritmada demonstra satisfação, segurança e serenidade.

 

Aprendendo a modificar o ritmo respiratório, podemos sutilizar e modificar emoções, influenciando positivamente no estado de equilíbrio almejado.

 

Entre a inspiração e a expiração acontece um ponto de repouso, um instante de completa satisfação respiratória. É neste ponto que o yogin repousa sua atenção, encontrando um estado de segurança, uma espécie de eixo.

 

Então não importa se é um yogin avançado lidando com as retenções e controle de prana ou se está utilizando os exercícios respiratórios simples para controle mental e emocional. De qualquer forma, ao aplicar o pranayama na sua prática, está seguindo o caminho da estabilidade proposta por Patanjali. 

 

“tataḥ kṣīyate prakāśa-āvaraṇam – Através disto (prática de pranayama) aquilo que encobre a capacidade de percepção desaparece” – Gloria Arieira, O Yoga que Conduz à Plenitude.

 

Fernanda Magalhães

Fê é carioca, pisciana, arquiteta, ambientalista e entusiasta do estilo de vida saudável. Despertou sua atenção ao corpo físico em 2001, através de consciência alimentar e atividade física regular. Apaixonada por estudar sobre o assunto, chegou a repensar sua escolha pelo curso de arquitetura. Durante esta busca, o Yoga se tornou uma ambição, alcançada somente em 2012, quando a prática se tornou rotina.  É praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga e professora de Hatha e Ashtanga. Sempre idealista e sonhadora,  quer levar o bem viver a todos que cruzam sua jornada. Em 2016 finalmente formou-se em Yoga pelo YogginApp.